Questões de Concurso Sobre numerais em português

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Q4237344 Português
Os substantivos coletivos podem indicar conjuntos com quantidades precisas e conjuntos com quantidades imprecisas. Associe os coletivos destacados com cada uma das frases abaixo, colocando (1) para os que indicam quantidade precisa e (2) para imprecisas. 

( ) Comprei uma dúzia de banana-prata.
( ) Um bando de gaivotas está sobrevoando a praia.
( )Se eu levar uma grosa de laranjas, quanto vou pagar?
( ) Uma quadrilha especializada em golpes pela internet foi presa ontem.

A sequência CORRETA é:
Alternativas
Q4228858 Português
O plural de milhão é:
Alternativas
Q4226477 Português
A partida

Osman Lins

   Hoje, revendo minhas atitudes quando vim embora, reconheço que mudei bastante. Verifico também que estava aflito e que havia um fundo de mágoa ou desespero em minha impaciência. Eu queria deixar minha casa, minha avó e seus cuidados. Estava farto de chegar a horas certas, de ouvir reclamações; de ser vigiado, contemplado, querido. Sim, também a afeição de minha avó incomodava−me. Era quase palpável, quase como um objeto, uma túnica, um paletó justo que eu não pudesse despir.

    Ela vivia a comprar−me remédios, a censurar minha falta de modos, a olhar−me, a repetir conselhos que eu já sabia de cor. Era boa demais, intoleravelmente boa e amorosa e justa.

    Na véspera da viagem, enquanto eu a ajudava a arrumar as coisas na maleta, pensava que no dia seguinte estaria livre e imaginava o amplo mundo no qual iria desafogar−me: passeios, domingos sem missa, trabalho em vez de livros, mulheres nas praias, caras novas. Como tudo era fascinante! Que viesse logo. Que as horas corressem e eu me encontrasse imediatamente na posse de todos esses bens que me aguardavam. Que as horas voassem, voassem!

    Percebi que minha avó não me olhava. A princípio, achei inexplicável ela fizesse isso, pois costumava fitar−me, longamente, com uma ternura que incomodava. Tive raiva do que me parecia um capricho e, como represália, fui para a cama. 

   Deixei a luz acesa. Sentia não sei que prazer em contar as vigas do teto, em olhar para a lâmpada. Desejava que nenhuma dessas coisas me afetasse e irritava−me por começar a entender que não conseguiria afastar−me delassem emoção.

    Minha avó fechara a maleta e agora se movia, devagar, calada, fiel ao seu hábito de fazer arrumações tardias. A quietude da casa parecia triste e ficava mais nítida com os poucos ruídos aos quais me fixava: manso arrastar de chinelos, cuidadoso abrir e lento fechar de gavetas, o tique−taque do relógio, tilintar de talheres, de xícaras.

    Por fim, ela veio ao meu quarto, curvou−se:

    — Acordado?

    Apanhou o lençol e ia cobrir−me (gostava disto, ainda hoje o faz quando a visito); mas pretextei calor, beijei sua mão enrugada e, antes que ela saísse, dei−lhe as costas.
Não consegui dormir. Continuava preso a outros rumores. E quando estes se esvaíam, indistintas imagens me acossavam. Edifícios imensos, opressivos, barulho de trens, luzes, tudo a afligir−me, persistente, desagradável — imagens de febre.

   Sentei−me na cama, as têmporas batendo, o coração inchado, retendo uma alegria dolorosa, que mais parecia um anúncio de morte. As horas passavam, cantavam grilos, minha avó tossia e voltava−se no leito, as molas duras rangiam ao peso de seu corpo. A tosse passou, emudeceram as molas; ficaram só os grilos e os relógios. Deitei−me.

    Passava de meia−noite quando a velha cama gemeu: minha avó levantava−se. Abriu de leve a porta de seu quarto, sempre de leve entrou no meu, veio chegando e ficou de pé junto a mim. Com que finalidade? — perguntava eu. Cobrir−me ainda? Repetir−me conselhos? Ouvi−a então soluçar e quase fui sacudido por um acesso de raiva. Ela estava olhando para mim e chorando como se eu fosse um cadáver — pensei. Mas eu não me parecia em nada com um morto, senão no estar deitado. Estava vivo, bem vivo, não ia morrer. Sentia−me a ponto de gritar. Que me deixasse em paz e fosse chorar longe, na sala, na cozinha, no quintal, mas longe de mim. Eu não estava morto.

    Afinal, ela beijou−me a fronte e se afastou, abafando os soluços. Eu crispei as mãos nas grades de ferro da cama, sobre as quais apoiei a testa ardente. E adormeci.

   Acordei pela madrugada. A princípio com tranquilidade, e logo com obstinação, quis novamente dormir. Inútil, o sono esgotara−se. Com precaução, acendi um fósforo: passava das três. Restavam−me, portanto, menos de duas horas, pois o trem chegaria às cinco. Veio−me então o desejo de não passar nem uma hora mais naquela casa. Partir, sem dizer nada, deixar quanto antes minhas cadeias de disciplina e de amor.

    Com receio de fazer barulho, dirigi−me à cozinha, lavei o rosto, os dentes, penteei−me e, voltando ao meu quarto, vesti− me. Calcei os sapatos, sentei−me um instante à beira da cama. Minha avó continuava dormindo. Deveria fugir ou falar com ela? Ora, algumas palavras… Que me custava acordá−la, dizer− lhe adeus?

    Ela estava encolhida, pequenina, envolta numa coberta escura. Toquei−lhe no ombro, ela se moveu, descobriu−se. Quis levantar−se e eu procurei detê−la. Não era preciso, eu tomaria um café na estação. Esquecera de falar com um colega e, se fosse esperar, talvez não houvesse mais tempo. Ainda assim, levantou−se. Ralhava comigo por não tê−la despertado antes, acusava−se de ter dormido muito. Tentava sorrir.

   Não sei por que motivo, retardei ainda a partida. Andei pela casa, cabisbaixo, à procura de objetos imaginários enquanto ela me seguia, abrigada em sua coberta. Eu sabia que desejava beijar−me, prender−se a mim, e à simples ideia desses gestos, estremeci. Como seria se, na hora do adeus, ela chorasse?

    Enfim, beijei sua mão, bati−lhe de leve na cabeça. Creio mesmo que lhe surpreendi um gesto de aproximação, decerto na esperança de um abraço final. Esquivei−me, apanhei a maleta e, ao fazê−lo, lancei um rápido olhar para a mesa (cuidadosamente posta para dois, com a humilde louça dos grandes dias e a velha toalha branca, bordada, que só se usava em nossos aniversários).

Fonte: Moriconi, Italo. * Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p.190−192. * título omitido propositalmente
“Era boa demais, intoleravelmente boa e amorosa e justa.” “Demais” ou “de mais”? Essa é uma dúvida que ocorre por serem as duas formas possíveis na língua portuguesa, dependendo do contexto em que são empregadas. Em uma das opções a seguir, em vez de “demais”, deveria ter sido usada a locução “de mais”. Assinale essa opção.
Alternativas
Q4212451 Português
Analise as duas orações que seguem e atenda ao propósito de responder ao seguinte questionamento:
Eu vi um homem estranho parado na porta da padaria. Na biblioteca havia apenas um garoto estudando.
Quanto à classe morfológica, os termos em destaque: 
Alternativas
Q4205900 Português
Considerando-se o emprego dos porquês, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:

Levei meu filho ao médico, ____________ ele estava febril. Não sei o ______________ de sua atitude rude.
Alternativas
Q4205683 Português
Ave viaja dos EUA ao Brasil e anilha aponta que animal voou mais de 7 mil quilômetros

        Uma ave marinha viajou 7.451 quilômetros dos Estados Unidos em Massachusetts e foi parar na praia de Regência, em Linhares, no Norte do Espírito Santo.
   
        A ave da espécie Trinta-réis-boreal foi resgatada pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Petrobras.
     
        Quando a ave foi levada para o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (IPRAM) em Cariacica, na Grande Vitória, a equipe de biólogos e veterinários percebeu que o animal tinha uma anilha na pata.
    
        Ao fazerem a pesquisa, as equipes descobriram que a ave possuía uma anilha estrangeira dos Estados Unidos de uma instituição científica chamada United States Geological Survey.
    
        No sistema constava que a ave foi anilhada quando ainda era um filhote incapaz de voar. Segundo o médico veterinário do IPRAM, Luis Felipe Mayorga, a ave encontrada tem comportamento migratório e pode ser encontrada com frequência no litoral do estado.
    
        "Essas aves se reproduzem no hemisfério norte, e quando se aproxima o inverno lá, se aproximando o verão aqui no hemisfério sul, elas migram para cá. No Espírito Santo, os bandos migratórios podem se aglomerar em bancos de areia na foz do Rio Doce", explicou o veterinário.
    
        O veterinário contou sobre a importância do anilhamento dos animais para pesquisas científicas. Segundo Mayorga, assim é possível saber informações ecológicas e hábitos de vidas dessas aves.

        Mayorga disse ainda que o pesquisador, que estuda essa ave no lá no hemisfério Norte, quando ela migra e vai embora, não consegue acompanhar os bandos.
    
        "Com os anilhamentos, você consegue ter um relatório mostrando as rotas migratórias. Ao longo do caminho vão ficando aves, que ficam fracas e morrem. O anilhamento permite construir o caminho por onde essas aves passam. Quando o sistema é comunicado a instituição original já é comunicada. Ou seja, lá nos Estados Unidos já sabem que a ave foi encontrada, onde foi", explicou o veterinário.
    
        O veterinário também explicou que qualquer pessoa que encontrar uma ave com anilha pode comunicar e colocar as informações em um programa que acompanha os animais.
    
        Mayorga explicou que no Brasil é usado um programa realizado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE) do ICMBio.
    
        "O IPRAM anilha todas as aves marinhas que solta. Qualquer pessoa pode comunicar, se quiser, não precisa ser pesquisador. Aqui mesmo no Brasil, se uma pessoa comum avistou uma ave com anilha e conseguiu o número, ou achou uma carcaça de ave com anilha, ela pode comunicar o CEMAVE. Essas informações são muito valiosas", afirmou o veterinário.

(Fonte: G1 - adaptado.)
Assinalar a alternativa em que a frase está escrita CORRETAMENTE:
Alternativas
Q4116118 Português

Q9.png (356×273)


A charge acima faz um trocadilho com a palavra nível, indicando o quanto nossa língua é flexível. A respeito dessa palavra, analise as frases abaixo e assinale a única alternativa em que ela foi corretamente empregada, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa, como sinônimo da expressão "no âmbito de".



Alternativas
Q4116117 Português
Observe as frases abaixo:

I. ( ). Ana saiu de casa há duas horas.
II. ( ). Ana saiu de casa a duas horas.
III. ( ). Ana chegará daqui há dois dias.
IV. ( ). Ana chegará daqui a dois dias.

De acordo com a norma padrão da língua portuguesa, estão CORRETAS as frases:
Alternativas
Q4116112 Português
Observe as frases abaixo:

I. Oh, como era bom saber que ela tinha saudade de mim!
II. Aprendi com minha mãe que uma mão lava a outra.
III. Nunca tivemos luxo, mas no natal sempre havia um presente por cada filho.
IV. Rir ainda é o melhor remédio.

Não há cacofonia em:
Alternativas
Q4113493 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Dois mais dois


Por Luis Fernando Veríssimo


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(Disponível em: https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa que classifica corretamente os numerais presentes no trecho a seguir: “Mas, pai, e 362 vezes 17?”. 
Alternativas
Q4055401 Português
Segundo o registro culto e formal da Língua Portuguesa qual alternativa está correta:
Alternativas
Q3736547 Português

Referindo-se à significação das palavras, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa devida.



Coluna I.



A- Sinônimos.


B- Polissemia.


C- Antônimos.


D- Homônimos.


E- Parônimos.



Coluna II.



1- Mariana mora longe da cidade, mas perto do rio.


2- Arrear {pôr arreios} – arriar {descer, abaixar}.


3- Ele sempre diz que gasta muito para manter o caríssimo filho morando no exterior.


4- Acento {sinal gráfico} – assento {lugar de sentar-se}.


5- O vereador foi acusado de usar o cargo para obter vantagens e privilégios pessoais.

Alternativas
Q3715839 Português
Assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3700348 Português
Sobre os conceitos de alfabetização e letramento, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3700293 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

“Quando falamos (ou escrevemos), tendemos a nos adequar à situação de uso da língua em que nos encontramos: se é uma situação formal, tentaremos usar uma linguagem formal; se é uma situação descontraída, uma linguagem descontraída, e assim por diante. Essa nossa tentativa de adequação se baseia naquilo que consideramos ser o grau de aceitabilidade do que estamos dizendo por parte de nosso interlocutor ou interlocutores. [...]
É totalmente inadequado, por exemplo, fazer uma palestra num congresso científico usando gírias, expressões marcadamente regionais, palavrões etc. A plateia dificilmente aceitará isso. É claro que se o objetivo do palestrante for precisamente chocar seus ouvintes, aquela linguagem será muito adequada... Não é adequado que um agrônomo se dirija a um lavrador analfabeto usando uma terminologia altamente técnica e especializada, a menos que queira não se fazer entender. Como sempre, tudo vai depender de quem diz o quê, a quem, como, quando, onde, por que e visando que efeito.”
BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 15 ed. Loyola: São Paulo, 2002. 
O trecho “Não é adequado que um agrônomo se dirija a um lavrador analfabeto usando uma terminologia altamente técnica e especializada, a menos que queira não se fazer entender” exemplifica um tipo de variação linguística, pois o agrônomo possui conhecimento linguístico de nível técnico e avançado da agronomia. Já o lavrador analfabeto não tem familiaridade com esse tipo de comunicação. O nome que se dá a essa variação linguística é
Alternativas
Q3682576 Português
Leia as alternativas abaixo e assinale aquela que possua um erro de regência:
Alternativas
Q3677856 Português
Com base no entendimento da relação entre a linguagem oral e a linguagem escrita, analise as afirmativas a seguir:
I- A linguagem oral e a linguagem escrita não se opõem, mas são linguagens que se interpenetram e se imbricam mutuamente.
II- O registro formal ou informal de um discurso é determinado exclusivamente pela sua materialidade, seja ela fônica ou grafada.
III- Os discursos orais, mesmo que planejados previamente e utilizando recursos auxiliares de outras linguagens, são caracterizados pela produção oral e conhecimento imediato pelo interlocutor.
É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3671659 Português
Acerca da concepção como linguagem como expressão do pensamento, assinale a alternativa incorreta: 
Alternativas
Q3669981 Português

Atente para o trecho a seguir, e assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas. 


"Você agiu (__) ao considerar seu amigo um (__) pintor, mesmo porque ele já pratica essa arte (__) mais de dez anos, e daqui (___) uma semana irá receber uma placa de reconhecimento, da Secretaria de Cultura.  

Alternativas
Q3668821 Português
Mafalda. Autor: Quino. Disponível em: Dw/4OOYYYyrW11sukUU94LLf xGt5XluWZy7XX-DvQCLcBGAss11600 AAAAAVDw/4OYyrW1sukU94LtfxGt5XluWZy7Xi-DvQCLcBGAs/s1600/ Acesso em: 13 jul., 2023.
Assinale a alternativa correta em relação ao uso dos porquês do português brasileiro: 
Alternativas
Respostas
221: A
222: C
223: C
224: B
225: D
226: A
227: A
228: D
229: D
230: B
231: C
232: D
233: A
234: E
235: B
236: X
237: D
238: C
239: C
240: D