Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Excesso de atividades
Muitas crianças sofrem com o excesso de atividades porque os pais acreditam que isso vai deixá-las mais preparadas para o futuro, e pensam que é necessário despertar a competitividade desde cedo para garantir o sucesso profissional. Além disso, existe a dificuldade de não ter onde deixar os pequenos durante o dia. Para resolver o problema, os pais mantêm os filhos ocupados o máximo possível. Com as atividades, os pais tentam também aliviar uma certa culpa de sua ausência física e emocional.
É importante que os pais saibam que a criança precisa ter tempo livre para interagir com outras crianças. O estresse diário, comum na vida de adultos, não deveria fazer parte da realidade das crianças.
(http://zh.clicrbs.com.br/s/vida-e-estilo/vida/notícia/2013/03/ agenda-lotada-excesso-de-atividades-pode-ser-prejudicial-para-as-criancas-4086596.html. Acesso em 18.05.2017. Adaptado)
Excesso de atividades
Muitas crianças sofrem com o excesso de atividades porque os pais acreditam que isso vai deixá-las mais preparadas para o futuro, e pensam que é necessário despertar a competitividade desde cedo para garantir o sucesso profissional. Além disso, existe a dificuldade de não ter onde deixar os pequenos durante o dia. Para resolver o problema, os pais mantêm os filhos ocupados o máximo possível. Com as atividades, os pais tentam também aliviar uma certa culpa de sua ausência física e emocional.
É importante que os pais saibam que a criança precisa ter tempo livre para interagir com outras crianças. O estresse diário, comum na vida de adultos, não deveria fazer parte da realidade das crianças.
(http://zh.clicrbs.com.br/s/vida-e-estilo/vida/notícia/2013/03/ agenda-lotada-excesso-de-atividades-pode-ser-prejudicial-para-as-criancas-4086596.html. Acesso em 18.05.2017. Adaptado)
Agenda lotada
Flávia logo percebeu que as outras moradoras do prédio, mãe dos amiguinhos do seu filho, Paulinho, de seis anos, olhavam para ela com um ar de superioridade. Não era para menos. Afinal, o garoto até aquela idade se limitava a brincar e ir à escola. Andava em total descompasso com os outros meninos, que já haviam desenvolvido múltiplas e variadas atividades desde a mais tenra infância. Então, Flávia pediu ao marido que tivesse uma conversa com o filho.
– O que você gostaria de fazer, Paulinho? – perguntou o pai, dando uma de liberal que não costuma impor suas vontades.
– Brincar…
– Você não acha que já passou um pouco da idade, filho? A vida não é uma eterna brincadeira. Você precisa começar a pensar no futuro. Pensar em coisas mais sérias, desenvolver outras atividades. Você não gostaria de praticar algum esporte?
Alheios ao desejo do filho, os pais resolveram colocar Paulinho na natação, na ginástica olímpica, no inglês, judô, francês…
Quando os amiguinhos da rua chamavam Paulinho para brincar depois do colégio, ele respondia:
– Não posso, tenho aula de inglês.
– E depois?
– Vou pro judô.
– Então quando poderemos brincar?
– Não sei. Tenho que ver na agenda.
À noitinha chegava mais cansado do que o pai. Nunca mais brincou. E Paulinho foi ficando adulto antes do tempo, como uma fruta que amadurece antes da hora.
(NOVAES, Carlos Eduardo. A cadeira do dentista. 8ª ed. São Paulo: Ática, 2003. Adaptado)
Agenda lotada
Flávia logo percebeu que as outras moradoras do prédio, mãe dos amiguinhos do seu filho, Paulinho, de seis anos, olhavam para ela com um ar de superioridade. Não era para menos. Afinal, o garoto até aquela idade se limitava a brincar e ir à escola. Andava em total descompasso com os outros meninos, que já haviam desenvolvido múltiplas e variadas atividades desde a mais tenra infância. Então, Flávia pediu ao marido que tivesse uma conversa com o filho.
– O que você gostaria de fazer, Paulinho? – perguntou o pai, dando uma de liberal que não costuma impor suas vontades.
– Brincar…
– Você não acha que já passou um pouco da idade, filho? A vida não é uma eterna brincadeira. Você precisa começar a pensar no futuro. Pensar em coisas mais sérias, desenvolver outras atividades. Você não gostaria de praticar algum esporte?
Alheios ao desejo do filho, os pais resolveram colocar Paulinho na natação, na ginástica olímpica, no inglês, judô, francês…
Quando os amiguinhos da rua chamavam Paulinho para brincar depois do colégio, ele respondia:
– Não posso, tenho aula de inglês.
– E depois?
– Vou pro judô.
– Então quando poderemos brincar?
– Não sei. Tenho que ver na agenda.
À noitinha chegava mais cansado do que o pai. Nunca mais brincou. E Paulinho foi ficando adulto antes do tempo, como uma fruta que amadurece antes da hora.
(NOVAES, Carlos Eduardo. A cadeira do dentista. 8ª ed. São Paulo: Ática, 2003. Adaptado)
Agenda lotada
Flávia logo percebeu que as outras moradoras do prédio, mãe dos amiguinhos do seu filho, Paulinho, de seis anos, olhavam para ela com um ar de superioridade. Não era para menos. Afinal, o garoto até aquela idade se limitava a brincar e ir à escola. Andava em total descompasso com os outros meninos, que já haviam desenvolvido múltiplas e variadas atividades desde a mais tenra infância. Então, Flávia pediu ao marido que tivesse uma conversa com o filho.
– O que você gostaria de fazer, Paulinho? – perguntou o pai, dando uma de liberal que não costuma impor suas vontades.
– Brincar…
– Você não acha que já passou um pouco da idade, filho? A vida não é uma eterna brincadeira. Você precisa começar a pensar no futuro. Pensar em coisas mais sérias, desenvolver outras atividades. Você não gostaria de praticar algum esporte?
Alheios ao desejo do filho, os pais resolveram colocar Paulinho na natação, na ginástica olímpica, no inglês, judô, francês…
Quando os amiguinhos da rua chamavam Paulinho para brincar depois do colégio, ele respondia:
– Não posso, tenho aula de inglês.
– E depois?
– Vou pro judô.
– Então quando poderemos brincar?
– Não sei. Tenho que ver na agenda.
À noitinha chegava mais cansado do que o pai. Nunca mais brincou. E Paulinho foi ficando adulto antes do tempo, como uma fruta que amadurece antes da hora.
(NOVAES, Carlos Eduardo. A cadeira do dentista. 8ª ed. São Paulo: Ática, 2003. Adaptado)
“Mas, como disse Drummond na crônica Antigamente, ‘tudo isso era antigamente, isto é, outrora’ ". (§ 7)
No texto, o autor escreveu a informação acima com a intenção de:
A vontade do falecido
Alguns dias depois, deu-se o evento. Seu Irineu pisou no prego e esvaziou. Apanhou um resfriado, do resfriado passou à pneumonia, da pneumonia passou ao estado de coma e do estado de coma não passou mais. Levou pau e foi reprovado. Um médico do SAMDU*, muito a contragosto, compareceu ao local e deu o atestado de óbito.
Tudo que era parente com razoáveis esperanças de herança foi velar o morto.
Tomou-se conhecimento de uma carta que estava cuidadosamente colocada dentro do cofre, sobre o dinheiro deixado por seu Irineu. E na carta o velho dizia: “Quero ser enterrado junto com a quantia existente nesse cofre, que é tudo o que eu possuo e que foi ganho com o suor do meu rosto, sem a ajuda de parente vagabundo nenhum”. E, por baixo, a assinatura com firma reconhecida para não haver dúvida: Irineu de Carvalho Pinto Boaventura.
Para quê! Nunca se chorou tanto num velório, sem se ligar pro morto. A parentada chorava às pampas, mas não apareceu ninguém com peito para desrespeitar a vontade do falecido.
Foi quase na hora do corpo sair. Desde o momento em que se tomou conhecimento do que a carta dizia, que Altamirando imaginava um jeito de passar o morto para trás. Era muita sopa deixar aquele dinheiro ali pro velho gastar com minhoca. Pensou, pensou e, na hora que iam fechar o caixão, ele deu o grito de “pera aí”. Tirou os sessenta milhões de dentro do caixão, fez um cheque da mesma importância, jogou lá dentro e disse “fecha”.
– Se ele precisar, mais tarde desconta o cheque no Banco.
* SAMDU – Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência, já extinto.
(Stanislaw Ponte Preta. Dois amigos e um chato, 1986. Adaptado)
Leia a charge.

No plano da linguagem verbal, o efeito de humor da charge
decorre
A eletricidade produzida a partir da luz do sol, ou energia fotovoltaica, aparece como a grande estrela do relatório “Renováveis 2017 – Análise e Previsões para 2022”, da Agência Internacional de Energia (AIE). E a maior responsável por isso, mais uma vez, é a China.
A geração solar foi a que mais cresceu entre as energias renováveis, alcançando quase a metade (45%) dos 165 giga-watts de capacidade adicionada em 2016, excluídas fontes de origem fóssil (carvão, petróleo e gás natural) e nuclear.
O Brasil instalou 7,8 GW de renováveis no ano passado – de um total de 9,5 GW no país –, repartidos entre usinas hidrelétricas (5,2 GW) e eólicas (2,6 GW). Mantém uma das matrizes de geração mais limpas, mas contribui com menos de 5% do crescimento verde mundial.
Já a China responde por 40% da capacidade renovável adicionada em 2016, e a maior parte disso provém da energia solar. O governo de Pequim incentiva essa fonte limpa na tentativa de minorar a poluição do ar gerada por termelétricas a carvão, grave problema de saúde pública e inquietação social.
Sob esse estímulo, o país asiático já representa 50% da demanda global por painéis fotovoltaicos e manufatura 60% desses equipamentos.
Salta aos olhos a irrelevância do Brasil no que respeita à energia solar fotovoltaica. Algumas grandes centrais começam a ser instaladas, mas o investimento nacional na mais dinâmica fonte alternativa é desprezível, em termos mundiais.
O país só se destaca, no relatório da AIE, na seara das fontes renováveis para o setor de transporte. Embora o noticiário se concentre na voga dos veículos elétricos, o estudo ressalta que os biocombustíveis – como etanol e biodiesel – permanecerão como opções mais viáveis.
Sim, o Brasil conta com a matriz elétrica mais limpa entre nações de grande porte e liderança inconteste em álcool combustível. O futuro, no entanto, é solar.
(Editorial. Império do sol. Folha de S.Paulo, 10.10.2017. Adaptado)
Observe as duas passagens do texto:
• O governo de Pequim incentiva essa fonte limpa na tentativa de minorar a poluição do ar gerada por termelétricas a carvão… (4° parágrafo)
• Sob esse estímulo, o país asiático já representa 50% da demanda global por painéis fotovoltaicos e manufatura 60% desses equipamentos. (5° parágrafo)
Analisando-se as informações, conclui-se que as do 5° parágrafo representam
A eletricidade produzida a partir da luz do sol, ou energia fotovoltaica, aparece como a grande estrela do relatório “Renováveis 2017 – Análise e Previsões para 2022”, da Agência Internacional de Energia (AIE). E a maior responsável por isso, mais uma vez, é a China.
A geração solar foi a que mais cresceu entre as energias renováveis, alcançando quase a metade (45%) dos 165 giga-watts de capacidade adicionada em 2016, excluídas fontes de origem fóssil (carvão, petróleo e gás natural) e nuclear.
O Brasil instalou 7,8 GW de renováveis no ano passado – de um total de 9,5 GW no país –, repartidos entre usinas hidrelétricas (5,2 GW) e eólicas (2,6 GW). Mantém uma das matrizes de geração mais limpas, mas contribui com menos de 5% do crescimento verde mundial.
Já a China responde por 40% da capacidade renovável adicionada em 2016, e a maior parte disso provém da energia solar. O governo de Pequim incentiva essa fonte limpa na tentativa de minorar a poluição do ar gerada por termelétricas a carvão, grave problema de saúde pública e inquietação social.
Sob esse estímulo, o país asiático já representa 50% da demanda global por painéis fotovoltaicos e manufatura 60% desses equipamentos.
Salta aos olhos a irrelevância do Brasil no que respeita à energia solar fotovoltaica. Algumas grandes centrais começam a ser instaladas, mas o investimento nacional na mais dinâmica fonte alternativa é desprezível, em termos mundiais.
O país só se destaca, no relatório da AIE, na seara das fontes renováveis para o setor de transporte. Embora o noticiário se concentre na voga dos veículos elétricos, o estudo ressalta que os biocombustíveis – como etanol e biodiesel – permanecerão como opções mais viáveis.
Sim, o Brasil conta com a matriz elétrica mais limpa entre nações de grande porte e liderança inconteste em álcool combustível. O futuro, no entanto, é solar.
(Editorial. Império do sol. Folha de S.Paulo, 10.10.2017. Adaptado)
Leia trecho da canção de Gilberto Gil, Andar com Fé, para responder à questão.
Andá com fé eu vou
Que a fé não costuma faiá
Certo ou errado até
A fé vai onde quer que eu vá
Ô-ô
A pé ou de avião
Mesmo a quem não tem fé
A fé costuma acompanhar
Ô-ô
Pelo sim, pelo não
(http://www.gilbertogil.com.br/sec_musica_2017.php)
Leia a tira.

A leitura comparativa entre a tira e a canção de Gilberto
Gil permite concluir que os dois textos
Atenção: Nesta prova, considera-se uso correto da Língua Portuguesa o que está de acordo com a norma padrão escrita.
Leia o texto a seguir para responder as questões sobre seu conteúdo.
A RBS DESENHA SEU CAMINHO
21/12/2015 Revista Amanhã. Por André D´Angelo. Adaptado de: http://www.amanha.com.br/posts/view/1594/a-rbs-desenha-seu-caminho#sthash.PjikvSIU.dpuf Acesso em 12 mar 2017.
O Grupo RBS anunciou sua nova configuração organizacional. Criou a figura do CEO para suas duas grandes unidades de negócios, mídia e internet, e transformou seu atual presidente, Eduardo Melzer, em um “CEO acima dos CEOs”, pronto a se envolver tanto com o presente dos negócios do Grupo (rádio, TV e jornal) quanto com seu futuro (e-commerce, aplicativos, mobile).
Na prática, a decisão entrega a Claudio Toigo Filho, o comandante da unidade de mídia, a missão de retardar o declínio das receitas dos negócios tradicionais da companhia, extraindo deles os recursos necessários para financiar parte de sua expansão no novíssimo mercado digital – aos quais Melzer parece conceder mais atenção, energia e preocupação.
Dos quadros internos de que a RBS dispunha, Claudio Toigo é, provavelmente, o mais talhado para a tarefa. Conhece a casa (tem 20 anos de empresa), responde pelas finanças do Grupo já há alguns anos (o que o proporciona uma visão do todo) e, principalmente, é respeitado e benquisto por seus pares e subordinados. Para uma empresa que andou conflagrada por demissões em série, manifestações públicas infelizes e um sem-número de boatos, uma figura serena e pacificadora como a de Toigo vem em boa hora.
Seu histórico é o de um executivo equilibrado, pouco afeito a rompantes e quase nada personalista; um típico músico de orquestra, e não um solista. Um profissional com o perfil de promover evoluções, e não revoluções, menos ainda as radicais ou repentinas. Sua pouca aptidão para as questões editoriais – que, de resto, também pouco interessavam a Melzer – será suficientemente compensada pela criação da vice-presidência editorial, na qual Marcelo Rech fará o papel de porta-voz da família controladora.
Entregue o navio mídia a um comandante de confiança, presume-se que Melzer sinta-se mais à vontade, a partir de agora, para perscrutar o futuro da RBS. E este passa, em um primeiro momento, pelo universo digital, por natureza, menos sujeito às limitações geográficas dos negócios tradicionais de comunicação. Não por acaso a e.Bricks, braço de internet do Grupo, tem sede em São Paulo; e, menos casual ainda, é que Melzer tenha passado tanto tempo lá quanto cá desde que assumiu a presidência corporativa, dois ou três anos atrás. Sabe o executivo que o cenário que se avizinha é pouco alvissareiro para a mídia tradicional; à perda de audiência dos veículos seguir-se-á a de receita e, claro, a de poder político. Por mais que se invista em bons produtos editoriais digitais, estes enfrentam um ambiente bastante diferente do das mídias convencionais: atenção do público hiperdispersa, baixas barreiras de entrada a concorrentes e capacidade de monetização da audiência e do engajamento ainda nebulosa. [...].
Para além da internet, a existência da diretoria de
“desenvolvimento de novos negócios” (que, como o nome
indica, não conta com um perímetro específico a delimitar seu radar) respondendo diretamente a Melzer sugere que
eventuais novos empreendimentos possam ser apoiados
pelo Grupo, mesmo que não contenham o DNA digital.
Com isso, o organograma da RBS fica um tanto esquisito,
é verdade – a um presidente-executivo (Melzer)
respondem dois CEOS, um vice-presidente e uma diretora
–, algo que está longe de ser uma novidade na história do
Grupo e que, sinceramente, constitui o menor dos
problemas em uma empresa em pleno processo de
reinvenção. [...].
Atenção: Nesta prova, considera-se uso correto da Língua Portuguesa o que está de acordo com a norma padrão escrita.
Leia o texto a seguir para responder as questões sobre seu conteúdo.
A RBS DESENHA SEU CAMINHO
21/12/2015 Revista Amanhã. Por André D´Angelo. Adaptado de: http://www.amanha.com.br/posts/view/1594/a-rbs-desenha-seu-caminho#sthash.PjikvSIU.dpuf Acesso em 12 mar 2017.
O Grupo RBS anunciou sua nova configuração organizacional. Criou a figura do CEO para suas duas grandes unidades de negócios, mídia e internet, e transformou seu atual presidente, Eduardo Melzer, em um “CEO acima dos CEOs”, pronto a se envolver tanto com o presente dos negócios do Grupo (rádio, TV e jornal) quanto com seu futuro (e-commerce, aplicativos, mobile).
Na prática, a decisão entrega a Claudio Toigo Filho, o comandante da unidade de mídia, a missão de retardar o declínio das receitas dos negócios tradicionais da companhia, extraindo deles os recursos necessários para financiar parte de sua expansão no novíssimo mercado digital – aos quais Melzer parece conceder mais atenção, energia e preocupação.
Dos quadros internos de que a RBS dispunha, Claudio Toigo é, provavelmente, o mais talhado para a tarefa. Conhece a casa (tem 20 anos de empresa), responde pelas finanças do Grupo já há alguns anos (o que o proporciona uma visão do todo) e, principalmente, é respeitado e benquisto por seus pares e subordinados. Para uma empresa que andou conflagrada por demissões em série, manifestações públicas infelizes e um sem-número de boatos, uma figura serena e pacificadora como a de Toigo vem em boa hora.
Seu histórico é o de um executivo equilibrado, pouco afeito a rompantes e quase nada personalista; um típico músico de orquestra, e não um solista. Um profissional com o perfil de promover evoluções, e não revoluções, menos ainda as radicais ou repentinas. Sua pouca aptidão para as questões editoriais – que, de resto, também pouco interessavam a Melzer – será suficientemente compensada pela criação da vice-presidência editorial, na qual Marcelo Rech fará o papel de porta-voz da família controladora.
Entregue o navio mídia a um comandante de confiança, presume-se que Melzer sinta-se mais à vontade, a partir de agora, para perscrutar o futuro da RBS. E este passa, em um primeiro momento, pelo universo digital, por natureza, menos sujeito às limitações geográficas dos negócios tradicionais de comunicação. Não por acaso a e.Bricks, braço de internet do Grupo, tem sede em São Paulo; e, menos casual ainda, é que Melzer tenha passado tanto tempo lá quanto cá desde que assumiu a presidência corporativa, dois ou três anos atrás. Sabe o executivo que o cenário que se avizinha é pouco alvissareiro para a mídia tradicional; à perda de audiência dos veículos seguir-se-á a de receita e, claro, a de poder político. Por mais que se invista em bons produtos editoriais digitais, estes enfrentam um ambiente bastante diferente do das mídias convencionais: atenção do público hiperdispersa, baixas barreiras de entrada a concorrentes e capacidade de monetização da audiência e do engajamento ainda nebulosa. [...].
Para além da internet, a existência da diretoria de
“desenvolvimento de novos negócios” (que, como o nome
indica, não conta com um perímetro específico a delimitar seu radar) respondendo diretamente a Melzer sugere que
eventuais novos empreendimentos possam ser apoiados
pelo Grupo, mesmo que não contenham o DNA digital.
Com isso, o organograma da RBS fica um tanto esquisito,
é verdade – a um presidente-executivo (Melzer)
respondem dois CEOS, um vice-presidente e uma diretora
–, algo que está longe de ser uma novidade na história do
Grupo e que, sinceramente, constitui o menor dos
problemas em uma empresa em pleno processo de
reinvenção. [...].
Sobre o novo CEO do grupo RBS, Eduardo Melzer, analise as proposições a seguir. Em seguida, marque a alternativa que contenha análise correta sobre as mesmas.
I. Responde ao vice-presidente e a uma diretora.
II. Deve levar em consideração, em sua gestão, a realidade atual de negócios do Grupo, bem como a realidade vindoura.
III. Será o responsável por alavancar as receitas das atividades já desempenhadas pelo Grupo, gerando recursos para investir no mercado digital.
IV. Reconhece as dificuldades que a companhia deve enfrentar futuramente com a alteração das mídias tradicionais para o meio digital.
Atenção: Nesta prova, considera-se uso correto da Língua Portuguesa o que está de acordo com a norma padrão escrita.
Leia o texto a seguir para responder as questões sobre seu conteúdo.
A RBS DESENHA SEU CAMINHO
21/12/2015 Revista Amanhã. Por André D´Angelo. Adaptado de: http://www.amanha.com.br/posts/view/1594/a-rbs-desenha-seu-caminho#sthash.PjikvSIU.dpuf Acesso em 12 mar 2017.
O Grupo RBS anunciou sua nova configuração organizacional. Criou a figura do CEO para suas duas grandes unidades de negócios, mídia e internet, e transformou seu atual presidente, Eduardo Melzer, em um “CEO acima dos CEOs”, pronto a se envolver tanto com o presente dos negócios do Grupo (rádio, TV e jornal) quanto com seu futuro (e-commerce, aplicativos, mobile).
Na prática, a decisão entrega a Claudio Toigo Filho, o comandante da unidade de mídia, a missão de retardar o declínio das receitas dos negócios tradicionais da companhia, extraindo deles os recursos necessários para financiar parte de sua expansão no novíssimo mercado digital – aos quais Melzer parece conceder mais atenção, energia e preocupação.
Dos quadros internos de que a RBS dispunha, Claudio Toigo é, provavelmente, o mais talhado para a tarefa. Conhece a casa (tem 20 anos de empresa), responde pelas finanças do Grupo já há alguns anos (o que o proporciona uma visão do todo) e, principalmente, é respeitado e benquisto por seus pares e subordinados. Para uma empresa que andou conflagrada por demissões em série, manifestações públicas infelizes e um semnúmero de boatos, uma figura serena e pacificadora como a de Toigo vem em boa hora.
Seu histórico é o de um executivo equilibrado, pouco afeito a rompantes e quase nada personalista; um típico músico de orquestra, e não um solista. Um profissional com o perfil de promover evoluções, e não revoluções, menos ainda as radicais ou repentinas. Sua pouca aptidão para as questões editoriais – que, de resto, também pouco interessavam a Melzer – será suficientemente compensada pela criação da vice-presidência editorial, na qual Marcelo Rech fará o papel de porta-voz da família controladora.
Entregue o navio mídia a um comandante de confiança, presume-se que Melzer sinta-se mais à vontade, a partir de agora, para perscrutar o futuro da RBS. E este passa, em um primeiro momento, pelo universo digital, por natureza, menos sujeito às limitações geográficas dos negócios tradicionais de comunicação. Não por acaso a e.Bricks, braço de internet do Grupo, tem sede em São Paulo; e, menos casual ainda, é que Melzer tenha passado tanto tempo lá quanto cá desde que assumiu a presidência corporativa, dois ou três anos atrás. Sabe o executivo que o cenário que se avizinha é pouco alvissareiro para a mídia tradicional; à perda de audiência dos veículos seguir-se-á a de receita e, claro, a de poder político. Por mais que se invista em bons produtos editoriais digitais, estes enfrentam um ambiente bastante diferente do das mídias convencionais: atenção do público hiperdispersa, baixas barreiras de entrada a concorrentes e capacidade de monetização da audiência e do engajamento ainda nebulosa. [...].
Para além da internet, a existência da diretoria de
“desenvolvimento de novos negócios” (que, como o nome
indica, não conta com um perímetro específico a delimitar seu radar) respondendo diretamente a Melzer sugere que
eventuais novos empreendimentos possam ser apoiados
pelo Grupo, mesmo que não contenham o DNA digital.
Com isso, o organograma da RBS fica um tanto esquisito,
é verdade – a um presidente-executivo (Melzer)
respondem dois CEOS, um vice-presidente e uma diretora
–, algo que está longe de ser uma novidade na história do
Grupo e que, sinceramente, constitui o menor dos
problemas em uma empresa em pleno processo de
reinvenção. [...].
A partir das ideias presentes no texto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. Claudio Toigo é a pessoa ideal para retardar o declínio dos negócios tradicionais da companhia.
PORQUE
II. Toigo é um profissional equilibrado, conhece a organização e promove evoluções de forma gradativa.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
Atenção: Nesta prova, considera-se uso correto da Língua Portuguesa o que está de acordo com a norma padrão escrita.
Leia o texto a seguir para responder a questão sobre seu conteúdo.
O poder de poder
Adaptado de: http://revistaepoca.globo.com/Negocios-e-carreira/noticia/2012/07/e-de-crianca-que-se-empreende.html. Acesso em 30 jan 2017.
A professora Jacileide Soares dos Santos não teve aulas de empreendedorismo na escola. Nem na faculdade de Letras, que cursou há 32 anos. Desde 2005, seus alunos do 6º ano da escola estadual Senador Aderbal Jurema, em Jabotão, no interior de Pernambuco, passaram a ter aulas periódicas sobre Introdução ao Mundo dos Negócios.
As atividades não são desenvolvidas pelos professores, mas pela organização americana sem fins lucrativos, Junior Achievment, que há mais de 90 anos trabalha com programas que fomentam o empreendedorismo em jovens de mais de 120 países.
No Brasil desde 2003, a organização conta com o trabalho de funcionários-voluntários de empresas parceiras para preparar e conscientizar melhor as crianças para o mercado de trabalho. Neste ano, os alunos da professora Jacileide vivenciaram, dentro da sala de aula, o processo de fabricação de canetinhas. Divididos em grupos, eles aprendiam, juntos, a montar as canetas e a entender a importância de cada etapa na produção final.
No início, a professora Jacileide ficava desconfiada.
“Não sabia aonde eles queriam chegar e qual a
importância daquilo tudo”. Hoje, ela já tem a resposta.
Percebeu que a educação empreendedora é o caminho
mais sustentável para o progresso econômico e para o
combate à pobreza no longo prazo. “Muitos alunos não
queriam prestar vestibular ou fazer um curso técnico.
Tinham medo de disputar as coisas no mundo lá fora, de
fracassar”. Segundo a professora, de 2010 para 2011, o
número de alunos inscritos em cursos técnicos e
vestibulares dobrou – passou de quatro para oito, incluindo
todas as turmas do terceiro ano. “A autoestima da nossa
comunidade está aumentando a cada ano”, diz a
professora Jacileide. “Se eu tivesse tido essa formação,
minha vida teria sido tão diferente...”.
Considere as afirmativas:
I. A palavra “empreendedorismo”, destacada no texto, pode ser interpretada como a ação de criação para a construção de algo, novo ou não, com valor reconhecido, em oportunidades identificadas.
II. A palavra “fomentam”, destacada no texto, significa, no contexto, concretizar.
III. A palavra “sustentável”, destacada no texto, refere-se à capacidade de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.
IV. A palavra “eles”, destacada no último parágrafo, retoma o termo “funcionários-voluntários de empresas parceiras”, citado no terceiro parágrafo.
Agora, assinale a alternativa com a análise correta sobre as afirmações.

