Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Q1087347 Português

        O filho de um amigo é negro. Outro dia, na escola, a professora chamou sua atenção e disse: “Você está na minha lista negra”. Meu amigo fez uma reclamação à coordenadora da escola, por entender que a expressão é racista. Por que a lista é “negra”?

       Palavras e expressões racistas fazem parte do repertório cotidiano sem que, muitas vezes, a gente tenha consciência do que realmente está dizendo. Eu mesmo me surpreendo dizendo coisas que não quero, por força do hábito. Ainda se ouve “amanhã é dia de branco”, “a coisa tá preta”. Nos anúncios de emprego, pedia-se “boa aparência”. Uma forma de dizer que negros não seriam aceitos?

       Continuamos a usar termos racistas. A linguagem forma as pessoas, molda o modo de pensar. Não aceito mais essas palavras e expressões, policio meu vocabulário. É preciso reaprender a falar. 

(Walcyr Carrasco, “Uma linguagem racista”. Veja, 31.07.2019. Adaptado)

No texto, o racismo expresso na linguagem
Alternativas
Q1087111 Português

          Há algum tempo, o software para hospital tinha uma única função principal, a gestão do negócio. O que se via eram módulos de faturamento, contas a pagar e receber, cálculo de folha e tarefas administrativas sendo geridas através dele. O corpo clínico e os computadores, portanto, viviam em mundos diferentes dentro da mesma instituição.

        Como muito da prática médica é sobre coletar e analisar informações, a Tecnologia da Informação passou a ter um papel crítico também na assistência à saúde. O surgimento de softwares especializados para o corpo clínico criou a necessidade de um novo olhar sobre os provedores de saúde no que diz respeito à tecnologia, agora onipresente na organização.

        Os benefícios da informatização na assistência à saúde são inúmeros e o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) é uma ferramenta tecnológica crucial para extrair plenamente esses benefícios. Além de centralizador da informação dos pacientes, ele se tornou um aliado do médico na prática diária. Hoje, esses sistemas geralmente são equipados com ferramentas de apoio a decisão clínica, que indicam possíveis interações medicamentosas e até auxiliam no diagnóstico através de referências de casos similares. Sem contar no acesso fácil a resultados de exames e imagens, evitando, inclusive, solicitações desnecessárias.

          Assim, o que antes estava amontoado no Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME) em pastas e papeis embolorados, agora é largamente disponível de forma informatizada. Essa aproximação do corpo clínico e da TI é irreversível e muito proveitosa para todo o sistema de saúde, o que, no final das contas, significa melhoria nos cuidados dos seres humanos.

(Fonte: Saúde Business)

Leia com atenção as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. A tecnologia era subaproveitada há alguns anos nos hospitais, já que seu uso se limitava à organização burocrática dessas instituições.

II. O desenvolvimento da tecnologia transformou a perspectiva das instituições de saúde, levando-as a utilizar os novos instrumentos tecnológicos de forma mais abrangente e presente nessa área de trabalho.

III. O texto faz uma crítica à forma como eram guardados os prontuários, que, sem um acondicionamento adequado, chegavam a embolorar pastas e papéis.

Alternativas
Q1086803 Português
A CHEGADA

    Vera, Sílvia e Emília foram as primeiras a descer na rodoviária de Atibaia quando o ônibus estacionou.
   — Respirem fundo — manda Vera, e as outras duas obedecem.
   — Já sentiram a diferença do ar?
    Sílvia inspira com sofreguidão, retém a respiração por alguns segundos e depois libera o ar dos pulmões. Sorri:
 — Já! E que diferença! Nem parece que estamos tão perto de São Paulo e de toda aquela poluição...
 — É mesmo — concorda Emília. — Parece que aqui o ar corresponde àquela descrição que aparece nos livros de ciências...
 — “Incolor e inodoro” — apressa-se em completar Vera.
 — Mas essas não são as qualidades da água? — inquieta-se Sílvia.
 — Eu lá quero saber? Estou de férias... — graceja Vera.
    As três sorriem.
    Vera tem 21 anos, é estudante de Letras. Sílvia, da mesma idade, estuda Psicologia. Emília, 19, está no primeiro ano de Pedagogia. As três são professoras do curso primário no mesmo colégio de São Paulo.
 — E agora, Vera? — pergunta Sílvia. — Como fazemos para chegar na casa da sua tia?
 — Pegamos um táxi — responde Vera. — Mais exatamente o táxi do Ângelo, que deve estar esperando a gente. Eu telefonei ontem para ele combinando.
 — Cidade pequena tem isso de legal — comenta Sílvia — , a gente conhece até os motoristas de táxi pelo nome.
 — Também — desdenha Emília —, devem ser só três ou quatro em toda Atibaia.
 — As duas estão erradas — corrige Vera. — Não conheço todos os motoristas pelo nome, e aqui tem muito mais do que três ou quatro, dona Emília. O caso é que o Ângelo é uma pessoa especial, ele é filho da Eulália.
    Sílvia e Emília não compreendem. Vera logo acrescenta:
 — A Eulália mora com a minha tia Irene. É a pessoa mais querida do universo inteiro! Eu simplesmente amo ela... 
  — A “moela”, que eu saiba, é um órgão das galinhas, meu bem... — diz Emília, sarcasticamente.
  — Não enche, Emília, a gente “estamos” de férias, “tá bão”? — graceja Sílvia.
 — Não senhora! — protesta Emília. — Temos um exemplo a dar. Uma professora deve estar sempre alerta!
  — Para mim isso é lema de escoteiro... — diz Vera, sem perder o bom humor.
      Neste momento, um grande carro branco estaciona junto delas. O motorista, negro e jovem, sai e vem cumprimentar Vera. Ela o abraça e beija, para espanto das amigas.
  — Ângelo, estas aqui são duas colegas minhas lá de São Paulo, a Sílvia e a Emília.
      Ângelo sorri para elas e estende a mão:
  — Muito prazer, eu sou o Ângelo — e aperta com força a mão de cada uma delas.
  — Vamos lá? A minha mãe está esperando vocês com um almoço daqueles que só ela sabe fazer. Parece até uma festa de casamento!
       Enquanto fala, Ângelo abre as portas do carro para que as moças entrem. Recolhe as maletas que elas haviam deixado no chão e as guarda no porta-malas do carro.
    A caminho da casa da tia de Vera, Sílvia e Emília não param de falar.

(BAGNO, Marcos. A Língua de Eulália: novela sociolinguistica, 17. ed., 3a reimpressão. São Paulo: Contexto, 2014. p. 9, 10)
Em relação à seguinte passagem Mas essas não são as qualidades da água? - inquieta-se Sílvia” pode-se afirmar em relação ao narrador:
Alternativas
Q1086802 Português
A CHEGADA

    Vera, Sílvia e Emília foram as primeiras a descer na rodoviária de Atibaia quando o ônibus estacionou.
   — Respirem fundo — manda Vera, e as outras duas obedecem.
   — Já sentiram a diferença do ar?
    Sílvia inspira com sofreguidão, retém a respiração por alguns segundos e depois libera o ar dos pulmões. Sorri:
 — Já! E que diferença! Nem parece que estamos tão perto de São Paulo e de toda aquela poluição...
 — É mesmo — concorda Emília. — Parece que aqui o ar corresponde àquela descrição que aparece nos livros de ciências...
 — “Incolor e inodoro” — apressa-se em completar Vera.
 — Mas essas não são as qualidades da água? — inquieta-se Sílvia.
 — Eu lá quero saber? Estou de férias... — graceja Vera.
    As três sorriem.
    Vera tem 21 anos, é estudante de Letras. Sílvia, da mesma idade, estuda Psicologia. Emília, 19, está no primeiro ano de Pedagogia. As três são professoras do curso primário no mesmo colégio de São Paulo.
 — E agora, Vera? — pergunta Sílvia. — Como fazemos para chegar na casa da sua tia?
 — Pegamos um táxi — responde Vera. — Mais exatamente o táxi do Ângelo, que deve estar esperando a gente. Eu telefonei ontem para ele combinando.
 — Cidade pequena tem isso de legal — comenta Sílvia — , a gente conhece até os motoristas de táxi pelo nome.
 — Também — desdenha Emília —, devem ser só três ou quatro em toda Atibaia.
 — As duas estão erradas — corrige Vera. — Não conheço todos os motoristas pelo nome, e aqui tem muito mais do que três ou quatro, dona Emília. O caso é que o Ângelo é uma pessoa especial, ele é filho da Eulália.
    Sílvia e Emília não compreendem. Vera logo acrescenta:
 — A Eulália mora com a minha tia Irene. É a pessoa mais querida do universo inteiro! Eu simplesmente amo ela... 
  — A “moela”, que eu saiba, é um órgão das galinhas, meu bem... — diz Emília, sarcasticamente.
  — Não enche, Emília, a gente “estamos” de férias, “tá bão”? — graceja Sílvia.
 — Não senhora! — protesta Emília. — Temos um exemplo a dar. Uma professora deve estar sempre alerta!
  — Para mim isso é lema de escoteiro... — diz Vera, sem perder o bom humor.
      Neste momento, um grande carro branco estaciona junto delas. O motorista, negro e jovem, sai e vem cumprimentar Vera. Ela o abraça e beija, para espanto das amigas.
  — Ângelo, estas aqui são duas colegas minhas lá de São Paulo, a Sílvia e a Emília.
      Ângelo sorri para elas e estende a mão:
  — Muito prazer, eu sou o Ângelo — e aperta com força a mão de cada uma delas.
  — Vamos lá? A minha mãe está esperando vocês com um almoço daqueles que só ela sabe fazer. Parece até uma festa de casamento!
       Enquanto fala, Ângelo abre as portas do carro para que as moças entrem. Recolhe as maletas que elas haviam deixado no chão e as guarda no porta-malas do carro.
    A caminho da casa da tia de Vera, Sílvia e Emília não param de falar.

(BAGNO, Marcos. A Língua de Eulália: novela sociolinguistica, 17. ed., 3a reimpressão. São Paulo: Contexto, 2014. p. 9, 10)
A alternativa que NÃO se adequa ao texto é a:
Alternativas
Q1086801 Português
A CHEGADA

    Vera, Sílvia e Emília foram as primeiras a descer na rodoviária de Atibaia quando o ônibus estacionou.
   — Respirem fundo — manda Vera, e as outras duas obedecem.
   — Já sentiram a diferença do ar?
    Sílvia inspira com sofreguidão, retém a respiração por alguns segundos e depois libera o ar dos pulmões. Sorri:
 — Já! E que diferença! Nem parece que estamos tão perto de São Paulo e de toda aquela poluição...
 — É mesmo — concorda Emília. — Parece que aqui o ar corresponde àquela descrição que aparece nos livros de ciências...
 — “Incolor e inodoro” — apressa-se em completar Vera.
 — Mas essas não são as qualidades da água? — inquieta-se Sílvia.
 — Eu lá quero saber? Estou de férias... — graceja Vera.
    As três sorriem.
    Vera tem 21 anos, é estudante de Letras. Sílvia, da mesma idade, estuda Psicologia. Emília, 19, está no primeiro ano de Pedagogia. As três são professoras do curso primário no mesmo colégio de São Paulo.
 — E agora, Vera? — pergunta Sílvia. — Como fazemos para chegar na casa da sua tia?
 — Pegamos um táxi — responde Vera. — Mais exatamente o táxi do Ângelo, que deve estar esperando a gente. Eu telefonei ontem para ele combinando.
 — Cidade pequena tem isso de legal — comenta Sílvia — , a gente conhece até os motoristas de táxi pelo nome.
 — Também — desdenha Emília —, devem ser só três ou quatro em toda Atibaia.
 — As duas estão erradas — corrige Vera. — Não conheço todos os motoristas pelo nome, e aqui tem muito mais do que três ou quatro, dona Emília. O caso é que o Ângelo é uma pessoa especial, ele é filho da Eulália.
    Sílvia e Emília não compreendem. Vera logo acrescenta:
 — A Eulália mora com a minha tia Irene. É a pessoa mais querida do universo inteiro! Eu simplesmente amo ela... 
  — A “moela”, que eu saiba, é um órgão das galinhas, meu bem... — diz Emília, sarcasticamente.
  — Não enche, Emília, a gente “estamos” de férias, “tá bão”? — graceja Sílvia.
 — Não senhora! — protesta Emília. — Temos um exemplo a dar. Uma professora deve estar sempre alerta!
  — Para mim isso é lema de escoteiro... — diz Vera, sem perder o bom humor.
      Neste momento, um grande carro branco estaciona junto delas. O motorista, negro e jovem, sai e vem cumprimentar Vera. Ela o abraça e beija, para espanto das amigas.
  — Ângelo, estas aqui são duas colegas minhas lá de São Paulo, a Sílvia e a Emília.
      Ângelo sorri para elas e estende a mão:
  — Muito prazer, eu sou o Ângelo — e aperta com força a mão de cada uma delas.
  — Vamos lá? A minha mãe está esperando vocês com um almoço daqueles que só ela sabe fazer. Parece até uma festa de casamento!
       Enquanto fala, Ângelo abre as portas do carro para que as moças entrem. Recolhe as maletas que elas haviam deixado no chão e as guarda no porta-malas do carro.
    A caminho da casa da tia de Vera, Sílvia e Emília não param de falar.

(BAGNO, Marcos. A Língua de Eulália: novela sociolinguistica, 17. ed., 3a reimpressão. São Paulo: Contexto, 2014. p. 9, 10)
A alternativa que se adequa à organização do texto é a:
Alternativas
Q1086721 Português
É correto afirmar que na frase "Mas numa tarde de verão, conheceu a Maria" o verbo indica uma ação que ocorreu num determinado momento do passado, tal como em
Alternativas
Q1086719 Português
O infográfico a seguir mostra uma das situações do emprego no nosso país.
Onde estão os empregos.
Mesmo com a incerteza na economia e o alto índice de desemprego, o mercado de trabalho está em recuperação e traz oportunidades. Em especial, para setores como saúde, tecnologia e agronegócio.
Imagem associada para resolução da questão Com base na leitura integral do texto e nos fatos apresentados, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que afirma.
( ) O avanço dos empregos formais ocorreu nos dois últimos anos, isto é, entre 2018 e 2019. ( ) O aumento no número de vagas de emprego é um fato contestado. ( ) O setor que mais cresceu foi o correspondente à execução de obras. ( ) A oferta de trabalho regrediu por conta do alto índice de desemprego. ( ) O dado otimista diz respeito ao cultivo da terra com vistas à produção animal.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Alternativas
Q1086718 Português

Leia o microconto.

Imagem associada para resolução da questão

É correto afirmar que a última frase dessa pequena narrativa contém


Alternativas
Q1086716 Português
A doninha e a raposa.

Magra e faminta, uma doninha descobriu uma fresta que dava para um celeiro e por ela passou. Ali, no meio da abundância, foi comendo, comendo, e engordando à proporção. Quando quis sair, já não podia passar pela fresta.
– Você está presa, minha amiga! – disse-lhe uma raposa. Se quer sair, faça uma dieta, jejua, e quando estiver magra e desfeita, como entrou antes, poderá sair.

Disponível em:<http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/fabulas.html> . Acesso em: 20 jul. 2019. Adaptado.
O último parágrafo do texto termina com uma lição de moral. Que ditado popular NÃO explica o comportamento da doninha?
Alternativas
Q1086594 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem. 


Tendo em vista o título do texto, as crianças se tornarem futuros corruptos é um(a)
Alternativas
Q1086593 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem. 


De acordo com o texto, as crianças têm as primeiras experiências de corrupção com os
Alternativas
Q1086592 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem. 


De acordo com o texto, os pais devem ser sempre, para os filhos, um
Alternativas
Q1086591 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem. 


Tendo em vista os argumentos do texto, infere-se que
Alternativas
Q1085916 Português

1       Nosso cérebro é uma complexa estrutura forjada pela evolução. Por outro lado, é também primitivo. É curioso pensar que o mais erudito dos moradores deste planeta tenha o mesmo hardware que um caçador-coletor que passou a vida errando em uma pequena érea em busca da sobrevivência.

2       Estou sendo injusto em minha descrição. Nosso ancestral era capaz de tecer, realizar pequenas cirurgias, fazer ferramentas de pedra. Tente criar algo assim em casa e você verá que somos menos autônomos do que um coletor do Paleolítico. Mas estou sendo preciso quando comparo nossos cérebros.

3       Desenvolvida para uma chave amigo-inimigo, nossa mente tende a rotular o que vê, julgando a novidade de acordo com seu conhecimento prévio. Isso garantiu nossa vida por muitas gerações: se eu comer algo que me faz mal, toda vez que olhar para algo semelhante, sentirei repulsa. Isso pode ser bom para evitar perigos, porém cria problemas para nossa atualidade.

4       Se eu tivesse que arriscar um esboço do que seria o pensamento médio das pessoas, hoje, ele seria similar ao dos antepassados paleolíticos. Formamos bandos com facilidade. Yuval Harari chama a atenção para como a detração é uma poderosa cola social. Fofocando, crio laços, forjo alianças. Desde sempre, nossa espécie classifica o que vê antes de compreender o que tem na sua frente. O pavor instintivo da novidade me faz rejeitá-la. Classificar, para o cérebro primitivo que se contenta em viver na caverna, é mais importante do que entender.

5       É claro que também somos uma espécie que foge da natureza animal e que cria culturas. Portanto, há um instinto inquisitivo, que gosta de descobrir coisas novas, explorá-las. No entanto, a sensação é que ele anda em baixa em nossos tempos. Encerrar em caixas herméticas dá segurança.

6       Alguns associam a rotulação imediata a um traço humano. A sociedade ficou mais complexa, mas, em nossa essência, somos os mesmos. Por outro lado, há quem afirme que o tempo curto da internet, o imediatismo atual, produz superficialidade, impede o raciocínio profundo, pois este requer o questionamento de bolhas epistêmicas e, mercadoria cada vez mais rara, tempo de ponderação. Não seria uma essência, necessariamente, todavia um feitiço, uma tentação oferecida por algoritmos do universo digital.

7       Resistir à tentação é um desafio. Pensar em aprofundar, dar uma segunda olhada, fugir do rótulo: parecem atitudes que exigem o desafio da vontade férrea. Deixar que sentidos mais amplos invadam sua percepção sem julgar de imediato é um ato de resistência.

   (Adaptado de: KARNAL, Leandro. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br)

Depreende-se do texto que
Alternativas
Q1085637 Português
No contexto, estabelecem entre si uma relação de oposição de sentido os segmentos
Alternativas
Q1085636 Português
Fundamentalmente, o autor confessa que tem medo de morrer e ir para o céu porque
Alternativas
Q1085536 Português

   A inteligência engraxa as botas da estupidez

(Edival Lourenço)

      Quem trabalha como assessor de um executivo, de uma autoridade, seja pública, seja privada, em algum momento, cedo ou tarde, terá a sensação de ser mais inteligente do que o chefe. Não raro este sentimento é sufocado pela ideia um tanto lógica de que se o assessor fosse de fato mais inteligente, por certo o assessor seria chefe, e o chefe seria o assessor. E estamos falados.

        E assim o subalterno se recolhe à sua sombra de insignificância e legitima o chefe em seu pedestal. Mesmo quando o assessor seja uma espécie de braço-direito, daqueles que não descuidam de seu assessorado, escrevendo seus discursos, suas palestras, falando por ele nas entrevistas, dizendo-lhe como deve se portar, o que propor, que negócio fechar, que hora entrar, que hora sair de uma situação, daqueles que entregam o parecer finalizado, que levam o despacho pronto para colher assinatura no rodapé do imbróglio mais impermeável. Ainda assim, pela lógica da disposição das coisas, pelas posições no organograma, pelo status do cargo, pelo salário que recebe, o assessor, mesmo percebendo que sua lucidez possa ser maior do que a do assessorado, é levado a crer que alguma coisa do chefe (o músculo de tomar decisão, o tirocínio talvez) seja mesmo superior. Mas, convenhamos. Como não poderia Nicolau Maquiavel ter a sensação de ser mais inteligente do que Lourenço de Médici. Como não poderia José Bonifácio de Andrada e Silva considerar-se mais inteligente do que D. Pedro de Alcântara? Como não poderia Galileu Galilei sentir-se mais inteligente do que o grão-duque da Toscana? (...)

Fonte: https://www.revistabula.com/578-a-inteligencia-engraxa-as-botas-da-estupidez/


De acordo com o disposto no texto, é uma proposição VERDADEIRA:
Alternativas
Q1085142 Português

1       Existe uma enfermidade moderna que afeta dois terços dos adultos. Seus sintomas incluem falta de apetite, dificuldade para controlar o peso, baixa imunidade, flutuações de humor, entre outros. Essa enfermidade é a privação de sono crônica, que vem crescendo na esteira de dispositivos que emitem luz azul.

2       Por milênios, a luz azul existiu apenas durante o dia. Velas e lenha produziam luz amarelo-avermelhada e não havia iluminação artificial à noite. A luz do fogo não é problema porque o cérebro interpreta a luz vermelha como sinal de que chegou a hora de dormir. Com a luz azul é diferente: ela sinaliza a chegada da manhã.

3       Assim, um dos responsáveis pelo declínio da qualidade do sono nas duas últimas décadas é a luz azulada que emana de aparelhos eletrônicos; mas um dano ainda maior acontece quando estamos acordados, fazendo um malabarismo obsessivo com computadores e smartphones.

4       A maioria das pessoas passam de uma a quatro horas diárias em seus dispositivos eletrônicos - e muitos gastam bem mais que isso. Não é problema de uma minoria. Pesquisadores nos aconselham a usar o celular por menos de uma hora diariamente. Mas o uso excessivo do aparelho é tão predominante que os pesquisadores cunharam o termo “nomofobia" (uma abreviatura da expressão inglesa no-mobile-phobiaj para descrever a fobia de ficar sem celular.

5       O cérebro humano exibe diferentes padrões de atividade para diferentes experiências. Um deles retrata reações cerebrais de um viciado em jogos eletrônicos. “Comportamentos viciantes ativam o centro de recompensa do cérebro", afirma Claire Gillan, neurocientista que estuda comportamentos obsessivos. “Contanto que a conduta acarrete recompensa, o cérebro a tratará da mesma maneira que uma droga".

        (Adaptado de: ALTER, Adam. Irresistível. São Paulo: Objetiva, edição digital)

Mas o uso excessivo do aparelho é tão predominante que os pesquisadores cunharam o termo “nomofobia" (uma abreviatura da expressão inglesa no-mobile-phobiaj para descrever a fobia de ficar sem celular. (4° parágrafo)


O trecho sublinhado exprime uma

Alternativas
Q1085141 Português

1       Existe uma enfermidade moderna que afeta dois terços dos adultos. Seus sintomas incluem falta de apetite, dificuldade para controlar o peso, baixa imunidade, flutuações de humor, entre outros. Essa enfermidade é a privação de sono crônica, que vem crescendo na esteira de dispositivos que emitem luz azul.

2       Por milênios, a luz azul existiu apenas durante o dia. Velas e lenha produziam luz amarelo-avermelhada e não havia iluminação artificial à noite. A luz do fogo não é problema porque o cérebro interpreta a luz vermelha como sinal de que chegou a hora de dormir. Com a luz azul é diferente: ela sinaliza a chegada da manhã.

3       Assim, um dos responsáveis pelo declínio da qualidade do sono nas duas últimas décadas é a luz azulada que emana de aparelhos eletrônicos; mas um dano ainda maior acontece quando estamos acordados, fazendo um malabarismo obsessivo com computadores e smartphones.

4       A maioria das pessoas passam de uma a quatro horas diárias em seus dispositivos eletrônicos - e muitos gastam bem mais que isso. Não é problema de uma minoria. Pesquisadores nos aconselham a usar o celular por menos de uma hora diariamente. Mas o uso excessivo do aparelho é tão predominante que os pesquisadores cunharam o termo “nomofobia" (uma abreviatura da expressão inglesa no-mobile-phobiaj para descrever a fobia de ficar sem celular.

5       O cérebro humano exibe diferentes padrões de atividade para diferentes experiências. Um deles retrata reações cerebrais de um viciado em jogos eletrônicos. “Comportamentos viciantes ativam o centro de recompensa do cérebro", afirma Claire Gillan, neurocientista que estuda comportamentos obsessivos. “Contanto que a conduta acarrete recompensa, o cérebro a tratará da mesma maneira que uma droga".

        (Adaptado de: ALTER, Adam. Irresistível. São Paulo: Objetiva, edição digital)

Considere as afirmações abaixo.


I. Critica-se no último parágrafo a dependência psicológica do celular, chamada por especialistas de “nomofobia”, característica de uma minoria que o utiliza de maneira abusiva.

II. No texto, associa-se a perda da qualidade do sono ao uso de dispositivos eletrônicos que emitem luz azul.

III. O autor expressa sentimento de nostalgia ao enaltecer uma época em que a maior parte da iluminação noturna provinha de luzes amarelo-avermelhadas.


Está correto o que consta APENAS de

Alternativas
Q1084826 Português
A questão se refere ao texto a seguir.

Seu cachorro é um gênio – saiba o porquê

Brian Hare, neurocientista especializado em cognição canina, e sua esposa, a cientista e jornalista Vanessa Woods, explicam como funciona a mente dos cães e contam por que eles podem ser mais inteligentes do que seus donos imaginam.
Baseados em um conjunto de trabalhos sobre o assunto que apelidaram de caninognição – ou seja, a cognição dos cães –, os autores chegaram à conclusão de que o processo evolutivo que transformou lobos em cachorros domésticos fez com que os animais adquirissem um novo tipo de inteligência social.
Essa inteligência teria tornado os cães muito semelhantes a bebês humanos, em termos de comportamento e de habilidades de comunicação – conquistando seus donos definitivamente. De acordo com Brian Hare, depois dos seres humanos, os cachorros são os mamíferos mais bem-sucedidos do planeta, superando até mesmo os chipanzés, famosos por sua esperteza.

Disponível em: <https://veja.abril.com.br/ciencia/seu-cachorro-e-um-genio-saiba-o-porque/> Acesso em: 13 ago. 2019. Adaptado.
Considerando-se a leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Respostas
34001: A
34002: A
34003: D
34004: B
34005: C
34006: B
34007: B
34008: C
34009: C
34010: A
34011: E
34012: B
34013: D
34014: B
34015: B
34016: D
34017: B
34018: A
34019: C
34020: B