Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2230864 Português
Crônica: o motorista social

Guilherme Ludwig.

Os carros se acumulavam conforme a luz amarela se avermelhava no semáforo. Antes, um sinal para aguardar o fluxo do cruzamento, agora um sinal para checar o celular com mais calma. Preciosos segundos para visualizar as notificações sem o incômodo de olhar o trânsito enquanto dirige.

– Será que alguém já curtiu? — ansiava o motorista.

O mundo girava em alta definição na telinha de cinco polegadas e meia. E só lá.

Fotos, vídeos, stories. Do motorista e dos outros.

– Nossa, quantas mensagens no grupo! Vou ter que silenciar.

A primeira, engatada, vruuuum, a segunda, engasgada, a terceira, distraída. Ultrapassagem sem seta. Retrovisor?

Beeeeeeep!!!

– Presta atenção, ô barbeiro! — o carro de trás gritou.

Mas como? As postagens são muitas, impossível prestar atenção em todas.

O motorista só consegue focar nas mais interessantes.

Disponível em: https://guilhermeludwig.medium.com/cr%C3%B4nica-o-motoristasocial-9db09bd8dfa5 
O desrespeito às leis de trânsito é verificado de forma explícita no trecho: 
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Q2230863 Português
Crônica: o motorista social

Guilherme Ludwig.

Os carros se acumulavam conforme a luz amarela se avermelhava no semáforo. Antes, um sinal para aguardar o fluxo do cruzamento, agora um sinal para checar o celular com mais calma. Preciosos segundos para visualizar as notificações sem o incômodo de olhar o trânsito enquanto dirige.

– Será que alguém já curtiu? — ansiava o motorista.

O mundo girava em alta definição na telinha de cinco polegadas e meia. E só lá.

Fotos, vídeos, stories. Do motorista e dos outros.

– Nossa, quantas mensagens no grupo! Vou ter que silenciar.

A primeira, engatada, vruuuum, a segunda, engasgada, a terceira, distraída. Ultrapassagem sem seta. Retrovisor?

Beeeeeeep!!!

– Presta atenção, ô barbeiro! — o carro de trás gritou.

Mas como? As postagens são muitas, impossível prestar atenção em todas.

O motorista só consegue focar nas mais interessantes.

Disponível em: https://guilhermeludwig.medium.com/cr%C3%B4nica-o-motoristasocial-9db09bd8dfa5 
Uma expressão que, no texto, indica movimentação do veículo é:
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Q2230862 Português
Crônica: o motorista social

Guilherme Ludwig.

Os carros se acumulavam conforme a luz amarela se avermelhava no semáforo. Antes, um sinal para aguardar o fluxo do cruzamento, agora um sinal para checar o celular com mais calma. Preciosos segundos para visualizar as notificações sem o incômodo de olhar o trânsito enquanto dirige.

– Será que alguém já curtiu? — ansiava o motorista.

O mundo girava em alta definição na telinha de cinco polegadas e meia. E só lá.

Fotos, vídeos, stories. Do motorista e dos outros.

– Nossa, quantas mensagens no grupo! Vou ter que silenciar.

A primeira, engatada, vruuuum, a segunda, engasgada, a terceira, distraída. Ultrapassagem sem seta. Retrovisor?

Beeeeeeep!!!

– Presta atenção, ô barbeiro! — o carro de trás gritou.

Mas como? As postagens são muitas, impossível prestar atenção em todas.

O motorista só consegue focar nas mais interessantes.

Disponível em: https://guilhermeludwig.medium.com/cr%C3%B4nica-o-motoristasocial-9db09bd8dfa5 
O trecho “As postagens são muitas, impossível prestar atenção em todas.” poderia ser substituído, mantendo seu sentido original, por:
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Q2230861 Português
Crônica: o motorista social

Guilherme Ludwig.

Os carros se acumulavam conforme a luz amarela se avermelhava no semáforo. Antes, um sinal para aguardar o fluxo do cruzamento, agora um sinal para checar o celular com mais calma. Preciosos segundos para visualizar as notificações sem o incômodo de olhar o trânsito enquanto dirige.

– Será que alguém já curtiu? — ansiava o motorista.

O mundo girava em alta definição na telinha de cinco polegadas e meia. E só lá.

Fotos, vídeos, stories. Do motorista e dos outros.

– Nossa, quantas mensagens no grupo! Vou ter que silenciar.

A primeira, engatada, vruuuum, a segunda, engasgada, a terceira, distraída. Ultrapassagem sem seta. Retrovisor?

Beeeeeeep!!!

– Presta atenção, ô barbeiro! — o carro de trás gritou.

Mas como? As postagens são muitas, impossível prestar atenção em todas.

O motorista só consegue focar nas mais interessantes.

Disponível em: https://guilhermeludwig.medium.com/cr%C3%B4nica-o-motoristasocial-9db09bd8dfa5 
O texto apresenta o tipo de narrador denominado:
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Q2230860 Português
Crônica: o motorista social

Guilherme Ludwig.

Os carros se acumulavam conforme a luz amarela se avermelhava no semáforo. Antes, um sinal para aguardar o fluxo do cruzamento, agora um sinal para checar o celular com mais calma. Preciosos segundos para visualizar as notificações sem o incômodo de olhar o trânsito enquanto dirige.

– Será que alguém já curtiu? — ansiava o motorista.

O mundo girava em alta definição na telinha de cinco polegadas e meia. E só lá.

Fotos, vídeos, stories. Do motorista e dos outros.

– Nossa, quantas mensagens no grupo! Vou ter que silenciar.

A primeira, engatada, vruuuum, a segunda, engasgada, a terceira, distraída. Ultrapassagem sem seta. Retrovisor?

Beeeeeeep!!!

– Presta atenção, ô barbeiro! — o carro de trás gritou.

Mas como? As postagens são muitas, impossível prestar atenção em todas.

O motorista só consegue focar nas mais interessantes.

Disponível em: https://guilhermeludwig.medium.com/cr%C3%B4nica-o-motoristasocial-9db09bd8dfa5 
No texto, o espaço virtual é retratado como um local:
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Q2230859 Português
Crônica: o motorista social

Guilherme Ludwig.

Os carros se acumulavam conforme a luz amarela se avermelhava no semáforo. Antes, um sinal para aguardar o fluxo do cruzamento, agora um sinal para checar o celular com mais calma. Preciosos segundos para visualizar as notificações sem o incômodo de olhar o trânsito enquanto dirige.

– Será que alguém já curtiu? — ansiava o motorista.

O mundo girava em alta definição na telinha de cinco polegadas e meia. E só lá.

Fotos, vídeos, stories. Do motorista e dos outros.

– Nossa, quantas mensagens no grupo! Vou ter que silenciar.

A primeira, engatada, vruuuum, a segunda, engasgada, a terceira, distraída. Ultrapassagem sem seta. Retrovisor?

Beeeeeeep!!!

– Presta atenção, ô barbeiro! — o carro de trás gritou.

Mas como? As postagens são muitas, impossível prestar atenção em todas.

O motorista só consegue focar nas mais interessantes.

Disponível em: https://guilhermeludwig.medium.com/cr%C3%B4nica-o-motoristasocial-9db09bd8dfa5 
Para o personagem principal, o sinal de trânsito, em alguns momentos, além de servir para que ele aguarde o fluxo do cruzamento, também funciona como momento para:
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Q2230858 Português
Crônica: o motorista social

Guilherme Ludwig.

Os carros se acumulavam conforme a luz amarela se avermelhava no semáforo. Antes, um sinal para aguardar o fluxo do cruzamento, agora um sinal para checar o celular com mais calma. Preciosos segundos para visualizar as notificações sem o incômodo de olhar o trânsito enquanto dirige.

– Será que alguém já curtiu? — ansiava o motorista.

O mundo girava em alta definição na telinha de cinco polegadas e meia. E só lá.

Fotos, vídeos, stories. Do motorista e dos outros.

– Nossa, quantas mensagens no grupo! Vou ter que silenciar.

A primeira, engatada, vruuuum, a segunda, engasgada, a terceira, distraída. Ultrapassagem sem seta. Retrovisor?

Beeeeeeep!!!

– Presta atenção, ô barbeiro! — o carro de trás gritou.

Mas como? As postagens são muitas, impossível prestar atenção em todas.

O motorista só consegue focar nas mais interessantes.

Disponível em: https://guilhermeludwig.medium.com/cr%C3%B4nica-o-motoristasocial-9db09bd8dfa5 
A frase “Vou ter que silenciar”, em relação à quantidade de mensagens no grupo, reflete uma relação de: 
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Q2230857 Português
Crônica: o motorista social

Guilherme Ludwig.

Os carros se acumulavam conforme a luz amarela se avermelhava no semáforo. Antes, um sinal para aguardar o fluxo do cruzamento, agora um sinal para checar o celular com mais calma. Preciosos segundos para visualizar as notificações sem o incômodo de olhar o trânsito enquanto dirige.

– Será que alguém já curtiu? — ansiava o motorista.

O mundo girava em alta definição na telinha de cinco polegadas e meia. E só lá.

Fotos, vídeos, stories. Do motorista e dos outros.

– Nossa, quantas mensagens no grupo! Vou ter que silenciar.

A primeira, engatada, vruuuum, a segunda, engasgada, a terceira, distraída. Ultrapassagem sem seta. Retrovisor?

Beeeeeeep!!!

– Presta atenção, ô barbeiro! — o carro de trás gritou.

Mas como? As postagens são muitas, impossível prestar atenção em todas.

O motorista só consegue focar nas mais interessantes.

Disponível em: https://guilhermeludwig.medium.com/cr%C3%B4nica-o-motoristasocial-9db09bd8dfa5 
No texto, uma das ações do personagem principal que estimula outros motoristas a tocarem a buzina é:
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Q2230856 Português
Crônica: o motorista social

Guilherme Ludwig.

Os carros se acumulavam conforme a luz amarela se avermelhava no semáforo. Antes, um sinal para aguardar o fluxo do cruzamento, agora um sinal para checar o celular com mais calma. Preciosos segundos para visualizar as notificações sem o incômodo de olhar o trânsito enquanto dirige.

– Será que alguém já curtiu? — ansiava o motorista.

O mundo girava em alta definição na telinha de cinco polegadas e meia. E só lá.

Fotos, vídeos, stories. Do motorista e dos outros.

– Nossa, quantas mensagens no grupo! Vou ter que silenciar.

A primeira, engatada, vruuuum, a segunda, engasgada, a terceira, distraída. Ultrapassagem sem seta. Retrovisor?

Beeeeeeep!!!

– Presta atenção, ô barbeiro! — o carro de trás gritou.

Mas como? As postagens são muitas, impossível prestar atenção em todas.

O motorista só consegue focar nas mais interessantes.

Disponível em: https://guilhermeludwig.medium.com/cr%C3%B4nica-o-motoristasocial-9db09bd8dfa5 
“Presta atenção, ô barbeiro!” sugere a externalização de sentimento de:
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Q2230855 Português
Crônica: o motorista social

Guilherme Ludwig.

Os carros se acumulavam conforme a luz amarela se avermelhava no semáforo. Antes, um sinal para aguardar o fluxo do cruzamento, agora um sinal para checar o celular com mais calma. Preciosos segundos para visualizar as notificações sem o incômodo de olhar o trânsito enquanto dirige.

– Será que alguém já curtiu? — ansiava o motorista.

O mundo girava em alta definição na telinha de cinco polegadas e meia. E só lá.

Fotos, vídeos, stories. Do motorista e dos outros.

– Nossa, quantas mensagens no grupo! Vou ter que silenciar.

A primeira, engatada, vruuuum, a segunda, engasgada, a terceira, distraída. Ultrapassagem sem seta. Retrovisor?

Beeeeeeep!!!

– Presta atenção, ô barbeiro! — o carro de trás gritou.

Mas como? As postagens são muitas, impossível prestar atenção em todas.

O motorista só consegue focar nas mais interessantes.

Disponível em: https://guilhermeludwig.medium.com/cr%C3%B4nica-o-motoristasocial-9db09bd8dfa5 
O trecho “Fotos, vídeos, stories. Do motorista e dos outros.” transmite a ideia de:
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Q2230854 Português
Crônica: o motorista social

Guilherme Ludwig.

Os carros se acumulavam conforme a luz amarela se avermelhava no semáforo. Antes, um sinal para aguardar o fluxo do cruzamento, agora um sinal para checar o celular com mais calma. Preciosos segundos para visualizar as notificações sem o incômodo de olhar o trânsito enquanto dirige.

– Será que alguém já curtiu? — ansiava o motorista.

O mundo girava em alta definição na telinha de cinco polegadas e meia. E só lá.

Fotos, vídeos, stories. Do motorista e dos outros.

– Nossa, quantas mensagens no grupo! Vou ter que silenciar.

A primeira, engatada, vruuuum, a segunda, engasgada, a terceira, distraída. Ultrapassagem sem seta. Retrovisor?

Beeeeeeep!!!

– Presta atenção, ô barbeiro! — o carro de trás gritou.

Mas como? As postagens são muitas, impossível prestar atenção em todas.

O motorista só consegue focar nas mais interessantes.

Disponível em: https://guilhermeludwig.medium.com/cr%C3%B4nica-o-motoristasocial-9db09bd8dfa5 
O trecho do texto que reflete redução de velocidade/pausa dos veículos é expresso em:
Alternativas
Q2230853 Português
Crônica: o motorista social

Guilherme Ludwig.

Os carros se acumulavam conforme a luz amarela se avermelhava no semáforo. Antes, um sinal para aguardar o fluxo do cruzamento, agora um sinal para checar o celular com mais calma. Preciosos segundos para visualizar as notificações sem o incômodo de olhar o trânsito enquanto dirige.

– Será que alguém já curtiu? — ansiava o motorista.

O mundo girava em alta definição na telinha de cinco polegadas e meia. E só lá.

Fotos, vídeos, stories. Do motorista e dos outros.

– Nossa, quantas mensagens no grupo! Vou ter que silenciar.

A primeira, engatada, vruuuum, a segunda, engasgada, a terceira, distraída. Ultrapassagem sem seta. Retrovisor?

Beeeeeeep!!!

– Presta atenção, ô barbeiro! — o carro de trás gritou.

Mas como? As postagens são muitas, impossível prestar atenção em todas.

O motorista só consegue focar nas mais interessantes.

Disponível em: https://guilhermeludwig.medium.com/cr%C3%B4nica-o-motoristasocial-9db09bd8dfa5 
A frase “Nossa, quantas mensagens no grupo!” exprime:
Alternativas
Q2230852 Português
Crônica: o motorista social

Guilherme Ludwig.

Os carros se acumulavam conforme a luz amarela se avermelhava no semáforo. Antes, um sinal para aguardar o fluxo do cruzamento, agora um sinal para checar o celular com mais calma. Preciosos segundos para visualizar as notificações sem o incômodo de olhar o trânsito enquanto dirige.

– Será que alguém já curtiu? — ansiava o motorista.

O mundo girava em alta definição na telinha de cinco polegadas e meia. E só lá.

Fotos, vídeos, stories. Do motorista e dos outros.

– Nossa, quantas mensagens no grupo! Vou ter que silenciar.

A primeira, engatada, vruuuum, a segunda, engasgada, a terceira, distraída. Ultrapassagem sem seta. Retrovisor?

Beeeeeeep!!!

– Presta atenção, ô barbeiro! — o carro de trás gritou.

Mas como? As postagens são muitas, impossível prestar atenção em todas.

O motorista só consegue focar nas mais interessantes.

Disponível em: https://guilhermeludwig.medium.com/cr%C3%B4nica-o-motoristasocial-9db09bd8dfa5 
Em relação à caracterização do personagem, o texto estabelece a construção de um motorista com perfil:
Alternativas
Q2230851 Português



Fonte: ARIONAURO CARTUNS Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/search/label/ tr%C3%A2nsito?updated-max=2016-04-11T11:06:00-07:00&maxresults=20&start=120&by-date=false

O elemento não verbal que melhor se associa à frase “É mais seguro dirigir o meu carro!” é:
Alternativas
Q2230850 Português



Fonte: ARIONAURO CARTUNS Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/search/label/ tr%C3%A2nsito?updated-max=2016-04-11T11:06:00-07:00&maxresults=20&start=120&by-date=false

Os elementos da charge apontam para o seguinte problema social:
Alternativas
Q2230849 Português



Fonte: ARIONAURO CARTUNS Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/search/label/ tr%C3%A2nsito?updated-max=2016-04-11T11:06:00-07:00&maxresults=20&start=120&by-date=false

Na charge, o motorista e o menino apresentam-se como pessoas:
Alternativas
Q2230847 Português



Fonte: ARIONAURO CARTUNS Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/search/label/ tr%C3%A2nsito?updated-max=2016-04-11T11:06:00-07:00&maxresults=20&start=120&by-date=false

Na charge, a fala do menino tem como objetivo: 
Alternativas
Q2230173 Português
Menino de Lapedo: o esqueleto que reforça teoria de que neandertais e humanos cruzaram

No Lagar Velho, no vale do Lapedo, a cerca de 150 km de Lisboa, foi descoberto em 1998 o esqueleto conhecido como menino de Lapedo. Com cerca de 4 anos, foi enterrado nesse local em Portugal há cerca de 29 mil anos. Algo diferente em seu corpo chamou a atenção dos arqueólogos que começaram a escavar o local. “Havia algo estranho na anatomia da criança. Quando encontramos a mandíbula, sabíamos que seria um humano moderno, mas quando expusemos o esqueleto completo (...) vimos que tinha as proporções corporais de um Neandertal”, explicou à BBC João Zilhão, arqueólogo e líder da equipe que trabalhou na descoberta. “A única coisa que poderia explicar essa combinação de características é que a criança era, de fato, evidência de que os neandertais e os humanos modernos se cruzaram.”

Esqueleto quase intacto

A comunidade à qual o menino pertencia era de caçadores-coletores e de natureza nômade. Conforme explicou à BBC Reel a arqueóloga Ana Cristina Araújo, quando o menino morreu, o grupo cavou um buraco no chão, queimou um galho de pinheiro e depositou seu corpo envolto em uma mortalha tingida de ocre sobre as cinzas. “Não sabemos (com certeza) se era menino ou menina, mas há indícios de que era menino.” Sobre a causa da morte, a arqueóloga diz que não há pistas que apontem para uma doença ou queda. Portanto, é possível imaginar uma diversidade de cenários. “O menino pode ter comido um cogumelo venenoso ou pode ter se afogado.” Seu corpo permaneceu enterrado por milênios até que, em 1998, foi descoberto por acaso e estava com o esqueleto quase intacto quando os donos do terreno começaram a escavar para construir uma série de estruturas em terraços. Depois de transferido para o Museu Nacional de Lisboa, começaram a estudá-lo detalhadamente. “Os ossos das pernas eram mais curtos do que o normal para uma criança da idade dele. Como as pernas poderiam parecer de um neandertal? Alguns dentes também pareciam de um neandertal, enquanto outros pareciam de um humano moderno. Como explicar isso?”, questionou Zilhão. Os pesquisadores lidaram com duas hipóteses. Uma delas era que a criança era o resultado de um cruzamento entre um neandertal e um humano moderno. Zilhão, porém, não se convenceu disso. Se esse foi um evento único, raro e esporádico, a possibilidade de encontrá-lo 30 mil anos depois era quase impossível. A segunda hipótese sugeria que os neandertais e os sapiens mantinham relações sexuais regulares entre si. “Sabíamos que na Península Ibérica o momento do contato (entre os dois) foi (...) há cerca de 37 mil anos. Se o esqueleto pertencesse a essa época, a primeira teoria poderia funcionar. Mas se o menino era de um período muito mais tardio, as implicações tinham que ser que estávamos olhando para um processo em nível populacional, não um encontro casual entre dois indivíduos”, diz Zilhão. A datação por radiocarbono resolveu a questão: a criança de Lapedo tinha 29 mil anos. “Se tantos milênios após o tempo de contato, as pessoas que vivem nesta parte do mundo ainda apresentam evidências anatômicas dessa população ancestral de neandertais, deve ser porque o cruzamento não aconteceu apenas uma vez, foi a norma”, apontou o arqueólogo. A força das evidências encontradas pela equipe em Portugal fez com que outros especialistas tivessem que considerar seriamente essa hipótese. Graças a essa descoberta, houve uma mudança em nossa compreensão dos neandertais como espécie. A pesquisa dá a entender que os neandertais não são uma espécie diferente. “Nós superinterpretamos pequenas diferenças no esqueleto facial ou na robustez do esqueleto”, diz Zilhão. Outras descobertas de fósseis feitas posteriormente com características semelhantes às do menino de Lapedo deram mais peso à teoria do cruzamento, que mais tarde foi reforçada quando os pesquisadores sequenciaram todo o genoma neandertal. É assim que sabemos que é possível que europeus e asiáticos tenham até 4% de DNA neandertal. “Isso não quer dizer que em cada um de nós 2% ou 4% seja (neandertal). Na verdade, se você juntar todas as partes do genoma neandertal que ainda persistem, isso é quase 50% ou 70% do que era especificamente neandertal. Portanto, o genoma neandertal persistiu quase em  sua totalidade”, explica o pesquisador. Esse conhecimento “enriquece a nossa compreensão da evolução humana”, diz Zilhão, em vez de “pensar que apenas descendemos de uma população muito pequena que viveu em algum lugar da África há 250 mil anos e que todo o resto das pessoas que viveram nessa época simplesmente desapareceram.” 


BBC News
Considere o excerto “quando o menino morreu, o grupo cavou um buraco no chão, queimou um galho de pinheiro e depositou seu corpo envolto em uma mortalha tingida de ocre sobre as cinzas.” Nesse contexto, a palavra ‘mortalha’ pode ser entendida como um(a): 
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Q2229876 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Jornalismo e objetividade

Hélio Schwartsman

Qual o futuro do jornalismo? Leonard Downie Jr. e Andrew Heyward ensaiam uma resposta em "Beyond Objectivity". Não se trata exatamente de um livro, mas de um estudo, que pode ser baixado de graça na internet (agradeço ao Nelson de Sá pela dica).
Os autores propõem que a busca pela objetividade deixe de ser uma meta declarada do jornalismo, já que ela claramente não pode ser alcançada. Concordo com o diagnóstico, mas não com a terapêutica. A ideia de que um repórter pudesse ser objetivo ao escrever uma história nunca foi filosoficamente consistente. Não há indivíduo que não tenha manias, preferências ideológicas e vieses. Sempre brinco que o jornalismo é a realização diária de uma impossibilidade teórica.
Reluto, porém, em abraçar a tese de que devamos renunciar à objetividade. Penso que tentar alcançá-la, mesmo sabendo que jamais chegaremos lá, nos força a uma disciplina que tende a melhorar a qualidade das reportagens (textos de opinião são um pouco diferentes). O repórter que se preocupa em buscar o equilíbrio e considera perspectivas diferentes da sua provavelmente fará um trabalho melhor do que aquele que veste o chapéu do militante e já tem todas as conclusões prontas antes mesmo de começar. O modelo de negócios tem muito ______ com isso. A ideia de objetividade no jornalismo americano foi favorecida pelo fato de que, até ______ pouco, publicações dependiam mais de anúncios do que da venda de exemplares. Como comerciantes, que são o grosso dos anunciantes, querem ficar bem com todos, os jornais escaparam um pouco das pressões de seu próprio público por algum tipo de alinhamento ideológico.
Isso mudou. As empresas agora dependem mais de seus clientes. É só ver que executivos da Fox News cogitaram de esconder dados de seu caprichoso público para não ferir sua suscetibilidade e, assim, não perder audiência. Se a objetividade não existisse, seria preciso inventá-la.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2023/03/jornalismo-e-objetividade.shtml. Adaptado.
A expressão “sua suscetibilidade”, destacada no texto, refere-se:
Alternativas
Q2229875 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Jornalismo e objetividade

Hélio Schwartsman

Qual o futuro do jornalismo? Leonard Downie Jr. e Andrew Heyward ensaiam uma resposta em "Beyond Objectivity". Não se trata exatamente de um livro, mas de um estudo, que pode ser baixado de graça na internet (agradeço ao Nelson de Sá pela dica).
Os autores propõem que a busca pela objetividade deixe de ser uma meta declarada do jornalismo, já que ela claramente não pode ser alcançada. Concordo com o diagnóstico, mas não com a terapêutica. A ideia de que um repórter pudesse ser objetivo ao escrever uma história nunca foi filosoficamente consistente. Não há indivíduo que não tenha manias, preferências ideológicas e vieses. Sempre brinco que o jornalismo é a realização diária de uma impossibilidade teórica.
Reluto, porém, em abraçar a tese de que devamos renunciar à objetividade. Penso que tentar alcançá-la, mesmo sabendo que jamais chegaremos lá, nos força a uma disciplina que tende a melhorar a qualidade das reportagens (textos de opinião são um pouco diferentes). O repórter que se preocupa em buscar o equilíbrio e considera perspectivas diferentes da sua provavelmente fará um trabalho melhor do que aquele que veste o chapéu do militante e já tem todas as conclusões prontas antes mesmo de começar. O modelo de negócios tem muito ______ com isso. A ideia de objetividade no jornalismo americano foi favorecida pelo fato de que, até ______ pouco, publicações dependiam mais de anúncios do que da venda de exemplares. Como comerciantes, que são o grosso dos anunciantes, querem ficar bem com todos, os jornais escaparam um pouco das pressões de seu próprio público por algum tipo de alinhamento ideológico.
Isso mudou. As empresas agora dependem mais de seus clientes. É só ver que executivos da Fox News cogitaram de esconder dados de seu caprichoso público para não ferir sua suscetibilidade e, assim, não perder audiência. Se a objetividade não existisse, seria preciso inventá-la.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2023/03/jornalismo-e-objetividade.shtml. Adaptado.
Em relação à busca pela objetividade no jornalismo, o autor: 
Alternativas
Respostas
16281: B
16282: A
16283: C
16284: B
16285: A
16286: B
16287: C
16288: C
16289: B
16290: A
16291: C
16292: B
16293: A
16294: D
16295: B
16296: C
16297: D
16298: B
16299: B
16300: D