Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2507210 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Veneza proibirá grandes grupos de turistas e caixas de som 


Veneza proibirá o uso de caixas de som e a entrada de grupos com mais de vinte e cinco pessoas, numa tentativa de aliviar o impacto do turismo massivo na cidade italiana.

As novas regras entrarão em vigor a partir de junho de 2024, de acordo com um comunicado divulgado pela administração local.

O uso de caixas de som e alto-falantes foi proibido porque pode "gerar confusão e distúrbios", acrescenta o texto.

O excesso de turistas é amplamente reconhecido como uma questão urgente para a cidade famosa pelos canais, que segue como um dos locais mais visitados da Europa.

Em setembro de 2023, Veneza aprovou, ainda em fase de testes, uma taxa de 5 euros por dia para quem visitar a cidade.

Elisabetta Pesce, responsável pela segurança, disse que as últimas mudanças visam "melhorar a gestão e a organização dos grupos no centro histórico".

A cidade tem uma área de apenas 7,6 km², mas recebeu quase treze milhões de turistas em 2019, de acordo com o instituto nacional de estatística italiano.

Espera-se que o número de visitantes supere os níveis pré-pandemia nos próximos anos.

Cada vez mais residentes de Veneza optam por deixar a cidade, temendo que os turistas sobrecarreguem ainda mais o local.

As associações de cidadãos de Veneza lançaram estudos em abril deste ano para monitorar quantas camas estão disponíveis tanto para turistas como para residentes.

De acordo com a atualização mais recente de um desses levantamentos, o número de camas para turistas passou a casa de cinquenta mil e supera o disponível para os moradores locais.

Em julho, especialistas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) afirmaram que a cidade deveria ser adicionada a uma lista de patrimônios mundiais que estão em perigo, uma vez que o impacto das mudanças climáticas e do turismo em massa ameaçam causar alterações irreversíveis na região.

Os especialistas da Unesco culparam as autoridades italianas pela falta de visão estratégica para resolver os problemas enfrentados por uma das cidades mais conhecidas da Itália.

A Unesco, porém, não adicionou Veneza à lista de patrimônios ameaçados até o momento.

Gennaro Sangiuliano, o ministro de Cultura da Itália, disse que a Unesco reconheceu as tentativas de resolver os problemas locais por meio de sistemas contra inundações e a aprovação da taxa de entrada para os turistas.

Em 2021, grandes cruzeiros foram proibidos de entrar no centro histórico de Veneza através do canal Giudecca, depois de um navio ter colidido no porto.

Os críticos também argumentaram que as embarcações produziam muita poluição e corroíam as fundações da cidade.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c10y86zydjgo.adaptado.
Em 2021, grandes cruzeiros foram proibidos de entrar no centro histórico de Veneza através do canal Giudecca, depois de um navio ter colidido no porto.
De acordo com o texto base, qual é a posição da Unesco em relação à inclusão de Veneza na lista de patrimônios ameaçados?
Alternativas
Q2507157 Português
O QUE É ANGÚSTIA

Um rapaz fez-me essa pergunta difícil de ser respondida. Pois depende do angustiado. Para alguns incautos, inclusive, é palavra de que se orgulham de pronunciar como se com ela subissem de categoria - o que também é uma forma de angústia.


Angústia pode ser não ter esperança na esperança. Ou conformar-se sem se resignar. Ou não se confessar nem a si próprio. Ou não ser o que realmente se é, e nunca se é. Angústia pode ser o desamparo de estar vivo. Pode ser também não ter coragem de ter angústia - e a fuga é outra angústia. Mas angústia faz parte: o que é vivo, por ser vivo, se contrai.


Esse mesmo rapaz perguntou-me: você não acha que há um vazio sinistro em tudo? Há sim. Enquanto se espera que o coração entenda. 


LISPECTOR, Clarice. O que é angústia. Disponível em: <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12678/o-que-eangustia>. Acesso em: 21 de abril 2024.


No texto acima, a autora considera difícil responder o que é angústia. Assinale a alternativa que melhor expõe o motivo disso:
Alternativas
Q2507152 Português
Os cérebros das pessoas bilíngues são diferentes?
Para aqueles que se esforçam para adquirir um segundo idioma, seja quando crianças ou mais tarde, como adultos e pais, o processo traz benefícios estimulantes para o cérebro, independentemente do nível de fluência alcançado.
Aprender vários idiomas leva a um aumento no volume de massa cinzenta no córtex pré-frontal, a parte frontal do cérebro importante para o pensamento de alto nível, como a tomada de decisões e a resolução de problemas, diz Ashley Chung-Fat-Yim, professor assistente e pesquisador em bilinguismo e psicolinguística na Universidade Northwestern, em Illinois.
"Também vemos melhorias na matéria branca nas mesmas regiões do cérebro", acrescenta.
Embora a matéria cinzenta seja onde informações importantes são processadas, a matéria branca transporta mensagens entre regiões do cérebro, explica Chung-Fat-Yim.

(Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut -62290636.adaptado)


Com base no texto fornecido, a aprendizagem de vários idiomas:
Alternativas
Q2506923 Português

Racismo é um problema, sim!



Por Carlos Padeiro








(Disponível em: www.uol/esporte/especiais/racismo-e-xenofobia-no-futebol.htm#racismo-e-um-problema-sim – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia a charge a seguir e as assertivas a respeito de sua relação com o texto:


Imagem associada para resolução da questão


I. Tanto a charge quanto o texto abordam a questão do racismo no futebol.


SENDO QUE


II. A charge ilustra uma situação de reação e combate ao racismo dentro do estádio.


Assinale a alternativa que apresenta a correta relação entre as assertivas anteriores.

Alternativas
Q2506227 Português
VISTA CANSADA



Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.



Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.



Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.



Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.



Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.



RESENDE, Otto Lara. Vista cansada. Disponível em:
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7040/vista-cansada>.
Acesso em: 26 de abril 2024. 
No texto acima, o autor considera que não é fácil “ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver”. Assinale a alternativa que melhor expõe o motivo disso: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: EDUCA Órgão: Prefeitura de Cabedelo - PB Provas: EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Agente Fiscal de Tributos | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Fisioterapeuta | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Assistente Social | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Assistente Social - PSF | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Enfermeiro | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Enfermeiro Intensivista Neonatologista | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Enfermeiro Intensivista | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Enfermeiro Obstetra | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Enfermeiro - PSF | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Farmacêutico | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Fisioterapeuta - PSF | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Fisioterapeuta - UTI Neonatologista | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Médico Neurologista | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Médico Neurologista Infantil | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Médico Proctologista | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Médico Psiquiatra | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Médico Psiquiatra Infantil | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Fisioterapeuta - Quipraxia | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Médico Urologista | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Fisioterapeuta - UTI Adulto | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Biomédico | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Cirurgião Dentista - PSF | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Fonoaudiólogo | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Médico Veterinário | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Fonoaudiólogo - PSF | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Médico Cirurgião Geral | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Médico Cirurgião Vascular | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Médico Intensivista Neonatologista | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Médico Infectologista | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Médico Intensivista | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Médico Nefrologista | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Terapeuta Ocupacional - UTI | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Nutricionista | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Nutricionista - PSF | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Psicólogo | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Psicólogo - Infantil | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Psicólogo - PSF | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Profissional de Educação Física | EDUCA - 2024 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Ensino Religioso |
Q2506111 Português
Mortes violentas caem 4% em 2023, dizem dados do Ministério da Justiça

        O governo federal anunciou,nesta quarta-feira, 31, uma queda de 4,17% no número de crimes violentos letais em 2023. De acordo com as estatísticas, foram registradas 40.429 mortes desse tipo em 2023, menos do que as 42.190 mortes notificadas em 2022.

       Os dados incluem os crimes de homicídio, latrocínio (roubo seguido de morte), lesão corporal seguida de morte e feminicídio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quarta-feira, 31, de uma entrevista coletiva temática sobre segurança pública. A área foi a pior avaliada pela população durante o governo Lula, segundo pesquisa do Instituto Atlas divulgada em setembro.

    Painel construído pelo governo mostra ainda que houve uma queda de 1,88% na quantidade de feminicídios em um ano. Foram 1.438 mortes de mulheres em 2022, enquanto em 2023, o país registrou 1.411. Os dados mostram uma média de quatro feminicídios por dia no país no ano passado. No Estado de São Paulo, esse tipo de crime bateu recorde, como mostrou o Estadão.

     O número de mortes violentas tem apresentado uma tendência de queda desde 2018. Nos últimos anos, no entanto, o poder de facções criminosas tem tido grande influência na oscilação dos números. Estudos publicados pelo Estadão indicam que o arrefecimento do conflito entre grandes facções do país, com o PCC e o Comando Vermelho, têm impacto direto na redução dos índices.

    Historicamente, o País não possuía um dado unificado de mortes violentas elaborado pelo governo federal. O Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) foi criado em 2012, mas seu mapeamento com dados fornecidos pelos Estados era precário, de acordo com análise de especialistas. Nos últimos anos, a atualização do Sinesp tem sido aperfeiçoada.

    O presidente Lula defendeu que o combate aos pequenos crimes seja humanizado e que haja foco no combate ao crime organizado, que, segundo ele, "está na imprensa, está na política, está no futebol, está nos empresários, está em todos os lugares do planeta."

   "A gente quer humanizar o combate ao pequeno crime e jogar pesado contra a indústria internacional do crime organizado. Essa tem avião, navio, iate, tem poder em muitas decisões em muitas instâncias".

   Durante a apresentação, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que a redução desses crimes mostra que a tese que defende a disseminação de armas de fogo como solução para combate à violência é falsa.

    "Mostramos que menos armas e menos crimes. Essa é a síntese do panorama que apresentamos em 2023”, disse Dino.

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br
Acesso em: 31/01/2024 (Adaptado
"A gente quer humanizar o combate ao pequeno crime e jogar pesadocontra a indústria internacional do crime organizado."
Considerando o fragmento, analise as assertivas a seguir:

( )“A gente” pode ser substituído por “agente”, pois não modifica o sentido do texto.
( )“combate” é verbo que indica ação e pertence a segunda conjugação verbal.
( ) “jogar pesado” é uma gíria que tem o mesmo significado de “passar pano”.
( ) “contra” estabelece relação de oposição.

A sequência CORRETA é:
Alternativas
Q2505663 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O procurador que foi Uber por 4 meses: 'Não tive sensação de ser meu próprio chefe'.


O procurador do Ministério Público do Trabalho Ilan Fonseca tirou uma licença de quatro meses para ser motorista de Uber nas ruas de Salvador

Fonseca diz que a Uber tem um "contrato em pedaços" com os motoristas: além dos documentos iniciais, há também mensagens por e-mail ou pelo aplicativo enviados frequentemente aos motoristas, relata o procurador.

"Esse 'contrato em pedaços' contempla normas obrigatórias que surgem aos poucos para os motoristas", diz.

Fonseca fala em "doses homeopáticas" de informações relacionadas ao contrato e diz que isso "fragiliza, ainda mais, o conhecimento dos empregados sobre as informações necessárias acerca de suas condições de trabalho".

Ele dá como exemplo as mensagens com atualizações de condutas proibidas.

Depois da experiência, a conclusão do pesquisador é de que existe uma subordinação do motorista em relação à plataforma e que ela é "muito mais intensa do que a gente imagina".

"Além de todas as obrigações que um motorista de aplicativo deve seguir, os deveres dos trabalhadores da plataforma vêm também expressos em mensagens individualizadas diárias enviadas através do aplicativo, explicitando-se que o descumprimento dessas regras implica desativação e desligamento, diz.

Ele aponta, por exemplo, que os motoristas seguem regras indicadas pela Uber inclusive sobre conversar ou não com o passageiro (na categoria Comfort, o passageiro pode escolher a opção "prefiro viajar em silêncio").

O pesquisador diz que a possibilidade de aplicação de punições pela plataforma evidencia a ausência de autonomia dos motoristas, já que esse poder, segundo ele, não seria esperado em um suposto cenário de trabalho autônomo.

Nesse contexto, o procurador defende que a relação entre plataforma e motorista deveria ser enquadrada nas leis trabalhistas já existentes no Brasil.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cxwz24r3 p8yo.adaptado.

Ilan Fonseca é procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) desde 2012; antes, foi auditor-fiscal do trabalho.

De acordo com o texto base, durante sua experiência como motorista de Uber, o procurador Ilan Fonseca:
Alternativas
Q2505559 Português

Existem mais vendavais previstos no nosso horizonte


Por Cláudia Tajes








(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/claudia-tajes/noticia/2024/03/existem-maisvendavais-previstos-no-nosso-horizonte – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise a charge a seguir e as asserções a respeito de sua relação com o texto anterior: 


Imagem associada para resolução da questão


I. Tanto o texto anterior quanto a charge abordam a questão da falta de energia em virtude de intempéries climáticas,


E


II. esse é o motivo pelo qual o personagem da charge está usando velas, como sugerido pelo texto.



A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: Quadrix Órgão: CRP-MS Prova: Quadrix - 2024 - CRP-MS - Serviços Gerais |
Q2505182 Português

 Texto para o item.




Quanto aos aspectos gerais do texto, julgue o item.
Na passagem “com a inclusão dos hospitais psiquiátricos entre os mecanismos” (linhas 24 e 25), a última preposição tem o sentido de “em meio a”.
Alternativas
Q2504961 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Em versão olfativa do teste do espelho, cobras parecem reconhecer próprio cheiro 



Existe uma coisa nos estudos sobre cognição chamada “teste do espelho”. Ele é bem intuitivo: você põe animais na frente de um espelho e vê se eles admiram o próprio reflexo ou pensam se tratar de outro bicho. Para nós, humanos, é óbvio que aquela imagem refletida é nossa – bebês a partir de 18 meses já sabem disso. Mas essa capacidade não é universal.
O teste geralmente envolve colocar alguma coisa estranha na cara do bicho. Pode ser um pingo de tinta colorida no pelo, um adesivo, um pedaço de pano. É importante que essa anomalia esteja fora do campo de visão do animal – na testa, por exemplo –, de modo que ele só consiga percebê-la quando estiver de frente para o espelho. Se o animal nota e investiga a marca quando vê seu reflexo, isso pode indicar autoconsciência – a habilidade de se tornar o objeto de sua própria atenção.
Quando um animal pode identificar sua própria imagem no espelho, existe a possibilidade de que ele consiga diferenciar outros seres de si próprio, reconhecer que seus colegas também têm intenções e até se colocar no lugar de outros indivíduos.
Um grupo de pesquisadores queria conduzir o teste do espelho com espécies de cobras. Porém, como esses répteis não tem lá a melhor das visões, os cientistas tiveram que adaptar a execução do experimento para o sentido predominante dessas pegajosas: o olfato.
A descrição do estudo foi publicada em um artigo no periódico especializado Proceedings of the Royal Society B. Nele, o trio de pesquisadores conta como pegou amostras de cheiro das cobras, modificou essas amostras e então observou se elas se reconheceriam e sentiriam curiosidade com a mudança.
O teste foi aplicado em 36 indivíduos da espécie cobra-liga oriental (Thamnophis sirtalis sirtalis) e 18 indivíduos de píton-real (Python regius). A primeira é considerada mais social e a segunda, mais solitária.
Eles coletaram óleo corporal das cobras esfregando pedaços de algodão pela sua pele. Então, eles deixaram cada cobra sozinha com um entre cinco aromas: o seu próprio, o seu com um pouco de azeite adicionado, apenas azeite, um de outra cobra da mesma espécie e um de outra cobra com um pouco de azeite.
Os cientistas prestaram atenção no tempo que as cobras passavam agitando a língua. Esse é o principal indicador do interesse de um indivíduo por um cheiro. As cobras-liga orientais exibiam movimentos de língua muito mais longos quando eram expostas ao próprio cheiro com azeite, em comparação com as outras quatro possibilidades. “Elas só fazem movimentos longos com a língua quando estão interessadas ou investigando algo”, diz Noam Miller, um dos pesquisadores do estudo. Isso sugere que as cobras-liga podem reconhecer quando há algo diferente em si mesmas. “Eles podem estar pensando: ‘Isso é estranho, eu não deveria cheirar assim’”.
Por outro lado, as pítons-reais respondiam de forma parecida a todos os cinco cheiros. Os pesquisadores supõem que espécies mais sociais, o caso das cobras-liga orientais, sejam mais propensas a ter autoconsciência.
Alguns pesquisadores ainda não compraram a ideia de que as cobras seriam capazes de se autorreconhecer. Já outros biólogos consideram as descobertas significativas – e argumentam que esse experimento é mais realista do que o teste do espelho. Afinal, uma superfície reflexiva não é nada comum na natureza. Contudo, encontrar e compreender a importância dos sinais químicos deixados por você e por seus parentes no ambiente é, provavelmente, um aspecto muito importante da interação rotineira entre esses animais.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em <https://super.abril.com.br/ciencia/em-versaoolfativa-do-teste-do-espelho-cobras-parecemreconhecer-proprio-cheiro>
A partir das informações apresentadas no texto a respeito das cobras, depreende-se que: 
Alternativas
Q2504846 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

SILÊNCIO ENSURDECEDOR

Na era dos esportivos elétricos, além de assegurar a performance, modelos precisam manter vivo o ronco dos motores a combustão que tanto seduz os fãs - Por André Sollitto

    São celebrados – por quem gosta, é claro – os vilões do filme Mad Max: Estrada da Fúria, de 2015, do australiano George Miller. Devotos do “Culto do V8”, mistura de religião e filosofia militar, bebem da atração por carros velozes e seus poderosos motores a combustão, de onde tiram a força vital. O totem dessa seita ficcional é o propulsor do Ford Mustang. Ele pode ser reconhecido de longe pelo ronco agressivo, espalhafatoso, em forma de fetiche. No mundo das coisas reais, sem o exagero da imaginação cinematográfica, há uma turma com essa pegada – os petrolheads, viciados em veículos sobre quatro rodas, sobretudo se forem muito, mas muito ruidosos. Como então adaptar o amor eterno pelo escarcéu das máquinas com o atual empenho para levar às ruas e estradas os carros elétricos, ecológicos, menos poluentes, mas naturalmente mais silenciosos?
    Pode soar como indagação bizantina, mas não é. Trata-se de preocupação real do mercado, atento aos nós ambientais mas também ao gosto dos consumidores. Tome-se como o exemplo a própria Ford, que acaba de trazer ao Brasil o Mustang Mach-E, versão eletrificada do clássico esportivo e primeiro veículo totalmente elétrico da montadora no país. O visual mudou. Ele virou um SUV, maior e mais alto, de pegada familiar, mas rapidíssimo. É capaz de ir de 0 a 100 quilômetros por hora em apenas 3,7 segundos – ante 4,3 segundos do motor tradicional. Tudo isso, em calmaria sepulcral. Mas e aquele vruuuuuuuuum gostoso e infernal, afeito a não alijar os adoradores? Deu-se um jeito, com o apoio de tecnologia de ponta. Ao selecionar o modo de “condução esportiva”, o motorista pode optar por ativar uma simulação sonora de propulsão. [...] O resultado não é idêntico, mas quem sentiu e ouviu aprovou.
    Convém não desdenhar do zelo pelo que emana da lataria. O alemão Dieter Landenberger, diretor dos arquivos históricos da Porsche, chegou a definir o querido alarido da grife como uma “mistura única entre a melodia emocionante do motor boxer, o crescendo das válvulas e o trombetear do sistema de escapamento”. [...] Na Europa, a montadora tentou registrar uma patente para a simulação sonora que desenvolveu, mas as autoridades de propriedade intelectual acharam que o estrondo não era tão memorável para ser reconhecido como único, e disseram “não”. A empresa está recorrendo da decisão, afirmando se tratar de uma criação artificial desenvolvida por músicos e compositores de trilhas sonoras.
    A Porsche não está sozinha. ABMWcontratou Hans Zimmer, autor de várias trilhas de Hollywood, para criar o som de seu BMW i4. Para os saudosistas, há empresas que vendem kits específicos com caixas de som acopladas ao veículo, projetadas para reproduzir o saudoso ruído. É movimento que faz um barulhão danado, porque a civilização avança, mas o já conhecido demora para ser abandonado. Contudo, há quem caminhe na contramão, certo de abrir novas estradas. Achinesa BYD, que trouxe o esportivo Seal ao Brasil, assumiu o silêncio quase total a bordo da cabine, com apenas uma ligeira sonoridade futurista do motor elétrico, e incluiu apenas um alerta sonoro para pedestres. Os tempos estão mudando – mas é sempre bom não abandonar a história e desdenhar da cultura. (Veja, 20/10/23)
Avalie as seguintes afirmações a respeito da organização global do texto.
I- O texto aborda o interesse dos fabricantes na oferta de carros que atendam às demandas do mercado, sem ignorar as demandas ambientais e o valor da tradição, com rara exceção. II- O tema (ou foco) do texto é a exposição da competitividade das empresas na busca de oferecer carros elétricos com preços que atraiam o consumidor. III- A escrita é criativa, como revela o jogo com as palavras: caracteriza-se como ensurdecedor o silêncio, que é o fator desafiador na montagem dos carros; mas, ao se referir à reação contrária a essa tendência, diz-se tratar de um movimento que faz um barulhão.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q2504845 Português
Leia o texto abaixo, que trata da virada de posição da empresa Microsoft em relação à Apple, e responda à questão.

JOGADA INTELIGENTE

    Inovações em inteligência artificial e computação em nuvem levam a empresa a se tornar a de maior valor de mercado nos Estados Unidos
    Fundadas com a diferença de apenas um ano, Microsoft (nascida em abril de 1975) e Apple (abril de 1976) seguiram em suas trajetórias caminhos bem distintos. Enquanto a empresa criada por Bill Gates foi, durante muito tempo, sinônimo de software, a companhia da maçã ficou marcada pela genialidade inventiva de Steve Jobs. Em outras palavras: a Microsoft era necessária e a Apple, sexy. No século XXI, a discrepância se intensificou com o lançamento do iPhone, que conquistou a condição de objeto de desejo de consumidores do mundo inteiro. Não à toa, a Apple se tornou, em 2023, a primeira empresa da história a alcançar valor de mercado de 3 trilhões de dólares. Nos últimos meses, contudo, o jogo mudou, e a Microsoft voltou a ocupar o posto de corporação mais valiosa dos Estados Unidos, após três anos fora do topo. Aque se deve a virada?
    Há uma razão principal que explica o movimento: inovação. Depois de muito tempo — pelo menos desde a era da computação pessoal —, a Microsoft voltou a liderar uma transição tecnológica. Desta vez, ela está à frente da chamada inteligência artificial regenerativa, tecnologia que responde perguntas e gera imagens a partir de sugestões feitas por usuários. A mudança foi gestada em 2019, quando, por determinação do chefão global, Satya Nadella, a Microsoft investiu em uma startup desconhecida, a OpenAI, que estava desenvolvendo um novo sistema de inteligência artificial. Em 2022, o ChatGPT chegou ao mercado e o mundo foi tomado por uma revolução. [...]
    A IA não foi a única aposta certeira da Microsoft. Aempresa fez incursões bem-sucedidas no lucrativo negócio de computação em nuvem. [...] Enquanto isso, a Apple vive tempos desafiadores. Aempresa está atrasada na corrida da inteligência artificial e, para piorar, não há projeto consistente na área. [...] Como se não bastasse, as vendas de iPhone também não empolgam como antes. Asituação é tão complexa que, nos últimos dias, a Apple passou a dar descontos — algo inusual em sua história — nos smartphones vendidos na China, na tentativa de enfrentar a concorrência de marcas como Xiaomi e Huawei, que avançam sem parar. No ano passado, as vendas de iPhones no mercado chinês tombaram 30%. Ainda assim, a Apple fechou 2023 como líder do mercado global de smartphones.
    Empresas de tecnologia enfrentam o desafio permanente de se reinventar. Foi assim com a Microsoft, que encontrou na inteligência artificial um novo caminho promissor. A própria Apple sabe o que é isso — a empresa, afinal, deixou de ser só uma fabricante de computadores para revolucionar o mercado de aparelhos de celular. Nesta semana, a estratégia de diversificação foi revigorada com o lançamento dos óculos de realidade virtual Vision Pro. Será suficiente para dar novo fôlego à Apple? Ninguém sabe a resposta, mas não é recomendável duvidar de uma empresa que, assim como a Microsoft, mudou o mundo. (Publicado em VEJA de 19 de janeiro de 2024, edição nº 2876) 
Avalie as proposições a seguir a respeito da construção macro e micro estrutural do texto.
I- Ao tratar da trajetória da Microsoft e da Apple, o autor usa a estratégia da metáfora, associando a concorrência entre a empresas a uma disputa de futebol, como revelam os termos jogada, jogo, aposta e desafio. II- Do ponto de vista linguístico, as transformações ocorridas nas empresas são manifestadas por meio dos adjetivos presentes nos grupos nominais: jogada inteligente, aposta certeira, tempos desafiadores, caminho promissor. III- No texto, de natureza expositiva, apresentam-se as mudanças por que passaram as empresas, com alternâncias de poder – ora uma, ora outra sobressaindo em razão da capacidade de ambas de se reinventar. IV- Ao destacar a virada de posição da Microsoft sobre a Apple, há uma intenção de ironizar a situação de estagnação vivenciada pela Apple, conforme evidencia a citação “como se não bastasse, as vendas de iPhone também não empolgam como antes”.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q2504837 Português
Após a leitura da crônica abaixo, responda à questão.

Um pé de milho

    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.
    Aconteceu que, no meu quintal, em um monte de terra trazida pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro da casa. Secaram as pequenas folhas; pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que aquilo era capim. Quando estava com dois palmos, veio um outro amigo e afirmou que era cana.
    Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança suas folhas além do muro e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na lógica de seu crescimento, tal como vi numa noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, de crinas ao vento – e em outra madrugada, parecia um galo cantando.
    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores lindas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que me fazem bem. É alguma coisa que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. Eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua Júlio de Castilhos.
(BRAGA, Rubem, Melhores crônicas - Seleção Carlos Ribeiro. São Paulo: Global, 2013)
Há crônicas realistas, objetivas e outras intimistas, subjetivas. A partir da delimitação do objeto de que trata a narrativa, é possível entender como o cronista vê a realidade do campo e da cidade. Nesse sentido, quanto à intencionalidade, é propósito comunicativo desta crônica: 
Alternativas
Q2504836 Português
A criatividade da charge abaixo consiste na quebra de expectativa provocada pela resposta. Avalie as proposições na sequência, com relação aos recursos linguísticos presentes na resposta. 
Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://www.tribunaribeirao.com.br/site/category/charges/. Acesso em: 05 maio 2024.
I- Uma possível resposta à pergunta feita seria “Não, não temos responsabilidade sobre o ocorrido”. Porém, na charge, a negação é expressa por meio de dois mecanismos distintos: uso do pronome indefinido após um substantivo, seguindo-se uma frase declarativa, estratégia usada para atenuar a crítica às redes sociais. II- Na voz do enunciador 1, “responsável” significa “ser culpado ou causador”. Por outro lado, na voz do enunciador 2, o sentido expresso pelo termo antônimo “irresponsável” não corresponde a “não ser causador”, e sim, “não se responsabilizar por seus atos”, destacando a insensatez das redes sociais. III- A negação, manifestada lexicalmente, pelo acréscimo do prefixo ao adjetivo “responsável”, aliada ao uso do advérbio “totalmente” com função focalizadora, é uma estratégia usada pelo chargista para acusar as redes sociais de uma forma bem contundente.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q2504723 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.

A beleza de Foz do Iguaçu e as quedas d'água gigantes pela própria natureza

    O Brasil é mesmo um país admirável. Não se conquista o privilégio de figurar entre as sete maravilhas do mundo por acaso. Nas categorias moderna e natural da honorável seleção, nós estamos lá, com destaques reconhecidos mundialmente: o Cristo Redentor, a Amazônia e as Cataratas do Iguaçu. Enquanto o maior bioma do mundo tem a paternidade compartilhada com outros oito países, as robustas quedas d'água são divididas apenas com a vizinha Argentina e até parecem ficar esquecidas lá no Sul do país, mas é um dos destinos mais procurados pelos turistas. Segundo levantamento feito pelo Parque Nacional do Iguaçu, 1,4 milhão de visitantes estiveram no local em 2022.
    Foz do Iguaçu, porém, não é exatamente uma rota de fácil acesso. Localizada em uma ponta mais a oeste do Paraná, a uma distância de cerca de 600 km da capital do estado e de 700 km do litoral, a cidade tem lá sua tradição turística, mas a economia se sustenta à base do seu maior cartão postal. Ainda que haja um aeroporto próprio, os voos geralmente exigem algumas conexões. Saindo de Brasília, fizemos duas paradas antes de desembarcar no destino: em São Paulo e em Curitiba.
    A viagem toda, que durou cerca de oito horas, é um pouco cansativa, porém, a sensação da chegada é reconfortante quando você, ainda no avião, visualiza de cima o conjunto gigantesco de cachoeiras e se dá conta de que está próximo não somente das famosas cataratas, e sim também da fronteira com outros dois países da América do Sul, tornando o passeio uma experiência também internacional.
    O acesso pelo lado brasileiro é muito tranquilo: o Parque Nacional do Iguaçu fica dentro de Foz, a poucos quilômetros do centro, com diversas modalidades de transporte, incluindo ônibus coletivo urbano e carro por aplicativo — com preços que vão de R$ 3,50 a R$ 50, aproximadamente. Os ingressos custam R$ 78, adquiridos antecipadamente pela internet, com direito ao transporte até as estações que dão início às atrações oferecidas. 
    Para quem não abre mão de uma boa aventura e gosta de sentir a adrenalina pura, existe o Macuco Safari, logo na primeira parada do ônibus. Nada mais é que um passeio de bote, em torno de duas horas, em que o turista embarca, protegido por colete salva-vidas, até as volumosas e potentes quedas das águas. O banho aqui é certo e dizem que a emoção supera qualquer desconforto por ficar todo ensopado. O tour, que pode ser adquirido no local, é bem mais salgado: entre R$ 300 e R$ 400, podendo ser parcelado no cartão. Porém, é um investimento que tem recompensas. Basta conferir alguns dos vídeos disponíveis na internet.
    Já na trilha terrestre, a visita também leva em torno de duas horas, porém em uma caminhada de cerca de 1,2 km que oferece uma vista panorâmica deslumbrante das cataratas em diversos ângulos e enquadramentos. Aos menos aventureiros que fugiram do safári aquático, há a garantia de que essa não é uma jornada perigosa: o caminho é todo cercado e há paradas estratégicas para assegurar as melhores fotos, sem nenhum risco. Mas as roupas confortáveis devem ser priorizadas, já que a temperatura pode esquentar ao longo da caminhada. E não esqueça a garrafinha de água, claro.
    A capa de chuva é um item indispensável para visitar as Cataratas do Iguaçu. À medida que as pessoas se aproximam mais do ponto onde as quedas estão mais fortes, os respingos vão se tornando maiores e inevitáveis. A época do ano deve ser observada com atenção: no período chuvoso, o volume das águas pode aumentar em até dez vezes. Especialmente no final do circuito, onde está a passarela suspensa de cerca de 670 metros que nos leva à base inferior da suntuosa Garganta do Diabo.
    Gigante pela própria natureza, tal qual o verso descrito no Hino Nacional Brasileiro, a cortina fluvial que surge do cânion parece que vai nos sugar com a potência das águas que se derramam de uma altura de 82 metros e 150 metros de largura, trafegando em uma impressionante correnteza por baixo dos nossos pés. Mas não se deixe amedrontar. Nesse ponto final do circuito, a experiência é única, imperdível e indescritível.
    Diante dessa maravilha do mundo, Eleanor Roosevelt, então primeira-dama dos Estados Unidos da América, teria exclamado: "Pobre Niágara!", em comparação às famosas cataratas que se ostentam na divisa entre as províncias de Nova York, nos EUA, e Ontario, no Canadá. Estive por lá, em 2011, e não dá para negar: a nossa é infinitamente soberana. 
   Para todos os lados que se olha nessa travessia, a visão das cataratas brasileiras é um deleite. Em um cenário que nos remete ao que ilustraram em nosso imaginário como o Jardim do Éden, no Parque Nacional do Iguaçu temos a constatação do quão vigorosa é a obra divina. A robustez das quedas d´água, que parecem surgir do céu, formando um rio que se molda com precisão entre as pedras e os montes, é um espetáculo que emociona. Em dias ensolarados, o arco-íris é uma presença constante na paisagem magnífica que se forma, trazendo ao instante esse sentimento que se aproxima da contemplação do sagrado. Desfrutar essa imagem, definitivamente, é uma benção. 

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2023/10/5128017. Acesso em: fev. de 2024. [Adaptado]
O segundo parágrafo apresenta características dominantes da sequência
Alternativas
Q2504720 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.

A beleza de Foz do Iguaçu e as quedas d'água gigantes pela própria natureza

    O Brasil é mesmo um país admirável. Não se conquista o privilégio de figurar entre as sete maravilhas do mundo por acaso. Nas categorias moderna e natural da honorável seleção, nós estamos lá, com destaques reconhecidos mundialmente: o Cristo Redentor, a Amazônia e as Cataratas do Iguaçu. Enquanto o maior bioma do mundo tem a paternidade compartilhada com outros oito países, as robustas quedas d'água são divididas apenas com a vizinha Argentina e até parecem ficar esquecidas lá no Sul do país, mas é um dos destinos mais procurados pelos turistas. Segundo levantamento feito pelo Parque Nacional do Iguaçu, 1,4 milhão de visitantes estiveram no local em 2022.
    Foz do Iguaçu, porém, não é exatamente uma rota de fácil acesso. Localizada em uma ponta mais a oeste do Paraná, a uma distância de cerca de 600 km da capital do estado e de 700 km do litoral, a cidade tem lá sua tradição turística, mas a economia se sustenta à base do seu maior cartão postal. Ainda que haja um aeroporto próprio, os voos geralmente exigem algumas conexões. Saindo de Brasília, fizemos duas paradas antes de desembarcar no destino: em São Paulo e em Curitiba.
    A viagem toda, que durou cerca de oito horas, é um pouco cansativa, porém, a sensação da chegada é reconfortante quando você, ainda no avião, visualiza de cima o conjunto gigantesco de cachoeiras e se dá conta de que está próximo não somente das famosas cataratas, e sim também da fronteira com outros dois países da América do Sul, tornando o passeio uma experiência também internacional.
    O acesso pelo lado brasileiro é muito tranquilo: o Parque Nacional do Iguaçu fica dentro de Foz, a poucos quilômetros do centro, com diversas modalidades de transporte, incluindo ônibus coletivo urbano e carro por aplicativo — com preços que vão de R$ 3,50 a R$ 50, aproximadamente. Os ingressos custam R$ 78, adquiridos antecipadamente pela internet, com direito ao transporte até as estações que dão início às atrações oferecidas. 
    Para quem não abre mão de uma boa aventura e gosta de sentir a adrenalina pura, existe o Macuco Safari, logo na primeira parada do ônibus. Nada mais é que um passeio de bote, em torno de duas horas, em que o turista embarca, protegido por colete salva-vidas, até as volumosas e potentes quedas das águas. O banho aqui é certo e dizem que a emoção supera qualquer desconforto por ficar todo ensopado. O tour, que pode ser adquirido no local, é bem mais salgado: entre R$ 300 e R$ 400, podendo ser parcelado no cartão. Porém, é um investimento que tem recompensas. Basta conferir alguns dos vídeos disponíveis na internet.
    Já na trilha terrestre, a visita também leva em torno de duas horas, porém em uma caminhada de cerca de 1,2 km que oferece uma vista panorâmica deslumbrante das cataratas em diversos ângulos e enquadramentos. Aos menos aventureiros que fugiram do safári aquático, há a garantia de que essa não é uma jornada perigosa: o caminho é todo cercado e há paradas estratégicas para assegurar as melhores fotos, sem nenhum risco. Mas as roupas confortáveis devem ser priorizadas, já que a temperatura pode esquentar ao longo da caminhada. E não esqueça a garrafinha de água, claro.
    A capa de chuva é um item indispensável para visitar as Cataratas do Iguaçu. À medida que as pessoas se aproximam mais do ponto onde as quedas estão mais fortes, os respingos vão se tornando maiores e inevitáveis. A época do ano deve ser observada com atenção: no período chuvoso, o volume das águas pode aumentar em até dez vezes. Especialmente no final do circuito, onde está a passarela suspensa de cerca de 670 metros que nos leva à base inferior da suntuosa Garganta do Diabo.
    Gigante pela própria natureza, tal qual o verso descrito no Hino Nacional Brasileiro, a cortina fluvial que surge do cânion parece que vai nos sugar com a potência das águas que se derramam de uma altura de 82 metros e 150 metros de largura, trafegando em uma impressionante correnteza por baixo dos nossos pés. Mas não se deixe amedrontar. Nesse ponto final do circuito, a experiência é única, imperdível e indescritível.
    Diante dessa maravilha do mundo, Eleanor Roosevelt, então primeira-dama dos Estados Unidos da América, teria exclamado: "Pobre Niágara!", em comparação às famosas cataratas que se ostentam na divisa entre as províncias de Nova York, nos EUA, e Ontario, no Canadá. Estive por lá, em 2011, e não dá para negar: a nossa é infinitamente soberana. 
   Para todos os lados que se olha nessa travessia, a visão das cataratas brasileiras é um deleite. Em um cenário que nos remete ao que ilustraram em nosso imaginário como o Jardim do Éden, no Parque Nacional do Iguaçu temos a constatação do quão vigorosa é a obra divina. A robustez das quedas d´água, que parecem surgir do céu, formando um rio que se molda com precisão entre as pedras e os montes, é um espetáculo que emociona. Em dias ensolarados, o arco-íris é uma presença constante na paisagem magnífica que se forma, trazendo ao instante esse sentimento que se aproxima da contemplação do sagrado. Desfrutar essa imagem, definitivamente, é uma benção. 

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2023/10/5128017. Acesso em: fev. de 2024. [Adaptado]
De acordo com o penúltimo parágrafo, é correto afirmar que 
Alternativas
Q2504719 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.

A beleza de Foz do Iguaçu e as quedas d'água gigantes pela própria natureza

    O Brasil é mesmo um país admirável. Não se conquista o privilégio de figurar entre as sete maravilhas do mundo por acaso. Nas categorias moderna e natural da honorável seleção, nós estamos lá, com destaques reconhecidos mundialmente: o Cristo Redentor, a Amazônia e as Cataratas do Iguaçu. Enquanto o maior bioma do mundo tem a paternidade compartilhada com outros oito países, as robustas quedas d'água são divididas apenas com a vizinha Argentina e até parecem ficar esquecidas lá no Sul do país, mas é um dos destinos mais procurados pelos turistas. Segundo levantamento feito pelo Parque Nacional do Iguaçu, 1,4 milhão de visitantes estiveram no local em 2022.
    Foz do Iguaçu, porém, não é exatamente uma rota de fácil acesso. Localizada em uma ponta mais a oeste do Paraná, a uma distância de cerca de 600 km da capital do estado e de 700 km do litoral, a cidade tem lá sua tradição turística, mas a economia se sustenta à base do seu maior cartão postal. Ainda que haja um aeroporto próprio, os voos geralmente exigem algumas conexões. Saindo de Brasília, fizemos duas paradas antes de desembarcar no destino: em São Paulo e em Curitiba.
    A viagem toda, que durou cerca de oito horas, é um pouco cansativa, porém, a sensação da chegada é reconfortante quando você, ainda no avião, visualiza de cima o conjunto gigantesco de cachoeiras e se dá conta de que está próximo não somente das famosas cataratas, e sim também da fronteira com outros dois países da América do Sul, tornando o passeio uma experiência também internacional.
    O acesso pelo lado brasileiro é muito tranquilo: o Parque Nacional do Iguaçu fica dentro de Foz, a poucos quilômetros do centro, com diversas modalidades de transporte, incluindo ônibus coletivo urbano e carro por aplicativo — com preços que vão de R$ 3,50 a R$ 50, aproximadamente. Os ingressos custam R$ 78, adquiridos antecipadamente pela internet, com direito ao transporte até as estações que dão início às atrações oferecidas. 
    Para quem não abre mão de uma boa aventura e gosta de sentir a adrenalina pura, existe o Macuco Safari, logo na primeira parada do ônibus. Nada mais é que um passeio de bote, em torno de duas horas, em que o turista embarca, protegido por colete salva-vidas, até as volumosas e potentes quedas das águas. O banho aqui é certo e dizem que a emoção supera qualquer desconforto por ficar todo ensopado. O tour, que pode ser adquirido no local, é bem mais salgado: entre R$ 300 e R$ 400, podendo ser parcelado no cartão. Porém, é um investimento que tem recompensas. Basta conferir alguns dos vídeos disponíveis na internet.
    Já na trilha terrestre, a visita também leva em torno de duas horas, porém em uma caminhada de cerca de 1,2 km que oferece uma vista panorâmica deslumbrante das cataratas em diversos ângulos e enquadramentos. Aos menos aventureiros que fugiram do safári aquático, há a garantia de que essa não é uma jornada perigosa: o caminho é todo cercado e há paradas estratégicas para assegurar as melhores fotos, sem nenhum risco. Mas as roupas confortáveis devem ser priorizadas, já que a temperatura pode esquentar ao longo da caminhada. E não esqueça a garrafinha de água, claro.
    A capa de chuva é um item indispensável para visitar as Cataratas do Iguaçu. À medida que as pessoas se aproximam mais do ponto onde as quedas estão mais fortes, os respingos vão se tornando maiores e inevitáveis. A época do ano deve ser observada com atenção: no período chuvoso, o volume das águas pode aumentar em até dez vezes. Especialmente no final do circuito, onde está a passarela suspensa de cerca de 670 metros que nos leva à base inferior da suntuosa Garganta do Diabo.
    Gigante pela própria natureza, tal qual o verso descrito no Hino Nacional Brasileiro, a cortina fluvial que surge do cânion parece que vai nos sugar com a potência das águas que se derramam de uma altura de 82 metros e 150 metros de largura, trafegando em uma impressionante correnteza por baixo dos nossos pés. Mas não se deixe amedrontar. Nesse ponto final do circuito, a experiência é única, imperdível e indescritível.
    Diante dessa maravilha do mundo, Eleanor Roosevelt, então primeira-dama dos Estados Unidos da América, teria exclamado: "Pobre Niágara!", em comparação às famosas cataratas que se ostentam na divisa entre as províncias de Nova York, nos EUA, e Ontario, no Canadá. Estive por lá, em 2011, e não dá para negar: a nossa é infinitamente soberana. 
   Para todos os lados que se olha nessa travessia, a visão das cataratas brasileiras é um deleite. Em um cenário que nos remete ao que ilustraram em nosso imaginário como o Jardim do Éden, no Parque Nacional do Iguaçu temos a constatação do quão vigorosa é a obra divina. A robustez das quedas d´água, que parecem surgir do céu, formando um rio que se molda com precisão entre as pedras e os montes, é um espetáculo que emociona. Em dias ensolarados, o arco-íris é uma presença constante na paisagem magnífica que se forma, trazendo ao instante esse sentimento que se aproxima da contemplação do sagrado. Desfrutar essa imagem, definitivamente, é uma benção. 

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2023/10/5128017. Acesso em: fev. de 2024. [Adaptado]
A partir da leitura do texto, percebe-se que o autor tem uma visão 
Alternativas
Q2504717 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.

A beleza de Foz do Iguaçu e as quedas d'água gigantes pela própria natureza

    O Brasil é mesmo um país admirável. Não se conquista o privilégio de figurar entre as sete maravilhas do mundo por acaso. Nas categorias moderna e natural da honorável seleção, nós estamos lá, com destaques reconhecidos mundialmente: o Cristo Redentor, a Amazônia e as Cataratas do Iguaçu. Enquanto o maior bioma do mundo tem a paternidade compartilhada com outros oito países, as robustas quedas d'água são divididas apenas com a vizinha Argentina e até parecem ficar esquecidas lá no Sul do país, mas é um dos destinos mais procurados pelos turistas. Segundo levantamento feito pelo Parque Nacional do Iguaçu, 1,4 milhão de visitantes estiveram no local em 2022.
    Foz do Iguaçu, porém, não é exatamente uma rota de fácil acesso. Localizada em uma ponta mais a oeste do Paraná, a uma distância de cerca de 600 km da capital do estado e de 700 km do litoral, a cidade tem lá sua tradição turística, mas a economia se sustenta à base do seu maior cartão postal. Ainda que haja um aeroporto próprio, os voos geralmente exigem algumas conexões. Saindo de Brasília, fizemos duas paradas antes de desembarcar no destino: em São Paulo e em Curitiba.
    A viagem toda, que durou cerca de oito horas, é um pouco cansativa, porém, a sensação da chegada é reconfortante quando você, ainda no avião, visualiza de cima o conjunto gigantesco de cachoeiras e se dá conta de que está próximo não somente das famosas cataratas, e sim também da fronteira com outros dois países da América do Sul, tornando o passeio uma experiência também internacional.
    O acesso pelo lado brasileiro é muito tranquilo: o Parque Nacional do Iguaçu fica dentro de Foz, a poucos quilômetros do centro, com diversas modalidades de transporte, incluindo ônibus coletivo urbano e carro por aplicativo — com preços que vão de R$ 3,50 a R$ 50, aproximadamente. Os ingressos custam R$ 78, adquiridos antecipadamente pela internet, com direito ao transporte até as estações que dão início às atrações oferecidas. 
    Para quem não abre mão de uma boa aventura e gosta de sentir a adrenalina pura, existe o Macuco Safari, logo na primeira parada do ônibus. Nada mais é que um passeio de bote, em torno de duas horas, em que o turista embarca, protegido por colete salva-vidas, até as volumosas e potentes quedas das águas. O banho aqui é certo e dizem que a emoção supera qualquer desconforto por ficar todo ensopado. O tour, que pode ser adquirido no local, é bem mais salgado: entre R$ 300 e R$ 400, podendo ser parcelado no cartão. Porém, é um investimento que tem recompensas. Basta conferir alguns dos vídeos disponíveis na internet.
    Já na trilha terrestre, a visita também leva em torno de duas horas, porém em uma caminhada de cerca de 1,2 km que oferece uma vista panorâmica deslumbrante das cataratas em diversos ângulos e enquadramentos. Aos menos aventureiros que fugiram do safári aquático, há a garantia de que essa não é uma jornada perigosa: o caminho é todo cercado e há paradas estratégicas para assegurar as melhores fotos, sem nenhum risco. Mas as roupas confortáveis devem ser priorizadas, já que a temperatura pode esquentar ao longo da caminhada. E não esqueça a garrafinha de água, claro.
    A capa de chuva é um item indispensável para visitar as Cataratas do Iguaçu. À medida que as pessoas se aproximam mais do ponto onde as quedas estão mais fortes, os respingos vão se tornando maiores e inevitáveis. A época do ano deve ser observada com atenção: no período chuvoso, o volume das águas pode aumentar em até dez vezes. Especialmente no final do circuito, onde está a passarela suspensa de cerca de 670 metros que nos leva à base inferior da suntuosa Garganta do Diabo.
    Gigante pela própria natureza, tal qual o verso descrito no Hino Nacional Brasileiro, a cortina fluvial que surge do cânion parece que vai nos sugar com a potência das águas que se derramam de uma altura de 82 metros e 150 metros de largura, trafegando em uma impressionante correnteza por baixo dos nossos pés. Mas não se deixe amedrontar. Nesse ponto final do circuito, a experiência é única, imperdível e indescritível.
    Diante dessa maravilha do mundo, Eleanor Roosevelt, então primeira-dama dos Estados Unidos da América, teria exclamado: "Pobre Niágara!", em comparação às famosas cataratas que se ostentam na divisa entre as províncias de Nova York, nos EUA, e Ontario, no Canadá. Estive por lá, em 2011, e não dá para negar: a nossa é infinitamente soberana. 
   Para todos os lados que se olha nessa travessia, a visão das cataratas brasileiras é um deleite. Em um cenário que nos remete ao que ilustraram em nosso imaginário como o Jardim do Éden, no Parque Nacional do Iguaçu temos a constatação do quão vigorosa é a obra divina. A robustez das quedas d´água, que parecem surgir do céu, formando um rio que se molda com precisão entre as pedras e os montes, é um espetáculo que emociona. Em dias ensolarados, o arco-íris é uma presença constante na paisagem magnífica que se forma, trazendo ao instante esse sentimento que se aproxima da contemplação do sagrado. Desfrutar essa imagem, definitivamente, é uma benção. 

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2023/10/5128017. Acesso em: fev. de 2024. [Adaptado]
O texto aponta, de maneira global, 
Alternativas
Q2504716 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.

A beleza de Foz do Iguaçu e as quedas d'água gigantes pela própria natureza

    O Brasil é mesmo um país admirável. Não se conquista o privilégio de figurar entre as sete maravilhas do mundo por acaso. Nas categorias moderna e natural da honorável seleção, nós estamos lá, com destaques reconhecidos mundialmente: o Cristo Redentor, a Amazônia e as Cataratas do Iguaçu. Enquanto o maior bioma do mundo tem a paternidade compartilhada com outros oito países, as robustas quedas d'água são divididas apenas com a vizinha Argentina e até parecem ficar esquecidas lá no Sul do país, mas é um dos destinos mais procurados pelos turistas. Segundo levantamento feito pelo Parque Nacional do Iguaçu, 1,4 milhão de visitantes estiveram no local em 2022.
    Foz do Iguaçu, porém, não é exatamente uma rota de fácil acesso. Localizada em uma ponta mais a oeste do Paraná, a uma distância de cerca de 600 km da capital do estado e de 700 km do litoral, a cidade tem lá sua tradição turística, mas a economia se sustenta à base do seu maior cartão postal. Ainda que haja um aeroporto próprio, os voos geralmente exigem algumas conexões. Saindo de Brasília, fizemos duas paradas antes de desembarcar no destino: em São Paulo e em Curitiba.
    A viagem toda, que durou cerca de oito horas, é um pouco cansativa, porém, a sensação da chegada é reconfortante quando você, ainda no avião, visualiza de cima o conjunto gigantesco de cachoeiras e se dá conta de que está próximo não somente das famosas cataratas, e sim também da fronteira com outros dois países da América do Sul, tornando o passeio uma experiência também internacional.
    O acesso pelo lado brasileiro é muito tranquilo: o Parque Nacional do Iguaçu fica dentro de Foz, a poucos quilômetros do centro, com diversas modalidades de transporte, incluindo ônibus coletivo urbano e carro por aplicativo — com preços que vão de R$ 3,50 a R$ 50, aproximadamente. Os ingressos custam R$ 78, adquiridos antecipadamente pela internet, com direito ao transporte até as estações que dão início às atrações oferecidas. 
    Para quem não abre mão de uma boa aventura e gosta de sentir a adrenalina pura, existe o Macuco Safari, logo na primeira parada do ônibus. Nada mais é que um passeio de bote, em torno de duas horas, em que o turista embarca, protegido por colete salva-vidas, até as volumosas e potentes quedas das águas. O banho aqui é certo e dizem que a emoção supera qualquer desconforto por ficar todo ensopado. O tour, que pode ser adquirido no local, é bem mais salgado: entre R$ 300 e R$ 400, podendo ser parcelado no cartão. Porém, é um investimento que tem recompensas. Basta conferir alguns dos vídeos disponíveis na internet.
    Já na trilha terrestre, a visita também leva em torno de duas horas, porém em uma caminhada de cerca de 1,2 km que oferece uma vista panorâmica deslumbrante das cataratas em diversos ângulos e enquadramentos. Aos menos aventureiros que fugiram do safári aquático, há a garantia de que essa não é uma jornada perigosa: o caminho é todo cercado e há paradas estratégicas para assegurar as melhores fotos, sem nenhum risco. Mas as roupas confortáveis devem ser priorizadas, já que a temperatura pode esquentar ao longo da caminhada. E não esqueça a garrafinha de água, claro.
    A capa de chuva é um item indispensável para visitar as Cataratas do Iguaçu. À medida que as pessoas se aproximam mais do ponto onde as quedas estão mais fortes, os respingos vão se tornando maiores e inevitáveis. A época do ano deve ser observada com atenção: no período chuvoso, o volume das águas pode aumentar em até dez vezes. Especialmente no final do circuito, onde está a passarela suspensa de cerca de 670 metros que nos leva à base inferior da suntuosa Garganta do Diabo.
    Gigante pela própria natureza, tal qual o verso descrito no Hino Nacional Brasileiro, a cortina fluvial que surge do cânion parece que vai nos sugar com a potência das águas que se derramam de uma altura de 82 metros e 150 metros de largura, trafegando em uma impressionante correnteza por baixo dos nossos pés. Mas não se deixe amedrontar. Nesse ponto final do circuito, a experiência é única, imperdível e indescritível.
    Diante dessa maravilha do mundo, Eleanor Roosevelt, então primeira-dama dos Estados Unidos da América, teria exclamado: "Pobre Niágara!", em comparação às famosas cataratas que se ostentam na divisa entre as províncias de Nova York, nos EUA, e Ontario, no Canadá. Estive por lá, em 2011, e não dá para negar: a nossa é infinitamente soberana. 
   Para todos os lados que se olha nessa travessia, a visão das cataratas brasileiras é um deleite. Em um cenário que nos remete ao que ilustraram em nosso imaginário como o Jardim do Éden, no Parque Nacional do Iguaçu temos a constatação do quão vigorosa é a obra divina. A robustez das quedas d´água, que parecem surgir do céu, formando um rio que se molda com precisão entre as pedras e os montes, é um espetáculo que emociona. Em dias ensolarados, o arco-íris é uma presença constante na paisagem magnífica que se forma, trazendo ao instante esse sentimento que se aproxima da contemplação do sagrado. Desfrutar essa imagem, definitivamente, é uma benção. 

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2023/10/5128017. Acesso em: fev. de 2024. [Adaptado]
O objetivo principal do texto é
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUNDATEC Órgão: AL-RS Prova: FUNDATEC - 2024 - AL-RS - Procurador |
Q2504585 Português

A Boa Linguagem


Por Eduardo Sabagg








(Disponível em: Sabbag, Eduardo. Manual de português jurídico / Eduardo Sabbag. — 7. ed. reform. e atual. — São Paulo: Saraiva, 2013. – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise os dois períodos a seguir e as assertivas a seu respeito:

• Meus vizinhos, que são meus amigos, estão sempre ao meu lado em situações difíceis.
• Meus vizinhos que são meus amigos estão sempre ao meu lado em situações difíceis.


Assinale a alternativa FALSA a respeito dos períodos anteriores.
Alternativas
Respostas
6261: A
6262: D
6263: D
6264: A
6265: D
6266: E
6267: B
6268: E
6269: C
6270: B
6271: B
6272: B
6273: E
6274: A
6275: B
6276: C
6277: A
6278: B
6279: A
6280: E