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Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Q1335592 Português

Texto para responder à questão.


O Búfalo


    Mas era primavera. Até o leão lambeu a testa glabra da leoa. Os dois animais louros. A mulher desviou os olhos da jaula, onde só o cheiro quente lembrava a carnificina que ela viera buscar no Jardim Zoológico. Depois o leão passeou enjubado e tranquilo, e a leoa lentamente reconstituiu sobre as patas estendidas a cabeça de uma esfinge. “Mas isso é amor, é amor de novo”, revoltou-se a mulher tentando encontrar-se com o próprio ódio mas era primavera e dois leões se tinham amado. Com os punhos nos bolsos do casaco, olhou em torno de si, rodeada pelas jaulas, enjaulada pelas jaulas fechadas. Continuou a andar. Os olhos estavam tão concentrados na procura que sua vista às vezes se escurecia num sono, e então ela se refazia como na frescura de uma cova.
    Mas a girafa era uma virgem de tranças recém-cortadas. Com a tola inocência do que é grande e leve e sem culpa. A mulher do casaco marrom desviou os olhos, doente, doente. Sem conseguir — diante da aérea girafa pousada, diante daquele silencioso pássaro sem asas — sem conseguir encontrar dentro de si o ponto pior de sua doença, o ponto mais doente, o ponto de ódio, ela que fora ao Jardim Zoológico para adoecer. Mas não diante da girafa que mais era paisagem que um ente. Não diante daquela carne que se distraíra em altura e distância, a girafa quase verde. Procurou outros animais, tentava aprender com eles a odiar. [...]
    “Eu te odeio”, disse ela para um homem cujo crime único era o de não amá-la. “Eu te odeio”, disse muito apressada. Mas não sabia sequer como se fazia. Como cavar na terra até encontrar a água negra, como abrir passagem na terra dura e chegar jamais a si mesma? Andou pelo Jardim Zoológico entre mães e crianças. Mas o elefante suportava o próprio peso. Aquele elefante inteiro a quem fora dado com uma simples pata esmagar. Mas que não esmagava. Aquela potência que no entanto se deixaria docilmente conduzir a um circo, elefante de crianças. E os olhos, numa bondade de velho, presos dentro da grande carne herdada. O elefante oriental. Também a primavera oriental, e tudo nascendo, tudo escorrendo pelo riacho.
    [...]
    O búfalo voltou-se, imobilizou-se, e a distância encarou-a.
    Eu te amo, disse ela então com ódio para o homem cujo grande crime impunível era o de não querê-la. Eu te odeio, disse implorando amor ao búfalo.
    Enfim provocado, o grande búfalo aproximou-se sem pressa.
    Ele se aproximava, a poeira erguia-se. A mulher esperou de braços pendidos ao longo do casaco. Devagar ele se aproximava. Ela não recuou um só passo. Até que ele chegou às grades e ali parou. Lá estavam o búfalo e a mulher, frente à frente. Ela não olhou a cara, nem a boca, nem os cornos. Olhou seus olhos.
    E os olhos do búfalo, os olhos olharam seus olhos. E uma palidez tão funda foi trocada que a mulher se entorpeceu dormente. De pé, em sono profundo. Olhos pequenos e vermelhos a olhavam. Os olhos do búfalo. A mulher tonteou surpreendida, lentamente meneava a cabeça. O búfalo calmo. Lentamente a mulher meneava a cabeça, espantada com o ódio com que o búfalo, tranquilo de ódio, a olhava. Quase inocentada, meneando uma cabeça incrédula, a boca entreaberta. Inocente, curiosa, entrando cada vez mais fundo dentro daqueles olhos que sem pressa a fitavam, ingênua, num suspiro de sono, sem querer nem poder fugir, presa ao mútuo assassinato. Presa como se sua mão se tivesse grudado para sempre ao punhal que ela mesma cravara. Presa, enquanto escorregava enfeitiçada ao longo das grades. Em tão lenta vertigem que antes do corpo baquear macio a mulher viu o céu inteiro e um búfalo.
LISPECTOR, Clarice. O búfalo . In: Laços de família. Rio: José Olympio, 1982. p.149.
Sobre o texto é correto afirmar que:
Alternativas
Q1335014 Português

Texto para responder à questão.


Restos de Carnaval


    Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval.Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.
    No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé da escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
    E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério.Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.
    [...]
    Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.
    [...]
    Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.
    Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. Aalegria dos outros me espantava.
LISPECTOR, Clarice. Felicidade clandestina . Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 25-28
Observe os fragmentos e leia as afirmativas a seguir.
1. Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância” 2. “Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.”
I. No trecho 1, a memória transporta a narradora do presente ao passado. II. No trecho 2, a emoção transporta a narradora do presente em direção ao futuro e, depois, novamente em direção ao passado. III. O elemento que organiza o tempo nesses fragmentos é o fluxo da memória e das sensações da narradora.
Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q1335012 Português

Texto para responder à questão.


Restos de Carnaval


    Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval.Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.
    No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé da escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
    E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério.Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.
    [...]
    Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.
    [...]
    Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.
    Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. Aalegria dos outros me espantava.
LISPECTOR, Clarice. Felicidade clandestina . Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 25-28
Sobre o texto é correto afirmar que a narradora começa a rememorar determinado carnaval no parágrafo:
Alternativas
Q1333900 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Diferença entre ricos e pobres alcança maior nível em 30 anos, aponta OCDE

(FONTE: Deutsche Welle – disponível em http://www.cartacapital.com.br/sociedade/diferenca-entre-ricos-e-pobres- alcanca-maior-nivel-em-30-anos-aponta-ocde-8762.html - Texto adaptado especialmente para esta prova.)
Assinale a alternativa correta a respeito de hipotéticas substituições no texto e a necessidade de alterações para adequação gramatical.
Alternativas
Q1333898 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Diferença entre ricos e pobres alcança maior nível em 30 anos, aponta OCDE

(FONTE: Deutsche Welle – disponível em http://www.cartacapital.com.br/sociedade/diferenca-entre-ricos-e-pobres- alcanca-maior-nivel-em-30-anos-aponta-ocde-8762.html - Texto adaptado especialmente para esta prova.)
Analise as seguintes sugestões de substituições no texto.
I. “resultando” (linha 13) por o que resulta. II. “tendo custado” (linha 26) por e custou (desconsiderando eventual necessidade de mudança de pontuação). III. “que sejam adotados programas” (linha 32) por a adoção de programas.
Quais delas mantêm a correção e o sentido do texto?
Alternativas
Q1332651 Português
Leia o texto para responder a questão.

Sou um evadido
Fernando Pessoa
Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?

Minha alma procura-me
Mas eu ando a monte,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.

Ser um é cadeia,
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.

Disponível em:http://almadepoeta.blogspot.com.br/2009/09/sou-um-evadido-poema-de-fernando-pessoa.html. Acesso: 25 de maio de 2015.
De acordo com o contexto o poeta considera-se um evadido porque
Alternativas
Q1332646 Português
Leia o texto para responder a questão.

Quanto nós merecemos?
Lya Luft
    O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas aprenderiam a lidar com eles.
    Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos por achar que merecemos pouco.
    Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos de ogros sobre culpa, dívida, deveres e… mais culpa.
    Um psicanalista me disse um dia:
    – Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d‟água. Milagres ninguém faz.
    Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez – , somos assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.
    As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter alguma segurança e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”. Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?
    Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que tenhamos aprendido a nos valorizar.
    Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do homem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável. Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas existe apenas gente, tão frágil quanto nós.
    Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas:
    – Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equilibrando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade financeira… será que você merece? Veja lá!
    Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se uma relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, confiança ou sensualidade.
    Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira, egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos escolher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria, prazer, conforto ou serenidade.
    No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar, ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças malcomportadas que merecem castigo, privação, desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de conserto.
    Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?

Disponível em: http://reginavolpato.com.br/blog/2008/01/22/quanto-nos-merecemos-texto-lya-luft/.Acesso em: 25 de maio de 2015.
De acordo com o texto qual é a tese defendida pela articulista?
Alternativas
Q1332198 Português
    Duas estudantes vítimas de furto em um ônibus de transporte interestadual de passageiros, no percurso São Paulo-Florianópolis, processaram sem sucesso a empresa de ônibus.
    Para o desembargador Luiz Fernando Boller, relator do caso, a ação dos ladrões teve êxito por descaso das próprias vítimas quanto à guarda de seus pertences pessoais: elas deixaram a bagagem de mão sem qualquer vigilância no banco de trás do respectivo assento, que estava vago. O fato de as mulheres terem deixado as bolsas no banco vazio evidencia, para Boller, “descaso das próprias vítimas quanto à guarda da respectiva bagagem de mão, sobretudo diante do valor econômico que representava. Tal circunstância, induvidosamente, corrobora o entendimento de que a empresa não deve ser responsabilizada pelo fato”, escreveu o relator. O desembargador ressalta que o Código de Defesa do Consumidor estabelece que, em casos assim, o nexo causal é excluído, ficando comprovada a culpa exclusiva de terceiros.

(Adaptado do site Consultor Jurídico, acessado em setembro de 2015.)
A expressão “o nexo”, conforme empregada no texto, significa:
Alternativas
Q1332197 Português
    Duas estudantes vítimas de furto em um ônibus de transporte interestadual de passageiros, no percurso São Paulo-Florianópolis, processaram sem sucesso a empresa de ônibus.
    Para o desembargador Luiz Fernando Boller, relator do caso, a ação dos ladrões teve êxito por descaso das próprias vítimas quanto à guarda de seus pertences pessoais: elas deixaram a bagagem de mão sem qualquer vigilância no banco de trás do respectivo assento, que estava vago. O fato de as mulheres terem deixado as bolsas no banco vazio evidencia, para Boller, “descaso das próprias vítimas quanto à guarda da respectiva bagagem de mão, sobretudo diante do valor econômico que representava. Tal circunstância, induvidosamente, corrobora o entendimento de que a empresa não deve ser responsabilizada pelo fato”, escreveu o relator. O desembargador ressalta que o Código de Defesa do Consumidor estabelece que, em casos assim, o nexo causal é excluído, ficando comprovada a culpa exclusiva de terceiros.

(Adaptado do site Consultor Jurídico, acessado em setembro de 2015.)
Do despacho do desembargador Boller, podemos concluir que:
Alternativas
Q1332196 Português
A seguinte manchete está em um jornal paranaense: “Maquiar peso de produtos e manter o preço custa caro para empresas”. O trecho sublinhado significa que as empresas estão:
Alternativas
Q1332195 Português
Pimenta pode ajudar a destruir células do câncer, aponta pesquisa

     O trunfo está na substância capsaicina, a responsável por provocar ardência. Ela está presente em boa parte das pimentas vermelhas.
    As propriedades medicinais da picante capsaicina, substância presente nas pimentas vermelhas, já é bastante conhecida. Ela é utilizada em pomadas para alívio da dor, por exemplo. _____________ ser analgésica, ela apresenta caráter energético, expectorante e vasodilatador, dentre outras vantagens para o organismo.
    O que ninguém tinha conseguido precisar, até então, era sua propriedade contra o câncer humano. Dez anos atrás, pesquisadores já haviam mostrado que ela poderia ser eficaz na destruição de células cancerígenas em ratos com tumores na próstata, deixando as células saudáveis ilesas. E, agora, uma pesquisa realizada na Índia e publicada em The Journal of Physical Chemistry B mostrou que a substância pode ser útil para nós.

(http://super.abril.com.br/ciencia/pimenta-pode-ajudar-a-destruir-celulas-do-cancer-aponta-pesquisa)
Na frase “O que ninguém tinha conseguido precisar, até então, era sua propriedade contra o câncer humano”, a expressão sublinhada se refere à época em que:
Alternativas
Q1332193 Português
Pimenta pode ajudar a destruir células do câncer, aponta pesquisa

     O trunfo está na substância capsaicina, a responsável por provocar ardência. Ela está presente em boa parte das pimentas vermelhas.
    As propriedades medicinais da picante capsaicina, substância presente nas pimentas vermelhas, já é bastante conhecida. Ela é utilizada em pomadas para alívio da dor, por exemplo. _____________ ser analgésica, ela apresenta caráter energético, expectorante e vasodilatador, dentre outras vantagens para o organismo.
    O que ninguém tinha conseguido precisar, até então, era sua propriedade contra o câncer humano. Dez anos atrás, pesquisadores já haviam mostrado que ela poderia ser eficaz na destruição de células cancerígenas em ratos com tumores na próstata, deixando as células saudáveis ilesas. E, agora, uma pesquisa realizada na Índia e publicada em The Journal of Physical Chemistry B mostrou que a substância pode ser útil para nós.

(http://super.abril.com.br/ciencia/pimenta-pode-ajudar-a-destruir-celulas-do-cancer-aponta-pesquisa)
A respeito da sentença retirada do texto: “O trunfo está na substância capsaicina, a responsável por provocar ardência”, considere as seguintes afirmativas:
1. A substância que causa ardência nas pimentas vermelhas é a capsaicina. 2. As pimentas vermelhas são ardidas porque têm uma substância chamada capsaicina. 3. O benefício para a saúde da maioria das pimentas vermelhas está na capsaicina. 4. O sabor picante das pimentas vermelhas é resultado da substância capsaicina. 5. Capsaicina é o nome científico dado à ardência.

Estão de acordo com a sentença retirada do texto as afirmativas:
Alternativas
Q1332192 Português

Considere o seguinte texto:


O licenciamento ambiental é uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente e possui como uma de suas mais expressivas características a participação social na tomada de decisão, por meio ________________________ como parte do processo.

(Fonte: site do Ibama. Acessado em setembro de 2015) 



Conforme o sentido do texto, assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna acima. 

Alternativas
Q1332190 Português
Depois de nos precavermos contra o frio, a fome e a sede, tudo o mais não passa de vaidade e excesso.
Com base na frase acima, escrita por Sêneca, filósofo e poeta romano, considere as seguintes afirmativas:
1. Não basta ao ser humano apenas se proteger do frio, da fome e da sede. 2. A vaidade e o excesso devem ser atendidos depois de atendermos as necessidades fisiológicas. 3. O homem deve se proteger do frio, da fome e da sede; o resto é futilidade.

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1332187 Português

Considere a tira abaixo:


Imagem associada para resolução da questão


Com base nessa tira, considere as seguintes afirmativas:


1. O receio do menino era que o celular que ele ganharia do pai no dia das crianças fosse de brinquedo.

2. Na avaliação do menino, o pai lhe dava menos atenção que ao celular.

3. As aspas em “um” significam que o menino queria ganhar mais de um celular.


Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q1332184 Português
“Cláusula 17ª – Caso o imóvel seja utilizado de forma diversa da locação residencial, salvo autorização expressa do locador, restará facultado a este rescindir o presente contrato de plano, sem gerar direito a indenização ou qualquer ônus por parte deste último, sem prejuízo da obrigação da locatária de efetuar o pagamento das multas e despesas previstas na Cláusula 7ª.”

(site Proteste.org, setembro/2015)
O texto acima é uma cláusula de um contrato de aluguel residencial. Do que ele diz, é correto depreender que:
Alternativas
Q1332183 Português
O texto a seguir (adaptado de: blog GO2WEB, acessado em setembro/2015), está fora de sua ordem original. Numere os parênteses, identificando a sequência textual lógica das ideias.
( ) O auge dessa busca pelo individualismo e egocentrismo é a tendência dos jovens de se autofotografarem. ( ) Essa tendência fez com que as redes sociais se tornassem selvas onde todos querem chamar atenção, atrair seguidores e ter suas frases repassadas de pessoas por pessoas, tornando-se, não conhecida, mas pelo menos citada no mundo todo. ( ) O Facebook, Twitter e Orkut são armas poderosas nas mãos de pessoas que querem cada vez mais fortalecer sua imagem como indivíduo, se destacar na multidão e mostrar para o mundo seus gostos, suas ideias e até o que estariam pensando no momento.

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta dos parênteses, de cima para baixo.
Alternativas
Q1332145 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Diferença entre ricos e pobres alcança maior nível em 30 anos, aponta OCDE



(FONTE: Deutsche Welle – disponível em http://www.cartacapital.com.br/sociedade/diferenca-entre-ricos-e-pobres- alcanca-maior-nivel-em-30-anos-aponta-ocde-8762.html - Texto adaptado especialmente para esta prova.)
Analise as seguintes afirmativas a respeito de palavras do texto.
I. Na linha 02, “tendência” refere-se ao aumento do nível de desigualdade entre ricos e pobres mencionado na linha 01. II. Na linha 07, “entidade” refere-se à OCDE. III. Na linha 23, “país” refere-se à Alemanha (linha 21). IV. Na linha 34, “estudo” refere-se ao relatório que é mencionado várias vezes no texto, a começar pela linha 03.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1332144 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Diferença entre ricos e pobres alcança maior nível em 30 anos, aponta OCDE



(FONTE: Deutsche Welle – disponível em http://www.cartacapital.com.br/sociedade/diferenca-entre-ricos-e-pobres- alcanca-maior-nivel-em-30-anos-aponta-ocde-8762.html - Texto adaptado especialmente para esta prova.)
Analise as seguintes assertivas considerando o texto:
I. A OCDE integra países desenvolvidos e em desenvolvimento, portanto, o Brasil não pode ser classificado como “desenvolvido” ou “em desenvolvimento”, pois não faz parte da OCDE. II. Ainda que tenha havido crescimento econômico antes da crise econômica mundial, a desigualdade entre ricos e pobres, nos países das OCDE, manteve-se, pois a renda dos mais ricos cresceu mais rapidamente do que a dos pobres. III. O relatório propõe, como medida para a redução da desigualdade entre ricos e pobres, a adoção de políticas de combate à pobreza, o que pressupõe investimentos em educação e saúde. IV. Segundo o relatório, os impostos e os benefícios sociais acarretam danos ao crescimento econômico.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1332143 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Diferença entre ricos e pobres alcança maior nível em 30 anos, aponta OCDE



(FONTE: Deutsche Welle – disponível em http://www.cartacapital.com.br/sociedade/diferenca-entre-ricos-e-pobres- alcanca-maior-nivel-em-30-anos-aponta-ocde-8762.html - Texto adaptado especialmente para esta prova.)
Analise as seguintes afirmações feitas acerca do texto e marque C, se correto, ou E, se errado.
( ) O texto é constituído por citações diretas e indiretas do relatório da OCDE, além do depoimento de um membro dessa entidade. ( ) O texto é referencial e não apresenta o ponto de vista do autor. ( ) Expressões como “afirmou a entidade” (linha 07) e “O relatório argumenta” (linha 25) indicam que quem redigiu o texto crê que a OCDE é uma pessoa. ( ) Depreende-se da leitura do texto que Anjo Gurria (linha 40) é o autor do relatório.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Respostas
42681: A
42682: D
42683: C
42684: A
42685: E
42686: C
42687: C
42688: E
42689: A
42690: C
42691: A
42692: C
42693: C
42694: C
42695: B
42696: A
42697: B
42698: D
42699: B
42700: C