Questões de Concurso Sobre orações coordenadas sindéticas: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas... em português

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Q1974958 Português

Cecília Meireles. O fim do mundo. In: Quatro Vozes, Rio de Janeiro, 1998, p. 73 (com adaptações).

Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item. 

Sem alteração dos sentidos e da correção gramatical do texto, o conectivo “porém” (linha 2) poderia ser substituído por mais

Alternativas
Q1973272 Português

Texto CG101-I


        Alguns idiomas fictícios foram criados especialmente para a série Game of Thrones. Daí surgiram palavras e expressões bem conhecidas pelos fãs, como “dracarys” – palavra que a personagem Daenerys Targ Aryen (Emilia Clarke) usa para mandar seus dragões cuspirem fogo. A palavra faz parte do alto valiriano, uma língua muito presente no decorrer da trama dos Targaryen e que apareceu de novo em House of the Dragon, spin-off de Game of Thrones.

        A Antiga Valíria era um antigo império localizado em Essos, continente a leste de Westeros. Ela é pouco mencionada na série, pois não existe mais, mas sua língua (o alto valiriano) ainda é usada por uma elite seleta. Seria como falar latim clássico na Europa medieval.

        Segundo As Crônicas de Gelo e Fogo, livros escritos por George R. R. Martin que inspiraram a série, o alto valiriano não seria uma linguagem de comunicação cotidiana, mas utilizada pela nobreza na literatura e na música. Ao longo do tempo, o idioma originou dialetos simplificados, falados em várias regiões, como o baixo valiriano, sendo possível traçar um paralelo com o latim clássico e o latim vulgar. Daenerys, inclusive, domina e usa estrategicamente ambas as variações.

         No alto valiriano, idioma do mundo de GOT, diferentemente do português, há quatro gêneros gramaticais, divididos entre lunares, solares, terrestres ou aquáticos. Nomes que se referem a humanos são geralmente lunares; profissões e partes do corpo, solares; alimentos e plantas são terrestres; e os líquidos são aquáticos.

Internet: <super.abril.com.br>(com adaptações)

Com base nas ideias e construções linguísticas do texto CG101-I, julgue o item a seguir.


No segundo período do segundo parágrafo, os vocábulos “pois” e “mas” introduzem, respectivamente, orações com sentido explicativo e adversativo.

Alternativas
Q1973020 Português
Leia o texto a seguir, analisando o emprego das palavras em destaque.
“Durante anos, o rei Charles se preparou para assumir o papel de monarca após o reinado histórico da rainha Elizabeth. Enquanto isso, ele mantinha outro emprego: proprietário de um negócio lucrativo.
Charles – há muito um defensor apaixonado de causas ambientais – fundou a Duchy Originals em 1990, quando era o príncipe de Gales, para comercializar produtos de sua fazenda. Desde então, tornou-se a maior marca de alimentos e bebidas orgânicas do Reino Unido, conforme a empresa. No ano até março de 2021, a Duchy Originals ganhou quase 3,6 milhões libras (US $ 4,1 milhões) sem contar os impostos.
A marca teve seus altos e baixos. Mas prosperou desde que entrou em uma parceria com a Waitrose em 2009. A cadeia de supermercados de luxo agora tem o direito exclusivo de vender produtos sob o nome Duchy, e os compradores podem encontrar salmão, salsichas, leite, cenouras e mirtilos com o nome ‘Waitrose Duchy Organic’ em suas lojas.
‘Tornou-se um negócio de muito sucesso’, disse Andrew Bloch, especialista em relações públicas de Londres. ‘Você pode sentir como esta marca tem coração e alma por trás disso.’
O futuro é incerto, no entanto. O controle da marca Duchy Originals está no ar durante um período de luto nacional que culminou no funeral de estado da rainha na segundafeira.
‘Vamos entrar em contato com a Casa Real sobre acordos futuros quando for a hora certa para fazê-lo’, disse um porta-voz de Waitrose. [...]”  
HOROWITZ, Julia. Como o novo rei do Reino Unido construiu marca de alimentos orgânicos. CNN Brasil, 16 de setembro de 2022. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/business/como-o-novo-reido-reino-unido-construiu-marca-de-alimentos-organicos/. Acesso em: 17 set. 2022.
Com base no uso das palavras destacadas, analise as proposições a seguir.
I. A palavra “Enquanto” (1º parágrafo) veicula uma ideia de simultaneidade de ações do rei Charles antes do falecimento de sua mãe.
II. Na expressão “conforme a empresa” (2º parágrafo), percebe-se uma atribuição de discurso por meio do vocábulo “conforme”.
III. Devido a seu sentido adversativo, o conectivo “Mas” (3º parágrafo) pode ser substituído, sem prejuízo de sentido ao enunciado, por “Portanto”.
IV. A expressão “no entanto” (5º parágrafo) expressa uma conclusão no período em que ela está inserida. 
Está(ão) CORRETA(S):  
Alternativas
Q1972706 Português

Texto para a questão. 




O conectivo “Porém” (linha 45) poderia ser substituído, sem prejuízo da coerência e dos sentidos do texto, por 
Alternativas
Q1972664 Português

TEXTO 1


        Estava conversando com uma amiga, dia desses. Ela comentava sobre uma terceira pessoa, que eu não conhecia. Descreveu-a como sendo boa gente, esforçada, ótimo caráter. “Só tem um probleminha: não é habitada.” Rimos. É uma expressão coloquial na França – habité – mas nunca tinha escutado por estas paragens e com este sentido. Lembrei-me de uma outra amiga que, de forma parecida, também costuma dizer “aquela ali tem gente em casa” quando se refere a pessoas que fazem diferença.

        Uma pessoa habitada é uma pessoa possuída, não necessariamente pelo demo, ainda que satanás esteja longe de ser má referência. Clarice Lispector certa vez escreveu uma carta a Fernando Sabino dizendo que faltava demônio em Berna, onde morava na ocasião. A Suíça, de fato, é um país de contos de fada onde tudo funciona, onde todos são belos, onde a vida parece uma pintura, um rótulo de chocolate. Mas falta uma ebulição que a salve do marasmo. Retornando ao assunto: pessoas habitadas são aquelas possuídas por si mesmas, em diversas versões. Os habitados estão preenchidos de indagações, angústias, incertezas, mas não são menos felizes por causa disso. Não transformam suas “inadequações” em doença, mas em força e curiosidade. Não recuam diante de encruzilhadas, não se amedrontam com transgressões, não adotam as opiniões dos outros para facilitar o diálogo. São pessoas que surpreendem com um gesto ou uma fala fora do script, sem nenhuma disposição para serem bonecos de ventríloquos. Ao contrário, encantam pela verdade pessoal que defendem. Além disso, mantêm com a solidão uma relação mais do que cordial. (Pessoas habitadas – Martha Medeiros).

No seguinte trecho: “É uma expressão coloquial na França – habité – mas nunca tinha escutado por estas paragens e com este sentido”, temos:
Alternativas
Q1972482 Português

INSTRUÇÃO: Leia esta citação de Fernando Pessoa para responder à questão.


“Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cômodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.”


Disponível em: www.livroecafe.com. Acesso em: 27 mar. 2021. 

“Não sou, porém, nem impaciente nem comum”.


O conectivo em destaque na oração tem o mesmo valor semântico de

Alternativas
Q1972206 Português
Cada uma das alternativas a seguir apresenta uma proposta de reescrita do último período do texto. Assinale a alternativa cuja proposta mantém a correção gramatical e o sentido original do período. 
Alternativas
Q1972054 Português
Texto CG101-I

      Alguns idiomas fictícios foram criados especialmente para a série Game of Thrones. Daí surgiram palavras e expressões bem conhecidas pelos fãs, como “dracarys” – palavra que a personagem Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) usa para mandar seus dragões cuspirem fogo. A palavra faz parte do alto valiriano, uma língua muito presente no decorrer da trama dos Targaryen e que apareceu de novo em House of the Dragon, spin-off de Game of Thrones.
       A Antiga Valíria era um antigo império localizado em Essos, continente a leste de Westeros. Ela é pouco mencionada na série, pois não existe mais, mas sua língua (o alto valiriano) ainda é usada por uma elite seleta. Seria como falar latim clássico na Europa medieval.
      Segundo As Crônicas de Gelo e Fogo, livros escritos por George R. R. Martin que inspiraram a série, o alto valiriano não seria uma linguagem de comunicação cotidiana, mas utilizada pela nobreza na literatura e na música. Ao longo do tempo, o idioma originou dialetos simplificados, falados em várias regiões, como o baixo valiriano, sendo possível traçar um paralelo com o latim clássico e o latim vulgar. Daenerys, inclusive, domina e usa estrategicamente ambas as variações.   
      No alto valiriano, idioma do mundo de GOT, diferentemente do português, há quatro gêneros gramaticais, divididos entre lunares, solares, terrestres ou aquáticos. Nomes que se referem a humanos são geralmente lunares; profissões e partes do corpo, solares; alimentos e plantas são terrestres; e os líquidos são aquáticos. 
  Internet: <super.abril.com.br>(com adaptações). 

Com base nas ideias e construções linguísticas do texto CG101-I, julgue o item.


No segundo período do segundo parágrafo, os vocábulos “pois” e “mas” introduzem, respectivamente, orações com sentido explicativo e adversativo.

Alternativas
Q1971945 Português

Texto para a questão



''Faz voar sua imaginação pensar que temos estruturas tão grandes quanto cinco a seis campos de futebol, feitas de milhares de toneladas de pedra, que não apenas cobrem uma região geográfica enorme, como também têm 7.000 anos”, diz Hugh Thomas, codiretor dos Projetos de Arqueologia Aérea do Reino da Arábia Saudita (AAKSAU, na sigla em inglês). (linhas 48 a 50)
A estrutura sublinhada no período acima apresente valor semântico de  
Alternativas
Q1971638 Português
*ESTAÇÕES*

   1º de setembro, para muitos, o mês da primavera, para outros, o mês da campanha contra o suicídio. E, para certos "alguéns", apenas um mês. Hoje, aqui, para mim, continua sendo o mês das primaveras, o mês de lembrar alguém que ele é importante, mas jamais apenas um mês, mas sim O MÊS.

   Aliás, todos os meses são, para mim, O MÊS, pois a todos tenho o privilégio de me deliciar com brindes a que cada um oferece: o verão, brindo o fervor da ousadia, o desnudar da sedução em suor; o outono, brindo o desejo de desfolhar-me sem medo de trocar o figurino, pois o amanhecer e o entardecer do outono é surreal; o inverno, aconchego-me não acobertando contra o vento, mas sentindo o seu soprar enquanto os retalhos me abraçam; o setembro, ahhhhh.... aqui estou, em meio a um arbusto, talvez numa mata que se parece fechada, entretanto, mais uma vez, sem temer, pois sinto o cheiro da primavera, "travestindo-me" em pétalas de rosas, mesmo que alguns espinhos me arranhem, ou até machuquem, pois enquanto me recolho neste arbusto, sei que há margaridas me esperando, crisântemos, tantas flores... girassóis rodopiando em sintonia com o sol para que eu não perca o passo do bailar no jardim da primavera, à espera de brindarmos a fragrância do prazer de experimentar o viver, e não me deixar somente existir.

(Tulius Mendonça - 01/09/2022)
"Aliás, todos os meses são, para mim, O MÊS, pois a todos tenho o privilégio de me deliciar com brindes a que cada um oferece:" A conjunção destacada "pois" pode ser trocada sem prejuízo de sentido por: 
Alternativas
Q1970295 Português
A forma verbal “entreguem” (linha 4) está empregada no modo
Alternativas
Ano: 2022 Banca: Quadrix Órgão: CRO - RS Prova: Quadrix - 2022 - CRO - RS - Advogado |
Q1969760 Português
A relação sintática entre as duas orações do primeiro período do último parágrafo do texto é de 
Alternativas
Q1967428 Português
Texto para o item.




Internet: <www.terra.com.br> (com adaptações).
A respeito do texto e de seus aspectos linguísticos, julgue o item.

É de coordenação a relação entre as duas primeiras orações do segundo parágrafo do texto, sendo a segunda uma explicação da primeira, evidenciada pelo conectivo “por isso”, empregado na ligação de uma à outra. 
Alternativas
Q1962862 Português

Atenção: Leia o texto para responder à questão.


  Os empreendedores são heróis populares do mundo dos negócios. Fornecem empregos, introduzem inovações e incentivam o crescimento econômico da região ou do país. Não são simplesmente provedores de mercadorias, serviços, informação ou entretenimento, mas fontes de energia, que assumem riscos inerentes em uma economia em mudança, transformação e crescimento.

  Para o economista Joseph Schumpeter, um empreendedor é uma pessoa capaz de converter uma nova ideia ou invenção em uma inovação bem-sucedida. Ao longo do tempo, contudo, verificou-se que isso não é uma tarefa fácil. Afinal, em todo o mundo, grande parte dos novos negócios falha.  

(Adaptado de: CHIAVENATO, Idalberto. Empreendedorismo: dando asas ao espírito empreendedor, Barueri: Manole, 2012, edição digital) 

Ao longo do tempo, contudo, verificou-se que isso não é uma tarefa fácil. (2º parágrafo)
No contexto em que se insere, o termo sublinhado pode ser substituído por
Alternativas
Q1960328 Português

Imagem associada para resolução da questão


No quadrinho a oração “Mas foi ontem!” é:

Alternativas
Q1960152 Português

Texto I

Inverno


        A família estava reunida em torno do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinhá Vitória de pernas cruzadas, as coxas servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de cinza.

        Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante.

        Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições com a ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz espalhou-se em redor da trempe de pedra, clareando vagamente os pés do vaqueiro, os joelhos da mulher e os meninos deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque o lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava pela rachadura das paredes e pelas gretas da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no sono, arrepiavam-se, tinham precisão de virar-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa: eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, e as imagens sucediam-se, deformavam-se, se não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto. [...]

(RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record, 2009, p. 63-64)

No período composto “Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto.” (3º§), a conjunção que o introduz é essencial para a produção de sentido. Considerando seu emprego contextual, percebe-se que apresenta valor: 
Alternativas
Q1959127 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo. 



       O animal humano, que é parte da natureza e que dela depende, não se resignou a viver para sempre à mercê dos frutos espontâneos da terra. O desafio que desde logo se insinuou foi: como induzir o mundo natural a somar forças e multiplicar o resultado do esforço humano? Como colocá-lo a serviço do homem? O passo decisivo nessa busca foi a descoberta, antes prática que teórica, de que “domina-se a natureza obedecendo-se a ela”. A sagacidade do animal humano soube encontrar nos caminhos do mundo como ele se põe (natura naturans: “a natureza causando a natureza”) as chaves de acesso ao mundo como ele pode ser (natura naturata: “a natureza causada”). 


       Processos naturais, desde que devidamente sujeitos à observação e direcionamento pela mão do homem, podiam se tornar inigualáveis aliados na luta pelo sustento diário. Em vez de tão somente surpreender e pilhar os seres vivos que a natureza oferece para uso e desfrute imediato, como fazia o caçador-coletor, tratava-se de compreender suas regularidades, acatar sua lógica, identificar e aprimorar suas espécies mais promissoras e, desse modo, cooptá-los em definitivo para a tarefa de potencializar os meios de vida. Se a realidade designada pelo termo civilização não se deixa definir com facilidade, uma coisa é certa: nenhum conceito que deixe de dar o devido peso a essa mudança na relação homem-natureza poderá ser julgado completo. A domesticação sistemática, em larga escala, de plantas e animais deu à humanidade maior segurança alimentar e trouxe extraordinárias conquistas materiais. Mas ela não veio só. O advento da sociedade agropastoril teve como contrapartida direta e necessária uma mudança menos saliente à primeira vista, mas nem por isso de menor monta: a profunda transformação da psicologia temporal do animal humano.


       A domesticação da natureza externa exigiu um enorme empenho na domesticação da natureza interna do homem. Pois a prática da agricultura e do pastoreio implicou uma vasta readaptação dos valores, crenças, instituições e formas de vida aos seus métodos e exigências. Entre os acontecimentos da história mundial que modificaram de maneira permanente os hábitos mentais do homem, seria difícil encontrar algum que pudesse rivalizar com o impacto da transição para a sociedade de base agrícola e pastoril em toda a forma como percebemos e lidamos com a dimensão temporal da vida prática.



(GIANNETTI, Eduardo. O valor do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, edição digital. Adaptado) 

No contexto, as expressões “a natureza causando a natureza” e “a natureza causada” (1° parágrafo) expressam, respectivamente, ideias de
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Q1959076 Português
Atenção: Para responder à questão, leia o trecho inicial do conto “Virginius: narrativa de um advogado”, de Machado de Assis. 


      Não me correu tranquilo o S. João de 185...
      Duas semanas antes do dia em que a Igreja celebra o evangelista, recebi pelo correio o seguinte bilhete, sem assinatura e de letra desconhecida:
      “O Dr. *** é convidado a ir à vila de... tomar conta de um processo. O objeto é digno do talento e das habilitações do advogado. Despesas e honorários ser-lhe-ão satisfeitos antecipadamente, mal puser pé no estribo. O réu está na cadeia da mesma vila e chama-se Julião. Note que o Dr. é convidado a ir defender o réu.”
      Li e reli este bilhete; voltei-o em todos os sentidos; comparei a letra com todas as letras dos meus amigos e conhecidos... Nada pude descobrir. 
      Entretanto, picava-me a curiosidade. Luzia-me um romance através daquele misterioso e anônimo bilhete. Tomei uma resolução definitiva. Ultimei uns negócios, dei de mão outros, e oito dias depois de receber o bilhete tinha à porta um cavalo e um camarada para seguir viagem. No momento em que me dispunha a sair, entrou-me em casa um sujeito desconhecido, e entregou-me um rolo de papel contendo uma avultada soma, importância aproximada das despesas e dos honorários. Recusei apesar das instâncias, montei a cavalo e parti.
      Só depois de ter feito algumas léguas é que me lembrei de que justamente na vila a que eu ia morava um amigo meu, antigo companheiro da academia. 
      Poucos dias depois apeava eu à porta do referido amigo. Depois de entregar o cavalo aos cuidados do camarada, entrei para abraçar o meu antigo companheiro de estudos, que me recebeu alvoroçado e admirado.
      − A que vens, meu amigo? A que vens? perguntava-me ele.
      − Vais sabê-lo. Creio que há um romance para deslindar. Há quinze dias recebi no meu escritório, na corte, um bilhete anônimo em que se me convidava com instância a vir a esta vila para tomar conta de uma defesa. Não pude conhecer a letra; era desigual e trêmula, como escrita por mão cansada...
      − Tens o bilhete contigo?
      − Tenho.
      Tirei do bolso o misterioso bilhete e entreguei-o aberto ao meu amigo. Ele, depois de lê-lo, disse:
      − É a letra de Pai de todos.
      − Quem é Pai de todos?
      − É um fazendeiro destas paragens, o velho Pio. O povo dá-lhe o nome de Pai de todos, porque o velho Pio o é na verdade.
      − Bem dizia eu que há romance no fundo!... Que faz esse velho para que lhe deem semelhante título?
      − Pouca coisa. Pio é, por assim dizer, a justiça e a caridade fundidas em uma só pessoa. Só as grandes causas vão ter às autoridades judiciárias, policiais ou municipais; mas tudo o que não sai de certa ordem é decidido na fazenda de Pio, cuja sentença todos acatam e cumprem. Seja ela contra Pedro ou contra Paulo, Paulo e Pedro submetem-se, como se fora uma decisão divina. Quando dois contendores saem da fazenda de Pio, saem amigos. É caso de consciência aderir ao julgamento de Pai de todos.
      O meu amigo continuou a desfiar as virtudes do fazendeiro. Meu espírito apreendia-se cada vez mais de que eu ia entrar em um romance. Finalmente o meu amigo dispunha-se a contar-me a história do crime em cujo conhecimento devia eu entrar daí a poucas horas. Detive-o.
      − Não, disse-lhe, deixa-me saber de tudo por boca do próprio réu. Depois compararei com o que me contarás.
      − É melhor. Julião é inocente...


(Adaptado de: ASSIS, Machado de. Obra Completa, v. II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994)

“Despesas e honorários ser-lhe-ão satisfeitos antecipadamente, mal puser pé no estribo”. (3° parágrafo)

No contexto em que se insere, o termo sublinhado expressa ideia de
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Q1958815 Português
Irã volta a impedir entrada de mulheres em jogos de futebol 

Por France Presse





Disponível em:
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/03/30/ira-voltaa-impedir-entrada-de-mulheres-em-jogos-de-futebol.ghtml.
Acesso em 20/06/2022. Adaptado.
A oração destacada classifica-se como oração adjetiva em:
Alternativas
Respostas
1101: E
1102: C
1103: B
1104: D
1105: A
1106: C
1107: C
1108: C
1109: E
1110: A
1111: C
1112: A
1113: E
1114: A
1115: A
1116: A
1117: C
1118: D
1119: D
1120: D