Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Q1043720 Português
… E Graham Bell virou outra coisa
 
        É possível que você esteja lendo esta reportagem em um smartphone. E, se não for esse o caso, é provável que ele se encontre ao alcance de sua mão. Nada a estranhar: quem se separa desses aparelhos hoje em dia? Nem à noite: é para o celular que um número cada vez mais espantoso de pessoas – já são 5,4 bilhões de linhas no planeta – dirige sua atenção antes de dormir; e é também para ele que elas olham primeiro quando acordam. Aliás, existem aplicativos que ajudam a pegar no sono e outros que despertam qualquer um – como o alarme que só pode ser desabilitado se o dono der alguns passos.
       Não há notícia de nenhum gadget que tenha se tornado tão onipresente (e onipotente). É um recorde de popularidade. Com o aparelho que quase todo mundo carrega consigo, é possível realizar uma série de atividades que antes exigiriam tempo, deslocamento e dinheiro. “De vez em quando aparece um produto revolucionário que muda tudo”, disse Steve Jobs no lançamento do iPhone, em 9 de janeiro de 2007 – data que pode ser considerada um desses extraordinários “de vez em quando”. Na apresentação, ele enfatizou que estava “revolucionando o telefone” (embora já existissem smartphones, como os da Black Berry). Isso porque num mesmo dispositivo seria possível ouvir músicas, usar a internet e “até” fazer uma ligação. Sim, definitivamente “telefonar” passava a ser apenas “mais uma” função do telefone.
    A era dos smartphones trouxe consigo uma preocupação: o risco da dependência. Uma pesquisa realizada pela Universidade da Coreia, em Seul, revelou que a nomofobia – esse é o termo empregado para se referir ao problema – pode ser caracterizada como vício. E por um motivo simples: o uso excessivo do celular produz alterações químicas no cérebro que levam a reações que, em muitos aspectos, se assemelham às que acometem os dependentes de drogas. Assim, a sugestão quanto ao smartphone é incontornável: use com moderação. Você pode, por exemplo, dormir sem ele.
(Mariana Amaro. Veja, 18.07.2018. Adaptado)
É correto afirmar que a autora do texto desenvolve as ideias acerca do smartphone
Alternativas
Q1043646 Português

Leia o texto da tirinha para responder a questão.


De acordo com o texto do último quadrinho – Não sou nem um pouco fotogênico! –, é correto afirmar que Chico Bento
Alternativas
Q1043636 Português
Leia o texto para responder a questão.

Capas de caderno

    Era tão certo quanto Natal e Ano-Novo. A família de Fabrício se reunia na véspera das aulas para encapar os cadernos. Sentavam-se todos os irmãos e a mãe ao redor da mesa para colocar uma capa transparente e uma estampa que sobrava dos presentes. Um dos únicos dias do ano em que dormiam tarde, atravessando de longe a meia-noite, morrendo de alegria.
    Estudar significava um prêmio. Não podiam chegar de qualquer jeito à escola. Não era permitido que o uniforme não estivesse limpo, apesar de gasto. Não se permitia que nenhum livro viesse desencapado. Tinha que durar. Tinha que sobreviver aos sanduíches do recreio. Tinha que aguentar as viradas de página e o manuseio infinito.
   A mãe transformava a tarefa em festa. Ela os ensinava a embrulhar devagar, a preencher o nome e a série, colocava durex com o nome dos filhos nos objetos que iam no estojo de madeira. Estimulava os filhos a terem orgulho da letra e do capricho. Nenhum dos filhos tinha caderno diferente de outro irmão. Tudo igual, para não gerar ciúme e competição.
   Fabrício amava aquele tempo de expectativa, de preparação para momentos importantes da vida. Existia uma paciência que não existe hoje, de esperar a televisão aquecer até vir a imagem, de escrever cartas, de ir até o orelhão para falar com um parente do interior, de pensar como seríamos felizes se fôssemos aprovados em mais um ano escolar.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor. Rio de Janeiro: Bertrand, 2017. Adaptado)
Segundo o texto, é correto afirmar que a mãe de Fabrício, em relação aos filhos,
Alternativas
Q1043592 Português

Leia a tira.


Imagem associada para resolução da questão

(Alexandre Beck. Armandinho. Disponível em:

https://tirasarmandinho.tumblr.com/. Acesso em: 28 jul 2018)


É correto concluir que a pergunta do garoto deixa

Alternativas
Q1043555 Português

Leia o texto da tirinha para responder a questão.



Conforme a leitura dos quadrinhos, pode-se afirmar que Chico Bento, após ler o cartaz e olhar o próprio caderno,
Alternativas
Q1043545 Português
Leia o texto para responder a questão.

Capas de caderno

      Era tão certo quanto Natal e Ano-Novo. A família de Fabrício se reunia na véspera das aulas para encapar os cadernos. Sentavam-se todos os irmãos e a mãe ao redor da mesa para colocar uma capa transparente e uma estampa que sobrava dos presentes. Um dos únicos dias do ano em que dormiam tarde, atravessando de longe a meia-noite, morrendo de alegria.
        Estudar significava um prêmio. Não podiam chegar de qualquer jeito à escola. Não era permitido que o uniforme não estivesse limpo, apesar de gasto. Não se permitia que nenhum livro viesse desencapado. Tinha que durar. Tinha que sobreviver aos sanduíches do recreio. Tinha que aguentar as viradas de página e o manuseio infinito.
       A mãe transformava a tarefa em festa. Ela os ensinava a embrulhar devagar, a preencher o nome e a série, colocava durex com o nome dos filhos nos objetos que iam no estojo de madeira. Estimulava os filhos a terem orgulho da letra e do capricho. Nenhum dos filhos tinha caderno diferente de outro irmão. Tudo igual, para não gerar ciúme e competição.
     Fabrício amava aquele tempo de expectativa, de preparação para momentos importantes da vida. Existia uma paciência que não existe hoje, de esperar a televisão aquecer até vir a imagem, de escrever cartas, de ir até o orelhão para falar com um parente do interior, de pensar como seríamos felizes se fôssemos aprovados em mais um ano escolar.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor. Rio de Janeiro: Bertrand, 2017. Adaptado)
Conforme o texto, o momento de encapar os cadernos gerava
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Q1043544 Português
Leia o texto para responder a questão.

Capas de caderno

      Era tão certo quanto Natal e Ano-Novo. A família de Fabrício se reunia na véspera das aulas para encapar os cadernos. Sentavam-se todos os irmãos e a mãe ao redor da mesa para colocar uma capa transparente e uma estampa que sobrava dos presentes. Um dos únicos dias do ano em que dormiam tarde, atravessando de longe a meia-noite, morrendo de alegria.
        Estudar significava um prêmio. Não podiam chegar de qualquer jeito à escola. Não era permitido que o uniforme não estivesse limpo, apesar de gasto. Não se permitia que nenhum livro viesse desencapado. Tinha que durar. Tinha que sobreviver aos sanduíches do recreio. Tinha que aguentar as viradas de página e o manuseio infinito.
       A mãe transformava a tarefa em festa. Ela os ensinava a embrulhar devagar, a preencher o nome e a série, colocava durex com o nome dos filhos nos objetos que iam no estojo de madeira. Estimulava os filhos a terem orgulho da letra e do capricho. Nenhum dos filhos tinha caderno diferente de outro irmão. Tudo igual, para não gerar ciúme e competição.
     Fabrício amava aquele tempo de expectativa, de preparação para momentos importantes da vida. Existia uma paciência que não existe hoje, de esperar a televisão aquecer até vir a imagem, de escrever cartas, de ir até o orelhão para falar com um parente do interior, de pensar como seríamos felizes se fôssemos aprovados em mais um ano escolar.
(Fabrício Carpinejar. Amizade é também amor. Rio de Janeiro: Bertrand, 2017. Adaptado)
De acordo com o texto, é correto afirmar que a mãe de Fabrício
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Q1043505 Português
Leia o texto para responder a questão.

       Nhô Rezende era dono de propícias terras lá para as bandas de Apiaí. Não se importava com o café, pois as porcadas e as plantações de arroz iam-no mais do que arranjando, enriquecendo. Seus campos marginavam a Ribeira em doce aclive onde as reses ruminavam distraindo a monotonia dos pastos sob a arrogância ouriçada dos pinheiros. Mais para o alto, fugindo aos alagadiços, a mata recobria a crista das colinas. Na filigrana das ramagens, os macacos e os tucanos, em convívio, anunciavam, com a matinada loquaz, cada novo dia, sempre portador de novo lucro e bem-estar.
      Há quinze anos já que nhô Rezende se afazendara naquelas paragens, preferindo buscar no chão da terra esteio mais seguro que o das filosofias aderentes às cartas de bacharel. Entre o rubi e a enxada, optara pela segunda, desgostando a coronelice ingênita do pai, mas a preferida lhe dera os orgulhos da honestidade e a serena paz dos patriarcas. Também entre a pianista de alameda paulistana, chopinizada de alma e corpo, e a cabocla aguentada nas aleivosias do clima, endireitara para o amor desta, mais submisso e mais virgem. E o nono filho aí estava como a nona exceção à gente amarelecida que os rodeava, rijo, sacudido, crestado, sujo, lindo, olhos inquietos.
   – Chiquinho, sai daí, peste! Eu te bato, heim!
   Mas Chiquinho tinha apenas três anos, duvidava ainda da argumentação das palmadas e enrodilhava-se à perna do pai, puxando-o.
(Mário de Andrade. O poço e outras histórias)

Vocabulário:
•  filigrana: detalhe, minúcia
•  loquaz: rumorosa, ruidosa, barulhenta
•  ingênita: que nasce com a pessoa, inata
•  chopinizada: relativo ao músico Chopin
•  aguentada: que enfrenta, que se sustenta
•  aleivosias: enganos, variações
•  crestado: queimado
As informações do texto mostram que nhô Rezende,
Alternativas
Q1043504 Português
Leia o texto para responder a questão.

       Nhô Rezende era dono de propícias terras lá para as bandas de Apiaí. Não se importava com o café, pois as porcadas e as plantações de arroz iam-no mais do que arranjando, enriquecendo. Seus campos marginavam a Ribeira em doce aclive onde as reses ruminavam distraindo a monotonia dos pastos sob a arrogância ouriçada dos pinheiros. Mais para o alto, fugindo aos alagadiços, a mata recobria a crista das colinas. Na filigrana das ramagens, os macacos e os tucanos, em convívio, anunciavam, com a matinada loquaz, cada novo dia, sempre portador de novo lucro e bem-estar.
      Há quinze anos já que nhô Rezende se afazendara naquelas paragens, preferindo buscar no chão da terra esteio mais seguro que o das filosofias aderentes às cartas de bacharel. Entre o rubi e a enxada, optara pela segunda, desgostando a coronelice ingênita do pai, mas a preferida lhe dera os orgulhos da honestidade e a serena paz dos patriarcas. Também entre a pianista de alameda paulistana, chopinizada de alma e corpo, e a cabocla aguentada nas aleivosias do clima, endireitara para o amor desta, mais submisso e mais virgem. E o nono filho aí estava como a nona exceção à gente amarelecida que os rodeava, rijo, sacudido, crestado, sujo, lindo, olhos inquietos.
   – Chiquinho, sai daí, peste! Eu te bato, heim!
   Mas Chiquinho tinha apenas três anos, duvidava ainda da argumentação das palmadas e enrodilhava-se à perna do pai, puxando-o.
(Mário de Andrade. O poço e outras histórias)

Vocabulário:
•  filigrana: detalhe, minúcia
•  loquaz: rumorosa, ruidosa, barulhenta
•  ingênita: que nasce com a pessoa, inata
•  chopinizada: relativo ao músico Chopin
•  aguentada: que enfrenta, que se sustenta
•  aleivosias: enganos, variações
•  crestado: queimado
De acordo com o texto, nhô Rezende era um homem que
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Q1043503 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão.


Observando as passagens “… que vai dar muitos postos de trabalho” (fala da mãe) e “Não gosto de coisa que ‘dá muito trabalho’!”, conclui-se que as expressões destacadas reportam, correta e respectivamente, aos sentidos de
Alternativas
Q1043500 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão.


O título da tira – Juventude sedentária – é coerente com a ideia
Alternativas
Q1043496 Português
Leia o texto para responder a questão.

O brasileiro mais comedido

     A crise econômica está ficando para trás, mas seus efeitos vão demorar a desaparecer. Um deles está no consumo: o brasileiro ficará mais comedido pelo menos até 2022. Um estudo conduzido pela consultoria britânica Euromonitor mostrou que as vendas de produtos mais caros deverão crescer a uma taxa menor nos próximos anos ou até cair, enquanto as de artigos mais baratos deverão ter um avanço significativo. O destaque fica com os produtos de cuidado com animais de estimação, cujas vendas deverão crescer 64% no período de 2014 a 2022. Os produtos eletrônicos – em geral, mais caros – deverão ter queda de 9%. “A profundidade da recessão econômica deixou marcas no brasileiro que tornaram seu consumo mais cuidadoso, um hábito que se manterá no médio prazo”, diz Elton Morimitsu, analista de pesquisa da Euromonitor.
(Exame, 02.05.2018) 
Se o cenário econômico do país fosse o contrário daquele exposto no texto, um título coerente seria:
Alternativas
Q1043495 Português
Leia o texto para responder a questão.

O brasileiro mais comedido

     A crise econômica está ficando para trás, mas seus efeitos vão demorar a desaparecer. Um deles está no consumo: o brasileiro ficará mais comedido pelo menos até 2022. Um estudo conduzido pela consultoria britânica Euromonitor mostrou que as vendas de produtos mais caros deverão crescer a uma taxa menor nos próximos anos ou até cair, enquanto as de artigos mais baratos deverão ter um avanço significativo. O destaque fica com os produtos de cuidado com animais de estimação, cujas vendas deverão crescer 64% no período de 2014 a 2022. Os produtos eletrônicos – em geral, mais caros – deverão ter queda de 9%. “A profundidade da recessão econômica deixou marcas no brasileiro que tornaram seu consumo mais cuidadoso, um hábito que se manterá no médio prazo”, diz Elton Morimitsu, analista de pesquisa da Euromonitor.
(Exame, 02.05.2018) 
O texto mostra que a crise econômica
Alternativas
Q1043494 Português

Leia a tira a seguir.

Imagem associada para resolução da questão


As informações verbais e não verbais da tira permitem concluir que as observações empíricas

Alternativas
Q1043403 Português

Leia a tira, para responder à questão. 


Imagem associada para resolução da questão


(Ciça, Pagando o pato)


É correto afirmar que o efeito de sentido de humor, na tira, é associado 

Alternativas
Q1043394 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Novos tempos, novos olhares

    O individualismo tem pautado a sociedade atual em uma posição que contraria os valores humanos, principalmente contra a prática dos princípios eleitos por muitos como filosofia de vida, entre eles o amor, a paz, a justiça, a liberdade, a harmonia, a honestidade, a igualdade e tantos outros. O discurso sobre a crise dos valores repete-se periodicamente, e todas as gerações tendem a ver nas posteriores uma degradação e rebaixamento dos padrões. Com essa não é diferente. O mundo moderno que sofre com o confronto entre o conservador e o inovador, o público e o particular, ainda em discordância, para muitos parece estar de ponta-cabeça.
    Segundo Wilson Bragança, especialista em Sociologia, Economia e Políticas Públicas, ao que parece, na nossa sociedade, os comportamentos, as normas e o sentido global da vida individual e comunitária não se inspiram em padrões éticos de valores, mas sim em critérios imediatistas, consumistas, hedonistas, pragmáticos. As pessoas – afirma – preferem o imediato, o prazer sem consequências e tudo o que for mais fácil.
     O polonês Zygmunt Bauman, um dos pensadores mais importantes e populares do fim do século 20, que cunhou a expressão “modernidade líquida”, escreveu que as formas de vida contemporâneas se assemelham pela vulnerabilidade e fluidez, incapazes de manter a mesma identidade por muito tempo, o que reforça um estado frágil e temporário nas relações sociais e nos laços humanos.
    A faceta preocupante da crise de valores está no fato de nós sermos cada vez mais incapazes de enfrentar o problema. Temos uma grande dificuldade em falar dos valores porque se instalou entre nós a ideia de que, numa democracia, não há valores impessoais ou suprapessoais: cada um escolhe os seus valores, um pouco como os seus gostos, e, obviamente, todos aprendemos que os gostos não se discutem.
    “Viver numa democracia, dizem-nos, é aceitar todos os valores, reconhecer igual direito à expressão de todos eles e, mais do que isso, reconhecer a todos igual consideração e respeito; mas as profundas alterações econômicas, científicas e tecnológicas não apenas estimulam o abandono dos valores tradicionais, elas parecem ter conduzido a humanidade para um vazio deles”, afirma Bragança.

(Gisele Bortoleto. Revista Be bem-estar, 22.07.2018. Adaptado)
É correto afirmar que o texto aponta, como característica da sociedade contemporânea,
Alternativas
Q1043216 Português
Leia o poema de Carlos Pena Filho para responder a questão.

A solidão e sua porta
Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
e quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha).

Quando pelo desuso da navalha
a barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha

a arquitetar na sombra a despedida
do mundo que te foi contraditório,
lembra-te que afinal te resta a vida

com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída:
entrar no acaso e amar o transitório.
(Livro geral. Olinda: Gráfica Vitória, 1977)
O verso em que o aconselhamento se faz evidente por meio da forma verbal no imperativo é:
Alternativas
Q1043214 Português
Leia o poema de Carlos Pena Filho para responder a questão.

A solidão e sua porta
Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
e quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha).

Quando pelo desuso da navalha
a barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha

a arquitetar na sombra a despedida
do mundo que te foi contraditório,
lembra-te que afinal te resta a vida

com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída:
entrar no acaso e amar o transitório.
(Livro geral. Olinda: Gráfica Vitória, 1977)
Os 10 primeiros versos descrevem uma condição em que predomina
Alternativas
Q1043166 Português

Leia a tirinha e responda a questão.



Assinale a alternativa que apresenta um possível título adequado para a tirinha e que, de forma sucinta, resume o seu conteúdo:
Alternativas
Q1043162 Português
Leia trecho de entrevista com o escritor moçambicano Mia Couto e responda a questão:

     Revista Nova Escola: Em algum momento, a escola seduziu você?
     Mia Couto: Eu sempre conto essa mesma história. Foi de um professor que não deu uma aula, e sim uma lição – que é uma coisa diferente. Ele nos mandou fazer uma redação que seria apresentada à turma. No dia seguinte, ele trouxe um caderno e sentou-se em uma das nossas cadeiras. Ele era um homem enorme, muito grande. Ficou ali todo desajeitado. Converteu-se num menino, como nós, numa criança – e com as mãos tremendo, leu a redação que tinha feito em casa, à noite, como se fosse um de nós. O texto dele chamava-se As mãos da minha mãe. E as mãos da mãe dele também eram as mãos da minha mãe: ele falava de mãos marcadas pelo trabalho, pelo sofrimento, pela vida e de como ele gostava daquelas mãos marcadas. Eu tinha talvez uns 9 ou 10 anos, mas nunca me esqueci disso. Esse foi o momento em que eu pensei que a escola fazia algum sentido.
     NE: Como esse episódio se reflete na sua carreira como escritor?
    Couto: Aquilo deixou uma grande impressão por duas razões: a primeira é que percebi que o que eu via como um texto obrigatório era sem sabor nenhum. Simplesmente porque tinha que estar atento à ortografia e normas da gramática. Eu notei que o prazer que tinha ao escrever uma história é o de viver no texto o que está dentro do nosso peito. A segunda razão é que aquele professor, de repente desamparado na cadeira, transformou-se num colega meu. Não é só uma questão curricular, uma questão de programa. É uma questão de atitude do professor.
(Wellington Soares. “Mia Couto: ‘O professor tem que ser um contador de histórias’”. https://novaescola.org.br, 10.04.2018. Adaptado)
Segundo informações presentes no texto, para Mia Couto
Alternativas
Respostas
37181: B
37182: C
37183: C
37184: D
37185: D
37186: C
37187: D
37188: B
37189: D
37190: D
37191: A
37192: E
37193: C
37194: D
37195: B
37196: C
37197: D
37198: B
37199: A
37200: D