🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Comentadas sobre orações coordenadas assindéticas em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 273 questões

Q1735763 Português

Apoiado no parapeito, Yaqub olhava os passantes que subiam a rua na direção da praça dos Remédios. Por ali circulavam carroças, um e outro carro, cascalheiros tocando triângulos de ferro; na calçada, cadeiras em meio círculo esperavam os moradores para a conversa do anoitecer; no batente, das janelas, tocos de velas iluminariam as noites da cidade sem luz. Fora assim durante os anos da guerra: Manaus às escuras, seus moradores acotovelando-se diante dos açougues e empórios, disputando um naco de carne, um pacote de arroz, feijão, sal ou café. Havia racionamento de energia, e um ovo valia ouro.

Zana e Domingas acordavam de madrugada, a empregada esperava o carvoeiro, a patroa ia ao Mercado Adolpho Lisboa e depois as duas passavam a ferro, preparavam a massa do pão, cozinhavam. Quando tinha sorte, Halim comprava carne enlatada e farinha de trigo que os aviões norte-americanos traziam para a Amazônia. Às vezes, trocava víveres por tecido encalhado: morim ou algodão esgarçado, renda encardida, essas coisas. Conversavam em volta da mesa sobre isso: os anos da guerra, os acampamentos miseráveis nos subúrbios de Manaus, onde se amontoavam ex-seringueiros.

(Hatoum, M. Dois irmãos. http://dynamicon.com.br/wpcontent/uploads/2017/02/Dois-irm%C3%A3os-de-MiltonHatoum.pdf)

I. Apoiado no parapeito, Yaqub olhava os passantes que subiam a rua na direção da praça dos Remédios – A expressão em negrito é locução adverbial de modo.
II. Zana e Domingas acordavam de madrugada, a empregada esperava o carvoeiro, a patroa ia ao Mercado Adolpho Lisboa - a oração em negrito é uma oração coordenada assindética. III. Às vezes, trocava víveres por tecido encalhado: morim ou algodão esgarçado, renda encardida [...] –a frase em negrito é um aposto enumerativo.
Alternativas
Q1287387 Português
Assinale a alternativa que classifique a oração sublinhada. As frutas, que estão boas, serão para a barraca da feira.
Alternativas
Q1275797 Português
Leia o texto abaixo para responder a questão.

Confira a seguir os principais trechos da conversa com o filósofo, em que ele diz o que pensa sobre temas como propósito, obsessão pela carreira e equilíbrio entre lazer e trabalho:

EXAME.com – O excesso de trabalho está roubando cada vez mais tempo do lazer e da convivência familiar. Num mercado tão competitivo, ainda é possível ter uma carreira de sucesso sem sacrificar a felicidade em outros âmbitos da vida?

Mário Sérgio Cortella – É evidente que você precisa se dedicar à carreira, mas não pode deixar que apenas um aspecto da vida obscureça todos os demais. É preciso buscar um equilíbrio entre as diversas faces da existência. E esse equilíbrio é igual ao necessário para andar de bicicleta: você precisa estar sempre em movimento para não cair. Equilíbrio significa ser capaz de ir aos extremos sem se perder neles. Você pode ter uma alimentação equilibrada mas, de vez em quando, mergulhar com alegria numa garrafa de vinho, num churrasco. Mas não vai fazer isso todo dia, toda hora. Da mesma forma, quando as pessoas fazem cursinho pré-vestibular, elas não têm fim de semana, não têm balada, não têm nada. Mas ninguém vai passar o resto da vida fazendo cursinho, senão enlouquece. Uma pessoa que passa o tempo todo obcecada pela carreira está adoentada. É preciso cautela, porque isso vai torná-la infeliz. Há momentos na vida em que você vai se dedicar mais aos filhos do que à sua carreira. Em outros, você precisará trabalhar por 12, 13 horas por dia e ficará menos tempo com a família. O importante é não se perder nos extremos, mas saber transitar entre eles.

EXAME.com – Não vivemos numa cultura que incentiva os extremos?

Mário Sérgio Cortella – Sem dúvida. Existe a ideia de que sucesso significa trabalho contínuo, que você deve esquecer os outros aspectos da vida. Nossa cultura incentiva isso, suga as pessoas, vai exaurindo suas forças, transformando cansaço em estresse. O cansaço resulta de um esforço intenso.
O estresse é quando você já não tem compreensão do que está fazendo. No entanto, o que é imposto pela cultura não é obrigatório. É preciso andar na contramão dessa ideia e tentar buscar o equilíbrio entre as diversas faces da vida. Não é fácil, mas também não é impossível.

(Texto adaptado. GASPARINI, Claudia. Cortella diz qual é o segredo para acordar feliz na 2ª feira. EXAME. 13/3/2018. Disponível em: https://exame.abril.com.br/carreira/cortella-diz-qual-e-o-segredopara-acordar-feliz-na-2a-feira/)
“Da mesma forma, quando as pessoas fazem cursinho pré-vestibular, elas não têm fim de semana, não têm balada, não têm nada.”
A respeito do trecho acima, analise as assertivas:
I. O verbo “ter” recebe acento porque seu sujeito é “as pessoas”. II. A vírgula após “semana” e “balada”, separam orações coordenadas assindéticas. III. “Da mesma forma” estabelece uma noção de conformidade com o que foi dito anteriormente no texto.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: SESAP-RN
Q1211772 Português
Enfarte: genética versus hábitos Riad Younes
Desde o fim da década de 1930, a comunidade médica detectou com clareza maior concentração de casos de enfarte em algumas famílias, levando à teoria da predisposição genética para a ocorrência de doenças cardiovasculares. Parentes de pacientes que foram diagnosticados com enfarte ou derrame tinham maiores chances de eles mesmos apresentarem o quadro durante sua vida. Nas décadas subsequentes, vários estudos correlacionaram os hábitos dos pacientes como fatores de risco para doenças cardiovasculares. Sedentarismo, tabagismo, obesidade, entre outros, aumentam drasticamente as chances de enfarte. Depois, vários cientistas passaram a estudar a correlação dos riscos genéticos com os comportamentais, na tentativa de avaliar o peso que cada risco tinha na determinação do destino do coração dos indivíduos. Dúvidas como se filhos de pacientes com enfarte, com genética comprometida, teriam algum benefício em modificar seus hábitos pessoais e controlar os outros fatores de risco, ou seriam predestinados ao desastre independentemente de qualquer manobra. Pesquisadores da Universidade de Harvard, em Boston, liderados pelo doutor Amit Khera, concluíram recentemente um estudo extenso que envolveu mais de 55 mil pessoas em vários países e que avaliou a relação entre fatores genéticos e hábitos na determinação do risco de enfarte durante dez anos de seguimento. O estudo foi publicado esta semana na prestigiosa revista médica New England Journal of Medicine. Os especialistas analisaram o perfil genético e os hábitos pessoais dos voluntários e classificaram seus achados em categorias de baixo risco ou favorável, risco intermediário ou elevado, ou desfavorável. Dos fatores de risco relacionados ao estilo de vida, os indivíduos foram separados de acordo com a ausência de um ou mais dos seguintes fatores: tabagismo, obesidade, sedentarismo e dieta de risco. Quem não tinha três ou mais desses fatores era considerado de baixo risco para enfarte. Pacientes com três ou mais desses fatores foram classificados de risco elevado para doença cardiovascular. Os outros teriam risco intermediário. Os resultados do estudo deixaram evidente a relação direta entre aumento do número de fatores de risco ligados ao estilo de vida com a elevação do risco de enfarte em dez anos. Também ficou clara a correlação entre alterações genéticas detectadas no Projeto Genoma e as chances de enfarte. O mais interessante, nesse estudo, foi a total independência dos riscos genéticos daqueles relativos ao estilo de vida. Em outras palavras, mesmo as pessoas com alto risco genético e familiar podem beneficiar-se do controle eficiente da obesidade, do tabagismo, do sedentarismo e do consumo regular de dieta nociva. As pessoas consideradas de alto risco genético, que praticam hábitos saudáveis, tiveram suas chances de enfarte reduzidas pela metade, independentemente de medicamentos ou outras manobras químicas para controle do colesterol. O gráfico mostra o impacto de cada fator sobre cada grupo de risco genético. Os cientistas recomendam para todas as pessoas, principalmente para aquelas com carga genética desfavorável, a aderência intensiva a programas de controle dos hábitos deletérios. A orientação médica é fundamental para evitar enfartes e derrames de forma significativa. Vale a pena insistir. Disponível em: <www.cartacapital.com.br>. Acesso em: 14 dez. 2017. [Adaptado]
Depois, vários cientistas passaram a estudar a correlação dos riscos genéticos com os comportamentais, na tentativa de avaliar o peso[1] que[2] cada risco tinha na determinação do destino do coração dos indivíduos.
O elemento linguístico [2] é
Alternativas
Q1150726 Português
A lenda da borboleta azul


         Há uma lenda oriental que conta a história de um homem que se tornou viúvo há muitos anos e só precisava cuidar de suas duas filhas.
       As duas garotas eram muito peculiares, inteligentes e sempre muito ansiosas para aprender. Elas continuamente sobrecarregaram seu pai com perguntas para satisfazer seu desejo de conhecimento. Às vezes o pai sabia responder às suas perguntas de alguma maneira, às vezes achava difícil encontrar uma resposta apropriada para as duas garotas.
       Como ele podia ver o quanto inquietas eram suas filhas, decidiu enviá-las em um feriado para viver com um velho sábio que vivia no topo de uma montanha e aprender com ele. Este homem sábio era capaz de responder a todas as perguntas que as meninas lhe perguntassem, sem dúvida.
       As duas irmãs, no entanto, decidiram testar o sábio de uma maneira maliciosa, para medir sua verdadeira sabedoria. Certa noite, começaram as duas a inventar um plano: fazer ao sábio uma pergunta que ele não poderia responder.
       “Como podemos atrair o sábio para a armadilha? Que pergunta podemos lhe fazer que ele não será capaz de responder? ”A irmã mais nova perguntou à irmã mais velha.
      “Espere aqui, eu vou te mostrar imediatamente”, respondeu a mais velha das duas.
      A irmã mais velha foi para a floresta e voltou dentro de uma hora. Ela segurava a saia como uma bolsa e guardava algo nela. “O que você tem aí?”, Perguntou a irmã mais nova.
       A irmã mais velha colocou a mão na saia e mostrou à menina uma linda borboleta azul.
      “Ela é tão linda”! O que você vai fazer com isso?
     “Esta será a nossa ferramenta para fazer ao sábio a nossa pergunta da armadilha. Nós vamos procurá-lo e eu vou segurar essa borboleta na minha mão o tempo todo. Então pergunto ao sábio se a borboleta que tenho em minhas mãos está viva ou morta. Se o sábio disser que a borboleta ainda está viva, aperto minha mão para matar a borboleta. Se ele disser que a borboleta está morta, vou libertá-la. Por isso, não importa que tipo de resposta ele dê, sempre será errada.
     A irmã mais nova ficou empolgada com a proposta de sua irmã, e assim ambas foram a procura do velho sábio.
   “Oh sábio”, disse a irmã mais velha. “Você poderia nos dizer se a borboleta que eu seguro minhas mãos está viva ou morta?”
     Ao que o homem sábio, com um sorriso travesso no rosto, respondeu: “Isso depende de você, ela está em suas mãos.”
     Nosso presente e nosso futuro estão completamente em nossas próprias mãos. Portanto, nunca devemos culpar ninguém pelas coisas que dão errado em nossas próprias vidas. Quando perdemos algo ou quando apenas encontramos algo, somos sempre os responsáveis.
    A borboleta azul representa nossas vidas. Cabe a nós determinar o que queremos fazer com essa vida.


Disponível em: <https://www.revistapazes.com/a-lenda-da-borboleta
-azul/>. Acesso em: 01 de out. de 2018.
Assinale a alternativa em que só apareçam orações coordenadas assindéticas, ou seja, sem conjunções.
Alternativas
Q1120383 Português
O período composto por coordenação está explícito em:
Alternativas
Q1056617 Português
Gaiolas e Asas 
     
        Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. 
       Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado. 
      Ao ouvir os relatos das professoras, vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra – e as domadoras com seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres... Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que os fecha com os tigres. Violento, o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos, os adolescentes? Ou serão as escolas que são violentas? 
Rubem Alves – Disponível em:www.pensador.com/rubem_alves_textos  
No período: "Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros”, a oração destacada pode ser classificada sintaticamente como:
Alternativas
Q969001 Português

Texto 2


                            O NOSSO LIXO É UM LUXO


      “Mais de 50% do que chamamos lixo e que formará os chamados "lixões" é composto de materiais que podem ser reutilizados ou reciclados. O lixo é caro, gasta energia, leva tempo para decompor e demanda muito espaço. Mas o lixo só permanecerá um problema se não dermos a ele um tratamento adequado. Por mais complexa e sofisticada que seja uma sociedade, ela faz parte da natureza. É preciso rever os valores que estão norteando o nosso modelo de desenvolvimento e, antes de se falar em lixo, é preciso reciclar nosso modo de viver, produzir, consumir e descartar. Qualquer iniciativa neste sentido deverá absorver, praticar e divulgar os conceitos com plem entares de REDUÇÃO, REUTILIZAÇÃO e RECICLAGEM.

      REDUZIR

      Podemos reduzir significativamente a quantidade de lixo quando se consome menos de maneira mais eficiente, sempre racionalizando o uso de materiais e de produtos no nosso dia a dia. (...)

       REUTILIZAR

     O desperdício é uma forma irracional de utilizar os recursos e diversos produtos podem ser reutilizados antes de serem descartados, podendo ser usados na função original ou criando novas formas de utilização. (...)

      RECICLAR

      (...) A reciclagem vêm sendo mais usada a partir de 1970, quando se acentuou a preocupação ambiental, em função do racionamento de matériasprimas. É importante que as empresas se convençam não ser mais possível desperdiçar e acumular de forma poluente materiais potencialmente recicláveis.

                                 Fonte: http://www.profcupido.hpg.ig.com.br/lixo.htm

“O lixo é caro, gasta energia, leva tempo para decompor e demanda muito espaço.”


O trecho extraído do texto faz uso de um recurso sintático que deixa o texto mais coeso. Trata-se do recurso de:

Alternativas
Ano: 2018 Banca: FCM Órgão: IFN-MG Prova: FCM - 2018 - IFN-MG - Língua Portuguesa |
Q961074 Português

                                       Serena Sintética


                                                        Lua

                                                        morta.

                                                                       Rua

                                                                        torta

                                                        Tua

                                                        porta.

RICARDO, Cassiano. Poesias completas. Pref. Tristão de Athayde. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1957, p. 27.

“Serenata Sintética” foi publicado em 1947, no livro Um Dia Depois do Outro – que a crítica em geral considera como o marco divisório da carreira literária de Cassiano Ricardo, poeta modernista associado aos grupos Verde-Amarelo e da Anta.


Avalie o que se afirma sobre os aspectos sintático-semânticos apontados na análise do poema.

I. Nos versos, as imagens evocadas pelas palavras, assim como elas próprias, articulam-se segundo a parataxe gramatical, caracterizada por uma sequência de frases justapostas.

II. No nível semântico, nota-se o uso predominante da paranomásia, pois se extrai expressividade da combinação das palavras, que apresentam semelhança fônica, mas sentidos diferentes.

III. No poema, há a justaposição de três imagens, próximas da montagem do ideograma, e que lembram uma pintura ou uma fotografia, cuja cena anunciada em seu título é denotativamente decodificada, sem a presença de figuras de linguagem.

IV. Nos dísticos, nos quais sobressai a função apelativa da linguagem, a mensagem, centrada em seu próprio código, instrui os leitores acerca de uma pequena cidade com ruas sinuosas (rua torta), uma lua pálida (lua morta) e a sugestão de um caso amoroso (tua porta), palco para uma serenata.


Está correto apenas o que se afirma em

Alternativas
Q952850 Português
A frase que apresenta relação coordenada entre as estruturas que a constituem é:
Alternativas
Q1330216 Português
Identifique abaixo, a frase que se constitui em Oração Coordenada Assindética:
Alternativas
Q1326382 Português
Fiori Gigliotti morreu em 2006, após uma consagrada carreira de locutor esportivo. Era muito conhecido pela seguinte frase: “APITA O ÁRBITRO, ABREM-SE AS CORTINAS E COMEÇA O ESPETÁCULO”. Considerando as regras de coordenação e subordinação, qual das alternativas abaixo classifica corretamente essas três orações?
Alternativas
Q1203943 Português

Texto para a próxima questão


Soneto de fidelidade: (Vinícius de Moraes).



De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.


E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure. 

Na segunda estrofe, o segundo verso do poema, “E em seu louvor hei de espalhar meu canto,” é uma oração:
Alternativas
Q956989 Português
“Saio cedo e volto tarde da noite”. Temos:
Alternativas
Q832863 Português
Em “Toma conselhos com vinho, mas toma decisões com água”, temos:
Alternativas
Q832862 Português

“Trabalho muito duro. Sou perfeccionista. Escrevo minhas músicas, tenho minhas próprias ideias, ajudo com minhas roupas”.

(Rolling Stone).

No período acima, temos:

Alternativas
Q800230 Português
A CULTURA DA EVOLUÇÃO LIVRE
Publicado em Revista Língua Portuguesa, ano 9, n.º 102, abril de 2014. Disponível em: http://www.aldobizzocchi.com.br/divulgacao.asp Acesso em: 28 mar 2017.
   Por muitos séculos, um desvio da norma gramatical foi considerado um erro e ponto final. A sociedade dividiase, portanto, entre os que sabiam falar a própria língua e os que não sabiam.
  Com o advento da linguística evolutiva, da sociolinguística e sobretudo dos estudos de William Labov sobre variação, o chamado erro gramatical passou a ser visto como um fato natural da linguagem. Remonta, por sinal, aos linguistas histórico-comparativos do século 19 o lema de que o erro de hoje poderá ser a norma gramatical de amanhã.
   No entanto, essa visão mais benevolente do desvio levou em alguns casos a uma confusão entre erro e evolução: o desvio pode vir a tornar-se norma, mas não necessariamente se tornará. Como numa reação contra séculos de doutrinação gramatical e estigmatização da fala dos menos instruídos, alguns teóricos passaram equivocadamente a supervalorizar o erro e a relativizar a importância da língua padrão.
  Acontece que a dinâmica da evolução linguística é mais complexa do que parece à primeira vista. A língua se apoia numa tensão dialética entre a conservação e a mudança: a todo momento, por força do próprio uso, algo muda na língua, mas a maior parte de seus elementos se conserva. Se nada mudasse, a língua seria estática, a fala ficaria “engessada”, e o sistema rapidamente rumaria para a obsolescência; se tudo mudasse o tempo todo, ninguém mais se entenderia.
  As forças da conservação e da mudança travam uma queda de braço permanente: toda inovação, seja ela lexical, sintática ou semântica, gera uma nova forma que tem de competir com as já existentes. Essa luta pode se arrastar por décadas ou séculos. Ao final, a forma inovadora pode derrotar as até então estabelecidas, assim como pode acabar derrotada por elas, isto é, abandonada, como é o caso de muitas gírias efêmeras.
  [...] a fala popular, assim como as línguas ágrafas e os dialetos, evolui de modo livre; já as chamadas línguas de cultura (dotadas de escrita formal) estão sujeitas à engenharia genética operada por escritores, jornalistas, intelectuais, gramáticos e professores.
  [...] Em resumo, o desvio da norma, incluindo o chamado erro gramatical, não é bom nem mau – nem uma evidência da inferioridade intelectual do povo nem um instrumento de luta contra as classes dominantes –, é apenas um fato natural a ser estudado cientificamente.
Aldo Bizzocchi é doutor em Linguística pela USP, pós-doutor pela UERJ, pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Etimologia e História da Língua Portuguesa da USP e autor de Léxico e Ideologia na Europa Ocidental (Annablume) e Anatomia da Cultura (Palas Athena).  
Analise as proposições abaixo. Em seguida, assinale a alternativa que contém a resposta correta. I. Em: “ninguém mais se entenderia”, a palavra “ninguém” é um pronome indefinido e ocupa a função de sujeito determinado. II. Em: “Por muitos séculos, um desvio da norma gramatical foi considerado um erro”, a vírgula empregada está separando um adjunto adverbial antecipado. III. Em: “Se nada mudasse, a língua seria estática”, a vírgula isola uma oração coordenada. IV. Em: “a forma inovadora pode derrotar as até então estabelecidas”, a palavra “até” é acentuada por ser uma palavra monossílaba tônica.
Alternativas
Q787128 Português

SOLIDÃO INTERATIVA

     Ronaldo Coelho Teixeira

      A primeira vez que vi esse termo foi por meio de um jeca superjóia: Juraildes da Cruz. Tocantino de Aurora, radicado em Goiânia, Goiás e um dos maiores compositores contemporâneos brasileiros. Não seria pra menos! Afinal, foi ele quem criou o hit que Genésio Tocantins espalhou pelo Brasil por meio do Domingão do Faustão, na TV Globo, em 1999. “Nóis é jeca, mas é joia”, aquele da farinhada, feita da mandioca, da macaxeira ou do aipim, a depender da região brasileira. Sacada de mestre, de quem está sempre antenado ao mundo e aos seus. Juraíldes da Cruz em sua letra, visionária – como tudo o que os gênios, as antenas da raça fazem – já arrepiava: “Tiro o bicho de pé com canivete, mas já tô na internet”. E isso quando a www ainda engatinhava.

      Mas com esse achado que agora evoco aqui, o artista quer mesmo é alertar para o mau uso das tecnologias, sobre coisas que o homem cria, mas que geralmente acaba escravo delas. Solidão interativa foi cunhado pelo sociólogo francês Dominique Wolton. Em sua tese, o autor alerta quanto ao cuidado para com o uso da internet, principalmente das redes sociais, chamando a atenção para um detalhe vital no avanço das tecnologias de comunicação: não importam formas e meios de expressão, a comunicação humana não foi, não é e nunca será algo tão simples, sempre vai conter grandeza e dificuldade. Wolton justifica-se dizendo que a internet é incrível para a comunicação entre pessoas e grupos que tenham os mesmos interesses, mas está longe de ser uma ferramenta de comunicação de coesão entre pessoas e grupos diferentes. E que por isso, a internet não é uma mídia, mas um sistema de comunicação comunitário. Ele prova isso afirmando que podemos passar horas, dias na internet e sermos incapazes de ter uma verdadeira relação humana com quer que seja.

      A solidão interativa grassa nas redes sociais, especialmente no facebook. São fotos e fotos postadas – a maioria – forjando uma felicidade quando, na verdade, é tudo fake. As mais usuais são aquelas em que o autor se autofotografa – as famosas selfies – e sai espalhando-as de um dia para o outro, quando não, de uma hora para outra.

      Tem as gastronômicas. Aquelas em que o autor antes de comer um prato ou uma iguaria especial, fotografa e já a lança na rede como a dizer que está podendo. Mas aquela comidinha do dia a dia, a da vida real, ele jamais vai postar. Ovo frito? Nem pensar! E aquelas dos momentos felizes? Sim, tem gente que acha que os seus instantes de lazer e diversão têm que, obrigatoriamente, ser vistos por todos. E lá vai um post ao lado do namorado ou namorada, dos amigos, geralmente com ares de forçação de barra. Porque a gaiola do tempo, forjada por nós mesmos, só pode ser aberta pela chave da felicidade plena.

      E tem aquela que é emblemática: a mensagem em que o internauta revela o status do seu sentimento. Mas o ápice da solidão interativa está naquela figura que posta alguma coisa e ela mesma vai lá e a curte. De dar dó, não? Temos milhares de ‘amigos’ nessa cornucópia virtual. Nessa Caixa de Pandora do Século XXI, eis-nos diante de uma incoerente quimera: o autoengano. [...]

      O autoengano é peça-chave para a nossa sobrevivência. Mentimos – a partir dos dois meses de idade – não só para os outros, mas, principalmente, para nós mesmos. Mesmo protegidos na redoma da interatividade, continuamos sós, ali, onde apenas a solidão nos alcança. Enquanto teclamos a torto e a direito, sugerindo que estamos sempre ON, a vida verdadeira continua OFF. E nunca nos damos conta de que, no fim, toda a solidão que nos rodeia, essa sim, é real. Porque bytes, bits e pixels não transmitem calor. E o verbo sem o hálito quente é apenas palavra morta.

Adaptado de:< http://lounge.obviousmag.org/espantalho_lirico/2016/08/solidao-interativa.html >.

O trecho destacado em “Wolton justifica-se dizendo que a internet é incrível para a comunicação entre pessoas e grupos que tenham os mesmos interesses, mas está longe de ser uma ferramenta de comunicação de coesão entre pessoas e grupos diferentes.”, é uma oração
Alternativas
Q776652 Português

Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item.

O primeiro parágrafo do texto é um período composto por orações coordenadas.

Alternativas
Q2080538 Português
TEXTO 01

A falta de água começa aqui

Notícia - 9 - abr – 2015

        O Greenpeace protestou hoje pelo fim do desmatamento em uma área recém-destruída no sul de Roraima (ver mapa abaixo). Pelo menos 4 mil hectares foram desmatados no Estado nos últimos seis meses. Enquanto a floresta cai, o sudeste do Brasil passa pelo mais grave colapso hídrico da história, com os reservatórios registrando níveis muito abaixo da média para a estação chuvosa. A mensagem "A falta de água começa aqui", colocada em uma área do tamanho de 504 campos de futebol de mata queimada e destruída, é uma lembrança importante de que as florestas são fundamentais para assegurar o equilíbrio do clima e parte vital do ciclo da água. Sem floresta não tem água.

        Em expedições de monitoramento da paisagem a partir da análise de alertas do desmatamento do SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) do Imazon, o Greenpeace comprovou a derrubada de grandes extensões de floresta na região da BR-174, que liga Manaus, no Amazonas, a Boa Vista, em Roraima, além de queimadas e muita extração de madeira. A retirada de madeira costuma ser o primeiro passo no ciclo de destruição da floresta. Geralmente, o que acontece depois é a remoção da mata por completo para abrir espaço para outras atividades econômicas, como pecuária e soja.

        A situação em Roraima é tão caótica que chega a ser pitoresca. Investigações da Polícia Federal revelaram um esquema criminoso de exploração de madeira envolvendo empresas, proprietários rurais, servidores públicos e engenheiros florestais. Entre as principais irregularidades estão fraudes no sistema de controle e transporte irregular de madeira – como um caminhão que consegue transportar madeira para duas áreas diferentes ao mesmo tempo ou uma super-motocicleta de 250 cilindradas capaz de transportar 41 metros cúbicos de madeira – o equivalente a 41 caixas d'água de mil litros cheias!

        Uma das empresas investigadas, a RR Madeiras, tem forte atuação na região e apresenta um longo histórico de irregularidades ambientais. A empresa já foi multada pelo IBAMA em R$ 1,3 milhão por exploração e transporte ilegal de madeira. A RR Madeiras teve suas operações suspensas duas vezes – em 2012 e 2014. Seu proprietário, José Dalmo Zani, foi preso em 2012 durante a operação Salmo 96:12 da Polícia Federal por participar de uma "vasta rede criminosa envolvendo atividades de extração, comércio e transporte de produtos florestais".

        (...)
        Cerca de 19% da floresta amazônica foram destruídos nos últimos 40 anos. Os impactos do desmatamento já podem ser sentidos para muito além das fronteiras da floresta. Mais e mais estudos apontam para a relação entre floresta e a produção de chuva. Só a Amazônia transpira, diariamente, 20 bilhões de toneladas de vapor de água para a atmosfera – volume superior à vazão do rio Amazonas. Toda essa umidade forma os "rios voadores" que são levados, com o vento, para outras regiões do País, irrigando plantações e enchendo reservatórios de água. Ao desmatar a Amazônia, interferimos de forma extremamente negativa no ciclo da água.

    "Eventos extremos, como episódios de seca – muito parecidos com a crise enfrentada pelo Sudeste – se tornarão cada vez mais frequentes e mais intensos com as mudanças do clima. Manter a floresta em pé é o nosso passaporte para o futuro, um estoque de fichas para amenizar os efeitos severos das mudanças climáticas", diz Cristiane Mazzetti, da campanha Amazônia do Greenpeace. "Ao proteger as florestas, garantimos qualidade de vida. Com floresta, tem água, tem comida, tem clima ameno".

(http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Desmatamento-A-falta-de-agua-comeca- qui/?gclid=CIn405aVmc8CFYcGkQodPsIEYA) 
Sobre a passagem “Enquanto a floresta cai, o sudeste do Brasil passa pelo mais grave colapso hídrico da história”, analise os itens:
  I. É um período composto por subordinação.  II. A primeira oração é adverbial e encerra circunstância de tempo. III. A segunda oração é a principal e poderia vir anteposta à sua subordinada, sem alteração do sentido.
Alternativas
Respostas
201: D
202: D
203: B
204: C
205: A
206: B
207: D
208: C
209: C
210: B
211: A
212: B
213: C
214: B
215: A
216: D
217: C
218: B
219: E
220: D