Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4101688 Português

Leia o texto para responder à questão.


A perca. (Martha Medeiros).


Estava parada num sinal da Avenida Ipiranga quando um carro encostou ao lado do meu. A motorista abriu a janela e pediu para eu abrir a minha. Era uma moça simpática que me perguntou: “Martha, o certo é dizer perda ou perca?”.“Hãn?” “É perda de tempo ou perca de tempo? Como se diz?”


A pergunta era tão inusitada para a hora e o local, tão surpreendente, vinda de alguém que eu não conhecia, que me deu um branco: por um milésimo de segundo eu não soube o que responder. Perca de tempo, isso existe? Então o sinal abriu, os carros da frente começaram a engatar a primeira, eu olhei para ela e disse: “É perda de tempo”.


Ela sorriu em agradecimento e foi em frente. Meu carro ainda ficou um tempo parado. Eu parada no tempo. Perca de tempo.

Dei uma risada e segui meu rumo também.

Se alguém te diz “não perca tempo”, e todos te dizem isso o tempo todo, como não confundir? Tantos confundem. São coagidos a tal.

E, cá entre nós, a “perca” parece mais amena do que a perda.

A perca de um amor é quase tão corriqueira como a perca do capítulo da novela. A perca é feira livre. A perca é festiva. A perca é música popular.

Já a perda é sinfonia de Beethoven.

A perca acontece no verão. A perca de uma cadeirinha de praia, a perca de um palito premiado de picolé.

As perdas acontecem no inverno.

A perca é simplória, a perca é distraída, a perca é provisória, logo, logo reencontrarão o que está faltando. A perda é para sempre. As percas reinventam o vocabulário e seu sentido, não são graves, as percas são imperfeições perdoáveis, as percas são inocentes.

As perdas são catastróficas, nada têm de folclóricas.

A perca é um erro gramatical, e apenas esse erro ela contém. De resto, não faz mal a ninguém.

A perda é um acerto gramatical, mas só esse acerto ela contém. De resto, é brutal.

Se eu pudesse voltar no tempo, reconstituiria a cena de outra forma:

“Martha, é perda de tempo ou perca de tempo? Como é que se diz?”

“O correto é dizer perda, mas é muito solene. Perca dói menos por ser mais trivial”.

De acordo com o texto, pode-se compreender que a expressão “inusitada” significa: 
Alternativas
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Q4101633 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



A Educação no Brasil: entre metas e desigualdades


    O IBGE lançou no final de 2025 a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. A publicação examinou a frequência escolar e o nível de instrução, comparando-os com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A taxa de frequência escolar bruta (mede a proporção de crianças e jovens em determinada faixa etária que frequentam a escola, estando ou não na série adequada à idade) para crianças de 0 a 3 anos chegou a 39,7% em 2024, apontando uma melhoria de mais de 9 pontos percentuais em relação a 2016 (início da série histórica dessa publicação).


    Mas esses percentuais ainda estão abaixo da Meta 1 do PNE, que tem o objetivo de universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos. Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante  destacado, mais fortemente na Região Norte.


    Na faixa intermediária (de 6 a 14 anos), a taxa ficou estável, com 99,5% em 2024. Já para a faixa etária de 15 a 17 anos, que está majoritariamente no Ensino Médio, a taxa de frequência escolar bruta alcançou 93,5% em 2024, um dos avanços mais significativos da série. No entanto, a Meta 3 do PNE, que buscava a universalização total (100%) do atendimento escolar para essa faixa, ainda não foi plenamente atingida. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de frequência bruta ficou em 31,5% em 2024, retornando ao patamar de 2016, mas permanecendo abaixo da Meta 12 do PNE (50%). Essa taxa havia tido uma redução entre 2019 (31,3%) e 2022 (30,6%).


    A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, ou seja, se os alunos estão na série correta para a idade, usando a Taxa Ajustada de Frequência Escolar Líquida (TAFEL). Para a faixa do Ensino Médio (15 a 17 anos), a TAFEL teve um aumento contínuo e chegou a 76,8% em 2024. Outro ponto positivo é que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 anos em 2024, ficando muito próxima da Meta 8 do PNE, que almeja um mínimo de 12 anos. Isso mostra que, em média, a juventude está passando mais tempo na escola. Essa média, no entanto, não mostra desigualdades, pois a média era 9,4 anos para moradores da zona rural. Médio, o estudo revela uma grande desigualdade entre homens e mulheres. Para os homens, o motivo mais citado para não frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, alcançando 61,2% em 2024. Já para as mulheres, os principais motivos estavam ligados ao trabalho não remunerado: gravidez e ter que realizar afazeres domésticos e de cuidados (38,2%). Isso indica que as responsabilidades domésticas e de cuidado ainda são um grande obstáculo para a educação feminina.


    As desigualdades regionais, de renda e de cor ou raça ainda persistem. Por exemplo, a Região Nordeste ainda enfrenta um grande desafio no letramento, registrando uma taxa de analfabetismo de 11,1% para pessoas com 15 anos ou mais em 2024, o que é duas vezes maior do que a média nacional (5,3%). A desigualdade de renda também e clara: enquanto os jovens de 18 a 29 anos nos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo, aqueles no quartil de maiores rendimentos alcançaram uma média de 13,5 anos. Além disso, apesar de as mulheres brancas terem a maior taxa de frequência escolar líquida (TAFEL) em relação a todos os outros grupos, a vantagem feminina não supera a desigualdade racial, e as mulheres e homens pretos ou pardos ainda tinham as taxas mais baixas no Ensino Superior.


Fonte: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-

especiais/23113-a-educacao-no-brasil-entre-metas-e-

desigualdades.html (com adaptações).

No quarto parágrafo, o texto afirma que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 anos, aproximando-se da Meta 8 do PNE. Em seguida, pondera que esse dado não mostra as desigualdades locais (como os 9,4 anos na zona rural). A relação lógica e a hierarquia de ideias estabelecidas entre essas duas informações configuram uma relação de:
Alternativas
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Q4101632 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



A Educação no Brasil: entre metas e desigualdades


    O IBGE lançou no final de 2025 a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. A publicação examinou a frequência escolar e o nível de instrução, comparando-os com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A taxa de frequência escolar bruta (mede a proporção de crianças e jovens em determinada faixa etária que frequentam a escola, estando ou não na série adequada à idade) para crianças de 0 a 3 anos chegou a 39,7% em 2024, apontando uma melhoria de mais de 9 pontos percentuais em relação a 2016 (início da série histórica dessa publicação).


    Mas esses percentuais ainda estão abaixo da Meta 1 do PNE, que tem o objetivo de universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos. Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante  destacado, mais fortemente na Região Norte.


    Na faixa intermediária (de 6 a 14 anos), a taxa ficou estável, com 99,5% em 2024. Já para a faixa etária de 15 a 17 anos, que está majoritariamente no Ensino Médio, a taxa de frequência escolar bruta alcançou 93,5% em 2024, um dos avanços mais significativos da série. No entanto, a Meta 3 do PNE, que buscava a universalização total (100%) do atendimento escolar para essa faixa, ainda não foi plenamente atingida. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de frequência bruta ficou em 31,5% em 2024, retornando ao patamar de 2016, mas permanecendo abaixo da Meta 12 do PNE (50%). Essa taxa havia tido uma redução entre 2019 (31,3%) e 2022 (30,6%).


    A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, ou seja, se os alunos estão na série correta para a idade, usando a Taxa Ajustada de Frequência Escolar Líquida (TAFEL). Para a faixa do Ensino Médio (15 a 17 anos), a TAFEL teve um aumento contínuo e chegou a 76,8% em 2024. Outro ponto positivo é que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 anos em 2024, ficando muito próxima da Meta 8 do PNE, que almeja um mínimo de 12 anos. Isso mostra que, em média, a juventude está passando mais tempo na escola. Essa média, no entanto, não mostra desigualdades, pois a média era 9,4 anos para moradores da zona rural. Médio, o estudo revela uma grande desigualdade entre homens e mulheres. Para os homens, o motivo mais citado para não frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, alcançando 61,2% em 2024. Já para as mulheres, os principais motivos estavam ligados ao trabalho não remunerado: gravidez e ter que realizar afazeres domésticos e de cuidados (38,2%). Isso indica que as responsabilidades domésticas e de cuidado ainda são um grande obstáculo para a educação feminina.


    As desigualdades regionais, de renda e de cor ou raça ainda persistem. Por exemplo, a Região Nordeste ainda enfrenta um grande desafio no letramento, registrando uma taxa de analfabetismo de 11,1% para pessoas com 15 anos ou mais em 2024, o que é duas vezes maior do que a média nacional (5,3%). A desigualdade de renda também e clara: enquanto os jovens de 18 a 29 anos nos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo, aqueles no quartil de maiores rendimentos alcançaram uma média de 13,5 anos. Além disso, apesar de as mulheres brancas terem a maior taxa de frequência escolar líquida (TAFEL) em relação a todos os outros grupos, a vantagem feminina não supera a desigualdade racial, e as mulheres e homens pretos ou pardos ainda tinham as taxas mais baixas no Ensino Superior.


Fonte: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-

especiais/23113-a-educacao-no-brasil-entre-metas-e-

desigualdades.html (com adaptações).

No último parágrafo, ao cruzar variáveis de gênero, renda, região e cor ou raça, o texto sublinha um fenômeno socioeducacional complexo. A análise desse trecho permite concluir que.
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Q4101629 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



A Educação no Brasil: entre metas e desigualdades


    O IBGE lançou no final de 2025 a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. A publicação examinou a frequência escolar e o nível de instrução, comparando-os com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A taxa de frequência escolar bruta (mede a proporção de crianças e jovens em determinada faixa etária que frequentam a escola, estando ou não na série adequada à idade) para crianças de 0 a 3 anos chegou a 39,7% em 2024, apontando uma melhoria de mais de 9 pontos percentuais em relação a 2016 (início da série histórica dessa publicação).


    Mas esses percentuais ainda estão abaixo da Meta 1 do PNE, que tem o objetivo de universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos. Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante  destacado, mais fortemente na Região Norte.


    Na faixa intermediária (de 6 a 14 anos), a taxa ficou estável, com 99,5% em 2024. Já para a faixa etária de 15 a 17 anos, que está majoritariamente no Ensino Médio, a taxa de frequência escolar bruta alcançou 93,5% em 2024, um dos avanços mais significativos da série. No entanto, a Meta 3 do PNE, que buscava a universalização total (100%) do atendimento escolar para essa faixa, ainda não foi plenamente atingida. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de frequência bruta ficou em 31,5% em 2024, retornando ao patamar de 2016, mas permanecendo abaixo da Meta 12 do PNE (50%). Essa taxa havia tido uma redução entre 2019 (31,3%) e 2022 (30,6%).


    A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, ou seja, se os alunos estão na série correta para a idade, usando a Taxa Ajustada de Frequência Escolar Líquida (TAFEL). Para a faixa do Ensino Médio (15 a 17 anos), a TAFEL teve um aumento contínuo e chegou a 76,8% em 2024. Outro ponto positivo é que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 anos em 2024, ficando muito próxima da Meta 8 do PNE, que almeja um mínimo de 12 anos. Isso mostra que, em média, a juventude está passando mais tempo na escola. Essa média, no entanto, não mostra desigualdades, pois a média era 9,4 anos para moradores da zona rural. Médio, o estudo revela uma grande desigualdade entre homens e mulheres. Para os homens, o motivo mais citado para não frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, alcançando 61,2% em 2024. Já para as mulheres, os principais motivos estavam ligados ao trabalho não remunerado: gravidez e ter que realizar afazeres domésticos e de cuidados (38,2%). Isso indica que as responsabilidades domésticas e de cuidado ainda são um grande obstáculo para a educação feminina.


    As desigualdades regionais, de renda e de cor ou raça ainda persistem. Por exemplo, a Região Nordeste ainda enfrenta um grande desafio no letramento, registrando uma taxa de analfabetismo de 11,1% para pessoas com 15 anos ou mais em 2024, o que é duas vezes maior do que a média nacional (5,3%). A desigualdade de renda também e clara: enquanto os jovens de 18 a 29 anos nos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo, aqueles no quartil de maiores rendimentos alcançaram uma média de 13,5 anos. Além disso, apesar de as mulheres brancas terem a maior taxa de frequência escolar líquida (TAFEL) em relação a todos os outros grupos, a vantagem feminina não supera a desigualdade racial, e as mulheres e homens pretos ou pardos ainda tinham as taxas mais baixas no Ensino Superior.


Fonte: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-

especiais/23113-a-educacao-no-brasil-entre-metas-e-

desigualdades.html (com adaptações).

Analise as assertivas abaixo sobre os motivos que levam os jovens de 15 a 29 anos a interromperem os estudos antes da conclusão do Ensino Médio:
I. O imperativo econômico da inserção no mercado de trabalho formal ou informal atua como o principal vetor de evasão escolar entre a população masculina.
II. O trabalho não remunerado, manifestado em responsabilidades domésticas e de cuidado, configura-se como um entrave cultural e social preponderante para a continuidade dos estudos por parte das mulheres.
III. As razões para o abandono escolar são simétricas entre os gêneros, visto que tanto homens quanto mulheres prioritariamente deixam a escola para assumir funções de provedores financeiros do lar.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4101586 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Comissão pública fluxo de atendimento a crianças

vítimas de abuso


    A Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti) publicou, no dia 25 de maio, o Fluxo Nacional de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Exploração Sexual. O procedimento faz parte da Resolução nº 8, disponível no Diário Oficial da União, e estabelece métodos padronizados para atuação articulada entre órgãos públicos e entidades da sociedade civil a respeito do tema. A norma reconhece a exploração sexual de crianças e adolescentes como uma das piores formas de trabalho infantil, conforme normas internacionais e legislação brasileira.


    O texto define essa prática como o uso de menores para fins sexuais mediante qualquer forma de compensação, inclusive não financeira, como presentes ou favores. O normativo também reforça que o eventual consentimento da vítima não descaracteriza a exploração e destaca que a proteção deve ser prioritária, envolvendo família, sociedade e Estado.


    Entre as principais diretrizes do fluxo está a atuação coordenada da rede de proteção, formada por instituições como conselhos tutelares, Ministério Público, forças de segurança, auditoria fiscal do trabalho e serviços das áreas de saúde, assistência social e educação.


    O documento estabelece princípios que devem orientar o atendimento às vítimas, como celeridade, respeito à dignidade, não discriminação e garantia do direito à informação. Um dos pontos centrais é evitar a revitimização, assegurando que crianças e adolescentes não sejam expostos a repetidas situações de relato da violência. A escuta especializada deve ocorrer em ambiente seguro, com abordagem sensível e sem culpabilização das vítimas, conforme os parâmetros da Lei nº 13.431/2017.


    O modelo de atendimento está estruturado em três fases principais:


• Notícia de fato ou denúncia: envolve o recebimento e registro de informações sobre possíveis casos, que podem ser comunicados por qualquer pessoa ou instituição, inclusive por meio do Disque 100;


• Comunicação e acionamento: inclui o encaminhamento às autoridades competentes, como conselho tutelar, auditoria fiscal do trabalho e órgãos de segurança pública;


• Proteção e responsabilização: abrange o atendimento às vítimas e a adoção de medidas administrativas, civis e criminais para responsabilização dos envolvidos.


    O Sistema Único de Saúde (SUS) deve oferecer atendimento integral, incluindo apoio psicológico. O Sistema Único de Assistência Social (Suas) fica responsável por acompanhar as vítimas e suas famílias, com serviços especializados.


    As escolas também são apontadas como espaços estratégicos para identificação de casos e prevenção.


    No âmbito da responsabilização, órgãos como polícias, Ministérios Públicos e Justiça devem atuar na investigação, punição dos responsáveis, além de garantir medidas protetivas às vítimas.


    A norma prevê que o fluxo seja adaptado à realidade regional, a fim de evitar sobreposição de ações e reduzir riscos de revitimização.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/comissao-publica-fluxo-de-atendimento-criancas-vitimas-de-abuso (adaptado)

O documento legal descrito no texto aponta a necessidade de focar na não revitimização e estabelece que o fluxo deve ser adaptado às realidades regionais, a fim de evitar sobreposição de ações e reduzir riscos de revitimização. Com base nos pressupostos e subentendidos estruturais do texto e nas justificativas para a criação dessa política, o que essas diretrizes indicam, de forma implícita, sobre o cenário de atendimento antes dessa padronização?
Alternativas
Q4101369 Português
Um papel fundamental e proativo


A analista em Ciência e Tecnologia, da Diretoria de Avaliação (DAV), Marília Fonseca, ressalta que o servidor não deve ser visto apenas como um burocrata. "Os servidores são essenciais para que o Estado continue a funcionar", afirma. Para Marília, a capacidade de adaptação às novas tecnologias, como inteligência artificial e big data, é crucial. Ela defende que, com essa modernização, o servidor pode aprimorar suas atividades e enfrentar os desafios contemporâneos de maneira mais eficiente.


A servidora da DAV, também destaca a importância da empatia como uma importante ferramenta de atuação. “Busco ter empatia pelos problemas apontados e me colocar no lugar do outro, entendo que meu trabalho não é dá uma resposta, elaborar uma portaria ou fazer uma nota técnica, mas sim, solucionar o problema que verificamos ou recebemos, dentro das ferramentas que possuímos”, explica. 


A coordenadora de Tecnologias para Educação a Distância (DED), Juliana Moccellin, complementa essa visão ao enfatizar a importância da integridade, da dedicação e da resiliência. Para ela, o servidor público atua como um intermediário vital entre a população e as soluções governamentais. BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A importância do servidor público na sociedade. Brasília, DF, 29 out. 2024. Disponível em: https://intranet.capes.gov.br/noticias/10483-a-importancia-do-servidor-publico-na-sociedade. Acesso em: 26 maio 2026.
No contexto do texto, o termo “resiliência” refere-se à capacidade de:
Alternativas
Q4101367 Português
Um papel fundamental e proativo


A analista em Ciência e Tecnologia, da Diretoria de Avaliação (DAV), Marília Fonseca, ressalta que o servidor não deve ser visto apenas como um burocrata. "Os servidores são essenciais para que o Estado continue a funcionar", afirma. Para Marília, a capacidade de adaptação às novas tecnologias, como inteligência artificial e big data, é crucial. Ela defende que, com essa modernização, o servidor pode aprimorar suas atividades e enfrentar os desafios contemporâneos de maneira mais eficiente.


A servidora da DAV, também destaca a importância da empatia como uma importante ferramenta de atuação. “Busco ter empatia pelos problemas apontados e me colocar no lugar do outro, entendo que meu trabalho não é dá uma resposta, elaborar uma portaria ou fazer uma nota técnica, mas sim, solucionar o problema que verificamos ou recebemos, dentro das ferramentas que possuímos”, explica. 


A coordenadora de Tecnologias para Educação a Distância (DED), Juliana Moccellin, complementa essa visão ao enfatizar a importância da integridade, da dedicação e da resiliência. Para ela, o servidor público atua como um intermediário vital entre a população e as soluções governamentais. BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A importância do servidor público na sociedade. Brasília, DF, 29 out. 2024. Disponível em: https://intranet.capes.gov.br/noticias/10483-a-importancia-do-servidor-publico-na-sociedade. Acesso em: 26 maio 2026.
Ao afirmar que “o servidor público atua como um intermediário vital entre a população e as soluções governamentais”, Juliana Moccellin sugere que o servidor:
Alternativas
Q4101366 Português
Um papel fundamental e proativo


A analista em Ciência e Tecnologia, da Diretoria de Avaliação (DAV), Marília Fonseca, ressalta que o servidor não deve ser visto apenas como um burocrata. "Os servidores são essenciais para que o Estado continue a funcionar", afirma. Para Marília, a capacidade de adaptação às novas tecnologias, como inteligência artificial e big data, é crucial. Ela defende que, com essa modernização, o servidor pode aprimorar suas atividades e enfrentar os desafios contemporâneos de maneira mais eficiente.


A servidora da DAV, também destaca a importância da empatia como uma importante ferramenta de atuação. “Busco ter empatia pelos problemas apontados e me colocar no lugar do outro, entendo que meu trabalho não é dá uma resposta, elaborar uma portaria ou fazer uma nota técnica, mas sim, solucionar o problema que verificamos ou recebemos, dentro das ferramentas que possuímos”, explica. 


A coordenadora de Tecnologias para Educação a Distância (DED), Juliana Moccellin, complementa essa visão ao enfatizar a importância da integridade, da dedicação e da resiliência. Para ela, o servidor público atua como um intermediário vital entre a população e as soluções governamentais. BRASIL. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A importância do servidor público na sociedade. Brasília, DF, 29 out. 2024. Disponível em: https://intranet.capes.gov.br/noticias/10483-a-importancia-do-servidor-publico-na-sociedade. Acesso em: 26 maio 2026.
 O trecho permite inferir que a visão defendida por Marília Fonseca sobre o servidor público rompe, principalmente, com a ideia de que o servidor:
Alternativas
Q4100923 Português
Texto I


No viés da Linguística Textual, “[...] o texto constitui uma construção organizada de forma estrutural cuja finalidade é cumprir os propósitos comunicativos do gênero que ele materializa” (Marquesi; Elias; Cabral, 2017, p. 14).

Fonte: MARQUESI, Sueli Cristina; ELIAS, Vanda Maria; CABRAL, Ana Lúcia Tinoco. Planos de texto, sequências textuais e orientação argumentativa. In:MARQUESI, Sueli Cristina; ELIAS, Vanda Maria; CABRAL, Ana Lúcia Tinoco et al .  Linguística Textual e Ensino . São Paulo: Contexto, 2017.
A respeito do texto I, de sua composição estrutural e de sua funcionalidade, analise as assertivas a seguir.

I- Pode-se considerar, a partir do posicionamento das autoras, que o texto é um todo investido de sentido e estruturalmente organizado para significar da maneira que significa.
II- O propósito comunicativo de um texto independe de sua organização estrutural.
III- O componente estrutural está a serviço do propósito comunicativo do texto.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4100922 Português
Texto I


No viés da Linguística Textual, “[...] o texto constitui uma construção organizada de forma estrutural cuja finalidade é cumprir os propósitos comunicativos do gênero que ele materializa” (Marquesi; Elias; Cabral, 2017, p. 14).

Fonte: MARQUESI, Sueli Cristina; ELIAS, Vanda Maria; CABRAL, Ana Lúcia Tinoco. Planos de texto, sequências textuais e orientação argumentativa. In:MARQUESI, Sueli Cristina; ELIAS, Vanda Maria; CABRAL, Ana Lúcia Tinoco et al .  Linguística Textual e Ensino . São Paulo: Contexto, 2017.
Considerando o contexto apresentado no texto I, analise as asserções a seguir e a relação entre elas:

I- Para a constituição de um texto, há uma relação unívoca entre sua organização estrutural e suas finalidades comunicativas, tornando-as discrepantes entre si.
PORQUE
II- A organização estrutural de um texto é o principal aspecto a considerar na produção textual, uma vez que ele reflete as regras da gramática normativa.

A respeito dessas asserções, CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4099434 Português
Eu acreditei na geração Z


   A geração Z me enganou. No momento que a gente achava bonito ticar item da agenda, sobreviver 12 horas de trabalho à base de café, eles vieram de mansinho mostrando que qualidade de vida era o verdadeiro sucesso. Que mais chic que ser chefe era ser CEO da própria vida.
    A geração Z me atropelou com palavras como “gatilho”, “tóxico”, “red flags”, “abusivo” e se recusou a transformar burnout em plano de carreira. Eu olhava pra eles e pensava: finalmente uma geração que entendeu que não adianta ter plano de saúde se o próprio trabalho adoece a gente. Minha geração glamorizou a mulher de terno e sapato alto tomando um café na rua correndo pra chegar na apresentação da escola do filho. Fiz um filme sobre isso. Alice do “De pernas pro ar” era uma workaholic que trabalhava escondida do marido e vivia culpada por não dar conta de tudo. E no meio disso tudo ela descobria o orgasmo. O burnout era a grande piada do filme e o prazer era a caixa de Pandora. O maior sucesso da minha carreira falava justamente da glamorização da mulher bem-sucedida e exausta. E eu achava lindo, identificação total.
   Eu sou a favor de priorizar a saúde mental, reconheço a importância do ócio, da terapia, da qualidade de vida. Mas eu queria entender: em que momento um prazo mudado virou opressão e qualquer frustração ganhou nome de um transtorno novo no TikTok? Minha geração teve chefe tóxico raiz.
    Eu queria lembrar que vocês só podem peitar o chefe hoje em dia porque alguém passou anos sofrendo sem rede social pra denunciar. Nós somos a primeira geração a ter que entender de engajamento, likes e postagens depois dos 40. Fomos nós que choramos em silêncio no banheiro do escritório pra vocês trabalharem de casa hoje em dia.
     Talvez o problema não seja a geração Z em si. Mas o mundo virtual e isolado que eles cresceram. Gente que sabe se expressar por mensagem, mas trava ao vivo. Que sabe dar nomes aos sentimentos, mas não sabe lidar com eles. Nem todo problema vira trauma, nem todo casamento é careta, nem todo mundo que trabalha muito é infeliz.
     Torço pra que a próxima letra do alfabeto seja um meio-termo entre ser a Mulher Maravilha e agir como um alecrim dourado. A geração Z me ensinou muito, mas, às vezes, tenho vontade de dizer: meu anjo, você não está sendo perseguido. Você só recebeu um prazo. Bem-vindo à vida adulta.



Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/ingrid-guimaraes/coluna /2026/04/eu-acreditei-na-geracao-z.ghtml?giftId=a9ffbdf317b2dab&utm _source=Email&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilharmateria. Acesso em: 26 mai. 2026. (Adaptado).
A partir da leitura do texto, pode se afirmar que a geração Z 
Alternativas
Q4099373 Português
Ciclo da Água

        A água no planeta é encontrada nos estados sólido, líquido e gasoso, distribuída em diferentes reservatórios. A água no estado sólido ocorre nas geleiras; na forma gasosa, como vapor, está na atmosfera, em nuvens. Acima da superfície do solo, a água no estado líquido corre em rios, lagos e oceanos. Abaixo da superfície, a água é armazenada nos poros e outras aberturas existentes nas rochas. Além disso, os seres vivos — animais e plantas — também reservam água. No corpo de um adulto, cerca de 60% da massa corporal total é água, podendo variar de 45 a 75%, dependendo da idade e do sexo.

        Estes reservatórios de água estão em permanente intercâmbio, e a energia solar é o principal motor desta circulação. Assim, uma molécula de água que forma uma nuvem pode cair na forma de chuva, infiltrar-se no solo, ser captada por um poço e estar dentro de você um tempo depois. Este movimento da água entre diferentes reservatórios é o que chamamos de ciclo da água.

        Existem diversos processos que controlam esta circulação, como a precipitação da água contida nas nuvens na forma de chuva, granizo e orvalho, ou mesmo como neve nas regiões frias ou com elevada altitude. Outro processo é o escoamento superficial, no qual a água que precipita como chuva ou provém do degelo da neve e de geleiras escoa no terreno em direção às porções mais baixas, como rios e lagos, em fluxo contínuo até encontrar o oceano.

Fonte: Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo. Adaptado.
As palavras sublinhadas abaixo retomam, respectivamente:
As praias estão sempre lotadas nessas épocas de fim e início de ano. Elas se enchem de banhistas loucos por descanso e paz. Afinal, eles passam o ano inteiro trabalhando.
Alternativas
Q4099361 Português
Ciclo da Água

        A água no planeta é encontrada nos estados sólido, líquido e gasoso, distribuída em diferentes reservatórios. A água no estado sólido ocorre nas geleiras; na forma gasosa, como vapor, está na atmosfera, em nuvens. Acima da superfície do solo, a água no estado líquido corre em rios, lagos e oceanos. Abaixo da superfície, a água é armazenada nos poros e outras aberturas existentes nas rochas. Além disso, os seres vivos — animais e plantas — também reservam água. No corpo de um adulto, cerca de 60% da massa corporal total é água, podendo variar de 45 a 75%, dependendo da idade e do sexo.

        Estes reservatórios de água estão em permanente intercâmbio, e a energia solar é o principal motor desta circulação. Assim, uma molécula de água que forma uma nuvem pode cair na forma de chuva, infiltrar-se no solo, ser captada por um poço e estar dentro de você um tempo depois. Este movimento da água entre diferentes reservatórios é o que chamamos de ciclo da água.

        Existem diversos processos que controlam esta circulação, como a precipitação da água contida nas nuvens na forma de chuva, granizo e orvalho, ou mesmo como neve nas regiões frias ou com elevada altitude. Outro processo é o escoamento superficial, no qual a água que precipita como chuva ou provém do degelo da neve e de geleiras escoa no terreno em direção às porções mais baixas, como rios e lagos, em fluxo contínuo até encontrar o oceano.

Fonte: Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo. Adaptado.
De acordo com o texto, o ciclo da água:
Alternativas
Q4099359 Português
Ciclo da Água

        A água no planeta é encontrada nos estados sólido, líquido e gasoso, distribuída em diferentes reservatórios. A água no estado sólido ocorre nas geleiras; na forma gasosa, como vapor, está na atmosfera, em nuvens. Acima da superfície do solo, a água no estado líquido corre em rios, lagos e oceanos. Abaixo da superfície, a água é armazenada nos poros e outras aberturas existentes nas rochas. Além disso, os seres vivos — animais e plantas — também reservam água. No corpo de um adulto, cerca de 60% da massa corporal total é água, podendo variar de 45 a 75%, dependendo da idade e do sexo.

        Estes reservatórios de água estão em permanente intercâmbio, e a energia solar é o principal motor desta circulação. Assim, uma molécula de água que forma uma nuvem pode cair na forma de chuva, infiltrar-se no solo, ser captada por um poço e estar dentro de você um tempo depois. Este movimento da água entre diferentes reservatórios é o que chamamos de ciclo da água.

        Existem diversos processos que controlam esta circulação, como a precipitação da água contida nas nuvens na forma de chuva, granizo e orvalho, ou mesmo como neve nas regiões frias ou com elevada altitude. Outro processo é o escoamento superficial, no qual a água que precipita como chuva ou provém do degelo da neve e de geleiras escoa no terreno em direção às porções mais baixas, como rios e lagos, em fluxo contínuo até encontrar o oceano.

Fonte: Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo. Adaptado.
De acordo com o texto, analisar as informações e assinalar a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4099157 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

A Cartomante - Machado de Assis (1896), fragmento

Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.
- Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a botar as cartas, disse-me: "A senhora gosta de uma pessoa...". Confessei que sim, e então ela continuou a botar as cartas, combinou-as, e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era verdade...
- Errou! - interrompeu Camilo, rindo.
Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria muito, que os seus sustos pareciam de criança; em todo o caso, quando tivesse algum receio, a melhor cartomante era ele mesmo. Depois, repreendeu-a; disse-lhe que era imprudente andar por essas casas. Vilela podia sabê-lo, e depois...
- Qual saber! Tive muita cautela, ao entrar na casa. Foi então que ela, sem saber que traduzia Hamlet em vulgar, disse-lhe que havia muita cousa misteriosa e verdadeira neste mundo. Se ele não acreditava, paciência; mas o certo é que a cartomante adivinhara tudo.
Segundo o texto, a crítica central que Camilo dirige ao comportamento de Rita é:
Alternativas
Q4099154 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

A Cartomante - Machado de Assis (1896), fragmento

Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.
- Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a botar as cartas, disse-me: "A senhora gosta de uma pessoa...". Confessei que sim, e então ela continuou a botar as cartas, combinou-as, e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era verdade...
- Errou! - interrompeu Camilo, rindo.
Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria muito, que os seus sustos pareciam de criança; em todo o caso, quando tivesse algum receio, a melhor cartomante era ele mesmo. Depois, repreendeu-a; disse-lhe que era imprudente andar por essas casas. Vilela podia sabê-lo, e depois...
- Qual saber! Tive muita cautela, ao entrar na casa. Foi então que ela, sem saber que traduzia Hamlet em vulgar, disse-lhe que havia muita cousa misteriosa e verdadeira neste mundo. Se ele não acreditava, paciência; mas o certo é que a cartomante adivinhara tudo.
De acordo com o texto, o motivo que levou Rita a consultar a cartomante foi:
Alternativas
Q4099081 Português
         [...] Atualmente, há 1,6 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil no Brasil (4,9% da população dessa faixa etária), segundo os dados do IBGE mais recentes.

        Um número que, de acordo com Katerina Volcov, secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), revela apenas a ponta de um enorme iceberg. “O número de subnotificações é alto assim como a falta de dados”, diz ela. [...] Os números não contemplam as informações de algumas das piores formas de trabalho infantil, como exploração sexual, tráfico de drogas, trabalho infantil doméstico e nas ruas. Também não levam em conta o trabalho executado por crianças menores de 5 anos de idade e a exploração de meninas e meninos nos meios digitais, como “empreendedores”, influenciadores ou mesmo gamers. “Temos uma sociedade que observa isso com glamour”, diz ela, alertando para os riscos. “A produção de vídeos, as transmissões ao vivo, os desafios online… Tudo isso faz parte do trabalho infantil digital”, explica. Segundo Volcov, a criação de um conteúdo vira trabalho infantil quando tem frequência, pressão, como a exigência de uma quantidade determinada de likes, carga excessiva, e relação de poder. Nesses casos, tanto as plataformas quanto os pais deveriam ser, sim, responsabilizados.

       Para Katerina Volcov, é urgente uma regulamentação das redes, diferenciando cada uma das categorias dos trabalhadores infantis digitais: gamers, influenciadores mirins, empreendedores digitais... “Não é uma categoria uníssona”, destaca, chamando a atenção para importância de estabelecer regras e limites e promover discussões, inclusive, sobre o impacto da exposição da identidade e da vida desses meninos e meninas [...]

       “Tendo a achar que o trabalho infantil digital está se tornando uma das piores faces do trabalho infantil nesse novo século e daqui para frente tende a ficar ainda mais exacerbado”, diz ela. [...] Em alguns estados, há um número reduzido de auditores fiscais do trabalho e tem havido também um desfinanciamento das Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Aepetis). [...] Dados do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) dão conta de que os recursos gastos com a área de erradicação do trabalho infantil diminuíram 94% entre 2019 e 2022. Ao longo dos últimos anos, também, houve uma desarticulação das redes de proteção e garantia de direitos.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/balanco-social/miniblogueirose-influencers-o-trabalho-infantil-agora-tambem-e-digital/. Acesso em: 8 mai. 2026. (Adaptado).
De acordo com o texto, o conteúdo digital se torna trabalho infantil quando a criança
Alternativas
Q4099074 Português
      A inteligência artificial (IA), com sua natureza disruptiva, vem alterando significativamente o mercado de trabalho e, consequentemente, as atividades profissionais dos seres humanos, não somente porque entrega ferramentas extremamente úteis, mas porque gera possibilidade de criação de segmentos de atuação e novas carreiras. [...]

      Há cinco, dez anos atrás, muitas carreiras não existiam. Por isso, apesar de não sabermos exatamente quantas profissões ainda surgirão ao longo deste século, mas compreendendo que esse é um movimento irreversível, devemos avaliar tendências e nos preparar para abraçar as mudanças sempre, todos os dias. Um dos exemplos mais recentes ocorreu durante a pandemia da Covid-19, com a revolução da relação entre empresas e seus funcionários, por meio da implantação das modalidades remotas e híbridas de trabalho, o que só foi possível devido à existência de ferramentas tecnológicas avançadas e à capacidade do ser humano de encontrar soluções para o que, muitas vezes, parece insolúvel.

    Carreira bem-sucedida e sustentável é aquela em que a pessoa tem consciência de que tudo pode mudar o tempo todo e tem proatividade para se manter atualizada e capacitada para as novas demandas e formas de trabalho. A IA pode ser uma ótima parceira para o aumento da eficiência e da qualidade do trabalho das pessoas. Como toda parceria implica em benefícios e desafios, temas como segurança, ética, privacidade e humanização das relações de trabalho devem ser abordados de maneira séria e responsável por cada um individualmente e por todos, como sociedade.

As recomendações são as mesmas, tanto para quem está ingressando no mercado de trabalho pela primeira vez, quanto para quem já tem anos de experiência: profissionais que não utilizam a IA são, cada vez mais, considerados operacionais e substituíveis. Profissionais que utilizam a IA tendem a ser considerados estratégicos para o negócio e, portanto, mais valorizados. [...] 


Disponível em: https://portal.fgv.br/artigos/inteligencia-artificial-pode-auxiliarcarreira-e-formas-trabalho. Acesso em: 8 mai. 2026. (Adaptado).

Sobre a inteligência artificial (IA), assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4098249 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Inteligência artificial e a pesquisa escolar

Sete em cada dez estudantes brasileiros do ensino médio usuários da internet utilizam ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, como o ChatGPT e o Gemini, para realizar pesquisas escolares. Apesar disso, apenas 32% desses estudantes receberam alguma orientação nas escolas sobre como utilizar de forma segura e responsável essa tecnologia. As informações fazem parte da 15ª edição da pesquisa TIC Educação, divulgada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). A pesquisa também apontou que quase a totalidade das escolas brasileiras (96% do total) possui acesso à internet, com crescimento especialmente nas instituições municipais e nas escolas rurais. No entanto, embora a conectividade tenha crescido, as desigualdades no acesso permanecem: nas escolas estaduais, 67% dos alunos utilizam a internet para atividades solicitadas pelos professores, enquanto na rede municipal a proporção é de apenas 27%. Além disso, nos últimos anos, caiu o número de professores que participaram de formação voltada ao uso de tecnologia digital — de 65% em 2021 para 54% em 2024.

AGÊNCIA BRASIL. Sete em cada 10 alunos do ensino médio usam IA generativa em pesquisas. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-09/sete-em-cad a-10-alunos-do-ensino-medio-usam-ia-generativa-em-pesquisas. Acesso em: 13 abr. 2026. (Fragmento).
Com base no texto sobre o uso da inteligência artificial na pesquisa escolar, analise as afirmativas a seguir:
I.O texto articula expansão tecnológica e permanência de desigualdades, indicando que o avanço da conectividade escolar não eliminou diferenças no uso pedagógico da internet entre as redes públicas.
II.Ao informar que apenas 32% dos estudantes receberam orientação escolar sobre o uso seguro da IA, o texto sugere um descompasso entre a difusão prática da tecnologia e a mediação formativa oferecida pelas instituições.
III.A redução do percentual de docentes com formação voltada ao uso de tecnologia digital permite inferir que a consolidação de práticas pedagógicas mediadas por recursos digitais enfrenta entraves que não se resumem à infraestrutura.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4098049 Português

Leia o trecho a seguir e assinale a alternativa que o conclui corretamente:



O Programa Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes, previu a criação do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes, cujo processo de construção tem demandado um intenso diálogo e articulação com os atores e parceiros governamentais e da sociedade civil, _____________.

Alternativas
Respostas
901: B
902: D
903: A
904: C
905: B
906: B
907: B
908: D
909: D
910: A
911: E
912: C
913: C
914: B
915: B
916: B
917: E
918: C
919: C
920: D