Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 55.073 questões

Q2000458 Português

TEXTO 1


Aids, manifesto ao futuro ministro 

(1) Senhor futuro ministro da Saúde (...), queremos tratar de um motivo de orgulho nacional, de uma história de resiliência do Sistema Único de Saúde (SUS). Graças aos esforços de cidadãos e governos de diversos partidos, o Brasil cavou trincheira internacionalmente reconhecida na luta contra a aids e pela proteção aos direitos das pessoas com HIV. 

(2) Foi com os recursos e os profissionais do mesmo SUS – que socorreu o presidente eleito, Jair Bolsonaro, após o bárbaro atentado –, com a atuação de entidades civis e com base em sólidas provas científicas que se chegou hoje à distribuição na rede pública de 22 tipos de antirretrovirais a mais de 580 mil pessoas que dependem desses medicamentos para viver. 

(3) Não pode haver trégua diante de uma epidemia que se aproxima de um milhão de casos e mais de 350 mil mortes desde 1980 no Brasil. A persistência de números espantosos – são 40 mil novos registros de aids e 12,5 mil óbitos por ano no país – requer ações continuadas para evitar mais infecções e garantir tratamento diário para que cidadãos HIV-positivos permaneçam bem de saúde. 

(4) A questão não é o que as pessoas são ou o que fazem, mas se a elas são asseguradas ou não possibilidades de se prevenir e se tratar. Quanto mais discriminadas, mais expostas a se infectar estarão as populações que também não chegam facilmente ao diagnóstico e ao tratamento. A forma negativa e extrema com que muitos ainda reagem àqueles que têm HIV é uma das principais barreiras para a prevenção que, no final das contas, beneficiaria a todos. Países que trocaram essas evidências por prescrições morais e religiosas, como alguns do continente africano, colheram catástrofes de saúde pública. 

(5) Enquanto vacina e cura ainda estão fora do horizonte, o Brasil segue hesitante ao tolerar o preconceito e ao retardar inexplicavelmente medidas para que mais gente faça o teste e saiba se tem ou não o HIV. E para que todos que se descobrem soropositivos tenham a mesma chance de iniciar o tratamento no tempo certo. Aos que já são acompanhados pela rede pública devem ser dadas condições de adesão à medicação até a supressão viral, estado que preserva a saúde individual e freia a circulação do vírus entre mais pessoas. 

(6) Como alternativa à testagem em serviços de saúde, precisam ser disseminados os testes rápidos em locais comunitários e os autotestes feitos onde for melhor para cada um. Como o uso de preservativos pode, por vezes, falhar, deve ser facilitada no SUS a opção altamente eficaz dos medicamentos que, tomados antes ou depois do risco de se infectar, impedem a transmissão do HIV. 

(7) Para populações vulneráveis, como os jovens,– a aids mais avança na faixa de 15 a 22 anos – faltam campanhas em mídias e formatos digitais com conteúdos que não atribuam culpa e se comuniquem abertamente com as expressões de sexualidade e sociabilidade dessas novas gerações. 

(8) Completa-se com maior financiamento do SUS, para resgatar serviços de referência hoje lotados e com falta de profissionais; apoiar associações de pacientes; investir em prevenção e na produção de medicamentos genéricos nacionais, incluindo licenciamento compulsório, no caso de patentes de antirretrovirais prolongadas indevidamente. Os custos de uma epidemia desgovernada, por certo, seriam infinitamente maiores. 

(9) O enfrentamento da aids sempre foi um campo de tensões e polêmicas. Mas mesmo vozes dissonantes na política e nos costumes podem, com tolerância às diferenças, atuar em nome do bem comum e da saúde coletiva, para acolher as pessoas afetadas, mobilizar a sociedade para a prevenção e não permitir um passo atrás em uma política bem-sucedida e conquistada a duras penas.

Mário Scheffer e Caio Rosenthal

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/11/aids-manifesto-ao-futuro-ministro.shtml  Acesso em: 20 jan. 2019. Adaptado. 

O trecho: “Quanto mais discriminadas, mais expostas a se infectar estarão as populações que também não chegam facilmente ao diagnóstico e ao tratamento.” (4º parágrafo), como um segmento expositivo, caracteriza-se como uma sequência tipológica que busca: 
Alternativas
Q2000456 Português

TEXTO 1


Aids, manifesto ao futuro ministro 

(1) Senhor futuro ministro da Saúde (...), queremos tratar de um motivo de orgulho nacional, de uma história de resiliência do Sistema Único de Saúde (SUS). Graças aos esforços de cidadãos e governos de diversos partidos, o Brasil cavou trincheira internacionalmente reconhecida na luta contra a aids e pela proteção aos direitos das pessoas com HIV. 

(2) Foi com os recursos e os profissionais do mesmo SUS – que socorreu o presidente eleito, Jair Bolsonaro, após o bárbaro atentado –, com a atuação de entidades civis e com base em sólidas provas científicas que se chegou hoje à distribuição na rede pública de 22 tipos de antirretrovirais a mais de 580 mil pessoas que dependem desses medicamentos para viver. 

(3) Não pode haver trégua diante de uma epidemia que se aproxima de um milhão de casos e mais de 350 mil mortes desde 1980 no Brasil. A persistência de números espantosos – são 40 mil novos registros de aids e 12,5 mil óbitos por ano no país – requer ações continuadas para evitar mais infecções e garantir tratamento diário para que cidadãos HIV-positivos permaneçam bem de saúde. 

(4) A questão não é o que as pessoas são ou o que fazem, mas se a elas são asseguradas ou não possibilidades de se prevenir e se tratar. Quanto mais discriminadas, mais expostas a se infectar estarão as populações que também não chegam facilmente ao diagnóstico e ao tratamento. A forma negativa e extrema com que muitos ainda reagem àqueles que têm HIV é uma das principais barreiras para a prevenção que, no final das contas, beneficiaria a todos. Países que trocaram essas evidências por prescrições morais e religiosas, como alguns do continente africano, colheram catástrofes de saúde pública. 

(5) Enquanto vacina e cura ainda estão fora do horizonte, o Brasil segue hesitante ao tolerar o preconceito e ao retardar inexplicavelmente medidas para que mais gente faça o teste e saiba se tem ou não o HIV. E para que todos que se descobrem soropositivos tenham a mesma chance de iniciar o tratamento no tempo certo. Aos que já são acompanhados pela rede pública devem ser dadas condições de adesão à medicação até a supressão viral, estado que preserva a saúde individual e freia a circulação do vírus entre mais pessoas. 

(6) Como alternativa à testagem em serviços de saúde, precisam ser disseminados os testes rápidos em locais comunitários e os autotestes feitos onde for melhor para cada um. Como o uso de preservativos pode, por vezes, falhar, deve ser facilitada no SUS a opção altamente eficaz dos medicamentos que, tomados antes ou depois do risco de se infectar, impedem a transmissão do HIV. 

(7) Para populações vulneráveis, como os jovens,– a aids mais avança na faixa de 15 a 22 anos – faltam campanhas em mídias e formatos digitais com conteúdos que não atribuam culpa e se comuniquem abertamente com as expressões de sexualidade e sociabilidade dessas novas gerações. 

(8) Completa-se com maior financiamento do SUS, para resgatar serviços de referência hoje lotados e com falta de profissionais; apoiar associações de pacientes; investir em prevenção e na produção de medicamentos genéricos nacionais, incluindo licenciamento compulsório, no caso de patentes de antirretrovirais prolongadas indevidamente. Os custos de uma epidemia desgovernada, por certo, seriam infinitamente maiores. 

(9) O enfrentamento da aids sempre foi um campo de tensões e polêmicas. Mas mesmo vozes dissonantes na política e nos costumes podem, com tolerância às diferenças, atuar em nome do bem comum e da saúde coletiva, para acolher as pessoas afetadas, mobilizar a sociedade para a prevenção e não permitir um passo atrás em uma política bem-sucedida e conquistada a duras penas.

Mário Scheffer e Caio Rosenthal

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/11/aids-manifesto-ao-futuro-ministro.shtml  Acesso em: 20 jan. 2019. Adaptado. 

Assinale a informação que está em conformidade com o Texto 1. 
Alternativas
Q2000455 Português

TEXTO 1


Aids, manifesto ao futuro ministro 

(1) Senhor futuro ministro da Saúde (...), queremos tratar de um motivo de orgulho nacional, de uma história de resiliência do Sistema Único de Saúde (SUS). Graças aos esforços de cidadãos e governos de diversos partidos, o Brasil cavou trincheira internacionalmente reconhecida na luta contra a aids e pela proteção aos direitos das pessoas com HIV. 

(2) Foi com os recursos e os profissionais do mesmo SUS – que socorreu o presidente eleito, Jair Bolsonaro, após o bárbaro atentado –, com a atuação de entidades civis e com base em sólidas provas científicas que se chegou hoje à distribuição na rede pública de 22 tipos de antirretrovirais a mais de 580 mil pessoas que dependem desses medicamentos para viver. 

(3) Não pode haver trégua diante de uma epidemia que se aproxima de um milhão de casos e mais de 350 mil mortes desde 1980 no Brasil. A persistência de números espantosos – são 40 mil novos registros de aids e 12,5 mil óbitos por ano no país – requer ações continuadas para evitar mais infecções e garantir tratamento diário para que cidadãos HIV-positivos permaneçam bem de saúde. 

(4) A questão não é o que as pessoas são ou o que fazem, mas se a elas são asseguradas ou não possibilidades de se prevenir e se tratar. Quanto mais discriminadas, mais expostas a se infectar estarão as populações que também não chegam facilmente ao diagnóstico e ao tratamento. A forma negativa e extrema com que muitos ainda reagem àqueles que têm HIV é uma das principais barreiras para a prevenção que, no final das contas, beneficiaria a todos. Países que trocaram essas evidências por prescrições morais e religiosas, como alguns do continente africano, colheram catástrofes de saúde pública. 

(5) Enquanto vacina e cura ainda estão fora do horizonte, o Brasil segue hesitante ao tolerar o preconceito e ao retardar inexplicavelmente medidas para que mais gente faça o teste e saiba se tem ou não o HIV. E para que todos que se descobrem soropositivos tenham a mesma chance de iniciar o tratamento no tempo certo. Aos que já são acompanhados pela rede pública devem ser dadas condições de adesão à medicação até a supressão viral, estado que preserva a saúde individual e freia a circulação do vírus entre mais pessoas. 

(6) Como alternativa à testagem em serviços de saúde, precisam ser disseminados os testes rápidos em locais comunitários e os autotestes feitos onde for melhor para cada um. Como o uso de preservativos pode, por vezes, falhar, deve ser facilitada no SUS a opção altamente eficaz dos medicamentos que, tomados antes ou depois do risco de se infectar, impedem a transmissão do HIV. 

(7) Para populações vulneráveis, como os jovens,– a aids mais avança na faixa de 15 a 22 anos – faltam campanhas em mídias e formatos digitais com conteúdos que não atribuam culpa e se comuniquem abertamente com as expressões de sexualidade e sociabilidade dessas novas gerações. 

(8) Completa-se com maior financiamento do SUS, para resgatar serviços de referência hoje lotados e com falta de profissionais; apoiar associações de pacientes; investir em prevenção e na produção de medicamentos genéricos nacionais, incluindo licenciamento compulsório, no caso de patentes de antirretrovirais prolongadas indevidamente. Os custos de uma epidemia desgovernada, por certo, seriam infinitamente maiores. 

(9) O enfrentamento da aids sempre foi um campo de tensões e polêmicas. Mas mesmo vozes dissonantes na política e nos costumes podem, com tolerância às diferenças, atuar em nome do bem comum e da saúde coletiva, para acolher as pessoas afetadas, mobilizar a sociedade para a prevenção e não permitir um passo atrás em uma política bem-sucedida e conquistada a duras penas.

Mário Scheffer e Caio Rosenthal

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/11/aids-manifesto-ao-futuro-ministro.shtml  Acesso em: 20 jan. 2019. Adaptado. 

 Analisado globalmente, o Texto tem o propósito principal de: 
Alternativas
Q1999843 Português
Para compreender adequadamente o Texto 2, o leitor deve perceber que:
Alternativas
Q1999837 Português

TEXTO 1



Por que escrever?

A escrita ainda é o melhor e mais eficiente protesto para proteger a liberdade


Em novembro de 2018, a filósofa Andrea Faggion publicou uma reflexão sobre a importância da escrita em nosso cotidiano. Segundo a autora, em tempos tão incertos como os nossos, em que o debate político se faz cada vez mais refém da desinformação, escrever nos oferece rara oportunidade de questionamento sobre a validade dos argumentos que adotamos para justificar as nossas opções.
Coincidentemente, em dezembro passado, a Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia publicou um texto de Ernst Tugendhat, no qual ele ressaltava a importância da escrita na formação filosófica. De acordo com Tugendhat, o estudante de filosofia deveria ser estimulado a escrever desde cedo, aprendendo a dialogar com o pensamento alheio, para expressar as suas ideias com clareza e segurança.
Nesse sentido, a proposta de Tugendhat para a universidade muito se assemelha à reflexão de Faggion sobre o cotidiano, chamando a atenção para o fato de que – embora muitos não tenham por objetivo se tornar escritores – uma das principais funções da escrita seja a de ensinar a pensar por conta própria.
Ao escrevermos, defrontamo-nos com a necessidade de emprestar uma ordem e uma justificativa para o que pensamos. Nesse diapasão, tornamo-nos conscientes de que, para que o nosso argumento tenha força, precisamos descrever fatos e aplicar conceitos objetivamente. Ao falharmos nesse exercício, falhamos também em provar a validade do nosso posicionamento.
Escrever também nos torna conscientes das motivações que temos ao abraçar certas ideias. Afinal, toda opinião é fruto da tênue relação entre a nossa emotividade e o exercício da razão. Dessa maneira, a escrita cumpre um importante papel terapêutico, dando ao indivíduo a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre si, ao mesmo tempo em que busca um sentido para o mundo.
Na literatura do século XX, encontramos vários personagens cuja jornada de autoconhecimento tem início a partir da escrita e da necessidade de compreender a própria realidade.
Em “Herzog”, Saul Bellow conta a história de um homem que começa a escrever cartas compulsivamente para mortos e vivos – inclusive para Deus – até conseguir se recuperar emocionalmente de um malfadado divórcio. Já em “1984”, George Orwell descreve um mundo onde o exercício do pensamento individual se tornou inadmissível. Assim, o principal ato de rebeldia do personagem Winston Smith contra o sistema foi adquirir um diário, no qual ele escreve as suas memórias, impressões sobre o cotidiano e críticas ao regime do Big Brother. Winston escreve para combater os fatos alternativos divulgados pelo governo, porque precisa provar para si mesmo que o mundo já foi diferente e que, nem sempre, os seus vizinhos representaram uma ameaça.
Recentemente, o clássico de Orwell tem gozado de renovada celebridade. Entre os leitores, muitos acreditam que nenhum outro livro poderia nos servir de antídoto para os sintomas de obscurantismo político e cultural que eclodiram nas mais poderosas democracias do Ocidente. Muitas vezes, precisamos defender aquilo que temos por certo e, apesar de frágil, a escrita ainda é o melhor e mais eficiente protesto para proteger a liberdade e reafirmar que dois e dois são quatro.

Juliana de Albuquerque. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/juliana-de-albuquerque/2019/01/por-que-escrever.shtml?utm_source=newsletter&utmmedium=email&utm_campaign=newscolunista. Acesso em: 22/01/2019. Adaptado. 
De modo global, o Texto 1 defende a ideia da escrita como ato de: 
Alternativas
Q1999836 Português

TEXTO 1



Por que escrever?

A escrita ainda é o melhor e mais eficiente protesto para proteger a liberdade


Em novembro de 2018, a filósofa Andrea Faggion publicou uma reflexão sobre a importância da escrita em nosso cotidiano. Segundo a autora, em tempos tão incertos como os nossos, em que o debate político se faz cada vez mais refém da desinformação, escrever nos oferece rara oportunidade de questionamento sobre a validade dos argumentos que adotamos para justificar as nossas opções.
Coincidentemente, em dezembro passado, a Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia publicou um texto de Ernst Tugendhat, no qual ele ressaltava a importância da escrita na formação filosófica. De acordo com Tugendhat, o estudante de filosofia deveria ser estimulado a escrever desde cedo, aprendendo a dialogar com o pensamento alheio, para expressar as suas ideias com clareza e segurança.
Nesse sentido, a proposta de Tugendhat para a universidade muito se assemelha à reflexão de Faggion sobre o cotidiano, chamando a atenção para o fato de que – embora muitos não tenham por objetivo se tornar escritores – uma das principais funções da escrita seja a de ensinar a pensar por conta própria.
Ao escrevermos, defrontamo-nos com a necessidade de emprestar uma ordem e uma justificativa para o que pensamos. Nesse diapasão, tornamo-nos conscientes de que, para que o nosso argumento tenha força, precisamos descrever fatos e aplicar conceitos objetivamente. Ao falharmos nesse exercício, falhamos também em provar a validade do nosso posicionamento.
Escrever também nos torna conscientes das motivações que temos ao abraçar certas ideias. Afinal, toda opinião é fruto da tênue relação entre a nossa emotividade e o exercício da razão. Dessa maneira, a escrita cumpre um importante papel terapêutico, dando ao indivíduo a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre si, ao mesmo tempo em que busca um sentido para o mundo.
Na literatura do século XX, encontramos vários personagens cuja jornada de autoconhecimento tem início a partir da escrita e da necessidade de compreender a própria realidade.
Em “Herzog”, Saul Bellow conta a história de um homem que começa a escrever cartas compulsivamente para mortos e vivos – inclusive para Deus – até conseguir se recuperar emocionalmente de um malfadado divórcio. Já em “1984”, George Orwell descreve um mundo onde o exercício do pensamento individual se tornou inadmissível. Assim, o principal ato de rebeldia do personagem Winston Smith contra o sistema foi adquirir um diário, no qual ele escreve as suas memórias, impressões sobre o cotidiano e críticas ao regime do Big Brother. Winston escreve para combater os fatos alternativos divulgados pelo governo, porque precisa provar para si mesmo que o mundo já foi diferente e que, nem sempre, os seus vizinhos representaram uma ameaça.
Recentemente, o clássico de Orwell tem gozado de renovada celebridade. Entre os leitores, muitos acreditam que nenhum outro livro poderia nos servir de antídoto para os sintomas de obscurantismo político e cultural que eclodiram nas mais poderosas democracias do Ocidente. Muitas vezes, precisamos defender aquilo que temos por certo e, apesar de frágil, a escrita ainda é o melhor e mais eficiente protesto para proteger a liberdade e reafirmar que dois e dois são quatro.

Juliana de Albuquerque. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/juliana-de-albuquerque/2019/01/por-que-escrever.shtml?utm_source=newsletter&utmmedium=email&utm_campaign=newscolunista. Acesso em: 22/01/2019. Adaptado. 

De acordo com o Texto 1, a atividade da escrita:


1. é uma das principais fontes da desinformação do debate político.


2. nos oportuniza a refletir sobre os argumentos que embasam nossas escolhas.


3. nos conscientiza sobre os motivos que temos para acartar determinadas ideias.


4. favorece o autoconhecimento, tendo, assim, relevante função na saúde mental.


Estão CORRETAS as afirmativas 

Alternativas
Q1999835 Português

TEXTO 1



Por que escrever?

A escrita ainda é o melhor e mais eficiente protesto para proteger a liberdade


Em novembro de 2018, a filósofa Andrea Faggion publicou uma reflexão sobre a importância da escrita em nosso cotidiano. Segundo a autora, em tempos tão incertos como os nossos, em que o debate político se faz cada vez mais refém da desinformação, escrever nos oferece rara oportunidade de questionamento sobre a validade dos argumentos que adotamos para justificar as nossas opções.
Coincidentemente, em dezembro passado, a Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia publicou um texto de Ernst Tugendhat, no qual ele ressaltava a importância da escrita na formação filosófica. De acordo com Tugendhat, o estudante de filosofia deveria ser estimulado a escrever desde cedo, aprendendo a dialogar com o pensamento alheio, para expressar as suas ideias com clareza e segurança.
Nesse sentido, a proposta de Tugendhat para a universidade muito se assemelha à reflexão de Faggion sobre o cotidiano, chamando a atenção para o fato de que – embora muitos não tenham por objetivo se tornar escritores – uma das principais funções da escrita seja a de ensinar a pensar por conta própria.
Ao escrevermos, defrontamo-nos com a necessidade de emprestar uma ordem e uma justificativa para o que pensamos. Nesse diapasão, tornamo-nos conscientes de que, para que o nosso argumento tenha força, precisamos descrever fatos e aplicar conceitos objetivamente. Ao falharmos nesse exercício, falhamos também em provar a validade do nosso posicionamento.
Escrever também nos torna conscientes das motivações que temos ao abraçar certas ideias. Afinal, toda opinião é fruto da tênue relação entre a nossa emotividade e o exercício da razão. Dessa maneira, a escrita cumpre um importante papel terapêutico, dando ao indivíduo a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre si, ao mesmo tempo em que busca um sentido para o mundo.
Na literatura do século XX, encontramos vários personagens cuja jornada de autoconhecimento tem início a partir da escrita e da necessidade de compreender a própria realidade.
Em “Herzog”, Saul Bellow conta a história de um homem que começa a escrever cartas compulsivamente para mortos e vivos – inclusive para Deus – até conseguir se recuperar emocionalmente de um malfadado divórcio. Já em “1984”, George Orwell descreve um mundo onde o exercício do pensamento individual se tornou inadmissível. Assim, o principal ato de rebeldia do personagem Winston Smith contra o sistema foi adquirir um diário, no qual ele escreve as suas memórias, impressões sobre o cotidiano e críticas ao regime do Big Brother. Winston escreve para combater os fatos alternativos divulgados pelo governo, porque precisa provar para si mesmo que o mundo já foi diferente e que, nem sempre, os seus vizinhos representaram uma ameaça.
Recentemente, o clássico de Orwell tem gozado de renovada celebridade. Entre os leitores, muitos acreditam que nenhum outro livro poderia nos servir de antídoto para os sintomas de obscurantismo político e cultural que eclodiram nas mais poderosas democracias do Ocidente. Muitas vezes, precisamos defender aquilo que temos por certo e, apesar de frágil, a escrita ainda é o melhor e mais eficiente protesto para proteger a liberdade e reafirmar que dois e dois são quatro.

Juliana de Albuquerque. Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/juliana-de-albuquerque/2019/01/por-que-escrever.shtml?utm_source=newsletter&utmmedium=email&utm_campaign=newscolunista. Acesso em: 22/01/2019. Adaptado. 
Ao escrever o Texto 1, sua autora pretendeu, principalmente: 
Alternativas
Q1999794 Português
Em uníssono, os professores de língua portuguesa consideram que a literatura, na escola, é:
Alternativas
Q1999793 Português
 Sobre o trabalho com a literatura na escola, Marisa Lajolo, em um texto de 1986, defendeu que “o texto não é pretexto”. Com essa afirmação que se tornou célebre, Lajolo pretendeu defender que o texto literário:
Alternativas
Q1999792 Português
Dentre vários outros, é papel da escola formar o leitor de literatura. Para isso, é absolutamente imprescindível: 
Alternativas
Q1999791 Português
TEXTO 7

Trabalhar com multiletramentos pode ou não envolver (normalmente envolverá) o uso de novas tecnologias da comunicação e de informação (novos letramentos), mas caracteriza-se como um trabalho que parte das culturas de referência do alunado (popular, local, de massa) e de gêneros, mídias e linguagens por eles conhecidos, para buscar um enfoque crítico, pluralista, ético e democrático de textos/discursos que ampliem o repertório cultural, na direção de outros letramentos.
ROJO, R. e MOURA, E. (Orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012, p. 8. Excerto adaptado.
Em uma escola, o uso das TICs está diretamente relacionado:
Alternativas
Q1999790 Português

TEXTO 7

Trabalhar com multiletramentos pode ou não envolver (normalmente envolverá) o uso de novas tecnologias da comunicação e de informação (novos letramentos), mas caracteriza-se como um trabalho que parte das culturas de referência do alunado (popular, local, de massa) e de gêneros, mídias e linguagens por eles conhecidos, para buscar um enfoque crítico, pluralista, ético e democrático de textos/discursos que ampliem o repertório cultural, na direção de outros letramentos.
ROJO, R. e MOURA, E. (Orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012, p. 8. Excerto adaptado.

 A grande maioria dos estudos sobre as TICs na escola compreende essas tecnologias como:

Alternativas
Q1999789 Português
TEXTO 7


Trabalhar com multiletramentos pode ou não envolver (normalmente envolverá) o uso de novas tecnologias da comunicação e de informação (novos letramentos), mas caracteriza-se como um trabalho que parte das culturas de referência do alunado (popular, local, de massa) e de gêneros, mídias e linguagens por eles conhecidos, para buscar um enfoque crítico, pluralista, ético e democrático de textos/discursos que ampliem o repertório cultural, na direção de outros letramentos.
ROJO, R. e MOURA, E. (Orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012, p. 8. Excerto adaptado.

Dentre as expressões apresentadas abaixo, assinale aquela que descreve um(a) professor(a) que põe em prática a “pedagogia dos multiletramentos”.
Alternativas
Q1999788 Português
TEXTO 7

Trabalhar com multiletramentos pode ou não envolver (normalmente envolverá) o uso de novas tecnologias da comunicação e de informação (novos letramentos), mas caracteriza-se como um trabalho que parte das culturas de referência do alunado (popular, local, de massa) e de gêneros, mídias e linguagens por eles conhecidos, para buscar um enfoque crítico, pluralista, ético e democrático de textos/discursos que ampliem o repertório cultural, na direção de outros letramentos.
ROJO, R. e MOURA, E. (Orgs.). Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012, p. 8. Excerto adaptado.

De acordo com o Texto 7, a noção de “multiletramentos na escola” está fundamentada na multiplicidade de:  
Alternativas
Q1999787 Português

TEXTO 6

Nisso reside a grande diferença entre fazer análise linguística e ter aula de gramática (numa perspectiva normativa e estrutural): na primeira, a reflexão está a serviço dos demais eixos do ensino de língua, enquanto que, na segunda, o foco do ensino está na aprendizagem de nomenclaturas e regras, desvinculadas de situações de uso da língua.
MENDONÇA, M. Análise linguística: por que e como avaliar. In. MARCUSCHI, B. e SUASSUNA, L. Avaliação em língua portuguesa: contribuições para a prática pedagógica. Belo Horizonte: MEC-CEEL/ Autêntica, 2006, p. 101.

Para um docente que trabalha na perspectiva da análise linguística, a norma-padrão é vista como:
Alternativas
Q1999786 Português

TEXTO 6

Nisso reside a grande diferença entre fazer análise linguística e ter aula de gramática (numa perspectiva normativa e estrutural): na primeira, a reflexão está a serviço dos demais eixos do ensino de língua, enquanto que, na segunda, o foco do ensino está na aprendizagem de nomenclaturas e regras, desvinculadas de situações de uso da língua.
MENDONÇA, M. Análise linguística: por que e como avaliar. In. MARCUSCHI, B. e SUASSUNA, L. Avaliação em língua portuguesa: contribuições para a prática pedagógica. Belo Horizonte: MEC-CEEL/ Autêntica, 2006, p. 101.



Mendonça defende que, na análise linguística, “a reflexão está a serviço dos demais eixos do ensino de língua”. Com isso, a autora defende que:

Alternativas
Q1999785 Português
TEXTO 6

Nisso reside a grande diferença entre fazer análise linguística e ter aula de gramática (numa perspectiva normativa e estrutural): na primeira, a reflexão está a serviço dos demais eixos do ensino de língua, enquanto que, na segunda, o foco do ensino está na aprendizagem de nomenclaturas e regras, desvinculadas de situações de uso da língua.
MENDONÇA, M. Análise linguística: por que e como avaliar. In. MARCUSCHI, B. e SUASSUNA, L. Avaliação em língua portuguesa: contribuições para a prática pedagógica. Belo Horizonte: MEC-CEEL/ Autêntica, 2006, p. 101.


É CORRETO afirmar que, na perspectiva da análise linguística: 

Alternativas
Q1999784 Português
TEXTO 6

Nisso reside a grande diferença entre fazer análise linguística e ter aula de gramática (numa perspectiva normativa e estrutural): na primeira, a reflexão está a serviço dos demais eixos do ensino de língua, enquanto que, na segunda, o foco do ensino está na aprendizagem de nomenclaturas e regras, desvinculadas de situações de uso da língua.
MENDONÇA, M. Análise linguística: por que e como avaliar. In. MARCUSCHI, B. e SUASSUNA, L. Avaliação em língua portuguesa: contribuições para a prática pedagógica. Belo Horizonte: MEC-CEEL/ Autêntica, 2006, p. 101.

Qual das seguintes atividades reflete uma concepção de ensino na perspectiva de “língua como um conjunto de variedades”? 
Alternativas
Q1999780 Português

TEXTO 5


Interessa-me frisar que, embora oralidade e escrita tenham, cada uma, as suas especificidades, não existem diferenças essenciais entre a oralidade e a escrita nem, muito menos, grandes oposições. Uma e outra servem à interação verbal, sob a forma de diferentes gêneros textuais, na diversidade dialetal e de registro que qualquer uso da linguagem implica. Assim, não tem sentido a ideia de uma fala apenas como lugar da espontaneidade, do relaxamento, da falta de planejamento e até do descuido em relação às normas da língua padrão nem, por outro lado, a ideia de uma escrita uniforme, invariável, formal e correta, em qualquer circunstância.


ANTUNES, I. Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola, 2003, p. 99-100. Excerto adaptado.


Segundo Antunes, “não tem sentido a ideia de uma fala apenas como lugar da espontaneidade, do relaxamento, da falta de planejamento e até do descuido em relação às normas da língua padrão”. A autora se opõe, assim, a uma prática pedagógica em que:


Alternativas
Q1999779 Português

TEXTO 5


Interessa-me frisar que, embora oralidade e escrita tenham, cada uma, as suas especificidades, não existem diferenças essenciais entre a oralidade e a escrita nem, muito menos, grandes oposições. Uma e outra servem à interação verbal, sob a forma de diferentes gêneros textuais, na diversidade dialetal e de registro que qualquer uso da linguagem implica. Assim, não tem sentido a ideia de uma fala apenas como lugar da espontaneidade, do relaxamento, da falta de planejamento e até do descuido em relação às normas da língua padrão nem, por outro lado, a ideia de uma escrita uniforme, invariável, formal e correta, em qualquer circunstância.


ANTUNES, I. Aula de português: encontro e interação. São Paulo: Parábola, 2003, p. 99-100. Excerto adaptado.


Conforme Antunes, oralidade e escrita têm, cada uma, as suas especificidades. Considerando as especificidades da oralidade, assinale a alternativa que apresenta um procedimento pedagógico que contribui efetivamente para o desenvolvimento de gêneros orais na escola. 

Alternativas
Respostas
30281: A
30282: C
30283: E
30284: E
30285: A
30286: D
30287: B
30288: E
30289: C
30290: D
30291: A
30292: B
30293: B
30294: A
30295: C
30296: E
30297: E
30298: D
30299: E
30300: E