Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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O NASCIMENTO DA CRÔNICA
Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e La glace est rompue; está começada a crônica. [...]
[...] Fui há dias a um cemitério, a um enterro, logo de manhã, num dia ardente como todos os diabos e suas respectivas habitações. Em volta de mim ouvia o estribilho geral: que calor! Que sol! É de rachar passarinho! É de fazer um homem doido!
Íamos em carros! Apeamo-nos à porta do cemitério e caminhamos um longo pedaço. O sol das onze horas batia de chapa em todos nós; mas sem tirarmos os chapéus, abríamos os de sol e seguíamos a suar até o lugar onde devia verificar-se o enterramento. Naquele lugar esbarramos com seis ou oito homens ocupados em abrir covas: estavam de cabeça descoberta, a erguer e fazer cair a enxada. Nós enterramos o morto, voltamos nos carros, e daí às nossas casas ou repartições. E eles? Lá os achamos, lá os deixamos, ao sol, de cabeça descoberta, a trabalhar com a enxada. Se o sol nos fazia mal, que não faria àqueles pobres-diabos, durante todas as horas quentes do dia?
Machado de Assis
( ) O foco narrativo predominante do texto está em terceira pessoa como se comprova em: “Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, [...]”.
( ) A explicação do autor para o nascimento da crônica é sucinta e objetiva. A seguir, há o enredo que gira em torno de como as pessoas se comportam em dias quentes.
( ) Percebe-se, no último parágrafo, uma crítica implícita à falta de sensibilidade e empatia com aqueles que possuem menos conforto.
( ) Há a presença de discurso direto livre como se comprova em: “Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, [...]”.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
O NASCIMENTO DA CRÔNICA
Há um meio certo de começar a crônica por uma trivialidade. É dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Diz-se isto, agitando as pontas do lenço, bufando como um touro, ou simplesmente sacudindo a sobrecasaca. Resvala-se do calor aos fenômenos atmosféricos, fazem-se algumas conjeturas acerca do sol e da lua, outras sobre a febre amarela, manda-se um suspiro a Petrópolis, e La glace est rompue; está começada a crônica. [...]
[...] Fui há dias a um cemitério, a um enterro, logo de manhã, num dia ardente como todos os diabos e suas respectivas habitações. Em volta de mim ouvia o estribilho geral: que calor! Que sol! É de rachar passarinho! É de fazer um homem doido!
Íamos em carros! Apeamo-nos à porta do cemitério e caminhamos um longo pedaço. O sol das onze horas batia de chapa em todos nós; mas sem tirarmos os chapéus, abríamos os de sol e seguíamos a suar até o lugar onde devia verificar-se o enterramento. Naquele lugar esbarramos com seis ou oito homens ocupados em abrir covas: estavam de cabeça descoberta, a erguer e fazer cair a enxada. Nós enterramos o morto, voltamos nos carros, e daí às nossas casas ou repartições. E eles? Lá os achamos, lá os deixamos, ao sol, de cabeça descoberta, a trabalhar com a enxada. Se o sol nos fazia mal, que não faria àqueles pobres-diabos, durante todas as horas quentes do dia?
Machado de Assis


I – desolação (linha 12) – abandono II – assertivas (linha 2) – afirmações categóricas III – adverso (linha 13) – desfavorável IV – agonística (linha 20) – agonia
Estão CORRETAS as opções indicadas em:


I – “Só quem assiste a tudo de fora acredita que uma vitória, em um único campeonato, representa um fim.” (linha 7) II – “Aí está a celebração da agonística: a busca incessante do melhor de si e não, necessariamente, no enfrentamento do outro.” (linhas 20-21) III – “Seja a final da Copa América, da Copa do Mundo ou de uma prova olímpica, o que qualifica uma vitória é a trajetória para a conquista, e não a medalha em si.” (linhas 34-35) IV – “E lamento dizer que, mesmo diante da evidência da vitória, o único resultado definitivo e inquestionável é a morte.” (linha 36-37)
Estão CORRETOS os argumentos:

Essa afirmação é justificada no excerto:
TEXTO 2
Disponível em: img.glimboo.com/recado/charges_485634.jpg. Acesso em: 3/9/2019.
I – O chargista utiliza uma imagem para construir o referente relativo ao personagem Zeca. II – O chargista utiliza o registro informal para construir todas as falas dos personagens. III – O chargista utiliza o título “Tiro pela culatra” para evidenciar o constrangimento criado pela mentira expressa pelo personagem Zeca. IV – O chargista utiliza o contexto de trabalho para fazer uma crítica ao mau uso dos recursos tecnológicos. V – O chargista utiliza “o chefe”, na fala de Zeca, para destacar o respeito pelo chefe.
As proposições CORRETAS são:
TEXTO 2
Disponível em: img.glimboo.com/recado/charges_485634.jpg. Acesso em: 3/9/2019.
TEXTO 1
COMO A INTERNET PODE ESTAR TRANSFORMANDO NOSSO CÉREBRO


A partir dessa afirmação, analise os excertos a seguir:
I – “E eu ainda estava na cama.” (linha 3) II – “O problema, definitivamente, não é a internet.” (linhas 41-42) III – “Esta coluna, aliás, só existe aqui, na internet.” (linha 44) IV – “E uma análise mais detalhada desses achados sugere que isso se dá porque os internautas convictos são mais suscetíveis à distração por estímulos ambientais irrelevantes.” (linhas 18-20) V – “aqueles que usam a internet localizam as informações mais rapidamente do que os que recorrem às enciclopédias impressas.” (linhas 32-33)
De acordo com o texto, os advérbios destacados nos excertos acima, exprimem, respectivamente, as circunstâncias de:
TEXTO 1
COMO A INTERNET PODE ESTAR TRANSFORMANDO NOSSO CÉREBRO


TEXTO 1
COMO A INTERNET PODE ESTAR TRANSFORMANDO NOSSO CÉREBRO


TEXTO 1
COMO A INTERNET PODE ESTAR TRANSFORMANDO NOSSO CÉREBRO


TEXTO 1
COMO A INTERNET PODE ESTAR TRANSFORMANDO NOSSO CÉREBRO


BNCC: ferramentas digitais para levar para sua
turma
A chegada da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) deixa evidente a necessidade de trazer a tecnologia para dentro da sala de aula. Segundo a BNCC, os estudantes devem desenvolver ao longo da Educação Básica a competência para: “Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.” (BNCC p. 9)
Diante disso, que tal inserir em suas aulas ferramentas que dialogam com a BNCC e permitem que o aprendizado seja mais colaborativo, envolvente e significativo? Sem dúvida, o uso de ferramentas digitais na Educação possibilita inovação e mudança efetiva no processo de ensino e aprendizagem. É possível usar celulares e tablets e ferramentas de modo offline, trazendo esses aparelhos para fins pedagógicos – o que permite que sua sala de aula se transforme em um ambiente inovador.
Essa transformação está pautada em mudanças de hábitos e paradigmas em nós, professores, capaz de alterar relações diárias, gerar colaboração e empatia. Não basta esperar que a transformação chegue até a sala de aula. A mudança precisa ter um ponto de partida dentro do ambiente escolar e o planejamento é o ponto chave para que isso ocorra e pode ser construído de forma colaborativa com os estudantes, criando desta maneira, o pertencimento nas ações desde o início pela comunidade escolar.[...]
Débora Garofalo, 26 de Março de 2019
I. Para construir o efeito estético desejado na canção, o eu-lírico vale-se da utilização da descrição de pelo menos dois sentidos: imagens e sons. II. A resposta à pergunta feita no início da segunda estrofe é dada no fim da música: o eu-lírico descobre quem virá preencher o vazio em seu peito. III. Existe uma diferença semântica entre as duas primeiras estrofes e o resto da canção: enquanto as duas primeiras evocam imagens de sofrimento e agonia, o resto da música desperta a esperança de conforto e amor. IV. É correto afirmar, com base em pesquisas da nossa época que, a ansiedade é uma doença grave que deve ser combatida, por isso, devemos interpretar que o trecho “esse é o tempo ansiado” tem uma conotação pessimista por parte do autor.
Assinale a alternativa correta.