Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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(BARTHOLOMEU. André Brandolin. A revolução da inteligência artificial na saúde: impacto, oportunidades e desafios pelo mundo. Revista Qualidade HC. Ribeirão Preto.Disponível em: www.hcrp.usp.br/revistaqualidade/uploads/Artigos/509/509.pdf)
Recuperação da educação após a pandemia é lenta e desigual, revela estudo do IPEA
Estudo do Ipea revela que somente seis estados recuperaram simultaneamente Ideb e Saeb nos anos iniciais do ensino fundamental pós-pandemia da Covid-19.
A análise, baseada em dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) entre 2013 e 2023, mostra que o impacto da interrupção das aulas presenciais entre março de 2020 e julho de 2022 ainda é visível em todos os níveis de ensino.
O Ideb é um indicador criado pelo Ministério da Educação que combina o desempenho dos estudantes nas avaliações do Saeb com dados sobre aprovação escolar, gerando uma nota de 0 a 10 para cada etapa de ensino. Já o Saeb mede diretamente as habilidades e competências dos alunos em Língua Portuguesa e Matemática, servindo como principal referência para monitorar a aprendizagem no país.
Nos anos iniciais do ensino fundamental, a média nacional do Saeb permanece abaixo do patamar de 2019, exigindo esforços para reverter a queda. O cenário é ainda mais preocupante nos anos finais, período no qual a proficiência continuou diminuindo mesmo após o retorno às aulas presenciais. No ensino médio, embora haja crescimento do Ideb, boa parte do avanço é atribuída à redução das taxas de reprovação, e não a ganhos expressivos no desempenho medido pelo Saeb.
Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/categorias 5-todas-asnoticias/noticias/16030-recuperacao-da-educacao-apos-pandemia-e-lenta-edesigual. Acesso em: 22 dez. 2025.
De acordo com o texto, qual fator interferiu diretamente no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) entre 2013 e 2023?
Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

Disponível em: <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>.
TEXTO I
OS RIQUEZAS ESCONDIDAS E OS DESAFIOS DA NATUREZA BRASILEIRA
O Brasil é um país de dimensões continentais, abrigando uma biodiversidade sem paralelo em qualquer outro lugar do planeta. Seus biomas são verdadeiros laboratórios naturais, cada um com suas peculiaridades e desafios. O Cerrado, por exemplo, muitas vezes ofuscado pela grandiosidade da Amazônia, é a savana mais rica em biodiversidade do mundo. Sua vegetação adaptada ao fogo e ao solo ácido esconde uma profusão de espécies endêmicas e desempenha um papel crucial no abastecimento de importantes bacias hidrográficas, como as do São Francisco e do Paraná. A perda de vegetação nativa nesse bioma não afeta apenas a fauna e a flora locais, mas compromete diretamente a segurança hídrica de vastas regiões do país.
O Pantanal, por sua vez, com suas planícies alagadas e seu intrincado sistema de rios e corixos, é um santuário para a vida selvagem. A cheia e a seca, em um ritmo natural, moldam a paisagem e sustentam uma riqueza ímpar de aves, mamíferos e répteis. O turismo ecológico, quando praticado de forma consciente, pode ser um aliado na conservação desse bioma, gerando renda para as comunidades locais e valorizando o patrimônio natural. Contudo, as pressões do agronegócio e as alterações climáticas ameaçam o delicado equilíbrio desse ecossistema, tornando-o mais vulnerável a incêndios e à perda de habitats.
A Mata Atlântica, um dos biomas mais devastados, que originalmente se estendia por grande parte do litoral brasileiro, hoje sobrevive em fragmentos. Apesar da sua drástica redução, ainda é um hotspot de biodiversidade, abrigando uma quantidade extraordinária de espécies que não são encontradas em nenhum outro lugar. A recuperação dessas áreas degradadas, por meio de reflorestamento e proteção das nascentes, é fundamental para garantir a sobrevivência de muitas espécies e a manutenção dos serviços ecossistêmicos essenciais, como a regulação do clima e a purificação da água.
A caatinga, com sua vegetação adaptada à escassez hídrica e seus solos áridos, é um bioma igualmente fascinante e resiliente. Sua flora e fauna desenvolveram estratégias impressionantes para sobreviver em condições extremas, demonstrando a incrível capacidade de adaptação da natureza brasileira. Proteger esses biomas é resguardar não apenas a beleza natural, mas o futuro da humanidade.
(Adaptado de Correio Braziliense, nov. 2024)
O texto destaca que o Pantanal, devido à sua capacidade natural de se recuperar das cheias e secas, não sofre impactos significativos decorrentes de atividades humanas como o agronegócio, o que o torna um ecossistema autossustentável independentemente de pressões externas.
TEXTO I
A busca por cidades mais humanas e funcionalmente eficientes tem pautado debates e políticas públicas nas últimas décadas. A mobilidade urbana, em particular, emerge como um dos pilares centrais para a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável. Historicamente, o planejamento urbano priorizou o automóvel, resultando em infraestruturas que, embora inicialmente prometessem agilidade, se revelaram insustentáveis, gerando congestionamentos crônicos, poluição atmosférica e sonora, além de segregação espacial. O modelo rodoviarista, preponderante em muitas metrópoles brasileiras, fomenta a dependência do transporte individual motorizado, o que eleva custos sociais e ambientais, como o tempo perdido em deslocamentos e as emissões de gases de efeito estufa. Contudo, observa-se uma crescente valorização de alternativas multimodais, com ênfase no transporte público de alta capacidade, ciclovias e espaços para pedestres. Investir em metrôs, VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) e corredores de ônibus BRT (Bus Rapid Transit) não apenas descongestiona as vias, mas também democratiza o acesso à cidade, permitindo que parcelas da população sem acesso a automóveis usufruam dos benefícios dos centros urbanos. A integração desses modais, aliada a sistemas de bilhetagem unificada, é fundamental para incentivar a adesão dos cidadãos. Paralelamente, a requalificação de espaços públicos, como praças e parques, e a garantia de saneamento básico universal são indissociáveis de uma abordagem holística para a sustentabilidade urbana. Praças bem cuidadas e acessíveis, por exemplo, não são apenas áreas de lazer, mas catalisadoras de vida comunitária, promovendo interação social e bem-estar. A ausência de saneamento adequado, por sua vez, impacta diretamente a saúde pública e a habitabilidade, especialmente em regiões periféricas, perpetuando ciclos de vulnerabilidade e marginalização. A acessibilidade urbana, que se traduz não apenas em rampas e calçadas adequadas, mas em um design universal que contemple todas as pessoas, independentemente de suas capacidades físicas, é o cerne de uma cidade verdadeiramente inclusiva. Portanto, a complexidade da questão urbana exige uma visão integrada, que supere a setorização de políticas e promova sinergias entre diferentes áreas, visando à construção de um ambiente urbano equitativo e resiliente. (Adaptado de Nexo Jornal, nov. 2024)
TEXTO I
A busca por cidades mais humanas e funcionalmente eficientes tem pautado debates e políticas públicas nas últimas décadas. A mobilidade urbana, em particular, emerge como um dos pilares centrais para a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável. Historicamente, o planejamento urbano priorizou o automóvel, resultando em infraestruturas que, embora inicialmente prometessem agilidade, se revelaram insustentáveis, gerando congestionamentos crônicos, poluição atmosférica e sonora, além de segregação espacial. O modelo rodoviarista, preponderante em muitas metrópoles brasileiras, fomenta a dependência do transporte individual motorizado, o que eleva custos sociais e ambientais, como o tempo perdido em deslocamentos e as emissões de gases de efeito estufa. Contudo, observa-se uma crescente valorização de alternativas multimodais, com ênfase no transporte público de alta capacidade, ciclovias e espaços para pedestres. Investir em metrôs, VLTs (Veículos Leves sobre Trilhos) e corredores de ônibus BRT (Bus Rapid Transit) não apenas descongestiona as vias, mas também democratiza o acesso à cidade, permitindo que parcelas da população sem acesso a automóveis usufruam dos benefícios dos centros urbanos. A integração desses modais, aliada a sistemas de bilhetagem unificada, é fundamental para incentivar a adesão dos cidadãos. Paralelamente, a requalificação de espaços públicos, como praças e parques, e a garantia de saneamento básico universal são indissociáveis de uma abordagem holística para a sustentabilidade urbana. Praças bem cuidadas e acessíveis, por exemplo, não são apenas áreas de lazer, mas catalisadoras de vida comunitária, promovendo interação social e bem-estar. A ausência de saneamento adequado, por sua vez, impacta diretamente a saúde pública e a habitabilidade, especialmente em regiões periféricas, perpetuando ciclos de vulnerabilidade e marginalização. A acessibilidade urbana, que se traduz não apenas em rampas e calçadas adequadas, mas em um design universal que contemple todas as pessoas, independentemente de suas capacidades físicas, é o cerne de uma cidade verdadeiramente inclusiva. Portanto, a complexidade da questão urbana exige uma visão integrada, que supere a setorização de políticas e promova sinergias entre diferentes áreas, visando à construção de um ambiente urbano equitativo e resiliente. (Adaptado de Nexo Jornal, nov. 2024)