Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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1. — O Lobo, mostrando—se mais raivoso tornou a falar: — Por isso, tens que praguejar? Há seis meses teu pai também me ofendeu! Respondeu o Cordeiro: — Creio que há um engano, porque eu nasci há apenas três meses, então não havia nascido e por isso não tenho culpa.
2. — Em um pequeno córrego, bebia água um Lobo esfomeado, quando chegou, mais abaixo da corrente de água um Cordeiro, que começou também a beber.
3. — O Lobo replicou: — Tens culpa pelo estrago que fizestes pastando em meu campo. Disse o Cordeiro: — Isso não parece possível, porque ainda não tenho dentes.
4. — O Lobo olhou com os olhos sanguinários e arreganhando os dentes disse: — Como ousas turvar a água onde bebemos? O Cordeiro respondeu com humildade: — Eu estou abaixo de onde bebes e não poderia sujar a tua água.
5. — O Lobo, sem mais razões, saltou sobre o Cordeiro, e o comeu.
Assinale a opção que indica a ordem desses segmentos que restabelece a forma original da fábula.

Pode-se concluir dessa placa que
Os Ombros Suportam o Mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu
Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos
edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Analise as proposições abaixo como (V) verdadeiras ou (F) falsas.
(_) Segundo o poema, as "certezas" que cercam a pessoa, além de isolá-la, também servem como proteção contra o sofrimento. Apesar de a solidão não ter uma carga dramática, ela é obscura e deprimente.
(_) A terceira e última estrofe é também a mais longa. É nela que se encontra o verso que dá o nome ao poema e o tema central: a posição do ser neste mundo e neste tempo.
(_) A matéria do poeta é a realidade, o tempo presente e também a relação entre o "eu" e o mundo.
(_) Drummond compara as guerras às discussões em edifícios, como se ambos fossem igualmente "corriqueiros" e "banais" em um mundo cada vez mais desumano.
(_) A vida sem mistificação é uma retomada aos primeiros versos do poema.
A sequência correta de cima para baixo é:
Pandemia faz acelerar rejeição à globalização.
O mundo já vinha experimentando políticas protecionistas e guerras comerciais que fizeram com que especialistas alertassem para uma trajetória de desglobalização nos últimos anos. Depois de atingir o pico no início dos anos 2000, o comércio global e o investimento direto estrangeiro tiveram uma diminuição como proporção do PIB mundial a partir da crise de 2008. Agora, a pandemia de coronavírus casada com a maior recessão desde a crise de 1929 deve aprofundar a tendência do que alguns chamam de “slowbalization”, ou a desaceleração da globalização como conhecida até hoje.
A interrupção no processo de globalização já aconteceu antes na história, mas desde o fim da Segunda Guerra Mundial até a crise econômica de 2008 o mundo vinha aumentando o intercâmbio de bens, investimentos, serviços e tecnologia. A assinatura de um primeiro acordo comercial entre Washington e Pequim no final de 2019 lançou esperanças de que 2020 fosse mais próspero para o comércio internacional, mas a crise atual indica que o mundo verá a disrupção das atuais cadeias globais de produção impulsionada por políticas protecionistas, busca por uma produção regionalizada e intensificação das tensões geopolíticas.
O Fundo Monetário Internacional projeta uma queda de 11% no comércio mundial neste ano, sem plena recuperação em 2021. A Organização Mundial do Comércio tem cenários mais sombrios: nas estimativas otimistas, o comércio cairá 13%. Nas pessimistas, um terço do comércio mundial deve ser perdido neste ano. As projeções sobre fluxo de investimento também indicam perdas de dois dígitos.
Ao atingir a China no final do ano passado, o coronavírus causou a paralisação do país apontado como “fábrica global”, em razão da sua importância na exportação e nas cadeias de produção. Wuhan, cidade onde a propagação do coronavírus foi inicialmente identificada, é sede de produção chinesa para automóveis e aço, além de concentrar multinacionais. centenas de empresas Com fábricas fechadas, circulação de pessoas limitada e demanda interna paralisada, o primeiro sinal vindo da China foi preocupante para a cadeia de produção global. As importações chinesas caíram 4% em janeiro e fevereiro, comparado com o mesmo período do ano anterior, enquanto as exportações caíram 17%.
A crise também escancarou uma dependência acentuada da China que acendeu sinais de alerta. Em 2018, o gigante asiático foi responsável por 43% dos equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras, de todo o mundo. A preocupação com um eventual apagão na produção chinesa fez crescer as tendências de regionalização e de busca por parcerias mais próximas.
Barry Eichengreen, economista e professor da Universidade da Califórnia em Berkeley, afirma que algumas vantagens competitivas de países de baixa renda – como especialidade em operações de montagem e fornecimento de insumos – serão perdidas “à medida que países avançados começarem a encurtar e remodelar suas cadeias de produção”.
“É improvável que os apelos a um novo compromisso pela globalização ganhem força depois da pandemia de COVID-19. Os que desejam ver a globalização preservada devem concentrar esforços em minimizar as disrupções causadas pelo período de desglobalização que virá e em preparar o terreno para um processo mais sustentável depois disso”, escreveu o economista Mohamed A. El-Erian, principal conselheiro econômico da Allianz e membro do comitê externo criado pelo FMI para resposta à crise causada pelo Coronavírus, em artigo para o site Project Syndicate.
Para o economista, o pé no freio na integração internacional será adotado simultaneamente por governos, empresas e pelas famílias. Do lado corporativo, argumenta El-Erian, a valorização de cadeias de suprimento global deve dar lugar a uma abordagem mais localizada, ao passo que governos irão se esforçar para garantir uma produção segura de produtos de interesse nacional.
O movimento dos países até agora foi o de autoproteção. O governo americano entrou em rota de colisão com aliados, ao invocar a Lei de Proteção de Defesa para manter no país e evitar exportação de equipamentos de proteção médicos. A ação americana foi criticada por parceiros como o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e por analistas, que vislumbram não apenas o risco de retaliação como também acham que isso servirá de estímulo para que outras nações pensem em nacionalizar a produção feita por empresas dos EUA com operação no exterior. Na União Europeia, há recomendação para que governos tenham uma dose extra de vigilância para proteger a indústria estratégica de eventuais investimentos estrangeiros feitos neste momento que possam colocar em risco áreas essenciais para a região.
Para o especialista em comércio Douglas Irwin, do Peterson Institute for International Economics, o risco de uma “reação exagerada” e propensa ao protecionismo por parte dos países é agravado pelo vácuo de liderança no sistema comercial global, com os Estados Unidos longe de desempenharem o papel que tiveram em outros momentos de crise. Com o pano de fundo do vírus, a tensão entre EUA e China voltou a entrar em ritmo de escalada.
Analistas apontam que é cedo para estimar o impacto real da disrupção causada pela crise – e a janela de projeções dos organismos internacionais, que têm traçado mais de um cenário possível, confirmam as incertezas. O comum acordo, no entanto, é de que o panorama global irá mudar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
ESTADÃO Conteúdo. Revista IstoÉ Digital. “Pandemia faz acelerar rejeição à globalização.”. (São Paulo, 2020). Disponível em: < https://istoe.com.br/pandemia-faz acelerar-rejeicao-a-globalizacao/>. Acesso em: 31 ago. 2023. ADAPTADO.
Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social.
Quando se fala em melhoria de saúde, a primeira coisa que vem à mente é a tecnologia com seu enorme potencial de transformar a maneira como lidamos com a saúde até hoje. As inovações se multiplicam em todas as especialidades e nos mais diversos campos, como genômica, robótica, nanotecnologia, big data, telemedicina, etc., oferecendo novas possibilidades em diagnóstico, tratamento ou prevenção de doenças. A sofisticação tecnológica é responsável por grandes saltos na medicina e seus avanços têm contribuído para que as pessoas possam viver cada vez mais e melhor. Neste sentido é natural que tenha destaque e seja admirada.
Mas isto não pode ser impeditivo para que tenhamos uma visão mais ampla sobre a saúde e comecemos a prestar atenção em outros fatores igualmente impactantes, seja pelo potencial de gerar doenças ou de não permitir que as pessoas tenham uma vida saudável. Saúde não é somente ausência de enfermidade, e sim um estado de completo bem-estar físico, mental e social.
A partir desta definição, dada pela própria Organização Mundial de Saúde, é impossível pensar em melhoria de saúde sem um olhar mais amplo que considere outros elementos impactantes. Não se pode elevar o padrão de saúde sem melhorar as condições de saneamento básico e moradia, sem reduzir a violência urbana, os acidentes de trânsito, o consumo abusivo de álcool ou o tabagismo, e também sem tratar da questão nutricional.
Combater a desnutrição em todas as suas formas é um dos maiores desafios que todos os países enfrentam porque quase um terço da população no mundo sofre de pelo menos uma forma de desnutrição, como deficiência de vitaminas e minerais, excesso de peso ou obesidade. A ONU considera a questão tão séria que mantém um plano de trabalho global prevendo ações para melhoria das condições nutricionais nos próximos 10 anos.
No Brasil, de acordo com dados recentes, um terço das crianças está acima do peso. Entre os jovens de 13 a 17 anos, o índice de obesidade já chega a 7,8%. Excesso de peso é fator de risco para doenças crônicas do coração, hipertensão e diabetes, responsáveis por 78% dos óbitos no Brasil.
Parte deste problema ocorre, ou se agrava, porque as pessoas substituem alimentos e cereais in natura, ou minimamente processados, por produtos industrializados prontos para o consumo, em geral consumindo excesso de calorias, açúcar, sódio e outros ingredientes menos saudáveis. Além disso, não praticam atividades físicas como é recomendável.
Um novo olhar é responsabilidade dos governantes, dos gestores em saúde e também de cada indivíduo. Há problemas decorrentes da ausência de políticas adequadas, da falta de recursos ou de má gestão, mas há situações problemáticas porque, infelizmente, nem todos têm o hábito de cuidar bem da própria saúde.
LOTTENBERG, Claudio. Revista Veja Digital. “Saúde é um estado de
completo bem-estar físico, mental e social.”. (São Paulo, 2017).
Disponível em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O AVANÇO DA TECNOLOGIA E AS TRANSFORMAÇÕES NA SOCIEDADE
(1º§) Mudar é preciso, sendo imprescindível estarmos preparados para lidar com a velocidade em que ocorrem as transformações na sociedade. É algo surpreendente e sem precedentes o quanto mudamos na forma de comunicar, relacionar, produzir, consumir e se informar. Podemos perceber isso no mundo do trabalho, no consumo e nos hábitos da população, como exemplo pedir uma refeição, um transporte, fazer uma compra, uma transferência bancária e realizar uma reunião pelo celular.
(2º§) Estamos conectados 24 horas por cada dia e podemos acompanhar em tempo real tudo que ocorre do outro lado do mundo. A tecnologia e a inovação são dois itens que proporcionam evolução e revolução. Quem não acompanhar esse ritmo de transformação ficará desatualizado e fora do contexto social.
(3º§) Há um tempo, falava-se em globalização, que era a quebra de barreiras entre países. Chegamos à era digital, em que suas informações transitam em velocidade instantânea e há comunicação direta entre as pessoas, sem limites de tempo e espaço, estamos falando da quarta revolução industrial e na indústria.
(4º§) Por muito tempo temia-se o avanço tecnológico e não tínhamos a noção de aonde chegaríamos. Falava-se em substituir o homem pela máquina, mas o que podemos perceber é que houve uma integração entre eles.
(5º§) O maior patrimônio das empresas é seu capital intelectual e de seus colaboradores. O ser humano, principalmente dotado de conhecimento, será sempre necessário na concepção de produtos, serviços e na interface com a máquina.
(5º§) Além de lutar pela sobrevivência em mercado acirrado e de elevados custos, as empresas precisam intensificar essa cultura de inovação para se tornarem competitivas. O grande diferencial é criar meios inteligentes de gerar informações, integrar sistemas e oferecer soluções. São necessárias políticas de incentivo à pesquisa e à ciência.
(6º§) Essa é uma realidade em vários países, que, ao longo dos anos, têm investido em avanços tecnológicos e na inovação, como: Alemanha, Estados Unidos, Japão, Coreia. São nações que valorizam e têm orgulho de suas empresas.
(7º§) É importante entender que a tecnologia avança com muita rapidez. Não temos noção de aonde chegaremos com o avanço da tecnologia, mas precisamos estar preparados.
(O avanço da tecnologia e as transformações na sociedade - Agência de Notícias da Indústria (portaldaindustria.com.br)) − (Adaptado) - (Disponível 10.11.2023).
Proclamação da República: quantas repúblicas o Brasil já teve?
Uma série de mudanças e rearranjos políticos culminaram na Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889, quando o Brasil deixou de ser uma monarquia − regida pelo Imperador Dom Pedro II. O ato foi comandado por militares brasileiros, com o Marechal Deodoro da Fonseca como líder, segundo informa um artigo da seção de educação do Governo do Estado de São Paulo. O documento que garantiu a transição política foi assinado na noite do próprio dia 15, no Rio de Janeiro − que era a capital da monarquia na época − dando início à República Federativa e Presidencialista no Brasil.
De acordo com o site do Senado federal brasileiro, foram cinco as repúblicas (ou períodos republicanos) que o país já teve em sua história − o último deles se estende até a atualidade.
Após a queda do imperador, o Marechal Deodoro da Fonseca primeiro assumiu a chefia do Governo Provisório e entre suas medidas iniciais estavam o banimento de Dom Pedro II e sua família do território nacional, e a criação do primeiro Congresso Constituinte, como detalha outro artigo, desta vez do site da Câmara Legislativa brasileira. A primeira Constituição republicana do país também nasceu após esses atos.
Como o próprio nome diz, é o período republicano decorrente da proclamação e que garantiu um Estado laico. O começo do regime republicano no Brasil enfrentou uma série de instabilidades sociais, boa parte delas em decorrência da abolição da escravidão, ocorrida em 13 de maio de 1888, e foi marcado por pouca participação popular − como informam os sites do Governo do Estado de São Paulo e do Senado federal brasileiro. Marechal Deodoro da Fonseca também foi o primeiro presidente republicano do país − eleito por voto indireto.
O segundo período republicano brasileiro teve como comandante Getúlio Vargas, um político nascido no Rio Grande do Sul que teve diversos mandatos como presidente. O primeiro período político comandado por ele começa em 1930 e, a partir de 1937 Vargas instala uma ditadura no país que se estende até 1945, como informa o site do Senado federal brasileiro.
A chamada "Era Vargas" foi um momento controverso da República no Brasil, já que ao mesmo tempo em que houve avanços ligados à industrialização e a importante consolidação das leis trabalhistas no país (boa parte delas vigentes até hoje), também ocorreram perseguições de adversários políticos e a criação de um órgão de censura.
Entre os marcos desse período republicano estão a criação de partidos políticos e a consolidação da retomada da liberdade de imprensa, informa o site do Senado Federal. Também foi estabelecido o Regime de Democracia Liberal para o funcionamento do país, o que significa uma forma de governo na qual a população vota em seus representantes.
Getúlio Vargas assumiu novamente a presidência, desta vez de 1950 a 1954, ano em que se suicidou. Já em 1956, é eleito o político mineiro Juscelino Kubitschek, responsável pela mudança da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília, uma cidade totalmente construída do zero no Centro-Oeste brasileiro, como informa o site do Senado federal.
Inaugurado em abril de 1964, o governo ditatorial militar no país durou 21 anos com intensa repressão a seus opositores, informa o site do Senado. Foram cinco os presidentes militares que se sucederam nesse período, encerrado com a passagem do posto presidencial de João Baptista Figueiredo, último militar no comando, para um sucessor civil − o político maranhense José Sarney.
Com a Nova República − em funcionamento até hoje no país − se aprovou também uma nova Constituição (a Constituição cidadã de 1988), e começaram a acontecer novamente as eleições diretas para presidente. Esse período republicano começou oficialmente quando o vice-presidente eleito José Sarney assumiu a presidência do Brasil, após a morte do cabeça de chapa, Tancredo Neves, explica o site do Senado Federal.
Entre os destaques desse princípio da Nova República estão a volta da legalização dos partidos políticos, a garantia do direito à greve, o estabelecimento de eleições gerais, bem como a sucessão presidencial, como esclarece o site oficial do Congresso brasileiro.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023/11/proclamacao -da-republica-quantas-republicas-o-brasil-ja-teve
Proclamação da República: quantas repúblicas o Brasil já teve?
Uma série de mudanças e rearranjos políticos culminaram na Proclamação da República, ocorrida em 15 de novembro de 1889, quando o Brasil deixou de ser uma monarquia − regida pelo Imperador Dom Pedro II. O ato foi comandado por militares brasileiros, com o Marechal Deodoro da Fonseca como líder, segundo informa um artigo da seção de educação do Governo do Estado de São Paulo. O documento que garantiu a transição política foi assinado na noite do próprio dia 15, no Rio de Janeiro − que era a capital da monarquia na época − dando início à República Federativa e Presidencialista no Brasil.
De acordo com o site do Senado federal brasileiro, foram cinco as repúblicas (ou períodos republicanos) que o país já teve em sua história − o último deles se estende até a atualidade.
Após a queda do imperador, o Marechal Deodoro da Fonseca primeiro assumiu a chefia do Governo Provisório e entre suas medidas iniciais estavam o banimento de Dom Pedro II e sua família do território nacional, e a criação do primeiro Congresso Constituinte, como detalha outro artigo, desta vez do site da Câmara Legislativa brasileira. A primeira Constituição republicana do país também nasceu após esses atos.
Como o próprio nome diz, é o período republicano decorrente da proclamação e que garantiu um Estado laico. O começo do regime republicano no Brasil enfrentou uma série de instabilidades sociais, boa parte delas em decorrência da abolição da escravidão, ocorrida em 13 de maio de 1888, e foi marcado por pouca participação popular − como informam os sites do Governo do Estado de São Paulo e do Senado federal brasileiro. Marechal Deodoro da Fonseca também foi o primeiro presidente republicano do país − eleito por voto indireto.
O segundo período republicano brasileiro teve como comandante Getúlio Vargas, um político nascido no Rio Grande do Sul que teve diversos mandatos como presidente. O primeiro período político comandado por ele começa em 1930 e, a partir de 1937 Vargas instala uma ditadura no país que se estende até 1945, como informa o site do Senado federal brasileiro.
A chamada "Era Vargas" foi um momento controverso da República no Brasil, já que ao mesmo tempo em que houve avanços ligados à industrialização e a importante consolidação das leis trabalhistas no país (boa parte delas vigentes até hoje), também ocorreram perseguições de adversários políticos e a criação de um órgão de censura.
Entre os marcos desse período republicano estão a criação de partidos políticos e a consolidação da retomada da liberdade de imprensa, informa o site do Senado Federal. Também foi estabelecido o Regime de Democracia Liberal para o funcionamento do país, o que significa uma forma de governo na qual a população vota em seus representantes.
Getúlio Vargas assumiu novamente a presidência, desta vez de 1950 a 1954, ano em que se suicidou. Já em 1956, é eleito o político mineiro Juscelino Kubitschek, responsável pela mudança da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília, uma cidade totalmente construída do zero no Centro-Oeste brasileiro, como informa o site do Senado federal.
Inaugurado em abril de 1964, o governo ditatorial militar no país durou 21 anos com intensa repressão a seus opositores, informa o site do Senado. Foram cinco os presidentes militares que se sucederam nesse período, encerrado com a passagem do posto presidencial de João Baptista Figueiredo, último militar no comando, para um sucessor civil − o político maranhense José Sarney.
Com a Nova República − em funcionamento até hoje no país − se aprovou também uma nova Constituição (a Constituição cidadã de 1988), e começaram a acontecer novamente as eleições diretas para presidente. Esse período republicano começou oficialmente quando o vice-presidente eleito José Sarney assumiu a presidência do Brasil, após a morte do cabeça de chapa, Tancredo Neves, explica o site do Senado Federal.
Entre os destaques desse princípio da Nova República estão a volta da legalização dos partidos políticos, a garantia do direito à greve, o estabelecimento de eleições gerais, bem como a sucessão presidencial, como esclarece o site oficial do Congresso brasileiro.
https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2023/11/proclamacao -da-republica-quantas-republicas-o-brasil-ja-teve