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Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 52.123 questões

Q604707 Português
“O homem nunca tirou tanto do meio ambiente como nos últimos cinquenta anos. O avanço acelerado sobre a natureza é o efeito colateral do nosso sucesso. Vista pela perspectiva dos avanços relativos de cada civilização, a nossa exibe brilho sem igual. A fartura inédita de alimentos, a tecnologia para salvar vidas e colocar foguetes na Lua e a compreensão científica dos fenômenos naturais nunca foram maiores. A contrapartida preocupante são a perda acelerada de biodiversidade e a degradação do meio ambiente, a pressão sobre os estoques de água potável, o excesso de pesca nos oceanos e indícios de mudanças climáticas causadas pela ação do homem. O que esse processo mostra é que os recursos naturais podem estar sendo consumidos em velocidade maior que a de reposição do planeta. Há o risco de não sobrar o suficiente para as gerações futuras."

Disponível em< http://veja.abril.com.br/070905/p_102.html> Acesso em 06 mar 2014.

Após ler o trecho, assinale a alternativa que apresenta o título que resume seu conteúdo. 
Alternativas
Q604706 Português
“O homem nunca tirou tanto do meio ambiente como nos últimos cinquenta anos. O avanço acelerado sobre a natureza é o efeito colateral do nosso sucesso. Vista pela perspectiva dos avanços relativos de cada civilização, a nossa exibe brilho sem igual. A fartura inédita de alimentos, a tecnologia para salvar vidas e colocar foguetes na Lua e a compreensão científica dos fenômenos naturais nunca foram maiores. A contrapartida preocupante são a perda acelerada de biodiversidade e a degradação do meio ambiente, a pressão sobre os estoques de água potável, o excesso de pesca nos oceanos e indícios de mudanças climáticas causadas pela ação do homem. O que esse processo mostra é que os recursos naturais podem estar sendo consumidos em velocidade maior que a de reposição do planeta. Há o risco de não sobrar o suficiente para as gerações futuras."

Disponível em< http://veja.abril.com.br/070905/p_102.html> Acesso em 06 mar 2014.

Diante do trecho acima, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q604705 Português
Observe a seguinte figura. 



A leitura de textos não verbais exige o uso de habilidades diferentes em relação aos textos verbais ou multimodais.

Sobre a leitura do cartum, é CORRETO afirmar que 
Alternativas
Q604700 Português
Um manual de Língua Portuguesa trata, obviamente, de Língua Portuguesa e não da Língua Portuguesa, já que, como todas as demais, também a LP é variada, multifacetada, heterogênea, não monolítica nem uniforme. O fato de todas as línguas serem heterogêneas e apresentarem variações constitui, talvez, o aspecto mais complexo no ensino da língua. Ainda não existem sugestões claras a respeito desse tratamento. Sabe-se apenas que se deve ensinar uma forma de uso da língua, mas é controversa a argumentação a respeito da seleção dessa variedade. Por isso mesmo é conveniente alertar pelo menos para a existência da variedade dialetal ou socioletal.

(MARCUSCHI, apud DIONÍSIO e BEZERRA, 2003,160p.) 

A diferenciação feita pelo autor no objeto de ensino dos livros didáticos subjaz à compreensão de que 
Alternativas
Q604695 Português
Para Bakhtin (2003), a tarefa do linguista deve focar
Alternativas
Q603679 Português


      Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. Acho inadmissível e mesmo chocante (no sentido antigo) um coroa não ser reacionário. Somos uma força histórica de grande valor. Se não agíssemos com o vigor necessário - evidentemente o condizente com a nossa condição provecta -, tudo sairia fora de controle, mais do que já está. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrá-lo às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).
      O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, e das quais até hoje sei o comecinho.
      Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos não se recuperaram inteiramente, pela vida afora. Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio, insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral de latim era particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão, para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava.
      - Traduza aí “quousque tandem, Catilina, [abutere] patientia nostra" - dizia ele ao entanguido vestibulando.
      - “Catilina, quanta paciência tens?" - retrucava o infeliz.
      Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a plateia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.
      —Ai, minha barriga! - exclamava ele. - Deus, ó Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária, Senhor meu Pai!
      Pode-se imaginar o resto do exame. [...] Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.
       O maior público das provas orais era o que já tinha ouvido falar alguma coisa do candidato e vinha vê-lo “dar um show". Eu dei show de português e inglês. O de português até que foi moleza, em certo sentido. O professor José Lima, de pé e tomando um cafezinho, me dirigiu as seguintes palavras aladas:
      - Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!
      - “As margens plácidas" - respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.
      - Por que não é indeterminado “ouviram, etc."?
      - Porque o “as" de “as margens plácidas" não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no Hino. “Nem teme quem te adora a própria morte": sujeito: “quem te adora". Se pusermos na ordem direta...
      - Chega! - berrou ele. - Dez! Vá para a glória! ABahia será sempre a Bahia!

RIBEIRO, João Ubaldo. Jornal Grande Bahia: 12 jun. 2013.
Em: "Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio..." (§ 3), o comentário entre parênteses tem, em relação ao sentido da oração anterior, o seguinte objetivo:
Alternativas
Q603646 Português


      Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. Acho inadmissível e mesmo chocante (no sentido antigo) um coroa não ser reacionário. Somos uma força histórica de grande valor. Se não agíssemos com o vigor necessário - evidentemente o condizente com a nossa condição provecta -, tudo sairia fora de controle, mais do que já está. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrá-lo às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).
      O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, e das quais até hoje sei o comecinho.
      Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos não se recuperaram inteiramente, pela vida afora. Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio, insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral de latim era particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão, para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava.
      - Traduza aí “quousque tandem, Catilina, [abutere] patientia nostra" - dizia ele ao entanguido vestibulando.
      - “Catilina, quanta paciência tens?" - retrucava o infeliz.
      Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a plateia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.
      —Ai, minha barriga! - exclamava ele. - Deus, ó Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária, Senhor meu Pai!
      Pode-se imaginar o resto do exame. [...] Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.
       O maior público das provas orais era o que já tinha ouvido falar alguma coisa do candidato e vinha vê-lo “dar um show". Eu dei show de português e inglês. O de português até que foi moleza, em certo sentido. O professor José Lima, de pé e tomando um cafezinho, me dirigiu as seguintes palavras aladas:
      - Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!
      - “As margens plácidas" - respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.
      - Por que não é indeterminado “ouviram, etc."?
      - Porque o “as" de “as margens plácidas" não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no Hino. “Nem teme quem te adora a própria morte": sujeito: “quem te adora". Se pusermos na ordem direta...
      - Chega! - berrou ele. - Dez! Vá para a glória! ABahia será sempre a Bahia!

RIBEIRO, João Ubaldo. Jornal Grande Bahia: 12 jun. 2013.
Em relação à narrativa apresentada, a leitura atenta revelar ser improcedente o seguinte comentário:
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUB Prova: CESPE - 2014 - FUB - Revisor de Textos |
Q601327 Português
Em relação a aspectos textuais do resumo apresentado acima, julgue o item subsequente.

Não é possível estabelecer, ao contrário do que faz supor o emprego da expressão “Em consequência" (l.3), uma relação de causa e consequência entre as ideias expressas no primeiro e no segundo período do texto.


Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUB Prova: CESPE - 2014 - FUB - Revisor de Textos |
Q601326 Português
Em relação a aspectos textuais do resumo apresentado acima, julgue o item subsequente.

O resumo caracteriza-se como verboso, prolixo, apresentando linguagem refinada, o que prejudica sua compreensão.


Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUB Prova: CESPE - 2014 - FUB - Revisor de Textos |
Q601307 Português
Ainda em relação ao texto, julgue o item seguinte.

Em termos de estrutura, o texto é constituído de uma soma entre análise literária, opinião da resenhista e informações externas ao texto resenhado.


Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUB Prova: CESPE - 2014 - FUB - Revisor de Textos |
Q601306 Português
Ainda em relação ao texto, julgue o item seguinte.

No trecho: “e souberam usar flores e frutos para alimento e adorno e música" (l.14 - 15) a resenhista utiliza a preposição “e" como elemento expressivo do texto, enfatizando o sentido de adversidade entre os termos da enumeração. 


Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUB Prova: CESPE - 2014 - FUB - Revisor de Textos |
Q601305 Português
Julgue o próximo item, relativo aos aspectos estruturais do texto e às ideias nele expressas.

Para a resenhista o encanto dos personagens que povoam as estórias de Velhos amigos está na familiaridade que eles mantêm com modelos de heróis do mundo antigo, seja no seu sofrimento, seja no seu heroísmo.


Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUB Prova: CESPE - 2014 - FUB - Revisor de Textos |
Q601304 Português
Julgue o próximo item, relativo aos aspectos estruturais do texto e às ideias nele expressas.

Segundo a autora da resenha, a unidade das estórias que compõem o livro Velhos amigos resulta sobretudo da rígida delimitação do gênero textual adotado pela escritora. 


Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUB Prova: CESPE - 2014 - FUB - Revisor de Textos |
Q601303 Português
Julgue o próximo item, relativo aos aspectos estruturais do texto e às ideias nele expressas.


Ao principiar o texto com dois períodos interrogativos, a resenhista pretende chamar a atenção do leitor para questões propostas na obra Velhos amigos, como é possível inferir da sequência em que ela, após a indagação, apresenta sua argumentação.


Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUB Prova: CESPE - 2014 - FUB - Revisor de Textos |
Q601300 Português
Julgue o próximo item, relativo aos aspectos estruturais do texto e às ideias nele expressas.


Percebe-se, tanto pelo vocabulário quanto pela tonalidade do discurso, que a autora da resenha deseja imprimir ao seu texto um estilo de base objetiva, procurando elidir laivos de emotividade ao comentar o conjunto de estórias.


Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUB Prova: CESPE - 2014 - FUB - Revisor de Textos |
Q601299 Português
Julgue o próximo item, relativo aos aspectos estruturais do texto e às ideias nele expressas.


A resenhista credita a Velhos amigos o mérito de configurar-se como um conjunto de estórias capaz de despertar empatia e emoções nos leitores.


Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUB Prova: CESPE - 2014 - FUB - Revisor de Textos |
Q601297 Português
Considerando a estrutura do texto e os conteúdos nele apresentados, julgue o item seguinte.

O emprego das aspas na expressão “teoria da mente" (l.16 e l.26-27) indica que ela é utilizada de modo irônico, por meio do qual o autor procura sutilmente contestar as conclusões da pesquisa por ele apresentada.


Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUB Prova: CESPE - 2014 - FUB - Revisor de Textos |
Q601296 Português
Considerando a estrutura do texto e os conteúdos nele apresentados, julgue o item seguinte.

A ficção literária seria, de acordo com as conclusões da pesquisa aludidas no texto, eficaz para quem deseja construir uma perspectiva crítica dos assuntos do mundo cotidiano e aprimorar a fluência linguística.


Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUB Prova: CESPE - 2014 - FUB - Revisor de Textos |
Q601295 Português
Considerando a estrutura do texto e os conteúdos nele apresentados, julgue o item seguinte.

O autor utiliza um estudo para confirmar sua opinião a respeito da importância da leitura de textos literários.


Alternativas
Ano: 2014 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: FUB Prova: CESPE - 2014 - FUB - Revisor de Textos |
Q601294 Português
Considerando a estrutura do texto e os conteúdos nele apresentados, julgue o item seguinte.

Segundo o autor, a capacidade de construção de situações e personagens ilógicos e irreais na literatura de ficção é decisiva na prevenção de psicopatologias graves.


Alternativas
Respostas
44821: D
44822: C
44823: B
44824: C
44825: B
44826: C
44827: B
44828: C
44829: E
44830: C
44831: E
44832: E
44833: E
44834: E
44835: E
44836: C
44837: E
44838: E
44839: C
44840: E