Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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TEXTO I
Condenado a ser livre
[...]
Em linhas gerais, a concepção sartreana da liberdade se assentava no pressuposto de que o ser humano é a única criatura para quem a existência (existir) é anterior à essência (ser). Quer dizer: o nosso destino não é predeterminado pela natureza – muito menos, ele assinala, pela “inteligência divina”. “O que significa dizer que a existência precede a essência?”, pergunta. “Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. […]
O homem é não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência.” (Não, a psicanálise não orna muito bem com esse tipo de pensamento).
O ser humano, frisa Sartre, define-se pelo que faz, pelo que ele projetar ser, por suas escolhas. Daí em diante, é preciso falar em consequências – tanto dessa ideia basilar quanto da própria liberdade avassaladora que ela anuncia. Em primeiro lugar, ela incorre no fato de que cada um de nós é total e integralmente responsável não apenas por nossos atos, mas também por aquilo que somos. O que se desdobra em outras e mais profundas consequências.
Tudo é permitido
Em um mundo sem Deus e sem natureza humana, o homem é plenamente responsável não apenas por si, mas também por todos os homens. “Não há dos nossos atos”, diz Sartre, “um sequer que, ao criar o homem que desejamos ser, não crie ao mesmo tempo uma imagem do homem como julgamos que deve ser.”
[...]
FREITAS, Almir. Revista Bravo. Disponível em: <http://bravo.vc/seasons/s05e01>
Releia o trecho a seguir.
“O que significa dizer que a existência precede a essência?”
Ao fazer essa pergunta, o filósofo pretende
TEXTO I
Condenado a ser livre
[...]
Em linhas gerais, a concepção sartreana da liberdade se assentava no pressuposto de que o ser humano é a única criatura para quem a existência (existir) é anterior à essência (ser). Quer dizer: o nosso destino não é predeterminado pela natureza – muito menos, ele assinala, pela “inteligência divina”. “O que significa dizer que a existência precede a essência?”, pergunta. “Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. […]
O homem é não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência.” (Não, a psicanálise não orna muito bem com esse tipo de pensamento).
O ser humano, frisa Sartre, define-se pelo que faz, pelo que ele projetar ser, por suas escolhas. Daí em diante, é preciso falar em consequências – tanto dessa ideia basilar quanto da própria liberdade avassaladora que ela anuncia. Em primeiro lugar, ela incorre no fato de que cada um de nós é total e integralmente responsável não apenas por nossos atos, mas também por aquilo que somos. O que se desdobra em outras e mais profundas consequências.
Tudo é permitido
Em um mundo sem Deus e sem natureza humana, o homem é plenamente responsável não apenas por si, mas também por todos os homens. “Não há dos nossos atos”, diz Sartre, “um sequer que, ao criar o homem que desejamos ser, não crie ao mesmo tempo uma imagem do homem como julgamos que deve ser.”
[...]
FREITAS, Almir. Revista Bravo. Disponível em: <http://bravo.vc/seasons/s05e01>
TEXTO I
Condenado a ser livre
[...]
Em linhas gerais, a concepção sartreana da liberdade se assentava no pressuposto de que o ser humano é a única criatura para quem a existência (existir) é anterior à essência (ser). Quer dizer: o nosso destino não é predeterminado pela natureza – muito menos, ele assinala, pela “inteligência divina”. “O que significa dizer que a existência precede a essência?”, pergunta. “Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. […]
O homem é não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após este impulso para a existência.” (Não, a psicanálise não orna muito bem com esse tipo de pensamento).
O ser humano, frisa Sartre, define-se pelo que faz, pelo que ele projetar ser, por suas escolhas. Daí em diante, é preciso falar em consequências – tanto dessa ideia basilar quanto da própria liberdade avassaladora que ela anuncia. Em primeiro lugar, ela incorre no fato de que cada um de nós é total e integralmente responsável não apenas por nossos atos, mas também por aquilo que somos. O que se desdobra em outras e mais profundas consequências.
Tudo é permitido
Em um mundo sem Deus e sem natureza humana, o homem é plenamente responsável não apenas por si, mas também por todos os homens. “Não há dos nossos atos”, diz Sartre, “um sequer que, ao criar o homem que desejamos ser, não crie ao mesmo tempo uma imagem do homem como julgamos que deve ser.”
[...]
FREITAS, Almir. Revista Bravo. Disponível em: <http://bravo.vc/seasons/s05e01>
De acordo com a leitura do texto, é possível afirmar:
I. Sartre acreditava que a liberdade é uma espécie de imposição aos homens.
II. Ao definir o que ser, o homem projeta uma imagem do que ele define como ideal para a sociedade.
III. Sartre não creditava a Deus a essência individual dos homens.
Estão corretas as afirmativas
Observe a imagem abaixo retirada do Facebook e marque V ou F nos parênteses:

( ) A linguagem utilizada pelos falantes impediu uma comunicação eficiente entre os dois personagens.
( ) A linguagem utilizada pelos personagens é influenciada por fatores sociais e regionais.
( ) Esse modo de falar, considerado “matuto”, é inaceitável em qualquer situação, porque prejudica a comunicação.
( ) Esse modo de falar, mesmo sendo considerado “matuto”, pode ser usada em algumas situações, desde que mesmo cumpra sua intenção comunicativa.
( ) Existem diversos modos de falar, e todos eles têm uma explicação para o seu uso. Por isso não se deve ter nenhum tipo de preconceito em relação aos “modos de falar”.
O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa:
( ) O texto busca provocar a reflexão sobre a importância da educação para o país, a partir da valorização daquilo que constitui a sua
memória.
( ) Já que o chargista empregou o verbo no passado “achava”, quando caracterizou o “homo ignorantus”, ele deixa claro que essa é
uma atitude que não se repete nos dias atuais.
( ) Em “Aqui temos um fóssil do home ignorantus, que achava que...”, a oração usada para caracterizar o “home ignorantus” é
adjetiva restritiva.
( ) Em “Aqui temos um fóssil”, o verbo TER é empregado não no sentido de POSSUIR, mas no de HAVER/EXISTIR. A sequência que preenche CORRETAMENTE os parênteses é:
I- O uso da forma verbal abreviada “tá”, em vez de “está” não constitui um erro, apesar de ser proferido por um médico, pois reflete o
envolvimento dos personagens no processo interacional; além disso, justifica-se em razão do propósito comunicativo do gênero
textual – a charge.
II- Em “assistindo a todos os programas”, a relação de regência revela o uso da linguagem exigido pela gramática normativa, de
modo que, na frase como um todo, verifica-se uma incompatibilidade entre este uso e o emprego da forma verbal auxiliar.
III- Considerando que a frase “eu prometo” é proferida pelos vários candidatos que se apresentam nos debates e programas eleitorais,
a estrutura “nós prometemos” é que seria adequada.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Observe a imagem abaixo retirada do Facebook e marque Vou F nos parênteses:

(<http://www.bodegaiato.com.br/> Acesso em: 20/10/2018)
( ) A linguagem utilizada pelos falantes impediu uma comunicação eficiente entre os dois personagens.
( ) A linguagem utilizada pelos personagens é influenciada por fatores sociais e regionais.
( ) Esse modo de falar, considerado “matuto”, é inaceitável em qualquer situação, porque prejudica a comunicação.
( ) Esse modo de falar, mesmo sendo considerado “matuto”, pode ser usada em algumas situações, desde que mesmo cumpra sua intenção comunicativa.
( ) Existem diversos modos de falar, e todos eles têm uma explicação para o seu uso. Por isso não se deve ter nenhum tipo de preconceito em relação aos “modos de falar”.
O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa:
Um fato que teve muita repercussão na mídia foi o incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, por significar grande perda para a história do país. Usando de criatividade e bom humor, o chargista toma esse episódio para fazer sua crítica
Analise as proposições de I a III, inferidas da leitura da charge, e responda ao que se pede.

I- A equivalência feita entre “dinossauros e múmias” e “Sarney e MDB” confere tom irônico ao texto, por se fazer alusão não apenas à permanência desses últimos na esfera política brasileira, mas também à inércia de sua atuação.
II- A responsabilidade pela tragédia ocorrida no Rio de Janeiro é atribuída, por um dos personagens, a Sarney e ao partido que ele representa, o MDB, como tantas outras tragédias decorrentes do descaso dos governantes.
III- O uso da expressão “lá se vão” em referência a Sarney e ao MDB é uma forma de atenuar o fim do poder desse político e do seu partido, o que é possível porque o verbo IR também significa ACABAR/MORRER.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Após a leitura da charge abaixo exposta, avalie como verdadeiro (V) ou falso (F) as proposições que se apresentam na sequência.

Disponível em https://www.otempo.com.br/image/contentid/policy:1.2026674:153610 1475/CHARGE%20O%20TEMPO.JPG?f=3x2&w=620&$p$f$w=ac4ac92 (Consultado em: 05/09/18).
( ) O texto busca provocar a reflexão sobre a importância da educação para o país, a partir da valorização daquilo que constitui a sua memória.
( ) Já que o chargista empregou o verbo no passado “achava”, quando caracterizou o “homo ignorantus”, ele deixa claro que essa é uma atitude que não se repete nos dias atuais.
( ) Em “Aqui temos um fóssil do home ignorantus, que achava que...”, a oração usada para caracterizar o “home ignorantus” é adjetiva restritiva.
( ) Em “Aqui temos um fóssil”, o verbo TER é empregado não no sentido de POSSUIR, mas no de HAVER/EXISTIR.
A sequência que preenche CORRETAMENTE os parênteses é:
Identifique, dentre as proposições de I a III, aquela(s) cujo conteúdo é falso com relação ao conteúdo desenvolvido na resenha escrita pelo jornalista e professor de comunicação da UFRJ- Paulo Roberto Pires.
I- O texto traz uma análise de dois textos literários (contos) que, embora reproduzam situações diferentes, por retratarem épocas distintas, refletem sobre o mesmo tema – o distanciamento entre pobres e ricos causado pelo sentimento de medo e raiva.
II- Com base na afirmação que encerra o texto, de que “o outro” teria passado de exterminador nos anos 1970 a protagonista e narrador nos tempos atuais, o autor deixa clara a ideia de que já não há mais preconceito.
III- O autor do texto, além de dar detalhes das duas obras cotejadas, ressalta a relevância do tema, e, sobretudo, convida o leitor a conferir a obra mais recente, o que é próprio da resenha jornalística.
Assinale a alternativa que corresponde ao que se pede:
Analise a adequação das proposições abaixo enquanto paráfrases resumitivas dos tópicos temáticos desenvolvidos no texto base.
I- A oferta de alimentos semiprontos e congelados, aliada à facilidade para a aquisição de micro-ondas e freezers, concorre para o
aumento da obesidade, embora não sejam os únicos responsáveis pelo quadro.
II- Em comparação aos Estados Unidos, a obesidade infantil no Brasil preocupa mais, devido ao acelerado crescimento no número de crianças atingidas pela doença, como demonstram os registros levantados no decorrer de 20 anos: crescimento de 239% no Brasil e 66% nos Estados Unidos.
III- O aumento de impostos sobre produtos açucarados e a proibição de produtos industrializados nas escolas são os únicos meios de frear os casos de obesidade infantil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
Pode-se afirmar que NÃO corresponde totalmente com o conteúdo do texto o que se declara em:
Leia a charge abaixo com atenção para os elementos visuais e linguísticos que lhe conferem sentido.

Disponível em: https://encryptedtbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ8C4Eeea M3KS6HMIju9aLvLxUlv555CzSaC2H_Qk_pyv37D0i2qA.
Pode-se afirmar que o tom crítico e humorístico do texto resulta da
Texto 1

Texto 3

Texto 2

Texto 2

Texto 1

Leia os textos a seguir.
Texto I
Conto é um gênero textual marcado pela narrativa curta, escrita em prosa e de menor complexidade em relação aos romances. [...] Com o surgimento de novas técnicas e estilos de escrita, o termo adquiriu um sentido mais amplo, cujos únicos traços obrigatórios são a curta extensão e a escrita em prosa.
(Disponível em:< https://www.significados.com.br/conto/>. Acesso em 28 fev. 2019. Adaptado)
Texto II
O Jeito
-Terminar é o único jeito!
A mensagem no celular disse o que ninguém teve coragem de dizer na discussão ao vivo.
-Concordo! À noite passo aí para pegar minhas coisas.
E me pegou!
A gente não tem jeito...
Saulo Pessato
(Disponível em:<https://insta-stalker.com/post/BqhnhQugaFF/> . Acesso em 28 fev. 2019)
A partir do conceito teórico apresentado e considerando como exemplo o Texto II, avalie o que se afirmar sobre ambos.
I. O Texto II ultrapassa o que se afirma no Texto I.
II. O Texto II exemplifica o que foi mencionado no Texto I.
III. O Texto II contradiz a proposição apresentado no Texto I.
IV. O Texto I traz uma informação verdadeira, confirmada pelo Texto II.
V. O Texto I fere um dos postulados do conceito, pois está escrito em versos.
As tirinhas são histórias curtas, narrativas, que se apresentam em quadrinhos com balões e imagens. O quadrinho é muito importante na construção do humor em tirinhas. Ele é responsável pela quebra de expectativa do leitor que, geralmente, surpreende-se ao final da história.
A esse respeito, leia a tirinha. Ela faz menção a uma fábula muito conhecida de quase todos os leitores: “A formiga e a cigarra”. Em seguida, analise as asserções e a relação proposta entre elas.

Na tirinha, observa-se que o efeito de humor foi um dos recursos utilizados pelo autor. Esse emprego está presente nesse gênero textual
PORQUE
no último quadrinho, um dos personagens faz uma releitura do epílogo da fábula, que pode ser lido tal como aparece no texto original da história.
Sobre essas asserções, é correto afirmar que


