Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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I. O texto estabelece intertextualidade com outros textos de forma explícita. II. A noção de bobo da autora é apresentada ao longo do texto. III. A comparação entre ser bobo e ser esperto se faz, além de outros recursos, por meio de adjetivações.
Estão CORRETAS as afirmativas:
A carta de amor
No momento em que Malvina ia por a frigideira no fogo, entrou a cozinheira com um envelope na mão. Isso bastou para que ela se tornasse nervosa. Seu coração pôs-se a bater precipitadamente e seu rosto se afogueou. Abriu-o com gesto decisivo e extraiu um papel verde-mar, sobre o qual se liam, em caracteres enérgicos, masculinos, estas palavras: “Você será amada…”.
Malvina empalideceu, apesar de já conhecer o conteúdo dessa carta verde-mar, que recebia todos os dias, havia já uma semana. Malvina estava apaixonada por um ente invisível, por um papel verde-mar, por três palavras e três pontos de reticências. “Você será amada…”. Há uma semana que vivia como ébria.
Olhava para a rua, e qualquer olhar de homem que se cruzasse com o seu, lhe fazia palpitar tumultuosamente o coração. Se o telefone tilintava, seu pensamento corria célere: talvez fosse “ele”. Se não conhecesse a causa desse transtorno, por certo Malvina já teria ido consultar um médico de doenças nervosas. Mandara examinar por um grafólogo a letra dessa carta. Fora em todas as papelarias à procura desse papel verde-mar e, inconscientemente, fora até ao correio ver se descobria o remetente no ato de atirar o envelope na caixa.
Tudo em vão. Quem escrevia, conseguia manter-se incógnito. Malvina teria feito tudo quanto ele quisesse. Nenhum empecilho para com o desconhecido. Mas para que ela pudesse realizar o seu sonho, era preciso que ele se tornasse homem de carne e osso. Malvina imaginava-o alto, moreno, com grandes olhos negros, forte e espadaúdo!
O seu cérebro trabalhava: seria ele casado? Não, não o era. Seria pobre? Não podia ser. Seria um grande industrial? Quem sabe?
As cartas de amor, verde-mar, haviam surgido na vida de Malvina como o dilúvio, transtornandolhe o cérebro.
Afinal, no décimo dia, chegou a explicação do enigma. Foi uma coisa tão dramática, tão original, tão crível, que Malvina não teve nem um ataque de histerismo, nem uma crise de cólera. Ficou apenas petrificada.
“Você será amada… se usar, pela manhã, o creme de beleza Lua Cheia. O creme Lua Cheia é vendido em todas as farmácias e drogarias. Ninguém resistirá a você, se usar o creme Lua Cheia.”
Era o que continha o papel verde-mar, escrito em enérgicos caracteres masculinos.
Ao voltar a si, Malvina arrastou-se até ao telefone:
– Alô! É Jorge quem está falando? Já pensei e resolvi casar-me com você. Sim, Jorge, amo-o! Ora, que pergunta! Pode vir.
A voz de Jorge estava rouca de felicidade!
E nunca soube a que devia tanta sorte!
A carta de amor
No momento em que Malvina ia por a frigideira no fogo, entrou a cozinheira com um envelope na mão. Isso bastou para que ela se tornasse nervosa. Seu coração pôs-se a bater precipitadamente e seu rosto se afogueou. Abriu-o com gesto decisivo e extraiu um papel verde-mar, sobre o qual se liam, em caracteres enérgicos, masculinos, estas palavras: “Você será amada…”.
Malvina empalideceu, apesar de já conhecer o conteúdo dessa carta verde-mar, que recebia todos os dias, havia já uma semana. Malvina estava apaixonada por um ente invisível, por um papel verde-mar, por três palavras e três pontos de reticências. “Você será amada…”. Há uma semana que vivia como ébria.
Olhava para a rua, e qualquer olhar de homem que se cruzasse com o seu, lhe fazia palpitar tumultuosamente o coração. Se o telefone tilintava, seu pensamento corria célere: talvez fosse “ele”. Se não conhecesse a causa desse transtorno, por certo Malvina já teria ido consultar um médico de doenças nervosas. Mandara examinar por um grafólogo a letra dessa carta. Fora em todas as papelarias à procura desse papel verde-mar e, inconscientemente, fora até ao correio ver se descobria o remetente no ato de atirar o envelope na caixa.
Tudo em vão. Quem escrevia, conseguia manter-se incógnito. Malvina teria feito tudo quanto ele quisesse. Nenhum empecilho para com o desconhecido. Mas para que ela pudesse realizar o seu sonho, era preciso que ele se tornasse homem de carne e osso. Malvina imaginava-o alto, moreno, com grandes olhos negros, forte e espadaúdo!
O seu cérebro trabalhava: seria ele casado? Não, não o era. Seria pobre? Não podia ser. Seria um grande industrial? Quem sabe?
As cartas de amor, verde-mar, haviam surgido na vida de Malvina como o dilúvio, transtornandolhe o cérebro.
Afinal, no décimo dia, chegou a explicação do enigma. Foi uma coisa tão dramática, tão original, tão crível, que Malvina não teve nem um ataque de histerismo, nem uma crise de cólera. Ficou apenas petrificada.
“Você será amada… se usar, pela manhã, o creme de beleza Lua Cheia. O creme Lua Cheia é vendido em todas as farmácias e drogarias. Ninguém resistirá a você, se usar o creme Lua Cheia.”
Era o que continha o papel verde-mar, escrito em enérgicos caracteres masculinos.
Ao voltar a si, Malvina arrastou-se até ao telefone:
– Alô! É Jorge quem está falando? Já pensei e resolvi casar-me com você. Sim, Jorge, amo-o! Ora, que pergunta! Pode vir.
A voz de Jorge estava rouca de felicidade!
E nunca soube a que devia tanta sorte!
Fragmentos de texto:
Devido às movimentações que exige das políticas de saúde e às implicações socioeconômicas, o problema da síndrome de burnout deve ser abraçado e trabalhado também pelos médicos, inclusive pelos psiquiatras, como desafio científico, diagnóstico e terapêutico (Brekalo-Lazarević et al., 2010). O conhecimento atual mostra que a síndrome de burnout é uma precursora ou um fator de risco para a doença depressiva (Elinson et al., 2004).
I. De acordo com Brekalo-Lazarević et al. ( 2010), os médicos, inclusive psiquiatras, têm como desafio científico, diagnóstico e terapêutico dedicar-se ao problema da síndrome de burnout, pois há evidências de que ela seja precursora ou um fator de risco para a doença depressiva (Elinson et al., 2004). Trata-se de uma necessidade premente, visto que a questão dessa síndrome apresenta implicações socioeconômicas e exige movimentações das políticas de saúde.
II. Elinson et al. (2004) esclarecem haver evidências de que a síndrome de burnout seja precursora ou um fator de risco para a doença depressiva. Por exigir movimentações das políticas de saúde e envolver questões socioeconômicas, o problema dessa síndrome é uma causa a ser abraçada e trabalhada por médicos, inclusive pelos psiquiatras, como desafio científico, diagnóstico e terapêutico (Brekalo-Lazarević et al., 2010).
III. O problema da síndrome de burnout deve ser abraçado e trabalhado também pelos médicos, inclusive pelos psiquiatras, como desafio científico, diagnóstico e terapêutico, devido às movimentações que exige das políticas de saúde e às implicações socioeconômicas. Atualmente, considera-se que a síndrome de burnout é uma precursora ou um fator de risco para a doença depressiva (Elinson et al., 2004 e Brekalo-Lazarević et al., 2010).
Indique a alternativa CORRETA.
A entrevista clínica não é uma conversa como outra qualquer!
Entende-se qualquer entrevista como uma técnica de trabalho, durante a qual duas pessoas, em concordância formal ou implícita, se encontram para uma conversa, cuja característica principal é estar relacionada com os objetivos de ambos. É tão especial a entrevista clínica que ela tem nome diferente – anamnese. O papel de uma dessas pessoas – no caso, o médico ou o estudante de medicina – é coletar informações, enquanto o da outra – o paciente – é de fornecê-las. Diferentemente de outras entrevistas, no caso da médica o objetivo não fica restrito a obter informações. Outro objetivo é estabelecer um bom relacionamento entre o médico e o paciente, condição fundamental para uma boa prática médica. Há muitas maneiras de se fazer uma entrevista; melhor dizendo, há diferentes técnicas, mas em todas devem ser destacadas a arte do relacionamento e o processo comunicacional. Primeiramente, deve ficar claro que uma entrevista médica não é uma conversa como qualquer outra! [...]
Fonte: http://genmedicina.com.br/2017/05/19/a-entrevista-clinica-nao-e-uma-conversa-como-outra-qualquer-dr-celmo-celeno-porto/ Acesso em 12/05/17.
I. Uma questão relevante, mas nem sempre considerada, é o registro dos dados obtidos durante a entrevista. Anotações de próprio punho das informações mais importantes é a maneira habitual. Contudo, cresce cada vez mais a utilização de computadores. A gravação de entrevistas, que esteve em moda há alguns anos, praticamente está abolida na prática médica, tornando-se restrita a alguns tipos de pesquisa. Não é proibido “digitar” as informações obtidas; no entanto, a atenção exagerada ao computador é nociva.
II. A entrevista tem a função de informar as pessoas sobre algum acontecimento social ou fazer com que o públicoalvo conheça as ideias e opiniões da pessoa que é entrevistada. O entrevistador deve se posicionar e falar de maneira correta, mantendo uma boa aparência e causando boa impressão.
III. As entrevistas em grupo, que podem ser realizadas com o objetivo de agilizar o processo ou ainda checar adaptabilidade do candidato ao contato grupal. Nesta modalidade podem ser verificados itens como características de liderança, desprendimento ou facilidade de relacionamento.
Indique a alternativa que corresponde à resposta CORRETA.
O presente estudo focou a geração de produtos científicos e a formação de recursos humanos qualificados a partir dos Editais Universais financiados pela Fapemig na área médica. Entre os produtos científicos gerados, houve prevalência de apresentação de resumos científicos em congressos nacionais e estrangeiros, formação de recursos humanos qualificados (orientação de iniciação científica, mestrado, doutorado) e publicação de artigos científicos nacionais e estrangeiros. Todos os projetos aprovados foram oriundos de instituições públicas, incluindo universidades e outros órgãos públicos, como hospitais e institutos. É preciso conduzir estudos com metodologias similares, que possibilitem uma reflexão e melhor compreensão dos produtos científicos oriundos de projetos de pesquisa financiados por agências de pesquisa.
Fonte: http://www.scielo.br/pdf/rbem/v33n3/13.pdf. Acesso em 10/05/17.
Indique a alternativa que apresenta uma inferência FALSA em relação ao conteúdo do texto.
Leia o Texto 5, a seguir, e responda o que se pede.


A sequência CORRETA, resultante da correlação entre as colunas, é
1. A charge satiriza a atual situação econômica do país por meio dos exercícios escolares de conjugação de verbos. 2. Se o verbo assistir estivesse conjugado com o pronome “tu”, teria a forma “assiste”. 3. O pronome “ele”, utilizado com o verbo aumentar, faz referência ao governo. 4. Se a conjugação se desse no futuro simples, teríamos a conjugação “eles reprimiram”.
Assinale a alternativa correta.
(Disponível em: <www.ivancabral.com>. Acesso em 08 nov. 2017)Mais uma vez, vem do lixo a produção de objetos que ajudam a melhorar a vida de moradores de comunidades carentes. Ao juntar copos de café descartados e cascas de coco de babaçu, pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPa) transformaram esses rejeitos em lajotas tão resistentes e belas quanto as disponíveis no mercado, de modo a forrar o chão de residências populares.
No trecho “Além disso, o material é menos pesado e confere maior conforto térmico”, retirado do texto da questão 04, a palavra destacada faz referência:
Mais uma vez, vem do lixo a produção de objetos que ajudam a melhorar a vida de moradores de comunidades carentes. Ao juntar copos de café descartados e cascas de coco de babaçu, pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPa) transformaram esses rejeitos em lajotas tão resistentes e belas quanto as disponíveis no mercado, de modo a forrar o chão de residências populares.
Numere os parênteses a seguir, estabelecendo a ordem textual lógica das ideias que dão continuidade ao texto acima. ( ) O produto, batizado de ecopiso e com patente já registrada, será fabricado e aplicado agora por pescadores de Colares, município do nordeste paraense. ( ) Depois de analisar os rejeitos, ela concluiu que as cascas do coco, associadas a copos de café descartáveis, formavam uma mistura muito consistente e ideal para a fabricação de pisos: o plástico (poliestireno) e a fibra do babaçu juntos conferem dureza e resistência às lajotas comparáveis às encontradas no mercado, mas a um custo de produção muito inferior. ( ) Além disso, o material é menos pesado e confere maior conforto térmico. ( ) Buscando uma alternativa barata para cobrir o chão batido de casas de mulheres que trabalham como abridoras de coco de babaçu, no Maranhão, a engenheira mecânica Poliana Borges Bringel examinou o lixo dessa comunidade durante sua pesquisa de mestrado na UFPa, em 2007.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta dos parênteses, de cima para baixo.
1. O texto tematiza o excesso de violência no país. 2. O autor utiliza a tragédia ocorrida na escola de Goiânia como um exemplo de como a falta de participação dos pais na vida dos filhos pode levar a situações de tragédia. 3. O autor critica a escassez de pesquisas sobre o comportamento e a saúde mental de nossos jovens. 4. A expressão “órfãos de pais vivos”, apresentada no texto, faz referência a crianças com pais mortos no sentido metafórico.
Assinale a alternativa correta.
Ladrões podem roubar sua impressão digital a
partir de fotos
A mente criminosa não tem limites. Desta vez, os ladrões estão usando uma nova tecnologia para roubar impressões digitais de fotografias. Detalhe: as imagens em que as pessoas aparecem fazendo o simpático símbolo de “paz e amor” são os principais alvos.
O alerta foi feito por uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional de Informática do Japão que afirmou que as técnicas de reconhecimento de digitais estão se tornando cada vez mais comuns – seja para logar em smartphones e tablets, seja para verificar identidades. E isso está começando a ser explorado pelos criminosos.
As câmeras de alta qualidade dos smartphones e as redes sociais têm aumentado o risco de vazamento de informações pessoais. Os cientistas japoneses copiaram impressões digitais com base em fotos tiradas por uma câmera digital a 3m de distância do indivíduo.
“Fazer um sinal de paz na frente da câmera, por exemplo, pode tornar as impressões amplamente disponíveis”, explicou o pesquisador Isao Echizen ao jornal Sankei Shimbun que publicou a pesquisa. Segundo ele, os golpistas nem precisariam de equipamentos avançados para recriar os traços dos dedos – principalmente se a área da digital estiver iluminada.
O mesmo instituto desenvolveu um filme transparente, à base de óxido de titânio, que pode ocultar as impressões digitais em fotografias. Essa seria uma alternativa para confundir os larápios virtuais. O problema é que os cientistas vão levar, pelo menos, dois anos para aperfeiçoar a técnica antes de lançá-la. Até lá, esconda os dedos.
HIRATA, Gisele. Ladrões podem roubar sua impressão digital a partir de fotos. Revista Super
Interessante. São Paulo: Abril, 2017. Disponível em: <http://super.abril.com.br/tecnologia/ladroespodem-roubar-sua-impressao-digital-a-partir-defotos/>.
Conheça uma espécie de libélula ameaçada
Elas voam depressa e de um jeito que sempre chama atenção. Para quem gosta de observá-las, sentar à beira de um laguinho ou de um riacho e fixar os olhos no espelho d’água é uma dica e tanto: pode apostar que as libélulas virão!
As libélulas apresentam cores e tamanhos variados, têm o hábito de fazer voos rasantes sobre a água. Será que fazem isso para se refrescar? Que nada! Esse é um costume das fêmeas, que batem com o final do corpo - o abdome - na água.
Pois bem, as larvas das libélulas são exclusivamente aquáticas, então, quando a fêmea encosta o abdome na água, ela está liberando seus ovos, que depois de algum tempo vão eclodir, liberando as larvas. Alguns grupos de libélulas colocam os ovos em locais diferenciados, como a Leptagrion acutum, cujas larvas se desenvolvem na água acumulada em bromélias da Mata Atlântica. Essa espécie tem um abdome considerado longo, de aproximadamente 4,5 centímetros.
Há muito tempo a Leptagrion acutum não era encontrada. Imagine você que, por 40 anos, não houve registro de sua observação por um pesquisador.
Mas, em 2005, ela foi reencontrada na Reserva Biológica de Córrego Grande, no Norte do Espírito Santo, onde os pesquisadores observaram apenas dois machos e 16 fêmeas. Essa reserva fica em Conceição da Barra, mesma cidade da primeira observação.
Disponível em: http://www.otempo.com.br