Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3083184 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se refere.


Texto 01

A borboleta azul que desfila sobre o concreto da cidade

Kaká Werá 


No turbilhão de concreto e asfalto que é São Paulo, onde a pressa dita o ritmo frenético das horas e os ruídos dos motores abafam qualquer suspiro de natureza, eis que surge um intruso inesperado: uma borboleta azul.

Não, não é um devaneio primaveril, tampouco uma ilusão de ótica. É real. Uma borboleta azul, resplandecente em sua singularidade, desafia a monotonia do cinza urbano.

É como se um pedaço do céu tivesse se desprendido e decidido dançar entre os carros engarrafados, deslizando entre os edifícios impessoais que se erguem como muralhas de concreto.

Onde não há verde, onde não se avistam parques ou jardins, e onde até mesmo as sacadas dos prédios se mostram despidas de vida vegetal, ali ela está, a borboleta azul, um paradoxo ambulante na selva de pedra.

Preso em minha própria rotina, questiono a origem e a missão desse ser com um par de azul na forma de asas. De onde teria vindo? Para onde se dirige?

Será que, em meio ao caos e à melhoria da metrópole, ela busca algo além do simples sobreviver? Seria sua missão deixar um rastro de cor e beleza na vastidão monocromática da selva urbana?

Enquanto o trânsito avança a passos lentos, a borboleta mantém o voo solitário, independente da frenética ao seu redor. Dessa forma, seu azul brilhante é uma pequena nota de esperança em um cenário, muitas vezes, desolador.

Assim, enquanto as buzinas e as sirenes ecoam pelas ruas, a borboleta azul segue seu curso, talvez sem destino definido.

Mas certamente deixando para trás uma marca indelével da beleza efêmera que pode florescer até nos ambientes mais inóspitos.

Talvez, só talvez, ela seja a própria poesia em voo, uma lembrança de que, mesmo no coração da cidade, a natureza encontra uma maneira de se fazer presente.

Essa suave visita me lembrou, por associação, um poema de Carlos Drummond de Andrade, chamado A flor e a náusea.

Em determinado momento, o poeta se espanta com uma flor que brotou por uma fresta em uma calçada áspera e cinzenta.

Admirado, ele escreve: “[G] uma flor nasceu na rua. Passem de longe bondes, ônibus, rio de aço do trânsito. Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garantam que uma flor nasceu”.

No meu caso, garanto que uma borboleta azul, como por exemplo as que povoam jardins encantados, driblou em voo o trânsito opaco da rotina da cidade.

Disponível: vidasimples.co/colunista/a-borboleta-azul-que-desfila-sobre-o-concreto-da-cidade/. Acesso em: 4 jun. 2024.

Analise os itens a seguir, tendo em vista os aspectos a que a borboleta azul é associada no texto.


I- Esperança.

II- Beleza.

III- Monotonia.

IV- Leveza.

V- Ilusão.


Estão CORRETOS os itens

Alternativas
Q3083182 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda a questão, que a ele se refere.


Texto 01

A borboleta azul que desfila sobre o concreto da cidade

Kaká Werá 


No turbilhão de concreto e asfalto que é São Paulo, onde a pressa dita o ritmo frenético das horas e os ruídos dos motores abafam qualquer suspiro de natureza, eis que surge um intruso inesperado: uma borboleta azul.

Não, não é um devaneio primaveril, tampouco uma ilusão de ótica. É real. Uma borboleta azul, resplandecente em sua singularidade, desafia a monotonia do cinza urbano.

É como se um pedaço do céu tivesse se desprendido e decidido dançar entre os carros engarrafados, deslizando entre os edifícios impessoais que se erguem como muralhas de concreto.

Onde não há verde, onde não se avistam parques ou jardins, e onde até mesmo as sacadas dos prédios se mostram despidas de vida vegetal, ali ela está, a borboleta azul, um paradoxo ambulante na selva de pedra.

Preso em minha própria rotina, questiono a origem e a missão desse ser com um par de azul na forma de asas. De onde teria vindo? Para onde se dirige?

Será que, em meio ao caos e à melhoria da metrópole, ela busca algo além do simples sobreviver? Seria sua missão deixar um rastro de cor e beleza na vastidão monocromática da selva urbana?

Enquanto o trânsito avança a passos lentos, a borboleta mantém o voo solitário, independente da frenética ao seu redor. Dessa forma, seu azul brilhante é uma pequena nota de esperança em um cenário, muitas vezes, desolador.

Assim, enquanto as buzinas e as sirenes ecoam pelas ruas, a borboleta azul segue seu curso, talvez sem destino definido.

Mas certamente deixando para trás uma marca indelével da beleza efêmera que pode florescer até nos ambientes mais inóspitos.

Talvez, só talvez, ela seja a própria poesia em voo, uma lembrança de que, mesmo no coração da cidade, a natureza encontra uma maneira de se fazer presente.

Essa suave visita me lembrou, por associação, um poema de Carlos Drummond de Andrade, chamado A flor e a náusea.

Em determinado momento, o poeta se espanta com uma flor que brotou por uma fresta em uma calçada áspera e cinzenta.

Admirado, ele escreve: “[G] uma flor nasceu na rua. Passem de longe bondes, ônibus, rio de aço do trânsito. Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garantam que uma flor nasceu”.

No meu caso, garanto que uma borboleta azul, como por exemplo as que povoam jardins encantados, driblou em voo o trânsito opaco da rotina da cidade.

Disponível: vidasimples.co/colunista/a-borboleta-azul-que-desfila-sobre-o-concreto-da-cidade/. Acesso em: 4 jun. 2024.

Analise os itens a seguir, tendo em vista os paradoxos que eles constroem com a “borboleta azul”.


I- Devaneio primaveril.

II- Muralhas de concreto.

III- Vida vegetal.

IV- Pedaço de céu.

V- Cinza urbano. 


Estão CORRETOS os itens



Alternativas
Q3083042 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Fonte: https://www.instagram.com/tirinhasinteligentes/?hl=pt-br.

A tirinha apresenta uma crítica bem-humorada sobre o comportamento das pessoas na internet, destacando como, com o tempo, certas capacidades e características humanas parecem estar se perdendo. Sobre o conteúdo da tirinha, analise as assertivas a seguir:

I. A personagem lamenta que as pessoas perderam a capacidade de interpretar e a gentileza no ambiente virtual.
II. A expressão "saudades da época em que só perdíamos tempo" revela um tom nostálgico e irônico em relação ao uso da internet no passado.
III. A personagem critica a internet exclusivamente por ser uma ferramenta que só faz as pessoas perderem tempo.

Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3082623 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Nomofobia: o medo de ficar sem celular atinge mais de 60% dos brasileiros

(Texto adaptado para fins didáticos.)

Apesar de ser ainda pouco conhecido, o termo nomofobia remete à ansiedade gerada pela falta do celular. Em outras palavras, também pode ser definido como um sintoma da ausência dos smartphones.

Um estudo recente da nomophobia.com, portal dedicado ao tema, revela que 60% dos brasileiros reportam ansiedade quando não estão com seus celulares. O levantamento mostra ainda que 87% se consideram dependentes de seus smartphones para suas atividades diárias, o que mostra o papel central dos celulares no estilo de vida da população.

"Os dados mostram que os latino-americanos, estão cada vez mais dependentes dos seus celulares, o que é preocupante dada as implicações psicológicas e físicas que isto tem nas populações", disse Patrick O'Neill, criador do nomophobia.com e do termo que foi cunhado em 2008.

O uso de smartphones tem aumentado constantemente no Brasil, com 71% dos entrevistados relatando possuir um smartphone, enquanto 27% afirmam ter dois. Para 79%, o celular não era utilizado para os mesmos fins há cinco anos, refletindo a constante evolução da tecnologia que trouxe inúmeras possibilidades de uso.

Para 85% dos brasileiros, os telefones celulares facilitam as transações financeiras por meio de pagamentos móveis. Além disso, 70% utilizam o aparelho para entretenimento, como ouvir música, assistir filmes e jogar, enquanto 57% relatam que ele contribui para a educação ao proporcionar ensino à distância. Por fim, 30% relataram ter conhecido o parceiro através de redes sociais ou aplicativos de namoro.

https://forbes.com.br/forbes-tech/2024/09/mais-de-60-dos-brasileiros-estao-com-nomofobia-entenda-o-medo-de-ficar-sem-celular/
De acordo com o texto, a maioria dos brasileiros se considera dependente de seus smartphones para atividades diárias.
Alternativas
Q3082421 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Nomofobia: o medo de ficar sem celular atinge mais de 60% dos brasileiros

(Texto adaptado para fins didáticos.)

Apesar de ser ainda pouco conhecido, o termo nomofobia remete à ansiedade gerada pela falta do celular. Em outras palavras, também pode ser definido como um sintoma da ausência dos smartphones.

Um estudo recente da nomophobia.com, portal dedicado ao tema, revela que 60% dos brasileiros reportam ansiedade quando não estão com seus celulares. O levantamento mostra ainda que 87% se consideram dependentes de seus smartphones para suas atividades diárias, o que mostra o papel central dos celulares no estilo de vida da população.

"Os dados mostram que os latino-americanos, estão cada vez mais dependentes dos seus celulares, o que é preocupante dada as implicações psicológicas e físicas que isto tem nas populações", disse Patrick O'Neill, criador do nomophobia.com e do termo que foi cunhado em 2008.

O uso de smartphones tem aumentado constantemente no Brasil, com 71% dos entrevistados relatando possuir um smartphone, enquanto 27% afirmam ter dois. Para 79%, o celular não era utilizado para os mesmos fins há cinco anos, refletindo a constante evolução da tecnologia que trouxe inúmeras possibilidades de uso.

Para 85% dos brasileiros, os telefones celulares facilitam as transações financeiras por meio de pagamentos móveis. Além disso, 70% utilizam o aparelho para entretenimento, como ouvir música, assistir filmes e jogar, enquanto 57% relatam que ele contribui para a educação ao proporcionar ensino à distância. Por fim, 30% relataram ter conhecido o parceiro através de redes sociais ou aplicativos de namoro.

https://forbes.com.br/forbes-tech/2024/09/mais-de-60-dos-brasileiros-estao-com-nomofobia-entenda-o-medo-de-ficar-sem-celular/ 
Depreende-se do texto que apenas 30% dos brasileiros utilizam o smartphone para atividades de entretenimento.
Alternativas
Q3082315 Português

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/grafico/2023/12/19/qual-a-parcela-de-gas-carbonico-emitida-pelos-maisricos. Acesso em: 08 mar. 2024.


Conforme o gráfico apresentado, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3082314 Português
      A matéria-prima principal no processo de produção de conteúdo jornalístico são as declarações feitas por atores públicos e as informações potencialmente falsas que circulam em plataformas de redes sociais e em aplicativos de mensagem.     O processo começa com a seleção das frases que podem vir a ser checadas e classificadas. Para isso, os jornalistas da Lupa observam, diariamente, o que é dito por políticos, líderes sociais e celebridades, em jornais, revistas, rádios, programas de TV e na internet. Ao selecionar a frase em que pretende trabalhar, a equipe adota três critérios de relevância. Dá preferência a afirmações feitas por personalidades de destaque nacional, a assuntos de interesse público (que afetem o maior número de pessoas possível) e/ou que tenham ganhado destaque na imprensa ou na internet recentemente. Preocupa-se, portanto, com “quem fala”, “o que fala” e “que barulho faz”.
Disponível em: https://acesse.one/BaAtO. Acesso em: 05 mar. 2024.

O texto trata prioritariamente sobre
Alternativas
Q3082312 Português
     Vive-se ainda no Brasil tempos difíceis. Há forte tendência de desqualificação das pessoas mais pobres – negros, indígenas, quilombolas, comunidades das periferias – e dos seus direitos políticos, individuais, coletivos e culturais. Nos diz Hannah Arendt, a filósofa política, que o totalitarismo reduz as pessoas a uma condição de supérfluas, que podem ser eliminadas.      Nos últimos anos os contextos políticos e administrativos evidenciam a edição cotidiana de normas que podem provocar a eliminação das pessoas, pois confrontam os direitos humanos e impõem regimes de convivência social, religiosa e dos costumes com predicados fundamentalistas e conservadores. Soma-se a tudo isso a inoperância dos poderes públicos e a ingerência de poderosos grupos econômicos nas medidas que visam o combate à violência, às invasões e à aplicabilidade das normas constitucionais.       Os povos indígenas estão entre aqueles que são dramaticamente afetados pela precariedade assistencial, pelas péssimas condições de saúde, educação, habitação e segurança. Os indígenas que vivem nas cidades, ou muito próximos dos contextos urbanos, estão diretamente implicados com essa realidade. Eles enfrentam graves adversidades e violações a seus direitos fundamentais, evidenciando existir uma dupla discriminação: uma, oriunda da União, que não lhes assiste porque são “desaldeados”, e outra, dos estados e municípios, porque os gestores alegam ser responsabilidade do Governo Federal, e não deles, as ações e serviços a serem destinadas a essas populações.      Portanto, dentre aqueles afetados pela desassistência, os indígenas que migram são os que mais sofrem, tendo em vista que acabaram se instalando em lugares degradados, improvisados, insalubres, sem infraestrutura, sem habitação adequada e onde a sociedade envolvente os repele e agride.
Disponível em: https://cimi.org.br/wp-content/uploads/2024/02/Porantim-461_Dez-2023.pdf. Acesso em: 01 mar. 2024.

A partir da leitura, o texto sustenta 
Alternativas
Q3082311 Português
     Quarta-feira. O Rio de Janeiro flutua em ondas de vento morno. O ônibus do BRT para desajeitadamente na estação Riocentro e um grupo de vinte pessoas atravessa as portas automáticas como sardinhas escapando da lata. Conforme o veículo se distancia, eles atravessam a roleta e sorriem diante do que veem do outro lado da rua. Saltitando no asfalto pegajoso, alguns ignoram os gritos do guarda municipal suando debaixo de um colete verde neon. Um caminhão risca a faixa de pedestres e o grupo que abandonou o BRT já se dissipou em cinco. Suas vozes chegam como um eco distante. Após cruzar a cancela do estacionamento, estamos dentro do segundo maior centro de convenções da América Latina. Em três pavilhões, a 18ª Bienal Internacional do Livro do Rio chega ao sétimo dia de seu exercício hercúleo: levar literatura a uma população que não lê – segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2016, 44% dos brasileiros não lê e 30% nunca comprou um livro.
Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/esperando-leitor/. Acesso em: 15 mar. 2024.

Os trechos destacados no texto apresentam construções metafóricas que têm por função
Alternativas
Q3082310 Português
Dirija-se formalmente ao editor pelo nome, se este for conhecido. Inclua também suas informações para contato. [...]            Comece sua carta de apresentação com um parágrafo que mencione o nome do artigo e o nome dos autores. [...] Nesse primeiro parágrafo e no seguinte, descreva a base lógica do seu estudo e as principais descobertas de sua pesquisa. [...]           Em seguida, escreva um parágrafo curto que explique por que o seu artigo seria adequado para o periódico. Não diga simplesmente que ele é “de interesse para a área” ou “inovador”. Aborde aspectos específicos da declaração de Objetivos e Escopo do periódico.
Disponível em: https://www.aje.com/br/arc/escrevendo-uma-carta-de-apresentacao/. Acesso em 05 de mar. 2024.
O fragmento de texto apresenta padrões para a escrita de uma carta de apresentação de um artigo científico para um periódico. Esse fragmento é considerado um texto instrucional, EXCETO porque
Alternativas
Q3082308 Português
Texto I
Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://issuu.com/luvieira.ink/docs/grifo_36_o_mete_ro. Acesso em: 09 mar. 2024.

Texto II

No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra.

ANDRADE, C. D. Uma pedra no meio do caminho: Biografia de um poema. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1967.

Analise as proposições e assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3082307 Português
    O fim da desigualdade salarial é uma reivindicação antiga das mulheres, que ganhou respaldo jurídico no Brasil em 2023. Mesmo assim, as mulheres tendem a ganhar menos, uma vez que são socializadas para ocupar cargos tradicionalmente desvalorizados no mercado de trabalho. A conclusão é da pesquisadora do IBGE Barbara Cobo. [...]   Em sua avaliação, Bárbara acredita existir uma socialização da cultura do cuidado, que encaminha mulheres, consequentemente, para profissões relacionadas ao cuidado como enfermagem e assistência social, tradicionalmente profissões mais desvalorizadas.    “Nas profissões que têm a carga de afeto, que dificilmente são mecanizadas, robotizadas e têm essa complexidade do tratar o outro, como são normalizadas enquanto feitas gratuitamente pelas mulheres, essas ocupações também são desvalorizadas no mercado de trabalho. Não à toa o próprio emprego doméstico remunerado, exercido fundamentalmente por mulheres negras no Brasil, é a ocupação com pior remuneração dentre todas que a gente encontra no mercado de trabalho.”
Disponível em: https://jornalggn.com.br/cidadania/por-que-a-desigualdade-salarial-entre-generos-persistetvggn-explica/. Acesso em: 11 de mar. 2024.

O trecho destacado no texto estabelece com o período anterior uma relação argumentativa
Alternativas
Q3082244 Português
      Num mundo inundado de informações irrelevantes, clareza é poder. Em teoria, qualquer um pode se juntar ao debate sobre o futuro da humanidade, mas é muito difícil manter uma visão lúcida. Muitas vezes, nem sequer percebemos que um debate está acontecendo, ou quais são suas questões cruciais. Bilhões de nós dificilmente podem se permitir o “luxo” de investigá-las, pois temos coisas mais urgentes para fazer, como trabalhar, tomar conta das crianças, ou cuidar dos pais idosos. Infelizmente, a história não poupa ninguém. Se o futuro da humanidade for decidido em sua ausência, porque você está ocupado demais alimentando e vestindo seus filhos – você e eles não estarão eximidos das consequências. Isso é muito injusto, mas quem disse que a história é justa?       Como historiador, não posso dar às pessoas alimento ou roupas – mas posso tentar oferecer alguma clareza, ajudando assim a equilibrar o jogo global. Se isso capacitar ao menos mais um punhado de pessoas a participar do debate sobre o futuro da nossa espécie, terei realizado minha tarefa.     Meu primeiro livro, Sapiens, investigou o passado humano, examinando como um macaco insignificante dominou a Terra.        Homo Deus, meu segundo livro, explorou o futuro da vida a longo prazo, contemplando como os humanos finalmente se tornarão deuses, e qual pode ser o destino final da inteligência e da consciência.       Neste livro quero analisar mais de perto o aqui e o agora. Meu foco está nas questões atuais e no futuro imediato das sociedades humanas. O que está acontecendo neste momento? Quais são os maiores desafios e escolhas de hoje? Qual deve ser o foco de nossa atenção? O que devemos ensinar a nossos filhos?
HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 11-12.

Relacionando os dois trechos negritados no texto acima, é INCORRETO afirmar que o autor considera que 
Alternativas
Q3082243 Português
        A influencer Jade Picon foi à praia no Rio usando um boné de R$2 mil. Enquanto isso... cientistas equiparam células do sistema imunológico de porcos com “mochilas anti-inflamatórias” que ajudam a tratar concussão cerebral (Universidade Harvard); uma bactéria da pele foi modificada para tratar acne severa sem o uso de antibióticos (Universitat Pompeu Fabra, Espanha); uma universitária americana conseguiu cultivar grão de bico em poeira lunar artificial (Texas A&M College); e pesquisadores suíços criaram um “abacate robô”, no formato dessa fruta, para monitorar árvores (Swiss Natural Science Foundation).
CAPARROZ, Leo. Supernovas. Superinteressante. Ed. 460.10 fev., 2024. São Paulo: Editora Abril.

No trecho acima, a expressão “Enquanto isso” separa dois tipos de informação de natureza e relevância muito distintas. Ao proceder assim, o autor
Alternativas
Q3082241 Português
      Um estudo publicado na revista Science nesta quinta-feira (14) revela que o sistema nervoso humano está naturalmente programado para sentir medo — como quando ouvimos ruídos estranhos no escuro ou quando um animal que está rosnando se aproxima.       A resposta ao medo serve como um aviso para que a pessoa permaneça em alerta, servindo como mecanismo de defesa para evitar situações perigosas. Entretanto, se o indivíduo sentir medo sem estar diante de situações ameaçadoras, seu bem-estar pode ser prejudicado.      Pessoas que vivenciaram incidentes de risco de vida ou estresse grave podem ter medo em episódios que não apresentam uma real ameaça. E isso pode gerar danos psicológicos a longo prazo, como o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).      A nova pesquisa foi realizada por neurobiólogos da Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA. A equipe identificou quais mudanças ocorrem na bioquímica do cérebro e mapeou os circuitos neurais que causam o medo generalizado.
Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/comportamento/noticia/2024/03/voce-tem-medo-estudoidentifica-rota-cerebral-que-leva-a-esse-sentimento.ghtml. Acesso em: 16 mar. 2024. De acordo com o trecho, o estudo publicado na revista Science sugere que

De acordo com o trecho, o estudo publicado na revista Science sugere que
Alternativas
Q3082239 Português
       Se a história da fotografia manipulada de Catherine Middleton, a princesa de Gales, parece material para sites de fofoca, não é. Vivemos o tempo dos deepfakes, das imagens falsificadas, da desinformação. Se a Coroa britânica às vezes engana, tem cara de reportagem para tabloides e não coisa para gente séria, ela segue sendo uma instituição do Estado britânico. Uma instituição que dá seu retorno em sedução diplomática, dinheiro de turismo e habilidade de mobilização civil. A família Windsor é paga pelo Estado para botar roupas bacanas, emanar fantasia e ser fotografada por onde anda, enquanto compõe a ideia do que é ser britânico. É muito poderosa essa ferramenta de representar a essência de um país. Esse é o papel dos Windsors e, aos trancos e barrancos, eles o exercem.        A princesa não é vista em público desde o Natal oficial, no dia 25 de dezembro. Em meados de janeiro, deu entrada num hospital para uma “cirurgia abdominal” que disseram ser planejada. Nunca mais apareceu até que, na sexta-feira da semana passada, foi divulgada uma fotografia sua com os três filhos atribuída ao príncipe William, seu marido e herdeiro do trono. Como se tivesse sacado o iPhone, clicado e mandado distribuir. As agências de notícias fizeram seu trabalho disparando o registro para jornais, revistas e sites em todo o mundo. Algumas horas depois, a retiraram. [...]
Disponível em: https://oglobo.globo.com/opiniao/pedro-doria/coluna/2024/03/a-mentira-de-kate.ghtml. Acesso em: 16 mar. 2024.

No trecho acima, os termos destacados contribuem para a estrutura argumentativa ao
Alternativas
Q3082237 Português
   Como muitos adolescentes, ele tinha uma banda. E, como muitos adolescentes, tinha de aceitar a dura realidade: nem todas as bandas são reconhecidas, nem todas fazem sucesso. E, como muitos adolescentes, fez o que podia fazer: pediu licença ao pai para usar a garagem da casa como estúdio.     O pai concordou. Em primeiro lugar, porque queria ajudar o filho e seus talentosos companheiros. Depois, porque seria muito melhor que tocassem na garagem, isolada da casa, do que no quarto, de onde infernizavam a vida dos familiares e dos vizinhos. E, por último, porque a garagem estava vazia. O homem não tinha carro; possuía habilitação, mas não gostava de dirigir, e não dirigia.           Comprara uma casa com garagem, claro, porque todas as casas têm garagem, mas por muito tempo usara-a apenas como depósito para umas poucas malas e para jornais velhos.    Ceder a garagem, portanto, parecia-lhe uma boa solução, mesmo porque provavelmente era coisa para pouco tempo. Ou a banda se tornaria profissional, o que era improvável, ou os jovens cansariam daquilo.     O que nem ele nem ninguém poderia imaginar era a surpresa que a sorte lhes preparava. Um colega de trabalho ofereceu-lhe uma rifa de automóvel. Ele não estava interessado, mas para ajudar uma boa causa (a rifa beneficiaria um asilo de idosos), comprou um número. Veio o sorteio e ele, que nunca ganhava nada, foi contemplado: foi-lhe entregue um novo e reluzente automóvel.     A primeira coisa que pensou foi em vender o veículo. Mas o chefe tinha uma proposta: se você dirigir, disse, eu posso lhe encarregar das vendas de nossa empresa em várias cidades, e você vai ganhar muito mais.     E aí estava criado o dilema. Porque o uso do automóvel seria esporádico, alguns dias por mês. O resto do tempo ficaria parado. Na garagem da casa, naturalmente. Quando anunciou a novidade ao filho, esse ficou furioso. Perderia então o seu lugar de ensaios? Justamente no momento em que a banda estava engrenando? Não, não podia concordar com isso. A discussão azedou, a mãe e outros irmãos entraram na briga.    Por fim, e milagrosamente (graças a um tio que tinha fama de conciliador) chegaram a uma solução: os rapazes da banda continuariam ensaiando na garagem. O carro permaneceria lá, o que tornava a situação um pouco incômoda, mas seria melhor do que procurar um outro lugar para fazer música.     Um dia, quando os rapazes estavam tocando, o homem entrou na garagem e ligou o carro para sair. Aquilo foi, para o filho, uma súbita inspiração: por que não combinar o som do motor com os instrumentos musicais? Experimentaram isso, acelerando e desacelerando a máquina, fazendo soar a buzina de vez em quando, e o resultado foi surpreendente. Tão surpreendente que muita gente veio ouvi-los; foram até convidados para um show numa tevê local. São considerados os pioneiros em um novo movimento, o da música motorizada.     O carro, agora, é da banda. O pai está pensando em comprar outro automóvel. Só não sabe onde vai guardá-lo.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0103201002. Acesso em: 26 fev. 2024

O texto se estabelece por meio de uma sequência textual predominantemente narrativa, que se caracteriza por
Alternativas
Q3082049 Português


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/matheus-schuch/noticia/2024/09/governo-federal-e-bancocentral-irao-monitorar-endividamento-dos-brasileiros-com-apostas-cm1av7g8a00yo0133fly0xdud.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:

I. Em relação aos valores arrecados com a regularização das apostas, a Fazenda tem a intenção de destinar integralmente a receita à preparação de profissionais da saúde no combate à dependência em bets.
PORQUE
II. Atualmente, o Ministério da Saúde não está envolvido em nenhuma ação cujo objetivo seja promover campanhas informativas relacionadas aos riscos da dependência em jogos de apostas.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3082048 Português


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/matheus-schuch/noticia/2024/09/governo-federal-e-bancocentral-irao-monitorar-endividamento-dos-brasileiros-com-apostas-cm1av7g8a00yo0133fly0xdud.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o significado do termo “pandemia”, localizado na linha 01, infere-se predominantemente que a realização de apostas online é vista pelo Ministério da Fazenda como: 
Alternativas
Q3082047 Português


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/matheus-schuch/noticia/2024/09/governo-federal-e-bancocentral-irao-monitorar-endividamento-dos-brasileiros-com-apostas-cm1av7g8a00yo0133fly0xdud.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. O Banco Central terá como principal função impor punições às famílias que comprometerem suas rendas com apostas.
II. A regulamentação permitirá o uso de cartões de crédito como forma de pagamento nas apostas online, facilitando o controle dos gastos dos apostadores.
III. A partir da regulamentação do setor, o governo exigirá que as empresas de apostas monitorem o tempo de tela e o excesso de gastos dos usuários como medidas para evitar dependência psicológica, por exemplo.

Quais estão corretas?
Alternativas
Respostas
6721: B
6722: C
6723: A
6724: C
6725: E
6726: A
6727: C
6728: B
6729: A
6730: D
6731: B
6732: B
6733: A
6734: D
6735: D
6736: B
6737: A
6738: E
6739: B
6740: C