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Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 51.584 questões

Q5887 Português
TEXTO I
MANDE SEU FUNCIONÁRIO PARA O MAR
     Tudo que o aventureiro americano Yvon Chouinard
     faz contraria dez entre dez livros de negócios. Dono de
     fábrica de roupas e artigos esportivos, ele pergunta a
     seus clientes, numa etiqueta estampada em cada roupa:
5   você realmente precisa disto? Alpinista de renome,
     surfista e ativista ecológico, ele se levanta de sua mesa
     e incita os 350 funcionários da sede da empresa, na
     cidade de Ventura, na Califórnia, a deixar seus postos
     e pegar suas pranchas de surfe tão logo as ondas
10 sobem. Aos 67 anos de idade, ele vai junto. Resultado:
     a empresa, que faturou US$ 270 milhões em 2006, foi
     considerada pela revista Fortune a mais cool do mundo,
     em uma reportagem de capa.
     Isso não quer dizer que seus funcionários sejam
15  preguiçosos, apesar do ambiente maneiro. A equipe é
     motivada e gabaritada, como o perfeccionismo do dono
     exige. Para cada vaga que abre, a companhia recebe
     cerca de 900 currículos - como o do jovem Scott
     Robinson, de 26 anos, que, com dois MBAs no bolso e
20  passagens por outras empresas, implorou para ser
     aceito como estoquista de uma das lojas (ganhou o
     posto). Robinson justificou: "Queria trabalhar numa
     companhia conduzida por valores". Que valores são
     esses? "Negócios podem ser lucrativos sem perder a
25  alma", diz Chouinard.
     Essa alma está no parque de Yosemite, onde, nos
     anos 60, Chouinard se reunia com a elite do alpinismo
     para escalar paredões de granito. Foi quando começou
     a fabricar pinos de escalada de alumínio, reutilizáveis,
30 uma novidade. Vendia-os a US$ 1,50. Em 1972, nascia
     a empresa, com o objetivo de criar roupas para esportes
     mais duráveis e de pouco impacto ao meio ambiente.
     A filosofia do alpinismo - não importa só aonde você
     chega, mas como você chega - foi adotada nos
35  negócios. O lucro não seria uma meta, mas a
     conseqüência do trabalho bem-feito. A empresa foi
     pioneira no uso de algodão orgânico (depois adotado
     por outras marcas), fabricou jaquetas com garrafas
     plásticas usadas e passou a utilizar poliéster reciclado.
40  Hoje, o filho de Chouinard, Fletcher, de 31 anos,
     desenvolve pranchas de surfe sem materiais tóxicos
     que diz serem mais leves e resistentes que as atuais.
     Chouinard, que se define como um antiempresário, virou
     tema de estudo em escolas de negócios. Quando dá
45  palestras em Stanford ou Harvard, não sobra lugar.
     Nem de pé.

Revista Época Negócios. jun. 2007. (Adaptado)
A grande competição que ocorre para preenchimento de uma vaga nessa empresa deve-se à(s)
Alternativas
Q5886 Português
TEXTO I
MANDE SEU FUNCIONÁRIO PARA O MAR
     Tudo que o aventureiro americano Yvon Chouinard
     faz contraria dez entre dez livros de negócios. Dono de
     fábrica de roupas e artigos esportivos, ele pergunta a
     seus clientes, numa etiqueta estampada em cada roupa:
5   você realmente precisa disto? Alpinista de renome,
     surfista e ativista ecológico, ele se levanta de sua mesa
     e incita os 350 funcionários da sede da empresa, na
     cidade de Ventura, na Califórnia, a deixar seus postos
     e pegar suas pranchas de surfe tão logo as ondas
10 sobem. Aos 67 anos de idade, ele vai junto. Resultado:
     a empresa, que faturou US$ 270 milhões em 2006, foi
     considerada pela revista Fortune a mais cool do mundo,
     em uma reportagem de capa.
     Isso não quer dizer que seus funcionários sejam
15  preguiçosos, apesar do ambiente maneiro. A equipe é
     motivada e gabaritada, como o perfeccionismo do dono
     exige. Para cada vaga que abre, a companhia recebe
     cerca de 900 currículos - como o do jovem Scott
     Robinson, de 26 anos, que, com dois MBAs no bolso e
20  passagens por outras empresas, implorou para ser
     aceito como estoquista de uma das lojas (ganhou o
     posto). Robinson justificou: "Queria trabalhar numa
     companhia conduzida por valores". Que valores são
     esses? "Negócios podem ser lucrativos sem perder a
25  alma", diz Chouinard.
     Essa alma está no parque de Yosemite, onde, nos
     anos 60, Chouinard se reunia com a elite do alpinismo
     para escalar paredões de granito. Foi quando começou
     a fabricar pinos de escalada de alumínio, reutilizáveis,
30 uma novidade. Vendia-os a US$ 1,50. Em 1972, nascia
     a empresa, com o objetivo de criar roupas para esportes
     mais duráveis e de pouco impacto ao meio ambiente.
     A filosofia do alpinismo - não importa só aonde você
     chega, mas como você chega - foi adotada nos
35  negócios. O lucro não seria uma meta, mas a
     conseqüência do trabalho bem-feito. A empresa foi
     pioneira no uso de algodão orgânico (depois adotado
     por outras marcas), fabricou jaquetas com garrafas
     plásticas usadas e passou a utilizar poliéster reciclado.
40  Hoje, o filho de Chouinard, Fletcher, de 31 anos,
     desenvolve pranchas de surfe sem materiais tóxicos
     que diz serem mais leves e resistentes que as atuais.
     Chouinard, que se define como um antiempresário, virou
     tema de estudo em escolas de negócios. Quando dá
45  palestras em Stanford ou Harvard, não sobra lugar.
     Nem de pé.

Revista Época Negócios. jun. 2007. (Adaptado)
Na passagem "Isso não quer dizer que seus funcionários sejam preguiçosos, apesar do ambiente maneiro." (l. 14-15), o vocábulo destacado faz referência semântica a
Alternativas
Q5885 Português
TEXTO I
MANDE SEU FUNCIONÁRIO PARA O MAR
     Tudo que o aventureiro americano Yvon Chouinard
     faz contraria dez entre dez livros de negócios. Dono de
     fábrica de roupas e artigos esportivos, ele pergunta a
     seus clientes, numa etiqueta estampada em cada roupa:
5   você realmente precisa disto? Alpinista de renome,
     surfista e ativista ecológico, ele se levanta de sua mesa
     e incita os 350 funcionários da sede da empresa, na
     cidade de Ventura, na Califórnia, a deixar seus postos
     e pegar suas pranchas de surfe tão logo as ondas
10 sobem. Aos 67 anos de idade, ele vai junto. Resultado:
     a empresa, que faturou US$ 270 milhões em 2006, foi
     considerada pela revista Fortune a mais cool do mundo,
     em uma reportagem de capa.
     Isso não quer dizer que seus funcionários sejam
15  preguiçosos, apesar do ambiente maneiro. A equipe é
     motivada e gabaritada, como o perfeccionismo do dono
     exige. Para cada vaga que abre, a companhia recebe
     cerca de 900 currículos - como o do jovem Scott
     Robinson, de 26 anos, que, com dois MBAs no bolso e
20  passagens por outras empresas, implorou para ser
     aceito como estoquista de uma das lojas (ganhou o
     posto). Robinson justificou: "Queria trabalhar numa
     companhia conduzida por valores". Que valores são
     esses? "Negócios podem ser lucrativos sem perder a
25  alma", diz Chouinard.
     Essa alma está no parque de Yosemite, onde, nos
     anos 60, Chouinard se reunia com a elite do alpinismo
     para escalar paredões de granito. Foi quando começou
     a fabricar pinos de escalada de alumínio, reutilizáveis,
30 uma novidade. Vendia-os a US$ 1,50. Em 1972, nascia
     a empresa, com o objetivo de criar roupas para esportes
     mais duráveis e de pouco impacto ao meio ambiente.
     A filosofia do alpinismo - não importa só aonde você
     chega, mas como você chega - foi adotada nos
35  negócios. O lucro não seria uma meta, mas a
     conseqüência do trabalho bem-feito. A empresa foi
     pioneira no uso de algodão orgânico (depois adotado
     por outras marcas), fabricou jaquetas com garrafas
     plásticas usadas e passou a utilizar poliéster reciclado.
40  Hoje, o filho de Chouinard, Fletcher, de 31 anos,
     desenvolve pranchas de surfe sem materiais tóxicos
     que diz serem mais leves e resistentes que as atuais.
     Chouinard, que se define como um antiempresário, virou
     tema de estudo em escolas de negócios. Quando dá
45  palestras em Stanford ou Harvard, não sobra lugar.
     Nem de pé.

Revista Época Negócios. jun. 2007. (Adaptado)
"Tudo que o aventureiro americano Yvon Chouinard faz contraria dez entre dez livros de negócios." (l. 1-2) porque
Alternativas
Q2962326 Português

O texto abaixo serve de base para as questões 14 a 30.

HAMBÚRGUER
Márcio Bueno, A origem curiosa das palavras

Sanduíche de carne moída, temperada, ligada com ovo, amoldada em bife e frita na chapa. Em países de língua inglesa, há quem entenda que hamburger, se não é atualmente, pelo menos na sua origem foi um sanduíche de ham (presunto, em inglês) com burger (que deveria ser carne). A impressão foi reforçada quando surgiram variedades como o eggburger (ovo com carne) e o cheeseburger (queijo com carne). Mas a história é bem diferente – hambúrguer nunca teve qualquer relação com o presunto. Tudo começou com nômades da Europa Oriental e Ásia, que costumavam comer carne crua finamente cortada. Inspirados neste hábito, no início do século XVIII marinheiros alemães do porto de Hamburgo inovaram, passando a cozinhar a carne. Quem levou para os Estados Unidos a receita de carne moída temperada, amassada em bolinhos redondos e frita como um bife, foram imigrantes alemães. O alimento começou a ser chamado de Hamburg steak (bife de Hamburgo), nome que em pouco tempo foi encurtado para hamburger. Com certa freqüência divulga-se que o sanduíche foi inventado nos Estados Unidos, mas a participação dos norte-americanos foi apenas juntar ao bife o pão.

"Coma hambúrguer no McDonalds: é mais barato e mais americano!"; tratando-se de um texto argumentativo, só NÃO podemos dizer que:

Alternativas
Q2962306 Português

Da frase de Victor Hugo: "Quando não somos inteligíveis é porque não somos inteligentes", NÃO se pode deduzir da frase que:

Alternativas
Q2954709 Português

TEXTO 1



SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo



     O teste definitivo para você saber se você está ou não integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que você faz quando liga para alguém e quem atende é uma máquina.


     Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue) pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar a mensagem.


     É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala, travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho. Não é nem monólogo. É diálogo só de um.


     - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.


     O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.


     Sei de gente que muda a voz para falar com secretária eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a mensagem porque errou a colocação do pronome.


     Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados, limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:


     - De Augustín Lara...


     E gravam um bolero.


     Talvez seja a única atitude sensata. 

– "-Ahn, sim, bom, mmm..."; essas palavras indicam, por parte de quem é atendido pela secretária eletrônica:

Alternativas
Q2954705 Português

TEXTO 1



SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo



     O teste definitivo para você saber se você está ou não integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que você faz quando liga para alguém e quem atende é uma máquina.


     Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue) pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar a mensagem.


     É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala, travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho. Não é nem monólogo. É diálogo só de um.


     - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.


     O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.


     Sei de gente que muda a voz para falar com secretária eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a mensagem porque errou a colocação do pronome.


     Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados, limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:


     - De Augustín Lara...


     E gravam um bolero.


     Talvez seja a única atitude sensata. 

– O trecho entre parênteses no segundo parágrafo – que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue – tem a função de:

Alternativas
Q2954704 Português

TEXTO 1



SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo



     O teste definitivo para você saber se você está ou não integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que você faz quando liga para alguém e quem atende é uma máquina.


     Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue) pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar a mensagem.


     É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala, travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho. Não é nem monólogo. É diálogo só de um.


     - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.


     O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.


     Sei de gente que muda a voz para falar com secretária eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a mensagem porque errou a colocação do pronome.


     Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados, limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:


     - De Augustín Lara...


     E gravam um bolero.


     Talvez seja a única atitude sensata. 

- "A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida"; a "expectativa" referida no texto é a de que:

Alternativas
Q2954702 Português

TEXTO 1



SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo



     O teste definitivo para você saber se você está ou não integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que você faz quando liga para alguém e quem atende é uma máquina.


     Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue) pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar a mensagem.


     É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala, travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho. Não é nem monólogo. É diálogo só de um.


     - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.


     O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.


     Sei de gente que muda a voz para falar com secretária eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a mensagem porque errou a colocação do pronome.


     Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados, limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:


     - De Augustín Lara...


     E gravam um bolero.


     Talvez seja a única atitude sensata. 

– "Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema"? A pergunta final desse segmento:

Alternativas
Q2954701 Português

TEXTO 1



SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo



     O teste definitivo para você saber se você está ou não integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que você faz quando liga para alguém e quem atende é uma máquina.


     Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue) pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar a mensagem.


     É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala, travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho. Não é nem monólogo. É diálogo só de um.


     - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.


     O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.


     Sei de gente que muda a voz para falar com secretária eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a mensagem porque errou a colocação do pronome.


     Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados, limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:


     - De Augustín Lara...


     E gravam um bolero.


     Talvez seja a única atitude sensata. 

– O item em que a substituição do termo sublinhado NÃO é feita de forma adequada é:

Alternativas
Q2954693 Português

TEXTO 1



SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo



     O teste definitivo para você saber se você está ou não integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que você faz quando liga para alguém e quem atende é uma máquina.


     Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue) pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar a mensagem.


     É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala, travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho. Não é nem monólogo. É diálogo só de um.


     - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.


     O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.


     Sei de gente que muda a voz para falar com secretária eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a mensagem porque errou a colocação do pronome.


     Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados, limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:


     - De Augustín Lara...


     E gravam um bolero.


     Talvez seja a única atitude sensata. 

O item em que o termo sublinhado apresenta um significado que é específico, ao contrário dos demais, em que é vagamente geral, é:
Alternativas
Q2954692 Português

TEXTO 1



SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo



     O teste definitivo para você saber se você está ou não integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que você faz quando liga para alguém e quem atende é uma máquina.


     Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue) pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar a mensagem.


     É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala, travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho. Não é nem monólogo. É diálogo só de um.


     - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.


     O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.


     Sei de gente que muda a voz para falar com secretária eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a mensagem porque errou a colocação do pronome.


     Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados, limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:


     - De Augustín Lara...


     E gravam um bolero.


     Talvez seja a única atitude sensata. 

A frase do texto em que há claramente a personificação da secretária eletrônica por meio de uma ação humana que lhe é atribuída é:

Alternativas
Q2954690 Português

TEXTO 1



SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo



     O teste definitivo para você saber se você está ou não integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que você faz quando liga para alguém e quem atende é uma máquina.


     Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue) pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar a mensagem.


     É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala, travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho. Não é nem monólogo. É diálogo só de um.


     - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.


     O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.


     Sei de gente que muda a voz para falar com secretária eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a mensagem porque errou a colocação do pronome.


     Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados, limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:


     - De Augustín Lara...


     E gravam um bolero.


     Talvez seja a única atitude sensata. 

O item em que o vocábulo para tem significado diferente de todos os demais é:

Alternativas
Q2939408 Português
    Com 7 quilos e 3 meses de vida, o filhote de urso-polar chamado Knut, o mais novo habitante do zoológico de Berlim, tornou-se uma celebridade. O bichinho ganhou homenagens no festival de cinema berlinense, virou mascote de um time de hóquei e arrancou declarações derramadas do prefeito. Diariamente os jornais dão notícia sobre seu desenvolvimento.

    O que tem Knut de especial, além da fofura explícita? Ele é um dos raros ursos-polares nascidos em cativeiro. Fazia trinta anos que o zôo de Berlim tentava a reprodução da espécie, sem sucesso. Além disso, há três meses os ursospolares entraram para o rol dos animais ameaçados de extinção, pois o aquecimento global vem diminuindo rapidamente a calota de gelo onde eles vivem, no Ártico. A reprodução em cativeiro de animais em risco de extinção é sempre celebrada pelos cientistas e veterinários. Considera-se que essa é a maneira mais eficiente de garantir a preservação de uma espécie no planeta. Mas não se trata de um processo fácil. Primeiro, é preciso reproduzir com a maior fidelidade possível o habitat dos animais. Com isso, busca-se reduzir o stress provocado pelo confinamento.

     Os animais em cativeiro também perdem a capacidade de socialização. Em vez de se sentirem atraídos um pelo outro, macho e fêmea se estranham e lutam entre si. Para contornar o problema, é cada vez mais comum o uso de inseminação artificial. Esse processo tem garantido o sucesso da reprodução de pandas na China - 130 animais desde 2000. No Brasil, o procedimento é realizado em vários zoológicos pela Universidade Federal do Paraná e pela Universidade de São Paulo, para tentar salvar da extinção os lobos-guarás e as onças-pintadas.

     Em todo o mundo, governos e ONGs investem gordas verbas na conservação de espécies, financiando pesquisas e programas para salvar animais em extinção. As espécies contempladas, de modo geral, são aquelas que despertam encantamento pela beleza, como os pandas, ou pelo porte monumental, como os rinocerontes. Outros dois exemplos de animais que se reproduziram em cativeiro são o tigre de Sumatra e o orangotango. Os filhotes de ambas as espécies nasceram no zoológico Taman Safari, na Indonésia, e curiosamente se tornaram amigos. Na vida selvagem, os tigres são predadores dos primatas. Nos jardins do zôo os filhotes brincam juntos o dia inteiro. "A amizade terá vida curta", diz a veterinária responsável pelos animais. Eles terão de ser separados logo. O nascimento em cativeiro pode alterar o comportamento, mas não a natureza dos animais.

Na vida selvagem, os tigres são predadores dos primatas. Nos jardins do zôo os filhotes brincam juntos o dia inteiro. A amizade terá vida curta, diz a veterinária responsável pelos animais.

As frases acima formam um único período com lógica, clareza e correção, da seguinte maneira:

Alternativas
Q2939401 Português
    Com 7 quilos e 3 meses de vida, o filhote de urso-polar chamado Knut, o mais novo habitante do zoológico de Berlim, tornou-se uma celebridade. O bichinho ganhou homenagens no festival de cinema berlinense, virou mascote de um time de hóquei e arrancou declarações derramadas do prefeito. Diariamente os jornais dão notícia sobre seu desenvolvimento.

    O que tem Knut de especial, além da fofura explícita? Ele é um dos raros ursos-polares nascidos em cativeiro. Fazia trinta anos que o zôo de Berlim tentava a reprodução da espécie, sem sucesso. Além disso, há três meses os ursospolares entraram para o rol dos animais ameaçados de extinção, pois o aquecimento global vem diminuindo rapidamente a calota de gelo onde eles vivem, no Ártico. A reprodução em cativeiro de animais em risco de extinção é sempre celebrada pelos cientistas e veterinários. Considera-se que essa é a maneira mais eficiente de garantir a preservação de uma espécie no planeta. Mas não se trata de um processo fácil. Primeiro, é preciso reproduzir com a maior fidelidade possível o habitat dos animais. Com isso, busca-se reduzir o stress provocado pelo confinamento.

     Os animais em cativeiro também perdem a capacidade de socialização. Em vez de se sentirem atraídos um pelo outro, macho e fêmea se estranham e lutam entre si. Para contornar o problema, é cada vez mais comum o uso de inseminação artificial. Esse processo tem garantido o sucesso da reprodução de pandas na China - 130 animais desde 2000. No Brasil, o procedimento é realizado em vários zoológicos pela Universidade Federal do Paraná e pela Universidade de São Paulo, para tentar salvar da extinção os lobos-guarás e as onças-pintadas.

     Em todo o mundo, governos e ONGs investem gordas verbas na conservação de espécies, financiando pesquisas e programas para salvar animais em extinção. As espécies contempladas, de modo geral, são aquelas que despertam encantamento pela beleza, como os pandas, ou pelo porte monumental, como os rinocerontes. Outros dois exemplos de animais que se reproduziram em cativeiro são o tigre de Sumatra e o orangotango. Os filhotes de ambas as espécies nasceram no zoológico Taman Safari, na Indonésia, e curiosamente se tornaram amigos. Na vida selvagem, os tigres são predadores dos primatas. Nos jardins do zôo os filhotes brincam juntos o dia inteiro. "A amizade terá vida curta", diz a veterinária responsável pelos animais. Eles terão de ser separados logo. O nascimento em cativeiro pode alterar o comportamento, mas não a natureza dos animais.

O que tem Knut de especial, além da fofura explícita? (início do 2o parágrafo)

A frase aparece reescrita, com outras palavras, nas alternativas abaixo. O sentido original SÓ NÃO está respeitado em:

Alternativas
Q2939399 Português
    Com 7 quilos e 3 meses de vida, o filhote de urso-polar chamado Knut, o mais novo habitante do zoológico de Berlim, tornou-se uma celebridade. O bichinho ganhou homenagens no festival de cinema berlinense, virou mascote de um time de hóquei e arrancou declarações derramadas do prefeito. Diariamente os jornais dão notícia sobre seu desenvolvimento.

    O que tem Knut de especial, além da fofura explícita? Ele é um dos raros ursos-polares nascidos em cativeiro. Fazia trinta anos que o zôo de Berlim tentava a reprodução da espécie, sem sucesso. Além disso, há três meses os ursospolares entraram para o rol dos animais ameaçados de extinção, pois o aquecimento global vem diminuindo rapidamente a calota de gelo onde eles vivem, no Ártico. A reprodução em cativeiro de animais em risco de extinção é sempre celebrada pelos cientistas e veterinários. Considera-se que essa é a maneira mais eficiente de garantir a preservação de uma espécie no planeta. Mas não se trata de um processo fácil. Primeiro, é preciso reproduzir com a maior fidelidade possível o habitat dos animais. Com isso, busca-se reduzir o stress provocado pelo confinamento.

     Os animais em cativeiro também perdem a capacidade de socialização. Em vez de se sentirem atraídos um pelo outro, macho e fêmea se estranham e lutam entre si. Para contornar o problema, é cada vez mais comum o uso de inseminação artificial. Esse processo tem garantido o sucesso da reprodução de pandas na China - 130 animais desde 2000. No Brasil, o procedimento é realizado em vários zoológicos pela Universidade Federal do Paraná e pela Universidade de São Paulo, para tentar salvar da extinção os lobos-guarás e as onças-pintadas.

     Em todo o mundo, governos e ONGs investem gordas verbas na conservação de espécies, financiando pesquisas e programas para salvar animais em extinção. As espécies contempladas, de modo geral, são aquelas que despertam encantamento pela beleza, como os pandas, ou pelo porte monumental, como os rinocerontes. Outros dois exemplos de animais que se reproduziram em cativeiro são o tigre de Sumatra e o orangotango. Os filhotes de ambas as espécies nasceram no zoológico Taman Safari, na Indonésia, e curiosamente se tornaram amigos. Na vida selvagem, os tigres são predadores dos primatas. Nos jardins do zôo os filhotes brincam juntos o dia inteiro. "A amizade terá vida curta", diz a veterinária responsável pelos animais. Eles terão de ser separados logo. O nascimento em cativeiro pode alterar o comportamento, mas não a natureza dos animais.

Mas não se trata de um processo fácil. (2o parágrafo)

A frase acima se justifica no contexto porque

Alternativas
Q2939397 Português
    Com 7 quilos e 3 meses de vida, o filhote de urso-polar chamado Knut, o mais novo habitante do zoológico de Berlim, tornou-se uma celebridade. O bichinho ganhou homenagens no festival de cinema berlinense, virou mascote de um time de hóquei e arrancou declarações derramadas do prefeito. Diariamente os jornais dão notícia sobre seu desenvolvimento.

    O que tem Knut de especial, além da fofura explícita? Ele é um dos raros ursos-polares nascidos em cativeiro. Fazia trinta anos que o zôo de Berlim tentava a reprodução da espécie, sem sucesso. Além disso, há três meses os ursospolares entraram para o rol dos animais ameaçados de extinção, pois o aquecimento global vem diminuindo rapidamente a calota de gelo onde eles vivem, no Ártico. A reprodução em cativeiro de animais em risco de extinção é sempre celebrada pelos cientistas e veterinários. Considera-se que essa é a maneira mais eficiente de garantir a preservação de uma espécie no planeta. Mas não se trata de um processo fácil. Primeiro, é preciso reproduzir com a maior fidelidade possível o habitat dos animais. Com isso, busca-se reduzir o stress provocado pelo confinamento.

     Os animais em cativeiro também perdem a capacidade de socialização. Em vez de se sentirem atraídos um pelo outro, macho e fêmea se estranham e lutam entre si. Para contornar o problema, é cada vez mais comum o uso de inseminação artificial. Esse processo tem garantido o sucesso da reprodução de pandas na China - 130 animais desde 2000. No Brasil, o procedimento é realizado em vários zoológicos pela Universidade Federal do Paraná e pela Universidade de São Paulo, para tentar salvar da extinção os lobos-guarás e as onças-pintadas.

     Em todo o mundo, governos e ONGs investem gordas verbas na conservação de espécies, financiando pesquisas e programas para salvar animais em extinção. As espécies contempladas, de modo geral, são aquelas que despertam encantamento pela beleza, como os pandas, ou pelo porte monumental, como os rinocerontes. Outros dois exemplos de animais que se reproduziram em cativeiro são o tigre de Sumatra e o orangotango. Os filhotes de ambas as espécies nasceram no zoológico Taman Safari, na Indonésia, e curiosamente se tornaram amigos. Na vida selvagem, os tigres são predadores dos primatas. Nos jardins do zôo os filhotes brincam juntos o dia inteiro. "A amizade terá vida curta", diz a veterinária responsável pelos animais. Eles terão de ser separados logo. O nascimento em cativeiro pode alterar o comportamento, mas não a natureza dos animais.

O fato que justifica a escolha por inseminação artificial em zoológicos de todo o mundo é:

Alternativas
Q2939396 Português
    Com 7 quilos e 3 meses de vida, o filhote de urso-polar chamado Knut, o mais novo habitante do zoológico de Berlim, tornou-se uma celebridade. O bichinho ganhou homenagens no festival de cinema berlinense, virou mascote de um time de hóquei e arrancou declarações derramadas do prefeito. Diariamente os jornais dão notícia sobre seu desenvolvimento.

    O que tem Knut de especial, além da fofura explícita? Ele é um dos raros ursos-polares nascidos em cativeiro. Fazia trinta anos que o zôo de Berlim tentava a reprodução da espécie, sem sucesso. Além disso, há três meses os ursospolares entraram para o rol dos animais ameaçados de extinção, pois o aquecimento global vem diminuindo rapidamente a calota de gelo onde eles vivem, no Ártico. A reprodução em cativeiro de animais em risco de extinção é sempre celebrada pelos cientistas e veterinários. Considera-se que essa é a maneira mais eficiente de garantir a preservação de uma espécie no planeta. Mas não se trata de um processo fácil. Primeiro, é preciso reproduzir com a maior fidelidade possível o habitat dos animais. Com isso, busca-se reduzir o stress provocado pelo confinamento.

     Os animais em cativeiro também perdem a capacidade de socialização. Em vez de se sentirem atraídos um pelo outro, macho e fêmea se estranham e lutam entre si. Para contornar o problema, é cada vez mais comum o uso de inseminação artificial. Esse processo tem garantido o sucesso da reprodução de pandas na China - 130 animais desde 2000. No Brasil, o procedimento é realizado em vários zoológicos pela Universidade Federal do Paraná e pela Universidade de São Paulo, para tentar salvar da extinção os lobos-guarás e as onças-pintadas.

     Em todo o mundo, governos e ONGs investem gordas verbas na conservação de espécies, financiando pesquisas e programas para salvar animais em extinção. As espécies contempladas, de modo geral, são aquelas que despertam encantamento pela beleza, como os pandas, ou pelo porte monumental, como os rinocerontes. Outros dois exemplos de animais que se reproduziram em cativeiro são o tigre de Sumatra e o orangotango. Os filhotes de ambas as espécies nasceram no zoológico Taman Safari, na Indonésia, e curiosamente se tornaram amigos. Na vida selvagem, os tigres são predadores dos primatas. Nos jardins do zôo os filhotes brincam juntos o dia inteiro. "A amizade terá vida curta", diz a veterinária responsável pelos animais. Eles terão de ser separados logo. O nascimento em cativeiro pode alterar o comportamento, mas não a natureza dos animais.

De acordo com o texto,

I. animais que nascem em cativeiro apresentam alterações no instinto característico da espécie.

II. organizações e cientistas buscam, em todo o mundo, obter reprodução em cativeiro de animais ameaçados de extinção.

III. filhotes de animais ameaçados de extinção podem tornar-se atração em zoológicos, despertando sentimentos de afeto nas pessoas.

Está correto o que se afirma APENAS em

Alternativas
Q2939394 Português
As condições de vida no Centro-Oeste se aproximaram das do Sul e do Sudeste, no período entre 1995 e 2005. Já as do Norte e do Nordeste ainda estão bem distantes. Esta última foi a região que mais evoluiu proporcionalmente no período, mas continua em pior situação geral que as demais
São os principais retratos obtidos com o Índice de Desenvolvimento Social (IDS) que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de divulgar. O IDS é formado a partir de dados de saúde, educação e renda extraídos de pesquisa realizada pelo IBGE. O IDS vai de 0, a pior avaliação, a 1, a melhor.
Todas as regiões melhoraram no período, mas não uniformemente. O IDS do Nordeste subiu de 0,13 para 0,30. O do Sudeste passou de 0,64 para 0,74 e o do Sul passou de 0,54 para 0,68. Sudeste e Sul mantiveram suas posições, respectivamente, de liderança e segundo lugar no ranking das melhores condições sociais e melhoraram indicadores de educação e saúde. No caso do Sul, houve também aumento de renda.
A região onde houve maior crescimento de renda foi o Centro-Oeste, com um salto no indicador. O BNDES não investigou as causas dessa variação de renda, mas é possível que isso se deva, pelo menos em parte, ao crescimento do agronegócio na região. Com isso, e com melhores resultados em educação e saúde, o IDS do Centro-Oeste, que em 1995 era de 0,44, relativamente próximo do índice da região Norte, cresceu para 0,61, bem perto do índice do Sul.
O índice do Norte passou de 0,32 para 0,36 de 1995 a 2005. Entre 2003 e 2005, a região sofreu redução em indicadores de saúde e educação, destoando das demais. As maiores desigualdades estão relacionadas à proporção de domicílios ligados à rede de esgotos. Enquanto essa proporção é de 8,3% no Norte, no Sudeste ela é dez vezes isso: 83,5% das residências são ligadas à rede.

(Adaptado de Adriana Chiarini. O Estado de S. Paulo, Vida &, 25 de maio de 2007, A19) 

São os principais retratos obtidos com o Índice de Desenvolvimento Social ...

É correto afirmar que a frase acima, que inicia o 2o parágrafo,

Alternativas
Q2939392 Português
As condições de vida no Centro-Oeste se aproximaram das do Sul e do Sudeste, no período entre 1995 e 2005. Já as do Norte e do Nordeste ainda estão bem distantes. Esta última foi a região que mais evoluiu proporcionalmente no período, mas continua em pior situação geral que as demais
São os principais retratos obtidos com o Índice de Desenvolvimento Social (IDS) que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de divulgar. O IDS é formado a partir de dados de saúde, educação e renda extraídos de pesquisa realizada pelo IBGE. O IDS vai de 0, a pior avaliação, a 1, a melhor.
Todas as regiões melhoraram no período, mas não uniformemente. O IDS do Nordeste subiu de 0,13 para 0,30. O do Sudeste passou de 0,64 para 0,74 e o do Sul passou de 0,54 para 0,68. Sudeste e Sul mantiveram suas posições, respectivamente, de liderança e segundo lugar no ranking das melhores condições sociais e melhoraram indicadores de educação e saúde. No caso do Sul, houve também aumento de renda.
A região onde houve maior crescimento de renda foi o Centro-Oeste, com um salto no indicador. O BNDES não investigou as causas dessa variação de renda, mas é possível que isso se deva, pelo menos em parte, ao crescimento do agronegócio na região. Com isso, e com melhores resultados em educação e saúde, o IDS do Centro-Oeste, que em 1995 era de 0,44, relativamente próximo do índice da região Norte, cresceu para 0,61, bem perto do índice do Sul.
O índice do Norte passou de 0,32 para 0,36 de 1995 a 2005. Entre 2003 e 2005, a região sofreu redução em indicadores de saúde e educação, destoando das demais. As maiores desigualdades estão relacionadas à proporção de domicílios ligados à rede de esgotos. Enquanto essa proporção é de 8,3% no Norte, no Sudeste ela é dez vezes isso: 83,5% das residências são ligadas à rede.

(Adaptado de Adriana Chiarini. O Estado de S. Paulo, Vida &, 25 de maio de 2007, A19) 

Encontra-se no texto uma relação de causa e conseqüência, respectivamente, entre

Alternativas
Respostas
50501: C
50502: E
50503: D
50504: D
50505: E
50506: B
50507: C
50508: A
50509: C
50510: E
50511: D
50512: A
50513: B
50514: D
50515: A
50516: B
50517: C
50518: E
50519: A
50520: C