Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Texto 1
Sérgio Augusto, 14/01/2024, O Estado de S. Paulo
Não são muitos os jogadores de
futebol chegados a livros, mas eles existem
Desconfio que foi a propósito de Franz Beckenbauer e seu jeito sobranceiro de jogar, sempre de cabeça erguida, que ouvi ou li pela primeira vez esta observação: “Ele nem sabe qual a cor da grama”.
Outros, geralmente volantes e meio-campistas, como Didi, Falcão e Ademir da Guia, também fizeram por merecê-la, mas é quase unânime a certeza de que, no futebol das últimas décadas, o kaiser do Bayern e da seleção alemã, zagueiro de ofício, reinou absoluto no quesito elegância.

Franz Beckenbauer foi campeão da Copa do Mundo de 1974 jogando pela Alemanha Ocidental Foto: AFP
Craque dentro e fora do campo, inclusive como cartola, Beckenbauer teve participação decisiva até na entrada do primeiro negro no escrete teutônico, Erwin Kostedde. Atletas e dirigentes racistas opuseram-lhe resistência; Franz nem precisou de prorrogação para derrotá-los.
Gerd Wenzel, o jornalista que, entre nós, mais de perto acompanha o futebol alemão, revelou há dias quão determinante foi a mãe de Beckenbauer para a formação ética e moral do jogador. Se influenciou o filho intelectualmente, não sei. Mas é fato que ele adorava livros. Armando Nogueira me contou tê-lo surpreendido lendo Shakespeare na concentração dos alemães na Copa de 1974.
Não são muitos os jogadores de futebol chegados a livros e muito menos versados em escrevê-los, mas eles existem. Nenhum deles, por certo, ambiciona emular Camus, goleiro do Racing Universitário da Argélia quase cem anos atrás, e ainda estou para conhecer quem, dos nossos, além do Tostão, possa ser tranquilamente identificado como intelectual.
Até nessa disputa, os argentinos levam a melhor sobre
a gente.
O atacante e depois técnico argentino César Luís Menotti, campeão do mundo de 1978, sabe de cor trechos inteiros da prosa de Ernesto Sábato. O atacante Jorge Valdano, um dos hermanos que fizeram história no Real Madrid e também virou técnico e comentarista esportivo, lê muita poesia e, por conta dos livros de contos que escreveu e editou, ganhou o epíteto de “filósofo do futebol”.
Pelo que depreendi das crônicas de Enrique Vila-Matas no El País, os espanhóis, notadamente os bascos e catalães, convivem sem apertos com a fauna futebolística, compartilhando as mesmas mesas de bares e restaurantes e as mesmas conversas. Com o brilhante Pep Guardiola, autor de pelo menos um livro (Mi Gente, Mi Fútbol), é mole. Idem com o atacante Pardeza, ademais formado em Direito e Filologia pela Universidade de Saragoça, que, como Guardiola, prefere falar sempre mais de literatura que do esporte que lhes deu renome mundial.
Qual uma dupla de adolescentes, o catalão Vila-Matas
e seu colega basco Bernardo Atxaga disputam entre
si quem tem mais amigos de chuteiras. Juntos já abordaram em público vários boleiros cujos interesses se
estendem além dos gramados, como o goleiro Zubizarreta e o extrema Ernesto Valverde. Conheceram
ambos numa feira literária em Valência. Como? Autografando livros – de sua própria lavra.
1. O texto é fundamentalmente narração, pois se limita a contar episódios de jogadores e de técnicos.
2. O texto pertence ao gênero opinativo, artigo de imprensa, com a posição do articulista.
3. O texto é basicamente injuntivo, pois prescreve como devem agir os jogadores de futebol.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Texto 1
Sérgio Augusto, 14/01/2024, O Estado de S. Paulo
Não são muitos os jogadores de
futebol chegados a livros, mas eles existem
Desconfio que foi a propósito de Franz Beckenbauer e seu jeito sobranceiro de jogar, sempre de cabeça erguida, que ouvi ou li pela primeira vez esta observação: “Ele nem sabe qual a cor da grama”.
Outros, geralmente volantes e meio-campistas, como Didi, Falcão e Ademir da Guia, também fizeram por merecê-la, mas é quase unânime a certeza de que, no futebol das últimas décadas, o kaiser do Bayern e da seleção alemã, zagueiro de ofício, reinou absoluto no quesito elegância.

Franz Beckenbauer foi campeão da Copa do Mundo de 1974 jogando pela Alemanha Ocidental Foto: AFP
Craque dentro e fora do campo, inclusive como cartola, Beckenbauer teve participação decisiva até na entrada do primeiro negro no escrete teutônico, Erwin Kostedde. Atletas e dirigentes racistas opuseram-lhe resistência; Franz nem precisou de prorrogação para derrotá-los.
Gerd Wenzel, o jornalista que, entre nós, mais de perto acompanha o futebol alemão, revelou há dias quão determinante foi a mãe de Beckenbauer para a formação ética e moral do jogador. Se influenciou o filho intelectualmente, não sei. Mas é fato que ele adorava livros. Armando Nogueira me contou tê-lo surpreendido lendo Shakespeare na concentração dos alemães na Copa de 1974.
Não são muitos os jogadores de futebol chegados a livros e muito menos versados em escrevê-los, mas eles existem. Nenhum deles, por certo, ambiciona emular Camus, goleiro do Racing Universitário da Argélia quase cem anos atrás, e ainda estou para conhecer quem, dos nossos, além do Tostão, possa ser tranquilamente identificado como intelectual.
Até nessa disputa, os argentinos levam a melhor sobre
a gente.
O atacante e depois técnico argentino César Luís Menotti, campeão do mundo de 1978, sabe de cor trechos inteiros da prosa de Ernesto Sábato. O atacante Jorge Valdano, um dos hermanos que fizeram história no Real Madrid e também virou técnico e comentarista esportivo, lê muita poesia e, por conta dos livros de contos que escreveu e editou, ganhou o epíteto de “filósofo do futebol”.
Pelo que depreendi das crônicas de Enrique Vila-Matas no El País, os espanhóis, notadamente os bascos e catalães, convivem sem apertos com a fauna futebolística, compartilhando as mesmas mesas de bares e restaurantes e as mesmas conversas. Com o brilhante Pep Guardiola, autor de pelo menos um livro (Mi Gente, Mi Fútbol), é mole. Idem com o atacante Pardeza, ademais formado em Direito e Filologia pela Universidade de Saragoça, que, como Guardiola, prefere falar sempre mais de literatura que do esporte que lhes deu renome mundial.
Qual uma dupla de adolescentes, o catalão Vila-Matas
e seu colega basco Bernardo Atxaga disputam entre
si quem tem mais amigos de chuteiras. Juntos já abordaram em público vários boleiros cujos interesses se
estendem além dos gramados, como o goleiro Zubizarreta e o extrema Ernesto Valverde. Conheceram
ambos numa feira literária em Valência. Como? Autografando livros – de sua própria lavra.
I. O Ceará possui ínfimo potencial arqueológico, conta com 528 sítios cadastrados até dezembro de 2014 e outros em áreas de interesse arqueológico, em sítios costeiros com vestígios históricos e pré-coloniais.
II. Os bens arqueológicos tombados em todo o território brasileiro são importantes, pois, se referem aos elementos representativos dos grupos humanos responsáveis pela formação identitária da sociedade brasileira.
III. O patrimônio arqueológico do Brasil está sob proteção legal desde 1937, portanto, destruição, mutilação e inutilização física do patrimônio cultural são crimes puníveis por lei.
Estão corretas as afirmativas:
Leia o texto a seguir.
Assim como uma semente precisa ser cuidadosamente plantada e cuidada para se transformar em uma árvore frondosa, é preciso também dedicação e perseverança para que nós possamos alcançar nossos sonhos e objetivos na vida.
Elaborado pelo(a) autor(a)
A estratégia argumentativa utilizada no texto é realizada por
meio de
Olá! Quero abordar uma temática muito presente em nossa vida, uma vez que estamos falando de um espaço de educação em ensino superior e hoje, 28 de abril, comemora-se o Dia Mundial da Educação, data instituída durante o Fórum Mundial da Educação, realizado em 2000, em Senegal, África, com a participação de 164 países.
Desejamos, aqui, resgatar um pouco de memória e fazer
referência ao modo como a educação teve que se reinventar no
decorrer deste último ano. Sim, há um ano e um mês, mudamos
de aulas presenciais para o remoto. Ou seja, o que era real
passou a ser virtual. E, neste contexto, professores, alunos,
familiares e instituições tiveram que se reinventar, descobrir
novas formas de ensinar, aprender e ensinar.
Nesta trajetória, passamos a exercer a educação numa perspectiva de trocas de conhecimentos, de uma forma muito mais ativa do que anteriormente. Aprendemos juntos, realizamos momentos que antes não seriam possíveis, com lives que, apesar das distâncias territoriais, no virtual tornaramse reais.
O caminho tem sido longo, difícil, desafiador, mas conseguimos
fazer o que foi e é possível e, com o apoio de vocês, professores
e alunos, conseguimos muito.
Reconhecemos o quanto o contexto da pandemia adicionou novas camadas de dificuldades à missão da educação. Mas, apesar dos muitos desafios já enfrentados e pelos que ainda teremos pela frente, estamos no caminho certo e precisamos acreditar que, com mais valorização, a educação pode transformar a nossa sociedade.
E, nesta semana especial, agradecemos aos professores de
nossa instituição que, desde março de 2020, acreditaram na
proposta e/ou alternativa do que, a princípio, pensávamos ser
provisoriamente possível de garantir a continuidade por meio
das aulas remotas, mas, que no decorrer dos meses, tem-se
tornado o novo meio de se fazer educação.
Muito obrigado!
Livros não são meros acervos de palavras: são janelas para outros mundos, portadores de experiências e ensinamentos acumulados ao longo dos séculos
Qual estratégia usada no primeiro parágrafo do texto sustenta essa afirmação feita no segundo?
Livros não são meros acervos de palavras: são janelas para outros mundos, portadores de experiências e ensinamentos acumulados ao longo dos séculos
Essa tese é confirmada, ao longo do editorial, por vários argumentos, exceto:
Livros não são meros acervos de palavras: são janelas para outros mundos, portadores de experiências e ensinamentos acumulados ao longo dos séculos
“Mesmo sendo uma pesquisa sobre a compra de livros [...], o número revela de modo claro a ausência de interesse pela leitura da população brasileira [...].”
Assinale a alternativa cuja reescrita apresenta a mesma interpretação para esse trecho.
“Recordar as marcas, reavivar as memórias, mostrar os lugares que lembram esse passado devem contribuir para analisarmos com outros olhos o nosso tempo atual e ver que muitos dos temas trazidos pelos rebeldes do Contestado continuam tão vivos como há 100 anos.”
De acordo com a frase, infere-se que alguns temas motivacionais da Guerra do Contestado permanecem vivos atualmente no Brasil, entre os quais:
No período acima, o pronome sublinhado apresenta valor
Observe a imagem a seguir.

Disponível em: . Acesso em: 29 fev. 2024.
O sentido geral dessa charge é construído por meio da
associação entre a linguagem verbal e a não verbal. Dessa
relação advém, predominantemente, o efeito semântico de
No parágrafo inicial do texto, a progressão temática é estabelecida por meio da recorrência à
Um dos objetivos de uma análise fonológica ou fonêmica é definir quais são os sons de uma determinada língua que têm valor distintivo. Dito de outra forma, quais são os sons que servem para distinguir palavras nessa língua. Cada língua dispõe de um determinado número de fonemas cuja função é determinar a diferença de significado de uma palavra em relação à outra. O fonema é então a menor unidade fonológica da língua.
CARDOSO, Denise Porto. Fonologia da Língua Portuguesa. São Cristóvão: CESAD, 2009. p. 58.
Os textos que circulam no cotidiano, assumindo estrutura composicional determinada e finalidade comunicativa específica, são denominados gêneros textuais, os quais são configurados com sequências textuais definidas em razão dos objetivos comunicativos de cada gênero. No fragmento lido, predominam as sequências textuais
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Disponível em: <https://acessaber.com.br/atividades/interpretacao-
de-texto-tira-garfield>. Acesso em: 27 jan. 2024.
I. A volta para casa, principalmente das mães, para cuidar da prole adolescente se dá por uma necessidade de que as tradicionais babás não dão conta da tarefa, mas também porque na atualidade não há a maturidade esperada com a idade.
II. A maior presença das mães na adolescência dos filhos se justifica como uma forma de impedir que a vida deles seja completamente virtualizada pela Internet, o que, segundo pesquisas, vem provocando consequências trágicas.
III. A disposição de largar a vida profissional por um tempo com o objetivo de cuidar dos filhos adolescentes se dá pela percepção de que eles precisam de contato humano na construção de sua subjetividade, a fim de melhor transporem a barreira para a vida adulta.
Assinale
Sobre o texto, julgue as assertivas a seguir.
( )Pertence ao gênero literário, caracterizado pela linguagem conotativa.
( )A função apelativa é predominante, a fim de provar aos leitores a veracidade dos fatos abordados no texto.
( )A precisão vocabular favorece interpretações múltiplas por parte do amplo público de leitores.
( )Objetiva criticar os benefícios atribuídos às pessoas nascidas no dia 29 de fevereiro.
( )A linguagem usada para representar a realidade dos fatos importantes é predominantemente subjetiva e permeada de julgamento pessoal.
A sequência CORRETA é:





