Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1683366 Português
Políticas locais de segurança


As políticas de segurança pública são parte integrante dos contextos político, social, econômico e cultural em que são formuladas, apresentadas e implantadas por meio da elaboração de planos nacionais, estaduais e municipais. Na implementação de políticas públicas são realizados projetos e ações através da articulação entre a sociedade civil, os agentes políticos, as instituições públicas e privadas na esfera da segurança pública.

De acordo com o aumento da proporção da visibilidade do papel dos municípios e da dimensão local na segurança pública, observam-se especificidades da atuação do crime e suas políticas em cidades de diversos estados brasileiros, nas quais é possível identificar dinâmicas próprias que envolvem a segurança pública.

No Brasil, diversos municípios podem aparentar um ambiente agradável, com boa qualidade de vida e boas referências em saúde e educação, ao mesmo tempo que apresentam dificuldades quando o assunto é o crime, a criminalidade e a prestação de serviços de segurança. Essas cidades, ademais, estão se tornando áreas de interesse para a disseminação da segurança privada e de condomínios fechados, mostrando, assim, que a segurança é um dos problemas crucias que afligem as comunidades locais.

Atualmente, no Brasil, a divisão de responsabilidades administrativas entre os entes da federação atribui aos estados a responsabilidade pela provisão de segurança pública. Entretanto, em meio ao cenário de insegurança em praticamente todos os estados, nota-se um envolvimento cada vez maior dos municípios em questões relacionadas à segurança pública.

A criminalidade está estreitamente relacionada com as condições socioeconômicas da localidade. Obviamente, se todos vivessem de renda e pudessem adquirir o que desejassem, crimes motivados por ganhos econômicos não existiriam. Na realidade, no entanto, os desejos superam os recursos. E sempre que a atividade criminosa constituir um caminho mais fácil para alcançar tais desejos haverá incentivos para o engajamento nessa atividade. Nesse sentido, a renda, o emprego e o crescimento econômico têm sido apontados como potenciais fatores que reduzem os incentivos à criminalidade (aumentando o custo de oportunidade do crime).

Adaptado. Disponível em https://bit.ly/3jRNBvN, com informações adicionais de https://bit.ly/2GL2UYT. Acesso em agosto de 2020. 
Leia o texto 'Políticas locais de segurança' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. De acordo com as informações do texto, pode-se concluir que, no Brasil, diversos municípios estão se tornando áreas de interesse para a disseminação de condomínios fechados e da segurança privada. Esse fenômeno mostra, na perspectiva do texto, que a segurança é um dos problemas crucias que afligem as comunidades locais.

II. Uma das ideias presentes no texto é a de que a implementação de políticas públicas dispensa a realização de ações através da articulação entre a sociedade civil e os agentes políticos, cabendo às instituições públicas de caráter técnico determinar as prioridades nos investimentos governamentais.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1683364 Português
Políticas locais de segurança


As políticas de segurança pública são parte integrante dos contextos político, social, econômico e cultural em que são formuladas, apresentadas e implantadas por meio da elaboração de planos nacionais, estaduais e municipais. Na implementação de políticas públicas são realizados projetos e ações através da articulação entre a sociedade civil, os agentes políticos, as instituições públicas e privadas na esfera da segurança pública.

De acordo com o aumento da proporção da visibilidade do papel dos municípios e da dimensão local na segurança pública, observam-se especificidades da atuação do crime e suas políticas em cidades de diversos estados brasileiros, nas quais é possível identificar dinâmicas próprias que envolvem a segurança pública.

No Brasil, diversos municípios podem aparentar um ambiente agradável, com boa qualidade de vida e boas referências em saúde e educação, ao mesmo tempo que apresentam dificuldades quando o assunto é o crime, a criminalidade e a prestação de serviços de segurança. Essas cidades, ademais, estão se tornando áreas de interesse para a disseminação da segurança privada e de condomínios fechados, mostrando, assim, que a segurança é um dos problemas crucias que afligem as comunidades locais.

Atualmente, no Brasil, a divisão de responsabilidades administrativas entre os entes da federação atribui aos estados a responsabilidade pela provisão de segurança pública. Entretanto, em meio ao cenário de insegurança em praticamente todos os estados, nota-se um envolvimento cada vez maior dos municípios em questões relacionadas à segurança pública.

A criminalidade está estreitamente relacionada com as condições socioeconômicas da localidade. Obviamente, se todos vivessem de renda e pudessem adquirir o que desejassem, crimes motivados por ganhos econômicos não existiriam. Na realidade, no entanto, os desejos superam os recursos. E sempre que a atividade criminosa constituir um caminho mais fácil para alcançar tais desejos haverá incentivos para o engajamento nessa atividade. Nesse sentido, a renda, o emprego e o crescimento econômico têm sido apontados como potenciais fatores que reduzem os incentivos à criminalidade (aumentando o custo de oportunidade do crime).

Adaptado. Disponível em https://bit.ly/3jRNBvN, com informações adicionais de https://bit.ly/2GL2UYT. Acesso em agosto de 2020. 
Leia o texto 'Políticas locais de segurança' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. As informações presentes no texto permitem inferir que sempre que a atividade criminosa constituir um caminho mais fácil para alcançar certos desejos haverá incentivos para o engajamento nessa atividade. Nesse sentido, o texto afirma que o crescimento econômico, a renda, e o emprego têm sido apontados como potenciais fatores que reduzem os incentivos à criminalidade (aumentando o custo de oportunidade do crime).

II. As informações presentes no texto permitem concluir que, atualmente, no Brasil, a divisão de responsabilidades administrativas entre os entes da federação atribui aos estados a responsabilidade pela provisão de segurança pública. O texto procura, ainda, transmitir a ideia de que, em meio ao cenário de insegurança em praticamente todos os estados, nota-se um envolvimento cada vez maior dos municípios em questões relacionadas à segurança pública.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1683363 Português
Políticas locais de segurança


As políticas de segurança pública são parte integrante dos contextos político, social, econômico e cultural em que são formuladas, apresentadas e implantadas por meio da elaboração de planos nacionais, estaduais e municipais. Na implementação de políticas públicas são realizados projetos e ações através da articulação entre a sociedade civil, os agentes políticos, as instituições públicas e privadas na esfera da segurança pública.

De acordo com o aumento da proporção da visibilidade do papel dos municípios e da dimensão local na segurança pública, observam-se especificidades da atuação do crime e suas políticas em cidades de diversos estados brasileiros, nas quais é possível identificar dinâmicas próprias que envolvem a segurança pública.

No Brasil, diversos municípios podem aparentar um ambiente agradável, com boa qualidade de vida e boas referências em saúde e educação, ao mesmo tempo que apresentam dificuldades quando o assunto é o crime, a criminalidade e a prestação de serviços de segurança. Essas cidades, ademais, estão se tornando áreas de interesse para a disseminação da segurança privada e de condomínios fechados, mostrando, assim, que a segurança é um dos problemas crucias que afligem as comunidades locais.

Atualmente, no Brasil, a divisão de responsabilidades administrativas entre os entes da federação atribui aos estados a responsabilidade pela provisão de segurança pública. Entretanto, em meio ao cenário de insegurança em praticamente todos os estados, nota-se um envolvimento cada vez maior dos municípios em questões relacionadas à segurança pública.

A criminalidade está estreitamente relacionada com as condições socioeconômicas da localidade. Obviamente, se todos vivessem de renda e pudessem adquirir o que desejassem, crimes motivados por ganhos econômicos não existiriam. Na realidade, no entanto, os desejos superam os recursos. E sempre que a atividade criminosa constituir um caminho mais fácil para alcançar tais desejos haverá incentivos para o engajamento nessa atividade. Nesse sentido, a renda, o emprego e o crescimento econômico têm sido apontados como potenciais fatores que reduzem os incentivos à criminalidade (aumentando o custo de oportunidade do crime).

Adaptado. Disponível em https://bit.ly/3jRNBvN, com informações adicionais de https://bit.ly/2GL2UYT. Acesso em agosto de 2020. 
Leia o texto 'Políticas locais de segurança' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. Após a análise do texto, é possível concluir que a maioria dos municípios brasileiros possuem um ambiente agradável, com boa qualidade de vida e boas referências em saúde e educação, ao mesmo tempo que apresentam dificuldades quando o assunto é a prestação de serviços de segurança.

II. Após a análise do texto, é possível inferir que o aumento do papel dos municípios na gestão dos serviços aos cidadãos e da dimensão local na segurança pública tem ocasionado um aumento na atuação do crime em cidades de diversos estados brasileiros, nas quais é possível identificar organizações criminosas que desafiam a segurança pública.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1683237 Português

Universidade pública paga?


Pesquisa realizada pelo Datafolha mostrou que a maioria da população brasileira quer educação gratuita para todos, da creche à universidade.

Educação deve ser pública e gratuita, da primeira infância ao ensino médio. Por exemplo, uma menina que passar por esse ciclo gerará um retorno social maior que o privado: a produtividade da economia aumenta com trabalhadores qualificados.

Há justificativa moral para a gratuidade: ela confere liberdade às pessoas. No processo educacional, funcionalidades são apropriadas pelos indivíduos, conferindo-lhes a possibilidade de serem livres e agentes, não dependentes e passivos.

No ensino superior, o retorno privado é maior do que o social. Por exemplo, mais médicos e administradores graduados geram ganhos sociais, mas os salários desses profissionais indicam que os ganhos privados são substantivos: não seria razoável oferecer-lhes educação superior gratuita.

Há aspectos morais que justificariam ensino superior pago, mas somente para quem tem condições de fazê-lo. O Brasil é um país consideravelmente desigual. Logo, desiguais deveriam ser tratados desigualmente. E há dois fundamentos filosóficos para tal posição.

O primeiro advém do conceito de progressividade de impostos e gastos públicos. Logo na graduação, economistas aprendem um princípio de justiça: de cada um de acordo com sua capacidade, a cada um de acordo com sua necessidade. O segundo é derivado da visão do filósofo John Ralws: por vezes, é mais justo tratar desiguais de forma desigual.

Logo, seria mais razoável, do ponto de vista econômico e moral, considerar que alunos do ensino superior que possam pagar por este o façam.

(Marcos Fernandes G. da Silva. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2020/08/universidade-publica-paga.shtml. 31.08.2020. Adaptado)

Considere o trecho do  parágrafo para responder à questão:
Há aspectos morais que justificariam ensino superior pago, mas somente para quem tem condições de fazê-lo. O Brasil é um país consideravelmente desigual. Logo, desiguais deveriam ser tratados desigualmente.
A ideia segundo a qual “desiguais deveriam ser tratados desigualmente”, defendida nesse parágrafo, é
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Q1683236 Português

Universidade pública paga?

    Pesquisa realizada pelo Datafolha mostrou que a maioria da população brasileira quer educação gratuita para todos, da creche à universidade.
   Educação deve ser pública e gratuita, da primeira infância ao ensino médio. Por exemplo, uma menina que passar por esse ciclo gerará um retorno social maior que o privado: a produtividade da economia aumenta com trabalhadores qualificados.
    Há justificativa moral para a gratuidade: ela confere liberdade às pessoas. No processo educacional, funcionalidades são apropriadas pelos indivíduos, conferindo-lhes a possibilidade de serem livres e agentes, não dependentes e passivos.
   No ensino superior, o retorno privado é maior do que o social. Por exemplo, mais médicos e administradores graduados geram ganhos sociais, mas os salários desses profissionais indicam que os ganhos privados são substantivos: não seria razoável oferecer-lhes educação superior gratuita.
    Há aspectos morais que justificariam ensino superior pago, mas somente para quem tem condições de fazê-lo. O Brasil é um país consideravelmente desigual. Logo, desiguais deveriam ser tratados desigualmente. E há dois fundamentos filosóficos para tal posição.
   O primeiro advém do conceito de progressividade de impostos e gastos públicos. Logo na graduação, economistas aprendem um princípio de justiça: de cada um de acordo com sua capacidade, a cada um de acordo com sua necessidade. O segundo é derivado da visão do filósofo John Ralws: por vezes, é mais justo tratar desiguais de forma desigual.
    Logo, seria mais razoável, do ponto de vista econômico e moral, considerar que alunos do ensino superior que possam pagar por este o façam.

(Marcos Fernandes G. da Silva. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2020/08/universidade-publica-paga.shtml. 31.08.2020. Adaptado)
O termo ou expressão a que se refere o pronome destacado está corretamente identificado entre parênteses em:
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Q1683235 Português

Universidade pública paga?

    Pesquisa realizada pelo Datafolha mostrou que a maioria da população brasileira quer educação gratuita para todos, da creche à universidade.
   Educação deve ser pública e gratuita, da primeira infância ao ensino médio. Por exemplo, uma menina que passar por esse ciclo gerará um retorno social maior que o privado: a produtividade da economia aumenta com trabalhadores qualificados.
    Há justificativa moral para a gratuidade: ela confere liberdade às pessoas. No processo educacional, funcionalidades são apropriadas pelos indivíduos, conferindo-lhes a possibilidade de serem livres e agentes, não dependentes e passivos.
   No ensino superior, o retorno privado é maior do que o social. Por exemplo, mais médicos e administradores graduados geram ganhos sociais, mas os salários desses profissionais indicam que os ganhos privados são substantivos: não seria razoável oferecer-lhes educação superior gratuita.
    Há aspectos morais que justificariam ensino superior pago, mas somente para quem tem condições de fazê-lo. O Brasil é um país consideravelmente desigual. Logo, desiguais deveriam ser tratados desigualmente. E há dois fundamentos filosóficos para tal posição.
   O primeiro advém do conceito de progressividade de impostos e gastos públicos. Logo na graduação, economistas aprendem um princípio de justiça: de cada um de acordo com sua capacidade, a cada um de acordo com sua necessidade. O segundo é derivado da visão do filósofo John Ralws: por vezes, é mais justo tratar desiguais de forma desigual.
    Logo, seria mais razoável, do ponto de vista econômico e moral, considerar que alunos do ensino superior que possam pagar por este o façam.

(Marcos Fernandes G. da Silva. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2020/08/universidade-publica-paga.shtml. 31.08.2020. Adaptado)
Conforme a opinião do autor, diferentemente das etapas anteriores da educação, o ensino superior
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Q1683234 Português

Universidade pública paga?

    Pesquisa realizada pelo Datafolha mostrou que a maioria da população brasileira quer educação gratuita para todos, da creche à universidade.
   Educação deve ser pública e gratuita, da primeira infância ao ensino médio. Por exemplo, uma menina que passar por esse ciclo gerará um retorno social maior que o privado: a produtividade da economia aumenta com trabalhadores qualificados.
    Há justificativa moral para a gratuidade: ela confere liberdade às pessoas. No processo educacional, funcionalidades são apropriadas pelos indivíduos, conferindo-lhes a possibilidade de serem livres e agentes, não dependentes e passivos.
   No ensino superior, o retorno privado é maior do que o social. Por exemplo, mais médicos e administradores graduados geram ganhos sociais, mas os salários desses profissionais indicam que os ganhos privados são substantivos: não seria razoável oferecer-lhes educação superior gratuita.
    Há aspectos morais que justificariam ensino superior pago, mas somente para quem tem condições de fazê-lo. O Brasil é um país consideravelmente desigual. Logo, desiguais deveriam ser tratados desigualmente. E há dois fundamentos filosóficos para tal posição.
   O primeiro advém do conceito de progressividade de impostos e gastos públicos. Logo na graduação, economistas aprendem um princípio de justiça: de cada um de acordo com sua capacidade, a cada um de acordo com sua necessidade. O segundo é derivado da visão do filósofo John Ralws: por vezes, é mais justo tratar desiguais de forma desigual.
    Logo, seria mais razoável, do ponto de vista econômico e moral, considerar que alunos do ensino superior que possam pagar por este o façam.

(Marcos Fernandes G. da Silva. https://www1.folha.uol.com.br/ opiniao/2020/08/universidade-publica-paga.shtml. 31.08.2020. Adaptado)
Segundo o texto, a educação pública e gratuita até o ensino médio se justifica por tratar-se de um investimento que
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Q1682797 Português

    Sou feliz pelos amigos que tenho. Um deles muito sofre pelo meu descuido com o vernáculo. Por alguns anos ele sistematicamente me enviava missivas eruditas com precisas informações sobre as regras da gramática, que eu não respeitava, e sobre a grafia correta dos vocábulos, que eu ignorava. Fi-lo sofrer pelo uso errado que fiz de uma palavra no último Quarto de Badulaques. Acontece que eu, acostumado a conversar com a gente das Minas Gerais, falei em “varreção” — do verbo “varrer”. De fato, tratava-se de um equívoco que, num vestibular, poderia me valer uma reprovação. Pois o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao trabalho de fazer um xerox da página 827 do dicionário. O certo é “varrição”, e não “varreção”. Mas estou com medo de que os mineiros da roça façam troça de mim, porque nunca os ouvi falar de “varrição”. E se eles rirem de mim não vai me adiantar mostrar-lhes o xerox da página do dicionário. Porque para eles não é o dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá nas montanhas de Minas Gerais, fala “varreção”, quando não “barreção”. O que me deixa triste sobre esse amigo oculto é que nunca tenha dito nada sobre o que eu escrevo, se é bonito ou se é feio. Toma a minha sopa, não diz nada sobre ela, mas reclama sempre que o prato está rachado.


Rubem Alves. Internet: (com adaptações).


A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o seguinte item. 

Depreende-se dos sentidos do texto que o vocábulo “vernáculo”, no segundo período do texto, refere-se à variante popular rural da língua portuguesa falada no Brasil.
Alternativas
Q1682795 Português

    Sou feliz pelos amigos que tenho. Um deles muito sofre pelo meu descuido com o vernáculo. Por alguns anos ele sistematicamente me enviava missivas eruditas com precisas informações sobre as regras da gramática, que eu não respeitava, e sobre a grafia correta dos vocábulos, que eu ignorava. Fi-lo sofrer pelo uso errado que fiz de uma palavra no último Quarto de Badulaques. Acontece que eu, acostumado a conversar com a gente das Minas Gerais, falei em “varreção” — do verbo “varrer”. De fato, tratava-se de um equívoco que, num vestibular, poderia me valer uma reprovação. Pois o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao trabalho de fazer um xerox da página 827 do dicionário. O certo é “varrição”, e não “varreção”. Mas estou com medo de que os mineiros da roça façam troça de mim, porque nunca os ouvi falar de “varrição”. E se eles rirem de mim não vai me adiantar mostrar-lhes o xerox da página do dicionário. Porque para eles não é o dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá nas montanhas de Minas Gerais, fala “varreção”, quando não “barreção”. O que me deixa triste sobre esse amigo oculto é que nunca tenha dito nada sobre o que eu escrevo, se é bonito ou se é feio. Toma a minha sopa, não diz nada sobre ela, mas reclama sempre que o prato está rachado.


Rubem Alves. Internet: (com adaptações).


A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o seguinte item. 

O texto contrapõe duas formas distintas de entender o uso da língua portuguesa: a do “amigo oculto”, que preza pelas regras de gramática e de grafia; e a do autor, que preza pelas formas da linguagem popular.
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Q1682794 Português

    Desde pequeno, tive tendência para personificar as coisas. Tia Tula, que achava que mormaço fazia mal, sempre gritava: “Vem pra dentro, menino, olha o mormaço!” Mas eu ouvia o mormaço com M maiúsculo. Mormaço, para mim, era um velho que pegava crianças! Ia pra dentro logo. E ainda hoje, quando leio que alguém se viu perseguido pelo clamor público, vejo com estes olhos o Sr. Clamor Público, magro, arquejante, de preto, brandindo um guarda-chuva, com um gogó protuberante que se abaixa e levanta no excitamento da perseguição. E já estava devidamente grandezinho, pois devia contar uns trinta anos, quando me fui, com um grupo de colegas, a ver o lançamento da pedra fundamental da ponte Uruguaiana-Libres, ocasião de grandes solenidades, com os presidentes Justo e Getúlio, e gente muita, tanto assim que fomos alojados os do meu grupo num casarão que creio fosse a Prefeitura, com os demais jornalistas do Brasil e Argentina. Era como um alojamento de quartel, com breve espaço entre as camas e todas as portas e janelas abertas, tudo com os alegres incômodos e duvidosos encantos de uma coletividade democrática. Pois lá pelas tantas da noite, como eu pressentisse, em meu entredormir, um vulto junto à minha cama, sentei-me estremunhado e olhei atônito para um tipo de chiru, ali parado, de bigodes caídos, pala pendente e chapéu descido sobre os olhos. Diante da minha muda interrogação, ele resolveu explicar-se, com a devida calma:

— Pois é! Não vê que eu sou o sereno...

Mário Quintana. In: As cem melhores crônicas brasileiras. São Paulo: Objetiva, 2007.

No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item. 
Infere-se do trecho “Mas eu ouvia o mormaço com M maiúsculo” que, quando era criança, o autor do texto desconhecia o significado da palavra “mormaço”, já que imaginava tratar-se de uma pessoa.
Alternativas
Q1682789 Português

    Desde pequeno, tive tendência para personificar as coisas. Tia Tula, que achava que mormaço fazia mal, sempre gritava: “Vem pra dentro, menino, olha o mormaço!” Mas eu ouvia o mormaço com M maiúsculo. Mormaço, para mim, era um velho que pegava crianças! Ia pra dentro logo. E ainda hoje, quando leio que alguém se viu perseguido pelo clamor público, vejo com estes olhos o Sr. Clamor Público, magro, arquejante, de preto, brandindo um guarda-chuva, com um gogó protuberante que se abaixa e levanta no excitamento da perseguição. E já estava devidamente grandezinho, pois devia contar uns trinta anos, quando me fui, com um grupo de colegas, a ver o lançamento da pedra fundamental da ponte Uruguaiana-Libres, ocasião de grandes solenidades, com os presidentes Justo e Getúlio, e gente muita, tanto assim que fomos alojados os do meu grupo num casarão que creio fosse a Prefeitura, com os demais jornalistas do Brasil e Argentina. Era como um alojamento de quartel, com breve espaço entre as camas e todas as portas e janelas abertas, tudo com os alegres incômodos e duvidosos encantos de uma coletividade democrática. Pois lá pelas tantas da noite, como eu pressentisse, em meu entredormir, um vulto junto à minha cama, sentei-me estremunhado e olhei atônito para um tipo de chiru, ali parado, de bigodes caídos, pala pendente e chapéu descido sobre os olhos. Diante da minha muda interrogação, ele resolveu explicar-se, com a devida calma:

— Pois é! Não vê que eu sou o sereno...

Mário Quintana. In: As cem melhores crônicas brasileiras. São Paulo: Objetiva, 2007.

No que se refere aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item. 
No trecho “E já estava devidamente grandezinho, pois devia contar uns trinta anos”, há um efeito surpresa decorrente da explicação oferecida pelo autor ao que ele considera “devidamente grandezinho”.
Alternativas
Q1682786 Português
    A diferenciação entre zonas centrais e regiões marginais — centros e periferias — encontra-se hoje em várias ordens de grandeza em comunidades, distritos, países e grupos inteiros de países. Numa cidade, a atividade comercial concentra-se geralmente numa zona determinada; em cada país há regiões nas quais se concentra mais fortemente a atividade econômica, do que em outras.

    A diferença entre regiões centrais e regiões periféricas está baseada em uma multiplicidade de contrastes — geográficos, econômicos e sociais — que, em toda a sua diversidade, também apresentam, em seu contexto, elementos comuns essenciais.

     Os centros são primariamente grandes cidades ou cidades de dimensão média, sendo periferias as zonas de economia rural. As aldeias constituem centros menores na periferia.

     Diante das periferias, os centros são, sob alguns aspectos, privilegiados. Sob perspectiva geométrica, a soma das distâncias entre o ponto central e quaisquer pontos do interior é menor do que entre um ponto da periferia (qualquer que seja esse ponto) e qualquer ponto no interior. Em torno de uma grande cidade (de uma megalópole), encontram-se as maiores artérias de circulação ordenadas de forma radial e não em círculos concêntricos. As vias de uma periferia à outra conduzem, por isso, com frequência através do centro — também quando isso exige maiores desvios.

     Para cada tipo de troca (como trânsito, comércio, turismo, transmissão de conhecimentos), os centros oferecem especiais vantagens. Eles dispõem de uma infraestrutura mais rica do que as regiões marginais, e os contatos sociais são mais densos. Hospitais, universidades, institutos de pesquisa, instituições culturais, museus, teatros, salas de concerto etc. encontram-se predominante ou exclusivamente em centros. As possibilidades de formação são mais diversificadas e de melhor qualidade. Mercados de centro se destacam por ofertas mais ricas do que os mercados das periferias. O nível de vida é mais alto, os salários são mais altos, mas também os custos de manutenção da vida são mais altos.

     Nos centros, com relação à vida social, vigora uma cultura pluralista, as pessoas são mais individualistas, mas também mais flexíveis do que nas periferias. No interior a cultura é mais fortemente presa à tradição, a mobilidade social é menor, a vida decorre mais calma e vagarosamente, e as pessoas se movimentam menos apressadamente. Quanto às atitudes mentais e intelectuais, elas também são, em geral, menos ágeis e, com frequência, mais conservadoras.

Thomas Kelssering. Dentro e fora. Centro e periferia. In: Ética, política e desenvolvimento humano: a justiça na era da globalização. Trad. Benno Dischinger. Caxias do Sul, RS: Educs, 2007, p. 171-2.

Julgue o item subsequente, relativo às ideias e às construções linguísticas do texto precedente. 
De acordo com as ideias do texto, as distâncias a serem percorridas entre as periferias são menores que as distâncias a serem percorridas entre as periferias e os centros.
Alternativas
Q1682782 Português
    A diferenciação entre zonas centrais e regiões marginais — centros e periferias — encontra-se hoje em várias ordens de grandeza em comunidades, distritos, países e grupos inteiros de países. Numa cidade, a atividade comercial concentra-se geralmente numa zona determinada; em cada país há regiões nas quais se concentra mais fortemente a atividade econômica, do que em outras.

    A diferença entre regiões centrais e regiões periféricas está baseada em uma multiplicidade de contrastes — geográficos, econômicos e sociais — que, em toda a sua diversidade, também apresentam, em seu contexto, elementos comuns essenciais.

     Os centros são primariamente grandes cidades ou cidades de dimensão média, sendo periferias as zonas de economia rural. As aldeias constituem centros menores na periferia.

     Diante das periferias, os centros são, sob alguns aspectos, privilegiados. Sob perspectiva geométrica, a soma das distâncias entre o ponto central e quaisquer pontos do interior é menor do que entre um ponto da periferia (qualquer que seja esse ponto) e qualquer ponto no interior. Em torno de uma grande cidade (de uma megalópole), encontram-se as maiores artérias de circulação ordenadas de forma radial e não em círculos concêntricos. As vias de uma periferia à outra conduzem, por isso, com frequência através do centro — também quando isso exige maiores desvios.

     Para cada tipo de troca (como trânsito, comércio, turismo, transmissão de conhecimentos), os centros oferecem especiais vantagens. Eles dispõem de uma infraestrutura mais rica do que as regiões marginais, e os contatos sociais são mais densos. Hospitais, universidades, institutos de pesquisa, instituições culturais, museus, teatros, salas de concerto etc. encontram-se predominante ou exclusivamente em centros. As possibilidades de formação são mais diversificadas e de melhor qualidade. Mercados de centro se destacam por ofertas mais ricas do que os mercados das periferias. O nível de vida é mais alto, os salários são mais altos, mas também os custos de manutenção da vida são mais altos.

     Nos centros, com relação à vida social, vigora uma cultura pluralista, as pessoas são mais individualistas, mas também mais flexíveis do que nas periferias. No interior a cultura é mais fortemente presa à tradição, a mobilidade social é menor, a vida decorre mais calma e vagarosamente, e as pessoas se movimentam menos apressadamente. Quanto às atitudes mentais e intelectuais, elas também são, em geral, menos ágeis e, com frequência, mais conservadoras.

Thomas Kelssering. Dentro e fora. Centro e periferia. In: Ética, política e desenvolvimento humano: a justiça na era da globalização. Trad. Benno Dischinger. Caxias do Sul, RS: Educs, 2007, p. 171-2.

Julgue o item subsequente, relativo às ideias e às construções linguísticas do texto precedente. 
Uma estrutura de centro e periferia surge, com frequência, por razões e fatores bem diversos, conforme o texto.
Alternativas
Q1682778 Português
    A cidadania na cidade inteligente é matéria complexa. Recente evento corporativo para o setor público promovido por uma multinacional de tecnologia definiu o cidadão como um consumidor de serviços. Um dos responsáveis por esse argumento é o economista Albert O. Hirschman. Em 1970, Hirschman publicou estudos relacionando a fidelidade de pessoas a empresas e a governos com a capacidade de escuta dessas organizações.

    De acordo com Hirschman, não atentar às necessidades de seu público fará com que ele procure alternativas: a competição no caso de firmas e a oposição no caso de governos. Segundo o autor, escutar seu público e levar em conta suas considerações garantiria a qualidade no serviço prestado, o que, por sua vez, criaria lealdade para com a organização ofertante. Por trás desse estudo, está a ideia de que um governo e uma firma possam, em certa medida, funcionar da mesma maneira. Ainda que isso seja em parte possível, tal fato não torna o cidadão um consumidor, muito pelo contrário.

    Vejamos. Se um bem público fosse um bem de consumo, ele poderia ter seu acesso controlado pelo preço, regulado por oferta e demanda. Bens públicos são públicos justamente porque são bens não rivais e não possuem paralelo de possibilidade de oferta, ou são essenciais e seu provisionamento em quantidade, qualidade e tempo hábil desafia a lógica empresarial e de mercado.

    Em saneamento, por exemplo, limitar sua oferta implica incremento de doenças e aumento de custos com saúde pública. E a alternativa, não gastar com isso, é a morte. Portanto, não se trata de condições normais de mercado, mas de investimento social, de sua obrigatoriedade. Isso posto, é natural perguntar se não seria necessário garantir o direito de cidadania antes do de consumo.

     É importante ter em mente que o cidadão não é — e jamais será — um consumidor, mas, sim, um beneficiário. Bem público não é bem de consumo, mas direito político pleno de acesso e usufruto. Entretanto, isso não significa que não se deva procurar eficiência e rentabilidade na economia do setor público. Tampouco implica abandonar pleitos por qualidade. Mas resulta em perceber que a qualidade está subscrita ao direito de acesso e usufruto, e não à possibilidade de seu consumo.

André Leiner. O cidadão, o consumidor e as cidades inteligentes. Internet: (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 
Para o autor do texto, os bens públicos são bens de consumo e seu acesso deve ser controlado pelo preço, regulado por oferta e demanda.
Alternativas
Q1682777 Português
    A cidadania na cidade inteligente é matéria complexa. Recente evento corporativo para o setor público promovido por uma multinacional de tecnologia definiu o cidadão como um consumidor de serviços. Um dos responsáveis por esse argumento é o economista Albert O. Hirschman. Em 1970, Hirschman publicou estudos relacionando a fidelidade de pessoas a empresas e a governos com a capacidade de escuta dessas organizações.

    De acordo com Hirschman, não atentar às necessidades de seu público fará com que ele procure alternativas: a competição no caso de firmas e a oposição no caso de governos. Segundo o autor, escutar seu público e levar em conta suas considerações garantiria a qualidade no serviço prestado, o que, por sua vez, criaria lealdade para com a organização ofertante. Por trás desse estudo, está a ideia de que um governo e uma firma possam, em certa medida, funcionar da mesma maneira. Ainda que isso seja em parte possível, tal fato não torna o cidadão um consumidor, muito pelo contrário.

    Vejamos. Se um bem público fosse um bem de consumo, ele poderia ter seu acesso controlado pelo preço, regulado por oferta e demanda. Bens públicos são públicos justamente porque são bens não rivais e não possuem paralelo de possibilidade de oferta, ou são essenciais e seu provisionamento em quantidade, qualidade e tempo hábil desafia a lógica empresarial e de mercado.

    Em saneamento, por exemplo, limitar sua oferta implica incremento de doenças e aumento de custos com saúde pública. E a alternativa, não gastar com isso, é a morte. Portanto, não se trata de condições normais de mercado, mas de investimento social, de sua obrigatoriedade. Isso posto, é natural perguntar se não seria necessário garantir o direito de cidadania antes do de consumo.

     É importante ter em mente que o cidadão não é — e jamais será — um consumidor, mas, sim, um beneficiário. Bem público não é bem de consumo, mas direito político pleno de acesso e usufruto. Entretanto, isso não significa que não se deva procurar eficiência e rentabilidade na economia do setor público. Tampouco implica abandonar pleitos por qualidade. Mas resulta em perceber que a qualidade está subscrita ao direito de acesso e usufruto, e não à possibilidade de seu consumo.

André Leiner. O cidadão, o consumidor e as cidades inteligentes. Internet: (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior. 
O economista Albert O. Hirschman contribuiu para a definição de cidadão como consumidor de serviços, cujas necessidades devem ser atendidas pelas organizações, tanto governamentais quanto empresariais.
Alternativas
Q1682715 Português
TAEKWONDO


O mineiro Ícaro Miguel, de 24 anos, é o mais novo líder do ranking mundial da Federação Internacional de Taekwondo (Word Taekwondo), na categoria até 87 kg. A atualização de abril foi divulgada ontem (01/04/2020) no site da entidade. Ainda em clima de comemoração, o atleta descreveu a emoção ao se ver no topo do ranking, em uma postagem em rede social.

Uma das principais promessas do país na modalidade, Ícaro Miguel, já está garantido nos Jogos Olímpicos de Tóquio e vem com um histórico recente recheado de conquistas importantes. Foi vice-campeão mundial e medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos do Peru e o bronze no Grand Prix de Sofia, um dos mais importantes do mundo.

Nas redes sociais, o atleta comentou que esse feito trousse muita confiança para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Alcançar o patamar de melhor do mundo faz total diferença e o motiva ainda mais a buscar novas vitórias.

Ícaro Miguel alcançou a marca de 247.90 pontos, ultrapassando o russo Vladislav Larin (247.50 pontos), no ranking mundial da Federação Internacional de Taekwondo. Na categoria olímpica do ranking brasileiro de Taekwondo (até 80 kg), Ícaro ocupa a quarta posição.

Além de Ícaro Miguel, os atletas Edival Pontes, o Netinho, e Milena Titonelli vão representar o Brasil na modalidade de Taekwondo das Olimpíadas de Tóquio.


Adaptado. Publicado em 02/04/2020, por Juliano Justo, repórter da TV Brasil, São Paulo. Disponível em: https://bit.ly/2URI9PG. 
Leia o texto 'TAEKWONDO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. De acordo com o texto, Ícaro Miguel é o maior medalhista olímpico brasileiro nas modalidades de Judô e natação.

II. Ícaro Miguel é uma das principais promessas do Brasil no Taekwondo, mas esse status não lhe garante a presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio, afirma o texto.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682707 Português
Autoridade


Para compreendermos a questão da autoridade em nossos dias, devemos buscar na base histórica da formação de nossa sociedade contemporânea indícios que confirmam e influenciam as relações da nossa época atual, desde os primeiros indícios da sociedade Grega e, posteriormente, sua efetivação na vida pública/política no Império Romano, culminando na era cristã.

O conceito e a prática da autoridade se estruturam de forma significativa nessas sociedades, onde reside toda estrutura da autoridade nos tempos modernos, desde sua solidificação no decorrer dos tempos até a sua crise nos dias atuais.

Na sociedade grega, se configurava um quadro social característico. Em sua intrincada estrutura, inexistia uma relação de autoridade no contexto da esfera pública/política. Os cidadãos gregos eram seus próprios governantes, que se autodenominavam de polis grega, ou um governo de muitos governantes, ou seja, os cidadãos exerciam a democracia no princípio da igualdade e na persuasão dos argumentos, só se verificando a relação de autoridade nos momentos de exceção, como exemplo, em períodos de guerra ou na relação com os seus escravos.

Posteriormente, no Império Romano, apesar de forte influência da cultura grega, o conceito de autoridade se instala no fato político. A fundação romana continha um forte caráter sagrado, pois nessa sociedade a religião e a política eram consideradas idênticas, e o conceito de autoridade estava fortemente fincado na tradição e na religião.

Na sociedade cristã, aparentemente antagônica aos valores greco-romanos, o que se observa é a forte influência herdada das sociedades anteriores em relação à concepção de autoridade, pois os mesmos pilares de tradição e religião como parâmetros de autoridade foram mantidos e reforçados.

Portanto, analisando a formação de nossa sociedade pela história, passamos a entender a crise de autoridade que vivenciamos, porque o seu conceito está configurado na tradição e na religião, que não correspondem mais aos anseios de nossa sociedade atual.


(Adaptado. Revisão linguística. Trecho de SALVADOR, M.A. S. Disponível em: https://bit.ly/2x51aF2)
Leia o texto 'A Questão da Autoridade entre Professor e Aluno, um Desafio da Escola (trecho)' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Segundo o texto, a visão de autoridade na sociedade romana esteve muito ligada à forte influência da cultura grega. Sendo assim, por estar intimamente ligada ao politeísmo, a questão da autoridade se limita à política.

II. O texto afirma que, devido à concepção de democracia surgida na Grécia, a autoridade, para os gregos, era constituída à base dos argumentos. Ou seja, quanto mais persuasivo o argumento, maiores as chances de sua validação pelo grupo, em diversas esferas, com única exceção para os períodos de guerra.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682695 Português
Língua Portuguesa


No que se refere à sistemática de ensino de língua materna, pesquisas na área de linguagem revelam que, apesar da grande preocupação dos investigadores e de significativos avanços das teorias linguísticas, as práticas pedagógicas insistem no repasse de conteúdos gramaticais de forma fragmentada e descontextualizada, enfatizando-se um ensino burocratizante dos atos de ler, escrever e falar, que aposta numa concepção de linguagem enquanto sistema e de um ensino meramente prescritivo e metalinguístico.

Assim sendo, fica patente que a escola precisa romper de modo radical com essa tradição, que sobrevive insistentemente no ensino brasileiro, como também acolher os conhecimentos linguísticos e didático-pedagógicos para favorecer um ensino produtivo que possa garantir aos estudantes um domínio efetivo das atividades linguageiras que se processam nos contextos sociointeracionais dos quais participam.

O processo de ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa necessita de análises e propostas pedagógicas que efetivamente insiram no contexto da sala de aula os saberes linguísticos advindos da ciência da linguagem, bem como os saberes didáticos e pedagógicos que favoreçam um aprendizado satisfatório.

Porém, sabemos que a eficácia do processo de ensino e aprendizagem só ocorrerá na medida em que a formação dos profissionais aconteça de forma bem fundamentada nos conhecimentos linguísticos e didáticos, como também estruturada a partir de um projeto político-pedagógico do curso de graduação, no qual sejam articulados os saberes linguísticos específicos com o saber fazer, uma vez que esses conhecimentos devem formar o lastro teórico sobre o qual serão construídos os ensinamentos de língua materna.

Além disso, a construção das práticas pedagógicas precisa alicerçar-se no domínio desses saberes, de modo que favoreçam a adoção de uma concepção interacional da linguagem, e na utilização de metodologias de ensino ajustadas a uma proposta de ensino que prima por um aprendizado significativo da língua.

Portanto, o futuro professor precisa conscientizar-se de que deve dominar o aparato teórico para poder tomar decisões sobre sua prática, no que diz respeito ao planejamento das aulas, à seleção de atividades, ao gerenciamento da sala de aula e ao processo de avaliação, ou seja, terá a obrigação de saber o que é ensinar, o que é método de ensino, o que é língua, o que significa saber Português e por que ensiná-lo a alunos brasileiros falantes dessa língua.


Adaptado. Josilete A. M. de Azevedo. Natal, 2012. Fonte: https://bit.ly/3mjDLDU.
Leia o texto 'Língua Portuguesa' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. Após a análise do texto, é possível inferir que a escola precisa romper de modo radical com a tradição de um ensino burocratizante dos atos de ler, escrever e falar, que sobrevive insistentemente no ensino brasileiro. Assim, defende o texto, aos alunos deve ser dado o acesso apenas aos conhecimentos científicos, sem que sejam apresentados às possibilidades da sua língua materna.

II. As informações presentes no texto permitem concluir que a construção das práticas pedagógicas deve favorecer a adoção de uma concepção interacional da linguagem e a utilização de metodologias de ensino ajustadas a uma proposta de ensino que prima por um aprendizado significativo da língua.

III. O texto defende que a escola precisa acolher os conhecimentos linguísticos e didático-pedagógicos para favorecer um ensino produtivo que possa garantir aos estudantes um domínio efetivo das atividades linguageiras que se processam nos contextos sociointeracionais dos quais participam.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682694 Português
Língua Portuguesa


No que se refere à sistemática de ensino de língua materna, pesquisas na área de linguagem revelam que, apesar da grande preocupação dos investigadores e de significativos avanços das teorias linguísticas, as práticas pedagógicas insistem no repasse de conteúdos gramaticais de forma fragmentada e descontextualizada, enfatizando-se um ensino burocratizante dos atos de ler, escrever e falar, que aposta numa concepção de linguagem enquanto sistema e de um ensino meramente prescritivo e metalinguístico.

Assim sendo, fica patente que a escola precisa romper de modo radical com essa tradição, que sobrevive insistentemente no ensino brasileiro, como também acolher os conhecimentos linguísticos e didático-pedagógicos para favorecer um ensino produtivo que possa garantir aos estudantes um domínio efetivo das atividades linguageiras que se processam nos contextos sociointeracionais dos quais participam.

O processo de ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa necessita de análises e propostas pedagógicas que efetivamente insiram no contexto da sala de aula os saberes linguísticos advindos da ciência da linguagem, bem como os saberes didáticos e pedagógicos que favoreçam um aprendizado satisfatório.

Porém, sabemos que a eficácia do processo de ensino e aprendizagem só ocorrerá na medida em que a formação dos profissionais aconteça de forma bem fundamentada nos conhecimentos linguísticos e didáticos, como também estruturada a partir de um projeto político-pedagógico do curso de graduação, no qual sejam articulados os saberes linguísticos específicos com o saber fazer, uma vez que esses conhecimentos devem formar o lastro teórico sobre o qual serão construídos os ensinamentos de língua materna.

Além disso, a construção das práticas pedagógicas precisa alicerçar-se no domínio desses saberes, de modo que favoreçam a adoção de uma concepção interacional da linguagem, e na utilização de metodologias de ensino ajustadas a uma proposta de ensino que prima por um aprendizado significativo da língua.

Portanto, o futuro professor precisa conscientizar-se de que deve dominar o aparato teórico para poder tomar decisões sobre sua prática, no que diz respeito ao planejamento das aulas, à seleção de atividades, ao gerenciamento da sala de aula e ao processo de avaliação, ou seja, terá a obrigação de saber o que é ensinar, o que é método de ensino, o que é língua, o que significa saber Português e por que ensiná-lo a alunos brasileiros falantes dessa língua.


Adaptado. Josilete A. M. de Azevedo. Natal, 2012. Fonte: https://bit.ly/3mjDLDU.
Leia o texto 'Língua Portuguesa' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. O texto defende que o futuro professor precisa conscientizar-se de que deve dominar o aparato teórico para poder tomar decisões sobre sua prática, no que diz respeito ao planejamento das aulas, à seleção de atividades, ao gerenciamento da sala de aula e ao processo de avaliação.

II. O texto estimula o futuro professor a buscar saber o que é ensinar, o que é método de ensino, o que é língua, o que significa conhecer a Língua Portuguesa e por que ensiná-la a alunos brasileiros falantes dessa língua. Dessa forma, defende o texto, o professor poderá formar cidadãos mais qualificados para os desafios impostos pelo mercado de trabalho e mais preparados para terem uma posição ativa em um mundo rico em novas tecnologias.

III. O texto leva o leitor a inferir que pesquisas na área de linguagem revelam que as práticas pedagógicas de ensino de língua materna insistem no repasse de conteúdos gramaticais de forma fragmentada e descontextualizada, enfatizando-se um ensino burocratizante dos atos de escrever, falar e ler.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682693 Português
Gêneros textuais


Os gêneros textuais são “modelos” de textos que circulam socialmente e que estabelecem formas próprias de organização do discurso. São caracterizados pelo conteúdo temático, pelo estilo e pela construção composicional, que numa esfera de utilização apresentam tipos relativamente estáveis de enunciados, tais como o conto, o relato, o texto de opinião, a entrevista, o artigo, o resumo, a receita, a conta de luz, os manuais, entre outros. A escolha do gênero depende do contexto imediato e, consequentemente, da finalidade a que se destina, dos destinatários e do conteúdo. 

Os gêneros textuais são fenômenos históricos, profundamente vinculados à vida cultural e social. São fruto de trabalho coletivo e contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia a dia. São entidades sociodiscursivas e formas de ação social incontornáveis em qualquer situação comunicativa.

Hoje contamos com uma diversidade infinita de gêneros, os quais não são instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa. Caracterizam-se como eventos textuais altamente maleáveis, dinâmicos e plásticos.

Em nossas práticas comunicativas, fazemos uso de inúmeros gêneros textuais, considerando-se o contexto, o tema, a relação entre os interlocutores etc. São exemplos de gêneros textuais: o diálogo face a face, o bilhete, a carta (pessoal, comercial etc.), a receita culinária, o horóscopo, o artigo, o romance, o conto, a novela, o cardápio de restaurante, a lista de compras, a aula virtual, a piada, a resenha, o inquérito policial, o ofício, o requerimento, a ata etc.

No ambiente escolar, o trabalho com a diversidade de gêneros textuais possibilita o confronto de diferentes discursos sobre a mesma temática e ainda permite uma metodologia interdisciplinar com atenção especial para o funcionamento da língua e para as atividades culturais e sociais. Além disso, contribui para que o aluno perceba a organização e os elementos de construção dos diferentes gêneros ou tipos textuais para que possa reconhecer a finalidade, as características e produzir textos, seja do tipo narrativo, descritivo, argumentativo ou expositivo, entre outros.

Adaptado. Fonte: https://bit.ly/3dSr7IM
Leia o texto 'Gêneros textuais' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. As informações presentes no texto permitem concluir que a escolha do gênero textual depende de aspectos subjetivos do artista, dos seus interesses pessoais e dos seus sentimentos, em detrimento do contexto e dos destinatários da mensagem que ele deseja passar.

II. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que os gêneros textuais são entidades políticas e formas de ação social incontornáveis em qualquer situação comunicativa. Nessa perspectiva, o texto defende a ideia de que escrever é uma forma de resistir à cultura dominante, ao consumismo e à degradação ambiental.

III. Após a análise do texto, é possível inferir que os gêneros textuais contribuem para que o aluno perceba a organização e os elementos de construção dos diferentes gêneros ou tipos textuais para que possa reconhecer a finalidade, as características e produzir textos, seja do tipo narrativo, descritivo, argumentativo ou expositivo, entre outros.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
28481: B
28482: A
28483: D
28484: E
28485: B
28486: E
28487: B
28488: E
28489: C
28490: C
28491: C
28492: E
28493: C
28494: E
28495: C
28496: D
28497: D
28498: C
28499: C
28500: B