Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Disponível em< http://veja.abril.com.br/070905/p_102.html> Acesso em 06 mar 2014.
Após ler o trecho, assinale a alternativa que apresenta o título que resume seu conteúdo.
Disponível em< http://veja.abril.com.br/070905/p_102.html> Acesso em 06 mar 2014.
Diante do trecho acima, assinale a alternativa CORRETA.

Sobre a leitura do cartum, é CORRETO afirmar que
(MARCUSCHI, apud DIONÍSIO e BEZERRA, 2003,160p.)
A diferenciação feita pelo autor no objeto de ensino dos livros didáticos subjaz à compreensão de que
O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, e das quais até hoje sei o comecinho.
- Traduza aí “quousque tandem, Catilina, [abutere] patientia nostra" - dizia ele ao entanguido vestibulando.
- “Catilina, quanta paciência tens?" - retrucava o infeliz.
Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a plateia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.
—Ai, minha barriga! - exclamava ele. - Deus, ó Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária, Senhor meu Pai!
Pode-se imaginar o resto do exame. [...] Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.
- Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!
- “As margens plácidas" - respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.
- Por que não é indeterminado “ouviram, etc."?
- Porque o “as" de “as margens plácidas" não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no Hino. “Nem teme quem te adora a própria morte": sujeito: “quem te adora". Se pusermos na ordem direta...
- Chega! - berrou ele. - Dez! Vá para a glória! ABahia será sempre a Bahia!
O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, e das quais até hoje sei o comecinho.
- Traduza aí “quousque tandem, Catilina, [abutere] patientia nostra" - dizia ele ao entanguido vestibulando.
- “Catilina, quanta paciência tens?" - retrucava o infeliz.
Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a plateia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.
—Ai, minha barriga! - exclamava ele. - Deus, ó Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária, Senhor meu Pai!
Pode-se imaginar o resto do exame. [...] Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.
- Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!
- “As margens plácidas" - respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.
- Por que não é indeterminado “ouviram, etc."?
- Porque o “as" de “as margens plácidas" não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no Hino. “Nem teme quem te adora a própria morte": sujeito: “quem te adora". Se pusermos na ordem direta...
- Chega! - berrou ele. - Dez! Vá para a glória! ABahia será sempre a Bahia!
Não é possível estabelecer, ao contrário do que faz supor o emprego da expressão “Em consequência" (l.3), uma relação de causa e consequência entre as ideias expressas no primeiro e no segundo período do texto.
O resumo caracteriza-se como verboso, prolixo, apresentando linguagem refinada, o que prejudica sua compreensão.
Em termos de estrutura, o texto é constituído de uma soma entre análise literária, opinião da resenhista e informações externas ao texto resenhado.
No trecho: “e souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música" (l.14 - 15) a resenhista utiliza a preposição “e" como elemento expressivo do texto, enfatizando o sentido de adversidade entre os termos da enumeração.
Para a resenhista o encanto dos personagens que povoam as estórias de Velhos amigos está na familiaridade que eles mantêm com modelos de heróis do mundo antigo, seja no seu sofrimento, seja no seu heroísmo.
Segundo a autora da resenha, a unidade das estórias que compõem o livro Velhos amigos resulta sobretudo da rígida delimitação do gênero textual adotado pela escritora.
Ao principiar o texto com dois períodos interrogativos, a resenhista pretende chamar a atenção do leitor para questões propostas na obra Velhos amigos, como é possível inferir da sequência em que ela, após a indagação, apresenta sua argumentação.
Percebe-se, tanto pelo vocabulário quanto pela tonalidade do discurso, que a autora da resenha deseja imprimir ao seu texto um estilo de base objetiva, procurando elidir laivos de emotividade ao comentar o conjunto de estórias.
A resenhista credita a Velhos amigos o mérito de configurar-se como um conjunto de estórias capaz de despertar empatia e emoções nos leitores.
O emprego das aspas na expressão “teoria da mente" (l.16 e l.26-27) indica que ela é utilizada de modo irônico, por meio do qual o autor procura sutilmente contestar as conclusões da pesquisa por ele apresentada.
A ficção literária seria, de acordo com as conclusões da pesquisa aludidas no texto, eficaz para quem deseja construir uma perspectiva crítica dos assuntos do mundo cotidiano e aprimorar a fluência linguística.
O autor utiliza um estudo para confirmar sua opinião a respeito da importância da leitura de textos literários.
Segundo o autor, a capacidade de construção de situações e personagens ilógicos e irreais na literatura de ficção é decisiva na prevenção de psicopatologias graves.


