Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3023014 Português
Paralimpíadas








(Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/educacao-fisica/paralimpiadas.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
A ideia central do texto é:
Alternativas
Q3022940 Português

Mudanças climáticas e negacionismo 

Por Gonçalo Ferraz





(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/artigo-codigo-ambiental-eduardo-leite-roda-viva/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

A palavra “extraordinário” (l. 05) pode ser substituída, sem alteração de sentido no trecho em que ocorre, por:
Alternativas
Q3022937 Português

Mudanças climáticas e negacionismo 

Por Gonçalo Ferraz





(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/artigo-codigo-ambiental-eduardo-leite-roda-viva/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No quarto parágrafo do texto, entre as linhas 27 e 29, o autor utiliza aspas. Qual é a função do uso das aspas nesse trecho? 
Alternativas
Q3022936 Português

Mudanças climáticas e negacionismo 

Por Gonçalo Ferraz





(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/artigo-codigo-ambiental-eduardo-leite-roda-viva/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando os mecanismos de coesão textual, assinale a alternativa que apresenta a função correta de “Além disso” (l. 22) no trecho em que ocorre.
Alternativas
Q3022935 Português

Mudanças climáticas e negacionismo 

Por Gonçalo Ferraz





(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/artigo-codigo-ambiental-eduardo-leite-roda-viva/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir a respeito do texto:
I. O reconhecimento público da ciência pelo governador Eduardo Leite pode indicar a valorização do conhecimento científico na busca por soluções ambientais.
II. Os eventos climáticos extremos, como as enchentes no Rio Grande do Sul, são fenômenos globais agravados por ações locais, como o desmatamento e a ocupação inadequada do solo.
III. A falta de investimento em infraestrutura, como na manutenção de diques, é apontada como a principal causa para os eventos climáticos recentes no Rio Grande do Sul.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3022934 Português

Mudanças climáticas e negacionismo 

Por Gonçalo Ferraz





(Disponível em: piaui.folha.uol.com.br/artigo-codigo-ambiental-eduardo-leite-roda-viva/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, qual é a principal ideia defendida pelo autor em relação às enchentes no Rio Grande do Sul?
Alternativas
Q3022900 Português
Estudantes de Maquiné concorrem a prêmio nacional com app de geolocalização do mosquito da dengue


Por Isabela Sander





(Disponível em: https://diariogaucho.clicrbs.com.br/dia-a-dia/noticia/2024/08/estudantes-de-maquineconcorrem-a-premio-nacional-com-app-de-geolocalizacao-do-mosquito-da-denguecm0cfbgtv00ib015sbm6h0xdm.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho retirado do texto “foi algo que todos nós, juntos, conseguimos criar e levar adiante, com o apoio do professor Emerson, que é um baita orientador”, a palavra sublinhada é um caso de: 
Alternativas
Q3022898 Português
Estudantes de Maquiné concorrem a prêmio nacional com app de geolocalização do mosquito da dengue


Por Isabela Sander





(Disponível em: https://diariogaucho.clicrbs.com.br/dia-a-dia/noticia/2024/08/estudantes-de-maquineconcorrem-a-premio-nacional-com-app-de-geolocalizacao-do-mosquito-da-denguecm0cfbgtv00ib015sbm6h0xdm.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
A expressão “sem precedentes” (l. 02), considerando o trecho em que ocorre, significa que: 
Alternativas
Q3022896 Português
Estudantes de Maquiné concorrem a prêmio nacional com app de geolocalização do mosquito da dengue


Por Isabela Sander





(Disponível em: https://diariogaucho.clicrbs.com.br/dia-a-dia/noticia/2024/08/estudantes-de-maquineconcorrem-a-premio-nacional-com-app-de-geolocalizacao-do-mosquito-da-denguecm0cfbgtv00ib015sbm6h0xdm.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base no exposto pelo texto, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) O aplicativo Xô Aedes foi desenvolvido por alunos do Ensino Médio para ajudar no combate à dengue em Maquiné.

( ) O aplicativo Xô Aedes permite que o usuário denuncie focos do mosquito Aedes aegypti diretamente à Secretaria de Educação do município.

( ) Nícolas Werlich, um dos desenvolvedores do aplicativo, tem 17 anos e acredita que o projeto vai permanecer apenas no âmbito escolar.

( ) O projeto Xô Aedes foi inscrito no prêmio Solve for Tomorrow, organizado pela Samsung, e é o único projeto do Rio Grande do Sul entre os 20 semifinalistas.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q3022493 Português
Leia o texto a seguir, de autoria do cientista Marcelo Gleiser, no livro O Despertar do universo consciente (Rio de Janeiro: Record, 2024, p. 37-38):

     A curiosidade inspira a imaginação e eleva a vida para além da trivialidade da rotina diária. Isso sempre foi verdade, mas raramente com a intensidade explosiva do grupo de filósofos que floresceu por volta dos séculos VI e IV a.C. na Grécia Antiga, os chamados pré-socráticos. Até então, a explicação para os fenômenos naturais – desde desastres como enchentes e erupções vulcânicas até eventos misteriosos como eclipses e a aparição de cometas – era de que eles eram “causados” por entidades divinas. O Sol, por exemplo, cruzava os céus diariamente do leste ao oeste carregado pela carruagem flamejante do deus Hélio. No hinduísmo, o deus Shiva cria e destrói o cosmo ciclicamente com a sua dança, moldando a matéria das formas que existem na natureza até o momento de destruí-la mais uma vez. Culturas espalhadas pelo mundo, tanto no passado quanto no presente, oferecem explicações míticas dos fenômenos naturais, narrativas poéticas que interpretam forças e eventos que parecem existir numa dimensão além da compreensão humana. Mitos são histórias que unificam grupos, que definem os valores e as crenças de uma cultura. Seu poder está na fé que as pessoas depositam neles, não no fato de estarem “certos” ou “errados”.

Leia as afirmativas a seguir, feitas sobre aspectos diversos do texto:
I. Foram os filósofos pré-socráticos que deram início a uma nova forma de conhecimento humano, diferente da que vigorava até então.
II. Apresentam dígrafo as seguintes palavras constantes do texto: “floresceu”, “espalhadas”, “crenças”, “enchentes”.
III. Apresentam encontro consonantal imperfeito as seguintes palavras: “compreensão”, “hinduísmo”, “verdade”, “vulcânicas”.
IV. O vocábulo “trivialidade”, constante do primeiro período, tem o significado de “algo extraordinário”. 
V. O primeiro período do texto é composto por duas orações; o sujeito da primeira é “a curiosidade” e o da segunda é “a vida”.
VI. Como ideia subjacente ao que está escrito, percebe se que os mitos são tão importantes quanto a ciência.

Assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q3022491 Português
Assinale a alternativa em que a frase apresenta um argumento contrário, incapaz, porém, de impedir a concretização do fato expresso na oração principal: 
Alternativas
Q3022486 Português
Assinale a alternativa em que a frase se encontra CORRETAMENTE escrita: 
Alternativas
Q3022484 Português
Observe a charge a seguir, de autoria do designer gráfico Carlos Ruas, nascido em Niterói em 1985. Em seguida, leia as observações que são feitas sobre ela:    Imagem associada para resolução da questão 

Sobre a charge, é lícito afirmar que:

I. Ela deixa evidente que o Deus cristão é a única e verdadeira divindade.
II. O menino que aparece no primeiro e no segundo quadrinhos pode ser relacionado a Jesus Cristo.
III. As religiões dos povos primitivos, bem como a dos afrodescendentes, devem ser respeitadas.
IV. As escolas têm a obrigação de ensinar sobre o Deus cristão, ignorando a existência de outras religiões.
V. Religiões antigas, que existiram antes do cristianismo, imputavam a criação a outro deus.
VI. O deus cristão é exposto como um ser bastante autoritário.

Assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q3022419 Português
Bactérias no corpo humano


    Nosso corpo é formado por uma série de células, que formam tecidos e órgãos. Muitas vezes, no entanto, não percebemos que, além de nossas células típicas, outras nos fazem companhia: as bactérias. Isso mesmo! Nosso corpo apresenta uma grande quantidade de bactérias, sendo algumas benéficas e essenciais para o funcionamento adequado do organismo.

    Os micro-organismos que crescem em nosso corpo formam a nossa microbiota, também chamada de flora. Estudos indicam que nossa microbiota é extremamente rica e que existe cerca de um quilo de bactérias no nosso corpo, um valor considerável, uma vez que essas bactérias são seres formados por uma só célula e são microscópicos. Alguns autores sugerem ainda que nosso corpo possui dez vezes mais micro-organismos que células humanas.

     Nossa microbiota começa a se formar assim que nascemos, no momento do parto, quando recebemos uma grande variedade de bactérias de nossa mãe. À medida que crescemos, o número de bactérias aumenta e, com o tempo, torna-se estável.


Brasil Escola – adaptado. 
A palavra “benéficas”, sublinhada no texto 2, significa que algumas das bactérias são: 
Alternativas
Q3022406 Português
As primeiras medalhas olímpicas conquistadas pelo Brasil

     Nos Jogos Olímpicos de 1920, na Bélgica, o Brasil levou uma delegação de 22 atletas. O país conquistou, então, suas três primeiras medalhas nesta edição, todas no tiro esportivo.

     Até 2023, com 24 medalhas, o judô e o vôlei (11 na quadra e 13 na praia) são os esportes em que o Brasil mais conquistou medalhas. Os judocas brasileiros subiram ao pódio em todas as edições desde 1984. Já o vôlei é o esporte mais vitorioso, ao lado da vela, com oito ouros cada. E foi no vôlei que o Brasil se tornou o primeiro país a ser campeão em todas as quatro modalidades: quadra masculino em 1992, praia feminino em 1996, praia masculino em 2004 e quadra feminino em 2008.

     Nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, o Brasil bateu seu recorde de medalhas conquistadas em uma única edição, somando 21. Em relação a medalhas de ouro, o recorde do país é de sete, feito atingido no Rio 2016 e igualado em Tóquio. E foi na capital japonesa que o Brasil também terminou na 12ª colocação do quadro de medalhas, a melhor posição da história, superando o 13º lugar no Rio de Janeiro.

     Ao longo de 23 edições de Jogos Olímpicos de Verão, o Brasil conquistou um total de 150 medalhas, sendo 37 de ouro, 42 de prata e 71 de bronze. Já nas Olimpíadas de Inverno, o país participou de nove edições, porém não subiu ao pódio em nenhuma ocasião. Estes números tornam o Brasil o melhor país sul-americano na história dos Jogos Olímpicos e o quarto maior ganhador das Américas, atrás apenas de Estados Unidos, Canadá e Cuba, respectivamente.

Fernanda Lucki Zalcman – Olympics 2024. Adaptado. 
Com base no que é apresentado no último parágrafo do texto 1, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3022405 Português
As primeiras medalhas olímpicas conquistadas pelo Brasil

     Nos Jogos Olímpicos de 1920, na Bélgica, o Brasil levou uma delegação de 22 atletas. O país conquistou, então, suas três primeiras medalhas nesta edição, todas no tiro esportivo.

     Até 2023, com 24 medalhas, o judô e o vôlei (11 na quadra e 13 na praia) são os esportes em que o Brasil mais conquistou medalhas. Os judocas brasileiros subiram ao pódio em todas as edições desde 1984. Já o vôlei é o esporte mais vitorioso, ao lado da vela, com oito ouros cada. E foi no vôlei que o Brasil se tornou o primeiro país a ser campeão em todas as quatro modalidades: quadra masculino em 1992, praia feminino em 1996, praia masculino em 2004 e quadra feminino em 2008.

     Nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, o Brasil bateu seu recorde de medalhas conquistadas em uma única edição, somando 21. Em relação a medalhas de ouro, o recorde do país é de sete, feito atingido no Rio 2016 e igualado em Tóquio. E foi na capital japonesa que o Brasil também terminou na 12ª colocação do quadro de medalhas, a melhor posição da história, superando o 13º lugar no Rio de Janeiro.

     Ao longo de 23 edições de Jogos Olímpicos de Verão, o Brasil conquistou um total de 150 medalhas, sendo 37 de ouro, 42 de prata e 71 de bronze. Já nas Olimpíadas de Inverno, o país participou de nove edições, porém não subiu ao pódio em nenhuma ocasião. Estes números tornam o Brasil o melhor país sul-americano na história dos Jogos Olímpicos e o quarto maior ganhador das Américas, atrás apenas de Estados Unidos, Canadá e Cuba, respectivamente.

Fernanda Lucki Zalcman – Olympics 2024. Adaptado. 
As palavras sublinhadas no texto 1 estão: 
Alternativas
Q3022404 Português
As primeiras medalhas olímpicas conquistadas pelo Brasil

     Nos Jogos Olímpicos de 1920, na Bélgica, o Brasil levou uma delegação de 22 atletas. O país conquistou, então, suas três primeiras medalhas nesta edição, todas no tiro esportivo.

     Até 2023, com 24 medalhas, o judô e o vôlei (11 na quadra e 13 na praia) são os esportes em que o Brasil mais conquistou medalhas. Os judocas brasileiros subiram ao pódio em todas as edições desde 1984. Já o vôlei é o esporte mais vitorioso, ao lado da vela, com oito ouros cada. E foi no vôlei que o Brasil se tornou o primeiro país a ser campeão em todas as quatro modalidades: quadra masculino em 1992, praia feminino em 1996, praia masculino em 2004 e quadra feminino em 2008.

     Nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, o Brasil bateu seu recorde de medalhas conquistadas em uma única edição, somando 21. Em relação a medalhas de ouro, o recorde do país é de sete, feito atingido no Rio 2016 e igualado em Tóquio. E foi na capital japonesa que o Brasil também terminou na 12ª colocação do quadro de medalhas, a melhor posição da história, superando o 13º lugar no Rio de Janeiro.

     Ao longo de 23 edições de Jogos Olímpicos de Verão, o Brasil conquistou um total de 150 medalhas, sendo 37 de ouro, 42 de prata e 71 de bronze. Já nas Olimpíadas de Inverno, o país participou de nove edições, porém não subiu ao pódio em nenhuma ocasião. Estes números tornam o Brasil o melhor país sul-americano na história dos Jogos Olímpicos e o quarto maior ganhador das Américas, atrás apenas de Estados Unidos, Canadá e Cuba, respectivamente.

Fernanda Lucki Zalcman – Olympics 2024. Adaptado. 
Sobre as informações apresentadas no texto 1, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) O Brasil ganhou cinco medalhas em sua primeira participação nos Jogos Olímpicos, em 1920.
( ) Nos jogos do Rio 2016 e em Tóquio 2020, o Brasil ganhou a mesma quantidade de medalhas de ouro.
( ) O judô é o esporte que mais ganhou medalhas de ouro para o Brasil.
Alternativas
Q3021638 Português
Texto CB1A6

      De todas as inovações óbvias que surgiram no século XXI, poucas são tão invisíveis como a mudança na maneira de perceber o tempo.

    O controle do tempo na comunicação até o final do século XX decorria especialmente de uma característica: a programação. Com o controle dos meios de produção e distribuição da informação, fosse ela qual fosse, o cenário temporal dispunha também de uma estrutura hierárquica de controle. Era possível traçar e agenciar cronogramas complexos e prazos de entrega. O que basicamente mudou?
     
    A comunicação não mudou. Mudaram os meios. Todos têm acesso às redes. Nelas a produção de conteúdo é incessante. O conteúdo é produzido por todos. A estrutura não é mais regida por uma lógica de programação, mas por uma lógica de fluxo. Nesse novo ecossistema, impera uma economia da atenção e, sendo a atenção um recurso escasso, é preciso a todo tempo escolher algo a que dedicar a atenção e, dedicada a atenção, devemos reagir rapidamente com as mudanças necessárias. Aqui aparecem claramente as diferenças do tempo em um ecossistema em fluxo permanente. As mudanças também devem ser permanentes. Isso em comunicação se traduz em não esperar mais longos prazos para dar respostas. Até o século passado, o furo de um veículo de comunicação só poderia ser ultrapassado 24 horas depois: na próxima edição. Hoje um furo de reportagem é imediatamente absorvido em rede, compartilhado, respondido e repercutido por todos os concorrentes. Em uma sociedade que se comunica em fluxo, é preciso avaliar diariamente onde estão os impedimentos e o que deve ser priorizado, e redefinir foco e estratégia. A comunicação também passa a lidar com o provisório, com o possível e com o impermanente.
       
      Saber como equilibrar o tempo nessa pressão imediatista é o grande desafio do século XXI. Há saberes que só se atingem com reflexão, laços que só se formam com experiências reais compartilhadas. Saber desligar o celular, parar de responder emails para completar uma tarefa, ler um livro inteiro e principalmente saber conversar com os outros são habilidades cada vez mais valorizadas em uma sociedade digital, exatamente por serem habilidades capazes de dilatar o tempo em que vivemos, formas de transformar o fluxo que consome nossa atenção em momento no qual nós consumimos o mundo.

Margot Pavan. O tempo e a comunicação digital no século XXI.
Internet:<www.jornaldocomercio.com>  (com adaptações)

Julgue o item que se segue, relativo às ideias veiculadas no texto CB1A6.


Entende-se da leitura do texto que a comunicação no século XXI, marcada pelas redes sociais digitais, em que a produção de conteúdo é incessante, requer respostas imediatas e em fluxo permanente. 

Alternativas
Q3021637 Português
Texto CB1A6

      De todas as inovações óbvias que surgiram no século XXI, poucas são tão invisíveis como a mudança na maneira de perceber o tempo.

    O controle do tempo na comunicação até o final do século XX decorria especialmente de uma característica: a programação. Com o controle dos meios de produção e distribuição da informação, fosse ela qual fosse, o cenário temporal dispunha também de uma estrutura hierárquica de controle. Era possível traçar e agenciar cronogramas complexos e prazos de entrega. O que basicamente mudou?
     
    A comunicação não mudou. Mudaram os meios. Todos têm acesso às redes. Nelas a produção de conteúdo é incessante. O conteúdo é produzido por todos. A estrutura não é mais regida por uma lógica de programação, mas por uma lógica de fluxo. Nesse novo ecossistema, impera uma economia da atenção e, sendo a atenção um recurso escasso, é preciso a todo tempo escolher algo a que dedicar a atenção e, dedicada a atenção, devemos reagir rapidamente com as mudanças necessárias. Aqui aparecem claramente as diferenças do tempo em um ecossistema em fluxo permanente. As mudanças também devem ser permanentes. Isso em comunicação se traduz em não esperar mais longos prazos para dar respostas. Até o século passado, o furo de um veículo de comunicação só poderia ser ultrapassado 24 horas depois: na próxima edição. Hoje um furo de reportagem é imediatamente absorvido em rede, compartilhado, respondido e repercutido por todos os concorrentes. Em uma sociedade que se comunica em fluxo, é preciso avaliar diariamente onde estão os impedimentos e o que deve ser priorizado, e redefinir foco e estratégia. A comunicação também passa a lidar com o provisório, com o possível e com o impermanente.
       
      Saber como equilibrar o tempo nessa pressão imediatista é o grande desafio do século XXI. Há saberes que só se atingem com reflexão, laços que só se formam com experiências reais compartilhadas. Saber desligar o celular, parar de responder emails para completar uma tarefa, ler um livro inteiro e principalmente saber conversar com os outros são habilidades cada vez mais valorizadas em uma sociedade digital, exatamente por serem habilidades capazes de dilatar o tempo em que vivemos, formas de transformar o fluxo que consome nossa atenção em momento no qual nós consumimos o mundo.

Margot Pavan. O tempo e a comunicação digital no século XXI.
Internet:<www.jornaldocomercio.com>  (com adaptações)

Julgue o item que se segue, relativo às ideias veiculadas no texto CB1A6.


Em sua análise da transformação ocorrida na transmissão de informação no século XXI, a autora direciona uma crítica à produção e disseminação de conteúdos superficiais e pouco confiáveis pelas mídias digitais. 

Alternativas
Q3021635 Português
Texto CB1A6

      De todas as inovações óbvias que surgiram no século XXI, poucas são tão invisíveis como a mudança na maneira de perceber o tempo.

    O controle do tempo na comunicação até o final do século XX decorria especialmente de uma característica: a programação. Com o controle dos meios de produção e distribuição da informação, fosse ela qual fosse, o cenário temporal dispunha também de uma estrutura hierárquica de controle. Era possível traçar e agenciar cronogramas complexos e prazos de entrega. O que basicamente mudou?
     
    A comunicação não mudou. Mudaram os meios. Todos têm acesso às redes. Nelas a produção de conteúdo é incessante. O conteúdo é produzido por todos. A estrutura não é mais regida por uma lógica de programação, mas por uma lógica de fluxo. Nesse novo ecossistema, impera uma economia da atenção e, sendo a atenção um recurso escasso, é preciso a todo tempo escolher algo a que dedicar a atenção e, dedicada a atenção, devemos reagir rapidamente com as mudanças necessárias. Aqui aparecem claramente as diferenças do tempo em um ecossistema em fluxo permanente. As mudanças também devem ser permanentes. Isso em comunicação se traduz em não esperar mais longos prazos para dar respostas. Até o século passado, o furo de um veículo de comunicação só poderia ser ultrapassado 24 horas depois: na próxima edição. Hoje um furo de reportagem é imediatamente absorvido em rede, compartilhado, respondido e repercutido por todos os concorrentes. Em uma sociedade que se comunica em fluxo, é preciso avaliar diariamente onde estão os impedimentos e o que deve ser priorizado, e redefinir foco e estratégia. A comunicação também passa a lidar com o provisório, com o possível e com o impermanente.
       
      Saber como equilibrar o tempo nessa pressão imediatista é o grande desafio do século XXI. Há saberes que só se atingem com reflexão, laços que só se formam com experiências reais compartilhadas. Saber desligar o celular, parar de responder emails para completar uma tarefa, ler um livro inteiro e principalmente saber conversar com os outros são habilidades cada vez mais valorizadas em uma sociedade digital, exatamente por serem habilidades capazes de dilatar o tempo em que vivemos, formas de transformar o fluxo que consome nossa atenção em momento no qual nós consumimos o mundo.

Margot Pavan. O tempo e a comunicação digital no século XXI.
Internet:<www.jornaldocomercio.com>  (com adaptações)

Julgue o item que se segue, relativo às ideias veiculadas no texto CB1A6.


Conclui-se da leitura do terceiro parágrafo do texto que o avanço da tecnologia no âmbito da comunicação e a democratização do acesso à informação são, respectivamente, o foco e a estratégia a serem redefinidos na sociedade do século XXI, que se comunica em fluxo permanente.

Alternativas
Respostas
7821: B
7822: E
7823: A
7824: A
7825: C
7826: D
7827: D
7828: E
7829: D
7830: A
7831: B
7832: C
7833: C
7834: B
7835: B
7836: A
7837: C
7838: C
7839: E
7840: E