Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2502017 Português

                                        

    "The Chosen" é uma série de televisão que cativou milhões de espectadores em todo o mundo desde a sua estreia. Criada por Dallas Jenkins, a série apresenta uma abordagem inovadora e envolvente para contar a história da vida de Jesus Cristo e aqueles que o seguiram.

    O que torna "The Chosen" tão única é a sua ênfase no desenvolvimento dos personagens. Em vez de simplesmente retratar eventos bíblicos conhecidos, a série mergulha nas vidas e nas jornadas pessoais dos discípulos de Jesus, oferecendo uma visão mais profunda e humana dessas figuras históricas. Desde os pescadores rudes até as mulheres marginalizadas, cada personagem é cuidadosamente desenvolvido e complexo, tornando-os facilmente identificáveis e relevantes para o público moderno.

    Além disso, "The Chosen" destaca-se pela sua produção de alta qualidade. Desde a cinematografia deslumbrante até as performances convincentes do elenco, a série consegue criar um ambiente autêntico que transporta os espectadores de volta à Palestina do primeiro século.

    Outro aspecto notável de "The Chosen" é a sua abordagem inclusiva e compassiva. A série aborda questões universais de amor, perdão, redenção e esperança, tocando profundamente o coração de pessoas de todas as origens e crenças. Ao mostrar a humanidade de Jesus e seus seguidores, "The Chosen" promove uma mensagem de compaixão e aceitação que ressoa além das fronteiras religiosas.

    Além de ser uma obra de entretenimento de alta qualidade, "The Chosen" também tem impactado vidas de maneiras profundas e significativas. Muitos espectadores relatam ter encontrado conforto, inspiração e uma conexão mais forte com sua fé através da série. Seja através de grupos de exibição comunitária, eventos de exibição ao ar livre ou simplesmente assistindo em casa, "The Chosen" continua a atrair um público fiel que é tocado pela sua mensagem poderosa.

    Em resumo, "The Chosen" não é apenas uma série de televisão, mas sim uma experiência transformadora que ressoa com pessoas de todas as esferas da vida. Com sua abordagem inovadora, personagens complexos e mensagem universal, a série continua a deixar uma marca indelével no cenário do entretenimento contemporâneo.

(Texto do professor Ricardo Menezes e imagem: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9e8x0rjn1go ).

Como "The Chosen" promove uma mensagem além das fronteiras religiosas?
Alternativas
Q2502016 Português

                                        

    "The Chosen" é uma série de televisão que cativou milhões de espectadores em todo o mundo desde a sua estreia. Criada por Dallas Jenkins, a série apresenta uma abordagem inovadora e envolvente para contar a história da vida de Jesus Cristo e aqueles que o seguiram.

    O que torna "The Chosen" tão única é a sua ênfase no desenvolvimento dos personagens. Em vez de simplesmente retratar eventos bíblicos conhecidos, a série mergulha nas vidas e nas jornadas pessoais dos discípulos de Jesus, oferecendo uma visão mais profunda e humana dessas figuras históricas. Desde os pescadores rudes até as mulheres marginalizadas, cada personagem é cuidadosamente desenvolvido e complexo, tornando-os facilmente identificáveis e relevantes para o público moderno.

    Além disso, "The Chosen" destaca-se pela sua produção de alta qualidade. Desde a cinematografia deslumbrante até as performances convincentes do elenco, a série consegue criar um ambiente autêntico que transporta os espectadores de volta à Palestina do primeiro século.

    Outro aspecto notável de "The Chosen" é a sua abordagem inclusiva e compassiva. A série aborda questões universais de amor, perdão, redenção e esperança, tocando profundamente o coração de pessoas de todas as origens e crenças. Ao mostrar a humanidade de Jesus e seus seguidores, "The Chosen" promove uma mensagem de compaixão e aceitação que ressoa além das fronteiras religiosas.

    Além de ser uma obra de entretenimento de alta qualidade, "The Chosen" também tem impactado vidas de maneiras profundas e significativas. Muitos espectadores relatam ter encontrado conforto, inspiração e uma conexão mais forte com sua fé através da série. Seja através de grupos de exibição comunitária, eventos de exibição ao ar livre ou simplesmente assistindo em casa, "The Chosen" continua a atrair um público fiel que é tocado pela sua mensagem poderosa.

    Em resumo, "The Chosen" não é apenas uma série de televisão, mas sim uma experiência transformadora que ressoa com pessoas de todas as esferas da vida. Com sua abordagem inovadora, personagens complexos e mensagem universal, a série continua a deixar uma marca indelével no cenário do entretenimento contemporâneo.

(Texto do professor Ricardo Menezes e imagem: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9e8x0rjn1go ).

Qual das seguintes afirmações é verdadeira sobre "The Chosen"?
Alternativas
Q2502015 Português

                                        

    "The Chosen" é uma série de televisão que cativou milhões de espectadores em todo o mundo desde a sua estreia. Criada por Dallas Jenkins, a série apresenta uma abordagem inovadora e envolvente para contar a história da vida de Jesus Cristo e aqueles que o seguiram.

    O que torna "The Chosen" tão única é a sua ênfase no desenvolvimento dos personagens. Em vez de simplesmente retratar eventos bíblicos conhecidos, a série mergulha nas vidas e nas jornadas pessoais dos discípulos de Jesus, oferecendo uma visão mais profunda e humana dessas figuras históricas. Desde os pescadores rudes até as mulheres marginalizadas, cada personagem é cuidadosamente desenvolvido e complexo, tornando-os facilmente identificáveis e relevantes para o público moderno.

    Além disso, "The Chosen" destaca-se pela sua produção de alta qualidade. Desde a cinematografia deslumbrante até as performances convincentes do elenco, a série consegue criar um ambiente autêntico que transporta os espectadores de volta à Palestina do primeiro século.

    Outro aspecto notável de "The Chosen" é a sua abordagem inclusiva e compassiva. A série aborda questões universais de amor, perdão, redenção e esperança, tocando profundamente o coração de pessoas de todas as origens e crenças. Ao mostrar a humanidade de Jesus e seus seguidores, "The Chosen" promove uma mensagem de compaixão e aceitação que ressoa além das fronteiras religiosas.

    Além de ser uma obra de entretenimento de alta qualidade, "The Chosen" também tem impactado vidas de maneiras profundas e significativas. Muitos espectadores relatam ter encontrado conforto, inspiração e uma conexão mais forte com sua fé através da série. Seja através de grupos de exibição comunitária, eventos de exibição ao ar livre ou simplesmente assistindo em casa, "The Chosen" continua a atrair um público fiel que é tocado pela sua mensagem poderosa.

    Em resumo, "The Chosen" não é apenas uma série de televisão, mas sim uma experiência transformadora que ressoa com pessoas de todas as esferas da vida. Com sua abordagem inovadora, personagens complexos e mensagem universal, a série continua a deixar uma marca indelével no cenário do entretenimento contemporâneo.

(Texto do professor Ricardo Menezes e imagem: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9e8x0rjn1go ).

Que tipo de mensagem "The Chosen" promove além das fronteiras religiosas?
Alternativas
Q2502014 Português

                                        

    "The Chosen" é uma série de televisão que cativou milhões de espectadores em todo o mundo desde a sua estreia. Criada por Dallas Jenkins, a série apresenta uma abordagem inovadora e envolvente para contar a história da vida de Jesus Cristo e aqueles que o seguiram.

    O que torna "The Chosen" tão única é a sua ênfase no desenvolvimento dos personagens. Em vez de simplesmente retratar eventos bíblicos conhecidos, a série mergulha nas vidas e nas jornadas pessoais dos discípulos de Jesus, oferecendo uma visão mais profunda e humana dessas figuras históricas. Desde os pescadores rudes até as mulheres marginalizadas, cada personagem é cuidadosamente desenvolvido e complexo, tornando-os facilmente identificáveis e relevantes para o público moderno.

    Além disso, "The Chosen" destaca-se pela sua produção de alta qualidade. Desde a cinematografia deslumbrante até as performances convincentes do elenco, a série consegue criar um ambiente autêntico que transporta os espectadores de volta à Palestina do primeiro século.

    Outro aspecto notável de "The Chosen" é a sua abordagem inclusiva e compassiva. A série aborda questões universais de amor, perdão, redenção e esperança, tocando profundamente o coração de pessoas de todas as origens e crenças. Ao mostrar a humanidade de Jesus e seus seguidores, "The Chosen" promove uma mensagem de compaixão e aceitação que ressoa além das fronteiras religiosas.

    Além de ser uma obra de entretenimento de alta qualidade, "The Chosen" também tem impactado vidas de maneiras profundas e significativas. Muitos espectadores relatam ter encontrado conforto, inspiração e uma conexão mais forte com sua fé através da série. Seja através de grupos de exibição comunitária, eventos de exibição ao ar livre ou simplesmente assistindo em casa, "The Chosen" continua a atrair um público fiel que é tocado pela sua mensagem poderosa.

    Em resumo, "The Chosen" não é apenas uma série de televisão, mas sim uma experiência transformadora que ressoa com pessoas de todas as esferas da vida. Com sua abordagem inovadora, personagens complexos e mensagem universal, a série continua a deixar uma marca indelével no cenário do entretenimento contemporâneo.

(Texto do professor Ricardo Menezes e imagem: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9e8x0rjn1go ).

O que diferencia "The Chosen" de outras representações da vida de Jesus Cristo na televisão?
Alternativas
Q2502013 Português

                                                                      Catar feijão


Catar feijão se limita com escrever:

jogam-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.

Certo, toda palavra boiará no papel,

água congelada, por chumbo seu verbo:

pois para catar esse feijão, soprar nele,

e jogar fora o leve e oco, palha e eco.


Ora, nesse catar feijão entra um risco:

o de que entre os grãos pesados entre

um grão qualquer, pedra ou indigesto,

um grão imastigável, de quebrar dente.


Certo não, quando ao catar palavras:

a pedra dá à frase seu grão mais vivo:

obstrui a leitura fluviante, flutual,

açula a atenção, isca-a como o risco.


                                                                                                          (Texto de João Cabral de Melo Neto)

O que a presença de uma pedra entre os grãos de feijão representa na analogia proposta pelo autor?
Alternativas
Q2502012 Português

                                                                      Catar feijão


Catar feijão se limita com escrever:

jogam-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.

Certo, toda palavra boiará no papel,

água congelada, por chumbo seu verbo:

pois para catar esse feijão, soprar nele,

e jogar fora o leve e oco, palha e eco.


Ora, nesse catar feijão entra um risco:

o de que entre os grãos pesados entre

um grão qualquer, pedra ou indigesto,

um grão imastigável, de quebrar dente.


Certo não, quando ao catar palavras:

a pedra dá à frase seu grão mais vivo:

obstrui a leitura fluviante, flutual,

açula a atenção, isca-a como o risco.


                                                                                                          (Texto de João Cabral de Melo Neto)

Qual é o objetivo do autor ao mencionar "jogar fora o que boiar" no texto?
Alternativas
Q2502011 Português

                                                                      Catar feijão


Catar feijão se limita com escrever:

jogam-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.

Certo, toda palavra boiará no papel,

água congelada, por chumbo seu verbo:

pois para catar esse feijão, soprar nele,

e jogar fora o leve e oco, palha e eco.


Ora, nesse catar feijão entra um risco:

o de que entre os grãos pesados entre

um grão qualquer, pedra ou indigesto,

um grão imastigável, de quebrar dente.


Certo não, quando ao catar palavras:

a pedra dá à frase seu grão mais vivo:

obstrui a leitura fluviante, flutual,

açula a atenção, isca-a como o risco.


                                                                                                          (Texto de João Cabral de Melo Neto)

Qual é a principal analogia utilizada pelo autor no texto "Catar Feijão"?

Alternativas
Q2501886 Português
Os pais encolhem com o tempo?


       Olho para o seu olhar. Busco perceber para onde mira. Confiro se sua passada está firme o bastante para não tropeçar na travessia. Não confio nos seus joelhos. Empresto os meus. Dou o braço, finco as solas no asfalto e caminho com ela, que antes era gigante, enorme, com a cabeça sempre nublada no alto das ideias e das preocupações.


          Agora, pequena, frágil, assim como o seu companheiro de décadas – ontem uma tempestade, hoje garoa fina acompanhada pelo som do rádio FM. São ambos estações transitórias; ela primavera, ele outono. Os pais encolhem com o tempo.


        “Cada vez mais eles estão parecendo crianças”, lê-se, ouve-se, vê-se por aí e por aqui tal comentário. Há quem o justifique com relatos concretos; ora, afinal já esquecem, os pais, de apagar a luz, de como manejar alguma ferramenta básica, de algumas palavras e seus significados, de manter o equilíbrio do corpo e a velocidade dos pensamentos, de aprender o novo que a cada dia se faz por meio de tecnologias, linguagem, imagens e afins.


       O comportamento começa a ser sempre infantilizado quando se apontam limitações e falta de preparo para viver com segurança no presente impaciente. Tudo sempre ligado ao corpo – e não à memória, lembrança, história –, como se ele, em absoluto, definisse a identidade social dos mais antigos. São corpos cansados, logo as mentes, os sentimentos e o saber também, pensam as crias, como se a corporalidade emoldurasse a grandeza da obra de uma vida toda, ainda vívida, importante ressaltar. Há quem veja por outra perspectiva menos limitante e mais constante o envelhecer dos seus e suas. O tempo cresce com os pais.


        Quando estudava sobre as concepções de pessoa e bases das identidades sociais de povos africanos pré-coloniais, deparei com a noção de senioridade dos iorubás. Em suma, o respeito às mais velhas não é fruto somente do cuidado com fragilidades físicas, em solidariedade – para não dizer piedade – com o corpo, a partir do corpo, como é frequentemente visto no ocidente. Esse respeito, que pode ser conhecido por meio de leituras não europeizadas a respeito das sociedades iorubanas, vem justamente da noção de que existe ancestralidade, sabedoria, liderança e que tais elementos não se resumem à visão ocidental de “poder, comando, governo, privilégio”.


      Muito pelo contrário, trata-se de responsabilidade com seu povo, um papel fundamental para a sobrevivência das gerações. Por essa razão – e tantas outras ligadas à senioridade – o respeito às antigas e aos antigos reflete a reverência à ancestralidade e à própria comunidade em que se vive. É um respeito que está para além do corpo “debilitado”. Trata-se de um respeito intangível, logo, indestrutível e atemporal.


       Sinto-me, por vezes, pai dos meus pais. Sou cada vez mais responsável por manter sua segurança, garantir que consigam se sustentar. E sinto-me bem, ainda que auto pressionado pela necessidade de renda, moradia, acesso à saúde, qualidade de vida que tanto falta. A realidade de quem é filho cuja herança foi o “Silva Santos” em muito é essa e a felicidade não poderia revelar-se de outra maneira senão quando conseguimos dar aos nossos “velhos” algo de que precisam ou, mais do que isso, algo que eles querem.


      Mãe, vó, pai, vô, se a cada ano se tornam mais “crianças”, o que nós, os ditos adultos – para eles eternos pivetes –, enxergamos diante de tal impressão? Prefiro eu o olhar de aprendizado perante quem do mundo sabe o essencial e não se curva diante das falsas complexidades impostas pela contemporaneidade.


     Se por “infantil” se limita apenas a percepção quanto a funções físicas de um corpo que está constantemente se transformando, perde-se a oportunidade única de compreender a passagem do tempo em seres que encolhem sem perder a grandeza. Seres que fazem do tempo o paradoxo de encolher para crescer definitivamente.

 
       Toda vez que dou meu braço para que mãe se apoie enquanto atravessamos a rua, também sou eu a me sentir seguro. De repente, duas crianças, em tempos diferentes, se arriscando a viver. 



(SANTOS, Veny. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/veny-santos/2024/04/os-pais-encolhem-com-o-tempo.shtml. Acesso em: 22 abr. 2024.)
A realidade de quem é filho cuja herança foi o “Silva Santos” em muito é essa e a felicidade não poderia revelar-se de outra maneira senão quando conseguimos dar aos nossos “velhos” algo de que precisam ou, mais do que isso, algo que eles querem.

No texto, ao empregar “Silva Santos”, a intenção é
Alternativas
Q2501883 Português
Os pais encolhem com o tempo?


       Olho para o seu olhar. Busco perceber para onde mira. Confiro se sua passada está firme o bastante para não tropeçar na travessia. Não confio nos seus joelhos. Empresto os meus. Dou o braço, finco as solas no asfalto e caminho com ela, que antes era gigante, enorme, com a cabeça sempre nublada no alto das ideias e das preocupações.


          Agora, pequena, frágil, assim como o seu companheiro de décadas – ontem uma tempestade, hoje garoa fina acompanhada pelo som do rádio FM. São ambos estações transitórias; ela primavera, ele outono. Os pais encolhem com o tempo.


        “Cada vez mais eles estão parecendo crianças”, lê-se, ouve-se, vê-se por aí e por aqui tal comentário. Há quem o justifique com relatos concretos; ora, afinal já esquecem, os pais, de apagar a luz, de como manejar alguma ferramenta básica, de algumas palavras e seus significados, de manter o equilíbrio do corpo e a velocidade dos pensamentos, de aprender o novo que a cada dia se faz por meio de tecnologias, linguagem, imagens e afins.


       O comportamento começa a ser sempre infantilizado quando se apontam limitações e falta de preparo para viver com segurança no presente impaciente. Tudo sempre ligado ao corpo – e não à memória, lembrança, história –, como se ele, em absoluto, definisse a identidade social dos mais antigos. São corpos cansados, logo as mentes, os sentimentos e o saber também, pensam as crias, como se a corporalidade emoldurasse a grandeza da obra de uma vida toda, ainda vívida, importante ressaltar. Há quem veja por outra perspectiva menos limitante e mais constante o envelhecer dos seus e suas. O tempo cresce com os pais.


        Quando estudava sobre as concepções de pessoa e bases das identidades sociais de povos africanos pré-coloniais, deparei com a noção de senioridade dos iorubás. Em suma, o respeito às mais velhas não é fruto somente do cuidado com fragilidades físicas, em solidariedade – para não dizer piedade – com o corpo, a partir do corpo, como é frequentemente visto no ocidente. Esse respeito, que pode ser conhecido por meio de leituras não europeizadas a respeito das sociedades iorubanas, vem justamente da noção de que existe ancestralidade, sabedoria, liderança e que tais elementos não se resumem à visão ocidental de “poder, comando, governo, privilégio”.


      Muito pelo contrário, trata-se de responsabilidade com seu povo, um papel fundamental para a sobrevivência das gerações. Por essa razão – e tantas outras ligadas à senioridade – o respeito às antigas e aos antigos reflete a reverência à ancestralidade e à própria comunidade em que se vive. É um respeito que está para além do corpo “debilitado”. Trata-se de um respeito intangível, logo, indestrutível e atemporal.


       Sinto-me, por vezes, pai dos meus pais. Sou cada vez mais responsável por manter sua segurança, garantir que consigam se sustentar. E sinto-me bem, ainda que auto pressionado pela necessidade de renda, moradia, acesso à saúde, qualidade de vida que tanto falta. A realidade de quem é filho cuja herança foi o “Silva Santos” em muito é essa e a felicidade não poderia revelar-se de outra maneira senão quando conseguimos dar aos nossos “velhos” algo de que precisam ou, mais do que isso, algo que eles querem.


      Mãe, vó, pai, vô, se a cada ano se tornam mais “crianças”, o que nós, os ditos adultos – para eles eternos pivetes –, enxergamos diante de tal impressão? Prefiro eu o olhar de aprendizado perante quem do mundo sabe o essencial e não se curva diante das falsas complexidades impostas pela contemporaneidade.


     Se por “infantil” se limita apenas a percepção quanto a funções físicas de um corpo que está constantemente se transformando, perde-se a oportunidade única de compreender a passagem do tempo em seres que encolhem sem perder a grandeza. Seres que fazem do tempo o paradoxo de encolher para crescer definitivamente.

 
       Toda vez que dou meu braço para que mãe se apoie enquanto atravessamos a rua, também sou eu a me sentir seguro. De repente, duas crianças, em tempos diferentes, se arriscando a viver. 



(SANTOS, Veny. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/veny-santos/2024/04/os-pais-encolhem-com-o-tempo.shtml. Acesso em: 22 abr. 2024.)
São ambos estações transitórias; ela primavera, ele outono.

O segmento destacado no período acima, em relação ao enunciado anteriormente, apresenta uma 
Alternativas
Q2501881 Português
Os pais encolhem com o tempo?


       Olho para o seu olhar. Busco perceber para onde mira. Confiro se sua passada está firme o bastante para não tropeçar na travessia. Não confio nos seus joelhos. Empresto os meus. Dou o braço, finco as solas no asfalto e caminho com ela, que antes era gigante, enorme, com a cabeça sempre nublada no alto das ideias e das preocupações.


          Agora, pequena, frágil, assim como o seu companheiro de décadas – ontem uma tempestade, hoje garoa fina acompanhada pelo som do rádio FM. São ambos estações transitórias; ela primavera, ele outono. Os pais encolhem com o tempo.


        “Cada vez mais eles estão parecendo crianças”, lê-se, ouve-se, vê-se por aí e por aqui tal comentário. Há quem o justifique com relatos concretos; ora, afinal já esquecem, os pais, de apagar a luz, de como manejar alguma ferramenta básica, de algumas palavras e seus significados, de manter o equilíbrio do corpo e a velocidade dos pensamentos, de aprender o novo que a cada dia se faz por meio de tecnologias, linguagem, imagens e afins.


       O comportamento começa a ser sempre infantilizado quando se apontam limitações e falta de preparo para viver com segurança no presente impaciente. Tudo sempre ligado ao corpo – e não à memória, lembrança, história –, como se ele, em absoluto, definisse a identidade social dos mais antigos. São corpos cansados, logo as mentes, os sentimentos e o saber também, pensam as crias, como se a corporalidade emoldurasse a grandeza da obra de uma vida toda, ainda vívida, importante ressaltar. Há quem veja por outra perspectiva menos limitante e mais constante o envelhecer dos seus e suas. O tempo cresce com os pais.


        Quando estudava sobre as concepções de pessoa e bases das identidades sociais de povos africanos pré-coloniais, deparei com a noção de senioridade dos iorubás. Em suma, o respeito às mais velhas não é fruto somente do cuidado com fragilidades físicas, em solidariedade – para não dizer piedade – com o corpo, a partir do corpo, como é frequentemente visto no ocidente. Esse respeito, que pode ser conhecido por meio de leituras não europeizadas a respeito das sociedades iorubanas, vem justamente da noção de que existe ancestralidade, sabedoria, liderança e que tais elementos não se resumem à visão ocidental de “poder, comando, governo, privilégio”.


      Muito pelo contrário, trata-se de responsabilidade com seu povo, um papel fundamental para a sobrevivência das gerações. Por essa razão – e tantas outras ligadas à senioridade – o respeito às antigas e aos antigos reflete a reverência à ancestralidade e à própria comunidade em que se vive. É um respeito que está para além do corpo “debilitado”. Trata-se de um respeito intangível, logo, indestrutível e atemporal.


       Sinto-me, por vezes, pai dos meus pais. Sou cada vez mais responsável por manter sua segurança, garantir que consigam se sustentar. E sinto-me bem, ainda que auto pressionado pela necessidade de renda, moradia, acesso à saúde, qualidade de vida que tanto falta. A realidade de quem é filho cuja herança foi o “Silva Santos” em muito é essa e a felicidade não poderia revelar-se de outra maneira senão quando conseguimos dar aos nossos “velhos” algo de que precisam ou, mais do que isso, algo que eles querem.


      Mãe, vó, pai, vô, se a cada ano se tornam mais “crianças”, o que nós, os ditos adultos – para eles eternos pivetes –, enxergamos diante de tal impressão? Prefiro eu o olhar de aprendizado perante quem do mundo sabe o essencial e não se curva diante das falsas complexidades impostas pela contemporaneidade.


     Se por “infantil” se limita apenas a percepção quanto a funções físicas de um corpo que está constantemente se transformando, perde-se a oportunidade única de compreender a passagem do tempo em seres que encolhem sem perder a grandeza. Seres que fazem do tempo o paradoxo de encolher para crescer definitivamente.

 
       Toda vez que dou meu braço para que mãe se apoie enquanto atravessamos a rua, também sou eu a me sentir seguro. De repente, duas crianças, em tempos diferentes, se arriscando a viver. 



(SANTOS, Veny. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/veny-santos/2024/04/os-pais-encolhem-com-o-tempo.shtml. Acesso em: 22 abr. 2024.)
Em relação à leitura do texto e suas possíveis inferências, é correto afirmar que 
Alternativas
Q2501843 Português
“Pois não estavam vendo que ele era de carne e osso? Tinha obrigação de trabalhar para os outros, naturalmente, conhecia o seu lugar. Bem. Nascera com esse destino, ninguém tinha culpa de ele haver nascido com um destino ruim. Que fazer? Podia mudar a sorte? Se lhe dissessem que era possível melhorar de situação, espantar-se-ia. Tinha vindo ao mundo para amansar brabo, curar feridas com rezas, consertar cercas de inverno a verão. Era sina. O pai vivera assim, o avô também. E para trás não existia família. Cortar mandacaru, ensebar látegos — aquilo estava no sangue. Conformava-se, não pretendia mais nada. Se lhe dessem o que era dele, estava certo. Não davam. Era um desgraçado, era como um cachorro, só recebia ossos. Por que seria que os homens ricos ainda lhe tomavam uma parte dos ossos? Fazia até nojo pessoas importantes se ocuparem com semelhantes porcarias.” (Trecho de Vidas Secas, de Graciliano Ramos). Qual das seguintes alternativas melhor resume a reflexão presente no trecho de "Vidas Secas" de Graciliano Ramos?
Alternativas
Q2501842 Português
“Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida”. (Clarice Lispector. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999). Assinale a alternativa que melhor expressa o significado da frase:
Alternativas
Q2501841 Português
“A vida é uma constante oscilação entre a ânsia de ter e o desejo de possuir” (Arthur Schopenhauer). Qual das alternativas melhor expressa o significado da frase do filósofo?
Alternativas
Q2501805 Português

Observe o seguinte texto:


“O menino perguntou ao cozinheiro como é que

nasciam os frangos que ele estava preparando

para o almoço.

— Plantando, respondeu o cozinheiro, apressado.

Em pouco mais de meia hora o canteiro da casa

estava cheio de asas de frango enfiadas na terra.”


Assinale a afirmação certa sobre esse texto:

Alternativas
Q2501797 Português

A campa de um cemitério trazia a seguinte inscrição:


DESCANSE EM PAZ!


Essa frase representa

Alternativas
Q2501795 Português

Um banheiro de uma empresa trazia o seguinte cartaz:


Imagem associada para resolução da questão


Assinale a alternativa que mostra a principal preocupação desse cartaz.

Alternativas
Q2501248 Português

Tocando em frente

Almir Sater



Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item.


Nas linhas 9 e 10, os vocábulos “manhas” e “manhãs”, de um lado, e “massas” e “maçãs”, de outro, são palavras aproximadas pela forma.

Alternativas
Q2501246 Português

Tocando em frente

Almir Sater



Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item.


Nos primeiros versos da canção, cria‑se uma oposição entre o passado e o presente: este marcado, por exemplo, por “Hoje”; e aquele, por “já”.

Alternativas
Q2501245 Português

Tocando em frente

Almir Sater



Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item.


O vocábulo “porque” (linha 1) tem valor explicativo. 

Alternativas
Q2501244 Português

Tocando em frente

Almir Sater



Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item.


A letra propõe que enfrentar a vida é como ser um boiadeiro que guia sua boiada.

Alternativas
Respostas
10981: C
10982: C
10983: B
10984: D
10985: A
10986: B
10987: C
10988: D
10989: D
10990: A
10991: B
10992: B
10993: B
10994: D
10995: C
10996: B
10997: C
10998: C
10999: C
11000: C