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Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 36.891 questões

Q2584913 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões 10 a 12.


O Que Eu Também Não Entendo

Jota Quest


Essa não é mais uma carta de amor

São pensamentos soltos

Traduzidos em palavras

Pra que você possa entender

O que eu também não entendo


Amar não é ter que ter

Sempre certeza

É aceitar que ninguém

É perfeito pra ninguém

É poder ser você mesmo

E não precisar fingir

É tentar esquecer

E não conseguir fugir, fugir


[...]


Agora o que vamos fazer

Eu também não sei

Afinal, será que amar

É mesmo tudo?


Se isso não é amor

O que mais pode ser?

Tô aprendendo também.


Disponível em: < https://www.letras.mus.br/jota-

quest/46693/>. Acesso em: 16 de abril de 20204. [Fragmento].

O título da canção “O que eu também não entendo” apresenta um questionamento do eu lírico sobre o significado do (a)

Alternativas
Q2584804 Português

Leia um trecho do poema abaixo para responder às questões de 9 e 10.


Ispinho e fulô

É nascê, vivê e morrê

Nossa herança natura

Todos tem que obedecê

Sem tê a quem se quexá

[...]


Até a propa criança

Tão nova e tão atraente

Conduzindo a mesma herança

Sai do seu berço inocente,

[...]


Fora da infança querida

No seu rosto de razão

Vê muntas fulô caída

Machucada pelo chão,

Pois vê neste mundo ingrato

Injustiça, assassinato

E uns aos outros perseguindo

E assim nós vamo penando

Vendo os ispinho omentando

E as fulô dimimnuindo.

[...]


(Patativa do Assaré. Ispinho e fulô. São Paulo: Hedra, 2005. p. 25 e 26)

Marque V para Verdadeiro ou F para Falso e assinale a alternativa que apresente a sequência CORRETA:


( ) A primeira estrofe apresenta o ciclo da vida como algo que deve ser aceito.

( ) O poema apresenta muitas irregularidades em relação à concordância nominal.

( ) Quase em sua totalidade, percebemos que, de acordo com a norma padrão da língua, há irregularidades quanto a concordância nominal de gênero e número.

( ) Sabendo que Patativa do Assaré se preocupava muito com a seca e seus males, ele se expressou de forma a repensarmos sobre o desmatamento e o que devemos fazer para combater esse mal contemporâneo.

Alternativas
Q2584701 Português

Acredito que a produção de arte está diretamente

ligada a quem você é, ao local que ocupa no mundo. Neste sentido, os objetos que me rodeiam e que, muitas vezes, estiveram presentes durante minha formação – e estão, ainda hoje, em minha vida – são importantes para pensar quem eu sou, qual minha relação com a sociedade na qual eu vivo. Sendo assim, objetos como pequenas garrafas, tecidos, linhas, agulhas e atos como costurar me ajudam a construir uma narrativa. E posso ampliar essa narrativa se penso que os objetos, simbolicamente falando, têm histórias próprias. Um exemplo: minha mãe foi bordadeira quando eu era criança. Isso ajudava a pagar nossos estudos. Além disso, ela fazia nossos vestidos, nossas roupas, para economizar. O bordado ou a costura, como trabalho, nunca foram profissões valorizadas e estão historicamente ligados às mulheres e a determinadas camadas sociais, geralmente as mais baixas. Eleger a costura como um dos elementos da minha poética fala muito sobre quem eu sou e de onde eu vim.

[…]

Entrevista com Rosana Paulino. Revista do centro de pesquisa e Formação, São Paulo, SESC, n. 5, p. 232-233, set. 2017. (fragmento)

Para a artista, o que é a memória?

Alternativas
Q2584592 Português

-- Responda de acordo com o texto, identificando a alternativa correta:


ENCHENTE


Chama o Alexandre!

Chama!


Olha a chuva que chega!

É a enchente.

Olha o chão que foge com a chuva...


Olha a chuva que encharca a gente.

Põe a chave na fechadura.

Fecha a porta por causa da chuva,

olha a rua como se enche!


Enquanto chove, bota a chaleira

no fogo: olha a chama! olha a chispa!

Olha a chuva nos feixes de lenha!


Vamos tomar chá, pois a chuva

é tanta que nem de galocha

se pode andar na rua cheia!


Chama o Alexandre!

Chama!"


Cecília Meireles.

Assinale a alternativa incorreta, conforme com o exposto no texto:

Alternativas
Q2584591 Português

-- Responda de acordo com o texto, identificando a alternativa correta:


ENCHENTE


Chama o Alexandre!

Chama!


Olha a chuva que chega!

É a enchente.

Olha o chão que foge com a chuva...


Olha a chuva que encharca a gente.

Põe a chave na fechadura.

Fecha a porta por causa da chuva,

olha a rua como se enche!


Enquanto chove, bota a chaleira

no fogo: olha a chama! olha a chispa!

Olha a chuva nos feixes de lenha!


Vamos tomar chá, pois a chuva

é tanta que nem de galocha

se pode andar na rua cheia!


Chama o Alexandre!

Chama!"


Cecília Meireles.

O poema demonstra que a maior preocupação da autora gira em torno;

Alternativas
Q2584395 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 21 a 27


A importância dos povos indígenas para a preservação da natureza.


Os povos indígenas desempenham um papel crucial na preservação ambiental no Brasil, devido à sua profunda conexão e conhecimento tradicional da fauna e flora.

O Brasil abriga um grande número de comunidades indígenas, muitas das quais vivem em áreas de grande importância ecológica, como a floresta amazônica. Essas comunidades têm uma forte compreensão de seus ecossistemas circundantes, tendo desenvolvido relações complexas com plantas, animais e terra ao longo de milhares de anos. Como tal, eles possuem um conhecimento valioso sobre como gerenciar e proteger esses ambientes de forma sustentável, que tem sido transmitido por gerações.

Os territórios indígenas têm sido uma fronteira de resistência diante da ganância capitalista expressa em atividades como a mineração, extração de madeira, monocultura, pecuária entre outras práticas de exploração predatórias.

O líder Yanomami Davi Kopenawa nos mostra como a cosmovisão de seu povo considera as árvores como colunas de sustentação do céu, logo, a destruição da floresta ocasionará a queda do céu e o fim da humanidade. É nessa perspectiva que os indígenas têm sido fundamentais para a preservação da natureza, tendo uma perspectiva singular sobre o meio ambiente, vendo-o como parte integrante de sua identidade cultural e meios de subsistência.

Eles veem a natureza como um ser vivo, com o qual mantêm uma relação recíproca, e reconhecem a importância de protegê-la para as gerações futuras. Esse entendimento os levou a desenvolver práticas que priorizam a conservação e restauração do ambiente natural. Respeitando e trabalhando com a natureza, os povos indígenas têm mostrado que é possível preservar a biodiversidade, manter os serviços ecossistêmicos e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. No geral, suas contribuições são essenciais para o bem-estar contínuo dos ecossistemas brasileiros e para a luta global contra a degradação ambiental.

Wesley Ketile — UFPA Publicado em 19/04/2023 https://www.gov.br/mast/pt-br/assuntos/noticias/2023/abril

Qual o tema do texto lido?

Alternativas
Q2584294 Português

Leia o poema a seguir para responder às questões de 12 a 15.


Se as coisas são inatingíveis... ora!

Não é motivo para não querê-las...

Que tristes os caminhos, se não fora

A presença distante das estrelas!


Mario Quintana

Segundo o poema apresentado, pode-se concluir que:

Alternativas
Q2584285 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 11.


Eu, Tarzan


Uma das cenas mais inverossímeis e mais fascinantes da literatura mundial é do Tarzan aprendendo a ler nos livros de seu pai. Todos conhecem a história — pelo menos todos os que, como eu, devoravam os livros do Tarzan. Lord e Lady Greystoke são abandonados por marinheiros amotinados em algum ponto da costa oriental da África.

Constroem uma casa sobre árvores na qual colocam seus pertences, inclusive os livros do lorde, e dentro da qual a lady dá à luz um filho. Os pais morrem pouco depois do nascimento da criança, que é criada por orangotangos. Um dia o jovem Tarzan resolve examinar o interior da cabana onde nasceu e descobre os livros do pai. Através de um processo de associações e deduções, Tarzan aprende a ler e a escrever, sozinho, não fosse ele um aristocrata.

O autor dos livros do Tarzan, Edgar Rice Burroughs, acreditava que, mesmo criado por orangotangos, um lorde inglês era um lorde inglês, dotado de um intelecto superior, e isso bastava para explicar a sua incrível autoalfabetização. Mas sempre achei que foi muita sorte do Tarzan seu pai não ser, por exemplo, um latinista.

Tarzan aprendeu inglês nos livros deixados pelo pai e pôde comunicar-se com outros humanos com facilidade desde o seu primeiro encontro com a civilização. Mas, e se tivesse aprendido latim? Não conseguiria se comunicar com ninguém, salvo pessoas que sabem latim. Pessoas, reconhecidamente, pouco tolerantes com as limitações alheias, e está aí — ou melhor, está lá, no passado — meu professor de latim que não me deixa mentir.

— Esse Tarzan, francamente. É um selvagem!

— Sei o que você quer dizer. Esse seu hábito de comer carne crua com as mãos, rosnando, o sangue escorrendo pelos cantos da boca...

— Não, não. Isso eu nem tinha notado. Mas ele é fraquíssimo nas declinações!

Enfim, a história de Tarzan e do seu aprendizado é uma boa metáfora para a importância de uma biblioteca, e de uma biblioteca adequada, na Educação. E também sugere a importância do fortuito na vida das pessoas. Pois como seria se, em vez dos livros que ajudaram Tarzan a descobrir coisas básicas — como o nome de tudo e o fato de que ele era um homem e não um animal —, ele tivesse descoberto grossos tomos filosóficos na cabana? Pode-se imaginar até o primeiro diálogo entre Tarzan e sua futura companheira.

— Eu, ser ontológico enquanto entidade histórica, você, Jane.

Não, Tarzan descobriu nos livros deixados pelo pai o que toda biblioteca deve ser, uma mistura do prático e do maravilhoso. É o lugar onde começamos a nos conhecer.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Para o narrador do texto, a história de Tarzan demonstra:

Alternativas
Q2584283 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 11.


Eu, Tarzan


Uma das cenas mais inverossímeis e mais fascinantes da literatura mundial é do Tarzan aprendendo a ler nos livros de seu pai. Todos conhecem a história — pelo menos todos os que, como eu, devoravam os livros do Tarzan. Lord e Lady Greystoke são abandonados por marinheiros amotinados em algum ponto da costa oriental da África.

Constroem uma casa sobre árvores na qual colocam seus pertences, inclusive os livros do lorde, e dentro da qual a lady dá à luz um filho. Os pais morrem pouco depois do nascimento da criança, que é criada por orangotangos. Um dia o jovem Tarzan resolve examinar o interior da cabana onde nasceu e descobre os livros do pai. Através de um processo de associações e deduções, Tarzan aprende a ler e a escrever, sozinho, não fosse ele um aristocrata.

O autor dos livros do Tarzan, Edgar Rice Burroughs, acreditava que, mesmo criado por orangotangos, um lorde inglês era um lorde inglês, dotado de um intelecto superior, e isso bastava para explicar a sua incrível autoalfabetização. Mas sempre achei que foi muita sorte do Tarzan seu pai não ser, por exemplo, um latinista.

Tarzan aprendeu inglês nos livros deixados pelo pai e pôde comunicar-se com outros humanos com facilidade desde o seu primeiro encontro com a civilização. Mas, e se tivesse aprendido latim? Não conseguiria se comunicar com ninguém, salvo pessoas que sabem latim. Pessoas, reconhecidamente, pouco tolerantes com as limitações alheias, e está aí — ou melhor, está lá, no passado — meu professor de latim que não me deixa mentir.

— Esse Tarzan, francamente. É um selvagem!

— Sei o que você quer dizer. Esse seu hábito de comer carne crua com as mãos, rosnando, o sangue escorrendo pelos cantos da boca...

— Não, não. Isso eu nem tinha notado. Mas ele é fraquíssimo nas declinações!

Enfim, a história de Tarzan e do seu aprendizado é uma boa metáfora para a importância de uma biblioteca, e de uma biblioteca adequada, na Educação. E também sugere a importância do fortuito na vida das pessoas. Pois como seria se, em vez dos livros que ajudaram Tarzan a descobrir coisas básicas — como o nome de tudo e o fato de que ele era um homem e não um animal —, ele tivesse descoberto grossos tomos filosóficos na cabana? Pode-se imaginar até o primeiro diálogo entre Tarzan e sua futura companheira.

— Eu, ser ontológico enquanto entidade histórica, você, Jane.

Não, Tarzan descobriu nos livros deixados pelo pai o que toda biblioteca deve ser, uma mistura do prático e do maravilhoso. É o lugar onde começamos a nos conhecer.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Quanto à autoalfabetização de Tarzan, o autor do texto “Eu, Tarzan”:

Alternativas
Q2584235 Português

Leia o poema a seguir para responder às questões de 9 a 12:


O mais feroz dos animais domésticos é

o relógio de parede:

conheço um que já devorou

três gerações da minha família.


Mario Quintana

Uma das palavras que exprime sentido figurado no poema apresentado é:

Alternativas
Q2584233 Português

Leia o poema a seguir para responder às questões de 9 a 12:


O mais feroz dos animais domésticos é

o relógio de parede:

conheço um que já devorou

três gerações da minha família.


Mario Quintana

No poema, a ferocidade do relógio de parede tem a ver com:

Alternativas
Q2584202 Português

Leia o texto para responder às questões de 1 a 11.


Eu, Tarzan


Uma das cenas mais inverossímeis e mais fascinantes da literatura mundial é do Tarzan aprendendo a ler nos livros de seu pai. Todos conhecem a história — pelo menos todos os que, como eu, devoravam os livros do Tarzan. Lord e Lady Greystoke são abandonados por marinheiros amotinados em algum ponto da costa oriental da África.

Constroem uma casa sobre árvores na qual colocam seus pertences, inclusive os livros do lorde, e dentro da qual a lady dá à luz um filho. Os pais morrem pouco depois do nascimento da criança, que é criada por orangotangos. Um dia o jovem Tarzan resolve examinar o interior da cabana onde nasceu e descobre os livros do pai. Através de um processo de associações e deduções, Tarzan aprende a ler e a escrever, sozinho, não fosse ele um aristocrata.

O autor dos livros do Tarzan, Edgar Rice Burroughs, acreditava que, mesmo criado por orangotangos, um lorde inglês era um lorde inglês, dotado de um intelecto superior, e isso bastava para explicar a sua incrível autoalfabetização. Mas sempre achei que foi muita sorte do Tarzan seu pai não ser, por exemplo, um latinista.

Tarzan aprendeu inglês nos livros deixados pelo pai e pôde comunicar-se com outros humanos com facilidade desde o seu primeiro encontro com a civilização. Mas, e se tivesse aprendido latim? Não conseguiria se comunicar com ninguém, salvo pessoas que sabem latim. Pessoas, reconhecidamente, pouco tolerantes com as limitações alheias, e está aí — ou melhor, está lá, no passado — meu professor de latim que não me deixa mentir.

— Esse Tarzan, francamente. É um selvagem!

— Sei o que você quer dizer. Esse seu hábito de comer carne crua com as mãos, rosnando, o sangue escorrendo pelos cantos da boca...

— Não, não. Isso eu nem tinha notado. Mas ele é fraquíssimo nas declinações!

Enfim, a história de Tarzan e do seu aprendizado é uma boa metáfora para a importância de uma biblioteca, e de uma biblioteca adequada, na Educação. E também sugere a importância do fortuito na vida das pessoas. Pois como seria se, em vez dos livros que ajudaram Tarzan a descobrir coisas básicas — como o nome de tudo e o fato de que ele era um homem e não um animal —, ele tivesse descoberto grossos tomos filosóficos na cabana? Pode-se imaginar até o primeiro diálogo entre Tarzan e sua futura companheira.

— Eu, ser ontológico enquanto entidade histórica, você, Jane.

Não, Tarzan descobriu nos livros deixados pelo pai o que toda biblioteca deve ser, uma mistura do prático e do maravilhoso. É o lugar onde começamos a nos conhecer.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

De acordo com o texto, o autor dos livros do Tarzan considerava que:

Alternativas
Q2584162 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 8.


A nova espécie de mamífero descoberta por cientistas no Peru


Uma nova espécie de cervo foi encontrada no norte do Peru: o Pudella carlae ou pudu da selva peruana. Já faz muitos anos que pesquisadores descobriram o pudu, um pequeno cervo de pele escura que habita grandes territórios da Argentina à Colômbia. Até onde se sabia, existiam duas espécies com este nome: o Pudu puda, que habita as florestas da fronteira sul entre Argentina e Chile, e o Pudu mephistophiles, também conhecido como pudu pequeno ou do norte, considerado a menor espécie de veado do planeta.

Essa segunda espécie vive em regiões de montanha localizadas entre o Peru, o Equador e algumas áreas da Colômbia. Mas agora os pesquisadores da Divisão de Mastozoologia do Centro de Ornitologia e Biodiversidade do Peru conseguiram demonstrar que os Pudu mephistophiles, na verdade, incluem duas espécies diferentes. Uma delas é a forma típica, que habita a região peruana de Huancabamba e se estende até o norte da América do Sul. E a outra é a Pudella carlae, endêmica do Peru e que vive no sul da depressão de Huancabamba (cerca de 1.000 quilômetros ao norte de Lima). Esta é a primeira descoberta de uma nova espécie de cervo em 60 anos na América e a primeira no século 21 em todo o mundo.

Quais são as diferenças

Nos últimos anos, com o intuito de melhorar os projetos de conservação em áreas habitadas por mamíferos raros (como o pudu), o Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas do Estado do Peru, Sernanp, realizou diversos estudos em diferentes habitats. Esses estudos, realizados pelo cientista peruano Javier Barrio, indicaram que essas duas espécies eram diferentes, apesar de durante anos terem sido classificadas como o mesmo animal.

Após diversas análises genéticas e morfológicas, a equipe conseguiu demonstrar que os exemplares de pudu que habitavam a região sul da depressão de Huancabamba são diferentes daqueles do norte. Eles têm duas diferenças, explica Guillermo D'Elía, professor da Universidade Austral do Chile. A primeira é a sua composição corporal. A Pudella carlae é maior, seu pelo é mais escuro e o formato das orelhas não é semelhante. E a segunda diferença é genética. “As linhagens dos dois animais não coincidem para que sejam chamados da mesma espécie”, diz D'Elía.

Para D'Elía, a importância dessa descoberta reside não só em encontrar novas espécies em meio às ameaças ambientais do mundo atual, mas também em fornecer mais informações sobre as espécies de cervos que habitam o continente americano.


Portal de notícias Terra. Disponível em

<https://www.terra.com.br/planeta/noticias/a-nova-especie-de-mamifero-descoberta-por-cientistas-no-peru,b853cb78c6b6fd390cf3b455f29ee3a9dsharglq.html?utm_source=clipboard> (Adaptado).

Antes da descoberta dos pesquisadores, os animais denominados pudu eram divididos em:

Alternativas
Q2584154 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.


A verdade


Uma donzela estava um dia sentada à beira de um riacho, deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu o seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida. O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:

— Agora me lembro, não era um homem, eram dois.

E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem, e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anel. E a donzela disse:

— Então está com o terceiro!

Pois se lembrara que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram, e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.

— Foi ele que assaltou a donzela, e arrancou o anel de seu dedo, e a deixou desfalecida — gritaram os aldeões.

— Matem-no!

— Esperem! — gritou o homem, no momento em que passavam a corda da forca pelo seu pescoço. — Eu não roubei o anel. Foi ela que me deu!

E apontou para a donzela, diante do escândalo de todos. O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois a donzela tirara a roupa e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo: “Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor”. E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.

Todos se viraram contra a donzela e gritaram: “Rameira! Impura! Diaba!” e exigiram seu sacrifício. E o próprio pai da donzela passou a forca para o seu pescoço. Antes de morrer, a donzela disse para o pescador:

— A sua mentira era maior que a minha. Eles mataram pela minha mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal, a verdade?

O pescador deu de ombros e disse:

— A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

De acordo com o texto, o terceiro homem capturado pelos personagens do pai e dos irmãos da donzela não foi morto porque:

Alternativas
Q2584153 Português

Leia o texto para responder às próximas três questões.


A Noite e a Despedida.

(José Ribamar/Beto Scalla).


Vejo a vida

Sofrida por amar alguém que está distante;

Vestida de ilusão segue adiante,

No pouco que restou do nosso amor

Que acabou...

Lá fora,

Invade a saudade negra e inimiga,

Tão triste quanto a noite é a despedida;

E vem o pranto a rolar nos olhos meus

Que amou demais...

Passa o murmúrio

Das ondas que se quebram para fora;

Queria ter você bem perto agora!

Longe está de mim, desde que partiu...

Maldito inferno!

A vida é um inferno sem os beijos seus;

Não me abandones, venha pelo amor de Deus,

Cantar comigo esta canção:

Lá, iá, lá, iá, iá, la...

Com base na leitura do texto, marque a alternativa incorreta.

Alternativas
Q2584152 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.


A verdade


Uma donzela estava um dia sentada à beira de um riacho, deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu o seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida. O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:

— Agora me lembro, não era um homem, eram dois.

E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem, e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anel. E a donzela disse:

— Então está com o terceiro!

Pois se lembrara que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram, e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.

— Foi ele que assaltou a donzela, e arrancou o anel de seu dedo, e a deixou desfalecida — gritaram os aldeões.

— Matem-no!

— Esperem! — gritou o homem, no momento em que passavam a corda da forca pelo seu pescoço. — Eu não roubei o anel. Foi ela que me deu!

E apontou para a donzela, diante do escândalo de todos. O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois a donzela tirara a roupa e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo: “Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor”. E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.

Todos se viraram contra a donzela e gritaram: “Rameira! Impura! Diaba!” e exigiram seu sacrifício. E o próprio pai da donzela passou a forca para o seu pescoço. Antes de morrer, a donzela disse para o pescador:

— A sua mentira era maior que a minha. Eles mataram pela minha mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal, a verdade?

O pescador deu de ombros e disse:

— A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

De acordo com o texto, o que motivou a mentira da personagem donzela foi:

Alternativas
Q2584139 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 10.


A verdade


Uma donzela estava um dia sentada à beira de um riacho, deixando a água do riacho passar por entre os seus dedos muito brancos, quando sentiu o seu anel de diamante ser levado pelas águas. Temendo o castigo do pai, a donzela contou em casa que fora assaltada por um homem no bosque e que ele arrancara o anel de diamante do seu dedo e a deixara desfalecida sobre um canteiro de margarida. O pai e os irmãos da donzela foram atrás do assaltante e encontraram um homem dormindo no bosque, e o mataram, mas não encontraram o anel de diamante. E a donzela disse:

— Agora me lembro, não era um homem, eram dois.

E o pai e os irmãos da donzela saíram atrás do segundo homem, e o encontraram, e o mataram, mas ele também não tinha o anel. E a donzela disse:

— Então está com o terceiro!

Pois se lembrara que havia um terceiro assaltante. E o pai e os irmãos da donzela saíram no encalço do terceiro assaltante, e o encontraram no bosque. Mas não o mataram, pois estavam fartos de sangue. E trouxeram o homem para a aldeia, e o revistaram, e encontraram no seu bolso o anel de diamante da donzela, para espanto dela.

— Foi ele que assaltou a donzela, e arrancou o anel de seu dedo, e a deixou desfalecida — gritaram os aldeões.

— Matem-no!

— Esperem! — gritou o homem, no momento em que passavam a corda da forca pelo seu pescoço. — Eu não roubei o anel. Foi ela que me deu!

E apontou para a donzela, diante do escândalo de todos. O homem contou que estava sentado à beira do riacho, pescando, quando a donzela se aproximou dele e pediu um beijo. Ele deu o beijo. Depois a donzela tirara a roupa e pedira que ele a possuísse, pois queria saber o que era o amor. Mas como era um homem honrado, ele resistira, e dissera que a donzela devia ter paciência, pois conheceria o amor do marido no seu leito de núpcias. Então a donzela lhe oferecera o anel, dizendo: “Já que meus encantos não o seduzem, este anel comprará o seu amor”. E ele sucumbira, pois era pobre, e a necessidade é o algoz da honra.

Todos se viraram contra a donzela e gritaram: “Rameira! Impura! Diaba!” e exigiram seu sacrifício. E o próprio pai da donzela passou a forca para o seu pescoço. Antes de morrer, a donzela disse para o pescador:

— A sua mentira era maior que a minha. Eles mataram pela minha mentira e vão matar pela sua. Onde está, afinal, a verdade?

O pescador deu de ombros e disse:

— A verdade é que eu achei o anel na barriga de um peixe. Mas quem acreditaria nisso? O pessoal quer violência e sexo, não histórias de pescador.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

De acordo com o texto, para o personagem do pescador:

Alternativas
Q2584084 Português

Leia o texto para responder às proximas quatro questões.


Muito Estranho. (Cuida Bem de Mim).


(Cláudio Ferreira Rabello/Dalto Roberto Medeiros).


Hum!

Mas se um dia eu chegar

Muito estranho,

Deixa essa água no corpo

Lembrar nosso banho.

Hum!

Mas se um dia eu chegar

Muito louco,

Deixa essa noite saber

Que um dia foi pouco.


Cuida bem de mim

Então misture tudo

Dentro de nós,

Porque ninguém vai dormir

Nosso sonho.


Hum!

Minha cara pra que

Tantos planos,

Se quero te amar e te amar

E te amar muitos anos.


Hum!

Tantas vezes eu quis

Ficar solto,

Como se fosse uma lua

A brincar no teu rosto.


Cuida bem de mim

Então misture tudo

Dentro de nós,

Porque ninguém vai dormir


Nosso sonho.

Cuida bem de mim

Então misture tudo

Dentro de nós,

Porque ninguém vai dormir

Nosso sonho.

Com base na leitura do texto, marque a alternativa incorreta.

Alternativas
Q2583965 Português

O texto Ill serve de base para responder às questões 6 e 7.


TEXTO IlI


O papel da escola na educação antirracista


O que sua escola tem feito para desconstruir o racismo estrutural no Brasil? A Lei nº 10.639, que este ano completa 20 anos, determina que as escolas públicas e particulares ensinem história e cultura afrobrasileiras.

A educação antirracista é fruto de uma luta secular dos movimentos negros, com níveis de complexidade que não se esgotam na oferta de uma disciplina ou uma discussão em sala de aula. Uma educação antirracista começa pela transformação do projeto político-pedagógico, em cada escola, de forma sistêmica, em suas múltiplas dimensões: revisão de todo o currículo, em busca das marcas de apagamento do multiculturalismo crítico, questionando a perspectiva eurocêntrica hegemônica, tida como universal; análise do acervo bibliográfico e do material didático adotado, mirando esse enfoque; olhar atento para as relações inter-raciais no cotidiano escolar, sem invisibilizar e silenciar as situações de racismo, e qualificando as ações de enfrentamento; investimento na formação contínua da equipe docente e de gestão sob a perspectiva antirracista; incentivo ao letramento racial e sensibilização da comunidade escolar; e, por fim, articulação com escolas e outros grupos sociais compromissados com o mesmo desafio.

Assumir a educação antirracista é, também, ler pensadoras/es e autoras/es negras/os ainda ignoradas/ os na academia (cientistas negras/os e indígenas de excelência existem, e são muitas/05!); é refletir permanentemente, reconhecendo o lugar de privilégio branco e as consequências da herança escravocrata em nosso país; e perceber-se ingênua/o ao acreditar no mito da democracia racial brasileira, alterando condutas assistencialistas ultrapassadas, mesmo que imbuídas de boas intenções.

Educar-se para as relações étnico-raciais é saber-se racializada/o e parte integrante de uma estrutura social racista, e ter coragem para enfrentá-la. Toda instituição escolar tem responsabilidade na desconstrução do racismo, como detentora de ferramentas para a formação de cidadãs/ãos comprometidas/os com uma sociedade justa, igualitária, agentes de conhecimentos, culturas e estéticas.



Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2023/11/17/papel-escola-educacao-antirracista/. Acesso em: 17 dez. 2023.

Em relação à leitura e ao que é possível inferir acerca do texto Ill, analise as assertivas a seguir:


|- Apesar da Lei 10.639 já estar em vigência há 20 anos, o racismo estrutural ainda persiste no Brasil.

|| - A educação antirracista requer várias ações por parte da escola.

Ill - O branco é privilegiado e, além disso, nunca age com boas intenções em relação aos ingênuos descendentes de escravos.

IV - Houve, no Brasil, um apagamento do multiculturalismo crítico em detrimento da perspectiva eurocêntrica hegemônica.


Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q2583919 Português

O texto | serve de base para responder às questões 1 e 2.


TEXTO |


6 tendências para a educação em 2024


A valorização da saúde mental é um aspecto fundamental que deve ser trabalhado tanto em professores quanto em estudantes. Ambos desempenham papéis essenciais no ambiente educacional e, portanto, precisam estar com a mente saudável para garantir um aprendizado efetivo. Professores lidam diariamente com desafios como a pressão por resultados, a sobrecarga de trabalho e a responsabilidade de educar e orientar os estudantes. Essas demandas podem levar ao estresse, ansiedade e até mesmo ao esgotamento emocional. Portanto, é crucial que tenham um cuidado especial com sua saúde mental, buscando estratégias de autocuidado, como a prática de exercícios físicos, meditação e o estabelecimento de limites saudáveis entre trabalho e vida pessoal. Além disso, é importante que as instituições de ensino ofereçam suporte psicológico e programas de capacitação para lidar com o estresse e a pressão do ambiente escolar.

Já no caso dos estudantes, a saúde mental também desempenha um papel fundamental no seu desempenho acadêmico e bem-estar geral. A pressão por resultados, a competição entre os colegas e as expectativas familiares podem gerar ansiedade, depressão e outros problemas emocionais. Portanto, é necessário que as escolas promovam um ambiente acolhedor e seguro, no qual os estudantes se sintam à vontade para expressar suas emoções e buscar ajuda quando necessário. Além disso, é importante que sejam ofertados programas de educação emocional que ensinem habilidades de gerenciamento do estresse, resiliência e autoconhecimento.



Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2023/12/18/tendencias-para-a-educacao-em-2024/(Adaptado). Acesso em: 22 dez. 2023.

Segundo o texto, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Respostas
6261: C
6262: D
6263: E
6264: D
6265: A
6266: B
6267: A
6268: C
6269: A
6270: D
6271: B
6272: B
6273: A
6274: C
6275: D
6276: D
6277: B
6278: E
6279: C
6280: D