Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
Foram encontradas 54.881 questões
(Adão Iturrusgarai, “A vida como ela yeah”. Folha de S.Paulo, 19.03.2020)
As informações verbais e não verbais da charge permitem concluir que o personagem
I. Uma língua é constituída de um conjunto infinito de frases. Cada uma delas possui uma face sonora, ou seja a cadeia falada, e uma face significativa, que corresponde ao seu conteúdo.
II. Uma frase, por sua vez, pode ser dividida em unidades menores de som e significado – as palavras – e em unidades ainda menores, que apresentam apenas a face significante – os fonemas.
I. Utilizou-se a palavra “símbolo” para designar o signo linguístico ou, mais exatamente, o que é chamado de significante.
II. O significante é imotivado, isto é, arbitrário em relação ao significado, com o qual não tem nenhum laço natural na realidade.
I. Quando o indivíduo se confronta com duas línguas que utiliza vez ou outra, pode ocorrer que elas se misturem em seu discurso e que ele produza enunciados “bilíngues”.
II. A mistura de duas línguas se trata mais de interferência, mas não se pode dizer de colagem, o que nunca configura a passagem em um ponto do discurso de uma língua a outra, chamada de “mistura de línguas” ou “alternância de código”, mesmo se a mudança de língua é produzida durante uma mesma frase ou ocorre na passagem de uma frase para a outra.
A era do petróleo e algumas de suas histórias


(Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/administracao/aspectos-historicoeconomicos – texto adaptado especialmente para esta prova).
Texto para o item.

Daniele Cristina Santos Floret. Responsabilidade social empresarial no setor de compras.
Internet:<techoje.com.br>
“No universo das empresas” (linha 1) por No âmbito corporativo
Texto para o item.

Daniele Cristina Santos Floret. Responsabilidade social empresarial no setor de compras.
Internet:<techoje.com.br>
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Infere-se da leitura do texto que as empresas que não
aderem ao conceito de responsabilidade social
prescindem dos princípios éticos na condução de seus
negócios.
Texto para o item.

Daniele Cristina Santos Floret. Responsabilidade social empresarial no setor de compras.
Internet:<techoje.com.br>
Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Estruturado em forma dissertativa, o texto trata da
responsabilidade social empresarial.
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Considerando o excerto “Um verdadeiro canhoto costuma citar uma lista
enorme de celebridades que também o são ou foram, na tentativa de mostrar que servimos
para alguma coisa.” (linhas 27-28), é CORRETO afirmar:
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Considerando o enunciado “Há também as canecas com desenhos que, para nós, canhotos, se não forem feitas ou compradas em algum site, o desenho ficará virado para a gente, o que lhes tira totalmente a graça.” (linhas 20-23), analise as afirmativas a seguir:
I. O uso da expressão “para a gente” marca um linguajar incomum e pouco eficiente no processo de interação.
II. O excerto “forem feitas ou compradas” pressupõe um agente capaz de realizar as ações de fazer ou comprar.
III. O termo “que”, após “desenhos”, retoma a expressão “as canecas com desenhos”, e introduz uma restrição.
IV. O termo “lhes” e a expressão “a graça” exercem funções que completam o sentido do termo “tira”.
V. O “o” em “o que [...]” refere-se ao sentido global do excerto “o desenho ficará virado para a gente”.
É CORRETO o que se afirma em
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Considerando os enunciados (1) “Ainda na creche eu usava a mão esquerda para tudo.” (linhas 2-3) e (2) “Existem ainda bancos, lotéricas e bibliotecas que têm aquelas canetas amarradas a uma correntinha.” (linha 18-19), é CORRETO afirmar:
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Sobre o texto, é CORRETO afirmar que ele
Considerando os elementos referenciais utilizados no texto, analise as afirmativas a seguir:
I. O termo “já” (linhas 2 e 15), em ambas as ocorrências, veicula um sentido locativo e aponta para fatos.
II. O termo “as” (linha 5) retoma a expressão “pessoas de maior idade” (linha 5) e mantém a coesão textual.
III. O termo “atualmente” (linha 15) introduz uma circunstância temporal e incide sobre toda a frase subsequente.
IV. A expressão “os segundos” (linha 23) retoma o nome “remédios” (linha 21) e contribui com a clareza textual.
V. Os termos “ele” (linha 24) e “–lo” (linha 25) referem-se ao termo “público” (linha 24) e o substitui.
É CORRETO o que se afirma em
Para responder à questão, leia atentamente o texto a seguir.
Abril Laranja alerta para os crimes de maus-tratos contra os animais
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A mudança linguística e as normas
Dizer que a língua muda com o tempo já não parece novidade para ninguém. Basta uma breve comparação entre textos de épocas diferentes para constatar isso.
É claro que, ao cotejar textos de momentos distantes no tempo, fica mais fácil perceber as diferenças. Difícil, porém, é lidar com a fluidez da língua, com a sua natural instabilidade. Afinal, quando se constata que a mudança se efetivou?
Dada a grande dificuldade, se não a impossibilidade, de determinar com precisão o que já é e o que deixou de ser, ou seja, aquilo que é novo e veio para ficar e aquilo que não serve mais, parece mais fácil continuar ensinando a velha norma-padrão, que, não sendo ela própria a língua, mas uma espécie de fotograma dentro de um continuum, se deixa pegar, segurar e pode ser apresentada como se constituísse um todo logicamente organizado.
Talvez por isso é que exista tanta resistência não à mudança em si, mas antes ao seu reconhecimento. Daí certa concessão, mesmo entre professores, a um suposto “falar cotidiano”, que seria diferente da “norma culta” e, portanto, “permitido” em situações de informalidade. O problema, porém, é mais complexo que isso.
O professor Carlos Alberto Faraco, da UFPR, tem uma explicação: “Em primeiro lugar, é importante ter claro que oralidade não se confunde com informalidade. As modalidades da língua podem ser mais formais e mais informais. De resto, os falantes tendem a achar que falam sempre a mesma língua no correr de toda a sua vida. São raras as situações em que se dão conta de que mudam sua fala. Vive-se sob a ilusão do permanente e não se capta o movimento contínuo”, afirma.
No campo lexical, as coisas parecem menos problemáticas. É fácil perceber a chegada de uma palavra nova e dificilmente alguém, em sã consciência, lamenta o desaparecimento de uma antiga. Embora os neologismos (e os empréstimos linguísticos) à primeira vista dividam opiniões, sendo rechaçados por uns e acolhidos por outros, a tendência é que, tendo utilidade na comunicação, ganhem seu lugar no léxico da língua. Já os termos que perdem relevância (por diversos motivos) vão sendo esquecidos, saem do uso e são reconhecíveis nos dicionários e nos textos de outras épocas.
Palavras também podem mudar de significado.
Permanecem na língua, mas usadas em diferentes contextos. Quem hoje diria que “formidável” já quis dizer “terrível” e que “roxo” já foi “vermelho”? Esse processo também ocorre em outros domínios da língua, nos quais, todavia, é frequentemente visto como deterioração. “Quando algum fenômeno de mudança é percebido, ele é logo classificado de erro.
Há aí qualquer coisa na psicologia humana que nós, linguistas, não sabemos explicar. O fato é que a língua em uso muda e muda inexoravelmente”, diz Faraco.[...]
*Thaís Nicoleti, consultora de língua portuguesa da Folha.
Adaptado
https://thaisnicoleti.blogfolha.uol.com.br

