Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Papos
— Me disseram...
— Disseram-me.
— Hein?
— O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
— Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”?
— O quê?
— Digo-te que você...
— O “te” e o “você” não combinam.
— Lhe digo?
— Também não. O que você ia me dizer?
— Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. [...]
— Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
— O quê?
— O mato.
— Que mato?
— Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem? Pois esqueça-o e para-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
— Se você prefere falar errado...
— Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
VERISSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001 (adaptado).
Nesse texto, o uso da norma-padrão defendido por um dos personagens torna-se inadequado em razão do(a)
Disponível em: www.portaldapropaganda.com.br. Acesso em: 29 out. 2013 (adaptado).
Para convencer o público-alvo sobre a necessidade de um trânsito mais seguro, essa peça publicitária apela para o(a)
TEXTO I
Disponível em: https://amigodobicho.wordpress.com. Acesso em: 10 dez. 2017.
TEXTO II
Nas ruas, na cidade e no parque
Ninguém nunca prendeu o Delegado. O vaivém de rua em rua e sua longa vida são relembrados e recontados. Exemplo de sobrevivência, liderança, inteligência canina, desde pequenininho seu focinho negro e seus olhos delineados desenharam um mapa mental olfativo-visual de Lavras. Corria de quem precisava correr e se aproximava de quem não lhe faria mal, distinguia este daquele. Assim, tornou-se um cão comunitário. Nunca se soube por que escolheu a rua, talvez lhe tenham feito mal dentro de quatro paredes. Idoso, teve câncer e desapareceu. O querido foi procurado pela cidade inteira por duas protetoras, mas nunca encontrado.
COSTA, A. R. N. Viver o amor aos cães: Parque Francisco de Assis. Carmo do Cachoeira: Irdin, 2014 (adaptado).
Os dois textos abordam a temática de animais de rua, porém, em relação ao Texto I, o Texto II
Texto para as questões de 17 e 18.
TEXTO 3
Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/108956466629/amanh%C3%A3-voltaremos-%C3%A0-folhinha-o-primeiro-texto-da Acesso em 15FEV2022.
O que gera humor no texto 3?
Texto para as questões de 17 e 18.
TEXTO 3
Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/108956466629/amanh%C3%A3-voltaremos-%C3%A0-folhinha-o-primeiro-texto-da Acesso em 15FEV2022.
No segundo quadrinho, no texto 3, pode-se inferir que:
Texto para as questões de 13 a 16.
TEXTO 2
Paciência
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
À vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não
A vida não para não.
Letra de Lenine/ Dudu Falcão - álbum : Na pressão /1999.
TEXTO 1
s
Atalhos
s
Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se nos momentos de afeto, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho.
s
MEDEIROS, Martha. Atalhos, 2004.{adaptado)
Em relação aos textos I e II, é correto afirmar que:
Texto para as questões de 01 a 12.
s
TEXTO 1
s
Atalhos
s
Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se nos momentos de afeto, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho.
s
MEDEIROS, Martha. Atalhos, 2004.{adaptado)
Assinale a opção em que o fragmento retirado do texto corrobora a ideia presente no título “Atalhos”.
Texto para as questões de 01 a 12.
s
TEXTO 1
s
Atalhos
s
Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se nos momentos de afeto, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho.
s
MEDEIROS, Martha. Atalhos, 2004.{adaptado)
Assinale a opção em que a autora demonstra interação direta com o leitor.
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 8.
Inaugurada no Theatro Municipal de São Paulo, em 13 de fevereiro de 1922, a Semana de Arte Moderna chega a seu centenário num momento em que a cultura e valores estimados pelos modernistas, como a diversidade, a liberdade e a educação, são alvos frequentes de ataques retrógrados.
A semana foi organizada por um grupo de artistas e escritores que vinha se articulando em torno de ideias e planos de renovação do ambiente artístico e cultural. A São Paulo na qual viviam era uma cidade emergente, que experimentava uma notável aceleração de sua economia sob o impulso da abundante riqueza do café.
Prefigurava-se naqueles tempos a formação de uma metrópole industrial que estaria destinada, na visão de sua elite, e, também, dos jovens modernistas, a exercer um papel modernizante na esfera nacional, não apenas como polo econômico, mas também cultural.
Comemorava-se em 1922 o centenário da Independência, e o festival modernista que reuniu nomes como Anita Malfatti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Heitor Villa-Lobos e Di Cavalcanti era uma oportunidade de lançar da capital paulista uma plataforma para o futuro.
Há, naturalmente, muitos aspectos a questionar no movimento modernista de São Paulo, desde episódios das biografias de seus participantes a temas polêmicos ligados à sua atuação pública. Não há dúvida, contudo, de que a aventura modernista tinha, em suas sementes, um projeto de país progressista. Neste projeto, a diversidade racial, a potência da natureza e a extraordinária riqueza cultural se congregavam de maneira estimulante.
(Lições de 22. Folha de São Paulo, 13.02.2022. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão 8.
“... não ‘apenas’ como polo econômico, mas também cultural”.
É correto afirmar que o termo destacado, em seu contexto, possui o sentido de
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 8.
Inaugurada no Theatro Municipal de São Paulo, em 13 de fevereiro de 1922, a Semana de Arte Moderna chega a seu centenário num momento em que a cultura e valores estimados pelos modernistas, como a diversidade, a liberdade e a educação, são alvos frequentes de ataques retrógrados.
A semana foi organizada por um grupo de artistas e escritores que vinha se articulando em torno de ideias e planos de renovação do ambiente artístico e cultural. A São Paulo na qual viviam era uma cidade emergente, que experimentava uma notável aceleração de sua economia sob o impulso da abundante riqueza do café.
Prefigurava-se naqueles tempos a formação de uma metrópole industrial que estaria destinada, na visão de sua elite, e, também, dos jovens modernistas, a exercer um papel modernizante na esfera nacional, não apenas como polo econômico, mas também cultural.
Comemorava-se em 1922 o centenário da Independência, e o festival modernista que reuniu nomes como Anita Malfatti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Heitor Villa-Lobos e Di Cavalcanti era uma oportunidade de lançar da capital paulista uma plataforma para o futuro.
Há, naturalmente, muitos aspectos a questionar no movimento modernista de São Paulo, desde episódios das biografias de seus participantes a temas polêmicos ligados à sua atuação pública. Não há dúvida, contudo, de que a aventura modernista tinha, em suas sementes, um projeto de país progressista. Neste projeto, a diversidade racial, a potência da natureza e a extraordinária riqueza cultural se congregavam de maneira estimulante.
(Lições de 22. Folha de São Paulo, 13.02.2022. Adaptado).
Assinale a alternativa cuja frase emprega palavra com sentido figurado.
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 8.
Inaugurada no Theatro Municipal de São Paulo, em 13 de fevereiro de 1922, a Semana de Arte Moderna chega a seu centenário num momento em que a cultura e valores estimados pelos modernistas, como a diversidade, a liberdade e a educação, são alvos frequentes de ataques retrógrados.
A semana foi organizada por um grupo de artistas e escritores que vinha se articulando em torno de ideias e planos de renovação do ambiente artístico e cultural. A São Paulo na qual viviam era uma cidade emergente, que experimentava uma notável aceleração de sua economia sob o impulso da abundante riqueza do café.
Prefigurava-se naqueles tempos a formação de uma metrópole industrial que estaria destinada, na visão de sua elite, e, também, dos jovens modernistas, a exercer um papel modernizante na esfera nacional, não apenas como polo econômico, mas também cultural.
Comemorava-se em 1922 o centenário da Independência, e o festival modernista que reuniu nomes como Anita Malfatti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Heitor Villa-Lobos e Di Cavalcanti era uma oportunidade de lançar da capital paulista uma plataforma para o futuro.
Há, naturalmente, muitos aspectos a questionar no movimento modernista de São Paulo, desde episódios das biografias de seus participantes a temas polêmicos ligados à sua atuação pública. Não há dúvida, contudo, de que a aventura modernista tinha, em suas sementes, um projeto de país progressista. Neste projeto, a diversidade racial, a potência da natureza e a extraordinária riqueza cultural se congregavam de maneira estimulante.
(Lições de 22. Folha de São Paulo, 13.02.2022. Adaptado).
Sobre a cidade de São Paulo em 1922, é correto afirmar que
O texto abaixo é base para responder às questões de 6 a 10:
Texto 02
Aprenda a identificar phishings e não caia mais em golpes
Reconhecer os novos contos do vigário pode impedir que criminosos tenham acesso a informações como senhas bancárias e dados de cartões de crédito.
Um e-mail que surge repentinamente na caixa de entrada, de um remetente desconhecido, com um endereço eletrônico sem sentido e uma mensagem duvidosa. Esta é a descrição de um phishing.
Golpes que se aproveitam do infinito mar de possibilidades chamado internet, os phishings, literalmente pescam dados de usuários desatentos, que caem no conto do vigário virtual.
A pesca, neste caso, é sinônimo de roubo. Os crackers, através de e-mails, persuadem o internauta a acreditar que ganhou viagens, prêmios ou que precisa recadastrar senhas para não perder contas.
Diferente de outros golpes, os phishings não trazem anexos. Do e-mail, o usuário é levado a clicar em um link. O objetivo do cracker é um só: roubar informações pessoais do usuário e utilizá-las ilegalmente.
Inspirado no inglês “fishing”, que significa pescar, a prática ilegal compete aos crackers a mesma função dos pescadores, que jogam a isca para conseguir o máximo de peixes.
[...]
Transferida para a internet, a modalidade de golpe recebeu o batismo “phish" em 1996, por um grupo de hackers, o alt.2600. A inspiração veio do roubo de contas e scams de senhas de usuários da America Online. As contas com informações roubadas foram apelidadas de “phish", O termo, um ano depois, já constava no dicionário de linguagem cracker.
[...]
O principal alvo de phishings são instituições financeiras, com 84% dos ataques. No Brasil, a técnica é líder entre os crackers para fazer vítimas.
"Os bancos brasileiros sofrem com phishings mais que os de outros países”, conta Paulo Vendramini, gerente de engenharia de sistemas da Symantec, que explica que as instituições não liberam dados específicos sobre a quantidade de ataques.
Mensagens complicadas e longas, jamais. Os criminosos utilizam textos simples para disseminar phishings. “O e-mail é também chamativo para que se clique rapidamente no link”, explica Vendramini.
Avisados que usuários evitam abrir anexos (especialmente de desconhecidos), os crackers driblam este alerta através do envio de um link, geralmente com um endereço que parece confiável, como o de um banco ou de outra organização séria.
[...]
Se eles são tão espertos, como identificar estas fraudes? “É cada vez mais imperceptível, mas às vezes acontece de ter erros de português”, revela Vendramini. “O principal erro das pessoas é não prestar atenção aos detalhes”, diz o engenheiro. Por impulso, o usuário abre um link que parece inofensivo e cai na armadilha.
As dicas do especialista, para não cair no golpe, são simples: não abrir e-mails de desconhecidos, prestar muita atenção ao texto, que pode conter erros de português e observar a URL para saber se o site indicado é o mesmo de destino. [...]
Por Lygia de Luca, repórter do IDG Now! Disponível em https://pcworld.com.br/idgnoticia2007-06-185231719438/.
No texto, o autor afirma que os phishings são:
I - golpes que se aproveitam do infinito mar de possibilidades chamado internet.
II - diferentes de outros golpes, pois não trazem anexos,
III - inspirados no roubo de contas e scams de senhas de usuários da America Online.
IV - o principal alvo de pessoas que se descuidam da segurança no uso da internet.
Estão CORRETAS as afirmativas:
O texto abaixo é base para responder às questões de 1 a 4:
Texto 01
Modelo de alfabetização do Ceará melhorou aprendizagem de alunos em situação vulnerável, aponta pesquisa
1----------Um estudo desenvolvido por um conjunto de pesquisadores brasileiros, chilenos e franceses mostrou que
2----a implementação do Programa de Aprendizagem na Idade Certa (Paic), desenvolvido no Ceará, reduziu
3----desigualdades, aumentou o nível de aprendizagem e ampliou a equidade educacional de alunos em situação
4----de vulnerabilidade social no Estado em relação ao Brasil e ao Nordeste, entre 2011 e 2017. O mesmo
5----aconteceu com Fortaleza, em comparação com a situação de outras capitais da região.
6----------“Essa pesquisa previu verificar se, no Estado do Ceará, o fenômeno da redução da desigualdade social e
7----da ampliação da equidade educacional se estendia também para os territórios de vulnerabilidade social, e a
8----pesquisa mostrou que sim. [...] Isso é muito relevante para a sociologia da educação porque é muito difícil
9----você gerar a ampliação de equidade educacional em ambientes de vulnerabilidade social”, avalia Vanda
10---Mendes, coordenadora do projeto.
11
12---------Formação de professores
13---------Um dos aspectos do Paic que mais chamaram a atenção de três pesquisadores franceses, responsáveis
14---por estudar a dimensão 5 da pesquisa que trata da formação dos professores, foi a continuidade das ações
15---voltadas para que estes profissionais sejam capacitados de forma constante e vigilante por parte do poder
16---público local.
17---------"Enquanto na França houve uma diminuição no tempo de formação do professor, o Paic dedica bastante
18---tempo nessa formação que ajuda o professor a fazer uma vigilância, ter um olhar sobre o que o aluno está
19---compreendendo, como ele está aprendendo e o que se deve fazer para ele aprender. A política educacional
20---francesa não possui os aspectos que garantem ao Paic seus resultados: continuidade, visão sistêmica,
21---atenção aos processos e apoio aos agentes implementadores nos diversos contextos", avaliou Sylvain
22---Broccolichi.
23---------O pesquisador francês afirma que o modelo implementado no Ceará tem um olhar aprofundado no papel
24---do educador que permite identificar as particularidades, tanto de professores como de estudantes, fazendo
25---com que haja redução da desigualdade.
26---------"No Paic há essa preocupação no sentido de fazer com que pessoas compreendam o que precisa ser feito.
27---O Paic tem esse olhar para ver o que está dando certo o que não está para pensar em mudanças e que tenta
28---entender as particularidades de cada professor e aluno. Outra coisa que nos chamou bastante atenção foi a
29---elevação da performance dos alunos e a redução das desigualdades", enfatiza.
30
31---------Desafios para adoção do modelo na França
32---------A adoção de uma política pública similar ao modelo observado no Paic parece estar longe de ser uma
33---realidade na França, de acordo com o professor Broccolichi.
34---------"Eu adoraria que uma política como essa fosse implementada na França. Porém, no momento não vejo
35---possibilidade de adoção desse modelo de política na França, onde cada vez que muda o governo há
36---mudanças que geram distúrbios na escola e nos professores. Aqui [na França] você tem uma tradição política
37---muito diferente da que encontramos no Ceará. Esse cuidado da compreensão dos problemas, da avaliação
38---da situação para poder gerar mudanças, refletir para orientar as políticas, tudo isso é uma cultura bastante
39---diferente do que vemos na França hoje," afirmou.
40---------Pare ele, seria necessário romper com as tradições francesas no que diz respeito à política e à transição
41---de governos.
Disponível em: <https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2021/10/06/modelo-de-alfabetizacao>. Acesso em: 06 out. 2021. (Reduzido e com adaptações).
Conforme o texto, são resultados do Programa de Aprendizagem na Idade Certa (Paic), EXCETO:
Leia a estrofe abaixo, extraída do poema “Visão 1944”, de Carlos Drummond de Andrade, e assinale a alternativa que apresenta o tema abordado no poema.
Meus olhos são pequenos para ver
países mutilados como troncos,
proibidos de viver, mas em que a vida
lateja subterrânea e vingadora.
Para responder às questões de 2 a 5, leia o texto abaixo:
Uma das maravilhas do capitalismo industrial e da sociedade de consumo, o Fusca nunca vai acabar. Mesmo fora das linhas de montagem da Volkswagen, seu design continua pulsante e inspirando cópias. A montadora chinesa Great Wall Motors, que, há três meses, anunciou a compra de uma das fábricas da Mercedes-Benz no Brasil, desenvolveu um clone do carro, agora com motor elétrico, que se chama Ballet Cat e começa a ser vendido no mercado asiático. O modelo, apresentado no último Salão de Xangai, foi criticado pela Volkswagen devido à semelhança com seu produto mais emblemático e a empresa estuda tomar medidas judiciais para garantir os direitos sobre suas patentes. Seja como for, no Brasil, a Great Wall já registrou o carro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e deve iniciar sua comercialização em 2023. Será uma espécie de volta triunfal do Fusca, cuja última versão clássica parou de ser produzida no México há 18 anos.
Vicente Vilardaga. Revista IstoÉ. “A reinvenção do Fusca”. 26 de novembro de 2021. Edição nº 2706.
Pode-se afirmar que, na frase no Brasil, a Great Wall já registrou o carro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), tem-se:
O trecho abaixo se trata de um fragmento do poema “Não se mate”, de Carlos Drummond de Andrade. Após a leitura do texto, leia as assertivas:
Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe
o que será.
I. Em linhas gerais, pode-se inferir que o tema abordado no trecho é o amor e suas implicações.
II. Há, no trecho, uma divisão interna, visto que há uma espécie de diálogo entre uma consciência mais emocional e uma mais lúcida.
III. A voz mais lúcida que se apresenta no trecho indica que o amor é uma experiência desordenada e imprevisível.
Pode-se afirmar que:
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.
TEXTO
ADOÇÃO NO BRASIL
A adoção no Brasil é entendida legalmente como uma ferramenta de função social que busca garantir o direito ao desenvolvimento pleno da criança.
O processo de adoção no Brasil passou por diversos momentos diferentes no decorrer do tempo. Em momentos passados, era uma forma de adquirir mão de obra barata. Uma família “adotava” uma criança sob a condição de que, em troca do abrigo e alimento, ela deveria trabalhar cuidando da casa ou de outras crianças mais novas, geralmente filhos legítimos da família. Muita coisa mudou desde então e, embora essa prática ainda persista, a adoção é hoje vista pelos órgãos judiciais como um artifício usado para garantir os direitos da criança e do adolescente de terem acesso a um meio familiar saudável onde disponham de oportunidades de pleno desenvolvimento social, físico, psicológico e educacional.
O jurista e filósofo brasileiro Clóvis Beviláqua (1859-1944) define a adoção como “o ato civil pelo qual alguém aceita um estranho na qualidade de filho”. Nesse sentido, a adoção é vista como uma forma de estabelecimento de laço familiar indissolúvel; assim, aquele que é adotado passa a ter todos os direitos de um filho biológico.
A partir da Constituição de 1988, a adoção passou a ser vista pelo meio jurídico como uma ferramenta de função social, uma forma de proteção aos interesses da criança e do adolescente. A elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) firmou legalmente essa função e, entre suas determinações, estão:
Determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente:
• A adoção é medida excepcional e irrevogável, à qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos de manutenção da criança ou adolescente na família natural ou extensa (…);
• O adotando deve contar com, no máximo, dezoito anos à data do pedido, salvo se já estiver sob a guarda ou tutela dos adotantes;
• A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais;
• A adoção será concedida quando apresentar reais vantagens para a criança ou adolescente em situação de adoção e fundar-se em motivos legítimos;
• O adotante há de ser, pelo menos, dezesseis anos mais velho do que o adotando.
Embora os avanços legais tenham garantido meios para que as crianças e adolescentes que vivem em abrigos e encontram-se em situação de adoção tenham a oportunidade de novamente se tornarem parte de uma família, as filas de pessoas que desejam adotar continuam a crescer. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2015, existiam cerca de 5,6 mil crianças e adolescentes à espera de uma nova família nos lares adotivos espalhados pelo país. Enquanto isso, segundo o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), 33 mil famílias estão cadastradas na fila. Esse estranho fenômeno explica-se ao observarmos que, dessas 5,6 mil crianças e adolescentes, 86% possuem 5 anos ou mais. Ocorre que a grande maioria das famílias que esperam nas filas do CNA exige que a criança a ser adotada seja recém-nascida, saudável e de pele clara, características que apenas 6% das crianças que se encontram nos abrigos possuem.
Desse fato também surge outra importante discussão acerca da legitimidade da adoção por casais homoafetivos. Embora, em 2015, ainda não exista lei formal que aborde o assunto, os tribunais e juízes já garantiram, nos casos em que as análises dos órgãos de assistência social recomendavam a adoção, o direito a esses casais de adotar.
Por: Lucas de Oliveira Rodrigues
https://www.preparaenem.com/sociologia/adocao-no-brasil.htm
Analise as afirmativas a seguir.
I- A adoção tem uma função social, que garante o direito ao desenvolvimento pleno da criança e do adolescente.
II- A adoção ainda é demorada, pois a maioria dos adotantes preferem crianças brancas e maiores de cinco anos.
III- O filho adotivo tem os mesmos direitos do filho biológico, sendo a adoção um processo revogável.
IV- As preferências dos adotantes são consequências da crescente fila de famílias que aguardam uma adoção.
De acordo com o texto, está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
Texto 3 para responder às questões de 8 a 10.
Sons que confortam
1__Eram quatro da manhã quando seu pai sofreu um
colapso cardíaco. Só estavam os três na casa: o pai, a mãe e
ele, um garoto de 13 anos. Chamaram o médico da família.
4 E aguardaram. E aguardaram. E aguardaram.
____Até que o garoto escutou um barulho lá fora. É ele
que conta, hoje, adulto:
7__— Nunca na vida ouvira um som mais lindo, mais
calmante do que os pneus daquele carro amassando as
folhas de outono empilhadas junto ao meio-fio.
10 __Inesquecível, para o menino, foi ouvir o som do carro
11 do médico se aproximando, o homem que salvaria seu pai.
MEDEIROS, Martha. Feliz por nada. São Paulo: L&PM Editores, 2011.
A respeito das informações do texto e das relações entre elas, assinale a alternativa correta.
Texto 2 para responder às questões de 4 a 7.
.
O perigo dos chás emagrecedores
.
1__A promessa de emagrecimento rápido por meio do
consumo de “produtos naturais” faz com que muitas pessoas
comecem a utilizar fórmulas e chás para perder peso. Sem
4 nenhuma prescrição médica ou acompanhamento, acabam
colocando a própria vida em risco.
__Hepatite, dependência química, efeito sanfona,
7 alterações gastrointestinais, cardíacas e renais são alguns
dos problemas relacionados ao uso desses artifícios em
excesso, sem orientação médica ou supervisão profissional.
10__As misturas preparadas para cápsulas e chás são
muito perigosas. Uma fórmula típica de chá ou cápsulas
para emagrecimento contém de 5 a 15 componentes, o que
13 pode causar interação medicamentosa. Além disso, não se
sabe exatamente o conteúdo dos produtos vendidos, seu
princípio ativo ou se a planta é tóxica para o organismo.
16__Sob a capa de serem produtos “naturais”, como se
isso os isentasse de oferecer riscos à saúde, esses produtos
18 misturam diversas substâncias que podem ser nocivas.
MANZINI, Isabelle. Disponível em: <https://drauziovarella.uol.com.br
/alimentacao/o-perigo-dos-chas-emagrecedores/>.
Acesso em: 24 set. 2022, com adaptações.
No trecho “para perder peso” (linha 3), a palavra sublinhada indica ideia de
Texto 2 para responder às questões de 4 a 7.
.
O perigo dos chás emagrecedores
.
1__A promessa de emagrecimento rápido por meio do
consumo de “produtos naturais” faz com que muitas pessoas
comecem a utilizar fórmulas e chás para perder peso. Sem
4 nenhuma prescrição médica ou acompanhamento, acabam
colocando a própria vida em risco.
__Hepatite, dependência química, efeito sanfona,
7 alterações gastrointestinais, cardíacas e renais são alguns
dos problemas relacionados ao uso desses artifícios em
excesso, sem orientação médica ou supervisão profissional.
10__As misturas preparadas para cápsulas e chás são
muito perigosas. Uma fórmula típica de chá ou cápsulas
para emagrecimento contém de 5 a 15 componentes, o que
13 pode causar interação medicamentosa. Além disso, não se
sabe exatamente o conteúdo dos produtos vendidos, seu
princípio ativo ou se a planta é tóxica para o organismo.
16__Sob a capa de serem produtos “naturais”, como se
isso os isentasse de oferecer riscos à saúde, esses produtos
18 misturam diversas substâncias que podem ser nocivas.
MANZINI, Isabelle. Disponível em: <https://drauziovarella.uol.com.br
/alimentacao/o-perigo-dos-chas-emagrecedores/>.
Acesso em: 24 set. 2022, com adaptações.
De acordo com as informações do texto, assinale a alternativa correta.