Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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“… o hábito que os brasileiros têm de se automedicar é antigo…”.
Sobre ela é correto afirmar que:
1. Um dos verbos do período está no plural, corroborando com a regra de concordância verbal que diz: “o verbo deve concordar em número com seu sujeito”.
2. A oração principal e a oração subordinada possuem o mesmo sujeito.
3. A palavra sublinhada “que” retoma a expressão “o hábito”.
4. A oração subordinada possui predicado nominal, pois seu verbo é de ligação.
5. A palavra “antigo” tem a função de predicativo do sujeito.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. Todas as propagandas sobre o tema elevam o hábito de automedicar-se.
2. A ingesta de qualquer medicamento deve prescindir de uma prescrição médica.
3. O farmacêutico ouvido na pesquisa afirma que a interação entre medicamentos é fatal e sempre acontece com a mistura de fármacos.
4. O texto cita duas causas evidentes para o hábito de automedicar-se.
5. A automedicação deve ser combatida pela conscientização da população.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Oceanos
I. O texto traz informações sobre a inflação na China e nos EUA. II. O texto informa o leitor sobre as constatações de pesquisadores de países diferentes.
Marque a alternativa CORRETA:
I. As informações presentes no texto levam o leitor a compreender que a asma afeta exclusivamente os bovinos. II. A asma pode apresentar sinais de agravamento reconhecíveis, de acordo com o texto. Marque a alternativa CORRETA:
EFICIÊNCIA E EFICÁCIA
Embora a maioria das pessoas pense que eficiência e eficácia sejam a mesma coisa, esses dois conceitos não têm o mesmo significado. De maneira simplificada, eficiência significa fazer alguma tarefa bem-feita, enquanto eficácia significa fazer o que precisa ser feito. Entenda melhor ao longo do texto.
ENTENDA O QUE É EFICIÊNCIA
A eficiência é o processo de executar aquilo que foi planejado, ou seja, é colocar a “mão na massa”. Considere, por exemplo, o processo de construção de uma casa: o tempo que demorou para a obra ser concluída, a quantia gasta, a equação entre recursos planejados e os usados, entre outros pontos. Caso você tenha conseguido fazer tudo no prazo, gastando menos tempo e recursos, então você foi eficiente.
Um líder eficiente, por exemplo, é alguém capaz de coordenar, planejar e organizar o trabalho de seus colaboradores da melhor maneira, respeitando a competência de cada um. A capacidade de conduzir pessoas com eficiência é um dos grandes diferenciais competitivos do mercado, pois garante o aumento da produtividade, redução dos conflitos e aceleração dos resultados.
ENTENDA O QUE É EFICÁCIA
Ser eficaz é basicamente conseguir atingir seu objetivo. Utilizando o mesmo exemplo da construção, se você conseguiu construir a sua casa e finalizar a obra da maneira como foi planejada, então você foi eficaz. A eficácia está relacionada diretamente ao resultado.
Quando um líder é eficaz, ele impulsiona sua equipe a alcançar os objetivos da organização, bem como os seus próprios. Desse modo, certamente ele irá tornar os profissionais mais eficazes e melhor preparados para enfrentar os desafios.
INDICADORES DE EFICIÊNCIA E EFICÁCIA
Conforme acabei de mencionar, eficácia e eficiência são dois elementos importantes, tanto para indivíduos, quanto para organizações, pois, por meio de cada uma, é possível alcançar resultados de forma muito mais acelerada.
Falando especificamente do contexto das organizações, é preciso que as entidades que estão em funcionamento atualmente mensurem os resultados que obtêm constantemente, através de suas ações, pois, dessa forma, elas conseguem saber se estão sendo eficazes e eficientes o suficiente.
Para saber isso, é preciso definir indicadores, que ajudarão líderes e gestores a acompanharem o andamento das atividades, podendo assim, compreender se estas estão realmente surtindo o efeito que se espera no dia a dia.
Assim, quando se fala em eficácia no contexto organizacional, está-se referindo à relação existente entre os resultados que se espera alcançar e os que foram realmente obtidos, seja diária, semanal ou mensalmente. Dessa maneira, a forma de medir se a entidade está sendo eficaz ou não é fazendo uma análise do que se esperava atingir e o que verdadeiramente foi alcançado no período determinado.
Já no que diz respeito à eficiência, ela se trata basicamente da
relação estabelecida entre os resultados atingidos e os recursos
utilizados para alcançá-los. Neste caso, o que se deve analisar é
se os processos dentro da organização foram e estão
constantemente sendo melhorados, com a menor quantidade
possível de recursos, alcançando todos os resultados
determinados no início da caminhada.
Se isso está acontecendo, é sinal de que a organização está sendo realmente e verdadeiramente eficiente, uma vez que sinônimo de eficiência é utilizar o mínimo de recursos possível, mantendo o foco voltado para os processos, tendo, dessa maneira, a possibilidade de reduzir também os custos.
Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/32gFYGx (acesso em
14/10/2019).
I. O autor do texto defende que é preciso que as entidades em funcionamento atualmente mensurem os resultados constantemente, pois, dessa forma, elas conseguem saber se estão sendo eficazes e eficientes o suficiente.
II. O texto informa que, para saber se a organização está sendo eficaz e eficiente o suficiente, é preciso definir indicadores, os quais ajudarão líderes e gestores a acompanharem o andamento das atividades, podendo, assim, compreender se elas estão realmente surtindo o efeito que se espera no dia a dia.
III. O autor afirma que um líder eficaz certamente irá tornar os profissionais mais eficazes e melhor preparados para enfrentar os desafios.
Marque a alternativa CORRETA:
ESQUEÇA A “LÓGICA” DA LÍNGUA!
Desde o surgimento da filosofia antiga na Grécia, circula na cultura ocidental o mito de que a língua se organiza numa gramática que seria um espelho da lógica que comanda os processamentos da mente/espírito/alma/razão. Desse modo, a gramática seria a “lógica” da língua, enquanto a lógica descreveria a “gramática” do pensamento. Essa concepção de língua e de mente como o espelho uma da outra, velha de 2.500 anos, se enraizou fundo e continua bastante viva até hoje, especialmente entre as pessoas que se esforçam por defender a “pureza” da língua contra os “abusos” e os “erros” cometidos pelos próprios falantes. Essas pessoas costumam argumentar que esses “abusos” e “erros” vão na contramão da “lógica da língua” que, supostamente, governa a gramática. Por exemplo, no enunciado “Descartes foi um dos filósofos que se ocupou do caráter universal da linguagem”, o verbo ocupar deveria estar no plural por motivos “lógicos”, o que se comprovaria com a inversão dos termos: “Um dos filósofos que se ocuparam do caráter universal da linguagem foi Descartes”. Não parece lógico? Só que não...
O grande equívoco dessa abordagem tradicional é acreditar que existe realmente uma identidade entre o funcionamento da língua e o funcionamento da mente. Querer encontrar na língua a mesma “lógica” que governa a mente é acreditar, em última instância, na tese de que “o homem é um animal racional”, formulada inicialmente por Aristóteles e repetida até hoje. Ora, essa suposta racionalidade do ser humano foi posta em xeque no início do século 20 pela psicanálise desenvolvida por Sigmund Freud (1856-1939), que enfatizou o papel fundamental do inconsciente no funcionamento da psique e nas ações concretas – desdobramentos mais recentes da neurociência e de outros campos de investigação empírica têm sugerido que mais de 90% das operações do nosso cérebro estão fora do nível da consciência.
Os estudos linguísticos contemporâneos de visada não formalista também contestam a suposta identidade de lógica e gramática, espantosamente ainda defendida por correntes teóricas como o gerativismo chomskiano, herdeiro em linha reta de Platão e Descartes, expoentes máximos do chamado racionalismo filosófico. Seria até mesmo possível dizer que existe uma lógica de funcionamento das línguas, mas ela nada tem a ver com a lógica formal clássica e seus silogismos, categorias e teoremas. As investigações sobre a mudança linguística têm demonstrado a interação complexa entre fatores sociais (como a variação e o contato), fatores articulatórios (o modo como pronunciamos os sons da língua) e fatores cognitivos como a economia linguística, a gramaticalização, a analogia, fatores que também incluem a metáfora, a metonímia, a reanálise, a construcionalização, entre outros, comuns a todas as línguas. É o uso em sociedade que comanda o funcionamento da língua e responde pela mudança linguística. E a mudança é intrínseca à própria natureza sociocognitiva das línguas: não adianta ter raiva dela, como não adianta ter raiva da mudança das estações. Sendo um trabalho coletivo, fruto do que vem sendo chamado de cognição social, as mudanças que ocorrem na língua não têm nada de “racionais”, no sentido de “conscientes”, nem obedecem a uma mítica “gramática universal”, cuja existência até hoje ninguém conseguiu provar.
Por fim, o grande linguista francês Émile Benveniste (1902-1976) mostrou com a maior clareza possível que a lógica clássica, fundada por Aristóteles, era inteiramente dependente da gramática da língua grega. As fórmulas lógicas que pretensamente revelavam como a mente funciona na verdade revelam apenas como funcionava a língua grega falada pelo grande filósofo. Se ele fosse falante de árabe, chinês, tupi ou quicongo sem dúvida alguma sua lógica teria sido radicalmente diferente. Assim, não é a lógica de funcionamento da mente que nos leva a empregar a língua do modo como a empregamos, mas exatamente o contrário: é a gramática de nossa língua particular que nos faz acreditar que o pensamento se processa de tal e qual modo. Importantes filósofos dos séculos 16 e 17, da corrente chamada empirismo, como o inglês Locke e o francês Condillac, refutaram essa suposta logicidade da língua que, no fundo, admite a existência de “ideias inatas” e, mais no fundo ainda, esconde a crença numa divindade que nos concedeu o “dom” da linguagem, dom que nós só fazemos corromper e destruir (haveria uma correspondência entre o pecado original e a degeneração de uma “língua primordial” perfeita). Assim, quando você topar com um uso inesperado, inovador, não torça o nariz acreditando que ele fere a “lógica” da língua: ao contrário, tente compreender por que os falantes, em trabalho coletivo governado por fatores das mais diversas ordens, estão usando a língua assim agora e não como se usava no ano passado. Afinal, se as línguas fossem “lógicas”, elas não teriam por que mudar. Só que as línguas mudam ou, melhor dizendo, nós, seres humanos sociais, em nossas interações com a cultura e o mundo, é que mudamos a língua que falamos.
(BAGNO, Marcos. Esqueça a “lógica” da língua. Disponível em:
http://bit.ly/2o9Tw7D)
I. Os gregos clássicos acreditavam que o “dom” da linguagem foi dado aos seres humanos por intermédio de uma divindade, todavia o ser humano corrompeu a “língua primordial” devido ao pecado original. Essa tese foi respaldada pelo linguista Benveniste.
II. Depreende-se do texto que a cultura é o fator essencial para manter a logicidade da língua, tão cultuada pelos gregos clássicos. Nesse sentido, existe uma relação direta entre a divindade que criou o ser humano e a língua ofertada por ela. Por isso a tese de uma gramática universal.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O tema central do texto é a queda expressiva do preço do etanol nos postos de combustível nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. De acordo com o autor, Sérgio Araújo, essa redução tem afetado a qualidade do produto oferecido ao cliente final e exige medidas por parte da Petrobras. II. Os preços do petróleo vêm caindo desde que a Arábia Saudita anunciou que já havia restabelecido parcialmente sua produção e que uma retomada por completo seria rápida, compensando, assim, parte do aumento, afirma o texto. III. O texto traz informações da agência Reuters de que o barril do Brent acumulou alta de 5,6% em um período de tempo próximo ao dia no qual o texto foi publicado. IV. O texto afirma que, do ponto de vista do chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, a Petrobras está seguindo as condições de mercado e que o ajuste que a estatal fez no diesel está muito próximo do que reflete a paridade de importação no mercado internacional agora.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O texto afirma que, para Sérgio Araújo, presidente da Abicom, a estratégia da Petrobrás de reduzir o preço dos combustíveis está intimamente alinhada com as atuais políticas federais de desoneração da folha de pagamento e redução dos gastos públicos. II. A partir das informações presentes no texto, o leitor pode perceber que, apesar da Petrobras ter comunicado que manteria o preço dos combustíveis até que os valores do petróleo se acomodassem, dois dias depois, a estatal anunciou um aumento no preço médio do diesel e da gasolina nas refinarias. III. No texto, o autor expressa sua opinião sobre as causas possíveis do aumento do preço dos combustíveis nos postos e, ao final, opina pela criação de uma política de regulação estatal sobre o preço dos combustíveis, a fim de reduzir a inflação. IV. De acordo com o texto, as estratégias de armazenamento de petróleo recentemente adotadas pela Arábia Saudita afetaram positivamente os preços dos combustíveis no Brasil, forçando a Petrobras a reduzir o custo do barril do Brent no mercado internacional.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O texto tem um caráter instrucional, pois orienta o leitor a adotar medidas diárias de redução do consumo de combustível, como, por exemplo, adotar o transporte coletivo ou usar bicicletas para ir ao trabalho. II. O autor do texto, Sérgio Araújo, afirma no penúltimo parágrafo que a política de preços da Petrobras é uma forma de reafirmar a estratégia de consolidação do Brasil como um grande exportador de derivados do petróleo. III. De acordo com o texto, a política de reajustes de preços da Petrobras leva em conta as cotações internacionais, além de outras variáveis. IV. O texto aponta que, na opinião de Thadeu Silva, chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, a decisão da Petrobrás de elevar o preço dos combustíveis vai na contramão da conjuntura internacional, pois, atualmente, os países mais industrializados têm reduzido o consumo de combustíveis fósseis.
Marque a alternativa CORRETA:
I. De acordo com o texto, o repasse ou não do aumento divulgado pela assessoria de imprensa da Petrobras para os consumidores finais fica a critério das distribuidoras e postos. II. De acordo com o texto, a Petrobras, através da sua assessoria de imprensa, informou que vai elevar o preço médio do diesel nas refinarias em 3,5%, e o da gasolina em 4,2%. III. O texto aponta que, para Sérgio Araújo, os reajustes descritos no texto dão claro sinal de que a Petrobras está caminhando para praticar preços alinhados com o mercado internacional. Para o presidente da Abicom, aguardar a estabilização dos preços após o evento na Arábia Saudita era necessário. IV. No texto, é possível inferir que a Petrobrás decidiu reduzir o preço da gasolina e elevar o preço do diesel nos postos de combustíveis em função de uma tendência internacional de elevação dos custos de transportes.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O texto aponta que o reajuste no preço dos combustíveis anunciado pela assessoria de imprensa da Petrobras ocorreu após a disparada nos preços do barril do petróleo no mercado internacional em consequência dos ataques a instalações petroleiras na Arábia Saudita. II. O texto aponta que a política de preços da Petrobras tem contribuído para a redução constante dos preços dos combustíveis no Brasil. Aliado às ações da estatal, pode-se citar o baixo custo da mão de obra nacional como os dois principais fatores que contribuíram para a redução do preço do álcool nos postos, afirma o autor. III. A partir das informações estatísticas presentes no texto, o leitor pode inferir que o aumento do consumo de gasolina e diesel nas grandes metrópoles das regiões Sul e Sudeste foi a causa central do aumento do preço do barril do Brent no mercado brasileiro. IV. O texto informa que, nos últimos cinco dias, o barril do Brent – referência internacional – acumulou queda de 5,6%, fechando a US$ 63,60 por barril, segundo a agência Reuters.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Os ataques terroristas na Arábia Saudita, o avanço da inflação na América do Sul, o aumento do custo de mão de obra no Brasil e a queda no consumo de combustíveis fósseis no mundo são as principais causas alegadas pela Petrobras para justificar o aumento no preço do Petróleo, de acordo com o texto. II. O tema central do texto é o impasse entre a Petrobras e os produtores de petróleo da Arábia Saudita em relação ao preço do diesel nos postos de gasolina brasileiros e ao custo de exportação da gasolina para os demais países da América Latina. III. O aumento do tráfego rodoviário e a redução no número de veículos de baixo consumo no Brasil forçaram a Petrobras a elevar o preço do diesel e da gasolina nos postos, de acordo com o texto. IV. Os recentes ataques a instalações petroleiras na Arábia Saudita baixaram pela metade a produção do maior exportador da commodity do mundo, de acordo com o texto.
Marque a alternativa CORRETA:
I. De acordo com o autor, o elevado consumo de derivados de petróleo tem prejudicado a biodiversidade em diversos países, como a Arábia Saudita, por exemplo. II. De acordo com o texto, a assessoria de imprensa da Petrobras divulgou a informação de que essa estatal vai elevar o preço médio do diesel nas refinarias em 4,2%, e o da gasolina em 3,5% a partir da data anunciada. III. O texto aponta que a Petrobras determinou, através da sua assessoria de imprensa, que o repasse do aumento no preço dos combustíveis para os consumidores deve ser feito por todas as distribuidoras e postos em um prazo máximo de até uma semana após o anúncio do reajuste. IV. O texto expõe ao leitor a opinião de dois importantes economistas: Sérgio Araújo e Thadeu Silva. Enquanto o primeiro defende que a política de preços da Petrobras deve privilegiar um padrão compatível com o mercado internacional, o segundo opina pelo controle estatal sobre os preços dos combustível.
Marque a alternativa CORRETA: