Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2461992 Português
ASSALTOS INSÓLITOS – Affonso Romana de Sant’Anna 


    Assalto não tem graça nenhuma, mas alguns, contados depois, até que são engraçados. É igual a certos incidentes de viagem, que quando acontecem deixam a gente aborrecidíssimo, mas depois, narrados aos amigos num jantar, passam a ter um sabor de anedota. Uma vez me contaram de um cidadão que foi assaltado em sua casa. Até aí, nada demais. Tem gente que é assaltada na rua, no ônibus, no escritório, até dentro de igrejas e hospitais, mas muitos o são na própria casa. O que não diminui o desconforto da situação. Pois lá estava o dito-cujo em sua casa, mas vestido em roupa de trabalho, pois resolvera dar uma pintura na garagem e na cozinha. As crianças haviam saído com a mulher para fazer compras e o marido se entregava a essa terapêutica atividade, quando, da garagem, vê adentrar pelo jardim dois indivíduos suspeitos. Mal teve tempo de tomar uma atitude e já ouvia: - É um assalto, fica quieto senão leva chumbo. Ele já se preparava para toda sorte de tragédias quando um dos ladrões pergunta: Cadê o patrão? Num rasgo de criatividade, respondeu: - Saiu, foi com a família ao mercado, mas já volta. Então, vamos lá dentro, mostre tudo. Fingindo-se, então, de empregado de si mesmo, e ao mesmo tempo para livrar sua cara, começou a dizer: - Se quiserem levar, podem levar tudo, estou me lixando, não gosto desse patrão. Paga mal, é um pão-duro. Por que não levam aquele rádio ali? Olha, se eu fosse vocês levavam aquele som também. Na cozinha tem uma batedeira ótima da patroa. Não querem uns discos? Dinheiro não tem, pois ouvi dizerem que botam tudo no banco, mas ali dentro do armário tem uma porção de caixas de bombons, que o patrão é tarado por bombom. Os ladrões recolheram tudo o que o falso empregado indicou e saíram apressados. Daí a pouco chegavam a mulher e os filhos. Sentado na sala, o marido ria, ria, tanto nervoso quanto aliviado do próprio assalto que ajudara a fazer contra si mesmo. 
    No ônibus irrompe, de repente, um grupo de três pivetes que começam a colher das pessoas dinheiro, brincos, pulseiras e relógios. E tudo, como sempre, muito rápido, mas na hora parece uma eternidade. Aí passam por uma mulata e lhe pedem o dinheiro da bolsa. Ela diz que só tem quinhentos cruzeiros. O ladrão, num rasgo de generosidade, lhe diz: - Pode ficar, você está pior do que eu. Outro assaltante, no entanto, adverte: - Tira os brincos dela. Devem ser de lata - diz o ladrão. Insultada, e colocando-se em brios, a mulata começa a desatarraxar os brincos e diz injuriada: - Olha aqui, são de ouro, ouviu? Ganhei de minha sobrinha que veio de Salvador. E jogou os brincos na sacola do ladrão.
    Uma amiga ia encostando seu carro na esquina da Farme de Amoedo. Um tipo com ar desses que tomam conta de carro na rua começou a ajudar para que ela estacionasse o veículo. O carro no lugar, ela desliga a chave, mas na hora em que ia abrir a porta, percebeu que o guardador do carro dificultava a sua saída. Não era um guardador de carro, era um ladrão. E o pior, usava para o assalto uma arma jamais vista nessas situações. Abriu um jornal cheio de {fezes} e disse: - Se não passar a grana, lambuzo a senhora toda. Ela não teve alternativa. Ainda sentada ao volante abriu a carteira e tirou várias notas e deu ao assaltante, parecendo aos demais que apenas adiantava o pagamento do estacionamento. 
    Lá ia pelo calçadão de Copacabana uma jovem senhora para a sua caminhada matinal. Ia de bermuda, com o seu cachorrinho branco na coleira e com uma bela blusa que havia comprado numa liquidação na véspera. Vai andando, desviando-se de uma bicicleta ou outra, passando por um ginasta ou outro, quando vê caminhando em sua direção duas {pessoas}, que com um jeito íntimo lhe dirigem a palavra: - Bonita blusa, queridinha! Ela já ia sorrir agradecendo o elogio quando as duas {pessoas}, já convertidas em ladrões, mas ainda sorrindo, dizem: - Quer me dar essa blusa? Claro que ela não queria. Mas mostraram-lhe uma arma e tornaram a exigir a blusa. Mas estou sem sutiã, vou ficar nua! ponderou a vítima. Ora, queridinha, vista-se com o seu cachorro. E assim foi. Dada a blusa, a jovem senhora afastou-se abraçada ao seu cãozinho branco e peludo que lhe cobria na luminosa manhã de Copacabana.
O título da crônica apresentada de Affonso Romana de Sant’Anna, “Assaltos insólitos”, relacionado ao descrito na narrativa, significa:
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Q2461951 Português
Na obra “Preconceito Linguístico”, de Marcos Bagno (2013), o linguista explica que muitos usos da língua portuguesa são alvo de preconceito, fundamentado em mitos que não sustentam a variedade falada no Brasil. Entre eles, destacam-se: “Brasileiro não sabe português”, “As pessoas sem instrução falam tudo errado”, “O certo é falar assim porque se escreve assim”, entre outros que promovem exclusão social.

Segundo essa perspectiva, são fatores que justificam a variação linguística no Brasil, EXCETO: 
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Q2461950 Português

LEIA UM FRAGMENTO DO TEXTO DE APRESENTAÇÃO DO "DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA", DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. A QUESTÃO REFERE-SE A ELE.


“Vale ressaltar, embora incontestável, que nenhuma língua histórica terá jamais toda a extensão de seu vocabulário refletida nos dicionários. Um idioma a serviço de uma comunidade está sempre em mudança, de modo que nunca tem esgotada a infinita possibilidade de renovar-se e ampliar-se, se seus falantes e sua cultura se renovam e enriquecem. Evidentemente, a possibilidade de formação de novas palavras é vastíssima. A função mesma de um dicionário de língua não é recolher a massa proteiforme que a linguagem humana produz incessantemente, mas tão só as formas e significados que atingiram determinada reiteração no uso. Porém, a ausência de derivados, cognatos, compostos possíveis não implica necessariamente ilegitimidade”. 


Dicionário da Língua Portuguesa. Disponível em <https://www.academia.

org.br/nossa-lingua/dicionario-da-lingua-portuguesa>


De acordo com o fragmento, é correto afirmar que
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Q2461941 Português

ANALISE O CARTAZ DE UMA DAS CAMPANHAS DE VACINAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA PREVENÇÃO CONTRA A MENINGITE C E CONTRA O HPV, DE 2018, A SEGUIR. A QUESTÃO REFERE-SE A ELE. 



Fonte: Fiocruz. Disponível em <https://portal.fiocruz.br/noticia/ministerio-da-saude-inicia-campanha-de-vacinacao-contra-o-hpv>

É correto afirmar que o cartaz da campanha em questão NÃO tem o objetivo de
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Q2461940 Português

ANALISE O CARTAZ DE UMA DAS CAMPANHAS DE VACINAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA PREVENÇÃO CONTRA A MENINGITE C E CONTRA O HPV, DE 2018, A SEGUIR. A QUESTÃO REFERE-SE A ELE. 



Fonte: Fiocruz. Disponível em <https://portal.fiocruz.br/noticia/ministerio-da-saude-inicia-campanha-de-vacinacao-contra-o-hpv>

Com base no cartaz da referida campanha, é correto afirmar que(,)
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Q2461861 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


 O uso de melatonina por crianças 

Em agosto do ano passado, a Anvisa proibiu a comercialização, distribuição, propaganda e o uso de um suplemento alimentar com melatonina que era destinado a crianças no Brasil.

O medicamento foi retirado de circulação, segundo a Anvisa, porque a melatonina não é autorizada para uso em suplementos alimentares destinados a crianças e adolescentes, e não há segurança de uso comprovada na Anvisa para essas faixas etárias. A melatonina também não possui autorização para lactantes, e só é aprovada em suplementos destinados a adultos acima de 19 anos.

A proibição da Anvisa foi aplicada em relação ao suplemento alimentar Soninho Perfeito Melatonina Kids. A agência disse que na internet havia a divulgação irregular do produto, com alegações terapêuticas relacionadas a sono, ansiedade, compulsão alimentar, irritabilidade noturna, inflamação, suplementação para transtorno do espectro autista, câncer etc.

"Nenhuma dessas alegações é aprovada pela Anvisa, tratando-se, portanto, de propaganda irregular", informou a agência, alertando que não há aprovação de qualquer indicação para sono, humor, concentração, entre outras, para suplementos alimentares à base de melatonina. "Qualquer propaganda ou rótulo que traga esse tipo de alegação está irregular, de acordo com a legislação sanitária brasileira", acrescentou a agência.

Ainda neste ano, o órgão publicou um alerta sobre os riscos associados ao consumo de suplementos com melatonina, no qual apontou que esses produtos precisam apresentar a advertência de que não devem ser consumidos por gestantes, lactantes, crianças e pessoas envolvidas em atividades que requeiram atenção constante.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cl4pr8m022xo. Adaptado.
Anvisa proibiu circulação de remédio com melatonina para ajudar crianças a dormirem no Brasil.
Com base no texto, é correto afirmar que a Anvisa: 
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Q2461860 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


 O uso de melatonina por crianças 

Em agosto do ano passado, a Anvisa proibiu a comercialização, distribuição, propaganda e o uso de um suplemento alimentar com melatonina que era destinado a crianças no Brasil.

O medicamento foi retirado de circulação, segundo a Anvisa, porque a melatonina não é autorizada para uso em suplementos alimentares destinados a crianças e adolescentes, e não há segurança de uso comprovada na Anvisa para essas faixas etárias. A melatonina também não possui autorização para lactantes, e só é aprovada em suplementos destinados a adultos acima de 19 anos.

A proibição da Anvisa foi aplicada em relação ao suplemento alimentar Soninho Perfeito Melatonina Kids. A agência disse que na internet havia a divulgação irregular do produto, com alegações terapêuticas relacionadas a sono, ansiedade, compulsão alimentar, irritabilidade noturna, inflamação, suplementação para transtorno do espectro autista, câncer etc.

"Nenhuma dessas alegações é aprovada pela Anvisa, tratando-se, portanto, de propaganda irregular", informou a agência, alertando que não há aprovação de qualquer indicação para sono, humor, concentração, entre outras, para suplementos alimentares à base de melatonina. "Qualquer propaganda ou rótulo que traga esse tipo de alegação está irregular, de acordo com a legislação sanitária brasileira", acrescentou a agência.

Ainda neste ano, o órgão publicou um alerta sobre os riscos associados ao consumo de suplementos com melatonina, no qual apontou que esses produtos precisam apresentar a advertência de que não devem ser consumidos por gestantes, lactantes, crianças e pessoas envolvidas em atividades que requeiram atenção constante.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cl4pr8m022xo. Adaptado.
A melatonina também não possui autorização para lactantes, e só é aprovada em suplementos destinados a adultos acima de 19 anos.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que: 
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Q2461815 Português
                Há muitas especulações sobre qual meio de transporte teria sido “inventado” primeiro, desde o início da evolução humana, antes mesmo do surgimento da escrita. Referentemente a esse período, o fato é que muito pouco pode ser comprovado, o que nos deixa com algumas hipóteses e poucas certezas.
             É provável que o ser humano tenha pensado em formas de solucionar problemas como transportar sua caça ou transpor obstáculos, mas afirmar com exatidão que isso se transformou em algum meio de transporte da forma como conhecemos hoje é bem mais complicado.
                 Sabemos que o homem pré-histórico se deslocava em função do clima e da oferta de alimentos. Os pés humanos foram os primeiros responsáveis por esses deslocamentos. A melhor solução para o transporte a partir dessa época surgiu com a domesticação de animais selvagens. O homem pode ter notado a facilidade de lidar com determinadas espécies animais a ponto de utilizar sua força para transportar seus pertences.

Oswaldo Dias dos Santos Junior. Transportes turísticos. Curitiba,
InterSaberes, 2014, p. 20 (com adaptações).

Julgue o item subsequente, em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente.


No texto, o autor considera a possibilidade de os seres humanos terem se preocupado com questões de transporte de caça ou de transposição de obstáculos, mas demonstra dificuldades em afirmar categoricamente que algum meio de transporte tenha se originado dessa preocupação.

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Q2461814 Português
                Há muitas especulações sobre qual meio de transporte teria sido “inventado” primeiro, desde o início da evolução humana, antes mesmo do surgimento da escrita. Referentemente a esse período, o fato é que muito pouco pode ser comprovado, o que nos deixa com algumas hipóteses e poucas certezas.
             É provável que o ser humano tenha pensado em formas de solucionar problemas como transportar sua caça ou transpor obstáculos, mas afirmar com exatidão que isso se transformou em algum meio de transporte da forma como conhecemos hoje é bem mais complicado.
                 Sabemos que o homem pré-histórico se deslocava em função do clima e da oferta de alimentos. Os pés humanos foram os primeiros responsáveis por esses deslocamentos. A melhor solução para o transporte a partir dessa época surgiu com a domesticação de animais selvagens. O homem pode ter notado a facilidade de lidar com determinadas espécies animais a ponto de utilizar sua força para transportar seus pertences.

Oswaldo Dias dos Santos Junior. Transportes turísticos. Curitiba,
InterSaberes, 2014, p. 20 (com adaptações).

Julgue o item subsequente, em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente.


Entende-se do texto que as poucas hipóteses referentes aos fatos ocorridos desde o início da evolução humana são consequência da profusão de especulações sobre esse período.

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Q2461811 Português
            A palavra carreta começou a ser empregada para definir o que até então era chamado de carroça; é possível pensar que fora definido o termo carreteiro para designar quem conduzia as carretas.
         As primeiras carretas foram utilizadas para várias finalidades. Em um primeiro momento, auxiliaram no processo de colonização, mas também ajudaram em situações de guerra, quando estavam carregadas de materiais bélicos e demais apetrechos militares. Serviram de apoio ainda para comerciantes, mascates, conhecidos também como vivandeiros, que transportavam os mais variados tipos de mercadorias, desde produtos alimentícios até produtos mais simples, como pentes e espelhos. Dessa maneira, surgia o carreteiro e, junto a ele, as representações que iriam compor a identidade desses profissionais.

Danilo Leite Moreira. Uma breve abordagem histórica do desenvolvimento
do rodoviarismo e do transporte rodoviário de cargas no Brasil.
In: Faces da História, v. 10, n.º 1, jan.-jun./2023, p. 157 (com adaptações). 

Em relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue o item que se segue. 


Conforme exposto no texto, a identidade dos carreteiros é construída a partir de representações plurais que têm relação direta com as várias atividades deles e com os diversos tipos de carretas. 

Alternativas
Q2461809 Português
            A palavra carreta começou a ser empregada para definir o que até então era chamado de carroça; é possível pensar que fora definido o termo carreteiro para designar quem conduzia as carretas.
         As primeiras carretas foram utilizadas para várias finalidades. Em um primeiro momento, auxiliaram no processo de colonização, mas também ajudaram em situações de guerra, quando estavam carregadas de materiais bélicos e demais apetrechos militares. Serviram de apoio ainda para comerciantes, mascates, conhecidos também como vivandeiros, que transportavam os mais variados tipos de mercadorias, desde produtos alimentícios até produtos mais simples, como pentes e espelhos. Dessa maneira, surgia o carreteiro e, junto a ele, as representações que iriam compor a identidade desses profissionais.

Danilo Leite Moreira. Uma breve abordagem histórica do desenvolvimento
do rodoviarismo e do transporte rodoviário de cargas no Brasil.
In: Faces da História, v. 10, n.º 1, jan.-jun./2023, p. 157 (com adaptações). 

Em relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue o item que se segue. 


Infere-se do texto que a palavra “carroça” caiu em desuso após a criação da palavra “carreta”.

Alternativas
Q2461808 Português
            A palavra carreta começou a ser empregada para definir o que até então era chamado de carroça; é possível pensar que fora definido o termo carreteiro para designar quem conduzia as carretas.
         As primeiras carretas foram utilizadas para várias finalidades. Em um primeiro momento, auxiliaram no processo de colonização, mas também ajudaram em situações de guerra, quando estavam carregadas de materiais bélicos e demais apetrechos militares. Serviram de apoio ainda para comerciantes, mascates, conhecidos também como vivandeiros, que transportavam os mais variados tipos de mercadorias, desde produtos alimentícios até produtos mais simples, como pentes e espelhos. Dessa maneira, surgia o carreteiro e, junto a ele, as representações que iriam compor a identidade desses profissionais.

Danilo Leite Moreira. Uma breve abordagem histórica do desenvolvimento
do rodoviarismo e do transporte rodoviário de cargas no Brasil.
In: Faces da História, v. 10, n.º 1, jan.-jun./2023, p. 157 (com adaptações). 

Em relação às ideias e a aspectos gramaticais do texto apresentado, julgue o item que se segue. 


De acordo com o texto, uma multiplicidade de funções estava associada às primeiras carretas.

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Q2461690 Português
Texto CG1A1

         A defesa das florestas deveria ser objeto de um tratado internacional que reunisse o maior número de Estados, para que elas se tornassem intocáveis. Repito: a sobrevivência da nossa espécie depende da funcionalidade desses ecossistemas. Sem florestas suficientes, não existe chance real de podermos reverter a tendência de crescimento do CO2. O desmatamento deveria ser tratado como um crime contra a humanidade e punido como tal. Porque é disso que se trata. A proteção das florestas e sua manutenção, bem como a obrigação de manter intactos o solo, o ar e a água, deveriam fazer parte das constituições de todos os Estados, não apenas desta nossa Constituição da Nação das Plantas. Deveriam ser ensinadas nas escolas para crianças e adultos, em todos os lugares. Diretores de cinema deveriam fazer filmes, escritores deveriam escrever livros. Todos estão convocados a se mobilizar, e se vocês acham que é exagero e não veem motivo real para se levantar do sofá e defender o meio ambiente e as florestas, saibam que essa é a única emergência global real. A maioria dos problemas que afligem a humanidade hoje, mesmo que aparentemente distantes, está relacionada ao risco ambiental e consiste apenas na ponta de um iceberg, se não tratarmos o tema com a devida firmeza e eficiência.

Stefano Mancuso. A nação das plantas.
São Paulo: Ubu Editora, 2024, p. 78 (com adaptações). 

Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue o seguinte item.


De acordo com o texto, a importância das florestas decorre de seu papel na possibilidade de retroceder a tendência de aumento de CO2.

Alternativas
Q2461689 Português
Texto CG1A1

         A defesa das florestas deveria ser objeto de um tratado internacional que reunisse o maior número de Estados, para que elas se tornassem intocáveis. Repito: a sobrevivência da nossa espécie depende da funcionalidade desses ecossistemas. Sem florestas suficientes, não existe chance real de podermos reverter a tendência de crescimento do CO2. O desmatamento deveria ser tratado como um crime contra a humanidade e punido como tal. Porque é disso que se trata. A proteção das florestas e sua manutenção, bem como a obrigação de manter intactos o solo, o ar e a água, deveriam fazer parte das constituições de todos os Estados, não apenas desta nossa Constituição da Nação das Plantas. Deveriam ser ensinadas nas escolas para crianças e adultos, em todos os lugares. Diretores de cinema deveriam fazer filmes, escritores deveriam escrever livros. Todos estão convocados a se mobilizar, e se vocês acham que é exagero e não veem motivo real para se levantar do sofá e defender o meio ambiente e as florestas, saibam que essa é a única emergência global real. A maioria dos problemas que afligem a humanidade hoje, mesmo que aparentemente distantes, está relacionada ao risco ambiental e consiste apenas na ponta de um iceberg, se não tratarmos o tema com a devida firmeza e eficiência.

Stefano Mancuso. A nação das plantas.
São Paulo: Ubu Editora, 2024, p. 78 (com adaptações). 

Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue o seguinte item.


Infere-se do texto que a proposta de considerar os desmatamentos como um crime contra a humanidade implica considerar as plantas como pessoas.

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Q2461688 Português
Texto CG1A1

         A defesa das florestas deveria ser objeto de um tratado internacional que reunisse o maior número de Estados, para que elas se tornassem intocáveis. Repito: a sobrevivência da nossa espécie depende da funcionalidade desses ecossistemas. Sem florestas suficientes, não existe chance real de podermos reverter a tendência de crescimento do CO2. O desmatamento deveria ser tratado como um crime contra a humanidade e punido como tal. Porque é disso que se trata. A proteção das florestas e sua manutenção, bem como a obrigação de manter intactos o solo, o ar e a água, deveriam fazer parte das constituições de todos os Estados, não apenas desta nossa Constituição da Nação das Plantas. Deveriam ser ensinadas nas escolas para crianças e adultos, em todos os lugares. Diretores de cinema deveriam fazer filmes, escritores deveriam escrever livros. Todos estão convocados a se mobilizar, e se vocês acham que é exagero e não veem motivo real para se levantar do sofá e defender o meio ambiente e as florestas, saibam que essa é a única emergência global real. A maioria dos problemas que afligem a humanidade hoje, mesmo que aparentemente distantes, está relacionada ao risco ambiental e consiste apenas na ponta de um iceberg, se não tratarmos o tema com a devida firmeza e eficiência.

Stefano Mancuso. A nação das plantas.
São Paulo: Ubu Editora, 2024, p. 78 (com adaptações). 

Com base nas ideias veiculadas no texto CG1A1, julgue o seguinte item.


Infere-se do texto que, de acordo com a opinião do autor, as pessoas deveriam se engajar na defesa do meio ambiente e das florestas e as constituições de todos os Estados deveriam prever o que já estabelece a “nossa Constituição da Nação das Plantas”. 

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Q2461361 Português
        Se houvesse um concurso para eleger a cidade brasileira com mais filhos ilustres, a pequena Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, levaria com folga. Entre os 5.570 municípios brasileiros, difícil encontrar outro interiorano (capital é covardia, ora) que tenha gerado tantas figuras notórias para o país. Talvez Sobral, no Ceará, se aproxime em quantidade (terra do cantor Belchior, do humorista Renato Aragão, do artista plástico Zenon Barreto e do cineasta Luiz Carlos Barreto, o “Barretão”). Mas somente a pacata cidade capixaba viu nascer elenco tão sortido do folclore nacional, a ponto de receber de Vinicius de Moraes o epíteto de “capital secreta”. São cachoeirenses: o cantor e compositor Roberto Carlos; o mais importante cronista brasileiro, Rubem Braga; o compositor Sergio Sampaio; a atriz naturista Luz del Fuego; o produtor musical e diretor Carlos Imperial; o ator Jece Valadão (que foi criado lá, apesar de ter nascido no distrito de Muqui); e a atriz Darlene Glória. Também viveram por lá as irmãs Danuza e Nara Leão.

Internet: <https://oglobo.globo.com/cultura> (com adaptações).

Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.


De acordo com o texto, o epíteto ‘capital secreta’ atribuído por Vinicius de Moraes a Cachoeiro de Itapemirim deve-se à variedade de celebridades nascidas nesse município.

Alternativas
Q2461360 Português
        Se houvesse um concurso para eleger a cidade brasileira com mais filhos ilustres, a pequena Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, levaria com folga. Entre os 5.570 municípios brasileiros, difícil encontrar outro interiorano (capital é covardia, ora) que tenha gerado tantas figuras notórias para o país. Talvez Sobral, no Ceará, se aproxime em quantidade (terra do cantor Belchior, do humorista Renato Aragão, do artista plástico Zenon Barreto e do cineasta Luiz Carlos Barreto, o “Barretão”). Mas somente a pacata cidade capixaba viu nascer elenco tão sortido do folclore nacional, a ponto de receber de Vinicius de Moraes o epíteto de “capital secreta”. São cachoeirenses: o cantor e compositor Roberto Carlos; o mais importante cronista brasileiro, Rubem Braga; o compositor Sergio Sampaio; a atriz naturista Luz del Fuego; o produtor musical e diretor Carlos Imperial; o ator Jece Valadão (que foi criado lá, apesar de ter nascido no distrito de Muqui); e a atriz Darlene Glória. Também viveram por lá as irmãs Danuza e Nara Leão.

Internet: <https://oglobo.globo.com/cultura> (com adaptações).

Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.


A retirada dos parênteses que isolam o trecho “que foi criado lá, apesar de ter nascido no distrito de Muqui” (penúltimo período) alteraria as relações coesivas e os sentidos estabelecidos originalmente no texto. 

Alternativas
Q2461357 Português
        Se houvesse um concurso para eleger a cidade brasileira com mais filhos ilustres, a pequena Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, levaria com folga. Entre os 5.570 municípios brasileiros, difícil encontrar outro interiorano (capital é covardia, ora) que tenha gerado tantas figuras notórias para o país. Talvez Sobral, no Ceará, se aproxime em quantidade (terra do cantor Belchior, do humorista Renato Aragão, do artista plástico Zenon Barreto e do cineasta Luiz Carlos Barreto, o “Barretão”). Mas somente a pacata cidade capixaba viu nascer elenco tão sortido do folclore nacional, a ponto de receber de Vinicius de Moraes o epíteto de “capital secreta”. São cachoeirenses: o cantor e compositor Roberto Carlos; o mais importante cronista brasileiro, Rubem Braga; o compositor Sergio Sampaio; a atriz naturista Luz del Fuego; o produtor musical e diretor Carlos Imperial; o ator Jece Valadão (que foi criado lá, apesar de ter nascido no distrito de Muqui); e a atriz Darlene Glória. Também viveram por lá as irmãs Danuza e Nara Leão.

Internet: <https://oglobo.globo.com/cultura> (com adaptações).

Em relação aos sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.


Depreende-se do texto que nasceram mais artistas em Cachoeiro de Itapemirim do que em qualquer capital brasileira.

Alternativas
Q2461356 Português
        Abre-se uma janela do Centro Operário. Será a aula de Dona Palmira em 1920 ou há reunião para discutir os estatutos? Durante toda a minha infância, eles discutiram os estatutos. Eu não podia entender nada, mas havia pontos terrivelmente sérios. Era “Centro Operário de Proteção Mútua” ou “Centro Operário E de Proteção Mútua”? Pela noite afora, ano após ano, um mulato meio velho e magro, de óculos, o dedo em riste, a voz rascante, atacava com extraordinária ferocidade aquele E. Não conseguiu derrubá-lo; os operários talvez se sentissem fracos, sozinhos, precisavam daquele E que os conjugava com outras camadas sociais. Ficou o E, meu pai foi diretor e, quando morreu, teve auxílio no enterro, tudo sem ser operário, tudo graças àquele E. Sem o E eu talvez não tivesse estudado ali, não me sentaria no comprido banco, onde o último da esquerda era o preto Bernardino, e à direita, o rosto lindo de Lélia, com seus cabelos doces e uma covinha quando sorria. Quando não estavam discutindo os estatutos, ou providenciando um enterro de sócio, com a bandeira do Centro em cima do caixão, os operários E todos que queriam proteção mútua estavam dançando; sons de pistom atravessam meu sono infantil; eu achava estranho e ao mesmo tempo alegre e feliz haver baile na mesma sala onde eu tinha aulas.

Rubem Braga. Em Cachoeiro. 200 crônicas escolhidas.
Rio de Janeiro: Record, 2003, p.55 (com adaptações)

Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.


Entende-se do texto que era minoritário o posicionamento contrário ao uso do “E” no nome do centro operário. 

Alternativas
Q2461354 Português
        Abre-se uma janela do Centro Operário. Será a aula de Dona Palmira em 1920 ou há reunião para discutir os estatutos? Durante toda a minha infância, eles discutiram os estatutos. Eu não podia entender nada, mas havia pontos terrivelmente sérios. Era “Centro Operário de Proteção Mútua” ou “Centro Operário E de Proteção Mútua”? Pela noite afora, ano após ano, um mulato meio velho e magro, de óculos, o dedo em riste, a voz rascante, atacava com extraordinária ferocidade aquele E. Não conseguiu derrubá-lo; os operários talvez se sentissem fracos, sozinhos, precisavam daquele E que os conjugava com outras camadas sociais. Ficou o E, meu pai foi diretor e, quando morreu, teve auxílio no enterro, tudo sem ser operário, tudo graças àquele E. Sem o E eu talvez não tivesse estudado ali, não me sentaria no comprido banco, onde o último da esquerda era o preto Bernardino, e à direita, o rosto lindo de Lélia, com seus cabelos doces e uma covinha quando sorria. Quando não estavam discutindo os estatutos, ou providenciando um enterro de sócio, com a bandeira do Centro em cima do caixão, os operários E todos que queriam proteção mútua estavam dançando; sons de pistom atravessam meu sono infantil; eu achava estranho e ao mesmo tempo alegre e feliz haver baile na mesma sala onde eu tinha aulas.

Rubem Braga. Em Cachoeiro. 200 crônicas escolhidas.
Rio de Janeiro: Record, 2003, p.55 (com adaptações)

Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.


Na oração “Quando não estavam discutindo os estatutos” (último período), o sujeito está oculto, mas, pela organização dos períodos do texto, conclui-se que ele corresponde a Bernardino e Lélia, mencionados no período imediatamente anterior.

Alternativas
Respostas
11661: B
11662: A
11663: D
11664: A
11665: C
11666: E
11667: E
11668: C
11669: E
11670: E
11671: E
11672: C
11673: C
11674: E
11675: C
11676: C
11677: C
11678: E
11679: C
11680: E