Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 55.222 questões

Q1140490 Português

                                      O bom combate


      Apesar dos extremismos discursivos e de retrocessos democráticos registrados em vários países nos últimos tempos, não dá para negar que a humanidade melhora a olhos vistos.

      Por qualquer medida objetiva que adotemos, o mundo evoluiu nos últimos 30 anos, e a proporção de terráqueos vivendo em pobreza extrema, que era de 35% em 1990, está agora abaixo dos 10%. A expectativa de vida ao nascer, que batia nos 65 anos em 1990, saltou para mais de 72.

      Também observamos melhoras importantes nos índices globais de escolarização e na disponibilidade de itens como água tratada e eletricidade. É difícil de acreditar, mas até a inteligência dos humanos tem avançado. O fenômeno, bem documentado, atende pelo nome de efeito Flynn.

      Se trocarmos a lente das décadas pela dos séculos e ampliarmos a noção de riqueza para incluir não só renda, mas acesso a serviços e bens de consumo, os progressos são ainda mais significativos. Nas contas da economista americana Deirdre McCloskey, nos últimos dois séculos, o habitante médio do planeta viu sua riqueza multiplicar-se por dez, chegando a 30 nos países desenvolvidos.

      O mundo ainda está muito longe de ser um lugar bom para todos ou razoavelmente justo, mas é preciso estar cego para não ver que estamos melhorando.

      Os dois motores principais desses sucessos são o saber técnico, alimentado pela ciência, e a disseminação das democracias, cujo número mais do que dobrou de 1990 para cá. Democracia, aqui, deve ser compreendida em seu conceito mais amplo, que inclui a busca por benefícios expressa pela vontade popular, mas traz, também, uma defesa intransigente de direitos universais que abarcam as minorias, mas não se restringem a elas.

      São justamente o saber técnico e a democracia que estão sob ataque em vários países. Defendê-los é o dever das forças pró-civilização neste momento delicado.

                              (Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 05.05.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa correta a respeito das ideias do texto.
Alternativas
Q1140438 Português

Leia a tira, para responder à questão.



É correto afirmar que o efeito de sentido de humor na tira está associado à
Alternativas
Q1140431 Português

      Há povos que gostam de apelidos. Brasileiros, hispanos e norte-americanos estão entre os principais. Quase ninguém imagina que Bill Clinton seja, na verdade, William Jefferson Clinton. Difícil supor que um Pepe mexicano seja José e um Pancho tivesse chegado ao batistério como Francisco. Bem, qual estrangeiro suporá Chico como apelido de Francisco? Em eras pré-politicamente corretas, abundavam os “japas”, os “chinas”, os “gordos” e os “carecas”. Hoje, tudo implica risco.

      Além do apelido, existem apostos que qualificam mais do que uma simples alcunha. Por vezes, são qualificativos positivos: Alexandre, o Grande; Luís XIV, o Rei-Sol; Luís XV, o Bem-Amado; e, no campo republicano, Simon Bolívar, o Libertador. Podem ser eufemismos para defeitos, como a indecisão crônica de Filipe II da Espanha. A história oficial o registra como Filipe, “o Prudente”. Há as diferenças nacionais. A única rainha do Antigo Regime português é conhecida na terrinha como D. Maria I, a Pia. No Brasil, por vários motivos, ela é “a Louca”.

      Os qualificativos para famosos são uma maneira de defesa dos fracos. Não posso derrubar presidente, não tenho a fama de um craque, não tenho o dinheiro de fulano: tasco-lhe um apelido como a vingança do bagre diante do hipopótamo. Rio um pouco, divulgo diante do meu limitado grupo igualmente ressentido e me sinto vingado. Apelidar de forma negativa é, quase sempre, reconhecer minha inferioridade.

      Fazer graça com a característica alheia pode revelar o mico interno de cada um de nós. Nosso macaquinho é inferior aos grandes símios. Em choques, apenas temos a possibilidade de subir rapidamente em galhos mais finos do que os rivais poderosos poderiam. Escalar e gritar: orangotango bobo, gorila vacilão, chimpanzé flácido! Lá de cima, protegido pela nossa fraqueza-força, rimos do maior. Apelidar é defender-se e tentar, ao menos na fala, vencer quem parece superior a nossas forças. Classificar o outro de tonto traz alívio; por exclusão, eu não sou.

(Leandro Karnal, O nome que eu desejo e o apelido que eu tenho. O Estado de S. Paulo, 03 de julho de 2019. Adaptado)

É correto afirmar que a essência do texto consiste em
Alternativas
Q1140372 Português

      Há povos que gostam de apelidos. Brasileiros, hispanos e norte-americanos estão entre os principais. Quase ninguém imagina que Bill Clinton seja, na verdade, William Jefferson Clinton. Difícil supor que um Pepe mexicano seja José e um Pancho tivesse chegado ao batistério como Francisco. Bem, qual estrangeiro suporá Chico como apelido de Francisco? Em eras pré-politicamente corretas, abundavam os “japas”, os “chinas”, os “gordos” e os “carecas”. Hoje, tudo implica risco.

      Além do apelido, existem apostos que qualificam mais do que uma simples alcunha. Por vezes, são qualificativos positivos: Alexandre, o Grande; Luís XIV, o Rei-Sol; Luís XV, o Bem-Amado; e, no campo republicano, Simon Bolívar, o Libertador. Podem ser eufemismos para defeitos, como a indecisão crônica de Filipe II da Espanha. A história oficial o registra como Filipe, “o Prudente”. Há as diferenças nacionais. A única rainha do Antigo Regime português é conhecida na terrinha como D. Maria I, a Pia. No Brasil, por vários motivos, ela é “a Louca”.

      Os qualificativos para famosos são uma maneira de defesa dos fracos. Não posso derrubar presidente, não tenho a fama de um craque, não tenho o dinheiro de fulano: tasco-lhe um apelido como a vingança do bagre diante do hipopótamo. Rio um pouco, divulgo diante do meu limitado grupo igualmente ressentido e me sinto vingado. Apelidar de forma negativa é, quase sempre, reconhecer minha inferioridade.

      Fazer graça com a característica alheia pode revelar o mico interno de cada um de nós. Nosso macaquinho é inferior aos grandes símios. Em choques, apenas temos a possibilidade de subir rapidamente em galhos mais finos do que os rivais poderosos poderiam. Escalar e gritar: orangotango bobo, gorila vacilão, chimpanzé flácido! Lá de cima, protegido pela nossa fraqueza-força, rimos do maior. Apelidar é defender-se e tentar, ao menos na fala, vencer quem parece superior a nossas forças. Classificar o outro de tonto traz alívio; por exclusão, eu não sou.


(Leandro Karnal, O nome que eu desejo e o apelido que eu tenho. O Estado de S. Paulo, 03 de julho de 2019. Adaptado)

É correto afirmar que o último parágrafo descreve, de forma figurada, situação que encontra paralelo na frase:
Alternativas
Q1140370 Português

      Há povos que gostam de apelidos. Brasileiros, hispanos e norte-americanos estão entre os principais. Quase ninguém imagina que Bill Clinton seja, na verdade, William Jefferson Clinton. Difícil supor que um Pepe mexicano seja José e um Pancho tivesse chegado ao batistério como Francisco. Bem, qual estrangeiro suporá Chico como apelido de Francisco? Em eras pré-politicamente corretas, abundavam os “japas”, os “chinas”, os “gordos” e os “carecas”. Hoje, tudo implica risco.

      Além do apelido, existem apostos que qualificam mais do que uma simples alcunha. Por vezes, são qualificativos positivos: Alexandre, o Grande; Luís XIV, o Rei-Sol; Luís XV, o Bem-Amado; e, no campo republicano, Simon Bolívar, o Libertador. Podem ser eufemismos para defeitos, como a indecisão crônica de Filipe II da Espanha. A história oficial o registra como Filipe, “o Prudente”. Há as diferenças nacionais. A única rainha do Antigo Regime português é conhecida na terrinha como D. Maria I, a Pia. No Brasil, por vários motivos, ela é “a Louca”.

      Os qualificativos para famosos são uma maneira de defesa dos fracos. Não posso derrubar presidente, não tenho a fama de um craque, não tenho o dinheiro de fulano: tasco-lhe um apelido como a vingança do bagre diante do hipopótamo. Rio um pouco, divulgo diante do meu limitado grupo igualmente ressentido e me sinto vingado. Apelidar de forma negativa é, quase sempre, reconhecer minha inferioridade.

      Fazer graça com a característica alheia pode revelar o mico interno de cada um de nós. Nosso macaquinho é inferior aos grandes símios. Em choques, apenas temos a possibilidade de subir rapidamente em galhos mais finos do que os rivais poderosos poderiam. Escalar e gritar: orangotango bobo, gorila vacilão, chimpanzé flácido! Lá de cima, protegido pela nossa fraqueza-força, rimos do maior. Apelidar é defender-se e tentar, ao menos na fala, vencer quem parece superior a nossas forças. Classificar o outro de tonto traz alívio; por exclusão, eu não sou.


(Leandro Karnal, O nome que eu desejo e o apelido que eu tenho. O Estado de S. Paulo, 03 de julho de 2019. Adaptado)

Do ponto de vista do autor, a propensão a apelidar com expressões pejorativas
Alternativas
Q1140335 Português

                             Olhar o vizinho é o primeiro passo


      Não é preciso ser filósofo na atualidade, para perceber que o “bom” e o “bem” não prevalecem tanto quanto desejamos. Sob a égide de uma moral individualista, o consumo e a concentração de renda despontam como metas pessoais e fazem muitos de nós nos esquecermos do outro, do irmão, do próximo. Passamos muito tempo olhando para nossos próprios umbigos ou mergulhados em nossas crises existenciais e não reparamos nos pedidos de ajuda de quem está ao nosso lado. É difícil tirar os óculos escuros da indiferença e estender a mão, não para dar uma esmola à criança que faz malabarismo no sinal, para ganhar um trocado simpático, mas para tentar mudar uma situação adversa, fazer a diferença. O que as pessoas que ajudam outras nos mostram é que basta querer, para mudar o mundo. Não é preciso ser milionário para fazer uma doação. Se não há dinheiro, o trabalho também é bem-vindo. Doar um pouco de conhecimento ou expertise, para fazer o bem a outros que não têm acesso a esses serviços, é mais que caridade: é senso de responsabilidade. Basta ter disposição e sentimento e fazer um trabalho de formiguinha, pois, como diz o ditado, é a união que faz a força! Graças a esses filósofos da prática, ainda podemos colocar fé na humanidade. Eles nos mostram que fazer o bem é bom e seguem esse caminho por puro amor, vocação e humanismo.

                                                    (Diário do Nordeste. Abril 2008. Com adaptações.) 

De acordo com o texto, “não é preciso ser milionário para fazer uma doação”. Essa informação tem como finalidade:
Alternativas
Q1140333 Português

                             Olhar o vizinho é o primeiro passo


      Não é preciso ser filósofo na atualidade, para perceber que o “bom” e o “bem” não prevalecem tanto quanto desejamos. Sob a égide de uma moral individualista, o consumo e a concentração de renda despontam como metas pessoais e fazem muitos de nós nos esquecermos do outro, do irmão, do próximo. Passamos muito tempo olhando para nossos próprios umbigos ou mergulhados em nossas crises existenciais e não reparamos nos pedidos de ajuda de quem está ao nosso lado. É difícil tirar os óculos escuros da indiferença e estender a mão, não para dar uma esmola à criança que faz malabarismo no sinal, para ganhar um trocado simpático, mas para tentar mudar uma situação adversa, fazer a diferença. O que as pessoas que ajudam outras nos mostram é que basta querer, para mudar o mundo. Não é preciso ser milionário para fazer uma doação. Se não há dinheiro, o trabalho também é bem-vindo. Doar um pouco de conhecimento ou expertise, para fazer o bem a outros que não têm acesso a esses serviços, é mais que caridade: é senso de responsabilidade. Basta ter disposição e sentimento e fazer um trabalho de formiguinha, pois, como diz o ditado, é a união que faz a força! Graças a esses filósofos da prática, ainda podemos colocar fé na humanidade. Eles nos mostram que fazer o bem é bom e seguem esse caminho por puro amor, vocação e humanismo.

                                                    (Diário do Nordeste. Abril 2008. Com adaptações.) 

De acordo com as ideias do texto, infere-se que:
Alternativas
Q1140331 Português

                             Olhar o vizinho é o primeiro passo


      Não é preciso ser filósofo na atualidade, para perceber que o “bom” e o “bem” não prevalecem tanto quanto desejamos. Sob a égide de uma moral individualista, o consumo e a concentração de renda despontam como metas pessoais e fazem muitos de nós nos esquecermos do outro, do irmão, do próximo. Passamos muito tempo olhando para nossos próprios umbigos ou mergulhados em nossas crises existenciais e não reparamos nos pedidos de ajuda de quem está ao nosso lado. É difícil tirar os óculos escuros da indiferença e estender a mão, não para dar uma esmola à criança que faz malabarismo no sinal, para ganhar um trocado simpático, mas para tentar mudar uma situação adversa, fazer a diferença. O que as pessoas que ajudam outras nos mostram é que basta querer, para mudar o mundo. Não é preciso ser milionário para fazer uma doação. Se não há dinheiro, o trabalho também é bem-vindo. Doar um pouco de conhecimento ou expertise, para fazer o bem a outros que não têm acesso a esses serviços, é mais que caridade: é senso de responsabilidade. Basta ter disposição e sentimento e fazer um trabalho de formiguinha, pois, como diz o ditado, é a união que faz a força! Graças a esses filósofos da prática, ainda podemos colocar fé na humanidade. Eles nos mostram que fazer o bem é bom e seguem esse caminho por puro amor, vocação e humanismo.

                                                    (Diário do Nordeste. Abril 2008. Com adaptações.) 

Sobre o texto, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q1140294 Português

                                           Além das palavras

                 Pesquisadores da USP elaboraram uma lista de gestos,

                   posturas e outras pistas visuais que podem auxiliar o

           médico na avaliação dos pacientes e diagnóstico da depressão.


      No consultório psiquiátrico, apenas uma parte das informações é verbalizada pelos pacientes. Outra tem a ver com o olhar do médico: uma avaliação de gestos, posturas e outros sinais que podem ajudar a compreender o estado de saúde mental em que uma pessoa se encontra. Uma proposta de sistematização desse ‘olho clínico’ foi apresentada por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), que elaboraram um checklist de posturas, gestos e expressões típicos de pacientes com depressão.

      O estudo foi realizado no Hospital das Clínicas e no Hospital Universitário, ambos ligados à USP, sob a supervisão da farmacologista Clarice Gorenstein. Em vez de seguirem apenas o protocolo corrente de diagnóstico de depressão, baseado em perguntas e respostas, avaliadores preencheram um formulário detalhado sobre as expressões faciais e corporais dos pacientes durante entrevistas clínicas. As entrevistas também foram filmadas, para análise objetiva do comportamento dos pacientes.

      “Elaboramos uma lista de comportamentos corporais favoráveis ou não ao contato social para analisar os pacientes, além de fazer as perguntas padrão”, relata a pesquisadora e psicóloga Juliana Teixeira Fiquer, que realizou seu pós-doutorado com o estudo. “Sinais como inclinar o corpo para frente na direção do entrevistador, ou encolher os ombros, fazer movimentos afirmativos ou negativos com a cabeça, fazer contato ocular ou não, rir ou chorar são alguns dos 22 comportamentos que selecionamos”, exemplifica.

      Fiquer contou à CH Online que todos os pacientes do grupo com depressão tiveram melhora nos parâmetros sugestivos de contato social. “Os pacientes mostraram, após o período de tratamento, um aumento no contato ocular com o entrevistador, além de sorrir mais e demonstrar avanços em relação a outros comportamentos sugestivos de interesse social”, relata.

      “Queremos criar um método científico que considere aquilo que até então é colocado no território das impressões no diagnóstico da depressão.”

      Para a pesquisadora, o trabalho representa um passo importante na sinalização de que informações emocionais relevantes são transmitidas no contato interpessoal entre clínico e paciente, que até então eram atribuídas exclusivamente à subjetividade do médico na hora de fazer o diagnóstico.

      O psiquiatra e psicanalista Elie Cheniaux, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sugere que a linguagem não verbal é uma ferramenta importante para mensurar a tristeza, que é um dos componentes da depressão, mas não a única. “A linguagem não verbal não dá uma visão global do quadro do paciente”, argumenta.

(João Paulo Rossini. Instituto Ciência Hoje – RJ. Em abril de 2016. Com adaptações.)

Em “As entrevistas também foram filmadas, para análise objetiva do comportamento dos pacientes.” (2º§), a palavra assinalada significa:
Alternativas
Q1140293 Português

                                           Além das palavras

                 Pesquisadores da USP elaboraram uma lista de gestos,

                   posturas e outras pistas visuais que podem auxiliar o

           médico na avaliação dos pacientes e diagnóstico da depressão.


      No consultório psiquiátrico, apenas uma parte das informações é verbalizada pelos pacientes. Outra tem a ver com o olhar do médico: uma avaliação de gestos, posturas e outros sinais que podem ajudar a compreender o estado de saúde mental em que uma pessoa se encontra. Uma proposta de sistematização desse ‘olho clínico’ foi apresentada por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), que elaboraram um checklist de posturas, gestos e expressões típicos de pacientes com depressão.

      O estudo foi realizado no Hospital das Clínicas e no Hospital Universitário, ambos ligados à USP, sob a supervisão da farmacologista Clarice Gorenstein. Em vez de seguirem apenas o protocolo corrente de diagnóstico de depressão, baseado em perguntas e respostas, avaliadores preencheram um formulário detalhado sobre as expressões faciais e corporais dos pacientes durante entrevistas clínicas. As entrevistas também foram filmadas, para análise objetiva do comportamento dos pacientes.

      “Elaboramos uma lista de comportamentos corporais favoráveis ou não ao contato social para analisar os pacientes, além de fazer as perguntas padrão”, relata a pesquisadora e psicóloga Juliana Teixeira Fiquer, que realizou seu pós-doutorado com o estudo. “Sinais como inclinar o corpo para frente na direção do entrevistador, ou encolher os ombros, fazer movimentos afirmativos ou negativos com a cabeça, fazer contato ocular ou não, rir ou chorar são alguns dos 22 comportamentos que selecionamos”, exemplifica.

      Fiquer contou à CH Online que todos os pacientes do grupo com depressão tiveram melhora nos parâmetros sugestivos de contato social. “Os pacientes mostraram, após o período de tratamento, um aumento no contato ocular com o entrevistador, além de sorrir mais e demonstrar avanços em relação a outros comportamentos sugestivos de interesse social”, relata.

      “Queremos criar um método científico que considere aquilo que até então é colocado no território das impressões no diagnóstico da depressão.”

      Para a pesquisadora, o trabalho representa um passo importante na sinalização de que informações emocionais relevantes são transmitidas no contato interpessoal entre clínico e paciente, que até então eram atribuídas exclusivamente à subjetividade do médico na hora de fazer o diagnóstico.

      O psiquiatra e psicanalista Elie Cheniaux, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sugere que a linguagem não verbal é uma ferramenta importante para mensurar a tristeza, que é um dos componentes da depressão, mas não a única. “A linguagem não verbal não dá uma visão global do quadro do paciente”, argumenta.

(João Paulo Rossini. Instituto Ciência Hoje – RJ. Em abril de 2016. Com adaptações.)

No excerto “O psiquiatra e psicanalista Elie Cheniaux, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sugere que a linguagem não verbal é uma ferramenta importante para mensurar a tristeza, que é um dos componentes da depressão, mas não a única.” (7º§), a expressão “mensurar” pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q1140291 Português

                                           Além das palavras

                 Pesquisadores da USP elaboraram uma lista de gestos,

                   posturas e outras pistas visuais que podem auxiliar o

           médico na avaliação dos pacientes e diagnóstico da depressão.


      No consultório psiquiátrico, apenas uma parte das informações é verbalizada pelos pacientes. Outra tem a ver com o olhar do médico: uma avaliação de gestos, posturas e outros sinais que podem ajudar a compreender o estado de saúde mental em que uma pessoa se encontra. Uma proposta de sistematização desse ‘olho clínico’ foi apresentada por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), que elaboraram um checklist de posturas, gestos e expressões típicos de pacientes com depressão.

      O estudo foi realizado no Hospital das Clínicas e no Hospital Universitário, ambos ligados à USP, sob a supervisão da farmacologista Clarice Gorenstein. Em vez de seguirem apenas o protocolo corrente de diagnóstico de depressão, baseado em perguntas e respostas, avaliadores preencheram um formulário detalhado sobre as expressões faciais e corporais dos pacientes durante entrevistas clínicas. As entrevistas também foram filmadas, para análise objetiva do comportamento dos pacientes.

      “Elaboramos uma lista de comportamentos corporais favoráveis ou não ao contato social para analisar os pacientes, além de fazer as perguntas padrão”, relata a pesquisadora e psicóloga Juliana Teixeira Fiquer, que realizou seu pós-doutorado com o estudo. “Sinais como inclinar o corpo para frente na direção do entrevistador, ou encolher os ombros, fazer movimentos afirmativos ou negativos com a cabeça, fazer contato ocular ou não, rir ou chorar são alguns dos 22 comportamentos que selecionamos”, exemplifica.

      Fiquer contou à CH Online que todos os pacientes do grupo com depressão tiveram melhora nos parâmetros sugestivos de contato social. “Os pacientes mostraram, após o período de tratamento, um aumento no contato ocular com o entrevistador, além de sorrir mais e demonstrar avanços em relação a outros comportamentos sugestivos de interesse social”, relata.

      “Queremos criar um método científico que considere aquilo que até então é colocado no território das impressões no diagnóstico da depressão.”

      Para a pesquisadora, o trabalho representa um passo importante na sinalização de que informações emocionais relevantes são transmitidas no contato interpessoal entre clínico e paciente, que até então eram atribuídas exclusivamente à subjetividade do médico na hora de fazer o diagnóstico.

      O psiquiatra e psicanalista Elie Cheniaux, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sugere que a linguagem não verbal é uma ferramenta importante para mensurar a tristeza, que é um dos componentes da depressão, mas não a única. “A linguagem não verbal não dá uma visão global do quadro do paciente”, argumenta.

(João Paulo Rossini. Instituto Ciência Hoje – RJ. Em abril de 2016. Com adaptações.)

De acordo com as ideias do texto, as pesquisas sobre a depressão representam um passo importante na sinalização de que informações emocionais relevantes são transmitidas no contato interpessoal entre clínico e paciente. Dessa forma, podemos depreender que:
Alternativas
Q1140290 Português

                                           Além das palavras

                 Pesquisadores da USP elaboraram uma lista de gestos,

                   posturas e outras pistas visuais que podem auxiliar o

           médico na avaliação dos pacientes e diagnóstico da depressão.


      No consultório psiquiátrico, apenas uma parte das informações é verbalizada pelos pacientes. Outra tem a ver com o olhar do médico: uma avaliação de gestos, posturas e outros sinais que podem ajudar a compreender o estado de saúde mental em que uma pessoa se encontra. Uma proposta de sistematização desse ‘olho clínico’ foi apresentada por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), que elaboraram um checklist de posturas, gestos e expressões típicos de pacientes com depressão.

      O estudo foi realizado no Hospital das Clínicas e no Hospital Universitário, ambos ligados à USP, sob a supervisão da farmacologista Clarice Gorenstein. Em vez de seguirem apenas o protocolo corrente de diagnóstico de depressão, baseado em perguntas e respostas, avaliadores preencheram um formulário detalhado sobre as expressões faciais e corporais dos pacientes durante entrevistas clínicas. As entrevistas também foram filmadas, para análise objetiva do comportamento dos pacientes.

      “Elaboramos uma lista de comportamentos corporais favoráveis ou não ao contato social para analisar os pacientes, além de fazer as perguntas padrão”, relata a pesquisadora e psicóloga Juliana Teixeira Fiquer, que realizou seu pós-doutorado com o estudo. “Sinais como inclinar o corpo para frente na direção do entrevistador, ou encolher os ombros, fazer movimentos afirmativos ou negativos com a cabeça, fazer contato ocular ou não, rir ou chorar são alguns dos 22 comportamentos que selecionamos”, exemplifica.

      Fiquer contou à CH Online que todos os pacientes do grupo com depressão tiveram melhora nos parâmetros sugestivos de contato social. “Os pacientes mostraram, após o período de tratamento, um aumento no contato ocular com o entrevistador, além de sorrir mais e demonstrar avanços em relação a outros comportamentos sugestivos de interesse social”, relata.

      “Queremos criar um método científico que considere aquilo que até então é colocado no território das impressões no diagnóstico da depressão.”

      Para a pesquisadora, o trabalho representa um passo importante na sinalização de que informações emocionais relevantes são transmitidas no contato interpessoal entre clínico e paciente, que até então eram atribuídas exclusivamente à subjetividade do médico na hora de fazer o diagnóstico.

      O psiquiatra e psicanalista Elie Cheniaux, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sugere que a linguagem não verbal é uma ferramenta importante para mensurar a tristeza, que é um dos componentes da depressão, mas não a única. “A linguagem não verbal não dá uma visão global do quadro do paciente”, argumenta.

(João Paulo Rossini. Instituto Ciência Hoje – RJ. Em abril de 2016. Com adaptações.)

Considerando as informações textuais sobre a depressão, é possível inferir que:
Alternativas
Q1140174 Português

                                          A falta que o sono faz

                                                                                                                 Yuri Al'Hanati


      A mente sem o sono é oca. A informação que chega ao cérebro via buracos do crânio parece ter menos dificuldade de chegar ao seu cerne sem qualquer tipo de processamento. Registra-se apenas: fio desencapado, cheiro de queimado, madeira crepitando, fogo. A reação do sistema a essa cadeia clara de sintomas é uma tarefa exaustiva para a mente sem o sono. Os poréns das críticas, os talvezes das ponderações, os vejabens do discernimento, tudo se afoga em um ruído branco que só ecoa dentro da cabeça de quem não dormiu.

      A escritora australiana Anna Funder, em seu elucidativo livrorreportagem Stasilândia, procurou investigar, entre outros fenômenos sociais da Alemanha Oriental, as táticas de tortura da Stasi, a polícia secreta do país. Mais do que a privação de comida ou de água, fisiologicamente mais elementares, a crueldade do sistema se mostrou na técnica da privação do sono por parte de seus prisioneiros. Um oficial de guarda montada na cela do investigado tinha a incumbência de acordá-lo toda vez que ameaçasse fechar os olhos. Mais do que a raiva da fome ou a fraqueza da sede, somava-se a esse expediente o desespero louco da insônia. Sim, porque a falta de sono enlouquece em curtíssimo prazo. Neurônios que fritam diante de uma necessidade de raciocínio um pouco maior do que a de um símio fazem de Jack um bobão. Inoperante e nervoso, o ser mescla suas três instâncias freudianas em um blend perfeito de neuroses, paranoias e, claro, a necessidade perene de conseguir um sono prolongado. Como quando se anda pelo mundo sem ter mais nada a dizer sobre si mesmo além do fato de estar com sono, para parafrasear a escritora romena. Um reino por uma pestana.

      Quando finalmente o imperativo fisiológico se faz presente, entretanto, não se recompõe por inteiro. O insone que dorme é um restaurador de cacos. Não pode aspirar à obra completa, pode apenas transformá-la em mosaico aquebrantado, simulacro do que já foi. Uma vida descansada, uma prosaica noite de sono. Dormir… talvez sonhar. Eis onde surge o obstáculo: são cinco e meia e o sono não vem.

Disponível em:<http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/a-falta-que-o-sono-faz/> . Acesso em: 12 jul. 2019.

Assinale a alternativa em que se encontra a interpretação adequada para o trecho “Os poréns das críticas, os talvezes das ponderações, os vejabens do discernimento, tudo se afoga em um ruído branco que só ecoa dentro da cabeça de quem não dormiu.”.
Alternativas
Q1140170 Português

                                          A falta que o sono faz

                                                                                                                 Yuri Al'Hanati


      A mente sem o sono é oca. A informação que chega ao cérebro via buracos do crânio parece ter menos dificuldade de chegar ao seu cerne sem qualquer tipo de processamento. Registra-se apenas: fio desencapado, cheiro de queimado, madeira crepitando, fogo. A reação do sistema a essa cadeia clara de sintomas é uma tarefa exaustiva para a mente sem o sono. Os poréns das críticas, os talvezes das ponderações, os vejabens do discernimento, tudo se afoga em um ruído branco que só ecoa dentro da cabeça de quem não dormiu.

      A escritora australiana Anna Funder, em seu elucidativo livrorreportagem Stasilândia, procurou investigar, entre outros fenômenos sociais da Alemanha Oriental, as táticas de tortura da Stasi, a polícia secreta do país. Mais do que a privação de comida ou de água, fisiologicamente mais elementares, a crueldade do sistema se mostrou na técnica da privação do sono por parte de seus prisioneiros. Um oficial de guarda montada na cela do investigado tinha a incumbência de acordá-lo toda vez que ameaçasse fechar os olhos. Mais do que a raiva da fome ou a fraqueza da sede, somava-se a esse expediente o desespero louco da insônia. Sim, porque a falta de sono enlouquece em curtíssimo prazo. Neurônios que fritam diante de uma necessidade de raciocínio um pouco maior do que a de um símio fazem de Jack um bobão. Inoperante e nervoso, o ser mescla suas três instâncias freudianas em um blend perfeito de neuroses, paranoias e, claro, a necessidade perene de conseguir um sono prolongado. Como quando se anda pelo mundo sem ter mais nada a dizer sobre si mesmo além do fato de estar com sono, para parafrasear a escritora romena. Um reino por uma pestana.

      Quando finalmente o imperativo fisiológico se faz presente, entretanto, não se recompõe por inteiro. O insone que dorme é um restaurador de cacos. Não pode aspirar à obra completa, pode apenas transformá-la em mosaico aquebrantado, simulacro do que já foi. Uma vida descansada, uma prosaica noite de sono. Dormir… talvez sonhar. Eis onde surge o obstáculo: são cinco e meia e o sono não vem.

Disponível em:<http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/a-falta-que-o-sono-faz/> . Acesso em: 12 jul. 2019.

De acordo com as ideias apresentadas no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q1140140 Português

                             Vida útil dos produtos está cada vez mais curta

                                      com a obsolescência programada

                                                                                                                  Por Luiza Ester


      Eletrodomésticos, eletrônicos, eletroeletrônicos e dispositivos digitais são, invariavelmente, descartados depois de algum tempo. Isso ocorre, muitas vezes, pelo desgaste do produto ou pela vontade do consumidor de adquirir novas versões daquele objeto de desejo. O que muitas pessoas não sabem é que esses objetos podem ser feitos pelos próprios fabricantes para não funcionar depois de um tempo programado, caracterizando a obsolescência programada.

      O produto acaba se tornando ultrapassado ou não-funcional propositalmente, com o intuito de forçar a compra das suas novas gerações, fazendo aumentar a circulação e o consumo de produtos. Por isso, mais da metade dos aparelhos móveis e domésticos são substituídos em um curto período de tempo.

      80% dos brasileiros não buscam assistência técnica e 46% preferem comprar novos aparelhos a consertar os velhos. De acordo com estudo, dentre os aparelhos mais usados pelos brasileiros, o celular é o que tem menor durabilidade, com uma vida útil de, em média, três anos.

      [...]

      Mas como os fabricantes conseguem diminuir a vida útil dos aparelhos? Segundo o professor Geneflides Silva, 48, mestre em Informática Aplicada, a transformação provém da crescente evolução tecnológica e, consequentemente, da busca por inovação. “As pesquisas científicas permitem cada vez mais um conhecimento das propriedades físicas e químicas dos componentes, ocasionando um controle quase que absoluto do comportamento desejado de tais substâncias. Desta forma, este domínio permite aplicar na fabricação e durabilidade dos dispositivos”, afirma.


Adaptado de:<http://portaldonic.com.br/jornalismo/2017/06/16/vida-util-dos-produtos-esta-cada-vez-mais-curta-com-a-obsolescencia-programada/> . Acesso em: 12 jul. 2019.

De acordo com o texto,
Alternativas
Ano: 2019 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de Vitória - ES Provas: INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Cirurgião Dentista 40H | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Angiologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Enfermeiro 30H | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Clínico Geral | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Cirurgião Dentista Periodontista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Cirurgião Dentista - PNE | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Cirurgião Dentista Ortodontista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Cirurgião Dentista Implantodontista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Cirurgião Dentista Buco-maxilo-facial | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Veterinário | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Psiquiatra | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Reumatologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Urologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Proctologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Pneumologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Ortopedista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Neurologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Otorrinolaringologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Pediatra | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Oftalmologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Infectologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Endocrinologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Geriatra | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Gastroenterologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Ginecologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Cardiologista | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Cirurgião Geral | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Técnico Esportivo 30H | INSTITUTO AOCP - 2019 - Prefeitura de Vitória - ES - Médico Dermatologista |
Q1139783 Português
Médicos do Reino Unido recomendam cuidar
de plantas para tratar depressão

Por Rafael Battaglia
Publicado em 09 set. 2019


        Cuidar de uma horta, por menor que ela seja, às vezes não é tão simples. É preciso escolher o local certo, a quantidade exata de adubo, tomar cuidado para não regar demais e por aí vai. Mas (com o perdão do trocadilho) pode render bons frutos: as plantas que você cultiva no sítio, no jardim ou mesmo no seu apartamento podem ajudar no tratamento da depressão.
        Recentemente, a revista Fast Company mostrou que médicos do Cornbrook Medical Practice, uma clínica médica em Manchester, no Reino Unido, começaram a sugerir a prática da jardinagem para pacientes que sofrem de depressão e ansiedade. A recomendação vem da ideia de que o contato com a natureza (mesmo que seja apenas um vaso de planta), pode fazer bem à saúde.
      Na clínica Cornbrook, há um jardim que os pacientes podem frequentar e, ainda, convidar amigos e familiares para ajudar a plantar ervas como a hortelã e a erva-cidreira. O projeto é uma parceria com a ONG Sow the City (algo como “Semeie a Cidade”, em português), que trabalha em conjunto com hospitais, escolas, prefeituras e empresas para desenvolver ações como jardins comunitários, pesquisas sobre agricultura urbana, iniciativas sustentáveis, entre outras.
        Ecoterapia
     Trocar remédios por sementes parece uma novidade, mas a Sow the City já desenvolve projetos na área da saúde há alguns anos. É o caso do programa “Hospital Beds”, que construiu canteiros na área externa de um hospital de Manchester para pacientes com doenças mentais. O objetivo é aumentar o tempo ao ar livre deles e estimular a socialização. “Há evidências de que pessoas socialmente isoladas têm piores resultados no tratamento”, disse à Fast Company Jon Ross, diretor da ONG.
       Ao realizar uma ação, a Soy the City trabalha em conjunto com os médicos para definir qual tipo de terapia será o mais adequado para o lugar. Depois, os profissionais recebem treinamento em jardinagem para que eles possam orientar os pacientes. As plantas prescritas são fáceis de cuidar.
      [...] Aimee Gee, que trabalha na Mind, organização sobre saúde mental, disse ao The Guardian que os efeitos da ecoterapia vêm de uma junção de fatores: a atividade física, o convívio social e a melhora no humor que o contato próximo com a natureza oferece.
      Não mora perto de um jardim comunitário? Cultivar plantas dentro de casa pode ser uma boa opção – até a Nasa já falou sobre isso. A agência espacial norte-americana financiou parte da pesquisa do cientista ambiental Bill Wolverton, cujos trabalhos mostram que as plantinhas melhoram a qualidade do ar. Se você desistiu da jardinagem depois de deixar sua suculenta morrer, talvez seja hora de dar uma segunda chance.


Disponível em: <https://super.abril.com.br/saude/medicos-do-reino-unido-recomendam-cuidar-de-plantas-para-tratar-depressao/>. Acesso em: 03 out. 2019.


Considerando o texto de apoio, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.


( ) Relatos de experiência e citação a discursos de autoridade são as estratégias argumentativas predominantes no texto.

( ) As marcas de injunção utilizadas no texto, como ocorre em “as plantas que você cultiva no sítio” e “Não mora perto de um jardim comunitário?”, caracterizam-se como um recurso comunicativo que objetiva criar uma aproximação com o leitor.

( ) A linguagem não é adequada ao propósito comunicativo do texto, conforme se verifica em “por aí vai” e “com o perdão do trocadilho”, justamente por informalizarem o texto.

Alternativas
Q1139725 Português
Leia o texto para responder à questão.


        Crianças pequenas devem ter acesso a tablets? É preciso controlar as horas de exposição de adolescentes a jogos de computador? Se você está confuso com essas questões, tem bons motivos. Cientistas que estudam como o cérebro lida com meios digitais também estão. Acaba de sair no Brasil “O Cérebro no Mundo Digital”, em que a neurocientista especializada em leitura Maryanne Wolf tenta ao menos mapear o terreno em que pisamos.
      Para Wolf, existem motivos para preocupação, ainda que não para pessimismo. Embora seja cedo para qualquer conclusão definitiva, as evidências até aqui colhidas sugerem que a proliferação dos meios digitais pode ter impactos sobre a formação do cérebro leitor.
      A preocupação maior, diz Wolf, é com a leitura profunda (uma leitura razoavelmente detida, na qual compreendemos não apenas as palavras como extraímos o sentido geral delas e experimentamos as emoções que elas evocam). Crianças e mesmo adultos que leem em um dispositivo digital apresentam menores taxas de compreensão e retenção do texto do que quando o leem em versão impressa.
     A sugestão de Wolf é que tentemos desenvolver uma espécie de bilinguismo literário. Precisamos ser capazes de exercer tanto a leitura rápida cobrada pelos meios digitais — um ser humano médio recebe hoje nos vários dispositivos que acessa 34 gigabytes de informação num único dia, o equivalente a um romance de 100 mil palavras — como, quando for o caso, a leitura profunda, exigida para pensar direito e fruir de tudo aquilo que um bom texto oferece.


(Helio Schwartsman, Computadores contra a leitura (adaptado).
Folha de São Paulo, 23.06.2019)
De acordo com as informações apresentadas pelo texto, é possível afirmar que, para Maryanne Wolf,
Alternativas
Q1139722 Português
Leia o texto para responder à questão.


     Em primeiro lugar, a Educação trata de conhecimento, mas é preciso fazer a pergunta: o que significa conhecer? Porque conhecer pode ser uma armadilha, que guarda ilusões, equívocos, erros. Devemos ensinar aos jovens todas as dificuldades do conhecimento, todas as possibilidades de erro. Por exemplo, uma percepção visual não é uma fotografia, é uma reconstrução com os olhos. As pessoas que estão longe de mim parecem pequenas aos meus olhos, mas na minha mente estão normais, ou seja, todo conhecimento é uma tradução e uma reconstrução. E, em cada tradução, há possibilidade de erro. É muito importante ensinar a enfrentar o erro.
       O segundo problema da Educação é a compreensão humana. Não se ensina a compreender o outro. Quando falo do outro, não falo de estrangeiros, de pessoas que falam outra língua ou que são de outro país. Falo de quem está ao seu lado. É muito importante para a vida compreender esse outro. Então, tem a questão da crise. A crise é um momento de muito mais incertezas que em tempos normais. Há angústias e dificuldades. Na Educação, em tempos ditos normais, ensinam-se certezas, e não incertezas. Por exemplo, quando a França era um país ocupado pelos alemães, havia uma situação de incerteza, e era preciso encontrar possibilidades de enfrentar isso. Resistir à incerteza é importante.

(Edgar Morin, Qual é o papel da Educação hoje?
Depoimento para Audrey Furlaneto, 07.06.2019 – O Globo. Adaptado)
É correto afirmar que no trecho – Na Educação, em tempos ditos normais, ensinam-se certezas, e não incertezas. –, o sociólogo Edgar Morin expressa
Alternativas
Q1139721 Português

Leia os quadrinhos para responder à questão.



As flexões do verbo “querer” – queria, quis e quero – indicam que os desejos expressos pela protagonista se deram, respectivamente,
Alternativas
Q1139678 Português
Benefícios da “AMIGOTERAPIA”: cura
depressão, alivia ansiedade e boicota a
solidão e muito mais


       A amizade é um bálsamo para a alma. Ao lado de um amigo, o peso da nossa existência fica atenuado e a alegria tende a brotar mais facilmente. Quando a nossa mente e as nossas emoções nos parecem desconexas, a “amigoterapira” pode nos mostrar o caminho.
      Não raro, nesses dias de aflição e de muita pressa, sentimos falta de um amigo. Alguém que esteja disposto a ouvir a nossa alma, a decifrar o nosso semblante, a nos dar aquele “tapa com luva de pelica” necessário ou aquela palavra de ânimo providencial. É por isso que, em casos de alma adoecida, sem embargo das demais terapias, uma amizade tem poder curador.
      Um amigo é alguém disposto a nos mostrar a verdadeira face do nosso espírito, despindo-nos de nossas máscaras, de nossas falsas certezas sobre nós.
      Um amigo é capaz de ouvir sem julgar. De orientar sem querer impor a sua vontade ou verdade. Um amigo é capaz de nos fazer rir de nós mesmos. Está apto a refazer o nosso projeto de vida, a reler o nosso passado, a reavaliar o presente.
       Um amigo é capaz de guardar as suas angústias no bolso, quando percebe que a sua dor requer um curativo mais emergencial.
      Um amigo não é aquele que está ao seu lado quando você cai, tão somente. Mas, aquele que também estará na primeira fila quando você triunfar. Um amigo o afastará da solidão. Será uma ponte a levá-lo, juntamente com outros cuidados necessários, para longe da depressão. Ele fará menor a sua ansiedade e atenuará os seus medos da solidão.
       A “amigoterapia” é o exercício da amizade verdadeira e pura e só pode ser realizada quando dois corações alados se encontram e um coração serve ao outro, sem nada exigir, mas ciente de que também será servido depois.


Adaptado de: <https://www.revistapazes.com/beneficios-da-amigoterapia-cura-depressao-alivia-ansiedade-e-boicota-a-solidao-e-muito-mais/>.
Acesso em: 18 out. 2019. 
Em relação à linguagem empregada no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Respostas
33201: C
33202: E
33203: A
33204: D
33205: C
33206: B
33207: D
33208: B
33209: B
33210: B
33211: D
33212: A
33213: A
33214: D
33215: C
33216: A
33217: C
33218: B
33219: A
33220: A