Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Ano: 2010 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Itabaiana - SE
Q1196441 Português
                                                                                                                                                                                Bola da vez 
A primeira crítica veio do goleiro Júlio César. Achou a bola horrorosa, parecida com as vendidas em supermercados. A partir daí, jogadores de diversas nacionalidades expressaram sua insatisfação com a Jabulani, a bola fabricada pela Adidas e usada nos jogos da Copa do Mundo, na África do Sul. Patrocinado pela marca alemã, Kaká defendeu a bola. Mas a discussão não cessou. O próprio secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, prometeu avaliar os problemas relacionados à Jabulani quando a Copa chegar ao fim. A polêmica, no entanto, despertou a curiosidade de peladeiros de todo o país. Mesmo custando R$400,00 a bola oficial do Mundial desapareceu das prateleiras das lojas de artigos esportivos. (Fragmento, Fábio Brisolla, Revista O globo, 04/07/2010) 
 Assinale abaixo, quem prometeu avaliar os problemas relacionados à Jabulani quando a Copa do Mundo  chegar ao fim: 
Alternativas
Ano: 2010 Banca: IDECAN Órgão: Prefeitura de Ipatinga - MG
Q1195475 Português
Copenhague não configurou um fracasso total. Quando milhares de pessoas, bem acima das expectativas,representando entidades variadas, se dedicam tão apaixonadamente a uma causa, como acontece atualmente com a política ambiental, o resultado aparece. Se não de imediato, firma-se no momento seguinte. Aqui está uma leitura positiva da COP 15. Nunca a ecologia esteve tão em voga, discutida amplamente, envolvendo inclusive sociedades periféricas.Ganho na certa. Inexistiu um fecho da reunião, é verdade. O documento final aprovado mostrou-se pífio ante o tamanho do desafio colocado pelas mudanças climáticas. Quem aguardava um novo caminho, com metas obrigatórias de redução dos gases de efeito estufa, acabou frustrado. Mandatório murchou para declaratório. Mesmo assim, as mudanças estão em marcha.Modifica-se o padrão da economia mundial. Empresas redefinem suas estratégias competitivas, governos reveem seus planos, a sociedade grita e empurra. Após dois séculos de industrialização explorando a natureza, nasce novo paradigma da economia de baixo carbono. A economia verde do futuro.Ano-novo renova as esperanças de vida melhor. Tomara que neste 2010 uma governança global se firme para enfrentar o terrível drama do aquecimento planetário. No Brasil a torcida deseja que as eleições presidenciais incorporem o desenvolvimento sustentável no seu âmago.
(O Estado de S. Paulo 12/01/2010, / adaptado)
Na construção “O documento final aprovado mostrou-se pífio ante o tamanho do desafio colocado pelas mudanças climáticas.”, o vocábulo em destaque possui a seguinte conotação no contexto:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: TJ-AP
Q1195140 Português
Militante do Partido Comunista Brasileiro, Ferreira Gullar viu-se obrigado a se exilar, nos anos 70, primeiro no Chile e depois na Argentina. Em 1975, estava em Buenos Aires quando compôs aquela que é considerada sua obra-prima, o longuíssimo Poema Sujo, que contém a estrofe:
    o homem está na cidade     como uma coisa está em outra     e a cidade está no homem     que está em outra cidade 
"Sentia necessidade de escrever tudo o que eu podia dizer, pois pensava que podia morrer naquela época. Afinal, uma ditadura militar havia se instalado no Brasil, depois no Chile, onde me exilara, e posteriormente na Argentina, onde eu estava. Foi nesse estado de espírito de não ter para onde correr que nasceu o poema. Na verdade, o poema não é político, mas um resgate do que eu havido vivido até então. É claro que tem a minha infância, tem São Luís ... O poema vai resgatar toda a minha experiência de vida, na medida do possível, mas ele é na realidade reflexão sobre aquelas coisas. Ele não é simplesmente 'ai que saudades que eu tenho da aurora da minha vida'... É uma reinvenção da própria vida. Uma coisa é você ter vivido, e outra coisa é você refletir sobre o que você viveu..." 
No mês passado, recebeu o Prêmio Camões pelo conjunto de sua obra. 
(João Barile. Revista Bravo! Abril, n. 158, outubro de 2010, p. 26, com adaptações) 
No depoimento do poeta, isolado por aspas, evidencia-se, especialmente, 
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FUNJAB-SC Órgão: Prefeitura de Florianópolis - SC
Q1194984 Português
                         Medicar as crianças sem receita médica
Dar um antigripal ou um antitérmico, por exemplo, ao estudante que começa a apresentar sintomas desagradáveis durante o horário de aulas representa um risco grande. O mesmo ocorre se o professor ministrar um remédio sem receita a pedido dos responsáveis. Afinal, em geral, a  escola desconhece o histórico de saúde do aluno. Ou seja, o professor que o acompanha dificilmente saberá indicar se ele é alérgico a algum tipo de medicamento ou se apresenta doenças  crônicas que inviabilizariam o uso daquela substância. 
Para resguardar a saúde dos alunos, o ideal é que as creches e escolas contem com uma equipe de saúde que se responsabilize tecnicamente por eles nessas situações. Como isso nem sempre é possível, uma alternativa é fazer parcerias com o serviço de saúde local. A equipe  escolar deve elaborar uma ficha para cada um, com dados sobre o seu estado geral, coletados na matrícula e atualizados na rematrícula. 
Os educadores devem conhecer bem os alunos de modo a identificar emergências e acionar, se preciso for, os responsáveis, os profissionais de saúde ou o atendimento de urgência. 

MARANHÃO, Damaris Gomes. Assim não dá! Nova Escola. São Paulo: Abril, p. 28, ano XXV, n. 235, set. 2010. [Texto adaptado]
Assinale a alternativa CORRETA, segundo o texto.
Alternativas
Ano: 2010 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de São Leopoldo - RS
Q1194396 Português
O amor nos tira o sono O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeitada audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim – que é dor – complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância. Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças, disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes. A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura. Às vezes é preciso recolher-se. (Lya Luft)
Assinale a seguir, a única palavra que se encontra no feminino: 
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FUNCAB Órgão: SEJUS-RO
Q1193391 Português
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
Texto:
Por que temos a sensação de que, em nosso País, há impunidade? Existem muitas respostas para essa pergunta, mas nos cingiremos a uma delas: o fato de que, atualmente, a liberdade é regra e a prisão exceção. 
Todas as nossas leis penais e processuais penais partem dessa premissa. A constrição da liberdade somente tem lugar quando há grave violação ao pacto social, por ser medida extrema e demasiadamente aflitiva. 
Mas nem sempre foi assim. A História é pródiga em nos mostrar como o valor liberdade, tão eclipsado em determinados períodos, cresceu e foi, aos poucos, reconhecido como inerente à condição humana, tendo ampliado seus vetores para outras direções e deixado de ser protegido apenas quanto ao aspecto da liberdade de ir e vir.
Com efeito, é por uma razão de ordem existencial – o ideal do homem livre – e não jurídica, que nossas leis primam pela utilização da prisão como último recurso. Assim, apenas em modalidades estritamente previstas em lei, o Estado, e somente o Estado, pode impor a pena das penas: o cárcere. 
Beccaria chegou a afirmar que “um roubo praticado sem uso de violência apenas deveria ser punido com uma pena em dinheiro. É justo que aquele que rouba o bem de outrem seja despojado do seu.” Mas reconheceu a dificuldade da medida: “Contudo, se o roubo é comumente o crime da miséria e da aflição, se esse crime apenas é praticado por essa classe de homens infelizes, para os quais o direito de propriedade (direito terrível e talvez desnecessário) apenas deixou a vida como único bem, as penas em dinheiro contribuirão tão-somente para aumentar os roubos, fazendo crescer o número de mendigos, tirando o pão a uma família inocente para dá-lo a um rico talvez criminoso.”
O nosso legislador, por uma questão de política criminal certamente não inspirada em Beccaria, apenou o crime de roubo com a privação de liberdade. Mas para que uma pessoa seja presa por isso, deverá ser, antes de tudo, submetida a um devido processo legal. 
Trata-se da prisão decorrente de sentença penal condenatória. Esta modalidade de prisão é factível quando, após um processo regular e válido, com ampla defesa e contraditório, a autoridade judicial, devidamente investida em seu cargo,  condena um indivíduo por um crime cuja pena cominada seja privativa de liberdade.
Ainda assim, a efetiva prisão somente será possível quando o processo transitar em julgado, ou seja, quando não couber mais recurso da decisão. Isso porque, em nosso País, seguindo a esteira processualista mais moderna, não há necessidade de recolhimento ao cárcere para apelar, em virtude do princípio constitucional da presunção da inocência.
Uma vez decretada a procedência da acusação, ou seja, tendo o Estado reconhecido a justa causa para a pretensão punitiva através de uma sentença condenatória, dá-se início ao cumprimento da pena, com seus diferentes regimes.
Em suma, esta é a prisão que se justifica pelo cometimento de um crime, cuja autoria e materialidade restaram devidamente comprovadas por meio de um processo judicial justo. (ARAGÃO, Daphne Polises. In: http://curiofisica.com.br/index.php/direito/processualpenal/prisao-e-liberdade-i-2#more-2377)
Beccaria afirma que “um roubo praticado sem uso de violência apenas deveria ser punido com uma pena em dinheiro” (parágrafo 5), justificando imediatamente essa tese com:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Riachuelo - SE
Q1191143 Português
TEXTO:     Cheque em xeque
O país anda tão desconfiado, mas tão desconfiado, que todos nós viramos suspeitos. Cada cheque é uma CPI particular. O vendedor, por mais amável que tenha sido, lança um olhar de suspeita. E pergunta a primeira coisa que vem à cabeça:
– É de São Paulo?
– Não, de Hong Kong.
Enquanto ele decide se sorri ou me morde, atiro o cheque no balcão e fujo com as compras.
É duro falar em geral, quando nem todo mundo é assim. Acabo injustiçando as centenas de pessoas simpáticas que já me atenderam nos balcões sem me tratar como um mafioso. Mas também sou injustiçado. Sei que a crise, a falta de ética e a corrupção escorreram sobre nossas vidas, precipitando desconfianças. O pior é que todas as exigências não adiantam nada, se o portador do cheque estiver interessado em dar o golpe.
Pedem a carteira de identidade. Ofereço a minha, com uma linda foto em que apareço esbelto, com os cabelos cobrindo as orelhas e uma franja gigantesca sobre os óculos. Algo como uma versão década de 60 de um cachorro lulu. Sou eu mesmo, mas só os parentes sabem. A vendedora me olha, conferindo. Ou filosofando sobre a passagem do tempo, não sei. Sorri, como se tivesse me reconhecido, o que sei ser impossível. Sorrio de volta, com ar suspeito, e até uma certa emoção. Serei eu mesmo?
Aí, ela compara a assinatura. Acontece que tenho o prazer de falsificar minha própria assinatura. De raiva. Às vezes boto só um rabisco. Pois a vendedora confere e aceita.
Também pedem o telefone e o endereço. Outro dia, desabei na quitanda de uma coreana. Recém-chegada. Comprei um maço de rabanetes, um quilo de batatas e uma dúzia de bananas. Peguei o cheque. Ela estreitou os olhinhos. Expliquei que era especial. As pestanas, dois riscos irritados. Ela olhou o cheque, virado de cabeça para baixo. Chamou um ajudante, tipo nordestino. Resmungaram entre si. Em que língua eu não sei. Ele explicou:
– Ela aceita se o senhor for virar freguês.
Quase me ajoelhei. Ia gente em casa, e aquelas batatas eram a diferença entre ser um lorde ou um cafona. Prometi passar lá todos os dias, quem sabe até ser sócio. O rapaz tentou soletrar meu nome. Empacou no W. Quase sufocou. Cantei alegremente todas as letras. Ele pediu de tudo: até o endereço da mãe. Escrevi no verso do cheque: Pirulito que bate bate / Pirulito que já bateu / Quem gosta de mim é ela / Quem gosta dela sou eu.
Aceitaram. Até hoje não sei como o banco pagou.
Pode parecer piada, mas é um sofrimento. Faz pouco tempo, estive em um hipermercado de uma rede que está em todo o país. Fiz o cheque. A caixa apertou um botão, acendeu uma luzinha. Explicou que precisava conferir. Esperei meia hora. Ninguém apareceu. Pedi licença, fui reclamar. A moça do balcão de atendimento rosnou:
– Não adianta reclamar.
Chamei o gerente, briguei. Demorou mais meia hora. Aliás, para garantir meu cheque, já chamei até polícia. Estava em um restaurante chinês, com uma amiga. Depois de me conciliar com alguns camarõezinhos empanados, pedi a conta. Fui fazer o cheque, o garçom explicou:
– Não aceitamos.
– E por que não avisam antes?
Ele me mostrou um cartaz na parede. Iludido pelo molho de ostras, eu não havia visto. Expliquei que não tinha dinheiro. Ele correu ao caixa. Vi um chinês velho abanando a cabeça como um leque. O garçom voltou. Eu disse, calmamente:
– Chame a polícia.
– O quê?
– Chame a polícia. Quero pagar, vocês não querem receber. Chame.
Foi um bafafá. Um jovem veio correndo da cozinha. Pensei que ia me soterrar com um prato de sopa de tubarão, tal a fúria. Repeti o pedido, gentil: queria a polícia. Aceitaram o cheque, com suspiros de nervosismo. Houve um momento em que pareciam tentados a me transformar num porco agridoce.
Bilheteria de show ou teatro, nem se fala. Alguns teatros grandes já chegaram a exigir avalista e fazer consulta telefônica para vender ingressos.
[...] Melhor vivem os fantasmas. Porque a esses, tudo se permite. Não enfrentam filas e descontam cheques de madrugada. Não precisam de CPF nem devem ter RG. Endereço e assinatura, nem se fala.
Difícil, mesmo, é estar entre os simples mortais.
(Walcyr Carrasco. O Golpe do aniversariante e outras crônicas. São Paulo: Ática, 200/Para Gostar de Ler, 20/Fragmento.)
“[...] O vendedor, por mais amável que tenha sido, lança um olhar de suspeita. E pergunta a primeira coisa que vem à cabeça:
– É de São Paulo?
– Não, de Hong Kong....”
A resposta ao vendedor demonstra, por parte do autor:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Assunção - PB
Q1190716 Português
As fronteiras da Educação
Mais do que em disputas desportivas ou políticas, uma nação se constrói e se afirma na escola, com docentes bem preparados e com consciência social.
Fronteiras, ou linhas de frente, são os limites entre o que foi conquistado e o que ainda falta conquistar – como as da ciência, que demarcam o que a humanidade já conhece e o que ignora, e as dos esportes, cujas marcas estão aí para ser seguidamente superadas. As fronteiras territoriais são demarcadas pelos contornos de nossa soberania geográfica ou política, mas toda nação se consolida em outros fronts, como o social, o econômico e o cultural. E todos esses dependem da Educação, campo em que não há desafios externos patrulhados por sentinelas, mas desafios internos enfrentados no dia-a-dia por professores.
Nas linhas avançadas da Educação brasileira, não há pesquisadores enclausurados em laboratórios de ponta, mas educadores estudando as melhores formas de ensinar e promovendo integração social ou mesmo civilizatória em situações reais. Tenho encontrado exemplos notáveis dessa atuação na “fronteira educacional”.
(Luis Carlos de Menezes, Revista Nova Escola – 03/2010 – com adaptações)

Deduz-se das informações do segundo parágrafo do texto que:
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Ano: 2010 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de São Leopoldo - RS
Q1187905 Português
                                                                                               Um pouco de silêncio  Silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconserto nosso. Com medo de ver quem – ou o que – somos, adia-se o defrontamento com nossa alma sem máscaras. Mas se a gente aprende a gostar de um pouco de sossego, descobre – em si e no outro – regiões nem imaginadas, questões fascinantes e não necessariamente ruins. Nunca esqueci a experiência de quando alguém botou a mão no meu ombro de criança e disse: “– Fica quietinha, um momento só, escuta a chuva chegando.” E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela a gente se refaz para voltar mais inteiro ao convívio, às tantas frases, às tarefas, aos amores. Então, por favor, me deem isso: um pouco de silêncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito além das palavras de todos os textos e da música de todos os sentimentos. (Lya Luft)  De acordo com o texto de Lya Luft, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas: 
( ) O silêncio faz pensar. ( ) A quietude pode ser como a chuva. ( ) O silêncio remexe águas paradas trazendo à tona sabe Deus que desconserto nosso. A sequência está correta em:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Campo Verde - MT
Q1185020 Português
TEXTO:                                                                                                     
A piada é nossa          Cercado de mistério e controvérsia, o logotipo da Copa do Mundo de 2014 no Brasil já fez seu primeiro gol rumo à popularização na internet. O símbolo gráfico do maior torneio de futebol estufou a rede com uma polêmica discussão sobre design. No Twitter, no Facebook, no You-Tube e em blogs, a marca vem ganhando versões bem-humoradas e comentários nem tanto.          A celeuma mostra que, como um técnico da seleção brasileira, o desenho terá de aprender a conviver com críticas e ironias, porque, ao que parece, elas ainda estão longe de cessar.          – O logo consegue, ao mesmo tempo, não se relacionar com a cultura brasileira e com o maior evento de futebol do mundo – diz Alexandre Wollner, um dos principais nomes do design nacional.          Se houvesse um júri para decidir qual seria a versão mais hilária do logo na internet, talvez o prêmio fosse para quem o associou à imagem do médium Chico Xavier psicografando. O dono de uma das agências escolhidas pela Fifa para participar da disputa pela criação do símbolo da Copa diz que a brincadeira foi “a melhor análise gráfica” feita até agora.          – Não sei se foi um designer que fez, mas foi brilhante – afirma ele, que prefere não se identificar e critica tanto o júri quanto a condução por parte da Fifa na escolha final da marca.                                                                                                   
(Rogério Daflon / fragmento)
“ – Não sei se foi um designer que fez, mas foi brilhante ...” a palavra destacada no trecho anterior exprime  ideia de:
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Ano: 2010 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Araucária - PR
Q1183667 Português
Leia o texto a seguir:
                                                                      Prometeus, a revolução da mídia   Para estimular a reflexão acerca das modificações socioculturais provocadas pela Internet, vale dar uma olhada no vídeo Prometeus, a revolução da mídia (5'13"). Trata-se de um pequeno filme que, mesclando ficção científica com dados reais, levanta hipóteses surreais, porém plausíveis, acerca da fusão entre o real e o virtual. O vídeo também traz à tona outras questões já efetivamente existentes sobre a Internet. Um exemplo é o surgimento do "prossumidor" – produtor e consumidor de informações - como agente modificador das relações de comunicação de massa. [...]  (Filosofia, Ciência e Vida, ano IV, n° 44.)
A partir da afirmação de que o vídeo "levanta hipóteses surreais, porém plausíveis", é correto inferir:
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Ano: 2010 Banca: FUNJAB-SC Órgão: Prefeitura de Florianópolis - SC
Q1182364 Português
          Medicar as crianças sem receita médica

Dar um antigripal ou um antitérmico, por exemplo, ao estudante que começa a apresentar sintomas desagradáveis durante o horário de aulas representa um risco grande. O mesmo ocorre se o professor ministrar um remédio sem receita a pedido dos responsáveis. Afinal, em geral, a escola desconhece o histórico de saúde do aluno. Ou seja, o professor que o acompanha dificilmente saberá indicar se ele é alérgico a algum tipo de medicamento ou se apresenta doenças crônicas que inviabilizariam o uso daquela substância.
Para resguardar a saúde dos alunos, o ideal é que as creches e escolas contem com uma equipe de saúde que se responsabilize tecnicamente por eles nessas situações. Como isso nem sempre é possível, uma alternativa é fazer parcerias com o serviço de saúde local. A equipe escolar deve elaborar uma ficha para cada um, com dados sobre o seu estado geral, coletados na matrícula e atualizados na rematrícula.
Os educadores devem conhecer bem os alunos de modo a identificar emergências e acionar, se preciso for, os responsáveis, os profissionais de saúde ou o atendimento de urgência.

MARANHÃO, Damaris Gomes. Assim não dá! Nova Escola. São Paulo: Abril, p. 28, ano XXV, n. 235, set. 2010. [Texto adaptado]
Segundo o texto, medicar crianças sem receita médica não é adequado porque...
I. de modo geral, a escola não conhece o histórico de saúde dos alunos.
II. o professor pode não saber se o aluno tem algum tipo de alergia.
III. o aluno pode ser portador de alguma doença crônica para a qual o remédio é contraindicado.
Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FCC Órgão: SERGAS
Q1181265 Português
O pequeno engenheiro
Ou muito me engano, ou era esse mesmo o nome de um brinquedo do meu tempo de criança. Terá conseguido sobreviver à onda das engenhocas eletrônicas de hoje? Lembrome bem dele: uma caixa de madeira, bonita, com tampa de encaixe corrediça; dentro, um grande número de pecinhas também de madeira, coloridas, de diferentes formas e dimensões. Em algumas delas estavam desenhados um relógio, uma janela, tijolinhos... O conjunto possibilitava (e mesmo inspirava) diversos tipos de edificação: castelos, torres, pontes, edifícios, estações etc. Não se tratava exatamente de uma prova de habilidade motora: não era grande a dificuldade de erguer um pequeno muro ou de dar sustentação a uma torre. Tratava-se, antes, de usar a imaginação, construir e preencher espaços, compor cenários, como quem arma a ambientação de um palco onde se desenvolverá uma história. Havia, implícita, a par da necessidade de tudo ter que parar em pé, a preocupação estética: insistir no critério da simetria ou permitir variações de padrão? Fantasiar formas ou ater-se à imitação das já bastante conhecidas? Não exagero ao dizer que tudo isso fazia de cada um de nós, para além de um pequeno engenheiro, um pequeno arquiteto, um escultor mirim, um precoce cenógrafo, um artista plástico pesquisando linguagem... De qualquer modo, esse brinquedo não me levou, na idade adulta, à engenharia, nem ao ramo de construções, nem me fez artista plástico. Ficou na memória, perdido entre outros brinquedos que dispensavam baterias, tomadas elétricas, manuais de instrução e termo de garantia. Sem dúvida havia algum encanto no trenzinho elétrico, que corria obediente pelos trilhos. A meninada ficava olhando, olhando, a princípio interessada, mas logo alguém perguntava: − Vamos brincar? Ser espectador era pouco: o corpo precisava entrar no jogo. Nem que fosse para habitar, imaginariamente, a torre de um castelo colorido, erguido há pouco com as mãos de um pequeno engenheiro que se entretinha facilmente com suas peças de madeira. (Oduvaldo Monteiro, inédito) 
Expressam-se no texto as vivas lembranças de um brinquedo que
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Q1172704 Português
A CULTURA DA REPETÊNCIA

     A promoção automática e os chamados ciclos viraram o bode expiatório do que está errado com a educação. Com Cândido Gomes, saí à busca de explicações.
    Alguns países desenvolvidos permitem a reprovação. Mas não é em massa, como prática pedagógica para incentivar a aprendizagem. Outros, como o Japão, têm promoção automática. Contudo, há enorme pressão da família, dos colegas e da sociedade. Nos Estados Unidos e no Reino Unido praticamente não há reprovação, porém há possibilidade de agrupar os alunos mais e menos "fortes" em turmas diferentes. A Espanha conseguiu bons resultados não reprovando no interior de cada ciclo e está mantendo a mesma política em seu projeto de reforma. Esses países aprenderam – não sem muito empenho – a fazer com que os alunos se esforcem, sem o terror da reprovação. Comparando os países que adotam e os que não adotam a reprovação, os testes internacionais não mostram nenhuma vantagem para a prática sistemática da reprovação. Uma pesquisa recente, nos Estados Unidos, mostrou que reprovar tende a ser pior do que aprovar quem não sabe. Exceto em casos de aproveitamento muito baixo, o aprovado sem saber aprende mais na série seguinte do que o repetente.
     De tempos idos, glorificamos no Brasil a "cultura da repetência", em que a marca do ensino sério era reprovar muitos alunos. Nos últimos anos, houve uma tentativa de erradicar essa prática, seja convencendo os professores de que é uma política equivocada, seja pela criação de ciclos de dois ou mais períodos, dentro dos quais não há reprovação. Obviamente, não há mágica, pois essas experiências não passam da ponta do iceberg de uma solução complexa. Não se trata somente de eliminar a reprovação, por súplica ou decreto. O que fará com que os alunos se dediquem aos estudos? Não devem nos surpreender as reclamações dos pais dos alunos de classe média, pois as ameaças de punições tenebrosas aos reprovados tinham bons resultados.
     Portanto, ensaiamos um primeiro passo ao criar os ciclos escolares e frear as reprovações. Mas há que substituir o medo da reprovação por mecanismos mais saudáveis de recompensas e punições. Para haver ganhos de aprendizagem, precisamos mexer na caixa-preta da sala de aula. Mas boas idéias e pregações não resolvem o problema.
    O balancete da não-reprovação no Brasil ainda está pouco claro, mas o que sabemos não permite condená-la, a priori. Um estudo cuidadoso do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), feito por Kaizo Beltrão e Ferrão, mostrou que "a penalização de reter o aluno na série é muito maior que a de ele estudar numa escola com o ensino organizado em ciclos". Todavia, deixar avançar um aluno não completamente alfabetizado pode ser uma péssima idéia.
      A maldição de tais medidas é ser uma solução "fácil", pois elas aumentam as conclusões e os custos se reduzem, sem o trabalho árduo de melhorar a sala de aula. Portanto, para mostrar melhores resultados, algumas autoridades "sugerem" que não se reprove. Mas tampouco podemos condenar uma idéia cuja implementação não se completou. Falta construir o sistema que vai substituir o medo da repetência por outros estímulos mais eficazes, sobretudo diante de alunos heterogêneos.
      Estamos diante de um dilema. A reprovação em massa é péssima. Para beneficiar os alunos de classe média, em que o medo da reprovação e das punições paternas faz milagres, não podemos voltar a um sistema de conseqüências sinistras para os mais pobres. Mas eliminar a reprovação sem melhorar a sala de aula é quase tão ruim. Escapar do dilema requer condições mínimas para o aprendizado, avaliação contínua e feedback ao aluno, com novos prêmios e sanções. Quem tropeça precisa de oportunidades concretas de recuperação paralela e atenção especial. As exigências e expectativas em relação ao aluno têm de ser realistas e sua auto-estima, tratada com carinho.
     Precisamos abandonar a discussão bolorenta da aprovação automática versus reprovação em massa. O desafio é melhorar a sala de aula, de tal forma que os alunos sejam aprovados porque sabem o que precisam saber.

(Claudio de Moura Castro - Revista Veja, 7 de janeiro de 2009)
“Estamos diante de um dilema.” (7º parágrafo)
Em qual das seguintes alternativas o “dilema” referido pelo autor no trecho acima transcrito está corretamente indicado?
Alternativas
Q1172703 Português
A CULTURA DA REPETÊNCIA

     A promoção automática e os chamados ciclos viraram o bode expiatório do que está errado com a educação. Com Cândido Gomes, saí à busca de explicações.
    Alguns países desenvolvidos permitem a reprovação. Mas não é em massa, como prática pedagógica para incentivar a aprendizagem. Outros, como o Japão, têm promoção automática. Contudo, há enorme pressão da família, dos colegas e da sociedade. Nos Estados Unidos e no Reino Unido praticamente não há reprovação, porém há possibilidade de agrupar os alunos mais e menos "fortes" em turmas diferentes. A Espanha conseguiu bons resultados não reprovando no interior de cada ciclo e está mantendo a mesma política em seu projeto de reforma. Esses países aprenderam – não sem muito empenho – a fazer com que os alunos se esforcem, sem o terror da reprovação. Comparando os países que adotam e os que não adotam a reprovação, os testes internacionais não mostram nenhuma vantagem para a prática sistemática da reprovação. Uma pesquisa recente, nos Estados Unidos, mostrou que reprovar tende a ser pior do que aprovar quem não sabe. Exceto em casos de aproveitamento muito baixo, o aprovado sem saber aprende mais na série seguinte do que o repetente.
     De tempos idos, glorificamos no Brasil a "cultura da repetência", em que a marca do ensino sério era reprovar muitos alunos. Nos últimos anos, houve uma tentativa de erradicar essa prática, seja convencendo os professores de que é uma política equivocada, seja pela criação de ciclos de dois ou mais períodos, dentro dos quais não há reprovação. Obviamente, não há mágica, pois essas experiências não passam da ponta do iceberg de uma solução complexa. Não se trata somente de eliminar a reprovação, por súplica ou decreto. O que fará com que os alunos se dediquem aos estudos? Não devem nos surpreender as reclamações dos pais dos alunos de classe média, pois as ameaças de punições tenebrosas aos reprovados tinham bons resultados.
     Portanto, ensaiamos um primeiro passo ao criar os ciclos escolares e frear as reprovações. Mas há que substituir o medo da reprovação por mecanismos mais saudáveis de recompensas e punições. Para haver ganhos de aprendizagem, precisamos mexer na caixa-preta da sala de aula. Mas boas idéias e pregações não resolvem o problema.
    O balancete da não-reprovação no Brasil ainda está pouco claro, mas o que sabemos não permite condená-la, a priori. Um estudo cuidadoso do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), feito por Kaizo Beltrão e Ferrão, mostrou que "a penalização de reter o aluno na série é muito maior que a de ele estudar numa escola com o ensino organizado em ciclos". Todavia, deixar avançar um aluno não completamente alfabetizado pode ser uma péssima idéia.
      A maldição de tais medidas é ser uma solução "fácil", pois elas aumentam as conclusões e os custos se reduzem, sem o trabalho árduo de melhorar a sala de aula. Portanto, para mostrar melhores resultados, algumas autoridades "sugerem" que não se reprove. Mas tampouco podemos condenar uma idéia cuja implementação não se completou. Falta construir o sistema que vai substituir o medo da repetência por outros estímulos mais eficazes, sobretudo diante de alunos heterogêneos.
      Estamos diante de um dilema. A reprovação em massa é péssima. Para beneficiar os alunos de classe média, em que o medo da reprovação e das punições paternas faz milagres, não podemos voltar a um sistema de conseqüências sinistras para os mais pobres. Mas eliminar a reprovação sem melhorar a sala de aula é quase tão ruim. Escapar do dilema requer condições mínimas para o aprendizado, avaliação contínua e feedback ao aluno, com novos prêmios e sanções. Quem tropeça precisa de oportunidades concretas de recuperação paralela e atenção especial. As exigências e expectativas em relação ao aluno têm de ser realistas e sua auto-estima, tratada com carinho.
     Precisamos abandonar a discussão bolorenta da aprovação automática versus reprovação em massa. O desafio é melhorar a sala de aula, de tal forma que os alunos sejam aprovados porque sabem o que precisam saber.

(Claudio de Moura Castro - Revista Veja, 7 de janeiro de 2009)
Considerando as informações apresentadas por Claudio de Moura Castro em seu artigo, bem como o teor de suas considerações ao longo do texto, é possível afirmar que o autor:
Alternativas
Q1172702 Português
A CULTURA DA REPETÊNCIA

     A promoção automática e os chamados ciclos viraram o bode expiatório do que está errado com a educação. Com Cândido Gomes, saí à busca de explicações.
    Alguns países desenvolvidos permitem a reprovação. Mas não é em massa, como prática pedagógica para incentivar a aprendizagem. Outros, como o Japão, têm promoção automática. Contudo, há enorme pressão da família, dos colegas e da sociedade. Nos Estados Unidos e no Reino Unido praticamente não há reprovação, porém há possibilidade de agrupar os alunos mais e menos "fortes" em turmas diferentes. A Espanha conseguiu bons resultados não reprovando no interior de cada ciclo e está mantendo a mesma política em seu projeto de reforma. Esses países aprenderam – não sem muito empenho – a fazer com que os alunos se esforcem, sem o terror da reprovação. Comparando os países que adotam e os que não adotam a reprovação, os testes internacionais não mostram nenhuma vantagem para a prática sistemática da reprovação. Uma pesquisa recente, nos Estados Unidos, mostrou que reprovar tende a ser pior do que aprovar quem não sabe. Exceto em casos de aproveitamento muito baixo, o aprovado sem saber aprende mais na série seguinte do que o repetente.
     De tempos idos, glorificamos no Brasil a "cultura da repetência", em que a marca do ensino sério era reprovar muitos alunos. Nos últimos anos, houve uma tentativa de erradicar essa prática, seja convencendo os professores de que é uma política equivocada, seja pela criação de ciclos de dois ou mais períodos, dentro dos quais não há reprovação. Obviamente, não há mágica, pois essas experiências não passam da ponta do iceberg de uma solução complexa. Não se trata somente de eliminar a reprovação, por súplica ou decreto. O que fará com que os alunos se dediquem aos estudos? Não devem nos surpreender as reclamações dos pais dos alunos de classe média, pois as ameaças de punições tenebrosas aos reprovados tinham bons resultados.
     Portanto, ensaiamos um primeiro passo ao criar os ciclos escolares e frear as reprovações. Mas há que substituir o medo da reprovação por mecanismos mais saudáveis de recompensas e punições. Para haver ganhos de aprendizagem, precisamos mexer na caixa-preta da sala de aula. Mas boas idéias e pregações não resolvem o problema.
    O balancete da não-reprovação no Brasil ainda está pouco claro, mas o que sabemos não permite condená-la, a priori. Um estudo cuidadoso do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), feito por Kaizo Beltrão e Ferrão, mostrou que "a penalização de reter o aluno na série é muito maior que a de ele estudar numa escola com o ensino organizado em ciclos". Todavia, deixar avançar um aluno não completamente alfabetizado pode ser uma péssima idéia.
      A maldição de tais medidas é ser uma solução "fácil", pois elas aumentam as conclusões e os custos se reduzem, sem o trabalho árduo de melhorar a sala de aula. Portanto, para mostrar melhores resultados, algumas autoridades "sugerem" que não se reprove. Mas tampouco podemos condenar uma idéia cuja implementação não se completou. Falta construir o sistema que vai substituir o medo da repetência por outros estímulos mais eficazes, sobretudo diante de alunos heterogêneos.
      Estamos diante de um dilema. A reprovação em massa é péssima. Para beneficiar os alunos de classe média, em que o medo da reprovação e das punições paternas faz milagres, não podemos voltar a um sistema de conseqüências sinistras para os mais pobres. Mas eliminar a reprovação sem melhorar a sala de aula é quase tão ruim. Escapar do dilema requer condições mínimas para o aprendizado, avaliação contínua e feedback ao aluno, com novos prêmios e sanções. Quem tropeça precisa de oportunidades concretas de recuperação paralela e atenção especial. As exigências e expectativas em relação ao aluno têm de ser realistas e sua auto-estima, tratada com carinho.
     Precisamos abandonar a discussão bolorenta da aprovação automática versus reprovação em massa. O desafio é melhorar a sala de aula, de tal forma que os alunos sejam aprovados porque sabem o que precisam saber.

(Claudio de Moura Castro - Revista Veja, 7 de janeiro de 2009)
Apenas uma das assertivas abaixo não reproduz uma idéia ou informação contida no artigo em questão. Indique-a.
Alternativas
Q1172701 Português
A CULTURA DA REPETÊNCIA

     A promoção automática e os chamados ciclos viraram o bode expiatório do que está errado com a educação. Com Cândido Gomes, saí à busca de explicações.
    Alguns países desenvolvidos permitem a reprovação. Mas não é em massa, como prática pedagógica para incentivar a aprendizagem. Outros, como o Japão, têm promoção automática. Contudo, há enorme pressão da família, dos colegas e da sociedade. Nos Estados Unidos e no Reino Unido praticamente não há reprovação, porém há possibilidade de agrupar os alunos mais e menos "fortes" em turmas diferentes. A Espanha conseguiu bons resultados não reprovando no interior de cada ciclo e está mantendo a mesma política em seu projeto de reforma. Esses países aprenderam – não sem muito empenho – a fazer com que os alunos se esforcem, sem o terror da reprovação. Comparando os países que adotam e os que não adotam a reprovação, os testes internacionais não mostram nenhuma vantagem para a prática sistemática da reprovação. Uma pesquisa recente, nos Estados Unidos, mostrou que reprovar tende a ser pior do que aprovar quem não sabe. Exceto em casos de aproveitamento muito baixo, o aprovado sem saber aprende mais na série seguinte do que o repetente.
     De tempos idos, glorificamos no Brasil a "cultura da repetência", em que a marca do ensino sério era reprovar muitos alunos. Nos últimos anos, houve uma tentativa de erradicar essa prática, seja convencendo os professores de que é uma política equivocada, seja pela criação de ciclos de dois ou mais períodos, dentro dos quais não há reprovação. Obviamente, não há mágica, pois essas experiências não passam da ponta do iceberg de uma solução complexa. Não se trata somente de eliminar a reprovação, por súplica ou decreto. O que fará com que os alunos se dediquem aos estudos? Não devem nos surpreender as reclamações dos pais dos alunos de classe média, pois as ameaças de punições tenebrosas aos reprovados tinham bons resultados.
     Portanto, ensaiamos um primeiro passo ao criar os ciclos escolares e frear as reprovações. Mas há que substituir o medo da reprovação por mecanismos mais saudáveis de recompensas e punições. Para haver ganhos de aprendizagem, precisamos mexer na caixa-preta da sala de aula. Mas boas idéias e pregações não resolvem o problema.
    O balancete da não-reprovação no Brasil ainda está pouco claro, mas o que sabemos não permite condená-la, a priori. Um estudo cuidadoso do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), feito por Kaizo Beltrão e Ferrão, mostrou que "a penalização de reter o aluno na série é muito maior que a de ele estudar numa escola com o ensino organizado em ciclos". Todavia, deixar avançar um aluno não completamente alfabetizado pode ser uma péssima idéia.
      A maldição de tais medidas é ser uma solução "fácil", pois elas aumentam as conclusões e os custos se reduzem, sem o trabalho árduo de melhorar a sala de aula. Portanto, para mostrar melhores resultados, algumas autoridades "sugerem" que não se reprove. Mas tampouco podemos condenar uma idéia cuja implementação não se completou. Falta construir o sistema que vai substituir o medo da repetência por outros estímulos mais eficazes, sobretudo diante de alunos heterogêneos.
      Estamos diante de um dilema. A reprovação em massa é péssima. Para beneficiar os alunos de classe média, em que o medo da reprovação e das punições paternas faz milagres, não podemos voltar a um sistema de conseqüências sinistras para os mais pobres. Mas eliminar a reprovação sem melhorar a sala de aula é quase tão ruim. Escapar do dilema requer condições mínimas para o aprendizado, avaliação contínua e feedback ao aluno, com novos prêmios e sanções. Quem tropeça precisa de oportunidades concretas de recuperação paralela e atenção especial. As exigências e expectativas em relação ao aluno têm de ser realistas e sua auto-estima, tratada com carinho.
     Precisamos abandonar a discussão bolorenta da aprovação automática versus reprovação em massa. O desafio é melhorar a sala de aula, de tal forma que os alunos sejam aprovados porque sabem o que precisam saber.

(Claudio de Moura Castro - Revista Veja, 7 de janeiro de 2009)
De acordo com o artigo, a “cultura da repetência”:
Alternativas
Q1172700 Português
A CULTURA DA REPETÊNCIA

     A promoção automática e os chamados ciclos viraram o bode expiatório do que está errado com a educação. Com Cândido Gomes, saí à busca de explicações.
    Alguns países desenvolvidos permitem a reprovação. Mas não é em massa, como prática pedagógica para incentivar a aprendizagem. Outros, como o Japão, têm promoção automática. Contudo, há enorme pressão da família, dos colegas e da sociedade. Nos Estados Unidos e no Reino Unido praticamente não há reprovação, porém há possibilidade de agrupar os alunos mais e menos "fortes" em turmas diferentes. A Espanha conseguiu bons resultados não reprovando no interior de cada ciclo e está mantendo a mesma política em seu projeto de reforma. Esses países aprenderam – não sem muito empenho – a fazer com que os alunos se esforcem, sem o terror da reprovação. Comparando os países que adotam e os que não adotam a reprovação, os testes internacionais não mostram nenhuma vantagem para a prática sistemática da reprovação. Uma pesquisa recente, nos Estados Unidos, mostrou que reprovar tende a ser pior do que aprovar quem não sabe. Exceto em casos de aproveitamento muito baixo, o aprovado sem saber aprende mais na série seguinte do que o repetente.
     De tempos idos, glorificamos no Brasil a "cultura da repetência", em que a marca do ensino sério era reprovar muitos alunos. Nos últimos anos, houve uma tentativa de erradicar essa prática, seja convencendo os professores de que é uma política equivocada, seja pela criação de ciclos de dois ou mais períodos, dentro dos quais não há reprovação. Obviamente, não há mágica, pois essas experiências não passam da ponta do iceberg de uma solução complexa. Não se trata somente de eliminar a reprovação, por súplica ou decreto. O que fará com que os alunos se dediquem aos estudos? Não devem nos surpreender as reclamações dos pais dos alunos de classe média, pois as ameaças de punições tenebrosas aos reprovados tinham bons resultados.
     Portanto, ensaiamos um primeiro passo ao criar os ciclos escolares e frear as reprovações. Mas há que substituir o medo da reprovação por mecanismos mais saudáveis de recompensas e punições. Para haver ganhos de aprendizagem, precisamos mexer na caixa-preta da sala de aula. Mas boas idéias e pregações não resolvem o problema.
    O balancete da não-reprovação no Brasil ainda está pouco claro, mas o que sabemos não permite condená-la, a priori. Um estudo cuidadoso do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), feito por Kaizo Beltrão e Ferrão, mostrou que "a penalização de reter o aluno na série é muito maior que a de ele estudar numa escola com o ensino organizado em ciclos". Todavia, deixar avançar um aluno não completamente alfabetizado pode ser uma péssima idéia.
      A maldição de tais medidas é ser uma solução "fácil", pois elas aumentam as conclusões e os custos se reduzem, sem o trabalho árduo de melhorar a sala de aula. Portanto, para mostrar melhores resultados, algumas autoridades "sugerem" que não se reprove. Mas tampouco podemos condenar uma idéia cuja implementação não se completou. Falta construir o sistema que vai substituir o medo da repetência por outros estímulos mais eficazes, sobretudo diante de alunos heterogêneos.
      Estamos diante de um dilema. A reprovação em massa é péssima. Para beneficiar os alunos de classe média, em que o medo da reprovação e das punições paternas faz milagres, não podemos voltar a um sistema de conseqüências sinistras para os mais pobres. Mas eliminar a reprovação sem melhorar a sala de aula é quase tão ruim. Escapar do dilema requer condições mínimas para o aprendizado, avaliação contínua e feedback ao aluno, com novos prêmios e sanções. Quem tropeça precisa de oportunidades concretas de recuperação paralela e atenção especial. As exigências e expectativas em relação ao aluno têm de ser realistas e sua auto-estima, tratada com carinho.
     Precisamos abandonar a discussão bolorenta da aprovação automática versus reprovação em massa. O desafio é melhorar a sala de aula, de tal forma que os alunos sejam aprovados porque sabem o que precisam saber.

(Claudio de Moura Castro - Revista Veja, 7 de janeiro de 2009)
Qual das alternativas abaixo apresenta uma informação condizente com os comentários feitos pelo autor sobre as práticas pedagógicas adotadas por diferentes países ao redor do mundo?
Alternativas
Q1172699 Português
A CULTURA DA REPETÊNCIA

     A promoção automática e os chamados ciclos viraram o bode expiatório do que está errado com a educação. Com Cândido Gomes, saí à busca de explicações.
    Alguns países desenvolvidos permitem a reprovação. Mas não é em massa, como prática pedagógica para incentivar a aprendizagem. Outros, como o Japão, têm promoção automática. Contudo, há enorme pressão da família, dos colegas e da sociedade. Nos Estados Unidos e no Reino Unido praticamente não há reprovação, porém há possibilidade de agrupar os alunos mais e menos "fortes" em turmas diferentes. A Espanha conseguiu bons resultados não reprovando no interior de cada ciclo e está mantendo a mesma política em seu projeto de reforma. Esses países aprenderam – não sem muito empenho – a fazer com que os alunos se esforcem, sem o terror da reprovação. Comparando os países que adotam e os que não adotam a reprovação, os testes internacionais não mostram nenhuma vantagem para a prática sistemática da reprovação. Uma pesquisa recente, nos Estados Unidos, mostrou que reprovar tende a ser pior do que aprovar quem não sabe. Exceto em casos de aproveitamento muito baixo, o aprovado sem saber aprende mais na série seguinte do que o repetente.
     De tempos idos, glorificamos no Brasil a "cultura da repetência", em que a marca do ensino sério era reprovar muitos alunos. Nos últimos anos, houve uma tentativa de erradicar essa prática, seja convencendo os professores de que é uma política equivocada, seja pela criação de ciclos de dois ou mais períodos, dentro dos quais não há reprovação. Obviamente, não há mágica, pois essas experiências não passam da ponta do iceberg de uma solução complexa. Não se trata somente de eliminar a reprovação, por súplica ou decreto. O que fará com que os alunos se dediquem aos estudos? Não devem nos surpreender as reclamações dos pais dos alunos de classe média, pois as ameaças de punições tenebrosas aos reprovados tinham bons resultados.
     Portanto, ensaiamos um primeiro passo ao criar os ciclos escolares e frear as reprovações. Mas há que substituir o medo da reprovação por mecanismos mais saudáveis de recompensas e punições. Para haver ganhos de aprendizagem, precisamos mexer na caixa-preta da sala de aula. Mas boas idéias e pregações não resolvem o problema.
    O balancete da não-reprovação no Brasil ainda está pouco claro, mas o que sabemos não permite condená-la, a priori. Um estudo cuidadoso do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), feito por Kaizo Beltrão e Ferrão, mostrou que "a penalização de reter o aluno na série é muito maior que a de ele estudar numa escola com o ensino organizado em ciclos". Todavia, deixar avançar um aluno não completamente alfabetizado pode ser uma péssima idéia.
      A maldição de tais medidas é ser uma solução "fácil", pois elas aumentam as conclusões e os custos se reduzem, sem o trabalho árduo de melhorar a sala de aula. Portanto, para mostrar melhores resultados, algumas autoridades "sugerem" que não se reprove. Mas tampouco podemos condenar uma idéia cuja implementação não se completou. Falta construir o sistema que vai substituir o medo da repetência por outros estímulos mais eficazes, sobretudo diante de alunos heterogêneos.
      Estamos diante de um dilema. A reprovação em massa é péssima. Para beneficiar os alunos de classe média, em que o medo da reprovação e das punições paternas faz milagres, não podemos voltar a um sistema de conseqüências sinistras para os mais pobres. Mas eliminar a reprovação sem melhorar a sala de aula é quase tão ruim. Escapar do dilema requer condições mínimas para o aprendizado, avaliação contínua e feedback ao aluno, com novos prêmios e sanções. Quem tropeça precisa de oportunidades concretas de recuperação paralela e atenção especial. As exigências e expectativas em relação ao aluno têm de ser realistas e sua auto-estima, tratada com carinho.
     Precisamos abandonar a discussão bolorenta da aprovação automática versus reprovação em massa. O desafio é melhorar a sala de aula, de tal forma que os alunos sejam aprovados porque sabem o que precisam saber.

(Claudio de Moura Castro - Revista Veja, 7 de janeiro de 2009)
No início do artigo proposto, ao afirmar que “a promoção automática e os chamados ciclos viraram o bode expiatório do que está errado com a educação” (1º parágrafo), Claudio de Moura Castro:
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Q1172458 Português

As profissões do meu tempo

          Nesta semana fui a um restaurante relativamente sofisticado. Na parede havia um quadro onde estavam escritas a giz, e com letra caprichada, as novidades do cardápio. O cartaz me lembrou a maneira como o cine São Luiz de Poços de Caldas anunciava seus filmes. De manhã, na porta do cinema, aparecia o pintor, sujeito magro, alto e careca, e começava a pintar o nome do filme e do casal de atores principais. A gente ficava à distância, babando com o capricho com que bordava as letras: E-l-i-z-a-b-e-t-h T-a-y-lo-r. As tabuletas, de ferro pesado, ficavam encostadas nos postes das principais esquinas da cidade.

          Era uma das muitas profissões que foram tragadas pelo tempo, como tantas outras da minha infância. Ainda é possível achar o vendedor de pamonhas por aí. Nenhum, por certo, que se equiparasse ao Tião Pamonheiro e sua voz de congo. “Olha a pamonha, mio verde”, era seu bordão.

          Tinha o seu Marcondes, calista, que todo mês vinha cortar os calos dos pés de meu pai. Na rua Rio de Janeiro, quase esquina com a Assis (a principal da cidade), tinha um sapateiro, desses de fazer meia-sola e tudo. Só lá para meados dos anos 60 passou a vender sapatos industrializados.

          Havia outras profissões que ainda resistem bravamente aos novos tempos, como os tintureiros. O nosso subia o morro de bicicleta, pegando as roupas nas casas. Era o Lazinho, emérito guitarrista. E de bicicleta andava também o seu Alexandre Xandó, nosso livreiro, que visitava as casas apresentando os últimos lançamentos de São Paulo. Gozado como a bicicleta era utilizada em Poços, ainda mais levando em conta ser cidade montanhosa. (...)

          A profissão de parteira era requisitadíssima. Minha parteira foi dona Júlia. A de minhas irmãs, dona Esther. Poços já tinha uma boa Santa Casa, mas parte das famílias queria ter os filhos em casa. Foi o caso da dona Tereza, mulher teimosa que nem algumas netas dela que eu conheço. De saúde frágil, recebera o conselho do dr. Rowilson de que não deveria se aventurar a ter filhos: arriscava-se a morrer ou ela ou a criança. Dona Tereza não só decidiu ter como fez questão de que fosse em casa. Nasci às sete da noite com mais de 20 pessoas na sala rezando. Os dois sobrevivemos galhardamente, dona Tereza a mais quatro partos.

          A profissão de alfaiate era outra extremamente valorizada. (...)

          Na minha infância, o alfaiate mais solicitado era o seu Alexandre Pagin, nosso vizinho. Só para meados dos anos 60 apareceram a Ducal e a roupa industrializada. O único problema do seu Pagin - dizia minha mãe - é que sempre fazia calças para mim com uma perna mais curta. E sempre comigo. Só na adolescência minha mãe descobriu que, na verdade, a minha perna esquerda é que era mais curta do que a direita.

          O lambe-lambe, o fotógrafo que andava com aquelas máquinas antigas que tinham uma caixa para ele colocar a cabeça e mirar a vítima, era e ainda é uma instituição municipal. O nosso era o pai do Humberto Beleza, meu colega de tiro-de-guerra.

          E havia charreteiros aos montes, alguns, como o seu Laier, que conseguiram formar quatro filhos na faculdade, só com o seu trabalho. Ou o Felipão, esse mais antigo, dos idos dos anos 30, que tinha uma charrete especial para pegar as mocinhas e levar até o cassino. (...)

          Nem falo nada dos jagunços, povo brabo especializado em cobrar dívida de jogos, porque quando atingi a idade da compreensão eles já tinham aposentado suas garruchas e se tornado senhores pacatos. E muitos filhos deles nem sabem desse passado romântico dos pais. 

(Luís Nassif - Jornal Folha de São Paulo,)

“E havia charreteiros aos montes...” (9º parágrafo)
A expressão em destaque no trecho acima transcrito exprime a idéia de:
Alternativas
Respostas
34381: C
34382: A
34383: C
34384: B
34385: B
34386: C
34387: B
34388: D
34389: C
34390: E
34391: C
34392: C
34393: E
34394: C
34395: D
34396: B
34397: A
34398: B
34399: D
34400: A