Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1699704 Português
FUNÇÃO DA COORDENAÇÃO


O gerenciamento das organizações vem-se voltando para o aperfeiçoamento da entidade em meio às necessidades dos usuários e, para tal, o gestor público deve buscar instrumentos de planejamento orientados à manutenção e à melhoria contínua dos serviços e atividades realizados pela organização. Os processos de planejamento constituem uma ferramenta importante para a consolidação das metas e planos de uma entidade.

Planejar é decidir com antecedência o que fazer, como fazêlo, quando fazê-lo, e quem deve fazê-lo. O planejamento cobre o espaço entre onde estamos e para onde queremos ir a fim de torna possível a ocorrência de eventos que não aconteceriam sem um plano previamente elaborado.

O planejamento é um processo intelectual exigente, que requer determinação consciente das alternativas de ação e a fundamentação de decisões em finalidades, conhecimentos e estimativas cuidadosas. Para ser bem sucedido, o planejamento deve contar com o apoio de ferramentas e informações sobre a organização, suas partes interessadas etc.

Uma organização, para sobreviver num ambiente de contínua e rápida evolução, precisa situar-se no contexto em que atua, sabendo identificar as oportunidades e as ameaças que lhe circundam. O aumento do ritmo das mudanças decorrentes de novas tecnologias, novas leis e novas necessidades dos usuários dos serviços torna o processo de planejamento (e de revisão do planejamento) cada vez mais presente nas organizações públicas.

Atualmente, muitos gestores adotam uma nova mentalidade que valoriza a flexibilidade, a velocidade, a inovação, a integração e os desafios que surgem a partir das mutações emergidas nas últimas décadas. Diante dessa realidade, as organizações se deparam com a necessidade de criar uma estrutura de pensamento para planejar suas ações.

Os processos de planejamento podem incluir o uso de diversas ferramentas, como mapas mentais, cronogramas, planilhas de estimativas, técnicas paramétricas, revisão e análise de informações históricas, pesquisas e entrevistas. Também inclui a elaboração de planos de ação, a definição de prioridades, a definição de metas e objetivos e a cooperação de partes interessadas.

Para que o planejamento ocorra, é necessária uma coordenação das partes interessadas nele envolvidas e das informações utilizadas de modo a facilitar a comunicação e o trabalho em equipe para que, ao final, um plano seja concluído e, posteriormente, possa ser posto em prática.

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2LQLxpP (acesso em 07/10/2020). 
Leia o texto 'FUNÇÃO DA COORDENAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. As informações presentes no texto permitem inferir que, para sobreviver num ambiente de contínua e rápida evolução, uma organização precisa situar-se no contexto em que atua, sabendo identificar as oportunidades e as ameaças que lhe circundam. O texto procura deixar claro, ainda, que as novas tecnologias, leis e necessidades dos usuários dos serviços causaram um aumento do ritmo das mudanças que tornou o processo de planejamento (e também de revisão do planejamento) cada vez mais presente nas organizações públicas.

II. O texto leva o leitor a entender que a realização de processos de planejamento constitui a principal causa de aumento de custos fixos nas entidades, contribuindo, ainda, para a redução da disponibilidade média dos colaboradores para a execução do trabalho efetivo de atendimento aos usuários dos serviços.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1699703 Português
FUNÇÃO DA COORDENAÇÃO


O gerenciamento das organizações vem-se voltando para o aperfeiçoamento da entidade em meio às necessidades dos usuários e, para tal, o gestor público deve buscar instrumentos de planejamento orientados à manutenção e à melhoria contínua dos serviços e atividades realizados pela organização. Os processos de planejamento constituem uma ferramenta importante para a consolidação das metas e planos de uma entidade.

Planejar é decidir com antecedência o que fazer, como fazêlo, quando fazê-lo, e quem deve fazê-lo. O planejamento cobre o espaço entre onde estamos e para onde queremos ir a fim de torna possível a ocorrência de eventos que não aconteceriam sem um plano previamente elaborado.

O planejamento é um processo intelectual exigente, que requer determinação consciente das alternativas de ação e a fundamentação de decisões em finalidades, conhecimentos e estimativas cuidadosas. Para ser bem sucedido, o planejamento deve contar com o apoio de ferramentas e informações sobre a organização, suas partes interessadas etc.

Uma organização, para sobreviver num ambiente de contínua e rápida evolução, precisa situar-se no contexto em que atua, sabendo identificar as oportunidades e as ameaças que lhe circundam. O aumento do ritmo das mudanças decorrentes de novas tecnologias, novas leis e novas necessidades dos usuários dos serviços torna o processo de planejamento (e de revisão do planejamento) cada vez mais presente nas organizações públicas.

Atualmente, muitos gestores adotam uma nova mentalidade que valoriza a flexibilidade, a velocidade, a inovação, a integração e os desafios que surgem a partir das mutações emergidas nas últimas décadas. Diante dessa realidade, as organizações se deparam com a necessidade de criar uma estrutura de pensamento para planejar suas ações.

Os processos de planejamento podem incluir o uso de diversas ferramentas, como mapas mentais, cronogramas, planilhas de estimativas, técnicas paramétricas, revisão e análise de informações históricas, pesquisas e entrevistas. Também inclui a elaboração de planos de ação, a definição de prioridades, a definição de metas e objetivos e a cooperação de partes interessadas.

Para que o planejamento ocorra, é necessária uma coordenação das partes interessadas nele envolvidas e das informações utilizadas de modo a facilitar a comunicação e o trabalho em equipe para que, ao final, um plano seja concluído e, posteriormente, possa ser posto em prática.

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2LQLxpP (acesso em 07/10/2020). 
Leia o texto 'FUNÇÃO DA COORDENAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. As informações presentes no texto permitem inferir que, para que o planejamento ocorra, é necessária uma coordenação das partes interessadas nele envolvidas e a criação de barreiras de comunicação entre os integrantes da equipe de trabalho.

II. Após a análise do texto, é possível concluir que, atualmente, muitos gestores adotam uma nova mentalidade que valoriza a inovação, a integração, a flexibilidade, a velocidade e os desafios que surgem a partir das mutações emergidas nas últimas décadas. Diante dessa realidade, as organizações se deparam com a necessidade de criar uma estrutura de pensamento para planejar suas ações, afirma o texto.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1699702 Português
FUNÇÃO DA COORDENAÇÃO


O gerenciamento das organizações vem-se voltando para o aperfeiçoamento da entidade em meio às necessidades dos usuários e, para tal, o gestor público deve buscar instrumentos de planejamento orientados à manutenção e à melhoria contínua dos serviços e atividades realizados pela organização. Os processos de planejamento constituem uma ferramenta importante para a consolidação das metas e planos de uma entidade.

Planejar é decidir com antecedência o que fazer, como fazêlo, quando fazê-lo, e quem deve fazê-lo. O planejamento cobre o espaço entre onde estamos e para onde queremos ir a fim de torna possível a ocorrência de eventos que não aconteceriam sem um plano previamente elaborado.

O planejamento é um processo intelectual exigente, que requer determinação consciente das alternativas de ação e a fundamentação de decisões em finalidades, conhecimentos e estimativas cuidadosas. Para ser bem sucedido, o planejamento deve contar com o apoio de ferramentas e informações sobre a organização, suas partes interessadas etc.

Uma organização, para sobreviver num ambiente de contínua e rápida evolução, precisa situar-se no contexto em que atua, sabendo identificar as oportunidades e as ameaças que lhe circundam. O aumento do ritmo das mudanças decorrentes de novas tecnologias, novas leis e novas necessidades dos usuários dos serviços torna o processo de planejamento (e de revisão do planejamento) cada vez mais presente nas organizações públicas.

Atualmente, muitos gestores adotam uma nova mentalidade que valoriza a flexibilidade, a velocidade, a inovação, a integração e os desafios que surgem a partir das mutações emergidas nas últimas décadas. Diante dessa realidade, as organizações se deparam com a necessidade de criar uma estrutura de pensamento para planejar suas ações.

Os processos de planejamento podem incluir o uso de diversas ferramentas, como mapas mentais, cronogramas, planilhas de estimativas, técnicas paramétricas, revisão e análise de informações históricas, pesquisas e entrevistas. Também inclui a elaboração de planos de ação, a definição de prioridades, a definição de metas e objetivos e a cooperação de partes interessadas.

Para que o planejamento ocorra, é necessária uma coordenação das partes interessadas nele envolvidas e das informações utilizadas de modo a facilitar a comunicação e o trabalho em equipe para que, ao final, um plano seja concluído e, posteriormente, possa ser posto em prática.

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2LQLxpP (acesso em 07/10/2020). 
Leia o texto 'FUNÇÃO DA COORDENAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que o planejamento cobre o espaço entre onde estamos e para onde queremos ir, a fim de inviabilizar a ocorrência de eventos que contribuem para o alcance das metas estabelecidas.

II. Após a análise do texto, é possível inferir que o planejamento é um processo intelectual exigente, que requer a fundamentação de decisões em finalidades, conhecimentos e estimativas cuidadosas e a determinação consciente das alternativas de ação. O texto afirma também que o planejamento deve contar com o apoio de ferramentas e informações sobre a organização, suas partes interessadas etc.

Marque a alternativa CORRETA
Alternativas
Q1699701 Português
FUNÇÃO DA COORDENAÇÃO


O gerenciamento das organizações vem-se voltando para o aperfeiçoamento da entidade em meio às necessidades dos usuários e, para tal, o gestor público deve buscar instrumentos de planejamento orientados à manutenção e à melhoria contínua dos serviços e atividades realizados pela organização. Os processos de planejamento constituem uma ferramenta importante para a consolidação das metas e planos de uma entidade.

Planejar é decidir com antecedência o que fazer, como fazêlo, quando fazê-lo, e quem deve fazê-lo. O planejamento cobre o espaço entre onde estamos e para onde queremos ir a fim de torna possível a ocorrência de eventos que não aconteceriam sem um plano previamente elaborado.

O planejamento é um processo intelectual exigente, que requer determinação consciente das alternativas de ação e a fundamentação de decisões em finalidades, conhecimentos e estimativas cuidadosas. Para ser bem sucedido, o planejamento deve contar com o apoio de ferramentas e informações sobre a organização, suas partes interessadas etc.

Uma organização, para sobreviver num ambiente de contínua e rápida evolução, precisa situar-se no contexto em que atua, sabendo identificar as oportunidades e as ameaças que lhe circundam. O aumento do ritmo das mudanças decorrentes de novas tecnologias, novas leis e novas necessidades dos usuários dos serviços torna o processo de planejamento (e de revisão do planejamento) cada vez mais presente nas organizações públicas.

Atualmente, muitos gestores adotam uma nova mentalidade que valoriza a flexibilidade, a velocidade, a inovação, a integração e os desafios que surgem a partir das mutações emergidas nas últimas décadas. Diante dessa realidade, as organizações se deparam com a necessidade de criar uma estrutura de pensamento para planejar suas ações.

Os processos de planejamento podem incluir o uso de diversas ferramentas, como mapas mentais, cronogramas, planilhas de estimativas, técnicas paramétricas, revisão e análise de informações históricas, pesquisas e entrevistas. Também inclui a elaboração de planos de ação, a definição de prioridades, a definição de metas e objetivos e a cooperação de partes interessadas.

Para que o planejamento ocorra, é necessária uma coordenação das partes interessadas nele envolvidas e das informações utilizadas de modo a facilitar a comunicação e o trabalho em equipe para que, ao final, um plano seja concluído e, posteriormente, possa ser posto em prática.

Adaptado. Fonte: http://bit.ly/2LQLxpP (acesso em 07/10/2020). 
Leia o texto 'FUNÇÃO DA COORDENAÇÃO' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. As informações presentes no texto permitem concluir que os processos de planejamento podem compreender o uso de diversas ferramentas, como os mapas mentais, as técnicas paramétricas, a revisão e a análise de informações históricas, os cronogramas, as planilhas de estimativas, as pesquisas e as entrevistas. O texto também afirma que os processos de planejamento incluem a elaboração de planos de ação, a cooperação de partes interessadas e a definição de metas, objetivos e prioridades.

II. De acordo com as informações do texto, pode-se concluir que o gerenciamento das organizações vem-se voltando para o aperfeiçoamento da entidade em meio às necessidades dos usuários e, para tal, o gestor público deve buscar instrumentos de planejamento orientados à manutenção e à melhoria contínua dos serviços e atividades realizados pela instituição.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1699700 Português
Método PERT


O método PERT (sigla em inglês para Program Evaluation and Review Technique) é muitas vezes acompanhado do método CPM (Critical Path Method, ou Método do Caminho Crítico) e representa uma técnica importante para o gerenciamento do tempo em um projeto. Juntas, as técnicas PERT e CPM foram amplamente utilizadas em diversos setores, desde empreendimentos privados até projetos públicos.

O método PERT permite calcular a duração média de uma atividade baseando-se em três estimativas para o trabalho a ser realizado, denominadas de estimativa otimista (O), pessimista (P) e mais provável (MP). De acordo com o método PERT, a duração de uma atividade é dada pela média ponderada entre essas três estimativas e, no cálculo, duas dessas estimativas possuem peso igual a um, e outra possui um peso igual a quatro.

Um gerente de projetos que domina adequadamente o método PERT resolveu usar essa técnica para estimar a duração média de uma determinada atividade em seu projeto. Atualmente, as informações que esse gerente possui sobre essa atividade são as seguintes: a estimativa mais provável para essa atividade é de 15 dias; a estimativa pessimista é igual a 27 dias; e a estimativa otimista é de 9 dias
Leia o texto 'Método PERT' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. A análise dos dados do texto permite concluir corretamente que a duração média estimada para a atividade descrita no último parágrafo do texto é superior a 17 dias e inferior a 23 dias.

II. Considerando exclusivamente os dados do texto, é correto afirmar que a duração média estimada para a atividade descrita no último parágrafo do texto é igual a 16 dias.

Marque a alternativa CORRETA
Alternativas
Q1699699 Português
Método PERT


O método PERT (sigla em inglês para Program Evaluation and Review Technique) é muitas vezes acompanhado do método CPM (Critical Path Method, ou Método do Caminho Crítico) e representa uma técnica importante para o gerenciamento do tempo em um projeto. Juntas, as técnicas PERT e CPM foram amplamente utilizadas em diversos setores, desde empreendimentos privados até projetos públicos.

O método PERT permite calcular a duração média de uma atividade baseando-se em três estimativas para o trabalho a ser realizado, denominadas de estimativa otimista (O), pessimista (P) e mais provável (MP). De acordo com o método PERT, a duração de uma atividade é dada pela média ponderada entre essas três estimativas e, no cálculo, duas dessas estimativas possuem peso igual a um, e outra possui um peso igual a quatro.

Um gerente de projetos que domina adequadamente o método PERT resolveu usar essa técnica para estimar a duração média de uma determinada atividade em seu projeto. Atualmente, as informações que esse gerente possui sobre essa atividade são as seguintes: a estimativa mais provável para essa atividade é de 15 dias; a estimativa pessimista é igual a 27 dias; e a estimativa otimista é de 9 dias
Leia o texto 'Método PERT' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:

I. A partir dos dados do texto, conclui-se que a duração média estimada para a atividade em questão é superior a 19 dias.

II. De acordo com os dados do texto, pode-se concluir que a duração média estimada para a atividade em questão é inferior a 13 dias, e o desvio padrão é igual a 1 dia.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1699009 Português
Declaração de amor em outdoor
(Carlos Drummond de Andrade)


       Gostei, sim, da ideia daquele publicitário de São Paulo, que concebeu e instalou na rua um outdoor de 24 metros quadrados, contendo uma declaração de amor à sua mulher. Todo mundo, ao passar por lá, ficou sabendo que Bob continua amando Cly, depois de dez anos de casados, e que não abre.
        Julgou-se a princípio que a declaração constituía peça de campanha publicitária, para lançamento de algum produto novo. Nada disso. Era anúncio, realmente, mas de produto antiquíssimo, que não se submete às leis do mercado, não é objeto de incentivos fiscais, não depende de instruções do BNDE, não tem títulos apregoados na Bolsa de Valores e, quer chova, troveja ou faça dia claro, está sempre à disposição de quem quer curti-lo: o amor.
    O namorado Bob quis fazer uma surpresa à sua mulher, no aniversário de casamento, e acabou surpreendendo toda a população que viu o outdoor ou dele tomou conhecimento pela televisão e pelos jornais. Como? Bob não está colocando nenhum barbeador novo, nenhum cigarro sem nicotina mas com sabor de céu, nenhum objeto absolutamente indispensável ao viver moderno da humanidade? Bob não é candidato a deputado? Não pretende vender alguma coisa a seus semelhantes, que se habituaram à conexão cartaz-comércio, e gasta aquele despropósito de espaço para fazer agradinho à sua excelentíssima?
    Então é porque o amor continua existindo de fato, e é gostoso não apenas senti-lo mas também proclamá-lo. Somos forçados a reconhecer que o amor entre duas pessoas continua existindo e até prosperando, pois alguém sentiu necessidade de exprimi-lo, de público, usando o veículo que atinja mais diretamente a direção dos passantes: o painel. Bob poderia ter gravado em cassete a sua expansão lírica e fazê-la ouvir de manhã, quando Cly acordasse; podia gravar uma plaquinha de ouro a título de broche, com a declaração inscrita, e colocá-la junto à xícara de Cly, na hora do café; podia exprimir o número único de um jornal que estampasse apenas juras e pipilos de amor, depositando-o à cabeceira de Cly ou encaminhando-o pelo correio; podia...
    Bob podia fazer mil coisas particulares, deliciosamente íntimas, para conhecimento e uso exclusivo de Cly. Se preferiu tornar público o seu sentimento, foi, em primeiro lugar, devido à sua formação profissional. Se fosse aviador, soltaria no ar uma fumaça com a frase declaratória; homem do mar, pintaria no costado da embarcação os dizeres amorosos; e assim por diante. Sendo publicitário, adotou o processo adequado à transmissão da mensagem: o outdoor.
    Em segundo lugar (ou em primeiro, passando o motivo acima para segundo?), porque sentiu que seu amor a Cly, sendo um caso típico e tradicional de um sentimento que vem desde o começo do mundo e que por isso mesmo corre perigo de parecer banal ou ultrapassado, quando não é mesmo negado por indivíduos que se dispõem a reformar a estrutura da vida, reduzindo-a a um feixe de obrigações e ambições, geradores de conflitos e guerras, em que o dinheiro e o poder assumem a liderança do mundo (puxa, mas este período está mais comprido do que a Belém-Brasília), sentindo isso, Bob achou de bom preceito opor a tantos sinais de desumanização o seu sinal de 24 metros quadrados de ternura. Ternura de homem por mulher, garantia de continuação da espécie, que aqui e ali busca autodestruir-se. Não é lindo?
    Amorosos de gosto mais refinado talvez achassem preferível que os dizeres do outdoor fossem outros. A gíria é efêmera e o amor que dura há dez anos já viu passar muitas e muitas expressões populares. Se, em vez de “Estou contigo e não abro”, o marido feliz copiasse um verso de amor de um dos grandes poetas da língua, ou o inventasse (pois amor põe engenho e arte em quem o sente), o outdoor se tornaria obra digna de tombamento pelo IPHAN, resistindo ao tempo como um dos monumentos do coração, que merecem ser preservados. Bob não pensou nisso, quis a mensagem direta aos transeuntes de hoje, na linguagem do dia. Ainda assim, fez uma bonita coisa. Prova de que o amor continua, em meio a toda sorte de absurdos, violências e marotices políticas e outras, e que nenhum índice de inflação, nenhum terremoto, nenhuma sinistra maquinação é capaz de cassá-lo em face da Terra.

Andrade, Carlos Drummond de. As palavras que ninguém diz / Carlos Drummond de Andrade; seleção Luzia de Maria. – 12ª Ed. – Rio de Janeiro: Record, 2008. 126 p. – (Mineiramente Drummond; Crônica)
As declarações adiante dizem respeito à oralidade, mas uma delas está INCORRETA. Assinale-a:
Alternativas
Q1699008 Português
Declaração de amor em outdoor
(Carlos Drummond de Andrade)


       Gostei, sim, da ideia daquele publicitário de São Paulo, que concebeu e instalou na rua um outdoor de 24 metros quadrados, contendo uma declaração de amor à sua mulher. Todo mundo, ao passar por lá, ficou sabendo que Bob continua amando Cly, depois de dez anos de casados, e que não abre.
        Julgou-se a princípio que a declaração constituía peça de campanha publicitária, para lançamento de algum produto novo. Nada disso. Era anúncio, realmente, mas de produto antiquíssimo, que não se submete às leis do mercado, não é objeto de incentivos fiscais, não depende de instruções do BNDE, não tem títulos apregoados na Bolsa de Valores e, quer chova, troveja ou faça dia claro, está sempre à disposição de quem quer curti-lo: o amor.
    O namorado Bob quis fazer uma surpresa à sua mulher, no aniversário de casamento, e acabou surpreendendo toda a população que viu o outdoor ou dele tomou conhecimento pela televisão e pelos jornais. Como? Bob não está colocando nenhum barbeador novo, nenhum cigarro sem nicotina mas com sabor de céu, nenhum objeto absolutamente indispensável ao viver moderno da humanidade? Bob não é candidato a deputado? Não pretende vender alguma coisa a seus semelhantes, que se habituaram à conexão cartaz-comércio, e gasta aquele despropósito de espaço para fazer agradinho à sua excelentíssima?
    Então é porque o amor continua existindo de fato, e é gostoso não apenas senti-lo mas também proclamá-lo. Somos forçados a reconhecer que o amor entre duas pessoas continua existindo e até prosperando, pois alguém sentiu necessidade de exprimi-lo, de público, usando o veículo que atinja mais diretamente a direção dos passantes: o painel. Bob poderia ter gravado em cassete a sua expansão lírica e fazê-la ouvir de manhã, quando Cly acordasse; podia gravar uma plaquinha de ouro a título de broche, com a declaração inscrita, e colocá-la junto à xícara de Cly, na hora do café; podia exprimir o número único de um jornal que estampasse apenas juras e pipilos de amor, depositando-o à cabeceira de Cly ou encaminhando-o pelo correio; podia...
    Bob podia fazer mil coisas particulares, deliciosamente íntimas, para conhecimento e uso exclusivo de Cly. Se preferiu tornar público o seu sentimento, foi, em primeiro lugar, devido à sua formação profissional. Se fosse aviador, soltaria no ar uma fumaça com a frase declaratória; homem do mar, pintaria no costado da embarcação os dizeres amorosos; e assim por diante. Sendo publicitário, adotou o processo adequado à transmissão da mensagem: o outdoor.
    Em segundo lugar (ou em primeiro, passando o motivo acima para segundo?), porque sentiu que seu amor a Cly, sendo um caso típico e tradicional de um sentimento que vem desde o começo do mundo e que por isso mesmo corre perigo de parecer banal ou ultrapassado, quando não é mesmo negado por indivíduos que se dispõem a reformar a estrutura da vida, reduzindo-a a um feixe de obrigações e ambições, geradores de conflitos e guerras, em que o dinheiro e o poder assumem a liderança do mundo (puxa, mas este período está mais comprido do que a Belém-Brasília), sentindo isso, Bob achou de bom preceito opor a tantos sinais de desumanização o seu sinal de 24 metros quadrados de ternura. Ternura de homem por mulher, garantia de continuação da espécie, que aqui e ali busca autodestruir-se. Não é lindo?
    Amorosos de gosto mais refinado talvez achassem preferível que os dizeres do outdoor fossem outros. A gíria é efêmera e o amor que dura há dez anos já viu passar muitas e muitas expressões populares. Se, em vez de “Estou contigo e não abro”, o marido feliz copiasse um verso de amor de um dos grandes poetas da língua, ou o inventasse (pois amor põe engenho e arte em quem o sente), o outdoor se tornaria obra digna de tombamento pelo IPHAN, resistindo ao tempo como um dos monumentos do coração, que merecem ser preservados. Bob não pensou nisso, quis a mensagem direta aos transeuntes de hoje, na linguagem do dia. Ainda assim, fez uma bonita coisa. Prova de que o amor continua, em meio a toda sorte de absurdos, violências e marotices políticas e outras, e que nenhum índice de inflação, nenhum terremoto, nenhuma sinistra maquinação é capaz de cassá-lo em face da Terra.

Andrade, Carlos Drummond de. As palavras que ninguém diz / Carlos Drummond de Andrade; seleção Luzia de Maria. – 12ª Ed. – Rio de Janeiro: Record, 2008. 126 p. – (Mineiramente Drummond; Crônica)
As sentenças a seguir dizem respeito ao processo da leitura e da escrita, sendo que uma deles está INCORRETA. Aponte-a:
Alternativas
Q1699007 Português
Declaração de amor em outdoor
(Carlos Drummond de Andrade)


       Gostei, sim, da ideia daquele publicitário de São Paulo, que concebeu e instalou na rua um outdoor de 24 metros quadrados, contendo uma declaração de amor à sua mulher. Todo mundo, ao passar por lá, ficou sabendo que Bob continua amando Cly, depois de dez anos de casados, e que não abre.
        Julgou-se a princípio que a declaração constituía peça de campanha publicitária, para lançamento de algum produto novo. Nada disso. Era anúncio, realmente, mas de produto antiquíssimo, que não se submete às leis do mercado, não é objeto de incentivos fiscais, não depende de instruções do BNDE, não tem títulos apregoados na Bolsa de Valores e, quer chova, troveja ou faça dia claro, está sempre à disposição de quem quer curti-lo: o amor.
    O namorado Bob quis fazer uma surpresa à sua mulher, no aniversário de casamento, e acabou surpreendendo toda a população que viu o outdoor ou dele tomou conhecimento pela televisão e pelos jornais. Como? Bob não está colocando nenhum barbeador novo, nenhum cigarro sem nicotina mas com sabor de céu, nenhum objeto absolutamente indispensável ao viver moderno da humanidade? Bob não é candidato a deputado? Não pretende vender alguma coisa a seus semelhantes, que se habituaram à conexão cartaz-comércio, e gasta aquele despropósito de espaço para fazer agradinho à sua excelentíssima?
    Então é porque o amor continua existindo de fato, e é gostoso não apenas senti-lo mas também proclamá-lo. Somos forçados a reconhecer que o amor entre duas pessoas continua existindo e até prosperando, pois alguém sentiu necessidade de exprimi-lo, de público, usando o veículo que atinja mais diretamente a direção dos passantes: o painel. Bob poderia ter gravado em cassete a sua expansão lírica e fazê-la ouvir de manhã, quando Cly acordasse; podia gravar uma plaquinha de ouro a título de broche, com a declaração inscrita, e colocá-la junto à xícara de Cly, na hora do café; podia exprimir o número único de um jornal que estampasse apenas juras e pipilos de amor, depositando-o à cabeceira de Cly ou encaminhando-o pelo correio; podia...
    Bob podia fazer mil coisas particulares, deliciosamente íntimas, para conhecimento e uso exclusivo de Cly. Se preferiu tornar público o seu sentimento, foi, em primeiro lugar, devido à sua formação profissional. Se fosse aviador, soltaria no ar uma fumaça com a frase declaratória; homem do mar, pintaria no costado da embarcação os dizeres amorosos; e assim por diante. Sendo publicitário, adotou o processo adequado à transmissão da mensagem: o outdoor.
    Em segundo lugar (ou em primeiro, passando o motivo acima para segundo?), porque sentiu que seu amor a Cly, sendo um caso típico e tradicional de um sentimento que vem desde o começo do mundo e que por isso mesmo corre perigo de parecer banal ou ultrapassado, quando não é mesmo negado por indivíduos que se dispõem a reformar a estrutura da vida, reduzindo-a a um feixe de obrigações e ambições, geradores de conflitos e guerras, em que o dinheiro e o poder assumem a liderança do mundo (puxa, mas este período está mais comprido do que a Belém-Brasília), sentindo isso, Bob achou de bom preceito opor a tantos sinais de desumanização o seu sinal de 24 metros quadrados de ternura. Ternura de homem por mulher, garantia de continuação da espécie, que aqui e ali busca autodestruir-se. Não é lindo?
    Amorosos de gosto mais refinado talvez achassem preferível que os dizeres do outdoor fossem outros. A gíria é efêmera e o amor que dura há dez anos já viu passar muitas e muitas expressões populares. Se, em vez de “Estou contigo e não abro”, o marido feliz copiasse um verso de amor de um dos grandes poetas da língua, ou o inventasse (pois amor põe engenho e arte em quem o sente), o outdoor se tornaria obra digna de tombamento pelo IPHAN, resistindo ao tempo como um dos monumentos do coração, que merecem ser preservados. Bob não pensou nisso, quis a mensagem direta aos transeuntes de hoje, na linguagem do dia. Ainda assim, fez uma bonita coisa. Prova de que o amor continua, em meio a toda sorte de absurdos, violências e marotices políticas e outras, e que nenhum índice de inflação, nenhum terremoto, nenhuma sinistra maquinação é capaz de cassá-lo em face da Terra.

Andrade, Carlos Drummond de. As palavras que ninguém diz / Carlos Drummond de Andrade; seleção Luzia de Maria. – 12ª Ed. – Rio de Janeiro: Record, 2008. 126 p. – (Mineiramente Drummond; Crônica)
As declarações abaixo aludem aos aspectos linguísticos e sociolinguísticos da alfabetização, sendo que apenas uma delas está CORRETA. Marque-a:
Alternativas
Q1699006 Português
Declaração de amor em outdoor
(Carlos Drummond de Andrade)


       Gostei, sim, da ideia daquele publicitário de São Paulo, que concebeu e instalou na rua um outdoor de 24 metros quadrados, contendo uma declaração de amor à sua mulher. Todo mundo, ao passar por lá, ficou sabendo que Bob continua amando Cly, depois de dez anos de casados, e que não abre.
        Julgou-se a princípio que a declaração constituía peça de campanha publicitária, para lançamento de algum produto novo. Nada disso. Era anúncio, realmente, mas de produto antiquíssimo, que não se submete às leis do mercado, não é objeto de incentivos fiscais, não depende de instruções do BNDE, não tem títulos apregoados na Bolsa de Valores e, quer chova, troveja ou faça dia claro, está sempre à disposição de quem quer curti-lo: o amor.
    O namorado Bob quis fazer uma surpresa à sua mulher, no aniversário de casamento, e acabou surpreendendo toda a população que viu o outdoor ou dele tomou conhecimento pela televisão e pelos jornais. Como? Bob não está colocando nenhum barbeador novo, nenhum cigarro sem nicotina mas com sabor de céu, nenhum objeto absolutamente indispensável ao viver moderno da humanidade? Bob não é candidato a deputado? Não pretende vender alguma coisa a seus semelhantes, que se habituaram à conexão cartaz-comércio, e gasta aquele despropósito de espaço para fazer agradinho à sua excelentíssima?
    Então é porque o amor continua existindo de fato, e é gostoso não apenas senti-lo mas também proclamá-lo. Somos forçados a reconhecer que o amor entre duas pessoas continua existindo e até prosperando, pois alguém sentiu necessidade de exprimi-lo, de público, usando o veículo que atinja mais diretamente a direção dos passantes: o painel. Bob poderia ter gravado em cassete a sua expansão lírica e fazê-la ouvir de manhã, quando Cly acordasse; podia gravar uma plaquinha de ouro a título de broche, com a declaração inscrita, e colocá-la junto à xícara de Cly, na hora do café; podia exprimir o número único de um jornal que estampasse apenas juras e pipilos de amor, depositando-o à cabeceira de Cly ou encaminhando-o pelo correio; podia...
    Bob podia fazer mil coisas particulares, deliciosamente íntimas, para conhecimento e uso exclusivo de Cly. Se preferiu tornar público o seu sentimento, foi, em primeiro lugar, devido à sua formação profissional. Se fosse aviador, soltaria no ar uma fumaça com a frase declaratória; homem do mar, pintaria no costado da embarcação os dizeres amorosos; e assim por diante. Sendo publicitário, adotou o processo adequado à transmissão da mensagem: o outdoor.
    Em segundo lugar (ou em primeiro, passando o motivo acima para segundo?), porque sentiu que seu amor a Cly, sendo um caso típico e tradicional de um sentimento que vem desde o começo do mundo e que por isso mesmo corre perigo de parecer banal ou ultrapassado, quando não é mesmo negado por indivíduos que se dispõem a reformar a estrutura da vida, reduzindo-a a um feixe de obrigações e ambições, geradores de conflitos e guerras, em que o dinheiro e o poder assumem a liderança do mundo (puxa, mas este período está mais comprido do que a Belém-Brasília), sentindo isso, Bob achou de bom preceito opor a tantos sinais de desumanização o seu sinal de 24 metros quadrados de ternura. Ternura de homem por mulher, garantia de continuação da espécie, que aqui e ali busca autodestruir-se. Não é lindo?
    Amorosos de gosto mais refinado talvez achassem preferível que os dizeres do outdoor fossem outros. A gíria é efêmera e o amor que dura há dez anos já viu passar muitas e muitas expressões populares. Se, em vez de “Estou contigo e não abro”, o marido feliz copiasse um verso de amor de um dos grandes poetas da língua, ou o inventasse (pois amor põe engenho e arte em quem o sente), o outdoor se tornaria obra digna de tombamento pelo IPHAN, resistindo ao tempo como um dos monumentos do coração, que merecem ser preservados. Bob não pensou nisso, quis a mensagem direta aos transeuntes de hoje, na linguagem do dia. Ainda assim, fez uma bonita coisa. Prova de que o amor continua, em meio a toda sorte de absurdos, violências e marotices políticas e outras, e que nenhum índice de inflação, nenhum terremoto, nenhuma sinistra maquinação é capaz de cassá-lo em face da Terra.

Andrade, Carlos Drummond de. As palavras que ninguém diz / Carlos Drummond de Andrade; seleção Luzia de Maria. – 12ª Ed. – Rio de Janeiro: Record, 2008. 126 p. – (Mineiramente Drummond; Crônica)
Assinale a opção que melhor exprime a opinião do narrador em relação ao acontecimento central focalizado pelo texto:
Alternativas
Q1699005 Português
Declaração de amor em outdoor
(Carlos Drummond de Andrade)


       Gostei, sim, da ideia daquele publicitário de São Paulo, que concebeu e instalou na rua um outdoor de 24 metros quadrados, contendo uma declaração de amor à sua mulher. Todo mundo, ao passar por lá, ficou sabendo que Bob continua amando Cly, depois de dez anos de casados, e que não abre.
        Julgou-se a princípio que a declaração constituía peça de campanha publicitária, para lançamento de algum produto novo. Nada disso. Era anúncio, realmente, mas de produto antiquíssimo, que não se submete às leis do mercado, não é objeto de incentivos fiscais, não depende de instruções do BNDE, não tem títulos apregoados na Bolsa de Valores e, quer chova, troveja ou faça dia claro, está sempre à disposição de quem quer curti-lo: o amor.
    O namorado Bob quis fazer uma surpresa à sua mulher, no aniversário de casamento, e acabou surpreendendo toda a população que viu o outdoor ou dele tomou conhecimento pela televisão e pelos jornais. Como? Bob não está colocando nenhum barbeador novo, nenhum cigarro sem nicotina mas com sabor de céu, nenhum objeto absolutamente indispensável ao viver moderno da humanidade? Bob não é candidato a deputado? Não pretende vender alguma coisa a seus semelhantes, que se habituaram à conexão cartaz-comércio, e gasta aquele despropósito de espaço para fazer agradinho à sua excelentíssima?
    Então é porque o amor continua existindo de fato, e é gostoso não apenas senti-lo mas também proclamá-lo. Somos forçados a reconhecer que o amor entre duas pessoas continua existindo e até prosperando, pois alguém sentiu necessidade de exprimi-lo, de público, usando o veículo que atinja mais diretamente a direção dos passantes: o painel. Bob poderia ter gravado em cassete a sua expansão lírica e fazê-la ouvir de manhã, quando Cly acordasse; podia gravar uma plaquinha de ouro a título de broche, com a declaração inscrita, e colocá-la junto à xícara de Cly, na hora do café; podia exprimir o número único de um jornal que estampasse apenas juras e pipilos de amor, depositando-o à cabeceira de Cly ou encaminhando-o pelo correio; podia...
    Bob podia fazer mil coisas particulares, deliciosamente íntimas, para conhecimento e uso exclusivo de Cly. Se preferiu tornar público o seu sentimento, foi, em primeiro lugar, devido à sua formação profissional. Se fosse aviador, soltaria no ar uma fumaça com a frase declaratória; homem do mar, pintaria no costado da embarcação os dizeres amorosos; e assim por diante. Sendo publicitário, adotou o processo adequado à transmissão da mensagem: o outdoor.
    Em segundo lugar (ou em primeiro, passando o motivo acima para segundo?), porque sentiu que seu amor a Cly, sendo um caso típico e tradicional de um sentimento que vem desde o começo do mundo e que por isso mesmo corre perigo de parecer banal ou ultrapassado, quando não é mesmo negado por indivíduos que se dispõem a reformar a estrutura da vida, reduzindo-a a um feixe de obrigações e ambições, geradores de conflitos e guerras, em que o dinheiro e o poder assumem a liderança do mundo (puxa, mas este período está mais comprido do que a Belém-Brasília), sentindo isso, Bob achou de bom preceito opor a tantos sinais de desumanização o seu sinal de 24 metros quadrados de ternura. Ternura de homem por mulher, garantia de continuação da espécie, que aqui e ali busca autodestruir-se. Não é lindo?
    Amorosos de gosto mais refinado talvez achassem preferível que os dizeres do outdoor fossem outros. A gíria é efêmera e o amor que dura há dez anos já viu passar muitas e muitas expressões populares. Se, em vez de “Estou contigo e não abro”, o marido feliz copiasse um verso de amor de um dos grandes poetas da língua, ou o inventasse (pois amor põe engenho e arte em quem o sente), o outdoor se tornaria obra digna de tombamento pelo IPHAN, resistindo ao tempo como um dos monumentos do coração, que merecem ser preservados. Bob não pensou nisso, quis a mensagem direta aos transeuntes de hoje, na linguagem do dia. Ainda assim, fez uma bonita coisa. Prova de que o amor continua, em meio a toda sorte de absurdos, violências e marotices políticas e outras, e que nenhum índice de inflação, nenhum terremoto, nenhuma sinistra maquinação é capaz de cassá-lo em face da Terra.

Andrade, Carlos Drummond de. As palavras que ninguém diz / Carlos Drummond de Andrade; seleção Luzia de Maria. – 12ª Ed. – Rio de Janeiro: Record, 2008. 126 p. – (Mineiramente Drummond; Crônica)
A respeito da expressão inscrita no canal de comunicação, na ótica do narrador, é CORRETO afirmar o seguinte:
Alternativas
Q1699003 Português
Declaração de amor em outdoor
(Carlos Drummond de Andrade)


       Gostei, sim, da ideia daquele publicitário de São Paulo, que concebeu e instalou na rua um outdoor de 24 metros quadrados, contendo uma declaração de amor à sua mulher. Todo mundo, ao passar por lá, ficou sabendo que Bob continua amando Cly, depois de dez anos de casados, e que não abre.
        Julgou-se a princípio que a declaração constituía peça de campanha publicitária, para lançamento de algum produto novo. Nada disso. Era anúncio, realmente, mas de produto antiquíssimo, que não se submete às leis do mercado, não é objeto de incentivos fiscais, não depende de instruções do BNDE, não tem títulos apregoados na Bolsa de Valores e, quer chova, troveja ou faça dia claro, está sempre à disposição de quem quer curti-lo: o amor.
    O namorado Bob quis fazer uma surpresa à sua mulher, no aniversário de casamento, e acabou surpreendendo toda a população que viu o outdoor ou dele tomou conhecimento pela televisão e pelos jornais. Como? Bob não está colocando nenhum barbeador novo, nenhum cigarro sem nicotina mas com sabor de céu, nenhum objeto absolutamente indispensável ao viver moderno da humanidade? Bob não é candidato a deputado? Não pretende vender alguma coisa a seus semelhantes, que se habituaram à conexão cartaz-comércio, e gasta aquele despropósito de espaço para fazer agradinho à sua excelentíssima?
    Então é porque o amor continua existindo de fato, e é gostoso não apenas senti-lo mas também proclamá-lo. Somos forçados a reconhecer que o amor entre duas pessoas continua existindo e até prosperando, pois alguém sentiu necessidade de exprimi-lo, de público, usando o veículo que atinja mais diretamente a direção dos passantes: o painel. Bob poderia ter gravado em cassete a sua expansão lírica e fazê-la ouvir de manhã, quando Cly acordasse; podia gravar uma plaquinha de ouro a título de broche, com a declaração inscrita, e colocá-la junto à xícara de Cly, na hora do café; podia exprimir o número único de um jornal que estampasse apenas juras e pipilos de amor, depositando-o à cabeceira de Cly ou encaminhando-o pelo correio; podia...
    Bob podia fazer mil coisas particulares, deliciosamente íntimas, para conhecimento e uso exclusivo de Cly. Se preferiu tornar público o seu sentimento, foi, em primeiro lugar, devido à sua formação profissional. Se fosse aviador, soltaria no ar uma fumaça com a frase declaratória; homem do mar, pintaria no costado da embarcação os dizeres amorosos; e assim por diante. Sendo publicitário, adotou o processo adequado à transmissão da mensagem: o outdoor.
    Em segundo lugar (ou em primeiro, passando o motivo acima para segundo?), porque sentiu que seu amor a Cly, sendo um caso típico e tradicional de um sentimento que vem desde o começo do mundo e que por isso mesmo corre perigo de parecer banal ou ultrapassado, quando não é mesmo negado por indivíduos que se dispõem a reformar a estrutura da vida, reduzindo-a a um feixe de obrigações e ambições, geradores de conflitos e guerras, em que o dinheiro e o poder assumem a liderança do mundo (puxa, mas este período está mais comprido do que a Belém-Brasília), sentindo isso, Bob achou de bom preceito opor a tantos sinais de desumanização o seu sinal de 24 metros quadrados de ternura. Ternura de homem por mulher, garantia de continuação da espécie, que aqui e ali busca autodestruir-se. Não é lindo?
    Amorosos de gosto mais refinado talvez achassem preferível que os dizeres do outdoor fossem outros. A gíria é efêmera e o amor que dura há dez anos já viu passar muitas e muitas expressões populares. Se, em vez de “Estou contigo e não abro”, o marido feliz copiasse um verso de amor de um dos grandes poetas da língua, ou o inventasse (pois amor põe engenho e arte em quem o sente), o outdoor se tornaria obra digna de tombamento pelo IPHAN, resistindo ao tempo como um dos monumentos do coração, que merecem ser preservados. Bob não pensou nisso, quis a mensagem direta aos transeuntes de hoje, na linguagem do dia. Ainda assim, fez uma bonita coisa. Prova de que o amor continua, em meio a toda sorte de absurdos, violências e marotices políticas e outras, e que nenhum índice de inflação, nenhum terremoto, nenhuma sinistra maquinação é capaz de cassá-lo em face da Terra.

Andrade, Carlos Drummond de. As palavras que ninguém diz / Carlos Drummond de Andrade; seleção Luzia de Maria. – 12ª Ed. – Rio de Janeiro: Record, 2008. 126 p. – (Mineiramente Drummond; Crônica)
Assinale a opção CORRETA, de acordo com o texto:
Alternativas
Q1698642 Português

Libras


Tendo o português como primeira língua oficial, o Brasil também reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua das comunidades surdas brasileiras desde 2002. Mesmo antes da oficialização, a Libras já era utilizada no Brasil, desde o século 19.

Detentora de características próprias e reconhecida em todos os aspectos linguísticos, como morfologia, sintaxe e pragmática, a Libras se diferencia do português na medida em que se apresenta na modalidade visuoespacial, ou seja, composta por um conjunto de movimentos e expressões captados pela visão. 

Os surdos utilizam a língua de sinais, que é uma língua espaço-visual ou visuoespacial e, paralelamente, aprendem a escrita do português. Para os surdos, o português é aquilo que eles podem ver, uma vez que não têm acesso às propriedades sonoras.

A língua de sinais não é universal, já que cada comunidade tem seu idioma. No caso do Brasil, a Libras deriva da Língua de Sinais Francesa (LSF), trazida ao país por um professor francês que, em 1857, participou da fundação da primeira escola brasileira para surdos do país. Com o tempo, houve a adaptação e fusão da língua francesa com sinais já utilizados informalmente pelos brasileiros. 

É importante que a sociedade discuta a importância e a inclusão da Libras na sociedade como um todo, para que seja cada vez mais inclusiva e possa compreender e construir espaços sociais para os surdos ocuparem. As pessoas com deficiência têm um canal diferente de ver o mundo, tão importante e singular que só contribui para a valorização da diversidade humana. O fato de a maioria da população brasileira não utilizar a língua de sinais é um desafio permanente que contempla todas as minorias. A Libras é uma língua que tem uma comunidade minoritária, mas é nessa língua que os surdos se comunicam com o mundo e constroem conhecimento sobre ele. Então, deve ser muito respeitada e priorizada na educação.

Adaptado. Fonte: https://bit.ly/37yVR0p. 

Leia o texto 'Libras' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:


I. De acordo com as informações do texto, pode-se concluir que os surdos utilizam a língua de sinais, que é uma língua espaço-visual ou visuoespacial e, paralelamente, aprendem a escrita do português.

II. Após a análise do texto, é possível concluir que a Libras se diferencia do português na medida em que se apresenta na modalidade visuoespacial, ou seja, composta por um conjunto de movimentos e expressões captados pela visão.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1698641 Português

Libras


Tendo o português como primeira língua oficial, o Brasil também reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua das comunidades surdas brasileiras desde 2002. Mesmo antes da oficialização, a Libras já era utilizada no Brasil, desde o século 19.

Detentora de características próprias e reconhecida em todos os aspectos linguísticos, como morfologia, sintaxe e pragmática, a Libras se diferencia do português na medida em que se apresenta na modalidade visuoespacial, ou seja, composta por um conjunto de movimentos e expressões captados pela visão. 

Os surdos utilizam a língua de sinais, que é uma língua espaço-visual ou visuoespacial e, paralelamente, aprendem a escrita do português. Para os surdos, o português é aquilo que eles podem ver, uma vez que não têm acesso às propriedades sonoras.

A língua de sinais não é universal, já que cada comunidade tem seu idioma. No caso do Brasil, a Libras deriva da Língua de Sinais Francesa (LSF), trazida ao país por um professor francês que, em 1857, participou da fundação da primeira escola brasileira para surdos do país. Com o tempo, houve a adaptação e fusão da língua francesa com sinais já utilizados informalmente pelos brasileiros. 

É importante que a sociedade discuta a importância e a inclusão da Libras na sociedade como um todo, para que seja cada vez mais inclusiva e possa compreender e construir espaços sociais para os surdos ocuparem. As pessoas com deficiência têm um canal diferente de ver o mundo, tão importante e singular que só contribui para a valorização da diversidade humana. O fato de a maioria da população brasileira não utilizar a língua de sinais é um desafio permanente que contempla todas as minorias. A Libras é uma língua que tem uma comunidade minoritária, mas é nessa língua que os surdos se comunicam com o mundo e constroem conhecimento sobre ele. Então, deve ser muito respeitada e priorizada na educação.

Adaptado. Fonte: https://bit.ly/37yVR0p. 

Leia o texto 'Libras' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:


I. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que, para os surdos, o português é aquilo que eles podem ver, uma vez que eles têm amplo acesso às propriedades sonoras e gramaticais da língua predominante no Brasil.

II. O texto leva o leitor a concluir que, com o tempo, houve a adaptação e a fusão da língua francesa com sinais já utilizados informalmente pelos brasileiros. Assim, afirma o texto, a Libras passou a dar origem às línguas de sinais utilizadas em países de todo o mundo.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1698640 Português

Libras


Tendo o português como primeira língua oficial, o Brasil também reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua das comunidades surdas brasileiras desde 2002. Mesmo antes da oficialização, a Libras já era utilizada no Brasil, desde o século 19.

Detentora de características próprias e reconhecida em todos os aspectos linguísticos, como morfologia, sintaxe e pragmática, a Libras se diferencia do português na medida em que se apresenta na modalidade visuoespacial, ou seja, composta por um conjunto de movimentos e expressões captados pela visão. 

Os surdos utilizam a língua de sinais, que é uma língua espaço-visual ou visuoespacial e, paralelamente, aprendem a escrita do português. Para os surdos, o português é aquilo que eles podem ver, uma vez que não têm acesso às propriedades sonoras.

A língua de sinais não é universal, já que cada comunidade tem seu idioma. No caso do Brasil, a Libras deriva da Língua de Sinais Francesa (LSF), trazida ao país por um professor francês que, em 1857, participou da fundação da primeira escola brasileira para surdos do país. Com o tempo, houve a adaptação e fusão da língua francesa com sinais já utilizados informalmente pelos brasileiros. 

É importante que a sociedade discuta a importância e a inclusão da Libras na sociedade como um todo, para que seja cada vez mais inclusiva e possa compreender e construir espaços sociais para os surdos ocuparem. As pessoas com deficiência têm um canal diferente de ver o mundo, tão importante e singular que só contribui para a valorização da diversidade humana. O fato de a maioria da população brasileira não utilizar a língua de sinais é um desafio permanente que contempla todas as minorias. A Libras é uma língua que tem uma comunidade minoritária, mas é nessa língua que os surdos se comunicam com o mundo e constroem conhecimento sobre ele. Então, deve ser muito respeitada e priorizada na educação.

Adaptado. Fonte: https://bit.ly/37yVR0p. 

Leia o texto 'Libras' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:


I. As informações presentes no texto permitem concluir que a Libras passou a ser utilizada no Brasil apenas após a segunda metade do século XX.

II. O texto leva o leitor a inferir que é importante que se discuta a importância e a inclusão da Libras na sociedade como um todo, para que ela seja cada vez mais inclusiva e para que possamos compreender e construir espaços sociais para os surdos ocuparem.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1698639 Português

Libras


Tendo o português como primeira língua oficial, o Brasil também reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua das comunidades surdas brasileiras desde 2002. Mesmo antes da oficialização, a Libras já era utilizada no Brasil, desde o século 19.

Detentora de características próprias e reconhecida em todos os aspectos linguísticos, como morfologia, sintaxe e pragmática, a Libras se diferencia do português na medida em que se apresenta na modalidade visuoespacial, ou seja, composta por um conjunto de movimentos e expressões captados pela visão. 

Os surdos utilizam a língua de sinais, que é uma língua espaço-visual ou visuoespacial e, paralelamente, aprendem a escrita do português. Para os surdos, o português é aquilo que eles podem ver, uma vez que não têm acesso às propriedades sonoras.

A língua de sinais não é universal, já que cada comunidade tem seu idioma. No caso do Brasil, a Libras deriva da Língua de Sinais Francesa (LSF), trazida ao país por um professor francês que, em 1857, participou da fundação da primeira escola brasileira para surdos do país. Com o tempo, houve a adaptação e fusão da língua francesa com sinais já utilizados informalmente pelos brasileiros. 

É importante que a sociedade discuta a importância e a inclusão da Libras na sociedade como um todo, para que seja cada vez mais inclusiva e possa compreender e construir espaços sociais para os surdos ocuparem. As pessoas com deficiência têm um canal diferente de ver o mundo, tão importante e singular que só contribui para a valorização da diversidade humana. O fato de a maioria da população brasileira não utilizar a língua de sinais é um desafio permanente que contempla todas as minorias. A Libras é uma língua que tem uma comunidade minoritária, mas é nessa língua que os surdos se comunicam com o mundo e constroem conhecimento sobre ele. Então, deve ser muito respeitada e priorizada na educação.

Adaptado. Fonte: https://bit.ly/37yVR0p. 

Leia o texto 'Libras' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:


I. Uma das ideias presentes no texto é a de que a língua de sinais tem uma comunidade de usuários minoritária, mas é nessa língua que os surdos se comunicam com o mundo e constroem conhecimento sobre ele. Então, a Libras deve ser muito respeitada e priorizada na educação, defende o texto.

II. Uma das ideias presentes no texto é a de que as pessoas com deficiência têm um canal diferente de ver o mundo, tão importante e singular que só contribui para a valorização da diversidade humana.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1698638 Português

Libras


Tendo o português como primeira língua oficial, o Brasil também reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua das comunidades surdas brasileiras desde 2002. Mesmo antes da oficialização, a Libras já era utilizada no Brasil, desde o século 19.

Detentora de características próprias e reconhecida em todos os aspectos linguísticos, como morfologia, sintaxe e pragmática, a Libras se diferencia do português na medida em que se apresenta na modalidade visuoespacial, ou seja, composta por um conjunto de movimentos e expressões captados pela visão. 

Os surdos utilizam a língua de sinais, que é uma língua espaço-visual ou visuoespacial e, paralelamente, aprendem a escrita do português. Para os surdos, o português é aquilo que eles podem ver, uma vez que não têm acesso às propriedades sonoras.

A língua de sinais não é universal, já que cada comunidade tem seu idioma. No caso do Brasil, a Libras deriva da Língua de Sinais Francesa (LSF), trazida ao país por um professor francês que, em 1857, participou da fundação da primeira escola brasileira para surdos do país. Com o tempo, houve a adaptação e fusão da língua francesa com sinais já utilizados informalmente pelos brasileiros. 

É importante que a sociedade discuta a importância e a inclusão da Libras na sociedade como um todo, para que seja cada vez mais inclusiva e possa compreender e construir espaços sociais para os surdos ocuparem. As pessoas com deficiência têm um canal diferente de ver o mundo, tão importante e singular que só contribui para a valorização da diversidade humana. O fato de a maioria da população brasileira não utilizar a língua de sinais é um desafio permanente que contempla todas as minorias. A Libras é uma língua que tem uma comunidade minoritária, mas é nessa língua que os surdos se comunicam com o mundo e constroem conhecimento sobre ele. Então, deve ser muito respeitada e priorizada na educação.

Adaptado. Fonte: https://bit.ly/37yVR0p. 

Leia o texto 'Libras' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:


I. Após a análise do texto, é possível inferir que a Libras é detentora de características próprias e reconhecida em todos os aspectos linguísticos, embora possua limitações que impedem a comunicação entre indivíduos nascidos em diferentes regiões do Brasil.

II. O texto leva o leitor a entender que, no Brasil, a Libras deriva da Língua de Sinais Francesa (LSF), trazida ao país por um professor francês que, em 1857, participou da fundação da primeira escola brasileira para surdos do país.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1698637 Português

Libras


Tendo o português como primeira língua oficial, o Brasil também reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua das comunidades surdas brasileiras desde 2002. Mesmo antes da oficialização, a Libras já era utilizada no Brasil, desde o século 19.

Detentora de características próprias e reconhecida em todos os aspectos linguísticos, como morfologia, sintaxe e pragmática, a Libras se diferencia do português na medida em que se apresenta na modalidade visuoespacial, ou seja, composta por um conjunto de movimentos e expressões captados pela visão. 

Os surdos utilizam a língua de sinais, que é uma língua espaço-visual ou visuoespacial e, paralelamente, aprendem a escrita do português. Para os surdos, o português é aquilo que eles podem ver, uma vez que não têm acesso às propriedades sonoras.

A língua de sinais não é universal, já que cada comunidade tem seu idioma. No caso do Brasil, a Libras deriva da Língua de Sinais Francesa (LSF), trazida ao país por um professor francês que, em 1857, participou da fundação da primeira escola brasileira para surdos do país. Com o tempo, houve a adaptação e fusão da língua francesa com sinais já utilizados informalmente pelos brasileiros. 

É importante que a sociedade discuta a importância e a inclusão da Libras na sociedade como um todo, para que seja cada vez mais inclusiva e possa compreender e construir espaços sociais para os surdos ocuparem. As pessoas com deficiência têm um canal diferente de ver o mundo, tão importante e singular que só contribui para a valorização da diversidade humana. O fato de a maioria da população brasileira não utilizar a língua de sinais é um desafio permanente que contempla todas as minorias. A Libras é uma língua que tem uma comunidade minoritária, mas é nessa língua que os surdos se comunicam com o mundo e constroem conhecimento sobre ele. Então, deve ser muito respeitada e priorizada na educação.

Adaptado. Fonte: https://bit.ly/37yVR0p. 

Leia o texto 'Libras' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:


I. As informações presentes no texto permitem inferir que o Brasil reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como língua das comunidades surdas brasileiras desde 2002, juntamente com o português, língua oficial do país.

II. O texto leva o leitor a inferir que o fato de a maioria da população brasileira não utilizar a língua de sinais é um desafio, mas é um desafio permanente que irá ocorrer com todas as minorias.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1698636 Português

População surda


A aquisição da língua oral pelos surdos não acontece naturalmente. A diminuição da percepção auditiva faz com que necessitem de atendimento diferenciado e suporte clínico sistematizado, caso queiram adquirir habilidades de comunicação lato sensu na modalidade oral. A abordagem oralista trabalha com a aprendizagem da fala para a função de emissão e o treino da leitura labial para a recepção da mensagem. Suas práticas reabilitadoras lidam com o fato de que nem todo surdo possui as competências necessárias para desempenhar esse processo com eficiência. Só 20% do conteúdo recebido pelo surdo pode ser assimilado pela leitura labial. Para não ficarem alijados dos processos comunicativos, os indivíduos surdos se comunicam de maneira peculiar, e muitos usam a língua de sinais para se expressar e compreender o contexto no qual se inserem. 

A compreensão dos aspectos socioculturais da comunidade surda é possível quando analisados pela trajetória histórica da educação das pessoas surdas, que é marcada pela dualidade da comunicação. Alguns defendem o uso da língua oral; outros, o uso da língua de sinais; e há quem defenda o uso das duas línguas em sistemas bimodais ou em bilinguismo diglóssico. 

As línguas de sinais são de modalidade visuoespacial, pois o sistema de signos compartilhados é recebido pelos olhos, e sua produção é realizada pelas mãos, no espaço. São reconhecidas como línguas pela linguística, que lhes atribui o conceito de línguas naturais e não as considera “problema do surdo” ou “patologia da linguagem”. 

A língua utilizada pela população ouvinte é majoritariamente a língua dos pais, e sua modalidade é a oral. No caso do Brasil, a língua utilizada é o português, mas, para os surdos, a realidade é outra. Eles se comunicam pela língua de sinais e, por isso, são caracterizados como um grupo linguisticamente minoritário. A língua oral do seu país não se apresenta como um recurso que facilita seu intercâmbio com o mundo; pelo contrário, representa um obstáculo que o surdo precisa transpor para se relacionar socialmente de forma efetiva. Vale a pena ressaltar que, no Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) só foi reconhecida como meio de comunicação e expressão da comunidade surda pela Lei Federal nº 10.436, de 24 de abril de 2002.

Adaptado. Soraya B. R. Duarte et al. v.20, n.2, abr.-jun. 2013, p.653-673 v.20, n.4, out.-dez. 2013, p.1713-1734. História, Ciências, Saúde. Manguinhos, Rio de Janeiro. Disponível em: https://bit.ly/34lLvij.

Leia o texto 'População surda e muda' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:


I. O texto leva o leitor a entender que as línguas de sinais ainda não são reconhecidas como línguas pela linguística, que lhes atribui o conceito de línguas sintéticas e as considera “problema do surdo” ou “patologia da linguagem”.

II. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que as línguas de sinais são de modalidade visuoespacial, pois o sistema de signos compartilhados é recebido pelos olhos, e sua produção é realizada pelas mãos, no espaço.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1698635 Português

População surda


A aquisição da língua oral pelos surdos não acontece naturalmente. A diminuição da percepção auditiva faz com que necessitem de atendimento diferenciado e suporte clínico sistematizado, caso queiram adquirir habilidades de comunicação lato sensu na modalidade oral. A abordagem oralista trabalha com a aprendizagem da fala para a função de emissão e o treino da leitura labial para a recepção da mensagem. Suas práticas reabilitadoras lidam com o fato de que nem todo surdo possui as competências necessárias para desempenhar esse processo com eficiência. Só 20% do conteúdo recebido pelo surdo pode ser assimilado pela leitura labial. Para não ficarem alijados dos processos comunicativos, os indivíduos surdos se comunicam de maneira peculiar, e muitos usam a língua de sinais para se expressar e compreender o contexto no qual se inserem. 

A compreensão dos aspectos socioculturais da comunidade surda é possível quando analisados pela trajetória histórica da educação das pessoas surdas, que é marcada pela dualidade da comunicação. Alguns defendem o uso da língua oral; outros, o uso da língua de sinais; e há quem defenda o uso das duas línguas em sistemas bimodais ou em bilinguismo diglóssico. 

As línguas de sinais são de modalidade visuoespacial, pois o sistema de signos compartilhados é recebido pelos olhos, e sua produção é realizada pelas mãos, no espaço. São reconhecidas como línguas pela linguística, que lhes atribui o conceito de línguas naturais e não as considera “problema do surdo” ou “patologia da linguagem”. 

A língua utilizada pela população ouvinte é majoritariamente a língua dos pais, e sua modalidade é a oral. No caso do Brasil, a língua utilizada é o português, mas, para os surdos, a realidade é outra. Eles se comunicam pela língua de sinais e, por isso, são caracterizados como um grupo linguisticamente minoritário. A língua oral do seu país não se apresenta como um recurso que facilita seu intercâmbio com o mundo; pelo contrário, representa um obstáculo que o surdo precisa transpor para se relacionar socialmente de forma efetiva. Vale a pena ressaltar que, no Brasil, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) só foi reconhecida como meio de comunicação e expressão da comunidade surda pela Lei Federal nº 10.436, de 24 de abril de 2002.

Adaptado. Soraya B. R. Duarte et al. v.20, n.2, abr.-jun. 2013, p.653-673 v.20, n.4, out.-dez. 2013, p.1713-1734. História, Ciências, Saúde. Manguinhos, Rio de Janeiro. Disponível em: https://bit.ly/34lLvij.

Leia o texto 'População surda e muda' e, em seguida, analise as afirmativas a seguir:


I. As informações presentes no texto permitem concluir que a abordagem oralista trabalha com a aprendizagem da fala para a função de emissão e o treino da leitura labial para a recepção da mensagem. Suas práticas reabilitadoras lidam com o fato de que nem todo surdo possui as competências necessárias para desempenhar esse processo com eficiência, afirma o texto.

II. O texto leva o leitor a concluir que a língua utilizada pela população surda é a língua majoritária dos seus pais, e sua modalidade é a oral, que, no caso do Brasil, é a língua portuguesa. Para o restante da população, é necessário adotar uma forma alternativa de comunicação.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Respostas
18821: B
18822: C
18823: C
18824: A
18825: C
18826: D
18827: E
18828: A
18829: A
18830: D
18831: A
18832: B
18833: A
18834: D
18835: C
18836: A
18837: C
18838: A
18839: C
18840: B