Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Ano: 2023 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2023 - UEM - Técnico Administrativo |
Q2291556 Português

Euclides da Cunha: um grito corta o sertão

denunciando o Brasil



José de Nicola






Texto adaptado de: NICOLA, J. de. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Scipione, 1998. p. 252 a 256.

Assinale a alternativa correta em relação ao excerto a seguir:

“A terra – Uma detalhada descrição da região, respaldada em seus amplos conhecimentos das Ciências Naturais: a geologia, o clima (há um capítulo intitulado “Hipóteses sobre a gênese das secas”) e o relevo. Essa parte é ilustrada por mapas do relevo e da hidrografia feitos pelo próprio Euclides da Cunha.” (linhas 46-51)
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2023 - UEM - Técnico Administrativo |
Q2291555 Português

Euclides da Cunha: um grito corta o sertão

denunciando o Brasil



José de Nicola






Texto adaptado de: NICOLA, J. de. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Scipione, 1998. p. 252 a 256.

Assinale a alternativa correta em relação ao texto.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2023 - UEM - Técnico Administrativo |
Q2291554 Português

Euclides da Cunha: um grito corta o sertão

denunciando o Brasil



José de Nicola






Texto adaptado de: NICOLA, J. de. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Scipione, 1998. p. 252 a 256.

Assinale a alternativa correta em relação ao texto.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2023 - UEM - Técnico Administrativo |
Q2291551 Português

Euclides da Cunha: um grito corta o sertão

denunciando o Brasil



José de Nicola






Texto adaptado de: NICOLA, J. de. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Scipione, 1998. p. 252 a 256.

Leia o excerto a seguir e assinale a alternativa correta.

“Fulminado de vergonha, o infeliz procura o recesso dos sertões, paragens desconhecidas, onde lhe não saibam o nome. Desce para o sul do Ceará. E desaparece’.” (linhas 90-93)
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2023 - UEM - Técnico Administrativo |
Q2291550 Português

Euclides da Cunha: um grito corta o sertão

denunciando o Brasil



José de Nicola






Texto adaptado de: NICOLA, J. de. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Scipione, 1998. p. 252 a 256.

Ao mencionar “um outro importante aspecto do livro” (linha 40), o autor indica que já apresentou um primeiro aspecto do livro Os sertões. Assinale a alternativa que corresponde corretamente a esse primeiro aspecto.
Alternativas
Q2291500 Português
O cajueiro

        O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância, belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu.
        Eu me lembro de outro cajueiro que era menor e morreu há muito mais tempo. Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá- manga, da pequena touceira de espadas-de-são-jorge e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda a meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, beijos, violetas. Tudo sumira, mas o grande pé de fruta-pão ao lado da casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
        No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Caribé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.
        A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira abaixo, e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.
        Foi agora, em setembro. Estava carregado de flores.

(BRAGA, Rubem. Cem Crônicas Escolhidas. Rio, José Olímpio, 1956, pp. 320-22.)
De acordo com a estrutura evidenciada e os elementos utilizados como recurso linguístico, pode ser apontado como o principal objetivo do texto:
Alternativas
Q2291499 Português
O padeiro

        Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é o lockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
        Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
        – Não é ninguém, é o padeiro!
        Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?”
        Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “Não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém.
        Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação do jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
        Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar: e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”. E assobiava pelas escadas.

(BRAGA, Rubem. Diário de notícias. Crônicas Escolhidas. Rio de Janeiro. Record. 1977.)
O bordão que o padeiro aderiu para fazer suas entregas “– Não é ninguém, é o padeiro!” expõe uma crítica social; assinale-a. 
Alternativas
Q2291495 Português
O padeiro

        Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é o lockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
        Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
        – Não é ninguém, é o padeiro!
        Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?”
        Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “Não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém.
        Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação do jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
        Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar: e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”. E assobiava pelas escadas.

(BRAGA, Rubem. Diário de notícias. Crônicas Escolhidas. Rio de Janeiro. Record. 1977.)
A crônica nos traz uma sequência de fatos que antecedem a memória do narrador do texto em relação à conversa com o padeiro; assinale-a.  
Alternativas
Q2291490 Português
O padeiro

        Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é o lockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
        Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
        – Não é ninguém, é o padeiro!
        Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?”
        Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “Não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém.
        Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação do jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
        Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar: e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”. E assobiava pelas escadas.

(BRAGA, Rubem. Diário de notícias. Crônicas Escolhidas. Rio de Janeiro. Record. 1977.)
Em relação ao texto, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q2291436 Português

Observe a tirinha a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


(Disponível em: https://2.bp.blogspot.com/-Vqw8KwCCOC4/XLjokZ43SBI/AAAAAAAAcSc/6LysMhdDDv4cx_D7maxTcfYNl8rGKrOgCLcBGAs/s1600/Armandinho_tirinha_vendo_por_do_sol.png.)


O efeito de sentido encontrado na tirinha é:

Alternativas
Q2291434 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.





(Disponível em: https://1.bp.blogspot.com/-y6nDD4pknSI/YT43hzDR2tI/AAAAAAAAOD4/tA0R7L-zZyAJNh4YF8-TXImj6JAD_jI5ACLcBGAsYHQ/ s320/DOLCE.jpg.)
É possível inferir que o sentido de humor expressado na tirinha se dá pelo fato
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Q2291362 Português
Saudade


   Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.
    A vida é uma coisa que tem de passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.
    Gostaria de ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova.
    Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.
     E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.
       Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade – mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e, por isso mesmo, dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo – e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes.
     Não sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade a que chegamos, você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos.
      E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.

(QUEIROZ, Rachel de. Um alpendre, uma rede, um açude. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. Adaptado.)
Saudade será isso? [...] Voltar atrás?” (1º§) Os questionamentos destacados têm por objetivo: 
Alternativas
Q2291361 Português
Saudade


   Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.
    A vida é uma coisa que tem de passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.
    Gostaria de ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova.
    Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.
     E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.
       Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade – mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e, por isso mesmo, dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo – e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes.
     Não sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade a que chegamos, você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos.
      E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.

(QUEIROZ, Rachel de. Um alpendre, uma rede, um açude. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006. Adaptado.)
Tendo em vista os elementos semântico-textuais e as informações apresentadas, é possível depreender que, basicamente, a autora tem por objetivo: 
Alternativas
Q2291252 Português
Atente ao texto a seguir para responder à questão.


      Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.

      Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.

      Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega. Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida. (Clarice Lispector)

Disponível em: <https://www.pensador.com/poemas_sobre_a_lingua_portuguesa/>. Data da consulta: 01/07/2023.
Avalie informações a seguir acerca do texto acima.

I- Metalinguisticamente, e por diferentes estratégias, o texto faz referência à língua portuguesa. A autora, lhe declarando seu amor, aponta os desafios de trabalhar com esta língua, momento em que a classifica como complexa, desafiante e muito pouco sutil.
II- Definitivamente, para a autora, a língua portuguesa, por ser complexa, profunda e pouquíssimo superficial, é incompleta e exige sempre mais, assim como o inglês.
III- Deduz-se do texto que a compreensão de beleza de uma língua, para a autora, está muito mais associada à ideia de precisão, leveza e mudez, situações e/ou características não aplicadas à língua portuguesa.

Está CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q2291251 Português
Leia com cuidado o texto a seguir para responder à questão.


Letramento digital e seus desafios no ambiente escolar


       Usar um computador e dominar os seus recursos em pleno século XXI está se tornando cada dia mais trivial. A utilização de recursos como notebook, datashow, aulas expositivas projetadas em slides, participação em grupos de WhatsApp com compartilhamento de mídias e aplicativos de gestão escolar para acompanhar notas e frequência, não são mais novidades e estão se tornando recursos corriqueiros nas escolas brasileiras. Porém, mesmo entendendo o processo de “alfabetização digital” para o manuseio desses aparatos, é importante que haja na prática uma consciência do uso responsável e proveitoso que possa gerar mais aprendizados a partir desses meios, em um processo de letramento digital. Segundo Frade (2005):

[...] temos vários alfabetizados que podem ser considerados analfabetos digitais. Talvez eles tenham conhecimento das práticas sociais de uso dessa tecnologia, compreendendo diversos usos e funções, mesmo sem operar diretamente com a máquina. Essa é a situação, por exemplo, de vários professores brasileiros que ainda não dispõem das condições de acesso, mas compreendem os usos sociais desse suporte e da linguagem multimídia. Neste caso, o termo analfabetismo digital poderia ser utilizado para já alfabetizados que não alcançaram o domínio dos códigos que permitem acessar a máquina (...) (FRADE, 2005, p. 73-74. Grifos do autor). 

      Assim sendo, não basta o professor saber manusear esses recursos, mas também ser letrado nesse meio e propiciar um letramento aos discentes. A definição de letramento digital é diversa. Para nosso objetivo, inferimos, resumidamente, que a definição desse conceito seja a capacidade de usar criticamente as diferentes ferramentas digitais. Para a Association of College & Research Libraries é:

Uma série de habilidades que requer dos indivíduos reconhecer quando a informação faz-se necessária e ter a habilidade de localizar, avaliar e usar efetivamente a informação necessária (CESARINI, 2004, p. 10).

      Segundo Freitas (2010) o computador e a internet são vistos como instrumentos de ensino-aprendizagem e estão cada vez mais presentes nas salas de aula. Tal fato não significa que são usados de forma ativa, pois nem sempre os professores são letrados digitalmente para ensinar servindo-se dos recursos midiáticos, o que nos leva a concluir que talvez não haja mudança significativa nos processos de ensino-aprendizagem.

      Rabelo e Haguenauer (2014) defendem a aprendizagem em rede, assim professores e alunos seriam sujeitos críticos e desenvolveriam uma inteligência coletiva. As autoras advogam, ainda, que os alunos deixem de ser usuários passivos e acríticos do sistema, para se tornarem mais atuantes. O que se busca também com a inserção dessas novas mídias em sala de aula é fazer com que as aulas não sigam o modelo tradicional, no qual havia uma mera transmissão de conhecimento e pouca voz para os aprendizes. O conceito de letramento digital vinculado à prática de ensino deve levar os sujeitos do processo de ensino-aprendizagem a interagir e colaborar de maneira mais ativa, agregando nesse processo o leque de possibilidades que programas e aplicativos podem trazer.

      Infelizmente a formação de professores, de um modo geral, ainda não os prepara devidamente para um ensino no contexto digital e reflexivo. Por outro lado, há profissionais veteranos que apresentam resistência, seja porque já se estabeleceram na profissão, ou também por não terem recebido esse tipo de formação e, por isso, necessitarem de um processo de aperfeiçoamento de sua prática.

      Em muitos casos se recorre à proibição das ferramentas digitais no contexto escolar, como se isolar a escola do contexto social fosse a alternativa mais eficaz. No estado do Ceará, por exemplo, há lei estadual que proíbe o uso de dispositivos portáteis pelo aluno em sala de aula. A Lei nº 14.146, de 25/6/2008, dispõe sobre a proibição do uso de equipamentos de comunicação, eletrônicos e outros aparelhos similares nos estabelecimentos de ensino do Estado durante o horário das aulas (CEARÁ, 2008). Casos como esse mostram o despreparo dos atores escolares para lidarem com essa nova realidade. Ao acreditarem que a proibição é a saída para este impasse, perdem a oportunidade de incluir o uso orientado dessas novas mídias, uma vez que, talvez, também não tenham recebido orientações para esse uso na formação inicial, nem nas formações continuadas, o que gera uma reação em cadeia de conflitos relacionados ao uso desses aparelhos (sejam celulares ou tablets).

Disponível em: <https://revista.cbtecle.com.br/CBTecLE/article/download/229/6412)>. Data da consulta: 28/06/2023.
Deduz-se, de acordo com as informações do texto, que a adoção das novas tecnologias digitais na sala de aula
Alternativas
Q2291250 Português
Leia com cuidado o texto a seguir para responder à questão.


Letramento digital e seus desafios no ambiente escolar


       Usar um computador e dominar os seus recursos em pleno século XXI está se tornando cada dia mais trivial. A utilização de recursos como notebook, datashow, aulas expositivas projetadas em slides, participação em grupos de WhatsApp com compartilhamento de mídias e aplicativos de gestão escolar para acompanhar notas e frequência, não são mais novidades e estão se tornando recursos corriqueiros nas escolas brasileiras. Porém, mesmo entendendo o processo de “alfabetização digital” para o manuseio desses aparatos, é importante que haja na prática uma consciência do uso responsável e proveitoso que possa gerar mais aprendizados a partir desses meios, em um processo de letramento digital. Segundo Frade (2005):

[...] temos vários alfabetizados que podem ser considerados analfabetos digitais. Talvez eles tenham conhecimento das práticas sociais de uso dessa tecnologia, compreendendo diversos usos e funções, mesmo sem operar diretamente com a máquina. Essa é a situação, por exemplo, de vários professores brasileiros que ainda não dispõem das condições de acesso, mas compreendem os usos sociais desse suporte e da linguagem multimídia. Neste caso, o termo analfabetismo digital poderia ser utilizado para já alfabetizados que não alcançaram o domínio dos códigos que permitem acessar a máquina (...) (FRADE, 2005, p. 73-74. Grifos do autor). 

      Assim sendo, não basta o professor saber manusear esses recursos, mas também ser letrado nesse meio e propiciar um letramento aos discentes. A definição de letramento digital é diversa. Para nosso objetivo, inferimos, resumidamente, que a definição desse conceito seja a capacidade de usar criticamente as diferentes ferramentas digitais. Para a Association of College & Research Libraries é:

Uma série de habilidades que requer dos indivíduos reconhecer quando a informação faz-se necessária e ter a habilidade de localizar, avaliar e usar efetivamente a informação necessária (CESARINI, 2004, p. 10).

      Segundo Freitas (2010) o computador e a internet são vistos como instrumentos de ensino-aprendizagem e estão cada vez mais presentes nas salas de aula. Tal fato não significa que são usados de forma ativa, pois nem sempre os professores são letrados digitalmente para ensinar servindo-se dos recursos midiáticos, o que nos leva a concluir que talvez não haja mudança significativa nos processos de ensino-aprendizagem.

      Rabelo e Haguenauer (2014) defendem a aprendizagem em rede, assim professores e alunos seriam sujeitos críticos e desenvolveriam uma inteligência coletiva. As autoras advogam, ainda, que os alunos deixem de ser usuários passivos e acríticos do sistema, para se tornarem mais atuantes. O que se busca também com a inserção dessas novas mídias em sala de aula é fazer com que as aulas não sigam o modelo tradicional, no qual havia uma mera transmissão de conhecimento e pouca voz para os aprendizes. O conceito de letramento digital vinculado à prática de ensino deve levar os sujeitos do processo de ensino-aprendizagem a interagir e colaborar de maneira mais ativa, agregando nesse processo o leque de possibilidades que programas e aplicativos podem trazer.

      Infelizmente a formação de professores, de um modo geral, ainda não os prepara devidamente para um ensino no contexto digital e reflexivo. Por outro lado, há profissionais veteranos que apresentam resistência, seja porque já se estabeleceram na profissão, ou também por não terem recebido esse tipo de formação e, por isso, necessitarem de um processo de aperfeiçoamento de sua prática.

      Em muitos casos se recorre à proibição das ferramentas digitais no contexto escolar, como se isolar a escola do contexto social fosse a alternativa mais eficaz. No estado do Ceará, por exemplo, há lei estadual que proíbe o uso de dispositivos portáteis pelo aluno em sala de aula. A Lei nº 14.146, de 25/6/2008, dispõe sobre a proibição do uso de equipamentos de comunicação, eletrônicos e outros aparelhos similares nos estabelecimentos de ensino do Estado durante o horário das aulas (CEARÁ, 2008). Casos como esse mostram o despreparo dos atores escolares para lidarem com essa nova realidade. Ao acreditarem que a proibição é a saída para este impasse, perdem a oportunidade de incluir o uso orientado dessas novas mídias, uma vez que, talvez, também não tenham recebido orientações para esse uso na formação inicial, nem nas formações continuadas, o que gera uma reação em cadeia de conflitos relacionados ao uso desses aparelhos (sejam celulares ou tablets).

Disponível em: <https://revista.cbtecle.com.br/CBTecLE/article/download/229/6412)>. Data da consulta: 28/06/2023.
Sobre o texto, julgue as afirmações a seguir.

I- O texto carece de argumentos de autoridade.
II- A falta e/ou carência na formação e letramento digital por parte dos docentes é, segundo o que se aponta a partir das informações do texto, a grande causa para o insucesso do ensino marcado pelas ferramentas digitais hoje.
III- O texto peca por omitir informações relativas a problemas que impactam negativamente na adoção do ensino com base nas ferramentas digitais.
IV- A posição do autor do texto, em relação à proibição do uso do celular em sala de aula, por exemplo, adotada no estado do Ceará, é de corroboração a esta proibição.

Está CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q2291247 Português
Leia com atenção a imagem a seguir para responder à questão.

Imagem associada para resolução da questão


Disponível  em: <https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&ccid=wHKw3GJg&id>. Data da consulta: 02/08/2023.


Leia com cuidado a imagem e responda ao que se pede. acima

I- A ideia de prisão, neste contexto de uso, aponta para um sentido que transcende à mera prisão física.
II- A ideia de prisão do engano, neste contexto de uso, é causa para a de zona de conforto.
III- A ideia de prisão do engano, neste contexto de uso, é efeito para a de zona de conforto.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2291244 Português
Atente aos dois textos a seguir para responder à questão.

Texto I

Imagem associada para resolução da questão


Texto II

Imagem associada para resolução da questão


Disponíveis em: < https://www.google.com/search?q=monalisa+parodias&rlz=1C1GCEA_enBR1042BR1042&oq=monalisa+parodias&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOdIBCTExMzQxajBqN6gCALACAA&sourceid=chrome&ie=UTF-8#imgrc=6HiJp439eaeUhM>. Data da consulta: 23/06/2023.

A discussão, análise e eventual produção de texto, em uma sala de aula de 9º ano de uma escola pública, provocadas a partir das imagens acima, certamente apontaria prioritariamente para a necessidade de lançar mão, como ponto de partida, para o desenvolvimento de qual das habilidades a seguir apresentadas, de acordo com a BNCC (2017)?
Alternativas
Q2291242 Português
Atente à imagem a seguir e responda à questão.

Texto I

Imagem associada para resolução da questão


Deduz-se das pistas imagético-verbais do texto que
Alternativas
Q2291128 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Depressão e ansiedade: o que acontece quando se para de repente de tomar os remédios


Tão comum quanto usar remédios é parar de tomá-los de uma hora para a outra, dizem especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. Muitas pessoas caem nesta cilada justamente porque os medicamentos fazem seu efeito rapidamente e a melhora cria a ilusão de que o problema está resolvido, segundo eles. Em outros casos, efeitos adversos do tratamento levam uma pessoa a interrompê-lo.


Quem resolve interromper o remédio sem consultar o médico, pode sofrer prejuízos imediatos e a longo prazo, afirmam os psiquiatras. Um único dia sem tomar remédios como os usados no tratamento de depressão e ansiedade altera sinais químicos do cérebro e provoca sintomas como enjoo, cansaço, tontura e sensação de "cabeça aérea". A intensidade destes sintomas depende do corpo de cada pessoa, que os sente de forma mais ou menos intensa.


Um estudo recente aponta que mais da metade (56%) das pessoas que tentam interromper o uso de antidepressivos têm sintomas adversos, e quase metade delas (46%) descrevem os efeitos colaterais como graves. É a chamada "síndrome da retirada", que pode ser causada pela interrupção do uso não só de antidepressivos e ansiolíticos, mas também de hipnóticos, antipsicóticos, estabilizadores de humor e estimulantes.


Estes sinais dados pelo corpo passam depois de alguns dias. Embora sejam desagradáveis, esses não são o maior risco de se interromper um tratamento abruptamente. "Há a possibilidade de que os sintomas originais retornem de forma intensa", explica Vanessa Favaro, diretora do Serviço de Ambulatórios do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP).


Elson Asevedo, psiquiatra e diretor técnico do Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental da Universidade Federal de São Paulo (Caism/Unifesp), acrescenta outro efeito que ele costuma observar na prática. Pacientes que tiveram uma resposta boa inicialmente a um medicamento, respondem de forma mais lenta ou apresenta resistência ao retomar um tratamento que foi interrompido de repente.


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqv7ly8nx2qo.
Adaptado.
Cerca de 10% da população mundial sofre com transtornos mentais, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Na América Latina, o Brasil lidera entre os países com mais casos que relatam ansiedade e depressão, com quase 19 milhões de pessoas.

De acordo com o texto base:
Alternativas
Respostas
15281: D
15282: D
15283: A
15284: C
15285: D
15286: A
15287: C
15288: C
15289: D
15290: C
15291: C
15292: A
15293: D
15294: B
15295: A
15296: C
15297: D
15298: D
15299: B
15300: A