Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4253014 Português
Leia o texto para responder a questão.

Como apagão de dados sobre vacinação no Brasil traz de volta ameaça de doenças já controladas

André Biernath - @andre_biernath
Da BBC News Brasil em Londres

        Não há dúvidas entre os profissionais de saúde e pesquisadores que as taxas de vacinação vêm caindo de forma consistente no Brasil durante os últimos anos. Na avaliação deles, porém, há um problema pouco discutido nesse setor que complica ainda mais as coisas: a falta de dados confiáveis e atualizados sobre quantos brasileiros realmente tomaram as doses dos imunizantes disponíveis na rede pública de cada município.
    
        Na base de dados do Sistema Único de Saúde, o DataSUS, é possível encontrar mais de uma dezena de cidades cuja cobertura vacinal nem chega aos 10% — em mais de 900 delas, o índice não alcança os 50%.
   
        Os gestores de saúde desses locais, porém, argumentam que as estatísticas oficiais não correspondem à realidade e que essa taxa, na prática, é bem maior.
    
        O problema, dizem eles, está no excesso de burocracia, na falta de equipes e nas falhas de conexão com a internet ou acesso aos sistemas de informática mais modernos e conectados.
    
        "É pouco provável que um município brasileiro tenha apenas 3 ou 5% de cobertura vacinal. O registro de dados simplesmente não funciona nesse país", atesta a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
    
        Os especialistas apontam que esse descompasso entre os números oficiais e a realidade prejudica a tomada de decisões e a criação de políticas públicas mais certeiras na área de saúde — o que aumenta a ameaça de surtos de doenças erradicadas, controladas ou com poucos casos, como poliomielite, sarampo e febre amarela.
     
        "Sem esses dados consolidados, não conhecemos a realidade do país e não é possível fazer o planejamento ou elaborar o orçamento", pontua Wilames Freire, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
    
        Ou seja: se os dados sobre a cobertura vacinal das cidades não batem, fica mais difícil para os governos municipais, estaduais e federal reforçarem as campanhas de comunicação, enviarem mais doses para um lugar específico, conversarem com os profissionais daquele local…
    
        "Sem informações fidedignas, não temos condições de tomar decisões em tempo hábil", ele chama a atenção.

        E um apagão de dados, por sua vez, abre a possibilidade de doenças que estão erradicadas, como a poliomielite, ou relativamente controladas, como o sarampo, voltem a representar uma ameaça.

        [...]

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62980100 
Um dos problemas apontados é...
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Q4253013 Português
Leia o texto para responder a questão.

Como apagão de dados sobre vacinação no Brasil traz de volta ameaça de doenças já controladas

André Biernath - @andre_biernath
Da BBC News Brasil em Londres

        Não há dúvidas entre os profissionais de saúde e pesquisadores que as taxas de vacinação vêm caindo de forma consistente no Brasil durante os últimos anos. Na avaliação deles, porém, há um problema pouco discutido nesse setor que complica ainda mais as coisas: a falta de dados confiáveis e atualizados sobre quantos brasileiros realmente tomaram as doses dos imunizantes disponíveis na rede pública de cada município.
    
        Na base de dados do Sistema Único de Saúde, o DataSUS, é possível encontrar mais de uma dezena de cidades cuja cobertura vacinal nem chega aos 10% — em mais de 900 delas, o índice não alcança os 50%.
   
        Os gestores de saúde desses locais, porém, argumentam que as estatísticas oficiais não correspondem à realidade e que essa taxa, na prática, é bem maior.
    
        O problema, dizem eles, está no excesso de burocracia, na falta de equipes e nas falhas de conexão com a internet ou acesso aos sistemas de informática mais modernos e conectados.
    
        "É pouco provável que um município brasileiro tenha apenas 3 ou 5% de cobertura vacinal. O registro de dados simplesmente não funciona nesse país", atesta a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
    
        Os especialistas apontam que esse descompasso entre os números oficiais e a realidade prejudica a tomada de decisões e a criação de políticas públicas mais certeiras na área de saúde — o que aumenta a ameaça de surtos de doenças erradicadas, controladas ou com poucos casos, como poliomielite, sarampo e febre amarela.
     
        "Sem esses dados consolidados, não conhecemos a realidade do país e não é possível fazer o planejamento ou elaborar o orçamento", pontua Wilames Freire, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
    
        Ou seja: se os dados sobre a cobertura vacinal das cidades não batem, fica mais difícil para os governos municipais, estaduais e federal reforçarem as campanhas de comunicação, enviarem mais doses para um lugar específico, conversarem com os profissionais daquele local…
    
        "Sem informações fidedignas, não temos condições de tomar decisões em tempo hábil", ele chama a atenção.

        E um apagão de dados, por sua vez, abre a possibilidade de doenças que estão erradicadas, como a poliomielite, ou relativamente controladas, como o sarampo, voltem a representar uma ameaça.

        [...]

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62980100 
Poliomielite, sarampo e febre amarela foram citadas como exemplo de 
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Q4252893 Português
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Planos não podem mais limitar sessões com psicólogos, fisioterapeutas e outros
Com essa medida, as operadoras dos planos de saúde passam a ter que cobrir todas as consultas ou sessões com profissionais dessas quatro categorias

        A nova resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que determinou o fim da limitação do número de consultas e sessões com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas começa valer a partir de desta segunda-feira, 1º para todos os planos de saúde regulamentados, contratados após a Lei 9.656/1998 ou adaptados à lei, que tiverem cobertura ambulatorial, ou seja, de consultas e exames. 

        A decisão foi tomada no dia 11 de julho em reunião extraordinária da diretoria colegiada da agência. 

        “Com essa medida, as operadoras dos planos de saúde passam a ter que cobrir todas as consultas ou sessões com profissionais dessas quatro categorias que forem prescritas pelo médico assistente para pacientes com qualquer doença ou condição de saúde listada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como, por exemplo, o transtorno do espectro autista, a paralisia cerebral, a síndrome de Down, a esquizofrenia”, disse o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello.

        Segundo Rebello, este ano, houve 22 inclusões de procedimentos, entre exames, tratamentos, e medicamentos, no rol de procedimentos obrigatórios da ANS.

        Consumidor

        Para a coordenadora do Programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Carolina Navarrete, essa resolução ocorre após intensa cobrança de diferentes instituições de pacientes e consumidores que já chamavam a atenção para a “abusividade” de limitar o número de consultas com essas categorias.

        “Antes, essa lista limitava o número de consultas com esses profissionais a 12 no ano. Se precisasse mais, o consumidor pagava ou acionava a Justiça, que, na maioria dos casos, determinava a cobertura pelo plano de saúde”, disse Ana Carolina.

        A especialista lembra que se o plano negar a cobertura ou impuser algum limite a consultas e sessões com as quatro categorias profissionais, o consumidor deve tentar resolver em primeiro lugar com a operadora. “Se isso não resolver, aí deve fazer uma reclamação no Procon do seu estado ou município ou então diretamente na própria ANS”.

        Quem vinha fazendo as terapias e pagando o limite ultrapassado não terá direito a reembolso para consultas realizadas antes da validação da nova regra. 

        Tem direito a consultas sem limites estabelecidos pelos planos, todo usuário que receber encaminhamento médico para tais terapias. Todas as doenças que fazem parte da Classificação Internacional de Doenças (CID) estão cobertas pela nova regra que obriga os planos de saúde a ofertarem os tratamentos com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas.

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O objetivo do texto é
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Q4252783 Português

ELVIS PRESLEY VEM AÍ: SAIBA TUDO SOBRE O NOVO FILME DO REI DO ROCK

Felipe Machado Publicado em 01/04/2022


        Ao contrário do que dizem os fãs, Elvis Presley morreu – e isso já faz quase cinco décadas. Vítima do abuso de drogas, aos 42 anos, o ídolo foi encontrado pela namorada em Graceland, sua exótica residência em Memphis, no Tennessee. É curioso notar que a vida de um dos maiores ícones da cultura norte-americana, com milhões de admiradores em todo o mundo e detentor de quase todos os recordes da indústria fonográfica, até agora não tivesse servido de inspiração para uma grande produção nas telas. Apesar de ter estrelado dezenas de filmes como ator, abusando dos enredos singelos que serviam apenas como desculpa para ele mostrar o corpo e o vozeirão, fica a impressão de que sua vida era um tabu grande demais até para os megalomaníacos padrões de Hollywood. Talvez seja por isso que, depois de sua morte, em 16 de agosto de 1977, o cantor tenha sido tema somente de um modesto projeto realizado em 1979 e voltado apenas para a TV americana, com direção de John Carpenter e estrelado por Kurt Russell.


        Isso mudará daqui a um mês, quando estreia no Festival de Cannes a cinebiografia Elvis, de Baz Luhrmann – o filme chega aos cinemas brasileiros em julho. Foi preciso um australiano de origem judaica para levar às telas a história do garoto pobre e talentoso do sul dos EUA, que ascende vertiginosamente até o topo do mundo e, como um Ícaro que se aproxima demais do Sol, despenca rumo à tragédia. “Sempre fui fã de Elvis, mas não foi esse sentimento que me levou a fazer o filme”, afirma Luhrmann. “Nesses tempos modernos, sua vida é como uma tela em branco perfeita para explorar os EUA dos anos 1950 e 1960. Fui atraído por essa parte da história. E também por um cara chamado Coronel Tom Parker.”


        Luhrmann se refere ao arrogante e malhumorado empresário de Elvis, interpretado por Tom Hanks. Como o próprio personagem anuncia no início, ele parece ter orgulho de ser “o vilão do filme”. Figura mítica do showbiz – pelas piores razões possíveis –, o agente não era coronel, nem americano e sequer se chamava Tom Parker. Nascido na Holanda, Andreas Cornelis van Kujik era adestrador de cães. Fugiu de seu país após o misterioso assassinato da amante, morte de autoria atribuída, por muitos, a ele mesmo. Foi expulso do exército por ser considerado um psicopata, trabalhou no circo e, em 1955, convenceu o jovem Elvis a deixá-lo controlar todos os aspectos de sua carreira.


        Mesmo sem entender nada de música, dividia com o cantor tudo que ele ganhava e até escolhia quais músicas podia gravar. Com receio de eventuais problemas jurídicos com a imigração, Parker nunca viajou para o exterior – e nem permitiu que Elvis fizesse shows fora do país, nem mesmo diante de ofertas milionárias. Há quem diga que ele o teria obrigado a se casar com a namorada assim que descobriu que ela estava grávida – Priscilla Presley, papel de Olivia DeJonge.

Adaptação: https://istoe.com.br/elvis-presley-vem-ai/ , acesso em 08 de abril de 2022. 

Segundo o texto, a única alternativa INCORRETA em relação a Elvis Presley e ao filme de Luhmann é:
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Q4252608 Português
Família de São José dos Pinhais pede ajuda para encontrar homem de 42 anos


    A família de Edilberto dos Santos, de 42 anos, pede ajuda para encontrá-lo após o registro do desaparecimento dele no dia 15 de maio. Edilberto é morador do bairro Jardim Cruzeiro, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

    A tia dele, Terezinha Santos, contou que a última vez em que o sobrinho foi visto foi saindo do Hospital Cajuru, em Curitiba, depois de ter sido atendido no pronto-socorro. Não há informações sobre o estado de saúde dele quando foi atendido, apenas que foi encaminhado ao hospital pelo Samu. A família registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil comunicando o desaparecimento de Edilberto.


Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/cacadores-de-noticias/sao-jose-dospinhais/familia-de-sao-jose-dos-pinhais-pede-ajuda-para-encontrar-homemde-42-anos/ Acesso em 25 de mio de 2022.
Assinale a alternativa que apresente o nome ao qual se refere o termo em destaque no período: “A família de Edilberto dos Santos, de 42 anos, pede ajuda para encontrá-lo após o registro do desaparecimento dele no dia 15 de maio”.
Alternativas
Q4252603 Português
Família de São José dos Pinhais pede ajuda para encontrar homem de 42 anos


    A família de Edilberto dos Santos, de 42 anos, pede ajuda para encontrá-lo após o registro do desaparecimento dele no dia 15 de maio. Edilberto é morador do bairro Jardim Cruzeiro, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

    A tia dele, Terezinha Santos, contou que a última vez em que o sobrinho foi visto foi saindo do Hospital Cajuru, em Curitiba, depois de ter sido atendido no pronto-socorro. Não há informações sobre o estado de saúde dele quando foi atendido, apenas que foi encaminhado ao hospital pelo Samu. A família registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil comunicando o desaparecimento de Edilberto.


Fonte: https://tribunapr.uol.com.br/cacadores-de-noticias/sao-jose-dospinhais/familia-de-sao-jose-dos-pinhais-pede-ajuda-para-encontrar-homemde-42-anos/ Acesso em 25 de mio de 2022.
Assinale a alternativa INCORRETA de acordo com o texto: 
Alternativas
Q4252432 Português
História Hoje: Cantor Jessé morria há 24 anos após acidente de carro no Paraná


    Há 24 anos, morria o cantor e compositor Jessé. E a música perdia uma das vozes mais românticas dos anos 80 e 90. Jessé Florentino Santos nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro e ainda menino se mudou para Brasília com a família. Filho de evangélicos, começou a carreira musical cantando os hinos religiosos da igreja. Ao atingir a maior idade, largou tudo para trás e se mudou para São Paulo em busca de um sonho. Conquistar uma carreira como cantor. Começou se apresentando em boates. Depois integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil.

    Na década de setenta, a exemplo de Fábio Junior, Raul Seixas e Cristhian, da dupla Cristhian e Ralph, chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens. Mas sua grande oportunidade ocorreu em 1980, ao ser revelado ao grande público pelo Festival MPB Shell, da Rede Globo com a música Porto Solidão. Neste festival, Jessé ganhou o prêmio de melhor intérprete.

    Três anos depois, conquistou o Décimo Segundo Festival da Canção Televisão Ibero-Americana, realizado em Washington, nos Estados Unidos, levando os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo com a música "Estrelas de Papel" de sua autoria, em parceria com Elifas Andreato.

    Mas Jessé conquistou mesmo o grande público foi com sua voz potente. Ele gravou doze discos com destaque para os álbuns duplos “O Sorriso ao Pé da Escada e “Sobre Todas as Coisas". Entretanto nunca conseguiu agradar a crítica especializada, que o considerava um cantor brega. Jessé Florentino dos Santos morreu aos 40 anos, em 29 de março de 1993 de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro quando se dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, onde iria fazer um espetáculo.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencianacional/acervo/cultura/audio/2017-03/historia-hoje-cantor-jesse-morria-ha-24-anos-apos-acidente-de-carro-no-parana/ Acesso em 25 de maio de 2022.
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelos termos em destaque no período: “Na década de setenta, a exemplo de Fábio Junior, Raul Seixas e Cristhian, da dupla Cristhian e Ralph, chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens”.
Alternativas
Q4252428 Português
História Hoje: Cantor Jessé morria há 24 anos após acidente de carro no Paraná


    Há 24 anos, morria o cantor e compositor Jessé. E a música perdia uma das vozes mais românticas dos anos 80 e 90. Jessé Florentino Santos nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro e ainda menino se mudou para Brasília com a família. Filho de evangélicos, começou a carreira musical cantando os hinos religiosos da igreja. Ao atingir a maior idade, largou tudo para trás e se mudou para São Paulo em busca de um sonho. Conquistar uma carreira como cantor. Começou se apresentando em boates. Depois integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil.

    Na década de setenta, a exemplo de Fábio Junior, Raul Seixas e Cristhian, da dupla Cristhian e Ralph, chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens. Mas sua grande oportunidade ocorreu em 1980, ao ser revelado ao grande público pelo Festival MPB Shell, da Rede Globo com a música Porto Solidão. Neste festival, Jessé ganhou o prêmio de melhor intérprete.

    Três anos depois, conquistou o Décimo Segundo Festival da Canção Televisão Ibero-Americana, realizado em Washington, nos Estados Unidos, levando os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo com a música "Estrelas de Papel" de sua autoria, em parceria com Elifas Andreato.

    Mas Jessé conquistou mesmo o grande público foi com sua voz potente. Ele gravou doze discos com destaque para os álbuns duplos “O Sorriso ao Pé da Escada e “Sobre Todas as Coisas". Entretanto nunca conseguiu agradar a crítica especializada, que o considerava um cantor brega. Jessé Florentino dos Santos morreu aos 40 anos, em 29 de março de 1993 de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro quando se dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, onde iria fazer um espetáculo.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencianacional/acervo/cultura/audio/2017-03/historia-hoje-cantor-jesse-morria-ha-24-anos-apos-acidente-de-carro-no-parana/ Acesso em 25 de maio de 2022.
Assinale a alternativa que apresente um sinônimo adequado para o termo em destaque no período: “Nesse festival, Jessé ganhou o prêmio de melhor intérprete”. 
Alternativas
Q4252423 Português
História Hoje: Cantor Jessé morria há 24 anos após acidente de carro no Paraná


    Há 24 anos, morria o cantor e compositor Jessé. E a música perdia uma das vozes mais românticas dos anos 80 e 90. Jessé Florentino Santos nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro e ainda menino se mudou para Brasília com a família. Filho de evangélicos, começou a carreira musical cantando os hinos religiosos da igreja. Ao atingir a maior idade, largou tudo para trás e se mudou para São Paulo em busca de um sonho. Conquistar uma carreira como cantor. Começou se apresentando em boates. Depois integrou os grupos Corrente de Força e Placa Luminosa, animando bailes por todo o Brasil.

    Na década de setenta, a exemplo de Fábio Junior, Raul Seixas e Cristhian, da dupla Cristhian e Ralph, chegou a gravar em inglês com o pseudônimo de Tony Stevens. Mas sua grande oportunidade ocorreu em 1980, ao ser revelado ao grande público pelo Festival MPB Shell, da Rede Globo com a música Porto Solidão. Neste festival, Jessé ganhou o prêmio de melhor intérprete.

    Três anos depois, conquistou o Décimo Segundo Festival da Canção Televisão Ibero-Americana, realizado em Washington, nos Estados Unidos, levando os prêmios de melhor intérprete, melhor canção e melhor arranjo com a música "Estrelas de Papel" de sua autoria, em parceria com Elifas Andreato.

    Mas Jessé conquistou mesmo o grande público foi com sua voz potente. Ele gravou doze discos com destaque para os álbuns duplos “O Sorriso ao Pé da Escada e “Sobre Todas as Coisas". Entretanto nunca conseguiu agradar a crítica especializada, que o considerava um cantor brega. Jessé Florentino dos Santos morreu aos 40 anos, em 29 de março de 1993 de traumatismo craniano sofrido num acidente de carro quando se dirigia para a cidade de Terra Rica, no Paraná, onde iria fazer um espetáculo.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencianacional/acervo/cultura/audio/2017-03/historia-hoje-cantor-jesse-morria-ha-24-anos-apos-acidente-de-carro-no-parana/ Acesso em 25 de maio de 2022.
Assinale a alternativa INCORRETA de acordo com o texto:
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Q4252273 Português
Brasileiro Jesse Koz e golden Shurastey morrem em acidente de fusca nos EUA


    O influenciador Jesse Koz, de 29 anos, morreu em um acidente de carro no estado de Oregon, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (23). O jovem natural de Santa Catarina viajava pelo mundo a bordo de um fusca 1978 ao lado de seu cão, o golden retriever Shurastey, que também morreu.

    Os familiares confirmaram as informações nas redes sociais. Uma conhecida de Jesse lamentou a morte da dupla no Instagram: "vocês cumpriram a missão mais linda do mundo, espalhar amor e inspirar pessoas a viver".

     Os dois chegaram a percorrer mais de 85 mil quilômetros no fusca desde 2017. O veículo carregava placas de Balneário Camboriú e tinha passado por 17 países. No Instagram, somava mais de 431 mil seguidores na página oficial da viagem. Jesse e o cachorro estavam viajando no fusca, batizado como Dodongo, rumo ao Alaska.

    Koz ficou conhecido por registrar suas viagens pelo mundo. Com o parceiro viajante, o golden retriever Shurastey, Jesse estava na missão de percorrer as américas. O cachorro virou celebridade no Instagram, com 490 mil seguidores. O objetivo da dupla era chegar ao Alasca de fusca.

    Natural de Balneário Camboriú, Jesse usava em sua descrição do Instagram a frase: "Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão”. Jesse tinha uma loja virtual chamada "Shurastey Dogs", que vende acessórios para pets e também para tutores. O site até tem uma seção de "Road Trip Shurastey or Shuraigow", com adesivos, cadernos e calendários.


Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultimahora/mundo/acidente-de-fusca-mata-influenciador-jesse-koz-e-goldenshurastey-nos-estados-unidos-1.3234966 Acesso em 25 de maio de 2022. 
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4252001 Português
Brasileiro Jesse Koz e golden Shurastey morrem em acidente de fusca nos EUA


    O influenciador Jesse Koz, de 29 anos, morreu em um acidente de carro no estado de Oregon, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (23). O jovem natural de Santa Catarina viajava pelo mundo a bordo de um fusca 1978 ao lado de seu cão, o golden retriever Shurastey, que também morreu.

    Os familiares confirmaram as informações nas redes sociais. Uma conhecida de Jesse lamentou a morte da dupla no Instagram: "vocês cumpriram a missão mais linda do mundo, espalhar amor e inspirar pessoas a viver".

     Os dois chegaram a percorrer mais de 85 mil quilômetros no fusca desde 2017. O veículo carregava placas de Balneário Camboriú e tinha passado por 17 países. No Instagram, somava mais de 431 mil seguidores na página oficial da viagem. Jesse e o cachorro estavam viajando no fusca, batizado como Dodongo, rumo ao Alaska.

    Koz ficou conhecido por registrar suas viagens pelo mundo. Com o parceiro viajante, o golden retriever Shurastey, Jesse estava na missão de percorrer as américas. O cachorro virou celebridade no Instagram, com 490 mil seguidores. O objetivo da dupla era chegar ao Alasca de fusca.

    Natural de Balneário Camboriú, Jesse usava em sua descrição do Instagram a frase: "Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão”. Jesse tinha uma loja virtual chamada "Shurastey Dogs", que vende acessórios para pets e também para tutores. O site até tem uma seção de "Road Trip Shurastey or Shuraigow", com adesivos, cadernos e calendários.


Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultimahora/mundo/acidente-de-fusca-mata-influenciador-jesse-koz-e-goldenshurastey-nos-estados-unidos-1.3234966 Acesso em 25 de maio de 2022. 
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelos termos em destaque no período: “Os dois chegaram a percorrer mais de 85 mil quilômetros no fusca desde 2017”.
Alternativas
Q4252000 Português
Brasileiro Jesse Koz e golden Shurastey morrem em acidente de fusca nos EUA


    O influenciador Jesse Koz, de 29 anos, morreu em um acidente de carro no estado de Oregon, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (23). O jovem natural de Santa Catarina viajava pelo mundo a bordo de um fusca 1978 ao lado de seu cão, o golden retriever Shurastey, que também morreu.

    Os familiares confirmaram as informações nas redes sociais. Uma conhecida de Jesse lamentou a morte da dupla no Instagram: "vocês cumpriram a missão mais linda do mundo, espalhar amor e inspirar pessoas a viver".

     Os dois chegaram a percorrer mais de 85 mil quilômetros no fusca desde 2017. O veículo carregava placas de Balneário Camboriú e tinha passado por 17 países. No Instagram, somava mais de 431 mil seguidores na página oficial da viagem. Jesse e o cachorro estavam viajando no fusca, batizado como Dodongo, rumo ao Alaska.

    Koz ficou conhecido por registrar suas viagens pelo mundo. Com o parceiro viajante, o golden retriever Shurastey, Jesse estava na missão de percorrer as américas. O cachorro virou celebridade no Instagram, com 490 mil seguidores. O objetivo da dupla era chegar ao Alasca de fusca.

    Natural de Balneário Camboriú, Jesse usava em sua descrição do Instagram a frase: "Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão”. Jesse tinha uma loja virtual chamada "Shurastey Dogs", que vende acessórios para pets e também para tutores. O site até tem uma seção de "Road Trip Shurastey or Shuraigow", com adesivos, cadernos e calendários.


Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultimahora/mundo/acidente-de-fusca-mata-influenciador-jesse-koz-e-goldenshurastey-nos-estados-unidos-1.3234966 Acesso em 25 de maio de 2022. 
Assinale a alternativa que apresente o referente no texto do termo em destaque no período: “Uma conhecida de Jesse lamentou a morte da dupla no Instagram: "vocês cumpriram a missão mais linda do mundo, espalhar amor e inspirar pessoas a viver"”.
Alternativas
Q4251993 Português
Brasileiro Jesse Koz e golden Shurastey morrem em acidente de fusca nos EUA


    O influenciador Jesse Koz, de 29 anos, morreu em um acidente de carro no estado de Oregon, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (23). O jovem natural de Santa Catarina viajava pelo mundo a bordo de um fusca 1978 ao lado de seu cão, o golden retriever Shurastey, que também morreu.

    Os familiares confirmaram as informações nas redes sociais. Uma conhecida de Jesse lamentou a morte da dupla no Instagram: "vocês cumpriram a missão mais linda do mundo, espalhar amor e inspirar pessoas a viver".

     Os dois chegaram a percorrer mais de 85 mil quilômetros no fusca desde 2017. O veículo carregava placas de Balneário Camboriú e tinha passado por 17 países. No Instagram, somava mais de 431 mil seguidores na página oficial da viagem. Jesse e o cachorro estavam viajando no fusca, batizado como Dodongo, rumo ao Alaska.

    Koz ficou conhecido por registrar suas viagens pelo mundo. Com o parceiro viajante, o golden retriever Shurastey, Jesse estava na missão de percorrer as américas. O cachorro virou celebridade no Instagram, com 490 mil seguidores. O objetivo da dupla era chegar ao Alasca de fusca.

    Natural de Balneário Camboriú, Jesse usava em sua descrição do Instagram a frase: "Ou se morre como herói, ou vive-se o bastante para se tornar o vilão”. Jesse tinha uma loja virtual chamada "Shurastey Dogs", que vende acessórios para pets e também para tutores. O site até tem uma seção de "Road Trip Shurastey or Shuraigow", com adesivos, cadernos e calendários.


Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultimahora/mundo/acidente-de-fusca-mata-influenciador-jesse-koz-e-goldenshurastey-nos-estados-unidos-1.3234966 Acesso em 25 de maio de 2022. 
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4251830 Português
O PESCADOR TEM DOIS AMORES: O BEM DA TERRA E O BEM DO MAR

Tatiana Ferreira
        
        Enquanto o pescador guarda a comida para passar três ou 30 dias no mar, ela observa tudo da praia. A bordo vai pão, mortadela, banana, feijão, arroz e salsicha para as refeições. O camarão é para isca dos peixes. Quando o motor dá partida, sobra só a despedida e as preces inaudíveis pelos bons ventos. Firme como âncora, a mulher faz que não chora quando ele sai e se conforma. Ela sabia: a escolha de ficar estava condicionada a dividir seu amor com o dele pelo mar.

        Ystefani Alves, 23, conheceu o pescador Erinaldo Francisco da Silva, 26, ainda adolescente. Ela tinha só 12 anos quando, em um encontro costumeiro com os amigos na praia de Brasília Teimosa, no Pina, conheceu o rapaz. Francisco, pescador desde os 10 anos que seguiu os passos do pai, pediu logo para namorar a morena com traços de índia, dos cabelos longos e negros. Aos 16 anos, engravidou do primeiro filho. Juntos, enfrentaram todas as dificuldades e estão casados desde então.

        Tímido e com pouca fluência em romance, Francisco é homem de poucas palavras. Mas é conclusivo quando as decide expressar: Ystefani e a família que ela lhe proporcionou são os maiores bens que possui. Se ele enfrenta o mar com coragem e bravura é porque sabe do amor a lhe esperar e conhece de cor as coordenadas que navegam o barco de volta para casa. “Eu já passei 20 dias em alto mar, lá para o lado de Fernando de Noronha”, conta, enquanto aponta o mar na direção do arquipélago.

        Quando vai para longe e precisa ficar mais tempo navegando, só conta com a companhia do som da água batendo na proa e com as conversas jogadas fora com os camaradas. A sua saudade é mesmo salgada. Já sua esposa, que não espera mais que ele arrume um emprego “no chão”, reclama mesmo do silêncio da casa solitária. Enquanto Francisco vai em busca do bem do mar, carregado pelas ondas, Ystefani fica em seu ponto de jogo do bicho nas ruas da colônia de pescadores, o resto, entrega nas “mãos de Deus”. “A única certeza que tenho é que vai, mas é impossível saber se volta”, relata. Sua fé, até então, livrou o pescador de todo o mal.

Adaptação: http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/opescador-tem-dois-amores-o-bem-da-terra-e-o-bem-do-mar/ , acesso em 09 de abril de 2022.
Marque a alternativa, em que por meio de adjetivos e de locuções adjetivas, Erinaldo é descrito: 
Alternativas
Q4251829 Português
O PESCADOR TEM DOIS AMORES: O BEM DA TERRA E O BEM DO MAR

Tatiana Ferreira
        
        Enquanto o pescador guarda a comida para passar três ou 30 dias no mar, ela observa tudo da praia. A bordo vai pão, mortadela, banana, feijão, arroz e salsicha para as refeições. O camarão é para isca dos peixes. Quando o motor dá partida, sobra só a despedida e as preces inaudíveis pelos bons ventos. Firme como âncora, a mulher faz que não chora quando ele sai e se conforma. Ela sabia: a escolha de ficar estava condicionada a dividir seu amor com o dele pelo mar.

        Ystefani Alves, 23, conheceu o pescador Erinaldo Francisco da Silva, 26, ainda adolescente. Ela tinha só 12 anos quando, em um encontro costumeiro com os amigos na praia de Brasília Teimosa, no Pina, conheceu o rapaz. Francisco, pescador desde os 10 anos que seguiu os passos do pai, pediu logo para namorar a morena com traços de índia, dos cabelos longos e negros. Aos 16 anos, engravidou do primeiro filho. Juntos, enfrentaram todas as dificuldades e estão casados desde então.

        Tímido e com pouca fluência em romance, Francisco é homem de poucas palavras. Mas é conclusivo quando as decide expressar: Ystefani e a família que ela lhe proporcionou são os maiores bens que possui. Se ele enfrenta o mar com coragem e bravura é porque sabe do amor a lhe esperar e conhece de cor as coordenadas que navegam o barco de volta para casa. “Eu já passei 20 dias em alto mar, lá para o lado de Fernando de Noronha”, conta, enquanto aponta o mar na direção do arquipélago.

        Quando vai para longe e precisa ficar mais tempo navegando, só conta com a companhia do som da água batendo na proa e com as conversas jogadas fora com os camaradas. A sua saudade é mesmo salgada. Já sua esposa, que não espera mais que ele arrume um emprego “no chão”, reclama mesmo do silêncio da casa solitária. Enquanto Francisco vai em busca do bem do mar, carregado pelas ondas, Ystefani fica em seu ponto de jogo do bicho nas ruas da colônia de pescadores, o resto, entrega nas “mãos de Deus”. “A única certeza que tenho é que vai, mas é impossível saber se volta”, relata. Sua fé, até então, livrou o pescador de todo o mal.

Adaptação: http://curiosamente.diariodepernambuco.com.br/project/opescador-tem-dois-amores-o-bem-da-terra-e-o-bem-do-mar/ , acesso em 09 de abril de 2022.
Ystefani, esposa de Erinaldo, é uma mulher:
Alternativas
Q4251585 Português
Fim de mistério: livro desvenda quem delatou Anne Frank aos nazistas

Raquel Carneiro
Data de publicação: 22 de janeiro de 2022.

        Aos 15 anos, Anne Frank travava uma luta entre seus dois lados: a Anne “jovial” e a “quieta”. Seria uma crise típica da adolescência, não fosse uma agravante: a garota estava trancada havia 25 meses com seus pais, Otto e Edith, a irmã Margot e mais quatro pessoas no fundo de um prédio em Amsterdã — escondidos na tentativa de escapar das atrocidades nazistas na II Guerra. O isolamento já lhe dava nos nervos, e seu lado melancólico vinha vencendo o jovial. Esse foi o tema do último texto da garota, datado de 1º de agosto de 1944, no incontornável bestseller O Diário de Anne Frank. Três dias depois, em 4 de agosto, por volta de 10 horas, um carro da SS, a polícia nazista, parou diante da empresa de temperos de Otto, fachada do Anexo — como o esconderijo era chamado. A invasão foi movida por um telefonema recebido pelo Alto Comando alemão. Os presos foram enviados a campos de concentração. Só Otto sobreviveu. Ao fim da guerra, ele tinha um objetivo: descobrir a identidade do delator do Anexo. O mistério, que passou por duas investigações oficiais na Holanda, em 1947 e em 1963, nunca fora resolvido. Até agora.

        A reabertura do caso foi uma tarefa hercúlea, que contou com especialistas de qualidades e nacionalidades distintas, e ganhou forma sob a liderança do americano Vince Pankoke, 64 anos, um ex-agente do FBI. As sete décadas que os separavam do ocorrido foi um complicador e tanto. As testemunhas haviam morrido e a cena do crime, a Casa Anne Frank, virou um ponto turístico com 1,2 milhão de visitantes ao ano. Foi essencial, então, a ajuda da empresa holandesa Xomnia, que desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial e catalogou 7 500 documentos, criando uma monumental rede de dados. “Teríamos demorado mais alguns anos sem programa”, contou Pankoke a VEJA.
[...]

        Ficou sob a responsabilidade da canadense Rosemary Sullivan, autora do livro, organizar e dar sentido ao robusto material. O lançamento do título fora do Brasil nesta semana foi bombástico, espalhando o resultado da investigação. Como em muitas outras situações que envolvem violência e traição, o perigo veio de dentro. Ao que tudo indica, um membro do conselho judaico holandês, o tabelião Arnold van den Bergh, entregou o endereço do Anexo para livrar a própria família da morte (era uma prática comum na Holanda pressionar judeus bem relacionados com a cúpula do nazismo para dedurar pessoas escondidas em troca de proteção). Há indícios de que, tempos depois, Otto descobriu seu traidor, mas manteve o segredo para não fomentar o clima antissemita. Pankoke diz que não julga Arnold, mas, sim, os nazistas. Faz sentido. Afinal, são eles os verdadeiros culpados pela morte de Anne Frank e de 6 milhões de judeus.
[...]

Adaptado: https://veja.abril.com.br/cultura/fim-de-misterio-livro-desvendaquem-delatou-anne-frank-aos-nazistas/, acesso em 07 de abr. de 2022.
Uma das inferências bastante fortes, presentes no texto, é a de que: 
Alternativas
Q4251583 Português
Fim de mistério: livro desvenda quem delatou Anne Frank aos nazistas

Raquel Carneiro
Data de publicação: 22 de janeiro de 2022.

        Aos 15 anos, Anne Frank travava uma luta entre seus dois lados: a Anne “jovial” e a “quieta”. Seria uma crise típica da adolescência, não fosse uma agravante: a garota estava trancada havia 25 meses com seus pais, Otto e Edith, a irmã Margot e mais quatro pessoas no fundo de um prédio em Amsterdã — escondidos na tentativa de escapar das atrocidades nazistas na II Guerra. O isolamento já lhe dava nos nervos, e seu lado melancólico vinha vencendo o jovial. Esse foi o tema do último texto da garota, datado de 1º de agosto de 1944, no incontornável bestseller O Diário de Anne Frank. Três dias depois, em 4 de agosto, por volta de 10 horas, um carro da SS, a polícia nazista, parou diante da empresa de temperos de Otto, fachada do Anexo — como o esconderijo era chamado. A invasão foi movida por um telefonema recebido pelo Alto Comando alemão. Os presos foram enviados a campos de concentração. Só Otto sobreviveu. Ao fim da guerra, ele tinha um objetivo: descobrir a identidade do delator do Anexo. O mistério, que passou por duas investigações oficiais na Holanda, em 1947 e em 1963, nunca fora resolvido. Até agora.

        A reabertura do caso foi uma tarefa hercúlea, que contou com especialistas de qualidades e nacionalidades distintas, e ganhou forma sob a liderança do americano Vince Pankoke, 64 anos, um ex-agente do FBI. As sete décadas que os separavam do ocorrido foi um complicador e tanto. As testemunhas haviam morrido e a cena do crime, a Casa Anne Frank, virou um ponto turístico com 1,2 milhão de visitantes ao ano. Foi essencial, então, a ajuda da empresa holandesa Xomnia, que desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial e catalogou 7 500 documentos, criando uma monumental rede de dados. “Teríamos demorado mais alguns anos sem programa”, contou Pankoke a VEJA.
[...]

        Ficou sob a responsabilidade da canadense Rosemary Sullivan, autora do livro, organizar e dar sentido ao robusto material. O lançamento do título fora do Brasil nesta semana foi bombástico, espalhando o resultado da investigação. Como em muitas outras situações que envolvem violência e traição, o perigo veio de dentro. Ao que tudo indica, um membro do conselho judaico holandês, o tabelião Arnold van den Bergh, entregou o endereço do Anexo para livrar a própria família da morte (era uma prática comum na Holanda pressionar judeus bem relacionados com a cúpula do nazismo para dedurar pessoas escondidas em troca de proteção). Há indícios de que, tempos depois, Otto descobriu seu traidor, mas manteve o segredo para não fomentar o clima antissemita. Pankoke diz que não julga Arnold, mas, sim, os nazistas. Faz sentido. Afinal, são eles os verdadeiros culpados pela morte de Anne Frank e de 6 milhões de judeus.
[...]

Adaptado: https://veja.abril.com.br/cultura/fim-de-misterio-livro-desvendaquem-delatou-anne-frank-aos-nazistas/, acesso em 07 de abr. de 2022.
Considere o enunciado “Há indícios de que, tempos depois, Otto descobriu seu traidor, mas manteve o segredo para não fomentar o clima antissemita” e marque a alternativa em que pelo texto se pode compreender a contradição/quebra de expectativa indicada pelo MAS: 
Alternativas
Q4251410 Português
Apagados da história oficial, campos de concentração da seca de 1932 estão marcados na memória popular


    Fortaleza, Crato, Ipu, Quixeramobim, Cariús e Senador Pompeu. Nesses seis municípios do Ceará, há noventa anos, durante a grande seca de 1932, foram construídos sete campos de concentração com o propósito de conter os retirantes do interior do estado que tentavam chegar à capital. Na época chamados de “Currais do Governo”, os campos foram construídos em pontos estratégicos, às margens das linhas férreas, para impedir com mais facilidade o embarque dos retirantes que, em desespero, invadiam os trens para buscar socorro em Fortaleza.

    Atraídos por propostas de emprego e por promessas de amparo, assistência médica e alimentação, os flagelados eram, na verdade, mantidos em locais insalubres, tendo que se alimentar com rações enviadas pelo governo, plantas silvestres e até com a carne de animais que morriam de fome e sede nos campos.

   Na realidade, as pessoas confinadas eram reféns de uma política higienista que teve início em períodos anteriores de estiagem severa. Na segunda metade do século XIX, Fortaleza engrenou um processo de desenvolvimento econômico e urbano que perdeu força e se desestruturou com a chegada da seca de 1877, que durou até 1879 e levou mais de 100 mil retirantes de todo o estado a migrarem para a capital, que na época tinha uma população bem menor, de 30 mil habitantes. As autoridades, então, passaram a buscar meios para conter a chegada dessas pessoas ao centro da cidade de Fortaleza.

   Trinta e seis anos depois, durante a estiagem de 1915, o governo não havia criado políticas de convivência com a seca, mas, com o apoio da elite fortalezense, aprimorado as suas estratégias para conter o fluxo de retirantes que rumavam para a capital. Lá, foram criados os primeiros campos de concentração para evitar que pessoas “potenciais portadoras de doenças” ou saqueadoras de mercados, consideradas uma séria ameaça à tranquilidade pública, ocupassem a cidade.

   Em 20 de junho de 1932, o jornal cearense O Povo destacava com informações oficiais o “Efetivo dos Campos de Concentração dos Flagelados”: em Ipu, o número de pessoas concentradas na data da publicação era de 6.507. Em Fortaleza, nos campos do Alagadiço e do Urubu, havia 1.800 pessoas. No município de Quixeramobim, 4.542. Em Senador Pompeu, no campo do Patu, 16.221 (na época, o número de concentrados chegou a ultrapassar o número de habitantes da cidade). No campo de Buriti, no Crato, havia 16.200 pessoas. Cariús, com o maior número, concentrava 28.648. Em todo o estado, o total de pessoas mantidas nos campos de concentração naquele ano era de 73.918.

   O município de Senador Pompeu, localizado a cerca de 266 quilômetros de Fortaleza, é o único que ainda conserva parte da estrutura usada para isolar os emigrantes durante o período de estiagem de 1932. Diferente dos campos de concentração dos outros municípios, que construíam apenas barracões cobertos com folhas de carnaúba, lá, além dos barracões, foram utilizados os antigos casarões construídos na década de 1920 pela companhia inglesa de engenharia Norton Griffiths & Company – encarregada da construção do açude do Patu, na zona rural do município. No sítio do Patu, para conter os confinados, foram utilizados o casarão dos inspetores da obra, duas casas de pólvora, um armazém, a estrutura de um hospital desativado, uma usina, um cemitério e uma estação de trem.

   Hoje, o açude do Patu tem como principal finalidade o abastecimento de água da cidade. Segundo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o projeto de construção do açude é do ano de 1919 e as primeiras escavações foram feitas em 1921. Porém, as obras foram paralisadas em 1923, sendo retomadas depois de 61 anos e, finalmente, concluídas em 1987.

   Foi no campo de concentração do sítio Patu que, aos 16 anos, o pai da agricultora aposentada Alzira Lucinda Moraes de Lima, 70, esteve confinado. Mário Antônio de Moraes sobreviveu a 1932 e aos horrores da seca daquele ano. Ele faleceu com oitenta e cinco anos, em 2001. Durante o tempo que conviveu com a filha, lhe contou o que viu e viveu no período em que esteve isolado. “O meu pai dizia que ali era uma prisão. Era ele quem cavava as covas para enterrar os defuntos que morriam no campo. Ele dizia que eram dois, três, por noite. Falava dos cachorros brigando, querendo comer os cadáveres. As crianças que morriam, eram carregadas numas telhas. Papai contava que era um horror”. Mário Antônio foi um dos poucos que conseguiram escapar do campo de concentração do Patu. Ele fugiu para Mombaça, município localizado a cerca de 307 quilômetros de Fortaleza. Nascido no povoado Riacho do Sangue, em Solonópole, que fica a 275 quilômetros da capital cearense. Foi de lá que, durante a seca, quando tentava viajar para Fortaleza, foi impedido pelos vigilantes das estradas e estações de trem e encaminhado para o campo do Patu.

Os campos de concentração no Ceará, vendidos como uma política de amparo, faziam parte de um projeto desenvolvido pelo governo estadual em parceria com o ministério de Viação e Obras Públicas do governo de Getúlio Vargas, que incentivava a criação de espaços para o confinamento de flagelados das secas. 

  Não há registros oficiais que mostrem com precisão o número de mortos nos campos de concentração cearenses de 1932. Grande parte dos documentos e arquivos oficiais desapareceram. O advogado Valdecy Alves, que nasceu em Senador Pompeu e hoje vive em Fortaleza, estuda o assunto há mais de 20 anos. Ele escreveu três livros e também produziu outros três documentários a respeito. Valdecy considera a falta de informações uma tentativa de apagamento de um dos períodos mais sombrios da nossa história. “Houve um gigantesco e proposital apagamento histórico dos campos de concentração no Ceará. O apagamento da memória é uma prática de quem detém o poder político e econômico. Os campos de concentração das secas são coisas tão vergonhosas praticadas pelo Estado brasileiro, que ele quer apagar. Hoje, eu entendo que os próprios governantes atuais têm receio do resgate da memória da seca de 32 até por medo de terem de indenizar os descendentes das pessoas que foram injustiçadas naquela época. As pessoas foram aprisionadas, usadas como mão de obra escrava para a construção de estradas, construção de ferrovias”, conta Valdecy.

  Com uma área de aproximadamente 90 hectares, o sítio do Patu foi tombado como patrimônio histórico-cultural de Senador Pompeu em 2019 e atualmente está em processo de tombamento a nível estadual. Segundo a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, o projeto está em fase de instrução processual para reunir informações históricas, arquitetônicas e antropológicas. A previsão do encerramento dessa etapa é novembro de 2022.


Fonte: https://marcozero.org/campos-de-concentracao-ceara-seca-de-1932/ Acesso em 24/05/2022 
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: “Os campos de concentração das secas são coisas tão vergonhosas praticadas pelo Estado brasileiro, que ele quer apagar”. 
Alternativas
Q4251403 Português
Apagados da história oficial, campos de concentração da seca de 1932 estão marcados na memória popular


    Fortaleza, Crato, Ipu, Quixeramobim, Cariús e Senador Pompeu. Nesses seis municípios do Ceará, há noventa anos, durante a grande seca de 1932, foram construídos sete campos de concentração com o propósito de conter os retirantes do interior do estado que tentavam chegar à capital. Na época chamados de “Currais do Governo”, os campos foram construídos em pontos estratégicos, às margens das linhas férreas, para impedir com mais facilidade o embarque dos retirantes que, em desespero, invadiam os trens para buscar socorro em Fortaleza.

    Atraídos por propostas de emprego e por promessas de amparo, assistência médica e alimentação, os flagelados eram, na verdade, mantidos em locais insalubres, tendo que se alimentar com rações enviadas pelo governo, plantas silvestres e até com a carne de animais que morriam de fome e sede nos campos.

   Na realidade, as pessoas confinadas eram reféns de uma política higienista que teve início em períodos anteriores de estiagem severa. Na segunda metade do século XIX, Fortaleza engrenou um processo de desenvolvimento econômico e urbano que perdeu força e se desestruturou com a chegada da seca de 1877, que durou até 1879 e levou mais de 100 mil retirantes de todo o estado a migrarem para a capital, que na época tinha uma população bem menor, de 30 mil habitantes. As autoridades, então, passaram a buscar meios para conter a chegada dessas pessoas ao centro da cidade de Fortaleza.

   Trinta e seis anos depois, durante a estiagem de 1915, o governo não havia criado políticas de convivência com a seca, mas, com o apoio da elite fortalezense, aprimorado as suas estratégias para conter o fluxo de retirantes que rumavam para a capital. Lá, foram criados os primeiros campos de concentração para evitar que pessoas “potenciais portadoras de doenças” ou saqueadoras de mercados, consideradas uma séria ameaça à tranquilidade pública, ocupassem a cidade.

   Em 20 de junho de 1932, o jornal cearense O Povo destacava com informações oficiais o “Efetivo dos Campos de Concentração dos Flagelados”: em Ipu, o número de pessoas concentradas na data da publicação era de 6.507. Em Fortaleza, nos campos do Alagadiço e do Urubu, havia 1.800 pessoas. No município de Quixeramobim, 4.542. Em Senador Pompeu, no campo do Patu, 16.221 (na época, o número de concentrados chegou a ultrapassar o número de habitantes da cidade). No campo de Buriti, no Crato, havia 16.200 pessoas. Cariús, com o maior número, concentrava 28.648. Em todo o estado, o total de pessoas mantidas nos campos de concentração naquele ano era de 73.918.

   O município de Senador Pompeu, localizado a cerca de 266 quilômetros de Fortaleza, é o único que ainda conserva parte da estrutura usada para isolar os emigrantes durante o período de estiagem de 1932. Diferente dos campos de concentração dos outros municípios, que construíam apenas barracões cobertos com folhas de carnaúba, lá, além dos barracões, foram utilizados os antigos casarões construídos na década de 1920 pela companhia inglesa de engenharia Norton Griffiths & Company – encarregada da construção do açude do Patu, na zona rural do município. No sítio do Patu, para conter os confinados, foram utilizados o casarão dos inspetores da obra, duas casas de pólvora, um armazém, a estrutura de um hospital desativado, uma usina, um cemitério e uma estação de trem.

   Hoje, o açude do Patu tem como principal finalidade o abastecimento de água da cidade. Segundo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o projeto de construção do açude é do ano de 1919 e as primeiras escavações foram feitas em 1921. Porém, as obras foram paralisadas em 1923, sendo retomadas depois de 61 anos e, finalmente, concluídas em 1987.

   Foi no campo de concentração do sítio Patu que, aos 16 anos, o pai da agricultora aposentada Alzira Lucinda Moraes de Lima, 70, esteve confinado. Mário Antônio de Moraes sobreviveu a 1932 e aos horrores da seca daquele ano. Ele faleceu com oitenta e cinco anos, em 2001. Durante o tempo que conviveu com a filha, lhe contou o que viu e viveu no período em que esteve isolado. “O meu pai dizia que ali era uma prisão. Era ele quem cavava as covas para enterrar os defuntos que morriam no campo. Ele dizia que eram dois, três, por noite. Falava dos cachorros brigando, querendo comer os cadáveres. As crianças que morriam, eram carregadas numas telhas. Papai contava que era um horror”. Mário Antônio foi um dos poucos que conseguiram escapar do campo de concentração do Patu. Ele fugiu para Mombaça, município localizado a cerca de 307 quilômetros de Fortaleza. Nascido no povoado Riacho do Sangue, em Solonópole, que fica a 275 quilômetros da capital cearense. Foi de lá que, durante a seca, quando tentava viajar para Fortaleza, foi impedido pelos vigilantes das estradas e estações de trem e encaminhado para o campo do Patu.

Os campos de concentração no Ceará, vendidos como uma política de amparo, faziam parte de um projeto desenvolvido pelo governo estadual em parceria com o ministério de Viação e Obras Públicas do governo de Getúlio Vargas, que incentivava a criação de espaços para o confinamento de flagelados das secas. 

  Não há registros oficiais que mostrem com precisão o número de mortos nos campos de concentração cearenses de 1932. Grande parte dos documentos e arquivos oficiais desapareceram. O advogado Valdecy Alves, que nasceu em Senador Pompeu e hoje vive em Fortaleza, estuda o assunto há mais de 20 anos. Ele escreveu três livros e também produziu outros três documentários a respeito. Valdecy considera a falta de informações uma tentativa de apagamento de um dos períodos mais sombrios da nossa história. “Houve um gigantesco e proposital apagamento histórico dos campos de concentração no Ceará. O apagamento da memória é uma prática de quem detém o poder político e econômico. Os campos de concentração das secas são coisas tão vergonhosas praticadas pelo Estado brasileiro, que ele quer apagar. Hoje, eu entendo que os próprios governantes atuais têm receio do resgate da memória da seca de 32 até por medo de terem de indenizar os descendentes das pessoas que foram injustiçadas naquela época. As pessoas foram aprisionadas, usadas como mão de obra escrava para a construção de estradas, construção de ferrovias”, conta Valdecy.

  Com uma área de aproximadamente 90 hectares, o sítio do Patu foi tombado como patrimônio histórico-cultural de Senador Pompeu em 2019 e atualmente está em processo de tombamento a nível estadual. Segundo a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, o projeto está em fase de instrução processual para reunir informações históricas, arquitetônicas e antropológicas. A previsão do encerramento dessa etapa é novembro de 2022.


Fonte: https://marcozero.org/campos-de-concentracao-ceara-seca-de-1932/ Acesso em 24/05/2022 
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4249111 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


CATHARINA MINA: UMA LIBERTA AFRICANA EM SÃO LUÍS NO SÉC. XIX

Iraneide Soares da Silva


    Nesta segunda década do século XXI, em que as memórias negras precisam ser (e vem sendo) cada vez mais evidenciadas, fomos buscar nas histórias de mulheres negras que viveram no Brasil dos séculos XVIII e XIX. Mulheres essas que só aparecem de relance na historiografia e que nunca, ou quase nunca, chegaram às salas de aula da Educação Básica ou do Ensino Superior. Nossos achados históricos perpassam seis importantes mulheres negras: Esperança Garcia (1751), Maria Firmina dos Reis (1825), Catharina Rosa Ferreira de Jesus (séc. XIX), Mariana Gonçalves da Luz (1871) e Laura Rosa (1884). Para este artigo, destacamos Catharina Rosa Ferreira de Jesus, ou apenas Catharina Mina.

    A cidade de São Luís, entre rios e dentro do mar, forma a ilha de São Luís, território de grande disputa por franceses e portugueses no período colonial, e que se tornou a capital do Maranhão. Como no resto do Brasil, era uma cidade escravista e estava vinculada ao continente africano pelo tráfico atlântico, sobretudo a partir da segunda metade do século XVIII e início do XIX, com a criação e atuação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão (1755). A capital maranhense era um território de estrangeiros, com forte presença de trabalhadores escravizados africanos que chegavam continuamente ao porto, como os do “grupo de procedência” da Costa da Mina, nos atuais Togo, Benim e Nigéria.

    Nessas “chegadas” forçadas, conjecturase que Catharina Rosa Pereira de Jesus, a “Catharina Mina”, tenha ancorado no porto de São Luís na primeira metade do século XIX. Sua memória continua presente no centro histórico ludovicense onde há, por exemplo, uma placa que indica o “Beco da Catharina Mina” e, nas proximidades da rua, existe também um empreendimento comercial em sua homenagem, o “Bar da Catharina Mina”, fundado em 1989. Mas quem foi essa mulher? Qual foi sua marca de distinção numa multidão de homens escravizados em província do extremo norte do Império brasileiro?

Representação de Catharina Rosa Ferreira de Jesus. Beco da Catharina Mina, São Luís-MA, 31 de outubro de 2020. Fonte: site da TV Mirante.

    No tempo presente, ela é caracterizada como uma africana liberta e quituteira. Ressaltase, ainda, a sua beleza e a capacidade de resistir contra o sistema escravista, pois além de sua liberdade, comprou as alforrias de outros escravizados em razão de seus trabalhos e das relações estabelecidas com indivíduos da elite maranhense. Ela também conseguiu ser uma pessoa de influência naquela sociedade. Entretanto, a sua trajetória de vida tem sido pouco divulgada pela historiografia. Com o acesso a documentos sobre sua vida, depositados no Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão (APTJMA), ampliaram-se um pouco mais as informações sobre sua experiência e suas redes de sociabilidade.

Fragmento do Testamento de Catharina Rosa Ferreira de Jesus – Catharina Mina. Arquivo Público do Tribunal de Justiça do Maranhão – APTJMA, São Luís-MA, documento de 29 de junho de 1886. Fonte: acervo do APTJMA.

    Ao analisar as fontes que tratam dessa personagem, encontrou-se a Catharina mulher, não somente a rica ou a boa cozinheira, mas a “Catharina Rosa Pereira de Jesus” que se dizia de “nação Mina”. A escrita do seu testamento, como era comum na época, ficou sob a responsabilidade de alguém da sua confiança. Assim começa a narrativa descrita desse registro: “Eu, Catharina Rosa Ferreira de Jesus achando-me adoentada, mas no meu perfeito juízo e entendimento, tenho resolvido fazer as minhas últimas disposições testamentárias, pelo modo seguinte: Declaro que sou christã e cathólica apostólica romana, da nação Mina”.

    Catharina se apresenta como uma mulher africana, de nação Mina, católica, inserida nos padrões da sociedade vigente do final do século XIX, mas com bens, razão pela qual houve a produção do testamento. A narrativa existente é de que ela trabalhou como quituteira desde muito jovem nas ruas de São Luís do Maranhão. Desse comércio urbano, juntou pecúlio para a compra de sua alforria e conseguiu, ao longo do tempo, adquirir alguma riqueza.

    Catharina declarou também ser solteira e “sem herdeiro algum necessário, sendo-me, portanto, livre dispor de todos os bens que possuo”. Seguindo a leitura do documento disponível no APTJMA, verifica-se que ela foi mãe e que seu rebento havia falecido. As declarações do testamento, além de revelarem sua vivência na maternidade, estabelecem o desejo de conectarse com seu descendente, pois orientam para que seu corpo fosse enterrado “em catacumba e que findo o prazo de três anos, sejam os meus restos mortais trasladados para o jazido que tenho na igreja de Santo Antônio desta cidade, onde estão os do meu filho Pedro”.

    Catharina solicitava um enterro simples e discreto: “[…] quero que o meu enterro e sufrágios se façam a vontade de meus testamenteiros, todavia lhes recomendo que sejam com decência, mas sem pompa, e que no sétimo dia do meu falecimento quero que se diga por minha alma, se distribua a quantia de cinquenta mil reis (50$000) em esmolas e quinhentos reis pelos pobres que comparecerem…”. Catharina não deixou de registrar sua estreita relação com a Igreja Católica e anunciou a distribuição de “esmolas” aos pobres, praticando a caridade, conforme os princípios cristãos. Também conferiu a “plena liberdade a todos os meus escravos sem condição alguma servindo-lhes esta verba de título”.

    Com relação aos seus herdeiros e herdeiras, ela disse ter como afilhada “Dona Esmeralda Jaufret, filha do Doutor José Ricardo Jaufret, falecido” e “Meu afilhado Doutor Alfredo Rapozo Barradas, filho do Doutor Desembargador Joaquim da Costa Barradas”. Esses afilhados, pessoas brancas e abastadas, faziam parte das redes de sociabilidade e amizade de Catharina Mina. Ademais, além desses, outros, como amigos e pessoas escravizadas sob sua posse, foram beneficiados com os bens obtidos por seu trabalho como pequena comerciante nas ruas são-luisenses.

    Com a análise do testamento de Catharina Mina, compreende-se sua importância na memória da cidade de São Luís, sobretudo por se tratar de uma mulher negra que viveu nos espaços urbanos da capital maranhense em tempos de escravidão, no século XIX, um período marcado por adversidades sociais: pelo racismo, sexismo e discriminações de toda a ordem. Ademais, a história e a memória de Catharina Mina nos faz perceber a dimensão que muitos homens negros e mulheres negras, trabalhadores e trabalhadoras nas mais diversas condições jurídicas, tinham de articulação e, de certa forma, domínio no sentido de conhecimento da dinâmica histórica, cultural e social das cidades escravistas brasileiras.

    Enfim, Catharina Mina ultrapassou alguns limites do escravismo, contrariando o pensamento e a cultura da passividade feminina. Nas muitas dinâmicas desses mundos urbanos escravistas nas Américas, mulheres como Catharina Mina abriram brechas e fortaleceram laços a partir de suas vivências socioculturais como trabalhadoras, escravizadas e libertas, nos espaços públicos da cidade, fazendo história e tornando-se referência em uma memória de resistência e luta para as gerações futuras. Nesses espaços, elas fincaram presenças e (re)invenções culturais que atravessaram o tempo. No caso de Catharina Mina, sua trajetória como exescravizada continua sendo relembrada em São Luís, inclusive em decorrência de sua resistência e coragem, fatores que a mantêm viva na memória cotidiana da capital maranhense no século XXI.

Adaptado de: https://www.geledes.org.br/catharina-mina-uma-libertaafricana-em-sao-luis-no-sec-xix/ Acessado em 20/09/2022
Na oração “Enfim, Catharina Mina ultrapassou alguns limites do escravismo, contrariando o pensamento e a cultura da passividade feminina.”, o elemento destacado tem valor de: 
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