Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 36.970 questões

Q2243439 Português
Leia o texto para responder a questão.

        Deus, ou alguém por Ele, me poupou de uns tantos pesadelos. É nisso que penso enquanto o camarada à minha frente, com incontida excitação, vai fazendo o pormenorizado relato de sua batalha para alugar apartamento. Já esteve em duas dúzias de endereços, contabiliza, e em outros tantos pretende estar, pois em cada um achou defeito. Longe de se lamentar, está feliz. À beira da euforia, parece governado pela convicção de que o bom não é achar, é procurar. Prazer que exige dele ver imperfeição onde não tem.
        Respeitemos o time dos que procuram na esperança de não encontrar – de certa forma aparentados com aqueles que inventam pretexto para estar o tempo todo reformando a casa. São, uns e outros, meus antípodas1 . A simples ideia de empreender uma reforma me levaria a buscar um novo pouso – se também essa perspectiva não me trouxesse pânico. Problema da minha exclusiva terapia, eu sei. E, a esta altura da vida, já não há divã que dê jeito na fobia imobiliária de quem jamais se lançou numa peregrinação em busca de poleiro.
        No entanto, ciente das minhas dificuldades nesse particular, houve um dia, meio século atrás, em que, com poucos meses de São Paulo, e pendurado ainda na generosidade do casal que me acolheu de mala e cuia, achei que era hora de providenciar cafofo próprio.
        Caiu do céu uma proposta para dividir apartamento com um colega. É bem verdade que o edifício ainda não estava concluído e talvez fôssemos ali, o Sérgio e eu, os únicos moradores, pois não me lembro de vizinhos. Se mais gente veio, foi para o mesmo apartamento, de apenas um quarto e sala microscópica, mas onde, em dado momento, se espremeram quatro rapazes, todos do ramo jornalístico. E nem a nossa juventude explicaria a indiferença coletiva ante o fato de não haver ali uma geladeira, por miúda que fosse, para tantos bebedores de cerveja. Fogão havia, mas ocioso, pois nenhum de nós fritava um ovo.
        Teria ficado indefinidamente em tal moquiço2 , se um dos comparsas, exasperado, não me houvesse proposto alugar coisa menos deprimente. ________ mais dois apartamentos, ambos excelentes, que também não foi preciso garimpar. O mesmo se diga de um terceiro, o atual, no qual estou ______  quase 28 anos e do qual não pretendo arredar pé – a não ser que o referido pé já não ______ conta dos 24 degraus que me trazem a este primeiro andar.

(Humberto Werneck. Fobia imobiliária. www.estadao.com.br, 02.10.2020. Adaptado)

1 antípoda: aquele tem característica oposta.
2 moquiço: habitação rústica, desprovida de conforto.
De acordo com informações presentes no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2243436 Português

Leia o quadrinho para responder a questão.


(Rubens Bueno. Ivo viu a uva. www.ivoviuauva.com.br, 15.05.2021)

Considerando que “flashback” significa “retorno rápido ao passado”, assinale a alternativa em que corretamente se explica o quadrinho. 
Alternativas
Q2242683 Português

Leia a charge, para responder à questão.


(Dik Browne, O melhor de Hagar, o Horrível)

É correto afirmar que o efeito de sentido da charge está associado à dedução, pelo leitor, de que 
Alternativas
Q2242680 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Frida

       Tina Modotti não está sozinha frente aos inquisidores. Está acompanhada, de cada braço, por seus camaradas Diego Rivera e Frida Kahlo: o imenso buda pintor e sua pequena Frida, pintora também, a melhor amiga de Tina, a qual parece uma misteriosa princesa do Oriente mas diz mais palavrões e bebe mais tequila que um mariachi* de Jalisco.
         Frida ri às gargalhadas e pinta esplêndidas telas desde o dia em que foi condenada à dor incessante.
        A primeira dor ocorreu lá longe, na infância, quando seus pais a disfarçaram de anjo e ela quis voar com asas de palha; mas a dor de nunca acabar chegou num acidente de rua, quando um ferro de bonde cravou-se de um lado a outro em seu corpo, como uma lança, e triturou seus ossos. Desde então ela é uma dor que sobrevive. Foi operada, em vão, muitas vezes; e na cama de hospital começou a pintar seus autorretratos, que são desesperadas homenagens à vida que lhe sobra.

(Eduardo Galeano, Mulheres. Adaptado)
*mariachi: membro de conjunto popular no México 
Na passagem do primeiro parágrafo – parece uma misteriosa princesa do Oriente mas diz mais palavrões e bebe mais tequila que um mariachi de Jalisco. –, que se refere à pintora Frida Kahlo, a conjunção destacada introduz
Alternativas
Q2242673 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Pessoas do bem

        Volta e meia deparamos com as seguintes questões: porventura existem pessoas do bem? Podemos dizer que de um lado há os “do bem” e, de outro, os “do mal”?
        Talvez a resposta imediata seja uma negativa. Uma resposta fácil, porque não envolve compromisso nem esforço. Não é possível estabelecer e rotular, seguramente, dessa maneira, muito menos tecer qualquer julgamento. Todos nós temos bons valores, mas muitas vezes agimos de modo a prejudicar o próximo e até a nós mesmos, consciente ou inconscientemente.
         Entretanto, se tomarmos essa negação como absoluta, a confusão se instala. Não poderemos eleger, e esse é um risco, as coisas boas, nem evoluir nesses valores positivos. Em outras palavras, se dissermos que jamais se pode traçar uma linha entre pessoas boas e más, também estamos a dizer que não existem valores construtivos, que nos fazem caminhar para um lugar melhor, pois os valores são inseparáveis das pessoas.
        Nesses termos, temos que arriscar, sim, alguns paralelos, ainda que maniqueístas; aparentemente simplistas. Aliás, não há nada de errado nessa visão dual do mundo, pois isso é muito antigo, até inato. O que não parece certo é apontar e discriminar, para excluir aqueles que não estão inseridos no grupo do bem. A atividade das pessoas do bem, diga-se, não tende a segregar, mas sim aproximar, incluir.
         Se recorrermos à religião, ao direito, à história, por exemplo, há um vetor quase que comum e permanente. Pessoas do bem são aquelas que, na comunidade, respeitam o outro; sabem ver no outro um espelho. Em suma, as pessoas que praticam o bem reconhecem que não são únicas e, por estarem junto às demais, vivem em sintonia com o todo, com a comunidade.
        E numa comunidade assim, a solidariedade triunfa. Ninguém fica à mercê dos infortúnios da vida. Os que caem são prontamente socorridos. Os que tropeçam aprendem, no tropeço, um passo de dança, pois há sempre um parceiro ao lado com a mão estendida. E as conexões sociais fortes são hoje, reconhecidamente, um dos melhores ingredientes para a felicidade.
        O final dessa história, portanto, leva a um estado de espírito que nos traz prazer e vontade de viver. Nossa aposta, com todas as fichas, é que existe um elo de sequência, quase de causa e efeito, nas boas atitudes. As pessoas do bem, altruístas, solidárias, produzem felicidade. Elas nos deixam felizes.
        E se existe uma regra na vida que jamais pode ser revogada é esta: todos temos direito à felicidade. Dependemos, portanto, das pessoas do bem.         

(Evandro Pelarin, Diário da Região, 18.04.2023. Adaptado)
Em sua argumentação, o autor defende a ideia de que
Alternativas
Q2242672 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Pessoas do bem

        Volta e meia deparamos com as seguintes questões: porventura existem pessoas do bem? Podemos dizer que de um lado há os “do bem” e, de outro, os “do mal”?
        Talvez a resposta imediata seja uma negativa. Uma resposta fácil, porque não envolve compromisso nem esforço. Não é possível estabelecer e rotular, seguramente, dessa maneira, muito menos tecer qualquer julgamento. Todos nós temos bons valores, mas muitas vezes agimos de modo a prejudicar o próximo e até a nós mesmos, consciente ou inconscientemente.
         Entretanto, se tomarmos essa negação como absoluta, a confusão se instala. Não poderemos eleger, e esse é um risco, as coisas boas, nem evoluir nesses valores positivos. Em outras palavras, se dissermos que jamais se pode traçar uma linha entre pessoas boas e más, também estamos a dizer que não existem valores construtivos, que nos fazem caminhar para um lugar melhor, pois os valores são inseparáveis das pessoas.
        Nesses termos, temos que arriscar, sim, alguns paralelos, ainda que maniqueístas; aparentemente simplistas. Aliás, não há nada de errado nessa visão dual do mundo, pois isso é muito antigo, até inato. O que não parece certo é apontar e discriminar, para excluir aqueles que não estão inseridos no grupo do bem. A atividade das pessoas do bem, diga-se, não tende a segregar, mas sim aproximar, incluir.
         Se recorrermos à religião, ao direito, à história, por exemplo, há um vetor quase que comum e permanente. Pessoas do bem são aquelas que, na comunidade, respeitam o outro; sabem ver no outro um espelho. Em suma, as pessoas que praticam o bem reconhecem que não são únicas e, por estarem junto às demais, vivem em sintonia com o todo, com a comunidade.
        E numa comunidade assim, a solidariedade triunfa. Ninguém fica à mercê dos infortúnios da vida. Os que caem são prontamente socorridos. Os que tropeçam aprendem, no tropeço, um passo de dança, pois há sempre um parceiro ao lado com a mão estendida. E as conexões sociais fortes são hoje, reconhecidamente, um dos melhores ingredientes para a felicidade.
        O final dessa história, portanto, leva a um estado de espírito que nos traz prazer e vontade de viver. Nossa aposta, com todas as fichas, é que existe um elo de sequência, quase de causa e efeito, nas boas atitudes. As pessoas do bem, altruístas, solidárias, produzem felicidade. Elas nos deixam felizes.
        E se existe uma regra na vida que jamais pode ser revogada é esta: todos temos direito à felicidade. Dependemos, portanto, das pessoas do bem.         

(Evandro Pelarin, Diário da Região, 18.04.2023. Adaptado)
É correto afirmar que, no segundo parágrafo, em resposta a indagações formuladas no primeiro, o autor 
Alternativas
Q2242671 Português
Leia o texto, para responder à questão.

Pessoas do bem

        Volta e meia deparamos com as seguintes questões: porventura existem pessoas do bem? Podemos dizer que de um lado há os “do bem” e, de outro, os “do mal”?
        Talvez a resposta imediata seja uma negativa. Uma resposta fácil, porque não envolve compromisso nem esforço. Não é possível estabelecer e rotular, seguramente, dessa maneira, muito menos tecer qualquer julgamento. Todos nós temos bons valores, mas muitas vezes agimos de modo a prejudicar o próximo e até a nós mesmos, consciente ou inconscientemente.
         Entretanto, se tomarmos essa negação como absoluta, a confusão se instala. Não poderemos eleger, e esse é um risco, as coisas boas, nem evoluir nesses valores positivos. Em outras palavras, se dissermos que jamais se pode traçar uma linha entre pessoas boas e más, também estamos a dizer que não existem valores construtivos, que nos fazem caminhar para um lugar melhor, pois os valores são inseparáveis das pessoas.
        Nesses termos, temos que arriscar, sim, alguns paralelos, ainda que maniqueístas; aparentemente simplistas. Aliás, não há nada de errado nessa visão dual do mundo, pois isso é muito antigo, até inato. O que não parece certo é apontar e discriminar, para excluir aqueles que não estão inseridos no grupo do bem. A atividade das pessoas do bem, diga-se, não tende a segregar, mas sim aproximar, incluir.
         Se recorrermos à religião, ao direito, à história, por exemplo, há um vetor quase que comum e permanente. Pessoas do bem são aquelas que, na comunidade, respeitam o outro; sabem ver no outro um espelho. Em suma, as pessoas que praticam o bem reconhecem que não são únicas e, por estarem junto às demais, vivem em sintonia com o todo, com a comunidade.
        E numa comunidade assim, a solidariedade triunfa. Ninguém fica à mercê dos infortúnios da vida. Os que caem são prontamente socorridos. Os que tropeçam aprendem, no tropeço, um passo de dança, pois há sempre um parceiro ao lado com a mão estendida. E as conexões sociais fortes são hoje, reconhecidamente, um dos melhores ingredientes para a felicidade.
        O final dessa história, portanto, leva a um estado de espírito que nos traz prazer e vontade de viver. Nossa aposta, com todas as fichas, é que existe um elo de sequência, quase de causa e efeito, nas boas atitudes. As pessoas do bem, altruístas, solidárias, produzem felicidade. Elas nos deixam felizes.
        E se existe uma regra na vida que jamais pode ser revogada é esta: todos temos direito à felicidade. Dependemos, portanto, das pessoas do bem.         

(Evandro Pelarin, Diário da Região, 18.04.2023. Adaptado)
De acordo com o texto, pessoas do bem
Alternativas
Q2242193 Português



                                                                                                  

                                          


                                                                                           Internet: <www.abecip.org.br> (com adaptações).

Acerca da estrutura linguística do texto e do vocabulário nele empregado, julgue o item.


A expressão “esse fato” (linha 31) retoma o trecho “aumento bastante significativo do material de construção” (linha 29). 

Alternativas
Q2242188 Português



                                                                                                  

                                          


                                                                                           Internet: <www.abecip.org.br> (com adaptações).

Acerca da estrutura linguística do texto e do vocabulário nele empregado, julgue o item. 


O brasileiro precisou gastar mais para construir no período de 2016 a 2021 que no período anterior a 2016.

Alternativas
Q2242183 Português

                                                                                                                                                                 



                                                                                          Internet: <jornal.usp.br> (com adaptações).

Considerando a estrutura linguística do texto e o vocabulário nele empregado, julgue o item.


O pronome “Ele” (linha 21) faz referência a “Benjamin Franklin Chavis Jr.” (linha 19). 

Alternativas
Q2242178 Português

                                                                                                                                                                 



                                                                                          Internet: <jornal.usp.br> (com adaptações).

Com base nas ideias do texto, julgue o item.


É correto afirmar que, de acordo com o texto, Marcos Bernardino de Carvalho defende a ideia de que a questão ambiental atinge igualmente a todos.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: AL-MA Provas: FGV - 2023 - AL-MA - Consultor Legislativo Especial - Direito Constitucional | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Contador | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Controlador | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Administrador | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Administrador de Recursos Humanos | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Contador - Finanças Públicas | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Dentista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Advogado | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Analista de Sistemas | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Analista de Suporte de Rede | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Antropólogo | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Arquiteto | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Endodontista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Odontopediatra | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Economista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Engenheiro Civil | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Engenheiro Ambiental | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Assistente Social | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Biblioteconomista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Ciências Sociais (Sociólogo) | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Engenheiro de Segurança do Trabalho | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Médico Ginecologista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Médico Urologista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Pedagogo | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Programador de Sistemas | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Psicólogo | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Químico | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Técnico em Comunicação Social | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Revisor (Letras) | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Engenheiro Eletricista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Médico Otorrinolaringologista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Médico do Trabalho | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Médico Cardiologista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Enfermeiro | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Fisioterapeuta | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Farmacêutico | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Engenheiro Mecânico |
Q2241414 Português
As frases a seguir são construídas com dois segmentos. Assinale aquela em que não há oposição entre eles.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FGV Órgão: AL-MA Provas: FGV - 2023 - AL-MA - Consultor Legislativo Especial - Direito Constitucional | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Contador | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Controlador | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Administrador | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Administrador de Recursos Humanos | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Contador - Finanças Públicas | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Dentista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Advogado | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Analista de Sistemas | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Analista de Suporte de Rede | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Antropólogo | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Arquiteto | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Endodontista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Odontopediatra | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Economista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Engenheiro Civil | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Engenheiro Ambiental | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Assistente Social | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Biblioteconomista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Ciências Sociais (Sociólogo) | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Engenheiro de Segurança do Trabalho | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Médico Ginecologista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Médico Urologista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Pedagogo | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Programador de Sistemas | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Psicólogo | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Químico | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Técnico em Comunicação Social | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Revisor (Letras) | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Engenheiro Eletricista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Médico Otorrinolaringologista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Médico do Trabalho | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Médico Cardiologista | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Enfermeiro | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Fisioterapeuta | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Farmacêutico | FGV - 2023 - AL-MA - Técnico de Gestão Administrativa - Engenheiro Mecânico |
Q2241396 Português

Em todas as opções abaixo há uma frase, da qual foi retirada uma informação implícita (uma inferência).

Assinale a opção em que a inferência apontada está adequada à frase. 

Alternativas
Q2241126 Português
Leia com atenção o texto abaixo.

O Manual 

Dizem que filhos...................... sem manual, o que já é assustador por si só, mas pelo menos na hora do parto deveriam nos entregar um livro de expectativas da sociedade. Algo como “O que se espera de um pai”, para que os homens soubessem o que os outros querem de nós. O que esperam as mães, os avós, a sogra, as revistas de parentalidade, os programas de TV, os livros..................... , as redes sociais, os olhares de estranhos quando estamos..................... nos parques, só nós e nossos bebês?
Todo pai é um desorientado. A televisão, o carro, o liquidificador, todos acompanham manual. Um filho, muito mais importante que eletrodomésticos, vem sem. Nem bula, nem uma mísera etiqueta amarrada no pé do bebê: “Não balance, pois vomita”.
A humanidade não viveu tempo o bastante para chegar a conclusões? Não poderiam ter se reunido em algum momento histórico, assim como fizeram ao criar a ONU, o Euro, a OMS, e saído da reunião, os pediatras, psicólogos, cientistas, todos com um livro, dizendo nas entrevistas: “Conseguimos! Temos agora um manual”? Ora, um pequeno livrinho de regras simples: “O que fazer e o que não fazer”, coisas.................. que todos parecem saber, menos os pais. “Volte cedo do serviço. Não saia com amigos no primeiro ano. Não limpe o rosto da criança com pano que caiu no chão. Não tente andar de skate enquanto empurra o carrinho de bebê”.
Para ter filhos seria obrigatória a leitura do manual. Uma grande prova nacional seria feita anualmente para os candidatos a pai. Tirando notas baixas, você estaria proibido de ser pai. Para casar no cartório, apenas com a carteirinha de aprovação. Alguns saberiam o manual de cor, recitariam trechos nos bares, se mostrando para as garotas. Artigo 33, parágrafo quarto: Jamais esquente a mamadeira de plástico no........................ ”. Teriam sempre orgulhosamente o diploma na carteira. “Aprovado para paternidade”.
De tempos em tempos, o manual seria atualizado. Não estou dizendo que não erraríamos mais. Mas já seria um ótimo começo.

PIANGERS, Marcos in nscDC, Santa Catarina. Ano 37, número 12197, adaptado.





Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto segundo a norma-padrão.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita Órgão: Prefeitura de Dom Eliseu - PA Provas: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente Ambiental | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente de Fiscalização | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente Municipal de Trânsito | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Assistente Administrativo | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Auxiliar De Sala De Aula Em Educação Especial - Inclusiva - Aee - Educação Infantil | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Cadastrador Imobiliário | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Fiscal de Obras e Posturas | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Secretário Escolar | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico Agrícola | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico Agropecuário | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico de Enfermagem | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico de Saúde Bucal | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico em Laboratório | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico em Radiologia |
Q2240585 Português
Gosta de ver tragédia? Pode ser curiosidade e prazer pelo sofrimento alheio...

      Muitos creditam o interesse humano por tragédias à televisão ou às redes sociais, onde acidentes, crimes e outras desgraças acabam sendo temas de programas ou viralizando. Mas saiba que esse não é um fenômeno tão recente assim. Pelo contrário, é observado desde a Antiguidade, quando por entre os séculos 4 a.C e 6 a.C os gregos tiveram a ideia de inventar o teatro. A partir daí, a tragédia como entretenimento conquistou as multidões e se espalhou mundo afora.
      "A tragédia como arte explora o sofrimento humano e busca extrair da plateia todo tipo de emoção e surpresa, além de fazê-la se identificar com personagens e vivências", diz Luiz Scocca, psiquiatra pelo HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e APA (Associação Americana de Psiquiatria). Segundo ele, muita gente gosta porque tem curiosidade, mexe com os sentimentos.
Para além da ficção, tragédias reais também podem ser interessantes porque ajudam o ser humano a refletir sobre perigos e questionamentos que o acompanham há milênios, a respeito da morte, do sentido da vida, do bem e do mal. Mas excessiva e recorrente essa "atração" pode viciar, ou revelar que há algo mais sério por trás e que merece investigação, como algum transtorno ou obsessão, mas é raro.
      Consumir tragédia também pode ocorrer em resposta a um sofrimento pessoal, como quando se termina um namoro, morre alguém querido, ou se enfrenta uma decepção. Quando estamos para baixo temos a tendência natural de querer ver coisas tristes, para chorar e se sentir aliviado, ou então refletir por comparação que a vida não está tão ruim assim e melhorar o astral.
      "A pessoa está em busca de produzir mudanças afetivas internas, de se conectar consigo, da mesma forma quando assiste a uma comédia ou um romance. São estímulos extremamente ativadores de emoções, assim como ir ao teatro, meditar, fazer exercícios", diz Henrique Bottura, psiquiatra e diretor clínico do Instituto de Psiquiatria Paulista, em São Paulo.
      A maioria dos seres humanos também gosta de sofrer e torcer em companhia, mesmo que virtualmente. Ao se projetar em alguma tragédia que não necessariamente tenha a ver com o que se vive, a pessoa se sente compreendida. Essa é uma maneira de também aprender alguma lição com aquela situação, sobre como lidar com dificuldades e se superar.
      Gostar de filmes e séries sobre guerras, assassinatos, meteoros apocalípticos ou naufrágios, como o do Titanic, porém, não se compara a uma cada vez mais observada atitude de passar por acidentes reais e registrá-los com o celular.
      Uma coisa é estar no local para acionar o Samu, informar, conscientizar e garantir a proteção de quem possa passar por ali, outra é usar a tragédia para se autopromover, sobretudo nas redes sociais. "É uma necessidade muito grande de se autoafirmar, se exibir, chamar a atenção. 'Já que não olham para mim, vão ver o que eu vi e se impressionar', pensa quem faz esse tipo de coisa e pode ter a ver com insegurança", informa Marina Vasconcellos, psicóloga perita em psicodrama e terapeuta familiar pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
      Embora nessa atitude possa haver também um fundo de curiosidade, a impressão que passa nunca é das melhores e ainda revela uma falta de sensibilidade e de empatia com o próximo. Pode soar perverso, mas da mesma forma que existem pessoas que torcem para os vilões da ficção e mesmo assim possuem uma boa conduta social, há aquelas que também sentem um certo contentamento ou fetiche mórbido ao presenciar o sofrimento alheio.
      Procurar e gostar de conteúdos e acontecimentos trágicos que não se relacionam com a própria existência não configura nenhum tipo de problema psiquiátrico. Entretanto, como já mencionado no início, excessos provocam e estão relacionados a desequilíbrios. Então, faz mal quando esse negativismo passa a dominar o tempo todo as atenções e impede a pessoa de levar uma vida normal, ter ambições, aprender, falar sobre outros assuntos e ser leve.
      Como consequência, ela pode acabar saindo da realidade ou apresentar sintomas depressivos, ansiedade, pânico. Isso porque focar demais no que é ruim libera cortisol, hormônio do estresse e prejudicial à saúde em excesso. Às vezes, pode ser até uma fase, algo que perdura até a curiosidade sobre o assunto se esgotar, mas do contrário, quando não diminui e até piora, a ponto dos outros se queixarem, inspirar ações que ofereçam danos ou afetar as relações, é preciso intervir e tratar.
      Na dúvida, é sempre melhor procurar a orientação de um psiquiatra/psicólogo e fazer uma avaliação, ressalta Yuri Busin, psicólogo, doutor em neurociência e diretor do Casme (Centro de Atenção à Saúde Mental-Equilíbrio), em São Paulo.

(Texto de Marcelo Testoni para a Coluna VivaBem, da Uol. https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/02/gosta-de-ver-tragediapode-ser-curiosidade-e-prazer-pelo-sofrimento-alheio.html). 
Na opinião de Marina Vasconcellos, psicóloga que é citada no texto, o uso de tragédias para se autopromover: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita Órgão: Prefeitura de Dom Eliseu - PA Provas: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente Ambiental | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente de Fiscalização | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente Municipal de Trânsito | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Assistente Administrativo | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Auxiliar De Sala De Aula Em Educação Especial - Inclusiva - Aee - Educação Infantil | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Cadastrador Imobiliário | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Fiscal de Obras e Posturas | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Secretário Escolar | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico Agrícola | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico Agropecuário | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico de Enfermagem | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico de Saúde Bucal | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico em Laboratório | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico em Radiologia |
Q2240584 Português
Gosta de ver tragédia? Pode ser curiosidade e prazer pelo sofrimento alheio...

      Muitos creditam o interesse humano por tragédias à televisão ou às redes sociais, onde acidentes, crimes e outras desgraças acabam sendo temas de programas ou viralizando. Mas saiba que esse não é um fenômeno tão recente assim. Pelo contrário, é observado desde a Antiguidade, quando por entre os séculos 4 a.C e 6 a.C os gregos tiveram a ideia de inventar o teatro. A partir daí, a tragédia como entretenimento conquistou as multidões e se espalhou mundo afora.
      "A tragédia como arte explora o sofrimento humano e busca extrair da plateia todo tipo de emoção e surpresa, além de fazê-la se identificar com personagens e vivências", diz Luiz Scocca, psiquiatra pelo HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e APA (Associação Americana de Psiquiatria). Segundo ele, muita gente gosta porque tem curiosidade, mexe com os sentimentos.
Para além da ficção, tragédias reais também podem ser interessantes porque ajudam o ser humano a refletir sobre perigos e questionamentos que o acompanham há milênios, a respeito da morte, do sentido da vida, do bem e do mal. Mas excessiva e recorrente essa "atração" pode viciar, ou revelar que há algo mais sério por trás e que merece investigação, como algum transtorno ou obsessão, mas é raro.
      Consumir tragédia também pode ocorrer em resposta a um sofrimento pessoal, como quando se termina um namoro, morre alguém querido, ou se enfrenta uma decepção. Quando estamos para baixo temos a tendência natural de querer ver coisas tristes, para chorar e se sentir aliviado, ou então refletir por comparação que a vida não está tão ruim assim e melhorar o astral.
      "A pessoa está em busca de produzir mudanças afetivas internas, de se conectar consigo, da mesma forma quando assiste a uma comédia ou um romance. São estímulos extremamente ativadores de emoções, assim como ir ao teatro, meditar, fazer exercícios", diz Henrique Bottura, psiquiatra e diretor clínico do Instituto de Psiquiatria Paulista, em São Paulo.
      A maioria dos seres humanos também gosta de sofrer e torcer em companhia, mesmo que virtualmente. Ao se projetar em alguma tragédia que não necessariamente tenha a ver com o que se vive, a pessoa se sente compreendida. Essa é uma maneira de também aprender alguma lição com aquela situação, sobre como lidar com dificuldades e se superar.
      Gostar de filmes e séries sobre guerras, assassinatos, meteoros apocalípticos ou naufrágios, como o do Titanic, porém, não se compara a uma cada vez mais observada atitude de passar por acidentes reais e registrá-los com o celular.
      Uma coisa é estar no local para acionar o Samu, informar, conscientizar e garantir a proteção de quem possa passar por ali, outra é usar a tragédia para se autopromover, sobretudo nas redes sociais. "É uma necessidade muito grande de se autoafirmar, se exibir, chamar a atenção. 'Já que não olham para mim, vão ver o que eu vi e se impressionar', pensa quem faz esse tipo de coisa e pode ter a ver com insegurança", informa Marina Vasconcellos, psicóloga perita em psicodrama e terapeuta familiar pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
      Embora nessa atitude possa haver também um fundo de curiosidade, a impressão que passa nunca é das melhores e ainda revela uma falta de sensibilidade e de empatia com o próximo. Pode soar perverso, mas da mesma forma que existem pessoas que torcem para os vilões da ficção e mesmo assim possuem uma boa conduta social, há aquelas que também sentem um certo contentamento ou fetiche mórbido ao presenciar o sofrimento alheio.
      Procurar e gostar de conteúdos e acontecimentos trágicos que não se relacionam com a própria existência não configura nenhum tipo de problema psiquiátrico. Entretanto, como já mencionado no início, excessos provocam e estão relacionados a desequilíbrios. Então, faz mal quando esse negativismo passa a dominar o tempo todo as atenções e impede a pessoa de levar uma vida normal, ter ambições, aprender, falar sobre outros assuntos e ser leve.
      Como consequência, ela pode acabar saindo da realidade ou apresentar sintomas depressivos, ansiedade, pânico. Isso porque focar demais no que é ruim libera cortisol, hormônio do estresse e prejudicial à saúde em excesso. Às vezes, pode ser até uma fase, algo que perdura até a curiosidade sobre o assunto se esgotar, mas do contrário, quando não diminui e até piora, a ponto dos outros se queixarem, inspirar ações que ofereçam danos ou afetar as relações, é preciso intervir e tratar.
      Na dúvida, é sempre melhor procurar a orientação de um psiquiatra/psicólogo e fazer uma avaliação, ressalta Yuri Busin, psicólogo, doutor em neurociência e diretor do Casme (Centro de Atenção à Saúde Mental-Equilíbrio), em São Paulo.

(Texto de Marcelo Testoni para a Coluna VivaBem, da Uol. https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/02/gosta-de-ver-tragediapode-ser-curiosidade-e-prazer-pelo-sofrimento-alheio.html). 
Na opinião de Henrique Bottura, psiquiatra que é citado no texto, a busca por conteúdos trágicos:  
Alternativas
Ano: 2023 Banca: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita Órgão: Prefeitura de Dom Eliseu - PA Provas: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente Ambiental | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente de Fiscalização | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente Municipal de Trânsito | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Assistente Administrativo | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Auxiliar De Sala De Aula Em Educação Especial - Inclusiva - Aee - Educação Infantil | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Cadastrador Imobiliário | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Fiscal de Obras e Posturas | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Secretário Escolar | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico Agrícola | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico Agropecuário | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico de Enfermagem | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico de Saúde Bucal | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico em Laboratório | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico em Radiologia |
Q2240583 Português
Gosta de ver tragédia? Pode ser curiosidade e prazer pelo sofrimento alheio...

      Muitos creditam o interesse humano por tragédias à televisão ou às redes sociais, onde acidentes, crimes e outras desgraças acabam sendo temas de programas ou viralizando. Mas saiba que esse não é um fenômeno tão recente assim. Pelo contrário, é observado desde a Antiguidade, quando por entre os séculos 4 a.C e 6 a.C os gregos tiveram a ideia de inventar o teatro. A partir daí, a tragédia como entretenimento conquistou as multidões e se espalhou mundo afora.
      "A tragédia como arte explora o sofrimento humano e busca extrair da plateia todo tipo de emoção e surpresa, além de fazê-la se identificar com personagens e vivências", diz Luiz Scocca, psiquiatra pelo HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e APA (Associação Americana de Psiquiatria). Segundo ele, muita gente gosta porque tem curiosidade, mexe com os sentimentos.
Para além da ficção, tragédias reais também podem ser interessantes porque ajudam o ser humano a refletir sobre perigos e questionamentos que o acompanham há milênios, a respeito da morte, do sentido da vida, do bem e do mal. Mas excessiva e recorrente essa "atração" pode viciar, ou revelar que há algo mais sério por trás e que merece investigação, como algum transtorno ou obsessão, mas é raro.
      Consumir tragédia também pode ocorrer em resposta a um sofrimento pessoal, como quando se termina um namoro, morre alguém querido, ou se enfrenta uma decepção. Quando estamos para baixo temos a tendência natural de querer ver coisas tristes, para chorar e se sentir aliviado, ou então refletir por comparação que a vida não está tão ruim assim e melhorar o astral.
      "A pessoa está em busca de produzir mudanças afetivas internas, de se conectar consigo, da mesma forma quando assiste a uma comédia ou um romance. São estímulos extremamente ativadores de emoções, assim como ir ao teatro, meditar, fazer exercícios", diz Henrique Bottura, psiquiatra e diretor clínico do Instituto de Psiquiatria Paulista, em São Paulo.
      A maioria dos seres humanos também gosta de sofrer e torcer em companhia, mesmo que virtualmente. Ao se projetar em alguma tragédia que não necessariamente tenha a ver com o que se vive, a pessoa se sente compreendida. Essa é uma maneira de também aprender alguma lição com aquela situação, sobre como lidar com dificuldades e se superar.
      Gostar de filmes e séries sobre guerras, assassinatos, meteoros apocalípticos ou naufrágios, como o do Titanic, porém, não se compara a uma cada vez mais observada atitude de passar por acidentes reais e registrá-los com o celular.
      Uma coisa é estar no local para acionar o Samu, informar, conscientizar e garantir a proteção de quem possa passar por ali, outra é usar a tragédia para se autopromover, sobretudo nas redes sociais. "É uma necessidade muito grande de se autoafirmar, se exibir, chamar a atenção. 'Já que não olham para mim, vão ver o que eu vi e se impressionar', pensa quem faz esse tipo de coisa e pode ter a ver com insegurança", informa Marina Vasconcellos, psicóloga perita em psicodrama e terapeuta familiar pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
      Embora nessa atitude possa haver também um fundo de curiosidade, a impressão que passa nunca é das melhores e ainda revela uma falta de sensibilidade e de empatia com o próximo. Pode soar perverso, mas da mesma forma que existem pessoas que torcem para os vilões da ficção e mesmo assim possuem uma boa conduta social, há aquelas que também sentem um certo contentamento ou fetiche mórbido ao presenciar o sofrimento alheio.
      Procurar e gostar de conteúdos e acontecimentos trágicos que não se relacionam com a própria existência não configura nenhum tipo de problema psiquiátrico. Entretanto, como já mencionado no início, excessos provocam e estão relacionados a desequilíbrios. Então, faz mal quando esse negativismo passa a dominar o tempo todo as atenções e impede a pessoa de levar uma vida normal, ter ambições, aprender, falar sobre outros assuntos e ser leve.
      Como consequência, ela pode acabar saindo da realidade ou apresentar sintomas depressivos, ansiedade, pânico. Isso porque focar demais no que é ruim libera cortisol, hormônio do estresse e prejudicial à saúde em excesso. Às vezes, pode ser até uma fase, algo que perdura até a curiosidade sobre o assunto se esgotar, mas do contrário, quando não diminui e até piora, a ponto dos outros se queixarem, inspirar ações que ofereçam danos ou afetar as relações, é preciso intervir e tratar.
      Na dúvida, é sempre melhor procurar a orientação de um psiquiatra/psicólogo e fazer uma avaliação, ressalta Yuri Busin, psicólogo, doutor em neurociência e diretor do Casme (Centro de Atenção à Saúde Mental-Equilíbrio), em São Paulo.

(Texto de Marcelo Testoni para a Coluna VivaBem, da Uol. https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/02/gosta-de-ver-tragediapode-ser-curiosidade-e-prazer-pelo-sofrimento-alheio.html). 
Sobre as ideias defendidas no texto, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita Órgão: Prefeitura de Dom Eliseu - PA Provas: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente Ambiental | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente de Fiscalização | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente Municipal de Trânsito | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Assistente Administrativo | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Auxiliar De Sala De Aula Em Educação Especial - Inclusiva - Aee - Educação Infantil | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Cadastrador Imobiliário | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Fiscal de Obras e Posturas | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Secretário Escolar | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico Agrícola | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico Agropecuário | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico de Enfermagem | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico de Saúde Bucal | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico em Laboratório | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico em Radiologia |
Q2240582 Português
Gosta de ver tragédia? Pode ser curiosidade e prazer pelo sofrimento alheio...

      Muitos creditam o interesse humano por tragédias à televisão ou às redes sociais, onde acidentes, crimes e outras desgraças acabam sendo temas de programas ou viralizando. Mas saiba que esse não é um fenômeno tão recente assim. Pelo contrário, é observado desde a Antiguidade, quando por entre os séculos 4 a.C e 6 a.C os gregos tiveram a ideia de inventar o teatro. A partir daí, a tragédia como entretenimento conquistou as multidões e se espalhou mundo afora.
      "A tragédia como arte explora o sofrimento humano e busca extrair da plateia todo tipo de emoção e surpresa, além de fazê-la se identificar com personagens e vivências", diz Luiz Scocca, psiquiatra pelo HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e APA (Associação Americana de Psiquiatria). Segundo ele, muita gente gosta porque tem curiosidade, mexe com os sentimentos.
Para além da ficção, tragédias reais também podem ser interessantes porque ajudam o ser humano a refletir sobre perigos e questionamentos que o acompanham há milênios, a respeito da morte, do sentido da vida, do bem e do mal. Mas excessiva e recorrente essa "atração" pode viciar, ou revelar que há algo mais sério por trás e que merece investigação, como algum transtorno ou obsessão, mas é raro.
      Consumir tragédia também pode ocorrer em resposta a um sofrimento pessoal, como quando se termina um namoro, morre alguém querido, ou se enfrenta uma decepção. Quando estamos para baixo temos a tendência natural de querer ver coisas tristes, para chorar e se sentir aliviado, ou então refletir por comparação que a vida não está tão ruim assim e melhorar o astral.
      "A pessoa está em busca de produzir mudanças afetivas internas, de se conectar consigo, da mesma forma quando assiste a uma comédia ou um romance. São estímulos extremamente ativadores de emoções, assim como ir ao teatro, meditar, fazer exercícios", diz Henrique Bottura, psiquiatra e diretor clínico do Instituto de Psiquiatria Paulista, em São Paulo.
      A maioria dos seres humanos também gosta de sofrer e torcer em companhia, mesmo que virtualmente. Ao se projetar em alguma tragédia que não necessariamente tenha a ver com o que se vive, a pessoa se sente compreendida. Essa é uma maneira de também aprender alguma lição com aquela situação, sobre como lidar com dificuldades e se superar.
      Gostar de filmes e séries sobre guerras, assassinatos, meteoros apocalípticos ou naufrágios, como o do Titanic, porém, não se compara a uma cada vez mais observada atitude de passar por acidentes reais e registrá-los com o celular.
      Uma coisa é estar no local para acionar o Samu, informar, conscientizar e garantir a proteção de quem possa passar por ali, outra é usar a tragédia para se autopromover, sobretudo nas redes sociais. "É uma necessidade muito grande de se autoafirmar, se exibir, chamar a atenção. 'Já que não olham para mim, vão ver o que eu vi e se impressionar', pensa quem faz esse tipo de coisa e pode ter a ver com insegurança", informa Marina Vasconcellos, psicóloga perita em psicodrama e terapeuta familiar pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
      Embora nessa atitude possa haver também um fundo de curiosidade, a impressão que passa nunca é das melhores e ainda revela uma falta de sensibilidade e de empatia com o próximo. Pode soar perverso, mas da mesma forma que existem pessoas que torcem para os vilões da ficção e mesmo assim possuem uma boa conduta social, há aquelas que também sentem um certo contentamento ou fetiche mórbido ao presenciar o sofrimento alheio.
      Procurar e gostar de conteúdos e acontecimentos trágicos que não se relacionam com a própria existência não configura nenhum tipo de problema psiquiátrico. Entretanto, como já mencionado no início, excessos provocam e estão relacionados a desequilíbrios. Então, faz mal quando esse negativismo passa a dominar o tempo todo as atenções e impede a pessoa de levar uma vida normal, ter ambições, aprender, falar sobre outros assuntos e ser leve.
      Como consequência, ela pode acabar saindo da realidade ou apresentar sintomas depressivos, ansiedade, pânico. Isso porque focar demais no que é ruim libera cortisol, hormônio do estresse e prejudicial à saúde em excesso. Às vezes, pode ser até uma fase, algo que perdura até a curiosidade sobre o assunto se esgotar, mas do contrário, quando não diminui e até piora, a ponto dos outros se queixarem, inspirar ações que ofereçam danos ou afetar as relações, é preciso intervir e tratar.
      Na dúvida, é sempre melhor procurar a orientação de um psiquiatra/psicólogo e fazer uma avaliação, ressalta Yuri Busin, psicólogo, doutor em neurociência e diretor do Casme (Centro de Atenção à Saúde Mental-Equilíbrio), em São Paulo.

(Texto de Marcelo Testoni para a Coluna VivaBem, da Uol. https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/02/gosta-de-ver-tragediapode-ser-curiosidade-e-prazer-pelo-sofrimento-alheio.html). 
Ainda segundo o texto, podemos dizer corretamente que: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita Órgão: Prefeitura de Dom Eliseu - PA Provas: LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente Ambiental | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente de Fiscalização | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Agente Municipal de Trânsito | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Assistente Administrativo | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Auxiliar De Sala De Aula Em Educação Especial - Inclusiva - Aee - Educação Infantil | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Cadastrador Imobiliário | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Fiscal de Obras e Posturas | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Secretário Escolar | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico Agrícola | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico Agropecuário | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico de Enfermagem | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico de Saúde Bucal | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico em Laboratório | LJ Assessoria e Planejamento Administrativo Limita - 2023 - Prefeitura de Dom Eliseu - PA - Técnico em Radiologia |
Q2240581 Português
Gosta de ver tragédia? Pode ser curiosidade e prazer pelo sofrimento alheio...

      Muitos creditam o interesse humano por tragédias à televisão ou às redes sociais, onde acidentes, crimes e outras desgraças acabam sendo temas de programas ou viralizando. Mas saiba que esse não é um fenômeno tão recente assim. Pelo contrário, é observado desde a Antiguidade, quando por entre os séculos 4 a.C e 6 a.C os gregos tiveram a ideia de inventar o teatro. A partir daí, a tragédia como entretenimento conquistou as multidões e se espalhou mundo afora.
      "A tragédia como arte explora o sofrimento humano e busca extrair da plateia todo tipo de emoção e surpresa, além de fazê-la se identificar com personagens e vivências", diz Luiz Scocca, psiquiatra pelo HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e APA (Associação Americana de Psiquiatria). Segundo ele, muita gente gosta porque tem curiosidade, mexe com os sentimentos.
Para além da ficção, tragédias reais também podem ser interessantes porque ajudam o ser humano a refletir sobre perigos e questionamentos que o acompanham há milênios, a respeito da morte, do sentido da vida, do bem e do mal. Mas excessiva e recorrente essa "atração" pode viciar, ou revelar que há algo mais sério por trás e que merece investigação, como algum transtorno ou obsessão, mas é raro.
      Consumir tragédia também pode ocorrer em resposta a um sofrimento pessoal, como quando se termina um namoro, morre alguém querido, ou se enfrenta uma decepção. Quando estamos para baixo temos a tendência natural de querer ver coisas tristes, para chorar e se sentir aliviado, ou então refletir por comparação que a vida não está tão ruim assim e melhorar o astral.
      "A pessoa está em busca de produzir mudanças afetivas internas, de se conectar consigo, da mesma forma quando assiste a uma comédia ou um romance. São estímulos extremamente ativadores de emoções, assim como ir ao teatro, meditar, fazer exercícios", diz Henrique Bottura, psiquiatra e diretor clínico do Instituto de Psiquiatria Paulista, em São Paulo.
      A maioria dos seres humanos também gosta de sofrer e torcer em companhia, mesmo que virtualmente. Ao se projetar em alguma tragédia que não necessariamente tenha a ver com o que se vive, a pessoa se sente compreendida. Essa é uma maneira de também aprender alguma lição com aquela situação, sobre como lidar com dificuldades e se superar.
      Gostar de filmes e séries sobre guerras, assassinatos, meteoros apocalípticos ou naufrágios, como o do Titanic, porém, não se compara a uma cada vez mais observada atitude de passar por acidentes reais e registrá-los com o celular.
      Uma coisa é estar no local para acionar o Samu, informar, conscientizar e garantir a proteção de quem possa passar por ali, outra é usar a tragédia para se autopromover, sobretudo nas redes sociais. "É uma necessidade muito grande de se autoafirmar, se exibir, chamar a atenção. 'Já que não olham para mim, vão ver o que eu vi e se impressionar', pensa quem faz esse tipo de coisa e pode ter a ver com insegurança", informa Marina Vasconcellos, psicóloga perita em psicodrama e terapeuta familiar pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
      Embora nessa atitude possa haver também um fundo de curiosidade, a impressão que passa nunca é das melhores e ainda revela uma falta de sensibilidade e de empatia com o próximo. Pode soar perverso, mas da mesma forma que existem pessoas que torcem para os vilões da ficção e mesmo assim possuem uma boa conduta social, há aquelas que também sentem um certo contentamento ou fetiche mórbido ao presenciar o sofrimento alheio.
      Procurar e gostar de conteúdos e acontecimentos trágicos que não se relacionam com a própria existência não configura nenhum tipo de problema psiquiátrico. Entretanto, como já mencionado no início, excessos provocam e estão relacionados a desequilíbrios. Então, faz mal quando esse negativismo passa a dominar o tempo todo as atenções e impede a pessoa de levar uma vida normal, ter ambições, aprender, falar sobre outros assuntos e ser leve.
      Como consequência, ela pode acabar saindo da realidade ou apresentar sintomas depressivos, ansiedade, pânico. Isso porque focar demais no que é ruim libera cortisol, hormônio do estresse e prejudicial à saúde em excesso. Às vezes, pode ser até uma fase, algo que perdura até a curiosidade sobre o assunto se esgotar, mas do contrário, quando não diminui e até piora, a ponto dos outros se queixarem, inspirar ações que ofereçam danos ou afetar as relações, é preciso intervir e tratar.
      Na dúvida, é sempre melhor procurar a orientação de um psiquiatra/psicólogo e fazer uma avaliação, ressalta Yuri Busin, psicólogo, doutor em neurociência e diretor do Casme (Centro de Atenção à Saúde Mental-Equilíbrio), em São Paulo.

(Texto de Marcelo Testoni para a Coluna VivaBem, da Uol. https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/03/02/gosta-de-ver-tragediapode-ser-curiosidade-e-prazer-pelo-sofrimento-alheio.html). 
A partir da leitura do texto, podemos afirmar corretamente que: 
Alternativas
Q2240481 Português

Observe o texto a seguir. 

À Beça 


Gumercindo Bessa (1859-1913), jornalista e jurista alagoano, foi adversário de Rui Barbosa na Questão Acreana, em que o Estado do Amazonas pretendia incorporar o Território do Acre. Bessa venceu a questão em favor do Acre, apresentando argumentos irrefutáveis e numa quantidade impressionante. 

Posterriormente, mas não muito, Rodrigues Alves (Presidente do Brasil de 1902 a 1906) diria a um cidadão que lhe apresentava um pedido com justificativas infindáveis: "O senhor tem argumentos à Bessa". A partir dai, popularizou-se a expressão à beça com o sentido de uma grande quantidade ou intensidade. 

Por que os dois esses viraram cê-cedilha? Ninguém sabe. 


(Reinaldo Pimenta, A Casa da Mãe Joana 2)


A ideia central do texto é a de

Alternativas
Respostas
10001: B
10002: D
10003: B
10004: A
10005: E
10006: C
10007: D
10008: C
10009: C
10010: C
10011: E
10012: E
10013: B
10014: D
10015: C
10016: E
10017: C
10018: B
10019: E
10020: A