Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2345793 Português

Não existe uma pesquisa sobre formas e maneiras de combater o roubo e a corrupção no Brasil, provavelmente por ser inútil.



Esse parágrafo é estruturado da seguinte forma: 

Alternativas
Q2345790 Português

Observe com atenção a estruturação do texto a seguir.



Câncer de pulmão e o fumo.



Desde o início dos anos 30, o câncer de pulmão ocupa um lugar cada dia mais importante entre as causas de mortes. Assim, estudos aprofundados mostraram, de forma incontestável, as relações entre esse tipo de câncer e o hábito de fumar.


Se é verdade, por um lado, que certas pessoas, não tendo jamais fumado, podem ser atingidas por esse mal, não é menos verdade que entre os fumantes inveterados a proporção de doentes é vinte vezes mais alta.


O câncer de pulmão é constatado mais frequentemente entre os habitantes das grandes cidades que entre os das zonas rurais. Mesmo nessas zonas, o aumento das taxas de mortes ocorre entre os fumantes, sabendo-se que estes são mais numerosos nas cidades que no campo.


Finalmente, as pesquisas relativas ao câncer de pulmão entre fumantes levaram ao estudo de outras causas de mortes. Percebeu-se, então, que entre elas, duas se destacavam: a bronquite e a trombose coronariana.


A conclusão é que, de fato, o homem que fuma 20 cigarros por dia, ou mais, vê sua esperança de vida diminuir de cinco anos. Se ele fuma 40 cigarros ou mais, a diferença pode atingir oito anos. 



Sobre os componentes semânticos ou estruturais desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta. 

Alternativas
Q2345434 Português
Estado de SC reduz desmatamento da Mata Atlântica em 66%


    Um novo boletim do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, divulgado em novembro, mostrou que, nos primeiros oito meses de 2023, houve uma redução de 66% no desmatamento da Mata Atlântica em Santa Catarina, percentual mais expressivo do que o registrado em todo o Brasil, que foi de 59%.
     Os dados – consolidados na plataforma MapBiomas Alerta, a partir de uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica, a Arcplan e o MapBiomas, – apontam que a área desmatada no Brasil, entre janeiro e agosto deste ano, foi de 9.216 hectares, uma queda de 59% em comparação com o mesmo período de 2022. Em Santa Catarina, a redução representa diminuição de 1.816 para 600 hectares desmatados.
    Esse declínio não é uma novidade isolada. O boletim de julho da SAD Mata Atlântica já havia registrado uma diminuição de 46% no desmatamento desse bioma no estado.
     Os bons números se justificam pela intensificação no combate ao desmate no estado, na fiscalização preventiva e repressiva, além do investimento em estratégias com alta tecnologia. “Estamos colhendo os frutos de um trabalho intenso de ações preventivas e repressivas, que envolvem utilização de tecnologias avançadas de fiscalização e ações conjuntas com demais órgãos e instituições para combater de forma efetiva os crimes de desmatamento ilegal no estado”, analisa a presidente do IMA, Sheila Meirelles.
    Atualmente, o IMA conta com o Sistema Integrado de Monitoramento e Alertas de Desmatamento, o SIMAD, que foi desenvolvido pelos técnicos do Instituto, e auxilia o serviço de fiscalização. O SIMAD é um programa dos mais inovadores do país, por utilizar imagens de satélite para comparar locais em diferentes períodos, mostrando o histórico da vegetação. Se há supressão de vegetação, por exemplo, o próprio sistema verifica se aquela supressão possui autorização de corte ou se foi clandestina.
    O sistema identifica, por meio de imagens orbitais de alta resolução, a diferença de cobertura vegetal ocorrida de forma periódica em todo território catarinense. São avaliados mosaicos com até 4,7 centímetros de resolução espacial disponibilizados pelo programa NICFI, em parceria com o governo da Noruega.
    O alerta é gerado por meio de programas computacionais de código aberto e, portanto, sem custos para o Estado. São analisados se houve autorização para supressão incluindo informações de responsabilidade do IMA e as disponibilizadas pelo SINAFLOR por meio do IBAMA, além de outras informações da área, como histórico de uso do solo, informações do Cadastro Ambiental Rural, entre outros.
   O SIMAD é o único monitoramento deste gênero, disponível em Santa Catarina, que realiza o cruzamento automatizado com outros sistemas, como de licenciamento, autos de infração, Cadastro Ambiental Rural (CAR) e espaços territoriais especialmente protegidos (APP, Reserva Legal, unidades de conservação), entre outras camadas.
    A Mata Atlântica representa um dos 6 biomas presentes no território brasileiro. Localizada na faixa litorânea, abrange uma área habitada por mais de 50% da população brasileira.



Fonte: https://estado.sc.gov.br/noticias/estado-de-santa-catarina-reduz-
desmatamento-da-mata-atlantica-em-66/ (adaptado).
O texto menciona uma parceria com o governo da Noruega. Qual é o propósito dessa parceria no contexto do monitoramento ambiental?
Alternativas
Q2345432 Português
Estado de SC reduz desmatamento da Mata Atlântica em 66%


    Um novo boletim do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, divulgado em novembro, mostrou que, nos primeiros oito meses de 2023, houve uma redução de 66% no desmatamento da Mata Atlântica em Santa Catarina, percentual mais expressivo do que o registrado em todo o Brasil, que foi de 59%.
     Os dados – consolidados na plataforma MapBiomas Alerta, a partir de uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica, a Arcplan e o MapBiomas, – apontam que a área desmatada no Brasil, entre janeiro e agosto deste ano, foi de 9.216 hectares, uma queda de 59% em comparação com o mesmo período de 2022. Em Santa Catarina, a redução representa diminuição de 1.816 para 600 hectares desmatados.
    Esse declínio não é uma novidade isolada. O boletim de julho da SAD Mata Atlântica já havia registrado uma diminuição de 46% no desmatamento desse bioma no estado.
     Os bons números se justificam pela intensificação no combate ao desmate no estado, na fiscalização preventiva e repressiva, além do investimento em estratégias com alta tecnologia. “Estamos colhendo os frutos de um trabalho intenso de ações preventivas e repressivas, que envolvem utilização de tecnologias avançadas de fiscalização e ações conjuntas com demais órgãos e instituições para combater de forma efetiva os crimes de desmatamento ilegal no estado”, analisa a presidente do IMA, Sheila Meirelles.
    Atualmente, o IMA conta com o Sistema Integrado de Monitoramento e Alertas de Desmatamento, o SIMAD, que foi desenvolvido pelos técnicos do Instituto, e auxilia o serviço de fiscalização. O SIMAD é um programa dos mais inovadores do país, por utilizar imagens de satélite para comparar locais em diferentes períodos, mostrando o histórico da vegetação. Se há supressão de vegetação, por exemplo, o próprio sistema verifica se aquela supressão possui autorização de corte ou se foi clandestina.
    O sistema identifica, por meio de imagens orbitais de alta resolução, a diferença de cobertura vegetal ocorrida de forma periódica em todo território catarinense. São avaliados mosaicos com até 4,7 centímetros de resolução espacial disponibilizados pelo programa NICFI, em parceria com o governo da Noruega.
    O alerta é gerado por meio de programas computacionais de código aberto e, portanto, sem custos para o Estado. São analisados se houve autorização para supressão incluindo informações de responsabilidade do IMA e as disponibilizadas pelo SINAFLOR por meio do IBAMA, além de outras informações da área, como histórico de uso do solo, informações do Cadastro Ambiental Rural, entre outros.
   O SIMAD é o único monitoramento deste gênero, disponível em Santa Catarina, que realiza o cruzamento automatizado com outros sistemas, como de licenciamento, autos de infração, Cadastro Ambiental Rural (CAR) e espaços territoriais especialmente protegidos (APP, Reserva Legal, unidades de conservação), entre outras camadas.
    A Mata Atlântica representa um dos 6 biomas presentes no território brasileiro. Localizada na faixa litorânea, abrange uma área habitada por mais de 50% da população brasileira.



Fonte: https://estado.sc.gov.br/noticias/estado-de-santa-catarina-reduz-
desmatamento-da-mata-atlantica-em-66/ (adaptado).
A presidente do IMA, Sheila Meirelles, menciona que estão "colhendo os frutos de um trabalho intenso". No contexto do texto, o que essa metáfora sugere sobre os esforços de conservação em Santa Catarina? 
Alternativas
Q2345431 Português
Estado de SC reduz desmatamento da Mata Atlântica em 66%


    Um novo boletim do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, divulgado em novembro, mostrou que, nos primeiros oito meses de 2023, houve uma redução de 66% no desmatamento da Mata Atlântica em Santa Catarina, percentual mais expressivo do que o registrado em todo o Brasil, que foi de 59%.
     Os dados – consolidados na plataforma MapBiomas Alerta, a partir de uma parceria entre a Fundação SOS Mata Atlântica, a Arcplan e o MapBiomas, – apontam que a área desmatada no Brasil, entre janeiro e agosto deste ano, foi de 9.216 hectares, uma queda de 59% em comparação com o mesmo período de 2022. Em Santa Catarina, a redução representa diminuição de 1.816 para 600 hectares desmatados.
    Esse declínio não é uma novidade isolada. O boletim de julho da SAD Mata Atlântica já havia registrado uma diminuição de 46% no desmatamento desse bioma no estado.
     Os bons números se justificam pela intensificação no combate ao desmate no estado, na fiscalização preventiva e repressiva, além do investimento em estratégias com alta tecnologia. “Estamos colhendo os frutos de um trabalho intenso de ações preventivas e repressivas, que envolvem utilização de tecnologias avançadas de fiscalização e ações conjuntas com demais órgãos e instituições para combater de forma efetiva os crimes de desmatamento ilegal no estado”, analisa a presidente do IMA, Sheila Meirelles.
    Atualmente, o IMA conta com o Sistema Integrado de Monitoramento e Alertas de Desmatamento, o SIMAD, que foi desenvolvido pelos técnicos do Instituto, e auxilia o serviço de fiscalização. O SIMAD é um programa dos mais inovadores do país, por utilizar imagens de satélite para comparar locais em diferentes períodos, mostrando o histórico da vegetação. Se há supressão de vegetação, por exemplo, o próprio sistema verifica se aquela supressão possui autorização de corte ou se foi clandestina.
    O sistema identifica, por meio de imagens orbitais de alta resolução, a diferença de cobertura vegetal ocorrida de forma periódica em todo território catarinense. São avaliados mosaicos com até 4,7 centímetros de resolução espacial disponibilizados pelo programa NICFI, em parceria com o governo da Noruega.
    O alerta é gerado por meio de programas computacionais de código aberto e, portanto, sem custos para o Estado. São analisados se houve autorização para supressão incluindo informações de responsabilidade do IMA e as disponibilizadas pelo SINAFLOR por meio do IBAMA, além de outras informações da área, como histórico de uso do solo, informações do Cadastro Ambiental Rural, entre outros.
   O SIMAD é o único monitoramento deste gênero, disponível em Santa Catarina, que realiza o cruzamento automatizado com outros sistemas, como de licenciamento, autos de infração, Cadastro Ambiental Rural (CAR) e espaços territoriais especialmente protegidos (APP, Reserva Legal, unidades de conservação), entre outras camadas.
    A Mata Atlântica representa um dos 6 biomas presentes no território brasileiro. Localizada na faixa litorânea, abrange uma área habitada por mais de 50% da população brasileira.



Fonte: https://estado.sc.gov.br/noticias/estado-de-santa-catarina-reduz-
desmatamento-da-mata-atlantica-em-66/ (adaptado).
O texto menciona uma redução significativa no desmatamento da Mata Atlântica em Santa Catarina. Com base nas informações apresentadas, qual das seguintes alternativas explica essa redução?
Alternativas
Q2345286 Português
A nova inteligência dos cães

Para os novos estudos de cognição canina não há raças
mais inteligentes – cada cão tem um complexo perfil de
inteligência, composto de diversas habilidades


Por Leticia Fuentes
4 fev 2017, 20h52



Muitos ainda acreditam que cão inteligente é aquele que faz truques, repete movimentos ou obedece ao dono sem hesitar. Os novos estudos em cognição canina, no entanto, revelam que essa é apenas uma pequena parte da complexa inteligência desses animais, formada por um leque variado de sofisticadas habilidades. Memória, atenção, capacidade de tomar decisões ou solucionar problemas são algumas das características dos cachorros que têm sido investigadas em novos centros de pesquisas espalhados pela Europa e Estados Unidos.


[...]


“Quando alguém diz que seu cachorro é inteligente, provavelmente está afirmando que ele é fácil de treinar. Porém, essa é apenas uma das habilidades do cão. Os novos estudos têm revelado que, se o cachorro é obediente, ele costuma ter menos facilidade para resolver problemas por conta própria – e solucionar problemas é uma das habilidades que consideramos mais fundamentais para o conceito de inteligência”, explica a italiana Claudia Fugazza, especialista em comportamento animal da Universidade Eötvös Loránd, na Hungria.


Para os cientistas, inteligência é uma noção complexa, que, em geral, costuma ser definida como um conjunto de habilidades que caracteriza um indivíduo e o ajuda a tomar as melhores decisões. Como os pesquisadores trabalham com dados mensuráveis, preferem escolher uma ou outra dessas habilidades – como memória ou atenção – para fazer seus testes e chegar a conclusões.


[...]


Um panorama das mais recentes descobertas sobre o assunto foi publicado em uma edição especial da revista Current Directions in Psychological Science, em outubro. Sem surpresas, os pesquisadores perceberam que os cães que têm altas notas na maior parte das capacidades cognitivas são os que mais dão trabalho aos seus donos. Eles são inquietos, não obedecem e podem se entediar com facilidade.

Disponível em: https://veja.abril.com.br/ciencia/a-nova-inteligencia-dos-caes/. Acesso em: 30 set. 2023.



I. a cognição canina é composta por um leque variado de sofisticadas habilidades, o que indica a complexidade da inteligência desses animais.

II. estudos recentes comprovam que os cães mais desobedientes e inquietos têm menor capacidade cognitiva e podem se entediar com facilidade.

III. cachorro muito obediente costuma ter maior dificuldade para resolver problemas por conta própria.

IV. os cães mais inteligentes são os que fazem truques, repetem movimentos ou obedecem ao dono sem hesitar.
A partir da leitura do texto, é possível inferir que
Alternativas
Q2345191 Português
Prevenção à dengue: seminário estadual aborda os cuidados para evitar a doença


        A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, promoveu nos dias 29 e 30 de novembro o I Seminário Estadual de Arboviroses, em Florianópolis. O evento serviu para atualizar, mobilizar e articular a rede de saúde, no que diz respeito à vigilância epidemiológica, manejo integrado de vetor e assistência ao paciente.
     Durante os dois dias de evento, médicos, enfermeiros, biólogos e técnicos discutiram temas como manejo clínico das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti: dengue, zika e chikungunya; atualizaram a situação das arboviroses no país e no estado; discutiram o Plano de Contingência para enfrentamento das doenças e a organização dos serviços de saúde. “Tivemos a participação de 200 profissionais e gestores também, para troca de experiências e para que os municípios se preparem para a próxima período sazonal de transmissão de arbovirose. E aqui a gente falou muito mais da dengue e chikungunya”, explicou a gerente de zoonoses da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), Ivânia Folster.
    Pensando no período que o estado atravessa e visando minimizar o número de ocorrências dessas doenças, a Dive lembra que ___ população precisa estar atenta aos locais onde possam acumular água. As chuvas regulares e o calor criam um ambiente propício para ___ proliferação do mosquito Aedes Aegypt. É preciso estar de olho inclusive nos vasinhos de planta e deixar a casa sempre limpa. “Se possível eliminar esses vasinhos ou pelo menos colocar areia, ou pedrinhas que não permitam acumular água. Eliminar sempre os locais onde há água parada. Um exemplo são os bebedouros dos animais, dos cães, gatos. Então sempre uma vez por semana fazer uma boa limpeza, trocar sempre a água e não deixar água parada, que ali pode ser um criadouro”, alerta Ivânia.
     Além do ambiente, é possível tentar se proteger individualmente com o uso de repelentes. “O uso do repelente é importante, principalmente as gestantes e os idosos, mas todos podemos usar o repelente também”, explica a gerente.


Fonte: https://estado.sc.gov.br/noticias/prevencao-a-dengue-seminario-
estadual-aborda-os-cuidados-para-evitar-a-doenca/ (adaptado).

A partir da descrição das ações do Seminário e das estratégias de prevenção, qual implicação pode ser inferida sobre a percepção do governo estadual em relação ao papel da comunidade no combate às arboviroses?
Alternativas
Q2344957 Português
Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01


O que acontece com as crianças


Mário Quintana


      Aprendi a escrever lendo, da mesma forma que se aprende a falar ouvindo. Naturalmente, quase sem querer, numa espécie de método subliminar. Em meus tempos de criança, era aquela encantação.

      Lia-se continuamente e avidamente um mundaréu de história (e não estórias), principalmente as do Tico-tico. Mas lia-se corrido, isto é, frase após frase, do princípio ao fim.

      Ora, as crianças de hoje não se acostumam a ler corretamente, porque apenas olham as figuras dessas histórias em quadrinhos, cujo “texto” se limita a simples frases interjetivas e assim mesmo muita vez incorretas.

      No fundo, uma fraseologia de guinchos e uivos, uma subliteratura de homem das cavernas. Exagerei? Bem-feito! Mas se as crianças, coitadas, nunca adquiriram o hábito da leitura, como saberão um dia escrever?


Disponível em: https://www.pensador.com/cronicas_de_mario_quintana/3/. Acesso em: 9 out. 2023. Adaptado.
Analise as afirmativas, tendo em vista as ideias veiculadas pelo texto 01.
I. O hábito de ler contribui para o desenvolvimento de habilidades escritoras e também leitoras.
II. As crianças, atualmente, se interessam mais pelas ilustrações das histórias em quadrinhos.
III. Os textos que as crianças liam antigamente eram melhores que os que as crianças leem hoje.
IV. As crianças que não desenvolveram o hábito de leitura também não desenvolverão a escrita.
V. As histórias em quadrinhos são textos próprios para as crianças, pois são mais simples e fáceis.

Estão CORRETAS as alternativas
Alternativas
Q2344632 Português
TEXTO I


EU SEI, MAS NÃO DEVIA


         Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

        A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

        A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração. [...]

         A gente se acostuma para não ralar na aspereza, para preservar sempre a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


(COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. 2 ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. P. 9-10. Fragmento.)
Os textos situam-se em domínios discursivos que produzem contextos e situações para as práticas socio-discursivas características, na qual se dão práticas que organizam formas de comunicação e respectivas estratégias de compreensão. Considerando essa afirmação, marque a alternativa que apresenta o domínio discursivo no qual se enquadra o texto “Eu sei, mas não devia”: 
Alternativas
Q2344630 Português
TEXTO I


EU SEI, MAS NÃO DEVIA


         Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

        A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

        A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração. [...]

         A gente se acostuma para não ralar na aspereza, para preservar sempre a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


(COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. 2 ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. P. 9-10. Fragmento.)
Analise as informações a seguir presentes no texto:

I-“A cochilar no ônibus porque está cansado”. II-“A gente se acostuma para não ralar na aspereza”. III-“Se acostuma para evitar feridas, sangramentos”. IV-“A gente se acostuma para poupar a vida”. V- “A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra”.

Marque a alternativa que apresenta a interpretação da Autora para um comportamento generalizado de aceitação passiva de uma vida marcada por restrições:
Alternativas
Q2344546 Português
Verão em Santa Catarina terá temperatura acima da média e forte atuação do El Niño

    O verão 2023/24 promete ser quente em Santa Catarina. De acordo com a previsão climática divulgada pela Epagri/Ciram para o próximo trimestre (dezembro, janeiro e fevereiro), a temperatura no estado deve ficar acima da média climatológica.
     “Especialmente nos meses de janeiro e fevereiro, as massas de ar quente devem atuar com maior frequência e duração sobre o estado. Isso resulta em dias consecutivos de temperatura alta, inclusive no período noturno”, informa a meteorologista Gilsânia Cruz, da Epagri/Ciram. Ondas de calor também são esperadas para a estação.

       Chuva diminui em janeiro
     A previsão de chuva durante o trimestre fica próxima a acima da média climatológica. Em dezembro, o fenômeno ocorre de forma irregular, associado ao processo de convecção (característica de verão), com pancadas de chuva passageiras e isoladas devido ao aquecimento da tarde, mas ainda deve ser frequente e com totais elevados. “Em janeiro e fevereiro, os totais de chuva diminuem em Santa Catarina e ficam mais próximos da média”, destaca a meteorologista Marilene de Lima, da Epagri/Ciram.
  
       El Niño forte
    O destaque dos próximos meses será a atuação do fenômeno El Niño com intensidade forte, atingindo o pico máximo neste verão. Essa condição mantém o risco de eventos extremos, com chuva forte e totais elevados em curto intervalo de tempo, temporais com raios, granizo e ventania. 

    O El Niño persiste durante todo o verão 2023/24 e o outono de 2024. Em outubro e novembro de 2023, a Temperatura da Superfície do Mar (TSM) seguiu elevada em todo o Pacífico Equatorial. A anomalia positiva esteve em torno de 2,0°C, chegando a 2,5°C a 3,5°C em novembro.


Fonte: https://estado.sc.gov.br/noticias/verao-em-santa-catarina-tera
temperatura-acima-da-media-e-forte-atuacao-do-el-nino/ (adaptado).
Com base nas ideias do texto, analise as assertivas: 


I.  A previsão para o verão 2023/24 em Santa Catarina, em termos de temperatura, é de temperatura acima da média climatológica.
II. Segundo as meteorologistas da Epagri/Ciram, em janeiro e fevereiro, os totais de chuva diminuem e ficam mais próximos da média.
III. A Temperatura da Superfície do Mar (TSM) indica a temperatura na superfície do mar no Pacífico Setentrional.


Das assertivas, NÃO se pode afirmar que:
Alternativas
Q2344484 Português
TEXTO I


O estudo da leitura, da escrita, do uso de livros e da circulação da informação no universo monástico requer uma observação histórica, já que tais práticas sempre foram centrais entre monges, seja no Medievo até a contemporaneidade, ainda que caracterizadas por momentos de menor ou maior predominância.

A leitura fomenta a cultura monástica desde as suas origens, pois por meio dessa prática são realizadas orações, estudos e o contato direto com as Sagradas Escrituras.

Já a mediação da informação também esteve e está presente no contexto monástico, uma vez que o mosteiro é um espaço informacional por excelência, notadamente a sua biblioteca: coleções são constituídas, inventários e catálogos são desenvolvidos e a informação é disponibilizada para os diferentes tipos de usuários, desde o noviço até o monge.

A biblioteca monástica possui uma característica comum às bibliotecas: é um espaço mediador na medida em que, por meio de uma intervenção intencional, busca promover o contato entre aquilo que está separado: as pessoas e os registros do conhecimento. [...]

Com base na multiplicidade de textos que passaram a compor as bibliotecas monásticas e levando em conta a sua relação com os objetivos institucionais e as atividades por elas pressupostas, distinguem-se vários núcleos de leitura: a leitura oficial, correspondente à lectio divina, constituída sobre os textos que se dirigem especificamente à celebração do ofício divino e à formação espiritual, como são os textos bíblicos, os comentários patrísticos, as obras dos mestres de espiritualidade; a leitura escolar ou instrumental, que atende ao estudo como objeto e ocupa um lugar alternativo ao trabalho; a leitura recreativa, deixada à iniciativa individual, facultativa e própria para os tempos de ócio, sobre a qual tem prevalecimento a necessidade do trabalho e a leitura transgressiva, que, sendo ou não furtiva, é minimamente caucionada, pois só a condescendência relativamente a ela permite explicar a existência de textos que reputaríamos, de alguma maneira, marginais, por não corresponderem à finalidade específica da instituição monástica ou por estarem mesmo em oposição aos seus objetivos, e que, por não serem clandestinos, teremos de considerar como ‘reservados’ quanto ao uso. Por mais estranho que pareça, este último tipo de leitura não era inteiramente excluído, já que os monges, eventualmente, buscavam para sua formação textos fora dos mosteiros, como em instituições universitárias.


ARAUJO, André. Leitura e mediação na cultura monástico-medieval. XIV Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB 2013). Rio de Janeiro: UFRJ, 2013. Disponível em: https://www.academia. edu/6941443/LEITURA_E_MEDIA%C3%87%C3%83O_NA_ CULTURA_MON%C3%81STICO_MEDIEVAL?email_work_ card=thumbnail. Acesso em: 7 ago. 2023.
O termo destacado no excerto “como são os textos bíblicos, os comentários patrísticos, as obras dos mestres de espiritualidade” refere-se aos comentários feitos por
Alternativas
Q2344483 Português
TEXTO I


O estudo da leitura, da escrita, do uso de livros e da circulação da informação no universo monástico requer uma observação histórica, já que tais práticas sempre foram centrais entre monges, seja no Medievo até a contemporaneidade, ainda que caracterizadas por momentos de menor ou maior predominância.

A leitura fomenta a cultura monástica desde as suas origens, pois por meio dessa prática são realizadas orações, estudos e o contato direto com as Sagradas Escrituras.

Já a mediação da informação também esteve e está presente no contexto monástico, uma vez que o mosteiro é um espaço informacional por excelência, notadamente a sua biblioteca: coleções são constituídas, inventários e catálogos são desenvolvidos e a informação é disponibilizada para os diferentes tipos de usuários, desde o noviço até o monge.

A biblioteca monástica possui uma característica comum às bibliotecas: é um espaço mediador na medida em que, por meio de uma intervenção intencional, busca promover o contato entre aquilo que está separado: as pessoas e os registros do conhecimento. [...]

Com base na multiplicidade de textos que passaram a compor as bibliotecas monásticas e levando em conta a sua relação com os objetivos institucionais e as atividades por elas pressupostas, distinguem-se vários núcleos de leitura: a leitura oficial, correspondente à lectio divina, constituída sobre os textos que se dirigem especificamente à celebração do ofício divino e à formação espiritual, como são os textos bíblicos, os comentários patrísticos, as obras dos mestres de espiritualidade; a leitura escolar ou instrumental, que atende ao estudo como objeto e ocupa um lugar alternativo ao trabalho; a leitura recreativa, deixada à iniciativa individual, facultativa e própria para os tempos de ócio, sobre a qual tem prevalecimento a necessidade do trabalho e a leitura transgressiva, que, sendo ou não furtiva, é minimamente caucionada, pois só a condescendência relativamente a ela permite explicar a existência de textos que reputaríamos, de alguma maneira, marginais, por não corresponderem à finalidade específica da instituição monástica ou por estarem mesmo em oposição aos seus objetivos, e que, por não serem clandestinos, teremos de considerar como ‘reservados’ quanto ao uso. Por mais estranho que pareça, este último tipo de leitura não era inteiramente excluído, já que os monges, eventualmente, buscavam para sua formação textos fora dos mosteiros, como em instituições universitárias.


ARAUJO, André. Leitura e mediação na cultura monástico-medieval. XIV Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB 2013). Rio de Janeiro: UFRJ, 2013. Disponível em: https://www.academia. edu/6941443/LEITURA_E_MEDIA%C3%87%C3%83O_NA_ CULTURA_MON%C3%81STICO_MEDIEVAL?email_work_ card=thumbnail. Acesso em: 7 ago. 2023.
Com base na multiplicidade de textos das bibliotecas monásticas e nos diferentes núcleos de leitura, é correto afirmar que
Alternativas
Q2344482 Português
TEXTO I


O estudo da leitura, da escrita, do uso de livros e da circulação da informação no universo monástico requer uma observação histórica, já que tais práticas sempre foram centrais entre monges, seja no Medievo até a contemporaneidade, ainda que caracterizadas por momentos de menor ou maior predominância.

A leitura fomenta a cultura monástica desde as suas origens, pois por meio dessa prática são realizadas orações, estudos e o contato direto com as Sagradas Escrituras.

Já a mediação da informação também esteve e está presente no contexto monástico, uma vez que o mosteiro é um espaço informacional por excelência, notadamente a sua biblioteca: coleções são constituídas, inventários e catálogos são desenvolvidos e a informação é disponibilizada para os diferentes tipos de usuários, desde o noviço até o monge.

A biblioteca monástica possui uma característica comum às bibliotecas: é um espaço mediador na medida em que, por meio de uma intervenção intencional, busca promover o contato entre aquilo que está separado: as pessoas e os registros do conhecimento. [...]

Com base na multiplicidade de textos que passaram a compor as bibliotecas monásticas e levando em conta a sua relação com os objetivos institucionais e as atividades por elas pressupostas, distinguem-se vários núcleos de leitura: a leitura oficial, correspondente à lectio divina, constituída sobre os textos que se dirigem especificamente à celebração do ofício divino e à formação espiritual, como são os textos bíblicos, os comentários patrísticos, as obras dos mestres de espiritualidade; a leitura escolar ou instrumental, que atende ao estudo como objeto e ocupa um lugar alternativo ao trabalho; a leitura recreativa, deixada à iniciativa individual, facultativa e própria para os tempos de ócio, sobre a qual tem prevalecimento a necessidade do trabalho e a leitura transgressiva, que, sendo ou não furtiva, é minimamente caucionada, pois só a condescendência relativamente a ela permite explicar a existência de textos que reputaríamos, de alguma maneira, marginais, por não corresponderem à finalidade específica da instituição monástica ou por estarem mesmo em oposição aos seus objetivos, e que, por não serem clandestinos, teremos de considerar como ‘reservados’ quanto ao uso. Por mais estranho que pareça, este último tipo de leitura não era inteiramente excluído, já que os monges, eventualmente, buscavam para sua formação textos fora dos mosteiros, como em instituições universitárias.


ARAUJO, André. Leitura e mediação na cultura monástico-medieval. XIV Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB 2013). Rio de Janeiro: UFRJ, 2013. Disponível em: https://www.academia. edu/6941443/LEITURA_E_MEDIA%C3%87%C3%83O_NA_ CULTURA_MON%C3%81STICO_MEDIEVAL?email_work_ card=thumbnail. Acesso em: 7 ago. 2023.
Quanto à característica comum entre a biblioteca monástica e as demais bibliotecas, a informação comprovada pelo texto é a de que ambas
Alternativas
Q2344481 Português
TEXTO I


O estudo da leitura, da escrita, do uso de livros e da circulação da informação no universo monástico requer uma observação histórica, já que tais práticas sempre foram centrais entre monges, seja no Medievo até a contemporaneidade, ainda que caracterizadas por momentos de menor ou maior predominância.

A leitura fomenta a cultura monástica desde as suas origens, pois por meio dessa prática são realizadas orações, estudos e o contato direto com as Sagradas Escrituras.

Já a mediação da informação também esteve e está presente no contexto monástico, uma vez que o mosteiro é um espaço informacional por excelência, notadamente a sua biblioteca: coleções são constituídas, inventários e catálogos são desenvolvidos e a informação é disponibilizada para os diferentes tipos de usuários, desde o noviço até o monge.

A biblioteca monástica possui uma característica comum às bibliotecas: é um espaço mediador na medida em que, por meio de uma intervenção intencional, busca promover o contato entre aquilo que está separado: as pessoas e os registros do conhecimento. [...]

Com base na multiplicidade de textos que passaram a compor as bibliotecas monásticas e levando em conta a sua relação com os objetivos institucionais e as atividades por elas pressupostas, distinguem-se vários núcleos de leitura: a leitura oficial, correspondente à lectio divina, constituída sobre os textos que se dirigem especificamente à celebração do ofício divino e à formação espiritual, como são os textos bíblicos, os comentários patrísticos, as obras dos mestres de espiritualidade; a leitura escolar ou instrumental, que atende ao estudo como objeto e ocupa um lugar alternativo ao trabalho; a leitura recreativa, deixada à iniciativa individual, facultativa e própria para os tempos de ócio, sobre a qual tem prevalecimento a necessidade do trabalho e a leitura transgressiva, que, sendo ou não furtiva, é minimamente caucionada, pois só a condescendência relativamente a ela permite explicar a existência de textos que reputaríamos, de alguma maneira, marginais, por não corresponderem à finalidade específica da instituição monástica ou por estarem mesmo em oposição aos seus objetivos, e que, por não serem clandestinos, teremos de considerar como ‘reservados’ quanto ao uso. Por mais estranho que pareça, este último tipo de leitura não era inteiramente excluído, já que os monges, eventualmente, buscavam para sua formação textos fora dos mosteiros, como em instituições universitárias.


ARAUJO, André. Leitura e mediação na cultura monástico-medieval. XIV Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB 2013). Rio de Janeiro: UFRJ, 2013. Disponível em: https://www.academia. edu/6941443/LEITURA_E_MEDIA%C3%87%C3%83O_NA_ CULTURA_MON%C3%81STICO_MEDIEVAL?email_work_ card=thumbnail. Acesso em: 7 ago. 2023.
Em relação aos argumentos defendidos pelo autor do texto, é correto afirmar que a leitura monástica se encontra em um sistema
Alternativas
Q2344387 Português

Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.


Texto 01 



Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma ideia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou maduro bastante ainda. Ou nunca serei.



Disponível em: https://www.pensador.com/cronicas_de_clarice_lispector/. Acesso em: 9 out. 2023.

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias veiculadas no texto 01.
I. A impulsividade traz somente consequências negativas.
II. A infantilidade, algumas vezes, é confundida com a intuição.
III. Muitos perdem, ao se tornarem adultos, a alegria inocente.
IV. A pessoa impulsiva tem dificuldade de controlar suas ações.
V. O impulsivo não reflete sobre os resultados dos seus atos.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q2344371 Português
Semana do Cerrado


         Na semana nacional do Cerrado, é difícil fugir do clichê: há mais motivos de preocupação que de comemoração. Mais um relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)confirma que o desmatamento no bioma atinge recordes seguidos.

      O sistema Deter identificou 463 quilômetros quadrados de devastação em agosto, a pior para o mês em cinco anos.

       O próprio Código Florestal favorece a expansão da lavoura sobre as áreas nativas. No Cerrado, as reservas legais variam entre 20% e 35%; na Amazônia, alcançam 80%. Portanto, boa parte do desmate na savana brasileira é legal.

       A Associação Brasileira das Indústrias de óleos Vegetais e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais colocaram em prática o Controle de Supressão Autorizada, que veta a aquisição de soja de áreas desmatadas sem autorização. No âmbito público, o governo de Goiás lançou o Pacto pelo Desmatamento Ilegal Zero, em parceria com setores do agronegócio. São ações necessárias, mas mesmo o desmatamento legal precisa ser rediscutido. A melhoria da produtividade em áreas onde a vegetação já foi suprimida, aliada à preservação, pode elevar Goiás a uma potência agropecuária fortemente inserida na economia verde. 


Disponível em: https://opopular.com.brl/semana-do-cerrado-1.3064925. Acesso em:
16 set. 2023. 
No trecho “Mais um relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)confirma que o desmatamento no bioma atinge recordes seguidos.”, pode ser reconhecido qual tipo de argumento?
Alternativas
Q2344370 Português
Semana do Cerrado


         Na semana nacional do Cerrado, é difícil fugir do clichê: há mais motivos de preocupação que de comemoração. Mais um relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)confirma que o desmatamento no bioma atinge recordes seguidos.

      O sistema Deter identificou 463 quilômetros quadrados de devastação em agosto, a pior para o mês em cinco anos.

       O próprio Código Florestal favorece a expansão da lavoura sobre as áreas nativas. No Cerrado, as reservas legais variam entre 20% e 35%; na Amazônia, alcançam 80%. Portanto, boa parte do desmate na savana brasileira é legal.

       A Associação Brasileira das Indústrias de óleos Vegetais e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais colocaram em prática o Controle de Supressão Autorizada, que veta a aquisição de soja de áreas desmatadas sem autorização. No âmbito público, o governo de Goiás lançou o Pacto pelo Desmatamento Ilegal Zero, em parceria com setores do agronegócio. São ações necessárias, mas mesmo o desmatamento legal precisa ser rediscutido. A melhoria da produtividade em áreas onde a vegetação já foi suprimida, aliada à preservação, pode elevar Goiás a uma potência agropecuária fortemente inserida na economia verde. 


Disponível em: https://opopular.com.brl/semana-do-cerrado-1.3064925. Acesso em:
16 set. 2023. 
Qual é a finalidade principal desse texto?
Alternativas
Q2344352 Português
      As células humanas têm um prazo de validade reprodutivo. Depois de certo tempo, o ciclo de vida delas termina – e elas deixam de se dividir. Esse tipo de célula, chamada senescente, é eliminada pelo sistema imunológico. Mas algumas são deixadas para trás.
      Conforme ficamos mais velhos, o número de células senescentes vai crescendo. E elas liberam substâncias químicas prejudiciais, podendo causar câncer e doenças relacionadas ao envelhecimento, como Alzheimer, problemas cardiovasculares, diabetes, catarata e aterosclerose.


Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/remedios-anti-envelhecimento-podemaumentar-o-numero-de-orgaos-para-transplante/
Segundo o texto, é correto afirmar que 
Alternativas
Q2344229 Português
TEXTO I


Ao longo dos anos, venho refletindo sobre uma noção de texto que contemple outras linguagens que ultrapassam a verbal. Após muitas leituras, reflexões e compartilhamentos, conceituo texto como uma manifestação constituída de elementos verbais e / ou não verbais, intencionalmente selecionados e organizados, que ocorre durante uma atividade sociointerativa, de modo a permitir aos agentes da interação duas ações simultâneas: a depreensão e geração de sentido, em decorrência da ativação de processos e estratégias de ordem cognitiva, e a atuação responsiva, em consonância a práticas socioculturais instituídas.

Então, um livro é um texto? Se o livro compreende uma manifestação que reúne linguagens verbais – e, ocasionalmente, linguagens não verbais, como ilustrações, figuras, fotos – selecionadas de modo intencional e organizadas sociointerativamente de maneira a permitir aos leitores tanto a geração de sentido, ao ativarem estruturas cognitivas que levam a determinadas compreensões, quanto a ações em resposta ao que leram, ao pensarem sobre o que foi lido, tomando como base práticas sociais e culturais já instauradas na comunidade, o livro é um texto. Um texto passível de comentários, críticas e manifestações diversas. E como todo texto, um livro provoca reações.

Pensando em provocar reações, organizei este livro que reúne relatos de experiências de professores da rede estadual de Minas Gerais. Essas experiências merecem ser compartilhadas, uma vez que é importante dar voz ao professor que assume, em suas aulas, a missão de transformar seus alunos em pessoas comprometidas com sua participação no mundo e solidárias umas com as outras para promover o bem-estar das comunidades em que vivem.

Assim, este livro, sem qualquer pretensão grandiosa, é instrumento de reflexão para professores, educadores e alunos em formação que acreditam que educar ainda é o melhor meio para a construção de uma sociedade sadia. Ao todo são 16 artigos, que tratam de diversos temas e que têm em comum o interesse em divulgar experiências mineiras de sala de aula que podem ser adotadas em outras turmas em qualquer lugar deste país.


DELL’ISOLA, Regina L. P. Um livro para chamar de seu. In: Práticas de linguagem no Ensino Fundamental. Brasil-Argentina: Editora Cognoscere, 2019. p. 5-9.
Considerando a argumentatividade presente no texto, verifica-se a ausência de opinião no trecho
Alternativas
Respostas
8681: A
8682: A
8683: C
8684: B
8685: D
8686: B
8687: B
8688: C
8689: D
8690: C
8691: A
8692: C
8693: C
8694: D
8695: A
8696: D
8697: C
8698: D
8699: B
8700: A