Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2581725 Português

“Guerra Civil” motivou Wagner Moura a “levantar mais pontes”: “Comecei a escutar mais, falar menos”


Por Cesar Soto


  1. Mais do que ser o primeiro grande filme de Hollywood que o coloca como um dos
  2. protagonistas, para Wagner Moura "Guerra Civil" é também a oportunidade de se abrir para o
  3. diálogo com pessoas com outras ideologias. “É um filme que está dizendo: “Olha só, a polarização
  4. é o maior perigo que existe para democracias no mundo. Nós deveríamos estar nos conectando
  5. mais.”.
  6. “Eu, pessoalmente, comecei a fazer mais isso depois de ‘Guerra Civil’”. Comecei ___
  7. levantar mais pontes, assim. Escutar mais, falar menos.”. Faz sentido. O filme coloca o ator
  8. brasileiro como um jornalista em um grupo que atravessa os Estados Unidos, no ápice de um
  9. novo conflito interno que divide o país em um futuro não muito distante. “Esse filme não tem
  10. uma agenda ideológica. Ele é um visto através do olhar de jornalistas, que têm, como sua
  11. natureza, serem imparciais. É um filme que junta Texas e Califórnia contra um ditador. Por que
  12. eles não se juntariam ● Você é conservador e você é liberal, mas vocês são democratas e têm
  13. um presidente déspota.”
  14. Desde que se mudou para os Estados Unidos ___ cerca de sete anos, depois de se tornar
  15. um nome conhecido em Hollywood por causa da popularidade da série “Narcos”, Moura enfileirou
  16. outros trabalhos, mas “Guerra Civil” é a consolidação de uma carreira de quem foi para o país
  17. em busca de papéis que fugissem dos estereótipos de personagens latinos. Após o lançamento
  18. nos EUA e no Canadá ▲ o filme arrecadou quase US$ 26 milhões – a maior quantia para um fim
  19. de semana de estreia de uma produção do estúdio independente A24, que bancou ou distribuiu
  20. sucessos como o vencedor do Oscar “Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo” (2022). “Eu acho
  21. que é um filme que faz sentido em qualquer lugar. No entanto, eu acho que os americanos, que
  22. estão acostumados a produzir imagens de guerras no país dos outros, quando eles veem aquilo
  23. acontecer em Washington, aquilo é muito forte para eles” ◆ fala o ator.
  24. No filme, Moura divide grande parte do tempo de tela com Kirsten Dunst, Stephen
  25. McKinley Henderson e Cailee Spaeny, que interpretam outros jornalistas na mesma missão. A
  26. ideia é chegar ___ Casa Branca, que está sitiada, e fazer uma última entrevista com o presidente,
  27. antes que as forças insurgentes invadam o local. Depois de uma sequência de momentos tensos
  28. e tiroteios dos mais realistas, o filme encerra com um confronto violento, que exigiu muito do
  29. elenco durante as gravações.


(Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/04/18/guerra-civil-motivou-wagner-moura-a-levantar-mais-pontes-comecei-a-escutar-mais-falar-menos.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir:


I. Em “Esse filme não tem uma agenda ideológica. Ele é um visto através do olhar de jornalistas, que têm, como sua natureza, serem imparciais. É um filme que junta Texas e Califórnia contra um ditador...” (l. 09-11), existe um argumento formado quando o ator menciona a necessidade de união de diferentes ideologias frente a uma situação extrema.

II. A expressão “No entanto” (l. 21) anuncia uma ideia contrária ao que foi apresentado no período anterior.

III. Pode-se dizer que o propósito da comunicação do texto é informativo e persuasivo, pois ele informa sobre a intencionalidade do filme, a partir da visão do ator brasileiro.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2581724 Português

“Guerra Civil” motivou Wagner Moura a “levantar mais pontes”: “Comecei a escutar mais, falar menos”


Por Cesar Soto


  1. Mais do que ser o primeiro grande filme de Hollywood que o coloca como um dos
  2. protagonistas, para Wagner Moura "Guerra Civil" é também a oportunidade de se abrir para o
  3. diálogo com pessoas com outras ideologias. “É um filme que está dizendo: “Olha só, a polarização
  4. é o maior perigo que existe para democracias no mundo. Nós deveríamos estar nos conectando
  5. mais.”.
  6. “Eu, pessoalmente, comecei a fazer mais isso depois de ‘Guerra Civil’”. Comecei ___
  7. levantar mais pontes, assim. Escutar mais, falar menos.”. Faz sentido. O filme coloca o ator
  8. brasileiro como um jornalista em um grupo que atravessa os Estados Unidos, no ápice de um
  9. novo conflito interno que divide o país em um futuro não muito distante. “Esse filme não tem
  10. uma agenda ideológica. Ele é um visto através do olhar de jornalistas, que têm, como sua
  11. natureza, serem imparciais. É um filme que junta Texas e Califórnia contra um ditador. Por que
  12. eles não se juntariam ● Você é conservador e você é liberal, mas vocês são democratas e têm
  13. um presidente déspota.”
  14. Desde que se mudou para os Estados Unidos ___ cerca de sete anos, depois de se tornar
  15. um nome conhecido em Hollywood por causa da popularidade da série “Narcos”, Moura enfileirou
  16. outros trabalhos, mas “Guerra Civil” é a consolidação de uma carreira de quem foi para o país
  17. em busca de papéis que fugissem dos estereótipos de personagens latinos. Após o lançamento
  18. nos EUA e no Canadá ▲ o filme arrecadou quase US$ 26 milhões – a maior quantia para um fim
  19. de semana de estreia de uma produção do estúdio independente A24, que bancou ou distribuiu
  20. sucessos como o vencedor do Oscar “Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo” (2022). “Eu acho
  21. que é um filme que faz sentido em qualquer lugar. No entanto, eu acho que os americanos, que
  22. estão acostumados a produzir imagens de guerras no país dos outros, quando eles veem aquilo
  23. acontecer em Washington, aquilo é muito forte para eles” ◆ fala o ator.
  24. No filme, Moura divide grande parte do tempo de tela com Kirsten Dunst, Stephen
  25. McKinley Henderson e Cailee Spaeny, que interpretam outros jornalistas na mesma missão. A
  26. ideia é chegar ___ Casa Branca, que está sitiada, e fazer uma última entrevista com o presidente,
  27. antes que as forças insurgentes invadam o local. Depois de uma sequência de momentos tensos
  28. e tiroteios dos mais realistas, o filme encerra com um confronto violento, que exigiu muito do
  29. elenco durante as gravações.


(Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/04/18/guerra-civil-motivou-wagner-moura-a-levantar-mais-pontes-comecei-a-escutar-mais-falar-menos.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir:


I. As falas de Wagner Moura, no texto, como em “Eu, pessoalmente, comecei a fazer mais isso depois de ‘Guerra Civil’”. (l. 06), podem ser consideradas um intertexto.

II. Dado o contexto em que se apresenta, o pronome “eles” (l. 22) retoma o termo “acostumados”.

III. Ao falar sobre o filme, a alusão a um ditador retoma um período histórico real da história da humanidade, o que também pode ser entendido como intertextualidade.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2581723 Português

“Guerra Civil” motivou Wagner Moura a “levantar mais pontes”: “Comecei a escutar mais, falar menos”


Por Cesar Soto


  1. Mais do que ser o primeiro grande filme de Hollywood que o coloca como um dos
  2. protagonistas, para Wagner Moura "Guerra Civil" é também a oportunidade de se abrir para o
  3. diálogo com pessoas com outras ideologias. “É um filme que está dizendo: “Olha só, a polarização
  4. é o maior perigo que existe para democracias no mundo. Nós deveríamos estar nos conectando
  5. mais.”.
  6. “Eu, pessoalmente, comecei a fazer mais isso depois de ‘Guerra Civil’”. Comecei ___
  7. levantar mais pontes, assim. Escutar mais, falar menos.”. Faz sentido. O filme coloca o ator
  8. brasileiro como um jornalista em um grupo que atravessa os Estados Unidos, no ápice de um
  9. novo conflito interno que divide o país em um futuro não muito distante. “Esse filme não tem
  10. uma agenda ideológica. Ele é um visto através do olhar de jornalistas, que têm, como sua
  11. natureza, serem imparciais. É um filme que junta Texas e Califórnia contra um ditador. Por que
  12. eles não se juntariam ● Você é conservador e você é liberal, mas vocês são democratas e têm
  13. um presidente déspota.”
  14. Desde que se mudou para os Estados Unidos ___ cerca de sete anos, depois de se tornar
  15. um nome conhecido em Hollywood por causa da popularidade da série “Narcos”, Moura enfileirou
  16. outros trabalhos, mas “Guerra Civil” é a consolidação de uma carreira de quem foi para o país
  17. em busca de papéis que fugissem dos estereótipos de personagens latinos. Após o lançamento
  18. nos EUA e no Canadá ▲ o filme arrecadou quase US$ 26 milhões – a maior quantia para um fim
  19. de semana de estreia de uma produção do estúdio independente A24, que bancou ou distribuiu
  20. sucessos como o vencedor do Oscar “Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo” (2022). “Eu acho
  21. que é um filme que faz sentido em qualquer lugar. No entanto, eu acho que os americanos, que
  22. estão acostumados a produzir imagens de guerras no país dos outros, quando eles veem aquilo
  23. acontecer em Washington, aquilo é muito forte para eles” ◆ fala o ator.
  24. No filme, Moura divide grande parte do tempo de tela com Kirsten Dunst, Stephen
  25. McKinley Henderson e Cailee Spaeny, que interpretam outros jornalistas na mesma missão. A
  26. ideia é chegar ___ Casa Branca, que está sitiada, e fazer uma última entrevista com o presidente,
  27. antes que as forças insurgentes invadam o local. Depois de uma sequência de momentos tensos
  28. e tiroteios dos mais realistas, o filme encerra com um confronto violento, que exigiu muito do
  29. elenco durante as gravações.


(Disponível em: https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/04/18/guerra-civil-motivou-wagner-moura-a-levantar-mais-pontes-comecei-a-escutar-mais-falar-menos.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

A partir da leitura do texto, de acordo com Wagner Moura, uma das principais mensagens transmitidas pelo filme “Guerra Civil” é:

Alternativas
Q2581650 Português

Viagens, panfletos e poucos jornais: com o que os deputados gastam dinheiro


Por Lara Machado, Maria Júlia Vieira e Renata Buono



(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/viagens-panfletos-e-poucos-jornais-com-o-que-os-deputados-gastam-dinheiro-cota-parlamentar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Sobre o texto, analise as assertivas abaixo:


I. A referência às redes sociais e plataformas digitais, mencionadas em relação aos gastos de alguns deputados com anúncios e divulgação de atividades parlamentares, pode ser considerada um intertexto.

II. A citação indireta presente em “Ele justificou o valor afirmando que, como está entre os brasileiros que participam do Parlamento do Mercosul, tem gastos elevados com viagens para o exterior...” (l. 09-11) pode ser compreendida como um recurso argumentativo.

III. Em “... deputados de Roraima, por exemplo, recebem uma cota mais generosa, já que as passagens de Boa Vista para Brasília são especialmente caras.” (l. 03-05), a expressão sublinhada introduz um motivo em relação à informação apresentada anteriormente.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2581649 Português

Viagens, panfletos e poucos jornais: com o que os deputados gastam dinheiro


Por Lara Machado, Maria Júlia Vieira e Renata Buono



(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/viagens-panfletos-e-poucos-jornais-com-o-que-os-deputados-gastam-dinheiro-cota-parlamentar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Sobre o texto, analise as assertivas abaixo:


I. Uma das ideias secundárias do texto é apresentar as ações sociais dos parlamentares na Câmara.

II. A linguagem do texto é predominantemente formal.

III. A intenção do texto é informar o leitor sobre os gastos parlamentares com despesas nos mandatos.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2581648 Português

Viagens, panfletos e poucos jornais: com o que os deputados gastam dinheiro


Por Lara Machado, Maria Júlia Vieira e Renata Buono



(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/viagens-panfletos-e-poucos-jornais-com-o-que-os-deputados-gastam-dinheiro-cota-parlamentar/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando as informações expostas no texto, é correto afirmar que:

Alternativas
Q2581455 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 7.


Máscara em mosaico e outros tesouros são encontrados em tumba de rei maia


O auge da civilização maia ocorreu entre 250 d.C. e 900 d.C. Apesar da grande importância histórica, existem poucos resquícios desse período devido ao saqueamento de sítios arqueológicos. Mas, recentemente, um trabalho da Universidade Tulane, nos EUA, conseguiu recuperar raros tesouros da época.

Liderado pelo arqueólogo Francisco Estrada- Belli, o time de pesquisadores fez investigações no sítio de Chochkitam, localizado na Guatemala, em uma região próxima das fronteiras dos atuais países México e Belize. Em 2022, a equipe encontrou a tumba de um rei maia, datada em 1.700 anos.

A descoberta foi possível graças à tecnologia LIDAR, que utilizou um avião para direcionar raios laser para o chão e, assim, fazer um mapeamento da área. “É como tirar raio-X do solo da floresta”, explica Estrada-Belli, em nota. “Isso revolucionou o nosso campo. Agora podemos ver aonde estamos indo, em vez de simplesmente fazer uma expedição na floresta esperando achar alguma coisa”, diz.

A tumba contém oferendas funerárias consideradas extraordinárias. Há uma máscara de jade em mosaico, raras conchas de ostra e escritos em ossos humanos. Estima-se que as relíquias sejam de 350 d.€. A expectativa é que elas contribuam para a compreensão de elementos da cultura maia, como a religião e a linhagem real. As conchas, por exemplo, eram utilizadas pela realeza como joias e moedas, além de servirem para oferendas religiosas e de sacrifício. Os escritos em ossos humanos, por sua vez, foram feitos em pedaços de fêmur. Um deles retrata um homem que seria um rei — até então desconhecido — segurando uma máscara de jade similar à encontrada na tumba. Os pesquisadores suspeitam que os hieróglifos vistos no material possam identificar o pai e o avô do líder, conectando-o a outros estados maias, como Tikal e Teotihuacan.

“Uma descoberta como essa é um pouco como ganhar na loteria, em termos de informação”, constata o arqueólogo Estrada-Belli. “Ela abre uma janela para um tempo obscuro sobre o qual temos pouquíssimos textos.”


Revista Galileu. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2024/02/mascara-em-mosaico-e-outros-tesouros-sao-encontrados-em-tumba-de-rei-maia.ghtml

De acordo com o texto, todas as afirmações a seguir são verdadeiras, exceto:

Alternativas
Q2581280 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 8.

Centro de pesquisa brasileiro desenvolve protótipo de bateria nuclear

Imagine um telefone celular cuja bateria dure anos e não precise ser plugado na tomada para recarregar. Ou um drone capaz de voar indefinidamente sobre a Amazônia, registrando focos de desmatamento e de mineração ilegal. Situações como essas poderão se tornar realidade, em algum tempo, com o início da produção comercial de novos sistemas de armazenamento de energia que usam material radioativo para gerar eletricidade ininterruptamente, por dezenas ou centenas de anos.

Uma das inovações foi revelada no começo do ano pela startup chinesa Betavolt. A empresa desenvolveu uma bateria nuclear que poderá gerar energia por 50 anos sem necessidade de recarga. O dispositivo mede 15 milímetros (mm) de comprimento, por 15 mm de largura e 5 mm de espessura e opera a partir da conversão da energia liberada pelo decaimento de isótopos radioativos de níquel (Ni-63). Com 100 microwatts (µW) de potência e 3 volts (V) de tensão elétrica, o módulo é um projeto-piloto. A Betavolt planeja colocar no mercado em 2025 uma versão mais potente da bateria, com 1 watt (W). Ela tem função modular e, de acordo com a startup, poderá ser empregada em série para energizar drones ou celulares.

O Brasil tem estudos na área. Uma equipe do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), uma unidade técnico-científica da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), com sede em São Paulo, apresentou no fim de 2023 o primeiro protótipo de uma bateria nuclear termelétrica feito no país. O princípio de funcionamento do dispositivo, também conhecido como gerador termelétrico radioisotópico (RTG), é diferente do sistema da Betavolt: uma corrente elétrica é produzida a partir da conversão do calor gerado pela desintegração de um isótopo de amerício (Am-241). No módulo chinês, partículas beta (elétrons) transformam-se em corrente elétrica por meio de um sistema conversor específico.

O processo de decaimento ou desintegração radioativa ocorre quando o núcleo instável de um elemento químico se transforma no núcleo de outro elemento, que tem menos energia. O processo libera radiação eletromagnética e pode emitir partículas. Esse fenômeno é caracterizado pela meia-vida, que é o tempo necessário para que metade dos átomos do isótopo radioativo presente em uma amostra se desintegre.

"Durante nosso desenvolvimento, tivemos que dimensionar um módulo gerador termelétrico, responsável por converter a energia térmica em elétrica", explica o engenheiro químico e doutor em tecnologia nuclear Carlos Alberto Zeituni. Ele é o gerente do Centro de Tecnologia das Radiações (Ceter) do Ipen, uma das unidades envolvidas no projeto − a outra é o Centro de Engenharia Nuclear (Ceeng).

A principal vantagem das baterias nucleares é a possibilidade de fornecer carga durante um longo período de tempo. "Uma bateria química convencional dura cinco anos, enquanto uma de lítio chega a 10 anos. As nucleares podem ter duração de 50, 100 anos ou mais, dependendo do material radioativo utilizado. A nossa, estimamos que vá durar mais de 200 anos", diz Zeituni.

O Ipen não mediu a potência do módulo, cuja tensão elétrica é de apenas 20 milivolts (mV). O próximo passo, segundo o centro, é construir uma versão com 100 miliwatts (mW) de potência, capaz de controlar uma estação meteorológica remota − a tensão dependerá do termelétrico empregado. A pesquisa, iniciada há dois anos, vem sendo financiada por uma empresa nacional interessada em comercializar a tecnologia. Por contrato, seu nome não pode ser revelado.

Para criar o módulo, os pesquisadores do Ipen utilizaram 11 fontes de amerício que eram originalmente empregadas em equipamentos de medição de espessura de chapas. Para eliminar o risco de vazamento do material radioativo, as fontes foram empilhadas e encapsuladas em um tubo de alumínio.

"O parâmetro inicial de todo o projeto nuclear tem que ser a segurança. A bateria só será comercializada quando houver garantia de que o risco de vazamento é nulo. Por isso, vamos usar um duplo ou triplo encapsulamento do material radioativo e realizaremos testes de impacto e de quebra", esclarece o engenheiro mecânico Eduardo Lustosa Cabral, pesquisador do Ceeng que participa do projeto.


Retirado e adaptado de: VASCONCELOS, Yuri. Centro de pesquisa brasileiro desenvolve protótipo de bateria nuclear. Revista Pesquisa FAPESP.


Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/centro-de-pesquisa-brasileiro-desenvo lve-prototipo-de-bateria-nuclear/ Acesso em: 01 abr., 2024.

A partir da leitura do texto, analise as afirmações a seguir:

I.Embora sejam uma grande promessa, as baterias nucleares causam preocupação a respeito de sua segurança.

II.A pesquisa que vem sendo desenvolvida no Brasil mostra resultados ainda não tão promissores quanto aquela desenvolvida na China.

III.O modelo brasileiro se baseia no decaimento de um isótopo de amerício.

IV.O modelo de bateria desenvolvido pela China deve durar em torno de 200 anos.

É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q2580549 Português

Como fazer o rótulo de um alimento?

Ter equilíbrio entre cor e espaço em branco.

Conter o mínimo necessário de texto.

Adotar estilos de fontes que sejam claros e sigam o padrão da marca.

Ser do tamanho adequado para o produto.

Ter um formato simples, como um círculo ou quadrado.

Estar bem posicionado no produto.


(https://www.alimentosonline.com.br/index.php?action= vqfrNqZNVXbpyq8rPMKcaM21qYwLVA&artigo_id= 1886.adaptado.)


Considerando as orientações fornecidas, qual das seguintes alternativas é verdadeira?

Alternativas
Q2580548 Português

Aviso Importante:


Por favor, lembre-se de manter a porta fechada enquanto o ar condicionado estiver ligado.


Razões para manter a porta fechada:


1.Eficiência energética: Manter a porta fechada ajuda a reter o ar frio dentro do ambiente, permitindo que o ar condicionado funcione de forma mais eficiente, reduzindo assim o consumo de energia.

2.Conforto térmico: Fechar a porta garante que o ambiente permaneça fresco e agradável, criando um ambiente mais confortável para todos os presentes.

3.Manutenção do equipamento: O funcionamento constante do ar condicionado com a porta aberta pode sobrecarregar o sistema, levando a problemas de desempenho e aumentando a necessidade de manutenção.


Portanto, pedimos a colaboração de todos para garantir que a porta permaneça fechada enquanto o ar condicionado estiver em operação. Agradecemos pela compreensão e cooperação (autoria própria).


Considerando o texto fornecido, qual das seguintes alternativas é verdadeira?

Alternativas
Q2580547 Português

Analise a placa abaixo:


Imagem associada para resolução da questão


(httpshttps://misturebas.com.br/2021/07/01/placa-desinalizacao-com-palavra-errada-viraliza-nasredes-sociais/.adaptado.)


Considerando o texto fornecido na placa, qual das seguintes alternativas é verdadeira?

Alternativas
Q2580546 Português

A dieta atlântica 'inclui' mais peixe e mariscos que a dieta mediterrânea.


As palavras, de forma geral na Língua Portuguesa, possuem diversos significados, dependendo de seu conceito em uma frase.


Na frase, o melhor significado que traduz o conceito do verbo destacado, é:

Alternativas
Q2580545 Português

Leia as frases de propagandas de padaria.


Sem pão de padaria, não tem bom dia.

Queijo com pão, faz homem são.

Um bom dia começa dentro de uma padaria.

Padaria tem cheiro de felicidade.

Alguém falou academia? Eu ouvi padaria!


(https://www.emporiotambo.com.br/blog/ frases-para-padaria.adaptado.)


O texto apresenta uma série de afirmações relacionadas à padaria e seus produtos. Qual das seguintes alternativas é verdadeira?

Alternativas
Q2580540 Português

Paracetamol - Comprimidos 500mg


Composição:


Cada comprimido contém 500mg de paracetamol.


Indicações:


O Paracetamol é indicado para o alívio da dor de intensidade leve a moderada, como dor de cabeça, dor de dente, dores musculares, cólicas menstruais, febre e sintomas de gripes e resfriados.


Contraindicações:


Este medicamento é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida ao paracetamol ou a qualquer outro componente da fórmula.


Não deve ser administrado em casos de doença hepática grave.


Advertências e Precauções:


Este medicamento pode causar danos ao fígado quando usado em doses acima das recomendadas. Evite o consumo concomitante de outras medicações que contenham paracetamol e informe o seu médico sobre todos os medicamentos que estiver utilizando. Não exceda a dose recomendada. O uso prolongado deste medicamento pode aumentar o risco de danos ao fígado. Em caso de febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos persistentes ou outros sintomas graves, consulte um médico imediatamente.


Não tome este medicamento com bebidas alcoólicas.


(https://consultaremedios.com.br/bulas.adaptado.)


Considerando o texto fornecido, qual das seguintes alternativas é verdadeira?

Alternativas
Q2580501 Português

O Leão e o Rato:


Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado à sombra de uma boa árvore. Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou.

Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu embaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora.

Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguia se soltar, e fazia a floresta inteira tremer com seus urros de raiva.

Nisso, apareceu o ratinho. Com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.

MORAL DA HISTÓRIA: Uma boa ação ganha outra.


Esopo Fonte:(https://www.culturagenial.com/fabulas-de-esopo/)

Analise as afirmativas e assinale a opção correta:


( ) O ratinho ajudou o leão, para que o favor fosse retribuído.

( ) Somente um ratinho acordou o leão.

( ) O leão desistiu de esmagar o ratinho e deixou que fosse embora.

( ) O ratinho não ajudou o leão, deixando-o preso.

Alternativas
Q2580242 Português

As questões de 01 a 10 referem-se ao texto a seguir.


O que as mulheres querem


Por Natalia Pasternak


Maternidade e carreira são temas de discussão em diversas áreas. Diferentes estudos científicos, analisando como as diferenças de gênero influenciam a vida acadêmica, chegaram a conclusões similares: ter filhos impacta muito mais a carreira científica das mulheres do que dos homens.

Estudos comparando homens com e sem filhos, e mulheres com e sem filhos, mostram que, para os homens, a decisão de ser pai passa quase despercebida em termos de impacto na carreira, enquanto, para as mulheres, traz um excesso de novas obrigações e complicações, incluindo a misoginia implícita que favorece mulheres sem filhos, porque o senso-comum acredita que o comprometimento da cientista com a ciência, uma vez que vira mãe, fica “dividido”.

Pesquisas feitas na pandemia mostraram que a sobrecarga de tarefas domésticas no período de isolamento, e com as crianças em casa, afetou muito mais a produtividade cientifica de mulheres. Há uma pressão social muito maior sobre as mulheres para que sejam responsáveis pela criança e pela casa. Some-se a isso o fato de que, em grande parte das carreiras científicas, os horários de trabalho não são nada convencionais. Trabalhar mais do que 48 horas semanais, e aos fins de semana, é rotina.

Na fantasia meritocrática, o fardo dos filhos deve ser estoicamente suportado por quem escolhe tê-los. Na realidade patriarcal, o fardo recai preferencialmente sobre a mulher. Quando realidade e fantasia se encontram, temos a carreira prejudicada pela maternidade convertida em “fato da vida”: ninguém mandou a mulher gostar mais de bebê do que de ciência.

Já os homens (no estado atual da tecnologia ainda indispensáveis para a reprodução da espécie) têm o privilégio de gostar tanto de bebês quanto de ciência, e não sofrer nada com isso. Não é “fato da vida”. É problema social que pode – e deve – ser resolvido com políticas públicas adequadas. Garantir que as oportunidades de ingresso e progressão de carreira sejam igualitárias deve levar em conta a questão da maternidade, e de como esta escolha “atrapalha”. Afinal, é a existência dos filhos que atrapalha? Ou a falta de estrutura e políticas adequadas?

A fala recente do presidente do CNPq Ricardo Galvão, queixando-se do movimento Parent in Science, que pede ações afirmativas e melhores condições de trabalho e progressão na carreira para mulheres cientistas, e o vazamento, também recente, de um parecer da mesma instituição que imputava a falta de experiência internacional de uma pesquisadora às suas duas gestações, chamaram atenção para o confortável aconchego com que a fantasia meritocrática e a realidade machista convivem ainda na academia brasileira.

Deveríamos pôr esse senso-comum informado por preconceitos de lado e concentrar a atenção em resolver o que realmente “atrapalha”. Falta de creche atrapalha. Falta de sala de amamentação em congresso atrapalha. Falta de licença compartilhada para ambos os genitores atrapalha. Falta de horas adequadas de trabalho para famílias com crianças pequenas atrapalha. Falta de treinamento para entender vieses cognitivos e machismo estrutural atrapalha – e rende pareceres carregados de machismo.

Para que a maternidade pare de “atrapalhar” a carreira das mulheres cientistas, precisamos garantir que estas questões sejam discutidas, e políticas públicas adequadas sejam implementadas. As mulheres não querem confete nem “privilégios”. Querem oportunidades, estrutura e avaliações adequadas à realidade. Querem ter o direito de balancear carreira e família sem que recaia sobre elas toda a responsabilidade de ambas. As mulheres concordam que maternidade “atrapalha”. Mas sabem que a culpa não é dos filhos. É da misoginia.


Disponível em: <https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da-ciencia/post/2024/02/o-que-as-mulheres-querem.ghtml>. Acesso em: 18 de mar. de 2024. [Adaptado]

Considerando que, em um texto, pode haver um cruzamento de vozes, no sexto parágrafo, identifica-se

Alternativas
Q2580239 Português

As questões de 01 a 10 referem-se ao texto a seguir.


O que as mulheres querem


Por Natalia Pasternak


Maternidade e carreira são temas de discussão em diversas áreas. Diferentes estudos científicos, analisando como as diferenças de gênero influenciam a vida acadêmica, chegaram a conclusões similares: ter filhos impacta muito mais a carreira científica das mulheres do que dos homens.

Estudos comparando homens com e sem filhos, e mulheres com e sem filhos, mostram que, para os homens, a decisão de ser pai passa quase despercebida em termos de impacto na carreira, enquanto, para as mulheres, traz um excesso de novas obrigações e complicações, incluindo a misoginia implícita que favorece mulheres sem filhos, porque o senso-comum acredita que o comprometimento da cientista com a ciência, uma vez que vira mãe, fica “dividido”.

Pesquisas feitas na pandemia mostraram que a sobrecarga de tarefas domésticas no período de isolamento, e com as crianças em casa, afetou muito mais a produtividade cientifica de mulheres. Há uma pressão social muito maior sobre as mulheres para que sejam responsáveis pela criança e pela casa. Some-se a isso o fato de que, em grande parte das carreiras científicas, os horários de trabalho não são nada convencionais. Trabalhar mais do que 48 horas semanais, e aos fins de semana, é rotina.

Na fantasia meritocrática, o fardo dos filhos deve ser estoicamente suportado por quem escolhe tê-los. Na realidade patriarcal, o fardo recai preferencialmente sobre a mulher. Quando realidade e fantasia se encontram, temos a carreira prejudicada pela maternidade convertida em “fato da vida”: ninguém mandou a mulher gostar mais de bebê do que de ciência.

Já os homens (no estado atual da tecnologia ainda indispensáveis para a reprodução da espécie) têm o privilégio de gostar tanto de bebês quanto de ciência, e não sofrer nada com isso. Não é “fato da vida”. É problema social que pode – e deve – ser resolvido com políticas públicas adequadas. Garantir que as oportunidades de ingresso e progressão de carreira sejam igualitárias deve levar em conta a questão da maternidade, e de como esta escolha “atrapalha”. Afinal, é a existência dos filhos que atrapalha? Ou a falta de estrutura e políticas adequadas?

A fala recente do presidente do CNPq Ricardo Galvão, queixando-se do movimento Parent in Science, que pede ações afirmativas e melhores condições de trabalho e progressão na carreira para mulheres cientistas, e o vazamento, também recente, de um parecer da mesma instituição que imputava a falta de experiência internacional de uma pesquisadora às suas duas gestações, chamaram atenção para o confortável aconchego com que a fantasia meritocrática e a realidade machista convivem ainda na academia brasileira.

Deveríamos pôr esse senso-comum informado por preconceitos de lado e concentrar a atenção em resolver o que realmente “atrapalha”. Falta de creche atrapalha. Falta de sala de amamentação em congresso atrapalha. Falta de licença compartilhada para ambos os genitores atrapalha. Falta de horas adequadas de trabalho para famílias com crianças pequenas atrapalha. Falta de treinamento para entender vieses cognitivos e machismo estrutural atrapalha – e rende pareceres carregados de machismo.

Para que a maternidade pare de “atrapalhar” a carreira das mulheres cientistas, precisamos garantir que estas questões sejam discutidas, e políticas públicas adequadas sejam implementadas. As mulheres não querem confete nem “privilégios”. Querem oportunidades, estrutura e avaliações adequadas à realidade. Querem ter o direito de balancear carreira e família sem que recaia sobre elas toda a responsabilidade de ambas. As mulheres concordam que maternidade “atrapalha”. Mas sabem que a culpa não é dos filhos. É da misoginia.


Disponível em: <https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da-ciencia/post/2024/02/o-que-as-mulheres-querem.ghtml>. Acesso em: 18 de mar. de 2024. [Adaptado]

Considerando a progressão textual, o quinto parágrafo apresenta uma

Alternativas
Q2580237 Português

As questões de 01 a 10 referem-se ao texto a seguir.


O que as mulheres querem


Por Natalia Pasternak


Maternidade e carreira são temas de discussão em diversas áreas. Diferentes estudos científicos, analisando como as diferenças de gênero influenciam a vida acadêmica, chegaram a conclusões similares: ter filhos impacta muito mais a carreira científica das mulheres do que dos homens.

Estudos comparando homens com e sem filhos, e mulheres com e sem filhos, mostram que, para os homens, a decisão de ser pai passa quase despercebida em termos de impacto na carreira, enquanto, para as mulheres, traz um excesso de novas obrigações e complicações, incluindo a misoginia implícita que favorece mulheres sem filhos, porque o senso-comum acredita que o comprometimento da cientista com a ciência, uma vez que vira mãe, fica “dividido”.

Pesquisas feitas na pandemia mostraram que a sobrecarga de tarefas domésticas no período de isolamento, e com as crianças em casa, afetou muito mais a produtividade cientifica de mulheres. Há uma pressão social muito maior sobre as mulheres para que sejam responsáveis pela criança e pela casa. Some-se a isso o fato de que, em grande parte das carreiras científicas, os horários de trabalho não são nada convencionais. Trabalhar mais do que 48 horas semanais, e aos fins de semana, é rotina.

Na fantasia meritocrática, o fardo dos filhos deve ser estoicamente suportado por quem escolhe tê-los. Na realidade patriarcal, o fardo recai preferencialmente sobre a mulher. Quando realidade e fantasia se encontram, temos a carreira prejudicada pela maternidade convertida em “fato da vida”: ninguém mandou a mulher gostar mais de bebê do que de ciência.

Já os homens (no estado atual da tecnologia ainda indispensáveis para a reprodução da espécie) têm o privilégio de gostar tanto de bebês quanto de ciência, e não sofrer nada com isso. Não é “fato da vida”. É problema social que pode – e deve – ser resolvido com políticas públicas adequadas. Garantir que as oportunidades de ingresso e progressão de carreira sejam igualitárias deve levar em conta a questão da maternidade, e de como esta escolha “atrapalha”. Afinal, é a existência dos filhos que atrapalha? Ou a falta de estrutura e políticas adequadas?

A fala recente do presidente do CNPq Ricardo Galvão, queixando-se do movimento Parent in Science, que pede ações afirmativas e melhores condições de trabalho e progressão na carreira para mulheres cientistas, e o vazamento, também recente, de um parecer da mesma instituição que imputava a falta de experiência internacional de uma pesquisadora às suas duas gestações, chamaram atenção para o confortável aconchego com que a fantasia meritocrática e a realidade machista convivem ainda na academia brasileira.

Deveríamos pôr esse senso-comum informado por preconceitos de lado e concentrar a atenção em resolver o que realmente “atrapalha”. Falta de creche atrapalha. Falta de sala de amamentação em congresso atrapalha. Falta de licença compartilhada para ambos os genitores atrapalha. Falta de horas adequadas de trabalho para famílias com crianças pequenas atrapalha. Falta de treinamento para entender vieses cognitivos e machismo estrutural atrapalha – e rende pareceres carregados de machismo.

Para que a maternidade pare de “atrapalhar” a carreira das mulheres cientistas, precisamos garantir que estas questões sejam discutidas, e políticas públicas adequadas sejam implementadas. As mulheres não querem confete nem “privilégios”. Querem oportunidades, estrutura e avaliações adequadas à realidade. Querem ter o direito de balancear carreira e família sem que recaia sobre elas toda a responsabilidade de ambas. As mulheres concordam que maternidade “atrapalha”. Mas sabem que a culpa não é dos filhos. É da misoginia.


Disponível em: <https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da-ciencia/post/2024/02/o-que-as-mulheres-querem.ghtml>. Acesso em: 18 de mar. de 2024. [Adaptado]

De acordo com o texto,

Alternativas
Q2580236 Português

As questões de 01 a 10 referem-se ao texto a seguir.


O que as mulheres querem


Por Natalia Pasternak


Maternidade e carreira são temas de discussão em diversas áreas. Diferentes estudos científicos, analisando como as diferenças de gênero influenciam a vida acadêmica, chegaram a conclusões similares: ter filhos impacta muito mais a carreira científica das mulheres do que dos homens.

Estudos comparando homens com e sem filhos, e mulheres com e sem filhos, mostram que, para os homens, a decisão de ser pai passa quase despercebida em termos de impacto na carreira, enquanto, para as mulheres, traz um excesso de novas obrigações e complicações, incluindo a misoginia implícita que favorece mulheres sem filhos, porque o senso-comum acredita que o comprometimento da cientista com a ciência, uma vez que vira mãe, fica “dividido”.

Pesquisas feitas na pandemia mostraram que a sobrecarga de tarefas domésticas no período de isolamento, e com as crianças em casa, afetou muito mais a produtividade cientifica de mulheres. Há uma pressão social muito maior sobre as mulheres para que sejam responsáveis pela criança e pela casa. Some-se a isso o fato de que, em grande parte das carreiras científicas, os horários de trabalho não são nada convencionais. Trabalhar mais do que 48 horas semanais, e aos fins de semana, é rotina.

Na fantasia meritocrática, o fardo dos filhos deve ser estoicamente suportado por quem escolhe tê-los. Na realidade patriarcal, o fardo recai preferencialmente sobre a mulher. Quando realidade e fantasia se encontram, temos a carreira prejudicada pela maternidade convertida em “fato da vida”: ninguém mandou a mulher gostar mais de bebê do que de ciência.

Já os homens (no estado atual da tecnologia ainda indispensáveis para a reprodução da espécie) têm o privilégio de gostar tanto de bebês quanto de ciência, e não sofrer nada com isso. Não é “fato da vida”. É problema social que pode – e deve – ser resolvido com políticas públicas adequadas. Garantir que as oportunidades de ingresso e progressão de carreira sejam igualitárias deve levar em conta a questão da maternidade, e de como esta escolha “atrapalha”. Afinal, é a existência dos filhos que atrapalha? Ou a falta de estrutura e políticas adequadas?

A fala recente do presidente do CNPq Ricardo Galvão, queixando-se do movimento Parent in Science, que pede ações afirmativas e melhores condições de trabalho e progressão na carreira para mulheres cientistas, e o vazamento, também recente, de um parecer da mesma instituição que imputava a falta de experiência internacional de uma pesquisadora às suas duas gestações, chamaram atenção para o confortável aconchego com que a fantasia meritocrática e a realidade machista convivem ainda na academia brasileira.

Deveríamos pôr esse senso-comum informado por preconceitos de lado e concentrar a atenção em resolver o que realmente “atrapalha”. Falta de creche atrapalha. Falta de sala de amamentação em congresso atrapalha. Falta de licença compartilhada para ambos os genitores atrapalha. Falta de horas adequadas de trabalho para famílias com crianças pequenas atrapalha. Falta de treinamento para entender vieses cognitivos e machismo estrutural atrapalha – e rende pareceres carregados de machismo.

Para que a maternidade pare de “atrapalhar” a carreira das mulheres cientistas, precisamos garantir que estas questões sejam discutidas, e políticas públicas adequadas sejam implementadas. As mulheres não querem confete nem “privilégios”. Querem oportunidades, estrutura e avaliações adequadas à realidade. Querem ter o direito de balancear carreira e família sem que recaia sobre elas toda a responsabilidade de ambas. As mulheres concordam que maternidade “atrapalha”. Mas sabem que a culpa não é dos filhos. É da misoginia.


Disponível em: <https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da-ciencia/post/2024/02/o-que-as-mulheres-querem.ghtml>. Acesso em: 18 de mar. de 2024. [Adaptado]

O tem como objetivo prioritário

Alternativas
Q2580132 Português

Autoridades e cientistas irlandeses estão intrigados após a descoberta de um peixe Pacu, nativo da Amazônia, em um lago no interior da Irlanda.

O peixe de aproximadamente 2 quilos foi encontrado pelo empresário Steve Clinch, de 68 anos, pescador veterano e dono de uma pousada de pesca da região. Clinch explicou que o peixe não foi capturado por ele, mas encontrado já sem vida ___ margens do lago. "Parece que ele foi colocado vivo e, posteriormente, morreu. Eu simplesmente o retirei e relatei às autoridades locais, que o levaram para inspeção, considerando ser uma espécie _________ da região", afirmou.

O Lago Garadice fica no interior da Irlanda, a 140 quilômetros da capital Dublin. O lago é relativamente pequeno, de cerca quatro quilômetros quadrados, mas é conhecido por sua beleza cênica e atividades recreativas como pesca e passeios de barco. Os peixes de água doce comuns na região são de pequeno e médio portes como as espécies Truta-marrom, Lúcio, Roquete e Perca.

O Inland Fisheries Ireland, instituto irlandês responsável pela proteção, gestão e conservação dos recursos de água doce e de pesca na Irlanda, iniciou uma investigação. Segundo o Instituto o peixe está refrigerado em um laboratório para análise dos restos mortais.

Embora não haja uma proibição absoluta da criação de peixes não nativos, as autoridades irlandesas adotam medidas para controlar o cultivo de espécies consideradas exóticas, ________ de proteger os ecossistemas aquáticos e a biodiversidade local.

Em nota enviada ___ reportagem, o Ibama afirmou que, em pesquisa feita pela Coordenação de Comércio Exterior do órgão, não foram identificadas exportações de peixes nativos do Brasil para a Irlanda nos últimos 12 meses.


Clara Franco – BBC News Brasil. Adaptado.

Em relação às informações apresentadas no texto, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.


( ) O lago em que o peixe foi encontrado era enorme.

( ) Não há uma proibição absoluta da criação de peixes não nativos na Irlanda.

( ) O peixe estava vivo quando foi encontrado.

( ) O peixe foi para um laboratório para testagem.

Alternativas
Respostas
9501: E
9502: C
9503: D
9504: E
9505: D
9506: E
9507: D
9508: E
9509: C
9510: E
9511: B
9512: C
9513: D
9514: C
9515: D
9516: B
9517: D
9518: C
9519: B
9520: B