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Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 52.328 questões

Q1147853 Português

                             Animais de estimação


      O homem tem bicho de estimação desde que vivia nas cavernas. Hoje, porém, os animais domésticos alcançaram status de membro da família. Existe um mercado voltado para eles que vem crescendo muito. As pessoas sentem-se mais sós e os animais de estimação passaram a ser excelentes companhias. Muitos casais preferem criar um animal a ter um filho, alegando que o amor aos animais é completamente diferente do amor entre humanos: não tem cobrança nem críticas.

      Há os que afirmam receber mais amor e compreensão dos bichos do que dos filhos ou amigos.


(http://www.mulher.uol.com.br/comportamento. Acesso em 04.07.2015. Adaptado)

De acordo com o texto, no trecho contido no 1° parágrafo, – Existe um mercado voltado para eles que vem crescendo muito. – o pronome destacado refere-se a
Alternativas
Q1147852 Português

                             Animais de estimação


      O homem tem bicho de estimação desde que vivia nas cavernas. Hoje, porém, os animais domésticos alcançaram status de membro da família. Existe um mercado voltado para eles que vem crescendo muito. As pessoas sentem-se mais sós e os animais de estimação passaram a ser excelentes companhias. Muitos casais preferem criar um animal a ter um filho, alegando que o amor aos animais é completamente diferente do amor entre humanos: não tem cobrança nem críticas.

      Há os que afirmam receber mais amor e compreensão dos bichos do que dos filhos ou amigos.


(http://www.mulher.uol.com.br/comportamento. Acesso em 04.07.2015. Adaptado)

Conforme o texto, a preferência por animais mostra que as pessoas estão, em relação aos seres humanos, cansadas de
Alternativas
Q1147851 Português

                             Animais de estimação


      O homem tem bicho de estimação desde que vivia nas cavernas. Hoje, porém, os animais domésticos alcançaram status de membro da família. Existe um mercado voltado para eles que vem crescendo muito. As pessoas sentem-se mais sós e os animais de estimação passaram a ser excelentes companhias. Muitos casais preferem criar um animal a ter um filho, alegando que o amor aos animais é completamente diferente do amor entre humanos: não tem cobrança nem críticas.

      Há os que afirmam receber mais amor e compreensão dos bichos do que dos filhos ou amigos.


(http://www.mulher.uol.com.br/comportamento. Acesso em 04.07.2015. Adaptado)

De acordo com o texto, é correto afirmar que a relação das pessoas com os animais
Alternativas
Q1140779 Português

Para responder à questão, observe as representações de algumas das modalidades esportivas que serão disputadas nas Olimpíadas de 2016.


         

A modalidade esportiva disputada na água é
Alternativas
Q1140778 Português

Para responder à questão, observe as representações de algumas das modalidades esportivas que serão disputadas nas Olimpíadas de 2016.


         

A modalidade esportiva praticada com a participação de espécie animal é
Alternativas
Q1140777 Português

Para responder à questão, observe as representações de algumas das modalidades esportivas que serão disputadas nas Olimpíadas de 2016.


         

Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela com a modalidade esportiva em que a disputa é feita por equipes e não de forma individual.
Alternativas
Q1140776 Português

Para responder à questão, observe as representações de algumas das modalidades esportivas que serão disputadas nas Olimpíadas de 2016.


         

Assinale a alternativa que apresenta duas modalidades esportivas disputadas com uso de bola.
Alternativas
Q1140775 Português

                                   O sonho do Barão


      Depois de um intervalo de 1500 anos, alguém teve a ideia de resgatar uma competição nos moldes das Olimpíadas da Grécia antiga. Foi um historiador francês, conhecido como o Barão de Coubertin, que levou adiante o sonho de que o mundo pudesse juntar-se de tempos em tempos para um grande evento esportivo.

      A primeira Olimpíada da Era Moderna foi disputada em abril de 1896, onde participaram 241 atletas de 14 países. Eles competiram em nove modalidades de esportes.

      Dessa época para cá, a competição cresceu até tornar-se o maior evento esportivo da humanidade.

      Em relação à disputa esportiva, o Barão de Coubertin adotou um lema que se tornou famoso mundialmente: “O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade”.

          (O sonho de Coubertin – www.brasil2016.com.br – em 01.07.2015 – Adaptado)

O lema do Barão de Coubertin aplica-se
Alternativas
Q1140774 Português

                                   O sonho do Barão


      Depois de um intervalo de 1500 anos, alguém teve a ideia de resgatar uma competição nos moldes das Olimpíadas da Grécia antiga. Foi um historiador francês, conhecido como o Barão de Coubertin, que levou adiante o sonho de que o mundo pudesse juntar-se de tempos em tempos para um grande evento esportivo.

      A primeira Olimpíada da Era Moderna foi disputada em abril de 1896, onde participaram 241 atletas de 14 países. Eles competiram em nove modalidades de esportes.

      Dessa época para cá, a competição cresceu até tornar-se o maior evento esportivo da humanidade.

      Em relação à disputa esportiva, o Barão de Coubertin adotou um lema que se tornou famoso mundialmente: “O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade”.

          (O sonho de Coubertin – www.brasil2016.com.br – em 01.07.2015 – Adaptado)

Conforme o texto, na primeira Olimpíada da Era Moderna foram disputados
Alternativas
Q1140773 Português

                                   O sonho do Barão


      Depois de um intervalo de 1500 anos, alguém teve a ideia de resgatar uma competição nos moldes das Olimpíadas da Grécia antiga. Foi um historiador francês, conhecido como o Barão de Coubertin, que levou adiante o sonho de que o mundo pudesse juntar-se de tempos em tempos para um grande evento esportivo.

      A primeira Olimpíada da Era Moderna foi disputada em abril de 1896, onde participaram 241 atletas de 14 países. Eles competiram em nove modalidades de esportes.

      Dessa época para cá, a competição cresceu até tornar-se o maior evento esportivo da humanidade.

      Em relação à disputa esportiva, o Barão de Coubertin adotou um lema que se tornou famoso mundialmente: “O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade”.

          (O sonho de Coubertin – www.brasil2016.com.br – em 01.07.2015 – Adaptado)

Segundo o texto, as Olimpíadas da Era Moderna começaram em
Alternativas
Q1140772 Português

                                   O sonho do Barão


      Depois de um intervalo de 1500 anos, alguém teve a ideia de resgatar uma competição nos moldes das Olimpíadas da Grécia antiga. Foi um historiador francês, conhecido como o Barão de Coubertin, que levou adiante o sonho de que o mundo pudesse juntar-se de tempos em tempos para um grande evento esportivo.

      A primeira Olimpíada da Era Moderna foi disputada em abril de 1896, onde participaram 241 atletas de 14 países. Eles competiram em nove modalidades de esportes.

      Dessa época para cá, a competição cresceu até tornar-se o maior evento esportivo da humanidade.

      Em relação à disputa esportiva, o Barão de Coubertin adotou um lema que se tornou famoso mundialmente: “O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade”.

          (O sonho de Coubertin – www.brasil2016.com.br – em 01.07.2015 – Adaptado)

De acordo com o texto, quem teve o sonho de realizar as Olimpíadas novamente foi um
Alternativas
Q1140764 Português

                           Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016

      Durante o mês de agosto de 2016, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, acontecerão os próximos Jogos Olímpicos. A abertura será realizada no dia 5 e o encerramento no dia 21 de agosto. As duas cerimônias acontecerão no Estádio do Maracanã.

      Devem participar cerca de 12.500 atletas de 206 países, que disputarão as modalidades olímpicas.

      As Olimpíadas seguintes acontecerão na cidade de Tóquio, capital do Japão, em 2020.

(Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016 – www.suapesquisa.com.br em 01.07.2015 – Adaptado)

O texto informa que as Olimpíadas de 2020 serão realizadas
Alternativas
Q1140763 Português

                           Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016

      Durante o mês de agosto de 2016, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, acontecerão os próximos Jogos Olímpicos. A abertura será realizada no dia 5 e o encerramento no dia 21 de agosto. As duas cerimônias acontecerão no Estádio do Maracanã.

      Devem participar cerca de 12.500 atletas de 206 países, que disputarão as modalidades olímpicas.

      As Olimpíadas seguintes acontecerão na cidade de Tóquio, capital do Japão, em 2020.

(Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016 – www.suapesquisa.com.br em 01.07.2015 – Adaptado)

Segundo consta no texto, participarão das Olimpíadas de 2016 aproximadamente
Alternativas
Q1140762 Português

                           Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016

      Durante o mês de agosto de 2016, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, acontecerão os próximos Jogos Olímpicos. A abertura será realizada no dia 5 e o encerramento no dia 21 de agosto. As duas cerimônias acontecerão no Estádio do Maracanã.

      Devem participar cerca de 12.500 atletas de 206 países, que disputarão as modalidades olímpicas.

      As Olimpíadas seguintes acontecerão na cidade de Tóquio, capital do Japão, em 2020.

(Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016 – www.suapesquisa.com.br em 01.07.2015 – Adaptado)

O texto informa que a abertura e o encerramento das Olimpíadas de 2016 serão realizadas no
Alternativas
Q1140761 Português

                           Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016

      Durante o mês de agosto de 2016, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, acontecerão os próximos Jogos Olímpicos. A abertura será realizada no dia 5 e o encerramento no dia 21 de agosto. As duas cerimônias acontecerão no Estádio do Maracanã.

      Devem participar cerca de 12.500 atletas de 206 países, que disputarão as modalidades olímpicas.

      As Olimpíadas seguintes acontecerão na cidade de Tóquio, capital do Japão, em 2020.

(Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016 – www.suapesquisa.com.br em 01.07.2015 – Adaptado)

De acordo com o texto, as Olimpíadas do Rio de Janeiro acontecerão no mês de
Alternativas
Q1140760 Português

                           Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016

      Durante o mês de agosto de 2016, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, acontecerão os próximos Jogos Olímpicos. A abertura será realizada no dia 5 e o encerramento no dia 21 de agosto. As duas cerimônias acontecerão no Estádio do Maracanã.

      Devem participar cerca de 12.500 atletas de 206 países, que disputarão as modalidades olímpicas.

      As Olimpíadas seguintes acontecerão na cidade de Tóquio, capital do Japão, em 2020.

(Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016 – www.suapesquisa.com.br em 01.07.2015 – Adaptado)

Conforme informa o texto, os Jogos Olímpicos de 2016 serão realizados
Alternativas
Q1140262 Português

                                    Fora Uber! E leve o Facebook junto.

           Pode parecer conversa de tiozão, mas essa geração do polegar está cada dia

                 mais desconectada da   realidade. Não sei o que vai ser do mundo

                                       se essa modinha de internet pegar.


      Vou confessar uma coisa: acho uma grande sacanagem essa história de Uber. Não vou entrar no mérito sobre legalidade, ilegalidade, pirataria e regulamentação. Mas não me parece certo esse caminho, aparentemente sem volta, para uma vida facilitada pela internet e seus aplicativos.

      O Uber é um desses. Ele tira do cliente a experiência de caminhar até o ponto e negociar a corrida. Tira também o prazer de jogar roleta‐russa enquanto levantamos as mãos no fio da calçada e experimentamos as delícias do acaso: ao volante pode estar alguém que nos ensine as propriedades do chá de carqueja ou alguém que relate em detalhes as frieiras no pé esquerdo. Pode estar também alguém com o atalho para tudo, inclusive para exterminar a bandidagem, a corrupção, o tédio dos domingos e a própria frieira. Um amigo jura ter encontrado, certa feita, um taxista com uma tese bastante bem fundamentada sobre a mobilidade urbana: que São Paulo só teria jeito quando a Teodoro começasse a descer e a Cardeal, a subir.

      Nada contra o Uber. Tenho até amigos que são usuários. O que não gosto é dessa ideia de adaptar a vida a partir das inovações tecnológicas. Elas são o problema.

      Já não gostei quando começaram a oferecer o serviço em automóveis. Gostava mesmo era dos cavalos. Naquele tempo, sim, as coisas funcionavam: os taxistas criavam os equinos nos estábulos perto de casa. Podíamos acompanhar o desenvolvimento dos animais: a alimentação, o tratamento dos dentes, o ajuste da sela, a aplicação dos xampus para a crina. Não esses xampus comprados em qualquer farmácia, mas feitos em casa com babosa e amor.

      Quando os bichos estavam prontos, aí sim podíamos assobiar a eles, sentar na sela de trás e observar a frugalidade da paisagem enquanto o cavaleiro‐taxista nos falava sobre as sacanagens da monarquia testemunhadas por outros clientes. Não fossem aqueles passeios, jamais saberíamos, por exemplo, que o filho de Dom Pedro I era o verdadeiro dono da Friboi.

      Mas eu confesso também: gostava do tempo do imperador e até hoje não me conformo com esse aplicativo chamado República. Naquele tempo não recebíamos convites, o tempo todo, para nos mobilizar em campanhas e petições pela causa A ou B. Nem textões de Facebook de pessoas jogando em nossa cara o desconforto com nossos privilégios.

      Ninguém precisava dizer “sou contra”, “sou a favor, mas veja bem”, sobretudo mulheres. Elas cuidavam de nossos filhos e nós trazíamos o javali ao fim do dia. E ninguém reclamava. Hoje querem até ser presidente.

      Maldita inclusão digital.

      Antes, o que o soberano decidia estava decidido. Não tinha essa necessidade boba de participar e dar pitaco sobre tudo. Sobrava‐nos o resto do dia para escrever cartas, perfumar o papel, beijar a assinatura, colar o envelope, escolher a melhor roupa, o melhor chapéu, fazer a barba, chamar o táxi, montar no cavalo, viajar por dias até o posto dos Correios na capital, pagar o serviço com dinheiro, ser assaltado sem precisar lembrar a senha, voltar para casa e esperar a resposta do destinatário.

      Hoje em dia com um clique matamos todo esse procedimento. Podemos enviar mensagens sem precisar nos vestir – muitas vezes puxamos conversa sobretudo por NÃO estar com roupa alguma.

      Pense no tanto de trabalho eliminado desde que inventaram o botão “compartilhar”. Perderam o posto o lenhador, o sujeito que transformava madeira em papel, o fabricante de tinta, de caneta tinteira e da cola, o entregador de papel, o criador de cavalo, o cavaleiro...tudo com um clique.

      O resultado? O resultado é essa geração blasé que, em pleno almoço de família, pega o smartphone e mergulha num mundo paralelo de cristal líquido sem dar a mínima para os questionamentos educativos de pais, avós e tios sobre “e o vestibular?”, “tá estudando?”, “já tá rico?”, “e a namorada?”, “tá usando camisinha?”, “que brinquinho é esse?”, “seu amigo é meio esquisito, não?”, “e esse decote?”. Sem contar as conversar construtivas sobre as aleivosias da vida íntima da cunhada. Que não está à mesa.

      Pode parecer conversa de tiozão, mas essa geração do polegar está cada dia mais desconectada da realidade. Não sei o que vai ser do mundo se essa modinha de internet pegar.

(Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/cultura/fora‐uber‐e‐leve‐o‐facebook‐junto‐6001.html. Acesso em: 16/09/2015.)

Assinale a alternativa em que o termo sublinhado faz a correspondência INCORRETA.
Alternativas
Q1140261 Português

                                    Fora Uber! E leve o Facebook junto.

           Pode parecer conversa de tiozão, mas essa geração do polegar está cada dia

                 mais desconectada da   realidade. Não sei o que vai ser do mundo

                                       se essa modinha de internet pegar.


      Vou confessar uma coisa: acho uma grande sacanagem essa história de Uber. Não vou entrar no mérito sobre legalidade, ilegalidade, pirataria e regulamentação. Mas não me parece certo esse caminho, aparentemente sem volta, para uma vida facilitada pela internet e seus aplicativos.

      O Uber é um desses. Ele tira do cliente a experiência de caminhar até o ponto e negociar a corrida. Tira também o prazer de jogar roleta‐russa enquanto levantamos as mãos no fio da calçada e experimentamos as delícias do acaso: ao volante pode estar alguém que nos ensine as propriedades do chá de carqueja ou alguém que relate em detalhes as frieiras no pé esquerdo. Pode estar também alguém com o atalho para tudo, inclusive para exterminar a bandidagem, a corrupção, o tédio dos domingos e a própria frieira. Um amigo jura ter encontrado, certa feita, um taxista com uma tese bastante bem fundamentada sobre a mobilidade urbana: que São Paulo só teria jeito quando a Teodoro começasse a descer e a Cardeal, a subir.

      Nada contra o Uber. Tenho até amigos que são usuários. O que não gosto é dessa ideia de adaptar a vida a partir das inovações tecnológicas. Elas são o problema.

      Já não gostei quando começaram a oferecer o serviço em automóveis. Gostava mesmo era dos cavalos. Naquele tempo, sim, as coisas funcionavam: os taxistas criavam os equinos nos estábulos perto de casa. Podíamos acompanhar o desenvolvimento dos animais: a alimentação, o tratamento dos dentes, o ajuste da sela, a aplicação dos xampus para a crina. Não esses xampus comprados em qualquer farmácia, mas feitos em casa com babosa e amor.

      Quando os bichos estavam prontos, aí sim podíamos assobiar a eles, sentar na sela de trás e observar a frugalidade da paisagem enquanto o cavaleiro‐taxista nos falava sobre as sacanagens da monarquia testemunhadas por outros clientes. Não fossem aqueles passeios, jamais saberíamos, por exemplo, que o filho de Dom Pedro I era o verdadeiro dono da Friboi.

      Mas eu confesso também: gostava do tempo do imperador e até hoje não me conformo com esse aplicativo chamado República. Naquele tempo não recebíamos convites, o tempo todo, para nos mobilizar em campanhas e petições pela causa A ou B. Nem textões de Facebook de pessoas jogando em nossa cara o desconforto com nossos privilégios.

      Ninguém precisava dizer “sou contra”, “sou a favor, mas veja bem”, sobretudo mulheres. Elas cuidavam de nossos filhos e nós trazíamos o javali ao fim do dia. E ninguém reclamava. Hoje querem até ser presidente.

      Maldita inclusão digital.

      Antes, o que o soberano decidia estava decidido. Não tinha essa necessidade boba de participar e dar pitaco sobre tudo. Sobrava‐nos o resto do dia para escrever cartas, perfumar o papel, beijar a assinatura, colar o envelope, escolher a melhor roupa, o melhor chapéu, fazer a barba, chamar o táxi, montar no cavalo, viajar por dias até o posto dos Correios na capital, pagar o serviço com dinheiro, ser assaltado sem precisar lembrar a senha, voltar para casa e esperar a resposta do destinatário.

      Hoje em dia com um clique matamos todo esse procedimento. Podemos enviar mensagens sem precisar nos vestir – muitas vezes puxamos conversa sobretudo por NÃO estar com roupa alguma.

      Pense no tanto de trabalho eliminado desde que inventaram o botão “compartilhar”. Perderam o posto o lenhador, o sujeito que transformava madeira em papel, o fabricante de tinta, de caneta tinteira e da cola, o entregador de papel, o criador de cavalo, o cavaleiro...tudo com um clique.

      O resultado? O resultado é essa geração blasé que, em pleno almoço de família, pega o smartphone e mergulha num mundo paralelo de cristal líquido sem dar a mínima para os questionamentos educativos de pais, avós e tios sobre “e o vestibular?”, “tá estudando?”, “já tá rico?”, “e a namorada?”, “tá usando camisinha?”, “que brinquinho é esse?”, “seu amigo é meio esquisito, não?”, “e esse decote?”. Sem contar as conversar construtivas sobre as aleivosias da vida íntima da cunhada. Que não está à mesa.

      Pode parecer conversa de tiozão, mas essa geração do polegar está cada dia mais desconectada da realidade. Não sei o que vai ser do mundo se essa modinha de internet pegar.

(Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/cultura/fora‐uber‐e‐leve‐o‐facebook‐junto‐6001.html. Acesso em: 16/09/2015.)

Assinale a alternativa que NÃO apresenta a opinião do autor.
Alternativas
Q1140260 Português

                                    Fora Uber! E leve o Facebook junto.

           Pode parecer conversa de tiozão, mas essa geração do polegar está cada dia

                 mais desconectada da   realidade. Não sei o que vai ser do mundo

                                       se essa modinha de internet pegar.


      Vou confessar uma coisa: acho uma grande sacanagem essa história de Uber. Não vou entrar no mérito sobre legalidade, ilegalidade, pirataria e regulamentação. Mas não me parece certo esse caminho, aparentemente sem volta, para uma vida facilitada pela internet e seus aplicativos.

      O Uber é um desses. Ele tira do cliente a experiência de caminhar até o ponto e negociar a corrida. Tira também o prazer de jogar roleta‐russa enquanto levantamos as mãos no fio da calçada e experimentamos as delícias do acaso: ao volante pode estar alguém que nos ensine as propriedades do chá de carqueja ou alguém que relate em detalhes as frieiras no pé esquerdo. Pode estar também alguém com o atalho para tudo, inclusive para exterminar a bandidagem, a corrupção, o tédio dos domingos e a própria frieira. Um amigo jura ter encontrado, certa feita, um taxista com uma tese bastante bem fundamentada sobre a mobilidade urbana: que São Paulo só teria jeito quando a Teodoro começasse a descer e a Cardeal, a subir.

      Nada contra o Uber. Tenho até amigos que são usuários. O que não gosto é dessa ideia de adaptar a vida a partir das inovações tecnológicas. Elas são o problema.

      Já não gostei quando começaram a oferecer o serviço em automóveis. Gostava mesmo era dos cavalos. Naquele tempo, sim, as coisas funcionavam: os taxistas criavam os equinos nos estábulos perto de casa. Podíamos acompanhar o desenvolvimento dos animais: a alimentação, o tratamento dos dentes, o ajuste da sela, a aplicação dos xampus para a crina. Não esses xampus comprados em qualquer farmácia, mas feitos em casa com babosa e amor.

      Quando os bichos estavam prontos, aí sim podíamos assobiar a eles, sentar na sela de trás e observar a frugalidade da paisagem enquanto o cavaleiro‐taxista nos falava sobre as sacanagens da monarquia testemunhadas por outros clientes. Não fossem aqueles passeios, jamais saberíamos, por exemplo, que o filho de Dom Pedro I era o verdadeiro dono da Friboi.

      Mas eu confesso também: gostava do tempo do imperador e até hoje não me conformo com esse aplicativo chamado República. Naquele tempo não recebíamos convites, o tempo todo, para nos mobilizar em campanhas e petições pela causa A ou B. Nem textões de Facebook de pessoas jogando em nossa cara o desconforto com nossos privilégios.

      Ninguém precisava dizer “sou contra”, “sou a favor, mas veja bem”, sobretudo mulheres. Elas cuidavam de nossos filhos e nós trazíamos o javali ao fim do dia. E ninguém reclamava. Hoje querem até ser presidente.

      Maldita inclusão digital.

      Antes, o que o soberano decidia estava decidido. Não tinha essa necessidade boba de participar e dar pitaco sobre tudo. Sobrava‐nos o resto do dia para escrever cartas, perfumar o papel, beijar a assinatura, colar o envelope, escolher a melhor roupa, o melhor chapéu, fazer a barba, chamar o táxi, montar no cavalo, viajar por dias até o posto dos Correios na capital, pagar o serviço com dinheiro, ser assaltado sem precisar lembrar a senha, voltar para casa e esperar a resposta do destinatário.

      Hoje em dia com um clique matamos todo esse procedimento. Podemos enviar mensagens sem precisar nos vestir – muitas vezes puxamos conversa sobretudo por NÃO estar com roupa alguma.

      Pense no tanto de trabalho eliminado desde que inventaram o botão “compartilhar”. Perderam o posto o lenhador, o sujeito que transformava madeira em papel, o fabricante de tinta, de caneta tinteira e da cola, o entregador de papel, o criador de cavalo, o cavaleiro...tudo com um clique.

      O resultado? O resultado é essa geração blasé que, em pleno almoço de família, pega o smartphone e mergulha num mundo paralelo de cristal líquido sem dar a mínima para os questionamentos educativos de pais, avós e tios sobre “e o vestibular?”, “tá estudando?”, “já tá rico?”, “e a namorada?”, “tá usando camisinha?”, “que brinquinho é esse?”, “seu amigo é meio esquisito, não?”, “e esse decote?”. Sem contar as conversar construtivas sobre as aleivosias da vida íntima da cunhada. Que não está à mesa.

      Pode parecer conversa de tiozão, mas essa geração do polegar está cada dia mais desconectada da realidade. Não sei o que vai ser do mundo se essa modinha de internet pegar.

(Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/cultura/fora‐uber‐e‐leve‐o‐facebook‐junto‐6001.html. Acesso em: 16/09/2015.)

De acordo com o texto, infere‐se que o autor
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Q1140233 Português

Refugiados: enfim, a Europa se curva

No auge da crise migratória, o continente aceita receber mais estrangeiros.  

O desafio agora é como integrá‐los à sociedade.


      Era abril quando mais de 1.3 mil pessoas haviam morrido na travessia do Mar Mediterrâneo para a Europa, um número recorde, e o filósofo e escritor italiano Umberto Eco foi questionado pelo jornal português Expresso como via a tragédia. “A Europa irá mudar de cor, tal como os Estados Unidos”, disse. Eco se referia à previsão de que, até 2050, os brancos deixarão de ser a maioria da população americana. “Esse é um processo que demorará muito tempo e custará muito sangue.” Diante da atual crise de migrantes e refugiados pela qual passa o continente, que recebeu 350 mil estrangeiros até agosto, o diagnóstico de Eco não poderia ter sido mais preciso. Na semana passada, enquanto cidadãos de diversos países receberam os refugiados com mensagens de boas vindas, alimentos e roupas, as autoridades da União Europeia se curvaram à gravidade da situação, e decidiram abrir as fronteiras para acolher 160 mil pessoas e dividi‐las entre os 22 países do bloco. A maioria vai para Alemanha, França e Espanha. O processo continua sangrento – ao menos 2,5 mil pessoas já desapareceram no Mediterrâneo –, mas pode ser o propulsor de uma nova Europa, talvez mais solidária e certamente mais colorida.

      Cada vez mais, a economia do continente precisa de mão‐de‐obra jovem para continuar avançando e, sobretudo, reduzir a pressão sobre o sistema de aposentadorias e pensões. Por isso, além das óbvias razões humanitárias, receber os refugiados é uma questão prática. Nos cálculos da Comissão Europeia, cada mulher tem, em média, 1,5 filho hoje. O mesmo relatório concluiu que, nos próximos anos, a “população europeia se tornará cada vez mais grisalha”. Na Alemanha, onde, desde 1972, morre mais gente do que nasce, o fator de equilíbrio que tem feito a população crescer é justamente o saldo positivo da chegada de imigrantes.

      A recente onda de solidariedade começou em Berlim, que suspendeu a Convenção de Dublin e permitiu que refugiados sírios pedissem asilo diretamente à Alemanha, mesmo que esse não fosse o primeiro país aonde chegaram. Mais do que isso, num esforço para ajudá‐los a conseguir emprego e torná‐los produtivos, o governo de Angela Merkel prometeu aumentar a oferta de cursos intensivos de alemão e programas de treinamento a pessoas em busca de asilo. Com capacidade para receber meio milhão de refugiados por ano (em 2015, já foram 450 mil), o país deve empregar 6 bilhões de euros nessa crise.

      Enquanto a Europa desperta para a nova realidade, em que a miscigenação ganha importância, a religião permanece como um dos principais entraves para a integração. Ainda que não existam dados consolidados sobre o tema, as nações que mais exportam migrantes, Síria e Afeganistão, são de maioria muçulmana e representantes de países como Hungria, Bulgária e Chipre já disseram preferir os cristãos aos muçulmanos com o argumento de que aqueles se adaptariam melhor aos costumes locais. Indiferente às críticas sobre discriminação, a Áustria foi além. Em fevereiro, o governo austríaco, que tem sido dos mais refratários em relação aos migrantes, aprovou uma lei que regula a prática do islamismo no país. Os muçulmanos de lá tiveram seus feriados religiosos reconhecidos, mas só podem realizar suas atividades de culto em alemão e as mesquitas não podem receber financiamento estrangeiro. A regra não serve para outras religiões. Para os austríacos, ela ajuda na integração dos estrangeiros e evita a radicalização. Para os contrários à lei, o resultado é justamente o oposto. “Por que um muçulmano se torna fundamentalista na França?”, pergunta Umberto Eco. “Acha que isso aconteceria se vivesse num apartamento perto de Notre Dame?”

(Disponível em: http://www.istoe.com.br/reportagens/436154_ REFUGIADOS+ ENFIM+A+EUROPA+SE+CURVA. Acesso em: 14/09/2015.)

No auge da crise migratória, o continente aceita receber mais estrangeiros. O desafio agora é como integrá‐los à sociedade”. De acordo com o exposto, é correto afirmar que o referido desafio justifica‐se em:
Alternativas
Respostas
42841: C
42842: A
42843: E
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