Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1925931 Português

Com base na ilustração abaixo, responda à questão.


(CAULOS. Só dói quando eu respiro. Porto Alegre: L&PM, 1976.)

Com base na ilustração acima, analise os itens a seguir.
I. Uma leitura superficial de toda a ilustração permite argumentar que ela representa um indivíduo desempenhando atividades cotidianas.
II. Sobre o primeiro quadro, pode-se argumentar que a maleta vazia representa bens materiais escassos; o coração cheio representa vitalidade, aspectos realmente importantes da vida.
III. Sobre o quinto quadro, pode-se argumentar que a maleta cheia representa sucesso financeiro e profissional; o coração vazio representa prejuízo à saúde e às relações humanas.
IV. Sobre os três quadros centrais, pode-se argumentar que, na medida em que o indivíduo vai se realizando profissionalmente e financeiramente, os valores humanos, assim como as relações interpessoais, vão perdendo prioridade.
V. A expressão “Divirta-se”, título da ilustração, pode ser interpretada como um recado ao leitor de que ele deve encontrar um equilíbrio entre o trabalho com a diversão.

Estão corretos:
Alternativas
Q1925927 Português

Com base no excerto abaixo, responda à questão.


“Na Idade Média, ao contrário da festa oficial, o carnaval era o triunfo de uma espécie de liberação temporária da verdade dominante e do regime vigente, da abolição provisória de todas as relações hierárquicas, privilégios e tabus.”

(BAKHTIN, M. A cultura polular na Idade Média e no Renascimento. São Paulo: Hucitec, 1987.)

Indique a alternativa em que as festas oficiais da Idade Média são caracterizadas em conformidade com o que se depreende do texto acima.
Alternativas
Q1925571 Português

Leia atentamente a tirinha do garotinho Calvin a seguir para responder à questão.



Leia as afirmações a seguir:
I–Calvin sentiu-se confortável em obedecer à ordem de sua mãe.
II–A fala de Calvin no último quadrinho agrada à mãe.
III–A partir da leitura da tirinha, é possível afirmar que a mãe de Calvin não grita em nenhuma circunstância.
É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões): 
Alternativas
Q1925569 Português
Leia atentamente a canção a seguir, interpretada por Clara Nunes, cantora compositora brasileira, para responder à questão.

Canto das Três Raças

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou 

Fora a luta dos Inconfidentes1
Pela quebra das correntes
Nada adiantou

E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor

Ô, ô, ô, ô, ô, ô
Ô, ô, ô, ô, ô, ô

E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador

Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor

1 “Inconfidência Mineira foi uma conspiração política organizada por profissionais liberais, militares e membros da elite econômico-social da Capitania de Minas Gerais no fim da década de 1780 – época em que o Brasil ainda era colônia portuguesa” (Extraído de Brasil Escola, site: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-foi-inconfidencia-mineira.htm) 

Leia atentamente as afirmações a seguir:
I–Segundo a canção, o canto de sofrimento das etnias ecoa até os dias de hoje.
II–O “canto” pode ser interpretado, no sentido figurado, como uma das mais variadas formas de resistência frente à opressão.
III–Não é possível afirmar que, ao final da música, ocorre a união das raças pela condição de trabalhador.
É (São) incorreta(s) a(s) afirmação(ões):
Alternativas
Q1925568 Português
Leia atentamente a canção a seguir, interpretada por Clara Nunes, cantora compositora brasileira, para responder à questão.

Canto das Três Raças

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou 

Fora a luta dos Inconfidentes1
Pela quebra das correntes
Nada adiantou

E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor

Ô, ô, ô, ô, ô, ô
Ô, ô, ô, ô, ô, ô

E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador

Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor

1 “Inconfidência Mineira foi uma conspiração política organizada por profissionais liberais, militares e membros da elite econômico-social da Capitania de Minas Gerais no fim da década de 1780 – época em que o Brasil ainda era colônia portuguesa” (Extraído de Brasil Escola, site: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-foi-inconfidencia-mineira.htm) 

Leia atentamente as afirmações a seguir:
I–As três etnias que constituem o Brasil, segundo a canção, são: a etnia indígena, a negra e a branca.
II–A primeira estrofe pontua a ignorância de algumas pessoas frente ao sofrimento fortemente marcado na História brasileira, sofrimento esse descrito pelas demais estrofes da canção.
III–Segundo a canção, não houve resistência das etnias diante das opressões sofridas.
É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões): 
Alternativas
Q1925539 Português

INSTRUÇÃO: leia o texto abaixo e responda à questão.


Saudades da secretária eletrônica

Antonio Prata 20 nov 2021

Meu velho pai sabe das coisas. Eu o chamo de “velho pai” não porque seja realmente velho: é como ele se chama ao falar comigo. Às vezes usa o epíteto num modo semi-irônico, como quem põe um cachimbo na boca pra uma foto. Outras vezes é mais a sério — acende o cachimbo. Na semana passada, por exemplo, me escreveu uma e meia da manhã pedindo para lhe mandar um x-salada: “Alimente seu velho pai”. Meu velho pai não usa Uber Eats, iFood, Rappi ou qualquer uma “dessas coisas”.

Meu velho pai tá de saco cheio “dessas coisas”. Outro dia ele me ligou. “Recebeu minha mensagem?”. “Por onde?”. Silêncio. “PQP! Não aguento mais essas coisas” — e começou a reclamar da dificuldade de nos comunicarmos por tantos canais: “É WhatsApp, SMS, e-mail, DM no Facebook, no Instagram, no Twitter...”. “Qual era a mensagem, pai?”. “Aí é que tá. Eu tive uma ideia muito boa no meio da noite e te escrevi pra não esquecer, agora não lembro nem da ideia e nem por onde escrevi”. 

Segundo meu velho pai, a razão de ele e tantos outros estarmos desmemoriados é “dessas coisas”: aplicativos e plataformas e dispositivos jorrando uma quantidade infinita de informação que de bom grado entuchamos retina abaixo, cada tela um daqueles funis de milho pra transformar fígado de ganso em patê. (Talvez o plano do Zuckerberg e seus comparsas seja esse: transformar nossos cérebros em patê para depois comê-los com cream-crackers-low-carb-glúten-free-ESG-sem-pegadas-de-carbono. A hipótese é absurda, mas não mais que o furdunço global que estamos vivendo). 

Meu velho pai tá injuriado com o furdunço global que estamos vivendo e tem uma proposta bem razoável para minorá-lo. “Cinco anos sem inventarem nada. Nada. Todo mundo fica com o celular que tem, com o Android que tem, o IOS que tem, com os aplicativos que tem e os canais de televisão que tem. Quando a gente aprender a usar tudo, assistir a todas as séries, ler todos os livros, ouvir todos os podcasts, vê se precisa inventar mais alguma coisa ou para por aí mesmo”. 

Concordo. A humanidade precisa de um novo Adobe Reader a cada semana pra quê, exatamente?! De que forma PhDs em física podem “otimizar” um troço que é basicamente um xerox eletrônico?

Na faculdade eu penava pra entender o que o Marx queria dizer com aquele papo de “a infraestrutura produz a superestrutura”. Mais tarde entendi e era simples e verdadeiro. A nossa maneira de agir molda a nossa maneira de pensar. Um pescador no século 19 se relaciona com o tempo, a comida, o sexo e as unhas dos pés de formas completamente diferentes do que um programador de vinte e dois anos, hoje, no Vale do Silício. É evidente que existe uma ligação direta entre a placa do meu celular e a minha placa para bruxismo. Quando meus dedos aflitos param de digitar, passam o turno pros dentes.

O supracitado alemão resumiu o que parecia ser o fim dos tempos com a frase “tudo o que é sólido desmancha no ar”. O que diria sobre nossa época em que o próprio ar se desmancha, inundado por dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e sei lá mais o quê? 

[...]

“Tinha que ser geral”, sugere meu velho pai, “com Biden, Merkel, China, ONU, com tudo: cinco anos sem inventarem nada. Nada. PQP: que saudades da secretária eletrônica.” 

(PRATA, Antonio. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2021/11/ saudades-da-secretaria-eletronica.shtml. Acesso em: 30 mar. 2022. Adapt.)
Dentre as opções abaixo, retiradas do texto “Saudades da secretária eletrônica”, identifique aquela em que a correspondência entre o termo em negrito e a ideia que ele está retomando ou antecipando, apresentada em itálico à frente de cada alternativa, está INCORRETA. 
Alternativas
Q1925534 Português

INSTRUÇÃO: leia o texto abaixo e responda à questão.


Saudades da secretária eletrônica

Antonio Prata 20 nov 2021

Meu velho pai sabe das coisas. Eu o chamo de “velho pai” não porque seja realmente velho: é como ele se chama ao falar comigo. Às vezes usa o epíteto num modo semi-irônico, como quem põe um cachimbo na boca pra uma foto. Outras vezes é mais a sério — acende o cachimbo. Na semana passada, por exemplo, me escreveu uma e meia da manhã pedindo para lhe mandar um x-salada: “Alimente seu velho pai”. Meu velho pai não usa Uber Eats, iFood, Rappi ou qualquer uma “dessas coisas”.

Meu velho pai tá de saco cheio “dessas coisas”. Outro dia ele me ligou. “Recebeu minha mensagem?”. “Por onde?”. Silêncio. “PQP! Não aguento mais essas coisas” — e começou a reclamar da dificuldade de nos comunicarmos por tantos canais: “É WhatsApp, SMS, e-mail, DM no Facebook, no Instagram, no Twitter...”. “Qual era a mensagem, pai?”. “Aí é que tá. Eu tive uma ideia muito boa no meio da noite e te escrevi pra não esquecer, agora não lembro nem da ideia e nem por onde escrevi”. 

Segundo meu velho pai, a razão de ele e tantos outros estarmos desmemoriados é “dessas coisas”: aplicativos e plataformas e dispositivos jorrando uma quantidade infinita de informação que de bom grado entuchamos retina abaixo, cada tela um daqueles funis de milho pra transformar fígado de ganso em patê. (Talvez o plano do Zuckerberg e seus comparsas seja esse: transformar nossos cérebros em patê para depois comê-los com cream-crackers-low-carb-glúten-free-ESG-sem-pegadas-de-carbono. A hipótese é absurda, mas não mais que o furdunço global que estamos vivendo). 

Meu velho pai tá injuriado com o furdunço global que estamos vivendo e tem uma proposta bem razoável para minorá-lo. “Cinco anos sem inventarem nada. Nada. Todo mundo fica com o celular que tem, com o Android que tem, o IOS que tem, com os aplicativos que tem e os canais de televisão que tem. Quando a gente aprender a usar tudo, assistir a todas as séries, ler todos os livros, ouvir todos os podcasts, vê se precisa inventar mais alguma coisa ou para por aí mesmo”. 

Concordo. A humanidade precisa de um novo Adobe Reader a cada semana pra quê, exatamente?! De que forma PhDs em física podem “otimizar” um troço que é basicamente um xerox eletrônico?

Na faculdade eu penava pra entender o que o Marx queria dizer com aquele papo de “a infraestrutura produz a superestrutura”. Mais tarde entendi e era simples e verdadeiro. A nossa maneira de agir molda a nossa maneira de pensar. Um pescador no século 19 se relaciona com o tempo, a comida, o sexo e as unhas dos pés de formas completamente diferentes do que um programador de vinte e dois anos, hoje, no Vale do Silício. É evidente que existe uma ligação direta entre a placa do meu celular e a minha placa para bruxismo. Quando meus dedos aflitos param de digitar, passam o turno pros dentes.

O supracitado alemão resumiu o que parecia ser o fim dos tempos com a frase “tudo o que é sólido desmancha no ar”. O que diria sobre nossa época em que o próprio ar se desmancha, inundado por dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e sei lá mais o quê? 

[...]

“Tinha que ser geral”, sugere meu velho pai, “com Biden, Merkel, China, ONU, com tudo: cinco anos sem inventarem nada. Nada. PQP: que saudades da secretária eletrônica.” 

(PRATA, Antonio. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/2021/11/ saudades-da-secretaria-eletronica.shtml. Acesso em: 30 mar. 2022. Adapt.)
Assinale a alternativa cuja sentença resume a ideia central do texto. 
Alternativas
Q1925504 Português
Selecione a opção que apresenta o texto mais adequado a um anúncio que pretende atingir um grupo social jovem:
Alternativas
Q1925500 Português
Analise o emprego da expressão “Na verdade”, no texto transcrito abaixo, e marque a opção que CONDIZ com seu uso: 
Busto romano perdido é vendido em brechó pelo equivalente a R$ 180 Após comprar a peça, uma colecionadora de arte do Texas percebeu que a estátua parecia antiga e gasta – até descobrir que o busto, na verdade, tinha dois mil anos
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/busto-romano-perdido-e-vendido-em-brechopor-180-reais/. Acesso em: 22/05/2022)
Alternativas
Q1925498 Português

Leia o texto abaixo e responda.


Por que cérebro dos humanos há 3 mil anos era maior que o nosso 

Por BBC

(https://g1.globo.com/ciência/. Acesso em 22/05/2022)


  Nossa civilização moderna pode ser a mais avançada que já existiu na Terra, mas nossos ancestrais tinham cérebros maiores que os nossos cerca de 100 gerações atrás.

  Alguns milhares de anos atrás, os seres humanos atingiram um marco na sua história, quando começaram a surgir as primeiras civilizações complexas conhecidas. Em muitos aspectos, as pessoas que andavam e se reuniam nas primeiras cidades do mundo teriam sido parecidas com os moradores das cidades atuais. Mas, daquela época até hoje, os cérebros humanos se encolheram, ainda que levemente.

  O volume médio perdido seria mais ou menos equivalente a quatro bolas de tênis de mesa, segundo Jeremy DeSilva, antropólogo da Faculdade Dartmouth, nos Estados Unidos. E, segundo análises de fósseis cranianos publicadas por ele e seus colegas em 2021, essa redução começou há apenas 3 mil anos.

  “É muito mais recente do que prevíamos”, afirma DeSilva. “Esperávamos algo mais próximo de 30 mil anos.”

  A agricultura surgiu entre 5 e 10 mil anos atrás, mas existem evidências de que o cultivo de plantas pode ter começado até 23 mil anos atrás. E logo se seguiu a expansão das civilizações, repletas de arquitetura e máquinas.

  A escrita surgiu inicialmente mais ou menos na mesma época. Mas por que, durante essa era de extraordinário desenvolvimento tecnológico, os cérebros humanos começaram a diminuir de tamanho?

  Essa pergunta tem deixado os pesquisadores coçando a cabeça. E também levanta questões sobre o que o tamanho do cérebro realmente revela sobre a inteligência dos animais ou sua capacidade cognitiva em geral.

É CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q1925406 Português

Instrução: leia o texto abaixo e responda a questão, relativas a ele. 


O poder e a superioridade moral da rabiçaca


Xico Sá

1 abr. 2022


    Ainda impressionado com a cena do Oscar — o tabefe do ator Will Smith na cara do humorista Chris Rock —, lembrei um gesto de superioridade moral que tem a marca do povo do Nordeste. Trato, óbvio, da rabiçaca (admite-se também a grafia rabissaca), aquela clássica atitude de desprezo com direito a virada brusca no corpo e uma sacodida de cabeça sob medida, de preferência com um efeito especial na cabeleira. [...]

    A rabiçaca é a solução, caro Will, embora entenda que a vida possa sair um pouco do roteiro, acontece. A rabiçaca é um gesto tão nobre que foge à alçada do cancelamento. Não há lei que a enquadre, é inimputável.

    Nem o muxoxo, aquele estalo com a língua e os lábios, supera a rabiçaca. Vai bem nos personagens de Machado de Assis, mas anda um pouco datado, coisa de época. A rabiçaca segue atualíssima ̶ a cantora maranhense Pabllo é mestra nessa arte.

    Por mais que o muxoxo contenha desprezo e desdém, não tem a carga dramática da rabiçaca. Deixemos esse gesto antigo reservado às humilhações sofridas pelo pobre Brás Cubas. Tabefe, tapa ou soco, jamais. No máximo um croque, um cascudo, uns bolos na palmatória, como fazia dona Heroína, minha primeira professora.

    O problema do tapa, Chris Rock, nem é o tapa em si, é o barulho. O estalo é que humilha, assegurava Nelson Rodrigues, autoridade teatral por excelência. Outro cara do ramo, o amigo Gregório Duvivier, também escreveu, na Folha, um belo tratado sobre o assunto, incluindo o poder da bifa e suas variantes. Recomendo a leitura.

    A rabiçaca, porém, é a melhor vingança. Falo como vítima. A última que dei, ainda era um jovem cabeludo e hippie no clube Titãs de Nova Olinda. Agora não tenho mais condições, rabiçaca de careca ninguém liga, ninguém leva a sério, perde muito em matéria de potência e dramaticidade.

(SÁ, Xico. Disponível em: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/xicosa/o-poder-e-a-superioridade-moral-da-rabicaca-1.3211652. Acesso em: 01 abr. 2022. Adapt.)

Analise esta passagem.
“[...] aquela clássica atitude de desprezo com direito a virada brusca no corpo e uma sacodida de cabeça sob medida, de preferência com um efeito especial na cabeleira.”
É CORRETO afirmar que essa passagem se organiza predominantemente por
Alternativas
Q1925404 Português

Instrução: leia o texto abaixo e responda a questão, relativas a ele. 


O poder e a superioridade moral da rabiçaca


Xico Sá

1 abr. 2022


    Ainda impressionado com a cena do Oscar — o tabefe do ator Will Smith na cara do humorista Chris Rock —, lembrei um gesto de superioridade moral que tem a marca do povo do Nordeste. Trato, óbvio, da rabiçaca (admite-se também a grafia rabissaca), aquela clássica atitude de desprezo com direito a virada brusca no corpo e uma sacodida de cabeça sob medida, de preferência com um efeito especial na cabeleira. [...]

    A rabiçaca é a solução, caro Will, embora entenda que a vida possa sair um pouco do roteiro, acontece. A rabiçaca é um gesto tão nobre que foge à alçada do cancelamento. Não há lei que a enquadre, é inimputável.

    Nem o muxoxo, aquele estalo com a língua e os lábios, supera a rabiçaca. Vai bem nos personagens de Machado de Assis, mas anda um pouco datado, coisa de época. A rabiçaca segue atualíssima ̶ a cantora maranhense Pabllo é mestra nessa arte.

    Por mais que o muxoxo contenha desprezo e desdém, não tem a carga dramática da rabiçaca. Deixemos esse gesto antigo reservado às humilhações sofridas pelo pobre Brás Cubas. Tabefe, tapa ou soco, jamais. No máximo um croque, um cascudo, uns bolos na palmatória, como fazia dona Heroína, minha primeira professora.

    O problema do tapa, Chris Rock, nem é o tapa em si, é o barulho. O estalo é que humilha, assegurava Nelson Rodrigues, autoridade teatral por excelência. Outro cara do ramo, o amigo Gregório Duvivier, também escreveu, na Folha, um belo tratado sobre o assunto, incluindo o poder da bifa e suas variantes. Recomendo a leitura.

    A rabiçaca, porém, é a melhor vingança. Falo como vítima. A última que dei, ainda era um jovem cabeludo e hippie no clube Titãs de Nova Olinda. Agora não tenho mais condições, rabiçaca de careca ninguém liga, ninguém leva a sério, perde muito em matéria de potência e dramaticidade.

(SÁ, Xico. Disponível em: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/xicosa/o-poder-e-a-superioridade-moral-da-rabicaca-1.3211652. Acesso em: 01 abr. 2022. Adapt.)

Assinale a alternativa que apresenta, entre os parênteses, interpretação CORRETA sobre a passagem do texto. 
Alternativas
Q1925403 Português

Instrução: leia o texto abaixo e responda a questão, relativas a ele. 


O poder e a superioridade moral da rabiçaca


Xico Sá

1 abr. 2022


    Ainda impressionado com a cena do Oscar — o tabefe do ator Will Smith na cara do humorista Chris Rock —, lembrei um gesto de superioridade moral que tem a marca do povo do Nordeste. Trato, óbvio, da rabiçaca (admite-se também a grafia rabissaca), aquela clássica atitude de desprezo com direito a virada brusca no corpo e uma sacodida de cabeça sob medida, de preferência com um efeito especial na cabeleira. [...]

    A rabiçaca é a solução, caro Will, embora entenda que a vida possa sair um pouco do roteiro, acontece. A rabiçaca é um gesto tão nobre que foge à alçada do cancelamento. Não há lei que a enquadre, é inimputável.

    Nem o muxoxo, aquele estalo com a língua e os lábios, supera a rabiçaca. Vai bem nos personagens de Machado de Assis, mas anda um pouco datado, coisa de época. A rabiçaca segue atualíssima ̶ a cantora maranhense Pabllo é mestra nessa arte.

    Por mais que o muxoxo contenha desprezo e desdém, não tem a carga dramática da rabiçaca. Deixemos esse gesto antigo reservado às humilhações sofridas pelo pobre Brás Cubas. Tabefe, tapa ou soco, jamais. No máximo um croque, um cascudo, uns bolos na palmatória, como fazia dona Heroína, minha primeira professora.

    O problema do tapa, Chris Rock, nem é o tapa em si, é o barulho. O estalo é que humilha, assegurava Nelson Rodrigues, autoridade teatral por excelência. Outro cara do ramo, o amigo Gregório Duvivier, também escreveu, na Folha, um belo tratado sobre o assunto, incluindo o poder da bifa e suas variantes. Recomendo a leitura.

    A rabiçaca, porém, é a melhor vingança. Falo como vítima. A última que dei, ainda era um jovem cabeludo e hippie no clube Titãs de Nova Olinda. Agora não tenho mais condições, rabiçaca de careca ninguém liga, ninguém leva a sério, perde muito em matéria de potência e dramaticidade.

(SÁ, Xico. Disponível em: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/xicosa/o-poder-e-a-superioridade-moral-da-rabicaca-1.3211652. Acesso em: 01 abr. 2022. Adapt.)

De acordo com a leitura do texto, é CORRETO afirmar que seu objetivo é
Alternativas
Q1925203 Português
Texto-base para a questão.


[...]

     A princípio, a Língua Portuguesa era voltada para o ensino da gramática normativa, com treinamentos de escrita de redação. Assim, em cada momento ao longo da história do ensino da Língua Portuguesa, “o modo de conceber a linguagem também passou por mudanças e isso resultou em três concepções que estão presentes ainda hoje no modo de conceber o ensino da língua” (OLIVEIRA, 2013, p. 21). Geraldi (2011) apresenta essas concepções, sendo elas: a) concepção de linguagem como expressão do pensamento, b) concepção de linguagem como instrumento de comunicação e c) concepção interacionista de linguagem.

      Com relação à linguagem como expressão do pensamento, segundo Geraldi, “[...] essa concepção ilumina, basicamente, os estudos tradicionais. Se concebemos a linguagem como tal, somos levados a afirmações – correntes – de que pessoas que não conseguem se expressar não pensam” (GERALDI, 2011, p. 41).

    Percebe-se, pelas palavras do autor, que quem concebe a linguagem a partir dessa perspectiva não considera a presença do interlocutor, pois a fala/escrita é caracterizada como um ato individual e, dessa forma, não há nenhuma referência a questões sociais que influenciam a linguagem.

    Já a segunda concepção, a linguagem como instrumento de comunicação, “está ligada à teoria da comunicação e vê a língua como um código (conjunto de signos que se combinam segundo regras) capaz de transmitir ao receptor certa mensagem” (GERALDI, 2011, p. 41). Para essa concepção, a linguagem é considerada, apenas, do ponto de vista do locutor, não havendo, portanto, a relação com o outro. O outro é visto somente como um receptor passivo da mensagem do locutor. Não é considerado, dessa forma, o caráter social da língua.

      A terceira concepção, a linguagem como forma de interação,

          [...] mais do que possibilitar uma transmissão de informações de um emissor a um receptor, a linguagem é
vista como um lugar de interação humana. Por meio dela, o sujeito que fala prática ações que não
conseguiria levar a cabo, a não ser falando; com ela o falante age sobre o ouvinte, constituindo
compromissos e vínculos que não preexistam à fala (GERALDI, 2011, p. 41). 
        

     Nessa concepção, considera-se que os seres humanos interagem socialmente mediados pela linguagem, organizando as suas relações sociodiscursivas. Os sujeitos passam a ser vistos como construtores sociais, haja vista que é por meio das interações, ou seja, dos diálogos, que há trocas de experiências e de conhecimentos.

[...]
[Fonte: CASCAVEL. Secretaria Municipal de Educação. Currículo para rede pública municipal de ensino de Cascavel - Volume 1: Educação Infantil. Cascavel: SEMED, 2020. p. 265-266. (com alterações)]
Assinale a alternativa CORRETA, considerando o conteúdo do texto. 
Alternativas
Q1925063 Português

O célebre Rui Barbosa é autor da seguinte frase: “A lei da precipitação é a lei do atropelo e do ataranto, a lei do descuido e do desazo, a lei da fancaria e da aventura, a lei da inconsciência e da mediocridade.”


Na construção desse pensamento, Rui Barbosa seguiu um conjunto de princípios estruturais, entre os quais se inclui: 

Alternativas
Q1925062 Português

Observe o pequeno texto narrativo:


“João e Maria conheceram-se numa festa de aniversário de um amigo comum. Consideraram-se apaixonados desde esse primeiro momento; casaram-se pouco tempo depois e hoje estão separados, mas com dois filhos lindos.”


O final dessa narrativa mostra: 

Alternativas
Q1925061 Português

Observe o seguinte segmento: “É preciso ser racional no estudo das questões ambientais. Ou então uma usina vai deixar de ser construída porque há morcegos na caverna.”


O autor dessa frase argumentativa tem como argumento: 

Alternativas
Q1925059 Português

“Como já dizia Millôr Fernandes ‘Devagar se vai ao longe, mas quando se chega lá não se encontra mais ninguém’, desacreditando alguns ditados populares, que, na verdade, não são veículos de sabedoria.”


Nesse caso, a citação de Millôr: 

Alternativas
Q1925058 Português

Einstein comentou certa vez: “Estranha época a nossa, quando é mais fácil desintegrar o átomo que vencer um preconceito”.


Sobre essa frase, a afirmação adequada é:

Alternativas
Q1925056 Português

Veja agora dois segmentos que abordam a temática dos jogos eletrônicos:


Texto 1 – Os jogos eletrônicos são hoje muito variados. Certamente eles não contribuem para o desenvolvimento motor da criança, mas eles a familiarizam, sob um modo lúdico, com a tecnologia moderna.


Texto 2 – Os jogos eletrônicos familiarizam a criança com a tecnologia moderna. Certamente, os tipos de jogos são variados. Entretanto existem outros jogos que exercitam o corpo.


Sobre a construção desses segmentos, a afirmação correta é:

Alternativas
Respostas
22421: E
22422: D
22423: A
22424: D
22425: C
22426: A
22427: C
22428: E
22429: E
22430: B
22431: C
22432: D
22433: C
22434: D
22435: A
22436: D
22437: C
22438: B
22439: A
22440: D