Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1948556 Português

Considerando a tipologia do texto, as ideias nele expressas e seus aspectos linguísticos, julgue o item.



De acordo com o texto, o investimento em tecnologia de ponta nas indústrias é vantajoso dado, entre outros proveitos, o alto índice de faturamento e lucratividade.

Alternativas
Q1948555 Português
Considerando a tipologia do texto, as ideias nele expressas e seus aspectos linguísticos, julgue o item.

O objetivo principal do texto, estruturado em forma dissertativa, é informar o público leitor da eficácia cada vez maior da indústria 4.0 brasileira, garantida pelo alto investimento em digitalização e automação nos últimos anos. 
Alternativas
Q1948515 Português

Microplásticos são detectados no sangue humano pela primeira vez e podem se alojar em órgãos 


     O plástico que polui todo o planeta agora já se encontra também em nosso corpo: uma pesquisa realizada por cientistas holandeses detectou pela primeira vez a presença de microplásticos no sangue humano. Publicado em 2022, o estudo trabalhou com uma amostra reduzida, analisando o sangue de 22 doadores saudáveis, anônimos e voluntários, e detectou a presença de microplásticos em 17 dos pacientes, resultado equivalente a 80% das amostras testadas. Esse material já havia sido encontrado anteriormente nas fezes e em órgãos humanos, mas nunca – até então – havia aparecido na corrente sanguínea. O estudo foi publicado na revista científica Environment International.

  “Pela primeira vez, conseguimos detectar e quantificar”, afirmou Dick Vethaak, ecotoxicologista da Universidade Livre de Amsterdã, referindo-se aos microplásticos no sangue humano. “Esta é a prova de que temos plásticos em nosso corpo – e não deveríamos. Ao passo que não sabemos onde ele vai parar em nosso corpo, se pode ser eliminado ou fica retido em certos órgãos, acumulando-se”, afirmou o cientista e um dos líderes da pesquisa. Vethaak acrescentou que serão necessárias novas e maiores pesquisas para determinar com precisão o impacto da descoberta sobre nossa saúde.

    O estudo foi realizado pela Organização Holandesa para Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde, em parceria com a ONG ambiental britânica Common Seas, que trabalha pela redução do uso de material plástico, e mostrou que metade dos casos apresentou vestígios de polietileno tereftalato, mais conhecido como PET e como um dos materiais plásticos mais utilizados no mundo – e mais poluentes. 

     Segundo o estudo, a origem dos microplásticos encontrados no sangue pode ser os produtos de higiene e cosméticos que utilizam o material em suas fórmulas, mas também alimentos, água ou até mesmo pelo ar. “É cientificamente provável que partículas de plástico possam ser transportadas para órgãos por meio do sistema sanguíneo”, afirmam os autores do estudo. Apesar de a amostra ser pequena e a concentração encontrada ser baixa, para especialistas ligadas à ONG, os resultados são robustos e relevantes, e novas pesquisas com o tema são urgentes.

(Fonte: Hypeness - adaptado.)
De acordo com o texto, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q1948426 Português

Letra de médico


Na farmácia, presencio uma cena curiosa, mas não rara: balconista e cliente tentam, inutilmente, decifrar o nome de um medicamento na receita médica. Depois de várias hipóteses acabam desistindo. O resignado senhor que porta a receita diz que vai telefonar ao seu médico e voltará mais tarde. "Letra de doutor", suspira o balconista, com compreensível resignação. Letra de médico já se tornou sinônimo de hieróglifo, de coisa indecifrável.


Um fato tanto mais intrigante quando se considera que os médicos, afinal, passaram pelas mesmas escolas que outros profissionais liberais. Exercício da caligrafia é uma coisa que saiu de moda, mas todo aluno sabe que precisa escrever legivelmente, quando mais não seja, para conquistar a boa vontade dos professores. A letra dos médicos, portanto, é produto de uma evolução, de uma transformação. Mas que fatores estariam em jogo atrás dessa transformação?


Que eu saiba, o assunto ainda não foi objeto de uma tese de doutorado, mas podemos tentar algumas explicações. A primeira, mais óbvia (e mais ressentida), atribui os garranchos médicos a um mecanismo de poder. Doutor não precisa se fazer entender: são os outros, os seres humanos comuns, que precisam se familiarizar com a caligrafia médica. Quando os doutores se tornarem mais humildes, sua letra ficará mais legível.


Pode ser isso, mas acho que não é só isso. Há outros componentes: a urgência, por exemplo. Um doutor que atende dezenas de pacientes num movimentado ambulatório de hospital não pode mesmo caprichar na letra. Receita é uma coisa que ele precisa fornecer - nenhum paciente se considerará atendido se não levar uma receita. A receita satisfaz a voracidade de nossa cultura pelo remédio, e está envolta numa aura mística: é como se o doutor, através dela, acompanhasse o paciente. Mágica ou não, a receita é, muitas vezes, fornecida às pressas; daí a ilegibilidade.


Há um terceiro aspecto, mais obscuro e delicado. É a relação ambivalente do médico com aquilo que ele receita - a sua dúvida quanto à eficácia (para o paciente, indiscutível) dos medicamentos. Uma dúvida que cresce com o tempo, mas que é sinal de sabedoria. Os velhos doutores sabem que a luta contra a doença não se apoia em certezas, mas sim em tentativas: "dans la médicine comme dans l'amour, ni jamais, ni toujours", diziam os respeitados clínicos franceses: na medicina e no amor, "sempre" e "nunca" são palavras proibidas. Daí a dúvida, daí a ansiedade da dúvida, da qual o doutor se livra pela escrita rápida. E pouco legível.


[...]


SCLIAR, Moacyr. A face oculta ? inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2001. [adaptado]

O texto traz suposições acerca dos motivos pelos quais a caligrafia dos médicos seria fruto de uma evolução (ou transformação). Sobre essas teorias, assinale a alternativa que encontra embasamento no texto: 
Alternativas
Q1948425 Português

Letra de médico


Na farmácia, presencio uma cena curiosa, mas não rara: balconista e cliente tentam, inutilmente, decifrar o nome de um medicamento na receita médica. Depois de várias hipóteses acabam desistindo. O resignado senhor que porta a receita diz que vai telefonar ao seu médico e voltará mais tarde. "Letra de doutor", suspira o balconista, com compreensível resignação. Letra de médico já se tornou sinônimo de hieróglifo, de coisa indecifrável.


Um fato tanto mais intrigante quando se considera que os médicos, afinal, passaram pelas mesmas escolas que outros profissionais liberais. Exercício da caligrafia é uma coisa que saiu de moda, mas todo aluno sabe que precisa escrever legivelmente, quando mais não seja, para conquistar a boa vontade dos professores. A letra dos médicos, portanto, é produto de uma evolução, de uma transformação. Mas que fatores estariam em jogo atrás dessa transformação?


Que eu saiba, o assunto ainda não foi objeto de uma tese de doutorado, mas podemos tentar algumas explicações. A primeira, mais óbvia (e mais ressentida), atribui os garranchos médicos a um mecanismo de poder. Doutor não precisa se fazer entender: são os outros, os seres humanos comuns, que precisam se familiarizar com a caligrafia médica. Quando os doutores se tornarem mais humildes, sua letra ficará mais legível.


Pode ser isso, mas acho que não é só isso. Há outros componentes: a urgência, por exemplo. Um doutor que atende dezenas de pacientes num movimentado ambulatório de hospital não pode mesmo caprichar na letra. Receita é uma coisa que ele precisa fornecer - nenhum paciente se considerará atendido se não levar uma receita. A receita satisfaz a voracidade de nossa cultura pelo remédio, e está envolta numa aura mística: é como se o doutor, através dela, acompanhasse o paciente. Mágica ou não, a receita é, muitas vezes, fornecida às pressas; daí a ilegibilidade.


Há um terceiro aspecto, mais obscuro e delicado. É a relação ambivalente do médico com aquilo que ele receita - a sua dúvida quanto à eficácia (para o paciente, indiscutível) dos medicamentos. Uma dúvida que cresce com o tempo, mas que é sinal de sabedoria. Os velhos doutores sabem que a luta contra a doença não se apoia em certezas, mas sim em tentativas: "dans la médicine comme dans l'amour, ni jamais, ni toujours", diziam os respeitados clínicos franceses: na medicina e no amor, "sempre" e "nunca" são palavras proibidas. Daí a dúvida, daí a ansiedade da dúvida, da qual o doutor se livra pela escrita rápida. E pouco legível.


[...]


SCLIAR, Moacyr. A face oculta ? inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2001. [adaptado]

O autor do texto, ao presenciar cliente e balconista da farmácia tentando compreender o que o médico escrevera na receita, constata que:
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Q1948345 Português

Como a atualização do iOS mudará seu smartphone


A Apple afirmou uma mudança na primeira coisa que alguém vê ao usar um iPhone: a tela de bloqueio. No passado, podia-se modificar apenas o papel de parede. Mas, com o iOS 16, o usuário do iPhone personaliza a tela, escolhendo entre diferentes fontes e cores para o relógio. Além disso, pode fixar "widgets", que são essencialmente atalhos para aplicativos como calendário e monitor de dados de fitness, na tela de bloqueio. Essas personalizações nos ajudam a adaptar o telefone ao nosso estilo de vida. Considere que o novo software permitirá ao usuário uma série de telas de bloqueio personalizadas para diferentes cenários.


Por exemplo, uma tela de bloqueio para o trabalho pode mostrar um papel de parede do seu prédio de escritório e conter um widget de calendário com sua próxima reunião. A tela para suas coisas particulares pode mostrar um papel de parede do seu cão e um widget de exercício. A ideia é que as pessoas alternem entre telas de bloqueio para acomodar melhor suas necessidades ao longo do dia.


A pandemia acelerou o pagamento de compras com o celular, porque muita gente optou pela modalidade sem contato para evitar tocar em dinheiro. A Apple tem uma opção robusta de pagamentos eletrônicos há mais de cinco anos com seu software Wallet para iPhone, que permite que as pessoas façam compras com cartão de crédito e carreguem documentos importantes como cartão de embarque e dados de saúde.


(Disponível em: Como a atualização do iOS e do Android vai mudar seu smartphone (msn.com). Adaptado.)

Assinale a opção CORRETA.
Alternativas
Q1947924 Português

Texto CB1A1-II


    A Amazônia vive uma situação de distorção e desequilíbrio em relação ao restante do Brasil. Por meio de suas usinas hidrelétricas, a região gera a importante fatia de 26% da energia elétrica consumida em todo o território nacional, mas, na Amazônia Legal, há 1 milhão de pessoas que não podem contar com luz — o fornecimento de energia ocorre em apenas algumas horas do dia, por meio de geradores. Outros 3 milhões de habitantes da região estão fora do Sistema Interligado Nacional (SIN), que coordena e controla a produção e transmissão de energia elétrica e conecta usinas e consumidores. O fornecimento de energia a essa população é feito por usinas termelétricas a óleo diesel.

     Amanda Schutze, coordenadora de avaliação de política pública da Climate Policy Initiative, organização focada em políticas ambientais e mudança climática, considera o SIN “magnífico” porque garante luz para o consumidor final ao gerenciar o transporte de eletricidade de um ponto com condições de ceder energia a outro que, por exemplo, enfrente problemas de racionamento em decorrência de períodos de seca.

     Ao mesmo tempo, o sistema apresenta, na Amazônia Legal, uma grave distorção, visto que populações que vivem próximo de usinas hidrelétricas da região “não estão usufruindo dessa geração de energia, mas pessoas, como nós, no Sudeste, sim. Esta é uma caracterização de dois diferentes Brasis”, afirma a coordenadora.

     O Projeto de Lei n.º 4.248/2020 estabelece o prazo de até o ano de 2025 para a universalização da energia elétrica nas regiões remotas da Amazônia. O texto do projeto, que está na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia, recebeu parecer favorável do relator da comissão. Ainda não foi feita a votação.

Internet:<www.bbc.com> (com adaptações).

Assinale a opção correta, referente ao texto CB1A1-II.
Alternativas
Q1947923 Português

Texto CB1A1-II


    A Amazônia vive uma situação de distorção e desequilíbrio em relação ao restante do Brasil. Por meio de suas usinas hidrelétricas, a região gera a importante fatia de 26% da energia elétrica consumida em todo o território nacional, mas, na Amazônia Legal, há 1 milhão de pessoas que não podem contar com luz — o fornecimento de energia ocorre em apenas algumas horas do dia, por meio de geradores. Outros 3 milhões de habitantes da região estão fora do Sistema Interligado Nacional (SIN), que coordena e controla a produção e transmissão de energia elétrica e conecta usinas e consumidores. O fornecimento de energia a essa população é feito por usinas termelétricas a óleo diesel.

     Amanda Schutze, coordenadora de avaliação de política pública da Climate Policy Initiative, organização focada em políticas ambientais e mudança climática, considera o SIN “magnífico” porque garante luz para o consumidor final ao gerenciar o transporte de eletricidade de um ponto com condições de ceder energia a outro que, por exemplo, enfrente problemas de racionamento em decorrência de períodos de seca.

     Ao mesmo tempo, o sistema apresenta, na Amazônia Legal, uma grave distorção, visto que populações que vivem próximo de usinas hidrelétricas da região “não estão usufruindo dessa geração de energia, mas pessoas, como nós, no Sudeste, sim. Esta é uma caracterização de dois diferentes Brasis”, afirma a coordenadora.

     O Projeto de Lei n.º 4.248/2020 estabelece o prazo de até o ano de 2025 para a universalização da energia elétrica nas regiões remotas da Amazônia. O texto do projeto, que está na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia, recebeu parecer favorável do relator da comissão. Ainda não foi feita a votação.

Internet:<www.bbc.com> (com adaptações).

Assinale a opção correta, com base nas ideias do texto CB1A1-II.
Alternativas
Q1947922 Português

Texto CB1A1-II


    A Amazônia vive uma situação de distorção e desequilíbrio em relação ao restante do Brasil. Por meio de suas usinas hidrelétricas, a região gera a importante fatia de 26% da energia elétrica consumida em todo o território nacional, mas, na Amazônia Legal, há 1 milhão de pessoas que não podem contar com luz — o fornecimento de energia ocorre em apenas algumas horas do dia, por meio de geradores. Outros 3 milhões de habitantes da região estão fora do Sistema Interligado Nacional (SIN), que coordena e controla a produção e transmissão de energia elétrica e conecta usinas e consumidores. O fornecimento de energia a essa população é feito por usinas termelétricas a óleo diesel.

     Amanda Schutze, coordenadora de avaliação de política pública da Climate Policy Initiative, organização focada em políticas ambientais e mudança climática, considera o SIN “magnífico” porque garante luz para o consumidor final ao gerenciar o transporte de eletricidade de um ponto com condições de ceder energia a outro que, por exemplo, enfrente problemas de racionamento em decorrência de períodos de seca.

     Ao mesmo tempo, o sistema apresenta, na Amazônia Legal, uma grave distorção, visto que populações que vivem próximo de usinas hidrelétricas da região “não estão usufruindo dessa geração de energia, mas pessoas, como nós, no Sudeste, sim. Esta é uma caracterização de dois diferentes Brasis”, afirma a coordenadora.

     O Projeto de Lei n.º 4.248/2020 estabelece o prazo de até o ano de 2025 para a universalização da energia elétrica nas regiões remotas da Amazônia. O texto do projeto, que está na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia, recebeu parecer favorável do relator da comissão. Ainda não foi feita a votação.

Internet:<www.bbc.com> (com adaptações).

A expressão “Ao mesmo tempo”, que inicia o terceiro parágrafo do texto CB1A1-II, transmite ideia de 
Alternativas
Q1947918 Português

Texto CB1A1-I


    A decisão de atuar em mercados externos é uma escolha estratégica que implica competitividade, condição que exige o melhor potencial das áreas funcionais da empresa, sendo, portanto, fundamental um gerenciamento seguro de todas elas, assim como o investimento em tecnologia, seja para competir no mercado externo, com produtos atualizados tecnologicamente e, no mínimo, compatíveis com a oferta de concorrentes internacionais, seja para modernizar seus processos de produção com o objetivo de aumentar a produtividade e competitividade.

    No comércio internacional, as modalidades de pagamento e a logística são mais complexas que no comércio interno, o que implica aumento do prazo do ciclo de produção, venda e recebimento do pagamento, e demanda maior capital de giro da empresa exportadora para a manutenção desse ciclo.

    Ao pensar em exportação, qualquer empreendedor deve considerar a operação completa — compra da matéria-prima, produção, saída do produto da fábrica, chegada ao consumidor ou usuário final no país de destino — e, ao mesmo tempo, manter ou adequar os serviços que oferece aos clientes no Brasil, mesmo que parte desse trabalho seja terceirizada. Para muitos produtos, não basta encontrar um importador-distribuidor, é necessário definir quem prestará a assistência técnica, a reposição de peças, os serviços pós-venda etc. e como eles serão prestados. Conhecer a legislação e a burocracia do mercado-alvo é também essencial às operações de comércio internacional. A empresa interessada em acessar mercados externos deve ter pessoal próprio capacitado ou contratar assessoria para auxiliá-la na elaboração e na execução de seu projeto de comércio exterior.

Internet: www.sebrae.com.br (com adaptações)

Entende-se da leitura do texto CB1A1-I que
Alternativas
Q1947901 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. 

Dragão da morte: fósseis foram descobertos durante escavação na Argentina

Duas ossadas da maior espécie de pterossauro já encontrada na América do Sul, intitulada 'Thanatosdrakon amaru' ou, em grego, "dragão da morte", foram descobertas na província de Mendoza, na Argentina. Os fósseis de dois pterossauros da família 'azhdarchids', que viveram no período Cretáceo, entre 46 milhões e 66 milhões de anos atrás, foram desenterrados durante as obras para realização de um projeto de construção civil na região da formação geológica de Plottier.

Os pterossauros eram répteis voadores do período Mesozoico, e as ossadas encontradas são de animais que mediam cerca de 7 e 9 metros de comprimento. De acordo com o estudo publicado na revista Cretaceous Research, os fósseis estavam em estados diferentes de conservação; um deles completo com ossos dos braços, pés e vértebras dorsais, e outro com apenas fragmentos dos dedos do pé, pelve, fêmur e antebraço.

"Os azhdarchids eram conhecidos por seus crânios muito grandes - às vezes, maiores que seus corpos - bem como seus pescoços hiperalongados e corpos curtos e robustos", contou Leonardo D. Ortiz David, principal autor do estudo. Os paleontólogos envolvidos na expedição concluíram que os dois dragões da morte morreram juntos há cerca de 86 milhões de anos, e um deles era mais jovem que o outro, mas não é possível concluir se pertenciam à mesma família.

"Desde o início, dois fatos nos chamaram a atenção: o primeiro foi o tamanho dos restos mortais e sua preservação em três dimensões, uma condição incomum nesse grupo de vertebrados; o segundo foi a quantidade de ossos encontrados no local, já que pterossauros gigantes são conhecidos apenas de restos fragmentários", comentou David. As ossadas foram enviadas para o Laboratório e Museu de Dinossauros da Universidade Nacional de Cuyo, em Mendoza, onde moldes dos ossos foram produzidos para serem colocados em exposição, preservando os fósseis descobertos.


(Disponível em: Dragão da morte: fósseis foram descobertos durante escavação na Argentina (msn.com). Adaptado.)
Assinale a opção CORRETA.
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Q1947861 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Aminoácido promete retardar envelhecimento e fortalecer imunidade de cães e gatos

Taurina é um aminoácido essencial para os cães e gatos. No organismo, ela é encontrada em diferentes tecidos e órgãos, auxiliando diretamente no fortalecimento do coração e dando suporte ao fluxo sanguíneo saudável, além de possuir efeito antioxidante nas membranas celulares e atrasar o envelhecimento. "Ao contrário dos cães, gatos não possuem a capacidade de sintetizar a taurina de forma suficiente para a demanda metabólica. Portanto, adicioná-la aos alimentos dos gatos é de suma importância", explica a médica veterinária Mayara Baller, da Nutrição e Saúde Animal.

Na natureza, a taurina está presente somente em alimentos de origem animal, como carne e aves, especialmente vísceras, como fígado, coração e rim, frutos do mar e ovos. No entanto, é difícil obter a quantidade diária recomendada apenas com a dieta. E, por se tratar de um nutriente essencial, principalmente para gatos, a suplementação desse aminoácido encontra sua forma sintética no mercado, geralmente bastante utilizado pela indústria na fabricação de rações.

"Observamos que a humanização de pets leva tutores a proporcionar experiências alimentares diversas para os seus animais. Essas dietas, geralmente, são produzidas pelos tutores em casa, sendo caseiras ou mix - alimento caseiro com ração - e dificilmente acompanhadas por um profissional, médico veterinário ou zootecnista. Aí, mora o grande perigo: será que essas dietas atendem às necessidades nutricionais de cada animal, em cada fase de vida? Sozinhas, na grande maioria das vezes, essas refeições não são suficientes, gerando deficiência de determinados nutrientes, como a taurina", alerta a especialista da Nutrição e Saúde Animal.

A deficiência de taurina no organismo causa uma série de problemas, entre eles: disfunção imunológica, perda de audição, degeneração da retina central, e também, cardiomiopatia dilatada, doença degenerativa do músculo cardíaco.

As dietas desbalanceadas estão entre as principais causas para essa carência. Segundo a especialista, é importante que o tutor, responsável pela alimentação do animal, ofereça refeições completas, além de providenciar suplementação adequada de acordo com as exigências nutricionais relacionadas à idade e à raça.

"Se você acredita que usa uma dieta com proporções entre fontes de origem animal e vegetal, sem levar em consideração as necessidades nutricionais dos animais, você comete um grande erro. Este erro prejudica a saúde do seu pet. Por isso, é importante sempre estar atento aos rótulos dos produtos oferecidos. Certifique-se de que ali estão os nutrientes necessários, além de sempre consultar um profissional da área", complementa.

(Disponível em: Aminoácido promete retardar envelhecimento e fortalecer imunidade de cães e gatos (msn.com). Adaptado.)
Assinale a opção CORRETA.
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Q1947711 Português
Leia o texto para responder a questão.

Quanto custa carregar um carro elétrico?

Por Paulo Amaral

   Como cada empresa fornecedora de energia cobra uma tarifa diferente no Brasil, vamos adotar como padrão o valor do kilowatt/hora praticado em São Paulo em fevereiro de 2022 pela Enel: R$ 1,304, com impostos inclusos. Também para efeitos de padronização, o carro será o elétrico mais vendido do Brasil em 2021, o Nissan Leaf.   
     Capacidade da bateria
    Antes de mais nada, para saber quanto custa carregar um carro elétrico em casa é necessário se informar sobre qual a capacidade da bateria do modelo que você tem na garagem — algo que, convenhamos, normalmente você sabe desde que comprou o veículo. Para quem não tem um carro elétrico, mas está pensando em comprar um, a informação é preciosa. O Nissan Leaf, por exemplo, tem uma bateria de 40 kWh.
     Autonomia do carro
    Outro ponto fundamental para entender o quanto custa carregar um carro elétrico é saber qual a autonomia dele. Ou seja: quantos quilômetros ele vai rodar por carga completa. Quanto mais ele rodar, menos vezes você terá que carregar e, consequentemente, menos irá gastar. O Nissan Leaf tem autonomia de 270 quilômetros em seu ciclo WLTP, padronizado pela União Europeia e adotado na maior parte dos países do mundo como referência, inclusive no Brasil. Então nossas contas serão baseadas nele.
     Potência do carregador
  Existem diversos tipos de carregadores, mas, mais uma vez para efeitos de padronização, faremos o cálculo de quanto custa carregar um carro elétrico em casa com base na potência de um dos mais comuns, que é vendido tanto pela Nissan como por outras marcas. O carregador em questão fornece capacidade de carga de 7 kWh. Portanto, para carregar completamente a bateria de um Nissan Leaf, que é de 40 kWh, seriam necessárias 6 horas (arredondando, pois é um pouco menos, na verdade) com o carro plugado à fonte de energia.
    Matemática pura
    Agora chegou a hora de pegar a calculadora e seguir com as contas. Sabendo que a bateria é de 40 kWh, o carregador de 7 kWh e o tempo de carga completa de aproximadamente 6 horas, qual custo isso gerará ao dono do carro a cada ciclo? Vamos usar a boa e velha matemática para saber o consumo equivalente entre carros elétricos e a combustão. O primeiro passo é saber qual o gasto do Nissan Leaf a cada 100 quilômetros e, a partir daí, encontrar o valor exato de kWh que ele gasta a cada carga. A regra de três é simples: 40 kWh (capacidade da bateria)/x = 270 km (autonomia total) /100. Isso significa que “x” é igual a 4.000 / 270, que resulta em um gasto de 14,81 kWh a cada 100 quilômetros rodados. Agora ficou fácil, né? Se 14,81 kWh é o gasto a cada 100 quilômetros, em 270km, que é a autonomia total, o gasto em kWh é de 39,98 kWh. Como cada kWh em São Paulo custa R$ 1,304, o custo por carregar um Nissan Leaf e rodar 270km é de R$ 52,13. Vale lembrar que o litro da gasolina, em média, está na casa dos R$ 6 na capital paulista. Como um carro similar ao Nissan Leaf tem tanque com capacidade de 50 litros, o custo de abastecimento seria de R$ 300 por tanque, quase seis vezes maior do que o dono de um carro elétrico gasta.
     Carregadores públicos e ultrarrápidos
    Para finalizar, faltou abordar as opções para quem tem carro elétrico, mas não quer (ou não gosta) de carregar o veículo na rede da própria residência. Para você que se encaixa neste perfil, há opções disponíveis e um cenário animador pela frente. Alguns dos principais shoppings e supermercados da cidade de São Paulo (e de outras cidades do Brasil) contam com uma rede de carregadores públicos, mais potentes do que os instalados nas residências, mas que ainda exigem um bom tempo para fazer a carga completa do carro. Nesses casos, o único gasto do cliente será com o estacionamento, que normalmente é cobrado após um certo período de permanência no local. A gratuidade dos centros comerciais em relação ao uso dos carregadores elétricos, na verdade, não é “bondade”. Ela é praticada porque a legislação brasileira, ao menos por enquanto, não permite que empresas, exceto as fornecedoras de energia (como a Enel) cobrem qualquer tipo de taxa. Há projetos, no entanto, para que a regulamentação seja alterada em breve. Há também, ainda de forma embrionária, estações de carregamento ultrarrápido disponíveis. A Movida, locadora de veículos, por exemplo, fechou uma parceria com a Nissan e a Zletric e inaugurou, na Marginal Tietê, uma estação que conta com 11 carregadores rápidos e ultrarrápidos. Apesar de a recarga também ser gratuita, por lá ela é exclusiva para clientes da locadora ou para proprietários do Nissan Leaf. Estes poderão carregar o carro em apenas 40 minutos, e sem gastar um único centavo.

Disponível em https://canaltech.com.br/carros/quanto-custa-carregar-um-carroeletrico-209077/
De acordo com o texto, quais quesitos devem ser considerados para calcular quanto custa carregar um carro elétrico?
Alternativas
Q1947172 Português

Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.

Em qualquer trabalho físico, até no mais mecânico e degradado, existe um mínimo de atividade intelectual criadora.

Todos os homens são intelectuais – pode-se dizer; mas nem todos os homens têm na sociedade a função de intelectuais. Não se pode separar homo faber do homo sapiens.

Todo homem, fora de sua profissão, exerce alguma atividade intelectual, é um “filósofo”, um artista, um homem de gosto, participa de uma concepção de mundo, tem uma linha de conduta moral: contribui para manter ou para modificar uma concepção do mundo, isto é, para suscitar novos modos de pensar. 

(Antonio Gramsci – Os intelectuais e a organização da cultura.)

*homo faber = é a fase em que o homem possui capacidade de fabricar utensílios, com os quais se torna capaz de transformar a natureza.

*homo sapiens = é quando o homem passa a conhecer a realidade, a ter consciência do mundo e de si mesmo.

Observe as afirmativas abaixo.
I – No trabalho mais rudimentar apenas existe a atividade física.
II – Todos os homens deveriam ter profissões em que expusessem sua atividade intelectual.
III – O homo sapiens contém o homo faber, pois aquele é evolução deste.
IV – Fora de sua atividade, todo homem contribui para novos pensamentos que podem gerar contribuições sociais.
V – A atividade intelectual sempre existirá em qualquer tipo de trabalho, pequena que seja.
As opções que estão de acordo com o texto são:
Alternativas
Q1947130 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto está citado na questão. 



Tomando-se por base tão somente o expresso pelo texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q1947120 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.




Analise as seguintes afirmações e a relação proposta entre elas, com base estritamente no que é explicitado pelo texto:

I. Um Sistema de Gestão de Energia implementado dentro das diretrizes da ISO 50001 traz ganho também para instalações comerciais.
PORQUE
II. Suas certificações de qualidade fornecem meios para a implementação e o monitoramento permanente de técnicas para a otimização de processos.

A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q1947065 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bilionários

Fernando Schüler

No auge da brabeza global pela compra do Twitter, por Erlon Musk, li um curioso argumento, dito por um ativista de redes sociais. Segundo ele, toda vez que Musk fica mais rico, a humanidade ficaria mais pobre. Na sua cabeça, a riqueza global deve ser como uma espécie de bolo gigante, de modo que, se algum guloso pega um naco muito grande para si, sobra menos para os demais. Uma deputada resolveu ser mais direta: bilionários “nem deveriam existir”, disse ela. Me caiu os butiá dos bolso*, como se diz lá no Sul. O que o sujeito faria, exatamente, se abrisse uma empresa e ela começasse a crescer? Se, vendendo sua participação, outros ficassem bilionários? Por que ele continuaria investindo e fazendo negócios? Por esporte? Desconfio que não ia funcionar.

Há uma enorme confusão aí sobre como se gera valor e como alguém se torna um bilionário, em uma economia de mercado. O bilionário que eu mais ajudo a ser um bilionário é Jeff Bezos. Não compro ações, mas livros, em sua loja virtual. Eu poderia comprar ali na livraria do bairro, que segura as pontas como pode, mas acabo não me dando ao trabalho. Às vezes penso que estou sendo egoísta fazendo isso. Em todo caso, ao menos no que me diz respeito, a teoria daquele ativista não funciona. A cada vez que eu compro um livro lá, Bezos fica mais rico e eu de bem com a vida.

Há quem ache que exista uma “aristocracia global”, transmitindo sua fortuna de geração em geração. De fato, há muita gente que herda sua fortuna. Não vejo problema nisso. Há os que investem ainda mais, geram ainda mais riqueza, e outros torram tudo. Me lembro das histórias de pessoa gastando até o último centavo e batendo as botas sem um vintém, num hotel de luxo. Há os que ganham pelo casamento, como a ex-mulher do Bezos, Mackenzie Scott, que se tornou uma das mais ativas filantropas do planeta. Semanas atrás, doou 27 milhões de reais à ONG brasileira Gerando Falcões, focada em criar oportunidades para jovens de menor renda.

A primeira coisa interessante a discutir sobre os bilionários é sobre como foi obtido o dinheiro. Se o sujeito cria uma empresa inovadora, oferecendo algo que melhore a vida das pessoas, temos mais é que contar a sua história em nossas escolas e inspirar mais jovens nessa direção. Foi o que fez Pedro Franceschi, guri carioca de 25 anos que criou uma fintech** inovadora, de cartões de crédito. E este ano consta lá da lista dos mais ricos, da Forbes, com 1,5 bilhão. Vai fazer o que com Pedro? Pedir a ele que devolva meio bilhão? Pedir para ele se aposentar? De minha parte, acho o oposto. É bom que ele exista, e que o seu sucesso sirva de exemplo. Ideias inovadoras fazem o mundo andar para a frente. 

O que realmente deveríamos combater é a riqueza obtida da fraude, dos privilégios criados para alguns.

O que realmente deveríamos fazer é mudar o disco. Em vez do ranço contra quem inova e gera valor, perder o sono com o que se passa na base da pirâmide. Perguntar como é possível, em pleno 2022, que um quarto da população viva em situação de pobreza ou extrema pobreza e que ensinemos menos de 5% do que nossos alunos deveriam saber de matemática, nas redes públicas, no fim do ensino médio, depois imaginando que eles terão boas chances no mercado de trabalho.

É preciso olhar para a frente, em vez de tomar, todo santo dia, o veneno das velhas ideias.

(Revista Veja, 11 de maio de 2022. Adaptado)

* Me caiu os butiá dos bolso = expressão regionalista típica do Rio Grande do Sul. Usa-se para dizer que a pessoa está impressionada, assustada.
** fintech = termo que surgiu da união das palavras “financial” e “technology” = tecnologia e inovação aplicadas na solução de serviços financeiros.

Nas passagens – ... Mackenzie Scott, que se tornou uma das mais ativas filantropas do planeta. (3º parágrafo) e Em vez do ranço contra quem inova... (6º parágrafo) –, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q1947063 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bilionários

Fernando Schüler

No auge da brabeza global pela compra do Twitter, por Erlon Musk, li um curioso argumento, dito por um ativista de redes sociais. Segundo ele, toda vez que Musk fica mais rico, a humanidade ficaria mais pobre. Na sua cabeça, a riqueza global deve ser como uma espécie de bolo gigante, de modo que, se algum guloso pega um naco muito grande para si, sobra menos para os demais. Uma deputada resolveu ser mais direta: bilionários “nem deveriam existir”, disse ela. Me caiu os butiá dos bolso*, como se diz lá no Sul. O que o sujeito faria, exatamente, se abrisse uma empresa e ela começasse a crescer? Se, vendendo sua participação, outros ficassem bilionários? Por que ele continuaria investindo e fazendo negócios? Por esporte? Desconfio que não ia funcionar.

Há uma enorme confusão aí sobre como se gera valor e como alguém se torna um bilionário, em uma economia de mercado. O bilionário que eu mais ajudo a ser um bilionário é Jeff Bezos. Não compro ações, mas livros, em sua loja virtual. Eu poderia comprar ali na livraria do bairro, que segura as pontas como pode, mas acabo não me dando ao trabalho. Às vezes penso que estou sendo egoísta fazendo isso. Em todo caso, ao menos no que me diz respeito, a teoria daquele ativista não funciona. A cada vez que eu compro um livro lá, Bezos fica mais rico e eu de bem com a vida.

Há quem ache que exista uma “aristocracia global”, transmitindo sua fortuna de geração em geração. De fato, há muita gente que herda sua fortuna. Não vejo problema nisso. Há os que investem ainda mais, geram ainda mais riqueza, e outros torram tudo. Me lembro das histórias de pessoa gastando até o último centavo e batendo as botas sem um vintém, num hotel de luxo. Há os que ganham pelo casamento, como a ex-mulher do Bezos, Mackenzie Scott, que se tornou uma das mais ativas filantropas do planeta. Semanas atrás, doou 27 milhões de reais à ONG brasileira Gerando Falcões, focada em criar oportunidades para jovens de menor renda.

A primeira coisa interessante a discutir sobre os bilionários é sobre como foi obtido o dinheiro. Se o sujeito cria uma empresa inovadora, oferecendo algo que melhore a vida das pessoas, temos mais é que contar a sua história em nossas escolas e inspirar mais jovens nessa direção. Foi o que fez Pedro Franceschi, guri carioca de 25 anos que criou uma fintech** inovadora, de cartões de crédito. E este ano consta lá da lista dos mais ricos, da Forbes, com 1,5 bilhão. Vai fazer o que com Pedro? Pedir a ele que devolva meio bilhão? Pedir para ele se aposentar? De minha parte, acho o oposto. É bom que ele exista, e que o seu sucesso sirva de exemplo. Ideias inovadoras fazem o mundo andar para a frente. 

O que realmente deveríamos combater é a riqueza obtida da fraude, dos privilégios criados para alguns.

O que realmente deveríamos fazer é mudar o disco. Em vez do ranço contra quem inova e gera valor, perder o sono com o que se passa na base da pirâmide. Perguntar como é possível, em pleno 2022, que um quarto da população viva em situação de pobreza ou extrema pobreza e que ensinemos menos de 5% do que nossos alunos deveriam saber de matemática, nas redes públicas, no fim do ensino médio, depois imaginando que eles terão boas chances no mercado de trabalho.

É preciso olhar para a frente, em vez de tomar, todo santo dia, o veneno das velhas ideias.

(Revista Veja, 11 de maio de 2022. Adaptado)

* Me caiu os butiá dos bolso = expressão regionalista típica do Rio Grande do Sul. Usa-se para dizer que a pessoa está impressionada, assustada.
** fintech = termo que surgiu da união das palavras “financial” e “technology” = tecnologia e inovação aplicadas na solução de serviços financeiros.

De acordo com Fernando Schüler,
Alternativas
Q1947062 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bilionários

Fernando Schüler

No auge da brabeza global pela compra do Twitter, por Erlon Musk, li um curioso argumento, dito por um ativista de redes sociais. Segundo ele, toda vez que Musk fica mais rico, a humanidade ficaria mais pobre. Na sua cabeça, a riqueza global deve ser como uma espécie de bolo gigante, de modo que, se algum guloso pega um naco muito grande para si, sobra menos para os demais. Uma deputada resolveu ser mais direta: bilionários “nem deveriam existir”, disse ela. Me caiu os butiá dos bolso*, como se diz lá no Sul. O que o sujeito faria, exatamente, se abrisse uma empresa e ela começasse a crescer? Se, vendendo sua participação, outros ficassem bilionários? Por que ele continuaria investindo e fazendo negócios? Por esporte? Desconfio que não ia funcionar.

Há uma enorme confusão aí sobre como se gera valor e como alguém se torna um bilionário, em uma economia de mercado. O bilionário que eu mais ajudo a ser um bilionário é Jeff Bezos. Não compro ações, mas livros, em sua loja virtual. Eu poderia comprar ali na livraria do bairro, que segura as pontas como pode, mas acabo não me dando ao trabalho. Às vezes penso que estou sendo egoísta fazendo isso. Em todo caso, ao menos no que me diz respeito, a teoria daquele ativista não funciona. A cada vez que eu compro um livro lá, Bezos fica mais rico e eu de bem com a vida.

Há quem ache que exista uma “aristocracia global”, transmitindo sua fortuna de geração em geração. De fato, há muita gente que herda sua fortuna. Não vejo problema nisso. Há os que investem ainda mais, geram ainda mais riqueza, e outros torram tudo. Me lembro das histórias de pessoa gastando até o último centavo e batendo as botas sem um vintém, num hotel de luxo. Há os que ganham pelo casamento, como a ex-mulher do Bezos, Mackenzie Scott, que se tornou uma das mais ativas filantropas do planeta. Semanas atrás, doou 27 milhões de reais à ONG brasileira Gerando Falcões, focada em criar oportunidades para jovens de menor renda.

A primeira coisa interessante a discutir sobre os bilionários é sobre como foi obtido o dinheiro. Se o sujeito cria uma empresa inovadora, oferecendo algo que melhore a vida das pessoas, temos mais é que contar a sua história em nossas escolas e inspirar mais jovens nessa direção. Foi o que fez Pedro Franceschi, guri carioca de 25 anos que criou uma fintech** inovadora, de cartões de crédito. E este ano consta lá da lista dos mais ricos, da Forbes, com 1,5 bilhão. Vai fazer o que com Pedro? Pedir a ele que devolva meio bilhão? Pedir para ele se aposentar? De minha parte, acho o oposto. É bom que ele exista, e que o seu sucesso sirva de exemplo. Ideias inovadoras fazem o mundo andar para a frente. 

O que realmente deveríamos combater é a riqueza obtida da fraude, dos privilégios criados para alguns.

O que realmente deveríamos fazer é mudar o disco. Em vez do ranço contra quem inova e gera valor, perder o sono com o que se passa na base da pirâmide. Perguntar como é possível, em pleno 2022, que um quarto da população viva em situação de pobreza ou extrema pobreza e que ensinemos menos de 5% do que nossos alunos deveriam saber de matemática, nas redes públicas, no fim do ensino médio, depois imaginando que eles terão boas chances no mercado de trabalho.

É preciso olhar para a frente, em vez de tomar, todo santo dia, o veneno das velhas ideias.

(Revista Veja, 11 de maio de 2022. Adaptado)

* Me caiu os butiá dos bolso = expressão regionalista típica do Rio Grande do Sul. Usa-se para dizer que a pessoa está impressionada, assustada.
** fintech = termo que surgiu da união das palavras “financial” e “technology” = tecnologia e inovação aplicadas na solução de serviços financeiros.

O autor da reportagem
Alternativas
Respostas
22381: C
22382: C
22383: E
22384: B
22385: C
22386: B
22387: D
22388: D
22389: B
22390: B
22391: A
22392: A
22393: C
22394: C
22395: C
22396: A
22397: C
22398: A
22399: B
22400: C