Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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( ) A relação título-texto estabelecida demonstra como uma investigação científica foi desenvolvida a partir de acontecimentos do senso comum.
( ) O texto apresenta o objetivo de popularizar o conhecimento científico, por meio da divulgação do chuveiro patenteado pela revista Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts.
( ) O uso da palavra epifania, no quarto parágrafo, acontece em uma estratégia de referenciação, a qual é responsável por retomar a temática da criatividade e possibilitar sua progressão textual.
( ) O uso da palavra epifania, na última linha do texto, não compõe uma progressão textual, porque se encontra na conclusão do artigo e há outro tema desenvolvido depois.
Marque a alternativa com a sequência CORRETA.
Analise o conteúdo do Texto 1 e selecione a/s proposição/ções CORRETA/s:
I- O artigo de divulgação científica exposto utiliza recursos intertextuais de forma recorrente e consegue, pois, manter a coerência da prática comunicativa desse gênero de texto.
II- O artigo faz uso de intertextualidade, mediante a utilização de vozes de outras pessoas e menção a outros textos.
III- “Imagine que você está empacado em um problema. O que você faz?” difere de intertextualidade.
IV- Esse artigo repele o uso de intertextualidade, em prol do desenvolvimento de argumentos de autoridade.
É CORRETO o que se afirma apenas em:




Pagamento de juros e amortizações da dívida pública sem contrapartida cresceu 42% entre 2020 e 2021 depois de aumento de 33% no ano anterior, aponta relatório da Auditoria Cidadã da Dívida.
Por Gilson Camargo / Publicado em 12 de julho de 2022.

Disponível em: https://www.extraclasse.org.br/economia/2022/07/governo-pagou-quase-o-dobro-de-juros-mas-divida-publica-cresceu-mais-de-r-708-bilhoes/ (Com adaptações).
De acordo com o título da reportagem e o gráfico, é possível afirmar que:
Leia o texto para responder a esta questão.
Funes, o memorioso.
Recordo-me dele (eu não tenho o direito de pronunciar esse verno sagrado, só um homem na Terra teve esse direito e esse homem morreu) segurando uma sombria flor-da-paixão, vendo-a como ninguém a viu, ainda que a olhasse do crepúsculo do dia até o da noite, por toda uma vida inteira. Recordo-me dele, a cara de índio taciturna e singularmente remota, atrás do cigarro. Recordo (creio) suas mãos afiladas de trançador. Recordo, perto daquelas mãos, uma cuia de mate, com as armas da Banda Oriental; recordo na janela da casa uma esteira amarela, com uma vaga paisagem lacustre. Recordo claramente a voz dele; a voz pousada, ressentida e nasal do suburbano antigo, sem os sibilos italianos de agora. Mais que três vezes não o vi; a última, em 1887... Parece-me muito acertado o projeto de que todos aqueles que o conheceram sobre ele escrevam; meu testemunho será talvez o mais breve e sem dúvida o mais pobre, mas não o menos imparcial do volume que os senhores editarão. (...)
BORGES, Jorge Luis. Ficções. São Paulo: Companhia das Letras. 2007 (Com adaptações).
Da análise do fragmento do conto “Funes, o memorioso”, é adequado afirmar que as expressões
destacadas correspondem a um mecanismo de:
Abraço Caudaloso.
Amizade entre cronistas é um perigo: todo papo esbarra em crônica, já que toda crônica é uma espécie de papo. Foi numa conversa com o Antonio Prata, meu ex-amigo-platônico - “ex” não por não ser mais amigo mas por não ser mais platônico - que a bola começou a quicar. “Isso dá uma crônica”, ele disse. Mas nenhum dos dois escreveu, por escrúpulos de estar roubando a ideia do outro. Eu, que tenho menos escrúpulos e menos ideias, resolvi escrever.
Palavras, percebemos, são pessoas. Algumas são sozinhas: Abracadabra. Eureca. Bingo. Outras são promíscuas (embora prefiram a palavra “gregária”): estão sempre cercadas de muitas outras: Que. De. Por. (...)
Algumas palavras dependem de outras, embora não sejam grudadas por um hífen - quando têm hífen elas não são casadas, são siamesas. Casamento acontece quando se está junto por algum mistério. Alguns dirão que é amor, outros dirão que é afinidade, carência, preguiça e outros sentimentos menos nobres (a palavra engano, por exemplo, só está com ledo por pena - sabe que ledo, essa palavra moribunda, não iria encontrar mais nada a essa altura do campeonato).
DUVIVIER, Gregório. Abraço caudaloso. Folha de São Paulo, 02 fev. 2015 (Com adaptações).
Da análise da crônica “Abraço caudaloso”, é adequado afirmar que a conjunção destacada no último parágrafo exerce função:
Mafalda, uma menina com 50 anos.
Possui um espírito crítico fora do normal e uma língua afiada. Supostamente tem apenas 6 anos, mas a verdade é que a pequena Mafalda, a menina das tiras criadas pelo argentino Quino, faz este mês 50 anos.
As suas primeiras três ‘tiras’ foram publicadas em Setembro, na revista Leoplán. A partir de 29 de Setembro começou a ser publicada duas vezes por semana na Primera Plana. A última ‘aparição’ de Mafalda foi a 23 de Outubro de 2009, no jornal italiano La Repubblica, para criticar as declarações misóginas do então primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
ALVES, Joana. Mafalda, uma menina com 50 anos. Nascer do Sol, 16 set. 2014. Disponível em:
<https://sol.sapo.pt/artigo/115112/mafalda-uma-menina-com-50-anos>. Acesso em 08 mar. 2023 (Com adaptações).
Cientistas tentam curar o envelhecimento
E se desse para "parar no tempo," envelhecendo mais lentamente - ou quem sabe até revertendo e deixando de envelhecer -, evitando doenças comuns à terceira idade e ficando jovem por muito mais tempo?
Ainda que nossa expectativa de vida tenha quase dobrado entre os anos de 1900 e 2020, viver por mais tempo não é, necessariamente, uma coisa tão boa. É claro que ter a possibilidade de ficar entre nossos entes queridos por muito mais anos, apreciar um pouco mais os nossos hobbies e, até mesmo, ter tempo para conhecer mais pessoas e lugares é uma ótima perspectiva de vida. O problema é que, por mais que demoremos a morrer, ainda estamos fadados ao envelhecimento.
Ficar velho não significa apenas ganhar experiência de vida: com o tempo, nossas células perdem a capacidade de se renovar, abrindo as portas para os malefícios do envelhecimento. Conforme nossa idade avança, tornamo-nos mais suscetíveis a doenças como câncer, Alzheimer, diabetes, artrite e por aí vai.
Não é à toa que a ciência vem, há anos, buscando formas de combater, desacelerar e até impedir o envelhecimento de seres humanos. Este objetivo já foi alcançado com ratos em laboratório, permitindo aos roedores viver por muito mais tempo ao mesmo tempo que continuam jovens por períodos bem mais longos.
Para isso, foram utilizadas drogas como rapamicina, metformina e carbose, por exemplo, todas comuns em alguns tipos de tratamentos de doenças em humanos.
Em 2006, um pesquisador japonês chamado Shinya Yamanaka fez uma descoberta que lhe rendeu um Prêmio Nobel: ele foi capaz de reprogramar células adultas a um estado similar ao de embriões, revolucionando o campo de biologia celular e abrindo as portas para mais formas de tratar doenças. Cientistas, agora, buscam aprimorar a técnica de reprogramação celular e aplicá-la em seres humanos para "curar" o envelhecimento.
ndoocuuraroeeveheeimmentoo
m.br/ciencia/124265-cientistas-estao-tentando-curar-o-envelhecimento
-em-promissor-estudo.htm. Adaptado.
Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto base.
Leia atentamente a tirinha a seguir do personagem Armandinho, de Alexandre Beck:

Disponível em: https://64.media.tumblr.com/c91d02df967a292f042d514aa 7f16577/tumblr_obt4ec5Ijw1u1iysqo1_500.png Acesso em 14 mar., 2023.
Em seguida, analise as afirmações sobre a tirinha. Marque V, para verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A linguagem verbal e a linguagem não verbal colaboram na construção de sentido do texto.
(__)O que causa o efeito de humor da tirinha é a incompreensão do menino sobre a relação entre os alimentos e a terra: estar sobre ou sob o chão.
(__)A tentativa de explicação do menino é decorrente de sua vontade de consumir alimentos menos saudáveis, como a bolacha.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência
correta:
O Brasil está consolidado como um dos maiores produtores de leite de bovinos do mundo. Esse crescente aumento da produtividade se deve principalmente a dois pontos. Aumento do consumo, devido ao aumento populacional com redução da desigualdade econômica, e investimento em novas tecnologias associadas à produção leiteira que, além de proporcionarem um aumento de produtividade por animal, também possibilitaram maior vida útil ao leite e seus derivados.
Desde então, a produção leiteira vem crescendo em ritmo constante. Em 2015, o Brasil produziu cerca de 34 bilhões de litros com aproximadamente 1,3 milhões de produtores em mais de dois mil laticínios registrados com SIF, ocupando a quarta posição no ranking mundial de produção. O consumo per capita de lácteos chega a uma média de 170 litros/habitante/ ano, e o de leite 60 litros/habitante/ano, tudo isso em um mercado que movimentou 60 bilhões de reais.
Quando se analisa os números da produção de leite da Região Sul do Brasil, os valores são ainda mais expressivos, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina de 2016. Em 2015, a Região Sul produziu 35,2% de todo o leite brasileiro. São cerca de 300 mil produtores, que se distribuem em praticamente todos os municípios dos três estados. As perspectivas indicam um aumento da produção de 77% para os próximos 10 anos.
Disponível em: file:///C:/Users/PC/Documents/FEPESE%202023/792. pdf. Acesso em: 22 de dez. 2022. Fragmento adaptado.
Sobre o texto 2, é correto o que se afirma em: