Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 52.283 questões

Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1228387 Português
Desigualdade social e gravidez na adolescência O número de meninas adolescentes com filhos diminuiu na última década. Mesmo assim, continua alto. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais 2015, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último dia 4/12. Em 2004, de cada mil mulheres de 15 a 19 anos, 78,8 tinham ao menos um filho, o que significava 18,4% da taxa de fecundidade total. Em 2014, esse número caiu para 60,5, representando 17,4% da taxa de fecundidade total. Portanto, de cada cinco partos, quase um é realizado em uma mãe adolescente. Apesar da queda, o número de adolescentes com filhos no Brasil ainda é bem maior do que na Europa (16,2 por mil meninas) e nos EUA (28,3 por mil), mas próximo do nível observado na América Latina e Caribe (66,5 por mil) e mais baixo que o da África (98,5 por mil). Entre as jovens dessa faixa etária que não tinham filhos em 2014, 40,4% residiam na região Sudeste e 56,3% se declaravam pretas ou pardas. A média de anos de estudo era de 8,9 anos; 73,7% ainda estudavam; e 14,7% não estudavam nem trabalhavam. Das meninas que tinham ao menos um filho, 35,8% moravam no Nordeste e 69% se declaravam pretas ou pardas. A média de escolaridade era de 7,7 anos (85% não completaram o ensino médio); somente 20,1 ainda estudavam; 59,7% não estudavam nem trabalhavam; e 92,5% cuidavam dos afazeres domésticos por uma média de 27,1 horas semanais. A taxa de adolescentes com filhos mostra uma faceta conhecida dos brasileiros: a desigualdade social. Os dados revelam que a maioria das mães adolescentes tem poucos anos de escolaridade, é negra e vive nas regiões menos economicamente desenvolvidas do país. São vários os fatores que levam as meninas a engravidar em uma fase da vida em que deveriam se preocupar com os estudos e em aproveitar a juventude. Muitas têm conhecimento acerca dos métodos contraceptivos, mas ignoram como utilizá-los corretamente. Assim, acabam usando o anticoncepcional de forma errada, o que torna sua eficácia reduzida. Há regiões em que o acesso a esses métodos é precário. Nem todo posto de saúde oferece contraceptivos, entre eles a pílula do dia seguinte. Com acesso limitado, menos informações e a dificuldade comum às meninas muito novas em aderir a métodos que exigem regularidade de uso, a contracepção, muitas vezes, falha. Essas adolescentes também têm baixa perspectiva em relação à escolaridade e à futura inserção no mercado de trabalho. Com isso, o papel social que lhes sobra é o de mãe. Como fazer para essas adolescentes não terem filhos tão cedo e, com isso, traçarem um caminho que as afaste completamente da escola e de uma vida profissional com expectativas melhores? Nossa sociedade conhece a resposta, embora não nos empenhemos em aplicá-la da mesma forma que fazemos com as meninas das classes mais favorecidas. Em primeiro lugar, oferecemos às meninas mais ricas uma educação de melhor qualidade, que lhes permite criar expectativas em relação ao futuro. Assim, sonhos e planos como viajar, entrar em uma faculdade, conhecer outras culturas e pessoas, aprender novas habilidades e montar a própria casa antecedem o desejo da maternidade. Quando essas meninas entram em idade fértil, conversamos com elas sobre sexo e as levamos ao ginecologista, que passa a acompanhá-las e orientá-las na escolha do melhor método anticoncepcional, a que certamente terão acesso. Se os métodos por acaso falharem, pagamos-lhes o aborto em clínicas onde elas podem contar com médicos que lhes garantam segurança. Para as mulheres de classe social mais alta, a criminalização do aborto pode ser resolvida com dinheiro. Elas não se sentem socialmente pressionadas a engravidar; suas amigas não têm filhos e a elas estão destinados vários papéis sociais que não os de mãe. Com um ou mais filhos nos braços, as meninas de classes sociais mais baixas que mal saíram da infância não conseguem dar seguimento aos estudos, tampouco melhorar as condições de vida da família. Acabam destinadas ao serviço doméstico, sem que essa tenha sido necessariamente sua escolha. Para as mulheres mais ricas, a maternidade é, na maioria das vezes, uma escolha e não um destino do qual não se pode fugir. Por que aceitamos condenar as mais pobres a uma realidade que evitamos para nossas filhas? Todos deveriam ter direito de exercer sua sexualidade e decidir quando e quantos filhos desejam ter, e contar com o acesso a métodos que lhe assegurassem esse direito. Uma sociedade que nega a garantia dos direitos reprodutivos a todas as mulheres em idade fértil, sem exceção, deveria no mínimo envergonhar-se. VARELLA, Mariana Fusco. Desigualdade social e gravidez na adolescência. Drauzio Varella. 22 dez. 2015. Disponível em: <http://zip.net/bqtcgw>. Acesso em: 22 abr. 2016 (Adaptação).
Assinale a alternativa cuja ideia entre colchetes não esteja presente no respectivo trecho.
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Ano: 2016 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Ribeirão Preto - SP
Q1227878 Português
Segundo o parecer do premiê Shinzo Abe, os asilos-cassino trazem duas vantagens ao país; possibilitam uma ocupação, para alguns japoneses com mais de 80 anos atualmente 10 milhões no país e liberam aproximadamente, 100 mil profissionais para o mercado de trabalho.
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Ano: 2016 Banca: FUMARC Órgão: Câmara de Dores do Rio Preto - ES
Q1226104 Português
Todas as palavras abaixo estão corretamente interpretadas entre parênteses, EXCETO em: 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: AOCP Órgão: Prefeitura de Juazeiro - BA
Q1225616 Português
Estudos comprovam: sentimos dez vezes mais medo do que nossos pais. O mundo está mergulhado nele. Saiba como chegamos a esse ponto.
Você acorda, escova os dentes, se veste, sai para a rua. Pode ser atropelado, assaltado, empurrado no metrô. Se estiver de carro, pode sofrer um acidente de trânsito - ou ficar preso no meio de uma enchente. Ao chegar ao escritório, seu chefe olha estranho... Pode estar pensando em demiti-lo. Pode pegar gripe suína e morrer em dias. Os agrotóxicos da comida podem estar envenenando você. O seu avião pode cair. Você pode ser rejeitado. Nunca houve tantos motivos para sentir medo. E isso está nos afetando. Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, 20,8% das pessoas têm transtorno de ansiedade, ou seja, passam o tempo inteiro com medo de alguma coisa (pois a ansiedade nada mais é do que medo antecipado, de algo que pode ou não ocorrer). É dez vezes mais do que na década de 1980. Mesmo que você não seja uma delas, certamente já se sentiu incomodado por algum tipo de medo. Ele se tornou o maior problema psicológico do nosso tempo - e virou parte do dia a dia de todo mundo. Ter medo não é ruim. Nós só estamos aqui, afinal, porque nossos antepassados eram medrosos e viviam fugindo do perigo. O cérebro humano evoluiu para ser extremamente sensível a ele. Mas isso aconteceu há milhares de anos, quando a vida era muito diferente. Hoje, a quantidade de situações e estímulos que podem nos causar receio é incalculavelmente maior. Daí a explosão de medo na cabeça das pessoas. Quando você anda pela rua pensando nas férias, o seu cérebro avançado está decidindo para onde quer viajar. Mas o cérebro instintivo, sem que você perceba, também está a todo o vapor, de olho nas ameaças imediatas (um buraco no chão, por exemplo). Os dois são interligados, se comunicam, influenciam um ao outro. Por isso, os psicólogos preferem dividir a mente em dois sistemas: o Sistema 1 e o Sistema 2. Cada um é um conjunto de processos mentais envolvendo várias regiões do cérebro. O Sistema 1 é essencial para a sobrevivência. É o instinto que nos permite reagir rapidamente a ameaças - seja uma cobra ou um ônibus que avança sobre a faixa de pedestres bem na hora que você está atravessando. Já o Sistema 2 é o contrário: ele é o pensamento lento, consciente, racional. A sua consciência mora dentro dele. O problema é que o Sistema 1 usa regras rudimentares, muitas vezes erradas, para dosar o medo que vamos sentir das coisas. Por exemplo: quanto mais você se lembra (ou é lembrado) de uma ameaça, mais medo o Sistema 1 produzirá, independente do real perigo envolvido. E ele também é fortemente influenciado pelo medo que outras pessoas sentem (medo é contagioso). Tudo isso nos leva a receios exagerados e errados. Há inúmeros exemplos assim, de medo irracional. Como a mãe que tem medo que seu filho fume maconha, mas não vê problema se ele “encher a cara”, sendo que o álcool é comprovadamente mais prejudicial à saúde. A pessoa que tem medo de usina nuclear, mas adora ir à praia se expor à radiação solar, algo muito mais arriscado (só o Brasil registra 120 mil casos de câncer de pele por ano). É por isso que existem tantos programas policiais e notícias sobre violência. “Vivemos num mundo onde somos convocados a sentir medo. Na mídia, é como se estivéssemos em perigo constante, podendo ser assaltados em cada esquina”, diz Luís Fernando Saraiva, do Conselho Regional de Psicologia (CRP) de São Paulo. Todo mundo propaga o medo. Mas não faz isso só por maldade ou interesse próprio. “Se eu disser que há uma doença mortal se espalhando na sala onde você está, você sairá dela mesmo sem saber se é verdade. E vai avisar as outras pessoas”, diz o publicitário dinamarquês Martin Lindstrom, autor de cinco livros sobre as táticas de manipulação usadas pelas empresas. “Milhares de anos atrás, também espalhávamos a notícia de uma planta venenosa, porque isso aumentava a chance de sobrevivência do grupo.” Ou seja: conforme cada pessoa absorve mais medo, ela também se torna propagadora, espalha esse medo para os outros. É uma reação instintiva. [...]
Assinale a alternativa correta em relação à interpretação do texto. 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Palhoça - SC
Q1223691 Português
Leia o texto.
Não trate alunos de EJA como crianças Pessoas com mais de 15 anos - mesmo na condição de alunos - não são crianças crescidas. Da mesma forma que, no trabalho, um senhor de 50 anos não ouve do chefe “Vamos fazer um relatório bem bonitinho”, ele não deve vivenciar situações como essa na escola.   O trato infantilizado é um dos motivos da evasão nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e nasce com a ideia equivocada de que se deve dar ao estudante, jovem ou adulto, o que ele não teve quando criança. Por causa disso, é preciso também mudar a abordagem e, muitas vezes, o conteúdo. Trabalhar com material didático infantil sem levar em conta as expectativas de aprendizagem e os conhecimentos prévios é um equívoco com a mesma raiz.   A EJA tem de ser encarada como um atendimento específico, que pede um currículo próprio. Só assim o grupo vai aprender e tomar consciência do que está fazendo. Se o educador quiser abordar a origem do ser humano, deve tratar o tema de forma adulta, com respeito à diversidade religiosa - sem se desviar das propostas curriculares - e aprofundar a discussão científica, mais do que faria numa turma de crianças.
E, embora a necessidade de respeito à vivência prévia valha para todos os alunos, seja lá qual for a idade deles, no caso de jovens e adultos, essa é mais uma premissa  fundamental. Cantigas e parlendas - usadas na alfabetização dos pequenos - podem ser substituídas por poesias, mais apropriadas para os leitores mais velhos.
http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/modalidades/ infantilizar-estudantes-eja-432129.shtml
Avalie o acerto das afirmativas feitas sobre o texto.
1. O trato infantilizado na EJA tem origem na ideia enganada de que o professor precisa suprir, em classes de jovem ou adulto, as carências de infância desses alunos.   2. O aprendizado de uma turma de EJA acontece a partir do momento em que recebe atendimento específico com um currículo próprio.
3. Determinados gêneros textuais são mais ou são menos adequados para o ensino na EJA.
4. Na expressão: “com respeito à diversidade religiosa”, a crase foi usada para marcar a contração de preposição e pronome.
5. A expressão sublinhada no texto é um aposto e, por isso, está isolada por vírgulas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q1222487 Português
Do Magnum .357 para Harvard
Roland Fryer morava com a avó quando alguns parentes foram presos e condenados por fabricar e distribuir crack. Viu o pai estuprar uma mulher e pagou a sua fiança quando ele foi preso. Aos 15 anos, vendia maconha e não saía de casa sem seu revólver Magnum .357. Dos seus dez parentes mais próximos, oito foram assassinados ou presos.
Por pouco não participou de um assalto no qual seus amigos foram presos. Assustou-se e decidiu mudar de vida. Entrou para a Universidade do Texas, formando-se, em economia, em dois anos e meio. Doutorou-se em três anos e meio na Universidade da Pensilvânia. Hoje é professor em Harvard. O homem é irrequieto e curioso. Com dois economistas da Universidade de Chicago, criou uma escola, para aplicar ideias novas que flutuam por aí.
B. Hart e T. Risley pesquisaram longamente como os bebês aprendem a falar. Amostra, pesquisa de campo, gravadores e tudo o mais. Grandes surpresas! Ao chegar aos três anos, uma criança de classe alta ouviu 30 milhões de palavras a mais do que uma pobre. Mais ainda, ouviu muitas palavras de encorajamento, enquanto a pobre ouviu mais frases curtas do tipo “cala a boca”, “não mexe nisso” ou “fica quieto”. E tem mais, as mães educadas perguntam e esperam respostas. As pobres, além de falar pouco com as crianças, apenas dão ordens, com pouca interação.
Como resultado, o desenvolvimento linguístico dos dois grupos se distancia. Isso afeta a inteligência e a capacidade de aprender na escola, já que as crianças dependem do número de palavras conhecidas e da competência para emendá-las, umas às outras. Como disse Wittgenstein, pensamos com palavras, e quem não as sabe usar corretamente não pode pensar bem. 
A professora Dana Suskind foi uma das precursoras dos implantes cocleares, na Universidade de Chicago. Essa cirurgia permite que certas crianças nascidas surdas passem a ouvir. Ao longo de seu trabalho, ela notou um fato surpreendente. As crianças submetidas ao procedimento logo ao nascer têm um desenvolvimento normal da fala. Em contraste, nas que somente recebem o implante após alguns anos de vida, a aquisição da fala é morosa ou nula. Ou seja, quem perdeu o bonde de uma interação linguística precoce estará prejudicado para o resto da vida escolar. Na idade de mais prodigioso desenvolvimento do cérebro é que se aprendem as palavras e seus usos.
O terceiro fato que chamou a atenção dos três economistas foram os estudos de James Heckman que mostram com números a importância do que hoje se chama de traços socioemocionais, tais como a autoconfiança, a persistência e a organização. Sem isso, nada feito.
Com esses achados em mãos, eles conseguiram um dinheirinho de uma fundação e criaram uma escola. Seu raciocínio foi simples: se esses são os eixos do sucesso, é preciso enfiá-los na escola.
Chama muita atenção no programa a estratégia de educar os pais para que passem mais tempo conversando com os filhos, desde muito jovens. Para que estimulem o diálogo. Para que turbinem sua autoestima e evitem dizer “não pode”. Para que promovam os bons traços do socioemocional. Em linha com experimentos prévios de Fryer, o programa deu prêmios em dinheiro aos pais para que cumprissem a terapia prescrita. Educadores costumam ter faniquitos diante dessa “mercantilização” da paternidade. Mas, na linha da Educação Baseada em Evidência, é experimentar para ver se dá certo. A conversa sobre filosofia fica para depois.
Deu certo? No todo, espetacularmente. O programa aumenta o rendimento escolar de forma muito significativa. Com custos baixos, consegue o mesmo que outros programas caríssimos. Mas deu também uma zebra. O programa melhora o aprendizado dos pobres hispânicos e brancos. Em contraste com Vila Sésamo , não melhora em nada o rendimento dos negros, embora Roland Fryer seja negro!
Lições? 1. Vivas para um país que consegue pescar talentos no fundo do tacho. 2. A educação evolui nas mãos de gente imaginativa e corajosa, que tenta novas soluções. 3. Mas e os negros? Pesquisa é assim. Acerta aqui, erra acolá. Deve-se consertar o programa, mas sempre com experimentos rigorosos, avançando passo a passo.
Artigo escrito por Cláudio de Moura Castro, publicado na revista Veja , edição 2468, ano 49 – número 10, de 09 de março de 2016.
Se considerarmos uma linha temporal imaginária separando o antes e o depois do que aconteceu na vida do personagem Fryer demarcando sua decisão de mudar de vida, ao ingressar na escolaridade, teremos um(a):
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Ano: 2016 Banca: FUNIVERSA Órgão: IF-AP
Q1221519 Português
Para o projeto de fundações, é necessário estabelecer um modelo geológico-geotécnico que represente as características do substrato em que a fundação será executada. A partir dessas informações, o projetista pode escolher a melhor solução de engenharia para atender às condições de projeto exigidas, definindo o tipo de fundação e as suas especificações técnicas.
Nessa situação, os ensaios para determinação das características do solo do terreno em que a edificação será construída são essenciais. A partir deles, são detalhadas as informações necessárias para o estabelecimento do modelo geológico-geotécnico. 
Ao se fazer um furo de sondagem, pode-se optar por coletar amostra do solo para posteriormente utilizá-lo em, por exemplo, ensaios de laboratório. A ABNT NBR 9820:1997 – Coleta de amostras indeformadas de solos de baixa consistência em furos de sondagem – regula as condições exigidas para coleta desse tipo de amostra. 
Em relação às condições de manipulação desse tipo de amostra, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1218126 Português
“César declarou que amava as traições, mas odiava os traidores”. (Plutarco)
A relação semântica entre as palavras sublinhadas só NÃO é repetida em:
Alternativas
Q1218119 Português
Observe a charge abaixo, publicada após um violento atentado terrorista em Nice, na França. A charge reproduz a bandeira da França com três faixas coloridas (azul, branca e vermelha).
Imagem associada para resolução da questão


A seguinte afirmativa sobre os elementos da charge é INADEQUADA:
Alternativas
Q1218118 Português
Observe a charge abaixo, publicada em julho de 2016, no momento em que se arrastava um processo contra o ex-presidente da Câmara dos Deputados. Imagem associada para resolução da questão


A afirmativa adequada sobre os elementos constituintes da charge é:
Alternativas
Q1216113 Português

Seu coração bate em sincronia com o do seu cachorro

Helô D’Angelo


      Dizer que “o cachorro é o melhor amigo do homem” não é novidade, mas não deixa de ser uma verdade boa de se repetir. Vários estudos já comprovaram que os cães sentem amor de verdade pelos seus donos, que eles diminuem a ansiedade de crianças e que, em vários lugares, eles são tratados como gente. Para somar a essa lista de benefícios: em um estudo recente, um grupo de cientistas australianos mostrou que, quando o cachorro e o dono estão juntos, os batimentos cardíacos dos dois entram em sincronia.

      O estudo foi assim: três cães foram separados de seus donos por algumas horas, enquanto os cientistas monitoravam os batimentos do coração dos bichos e das pessoas. Depois, os cachorros e seus respectivos humanos foram colocados novamente juntos (ainda com os monitores cardíacos). O resultado foi que em menos de um minuto depois do reencontro, os corações dos donos e de seus cachorros se acalmaram, as frequências cardíacas diminuíram e os batimentos começaram a se espelhar. O mais interessante é que os cientistas que conduziram o experimento também mediram os batimentos enquanto cada humano encontrava outro cão que não era o dele, e perceberam que, aí, os dois corações não entram em sincronia. Apesar de a frequência cardíaca diminuir nessa situação, os batimentos sincronizados dos corações do humano e do animal só parecem acontecer quando há uma ligação especial entre cachorro e dono.

      Um estudo como esse não é só adorável: ele é importante para encontrar novas formas de lidar com o stress. Estudos anteriores já mostraram que quem tem um cachorro é menos estressado, menos ansioso e tem uma imunidade muito melhor. Para os cães, a relação também é proveitosa: quando sentem o cheiro do dono, o cérebro deles ativa uma área associada ao prazer, o que combate doenças como depressão e ansiedade dos cãezinhos.

Texto adaptado de: http://super.abril.com.br/comportamento/seu-coracao-bate-em-sincronia-com-o-do-seu-cachorro. Acesso em 23 de maio de 2016.

De acordo com o texto “Seu coração bate em sincronia com o do seu cachorro”, os cachorros
Alternativas
Q1215480 Português
TEXTO

PREFÁCIO DE O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
Aldous Huxley

   Todos os moralistas estão de acordo com que o remorso crônico é um sentimento dos mais indesejáveis. Se uma pessoa procedeu mal, arrependa-se, faça as reparações que puder e trate de comportar-se melhor na próxima vez. Não deve, de modo nenhum, pôr-se a remoer suas más ações. Espojar-se na lama não é a melhor maneira de ficar limpo.
O remorso crônico é um tipo de remorso que:
Alternativas
Q1215478 Português
TEXTO

PREFÁCIO DE O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
Aldous Huxley

   Todos os moralistas estão de acordo com que o remorso crônico é um sentimento dos mais indesejáveis. Se uma pessoa procedeu mal, arrependa-se, faça as reparações que puder e trate de comportar-se melhor na próxima vez. Não deve, de modo nenhum, pôr-se a remoer suas más ações. Espojar-se na lama não é a melhor maneira de ficar limpo.
O tema deste texto é:
Alternativas
Q1214925 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão:

A vila perdida

Olhando do alto, a Vila Autódromo é uma faixa de terra com um aglomerado de casas. Chegando perto são escombros do que um dia foi uma comunidade. Segundo moradores, a ocupação começou nos anos 1960, quando pescadores instalaram moradias provisórias à beira da lagoa de Jacarepaguá. O autódromo veio depois. Os barracos aumentaram, casas de classe média foram construídas, melhorias urbanas foram conquistadas e as lutas por regularização e as ameaças de remoção se sucederam.
A vila tornou-se, especialmente para a imprensa estrangeira, símbolo do estilo truculento de fazer política pública no Brasil. Poderia ter se tornado o modelo de uma nova forma de tratar a política urbana.
Ao decidir pela remoção de várias famílias para a construção de via de acesso ao Parque Olímpico da Barra e para recuperação ambiental, o prefeito Eduardo Paes desprezou possibilidade de aproveitar, mesmo que em parte, projeto urbanístico premiado.
Preparado por arquitetos da UFRJ e da UFF, previa menos remoções e menos demolições. Só agora, após remover, propôs reurbanizar.
Como bem resumiu o jornal britânico "The Guardian", enquanto Londres usou os Jogos para revitalizar o East End e construir habitações populares, o Rio está desenvolvendo terra vazia para um mercado de luxo. São 31 prédios que abrigarão os atletas. Foram construídos e depois serão comercializados pelo empreiteiro Carlos Carvalho. Ao lado de Odebrecht e Andrade Gutierrez, investiu R$ 1 bilhão numa parceria com a prefeitura. Em troca, poderão explorar 40% da área que abriga o Parque Olímpico, vizinho à Vila Autódromo.
Carvalho, conhecido como o "rei da Barra", disse que não seria bom "arranhar" o destino de "bom gosto" da região com casas populares. Defendeu o espaço como "moradia de nobre, não moradia de pobre". Um retrato do Brasil. E do Rio.
Costa, Paula Cesarino. Jornal Folha de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível emhttp://www1.folha.uol.com.br/colunas/paulacesarinocos ta/2016/03/1748248-a-vila-perdida.shtml.Acesso em 21/04/2016. 
A autora lamenta a decisão tomada pela Prefeitura ao citar:
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Q1214924 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão:

A vila perdida

Olhando do alto, a Vila Autódromo é uma faixa de terra com um aglomerado de casas. Chegando perto são escombros do que um dia foi uma comunidade. Segundo moradores, a ocupação começou nos anos 1960, quando pescadores instalaram moradias provisórias à beira da lagoa de Jacarepaguá. O autódromo veio depois. Os barracos aumentaram, casas de classe média foram construídas, melhorias urbanas foram conquistadas e as lutas por regularização e as ameaças de remoção se sucederam.
A vila tornou-se, especialmente para a imprensa estrangeira, símbolo do estilo truculento de fazer política pública no Brasil. Poderia ter se tornado o modelo de uma nova forma de tratar a política urbana.
Ao decidir pela remoção de várias famílias para a construção de via de acesso ao Parque Olímpico da Barra e para recuperação ambiental, o prefeito Eduardo Paes desprezou possibilidade de aproveitar, mesmo que em parte, projeto urbanístico premiado.
Preparado por arquitetos da UFRJ e da UFF, previa menos remoções e menos demolições. Só agora, após remover, propôs reurbanizar.
Como bem resumiu o jornal britânico "The Guardian", enquanto Londres usou os Jogos para revitalizar o East End e construir habitações populares, o Rio está desenvolvendo terra vazia para um mercado de luxo. São 31 prédios que abrigarão os atletas. Foram construídos e depois serão comercializados pelo empreiteiro Carlos Carvalho. Ao lado de Odebrecht e Andrade Gutierrez, investiu R$ 1 bilhão numa parceria com a prefeitura. Em troca, poderão explorar 40% da área que abriga o Parque Olímpico, vizinho à Vila Autódromo.
Carvalho, conhecido como o "rei da Barra", disse que não seria bom "arranhar" o destino de "bom gosto" da região com casas populares. Defendeu o espaço como "moradia de nobre, não moradia de pobre". Um retrato do Brasil. E do Rio.
Costa, Paula Cesarino. Jornal Folha de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível emhttp://www1.folha.uol.com.br/colunas/paulacesarinocos ta/2016/03/1748248-a-vila-perdida.shtml.Acesso em 21/04/2016. 
Segundo o texto, a Vila Autódromo:
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Q1214923 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão:

A vila perdida

Olhando do alto, a Vila Autódromo é uma faixa de terra com um aglomerado de casas. Chegando perto são escombros do que um dia foi uma comunidade. Segundo moradores, a ocupação começou nos anos 1960, quando pescadores instalaram moradias provisórias à beira da lagoa de Jacarepaguá. O autódromo veio depois. Os barracos aumentaram, casas de classe média foram construídas, melhorias urbanas foram conquistadas e as lutas por regularização e as ameaças de remoção se sucederam.
A vila tornou-se, especialmente para a imprensa estrangeira, símbolo do estilo truculento de fazer política pública no Brasil. Poderia ter se tornado o modelo de uma nova forma de tratar a política urbana.
Ao decidir pela remoção de várias famílias para a construção de via de acesso ao Parque Olímpico da Barra e para recuperação ambiental, o prefeito Eduardo Paes desprezou possibilidade de aproveitar, mesmo que em parte, projeto urbanístico premiado.
Preparado por arquitetos da UFRJ e da UFF, previa menos remoções e menos demolições. Só agora, após remover, propôs reurbanizar.
Como bem resumiu o jornal britânico "The Guardian", enquanto Londres usou os Jogos para revitalizar o East End e construir habitações populares, o Rio está desenvolvendo terra vazia para um mercado de luxo. São 31 prédios que abrigarão os atletas. Foram construídos e depois serão comercializados pelo empreiteiro Carlos Carvalho. Ao lado de Odebrecht e Andrade Gutierrez, investiu R$ 1 bilhão numa parceria com a prefeitura. Em troca, poderão explorar 40% da área que abriga o Parque Olímpico, vizinho à Vila Autódromo.
Carvalho, conhecido como o "rei da Barra", disse que não seria bom "arranhar" o destino de "bom gosto" da região com casas populares. Defendeu o espaço como "moradia de nobre, não moradia de pobre". Um retrato do Brasil. E do Rio.
Costa, Paula Cesarino. Jornal Folha de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível emhttp://www1.folha.uol.com.br/colunas/paulacesarinocos ta/2016/03/1748248-a-vila-perdida.shtml.Acesso em 21/04/2016. 
Paula Cesarino no artigo faz:
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Q1214884 Português
Leia o texto a seguir e respondas a questão:

"Acabou!"

O que as pessoas fazem para sobreviver emocionalmente em meio a tantas crises?
Uma empresária de 57 anos disse que está muito deprimida e até teve ataques de pânico em função da atual crise econômica e política.
"Procuro adotar a filosofia de viver um dia de cada vez. Meu mantra é: concedei-me a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras".
Ela disse que seu maior sofrimento é não conseguir enxergar alguma saída para a crise. "Não gosto de tomar remédio para dormir ou para me acalmar. E, por isso, sofro demais com a minha insônia. Fiz muitos anos de análise, gastei uma fortuna com todos os tipos de terapia. Mas, na verdade, a única vez que um analista me ajudou foi quando eu estava em dúvida se voltava ou não para o meu exmarido. Levei uma folha com tudo anotado. Os prós: sentia falta das nossas conversas, tinha medo de ficar sozinha para sempre, estava com ciúmes da nova vida dele. Os contras: brigávamos o tempo todo, ele me irritava de propósito, só sabia me criticar e destruir minha autoestima".
O analista pegou a folha da sua mão e a rasgou em pedacinhos. Depois disse: "Acabou!". "Eu continuava insistindo em ruminar o passado: 'Onde foi que eu errei? Por que não deu certo? Será que eu estaria mais feliz se não tivesse me separado?' Não importava mais se minha decisão de separar tinha ou não sido certa: acabou! Não interessava se eu estava com medo de ficar sozinha para sempre ou com ciúmes dele: acabou! Foi a resposta que eu precisava para não me atormentar mais: acabou!".
Ela conclui: "Antes, quando tinha algum problema profissional ou pessoal, ficava paralisada. Falava com muitas pessoas, ouvia conselhos e opiniões contraditórias, ficava perdida e cada vez mais angustiada. Hoje, quando estou insegura com alguma questão, escrevo em uma página todos os prós e contras, analiso cada uma das possibilidades, tomo uma decisão e, depois, rasgo em pedacinhos o papel. Digo para mim mesma: Acabou! É uma verdadeira libertação dos meus medos, ansiedades e preocupações e, só assim, consigo dormir".
Por que temos tanta dificuldade para aceitar que, simplesmente, acabou?

Goldeberg, Mirian. Colunista da Folha de São Paulo, Março, 2016. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2016/03/175 2575-acabou.shtml .Acesso em 21/04/2016.
Ao pensar em voltar com o ex-marido, a autora elenca prós e contra. Entre os prós foi citado, EXCETO:
Alternativas
Q1214883 Português
Leia o texto a seguir e respondas a questão:

"Acabou!"

O que as pessoas fazem para sobreviver emocionalmente em meio a tantas crises?
Uma empresária de 57 anos disse que está muito deprimida e até teve ataques de pânico em função da atual crise econômica e política.
"Procuro adotar a filosofia de viver um dia de cada vez. Meu mantra é: concedei-me a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras".
Ela disse que seu maior sofrimento é não conseguir enxergar alguma saída para a crise. "Não gosto de tomar remédio para dormir ou para me acalmar. E, por isso, sofro demais com a minha insônia. Fiz muitos anos de análise, gastei uma fortuna com todos os tipos de terapia. Mas, na verdade, a única vez que um analista me ajudou foi quando eu estava em dúvida se voltava ou não para o meu exmarido. Levei uma folha com tudo anotado. Os prós: sentia falta das nossas conversas, tinha medo de ficar sozinha para sempre, estava com ciúmes da nova vida dele. Os contras: brigávamos o tempo todo, ele me irritava de propósito, só sabia me criticar e destruir minha autoestima".
O analista pegou a folha da sua mão e a rasgou em pedacinhos. Depois disse: "Acabou!". "Eu continuava insistindo em ruminar o passado: 'Onde foi que eu errei? Por que não deu certo? Será que eu estaria mais feliz se não tivesse me separado?' Não importava mais se minha decisão de separar tinha ou não sido certa: acabou! Não interessava se eu estava com medo de ficar sozinha para sempre ou com ciúmes dele: acabou! Foi a resposta que eu precisava para não me atormentar mais: acabou!".
Ela conclui: "Antes, quando tinha algum problema profissional ou pessoal, ficava paralisada. Falava com muitas pessoas, ouvia conselhos e opiniões contraditórias, ficava perdida e cada vez mais angustiada. Hoje, quando estou insegura com alguma questão, escrevo em uma página todos os prós e contras, analiso cada uma das possibilidades, tomo uma decisão e, depois, rasgo em pedacinhos o papel. Digo para mim mesma: Acabou! É uma verdadeira libertação dos meus medos, ansiedades e preocupações e, só assim, consigo dormir".
Por que temos tanta dificuldade para aceitar que, simplesmente, acabou?

Goldeberg, Mirian. Colunista da Folha de São Paulo, Março, 2016. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2016/03/175 2575-acabou.shtml .Acesso em 21/04/2016.
Segundo o texto, a melhor saída para resolver um problema é:
Alternativas
Q1214844 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão:
Meu pior pesadelo

Além de insônia, tenho muitos pesadelos.
O mais recorrente é com nazistas querendo me matar. Apesar de ser uma menina frágil, consigo fugir e sobreviver, mas sofro desesperadamente por não conseguir salvar minha mãe.
Um pesadelo frequente é com meu pai e meus irmãos que me batem violentamente e roubam meu dinheiro. Apesar de ser uma menina magrinha, consigo sobreviver por ter aprendido a me tornar invisível. Outro pesadelo é com meu ex-marido que flerta descaradamente com outras mulheres. Reconheço que sou uma mulher insignificante e insegura, que merece ser traída. Consigo me esconder no banheiro e ele não vê minhas lágrimas.
O pesadelo mais recente é com o país dividido por um muro, com manifestações violentas nas ruas entre, de um lado, brasileiros vestidos de verde e amarelo e, de outro, brasileiros de vermelho. Todos gritam e destilam ódio, clamam pela prisão dos corruptos e xingam velhos amigos de golpistas e fascistas. Um ministro do governo anuncia uma guerra sangrenta com um cadáver que certamente virá. Um ministro do STF fala do risco de intervenção das Forças Armadas.
O presidente da Câmara, acusado em inúmeros inquéritos da Lava Jato, com dezenas de contas não declaradas no exterior, réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, é o terceiro na linha sucessória podendo chegar a ser o vice-presidente ou até mesmo o presidente do Brasil, como resultado de um processo de impeachment que ele mesmo instalou. Milhões de brasileiros desempregados, milhares de negócios fechados, incontáveis famílias querendo deixar o país, casos de ansiedade, depressão, insônia e pânico aumentando assustadoramente. Políticos corruptos querendo salvar a própria pele a qualquer custo, incendiando o país, sem a menor preocupação com o sofrimento que estão causando em todo o povo. Estão "cagando e andando", como disse um deles. O Brasil que, até recentemente, era uma das economias mais sólidas e promissoras do mundo, se encontra em uma situação desesperadora, sem qualquer perspectiva de solução. Sinto um medo enorme de perder tudo o que conquistei com muito trabalho e sacrifício, não sei como posso me proteger. Por favor, alguém pode me acordar e dizer que é só mais um pesadelo?

Goldenber, Mirian. Folha de São Paulo, 2016. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2016/04/ 1762506-meu-pior-pesadelo.shtml. Acesso em 21/04/2016.  
A autora destaca a sua preocupação com o povo brasileiro em meio a crise, evidenciada na seguinte colocação:
Alternativas
Q1214843 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão:
Meu pior pesadelo

Além de insônia, tenho muitos pesadelos.
O mais recorrente é com nazistas querendo me matar. Apesar de ser uma menina frágil, consigo fugir e sobreviver, mas sofro desesperadamente por não conseguir salvar minha mãe.
Um pesadelo frequente é com meu pai e meus irmãos que me batem violentamente e roubam meu dinheiro. Apesar de ser uma menina magrinha, consigo sobreviver por ter aprendido a me tornar invisível. Outro pesadelo é com meu ex-marido que flerta descaradamente com outras mulheres. Reconheço que sou uma mulher insignificante e insegura, que merece ser traída. Consigo me esconder no banheiro e ele não vê minhas lágrimas.
O pesadelo mais recente é com o país dividido por um muro, com manifestações violentas nas ruas entre, de um lado, brasileiros vestidos de verde e amarelo e, de outro, brasileiros de vermelho. Todos gritam e destilam ódio, clamam pela prisão dos corruptos e xingam velhos amigos de golpistas e fascistas. Um ministro do governo anuncia uma guerra sangrenta com um cadáver que certamente virá. Um ministro do STF fala do risco de intervenção das Forças Armadas.
O presidente da Câmara, acusado em inúmeros inquéritos da Lava Jato, com dezenas de contas não declaradas no exterior, réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, é o terceiro na linha sucessória podendo chegar a ser o vice-presidente ou até mesmo o presidente do Brasil, como resultado de um processo de impeachment que ele mesmo instalou. Milhões de brasileiros desempregados, milhares de negócios fechados, incontáveis famílias querendo deixar o país, casos de ansiedade, depressão, insônia e pânico aumentando assustadoramente. Políticos corruptos querendo salvar a própria pele a qualquer custo, incendiando o país, sem a menor preocupação com o sofrimento que estão causando em todo o povo. Estão "cagando e andando", como disse um deles. O Brasil que, até recentemente, era uma das economias mais sólidas e promissoras do mundo, se encontra em uma situação desesperadora, sem qualquer perspectiva de solução. Sinto um medo enorme de perder tudo o que conquistei com muito trabalho e sacrifício, não sei como posso me proteger. Por favor, alguém pode me acordar e dizer que é só mais um pesadelo?

Goldenber, Mirian. Folha de São Paulo, 2016. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/miriangoldenberg/2016/04/ 1762506-meu-pior-pesadelo.shtml. Acesso em 21/04/2016.  
Segundo o texto de Mirian Goldenber, o seu pesadelo mais recente se refere a:
Alternativas
Respostas
40061: A
40062: B
40063: A
40064: A
40065: A
40066: D
40067: A
40068: C
40069: D
40070: B
40071: B
40072: B
40073: A
40074: A
40075: D
40076: C
40077: D
40078: C
40079: C
40080: D