Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q3115689 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Câncer de próstata é hereditário?

(Texto adaptado com fins didáticos)

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil, atrás do câncer de pele não melanoma. Entre os fatores de risco para o desenvolvimento do tumor estão o tabagismo, a idade, o sobrepeso e a obesidade, além de exposições a certos produtos químicos, de acordo com o Ministério da Saúde. No entanto, o câncer também pode ser hereditário.

Segundo a pasta, ter um pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de uma pessoa ter a doença. Isso pode refletir tanto fatores hereditários (genéticos), quanto hábitos relacionados ao estilo de vida de risco de algumas famílias.

"A incidência de câncer de próstata é significativamente maior em homens com histórico familiar da doença", afirma Charles Kelson Aquino, urologista da Hapvida NotreDame Intermédica, à CNN.

"Estudos indicam que homens que têm um pai ou irmão com câncer de próstata apresentam de 2 a 3 vezes mais chances de desenvolver a doença ao longo da vida. O risco aumenta ainda mais se houver múltiplos familiares afetados ou se o câncer for diagnosticado em idades mais jovens", acrescenta.

Além disso, no caso de câncer de próstata relacionado a fatores genéticos, o risco pode variar de acordo com o tipo de gene que está alterado, conforme explica Denis Jardim, líder nacional da especialidade de tumores urológicos da Oncoclínicas.

"Vamos pensar, então, no gene mais frequentemente alterado, que é o BRCA2. Esse gene confere um aumento de 4 a 8 vezes no risco de câncer de próstata em relação a uma população normal sem alteração genética. Isso daria ao longo da vida do paciente um risco absoluto de câncer de próstata de 60%. Ou seja, a cada 10 homens com essa alteração, 6 desenvolveriam câncer de próstata ao longo da vida", afirma Jardim à CNN.

"Se olharmos outro gene que também frequentemente está associado, que é o BRCA1, estamos falando de um risco 3,8 vezes maior, o que daria um risco ao longo da vida, variando entre 15 e 45%", acrescenta.

Doenças hereditárias também podem aumentar o risco, como a Síndrome de Lynch, causada por mutações nos genes responsáveis pela reparação de DNA. Segundo artigos publicados no Urology Times e Facing Hereditary Cancer, homens com mutações associadas à Síndrome de Lynch, particularmente nos genes MLH1, MSH2 e MSH6, apresentam um risco aumentado de desenvolver câncer de próstata em comparação com a população geral.

"Compreender a relação entre a Síndrome de Lynch e o câncer de próstata é fundamental é um ponto importante não só para a identificação precoce de mutações, mas também para intervenções que podem salvar vidas. Homens com histórico familiar dessa síndrome devem ser incentivados a realizar acompanhamentos regulares, uma vez que a detecção antecipada do câncer de próstata pode levar a melhores desfechos clínicos", reforça Jardim.

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/cancer-de-prostata-e-hereditario-entenda-riscos/
De acordo com o texto, qual é a característica das mutações genéticas associadas à Síndrome de Lynch que contribui para o aumento do risco de câncer de próstata?
Alternativas
Q3115580 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Lixões causarão novas pandemias?

(Texto adaptado com fins didáticos)

Desde a covid-19, novas pandemias se tornaram uma preocupação para sanitaristas e cientistas de todo mundo. Uma nova revisão mostrou a relação dos lixões com esses novos riscos, ao analisar quase 345 estudos sobre os animais (como insetos) e pessoas que vivem nessas regiões.

De acordo com os cientistas da Universidade James Cook, na Austrália, e Universidade Mahidol, na Tailândia, a expansão de lixões em países de baixa renda concentra pessoas, resíduos e animais nas mesmas áreas, se tornando reservatórios perigosos para doenças e novas pandemias.

"A maioria dos surtos de doenças infecciosas emergentes se origina da vida selvagem, e frequentemente envolvem interação patógeno−hospedeiro−ambiente. Os lixões agem como uma interface entre humanos, animais e o ambiente, de onde essas doenças podem surgir", explicou o professor Bruce Gummow da Universidade James Cook, coautor da pesquisa e especialista em Medicina Veterinária Preventiva (Epidemiologia), em release divulgado pela instituição australiana.

De acordo com o estudo, os animais que visitam lixões apresentam alta prevalência de doenças infecciosas e muitas pessoas que trabalham como catadores estão em condições anti-higiênicas e insalubres, além de rotineiramente apresentarem problemas de saúde. Foram analisados estudos sobre as condições de vida desses trabalhadores em 69 países.

Isso acontece porque muitos deles trabalham de forma informal, sem acesso a cuidados de saúde. "Como resultado, poderiam potencialmente carregar doenças sem estarem cientes disso ou serem capazes de fazer algo a respeito se estivessem. Eles correm alto risco, ao mesmo tempo em que são mais propensos a serem expostos a diferentes patógenos zoonóticos", resume Gummow.

Por outro lado, os lixões costumam oferecer durante todo o ano alimento aos animais que podem transmitir essas doenças. Por isso mesmo, há coexistência de múltiplas espécies, o que aumenta a taxa de contato entre elas e a transmissão de doenças.

A previsão dos cientistas é de que, até 2050, as cidades do mundo todo gerarão mais de seis milhões de toneladas de resíduos sólidos diariamente. "A porcentagem de matéria orgânica na composição dos resíduos é alta em países de baixa renda, com descarte descontrolado, como lixões com queima a céu aberto", considera Gummow.

Ou seja, é preciso pensar em formas mais sustentáveis de descartar esses resíduos, além de maneiras de produzi-los em menor quantidade. "Precisamos reduzir urgentemente a interação entre humanos, animais, vetores e patógenos em lixões se nosso objetivo é reduzir o surgimento de novas doenças que podem rapidamente se transformar em pandemias globais", conclui o cientista.

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lixoes-causarao-novas-pandemias-estudo-revela-condicoes-para-isso-acontecer/
Segundo o texto, qual é o papel dos lixões na origem de doenças infecciosas emergentes?
Alternativas
Q3115579 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Lixões causarão novas pandemias?

(Texto adaptado com fins didáticos)

Desde a covid-19, novas pandemias se tornaram uma preocupação para sanitaristas e cientistas de todo mundo. Uma nova revisão mostrou a relação dos lixões com esses novos riscos, ao analisar quase 345 estudos sobre os animais (como insetos) e pessoas que vivem nessas regiões.

De acordo com os cientistas da Universidade James Cook, na Austrália, e Universidade Mahidol, na Tailândia, a expansão de lixões em países de baixa renda concentra pessoas, resíduos e animais nas mesmas áreas, se tornando reservatórios perigosos para doenças e novas pandemias.

"A maioria dos surtos de doenças infecciosas emergentes se origina da vida selvagem, e frequentemente envolvem interação patógeno−hospedeiro−ambiente. Os lixões agem como uma interface entre humanos, animais e o ambiente, de onde essas doenças podem surgir", explicou o professor Bruce Gummow da Universidade James Cook, coautor da pesquisa e especialista em Medicina Veterinária Preventiva (Epidemiologia), em release divulgado pela instituição australiana.

De acordo com o estudo, os animais que visitam lixões apresentam alta prevalência de doenças infecciosas e muitas pessoas que trabalham como catadores estão em condições anti-higiênicas e insalubres, além de rotineiramente apresentarem problemas de saúde. Foram analisados estudos sobre as condições de vida desses trabalhadores em 69 países.

Isso acontece porque muitos deles trabalham de forma informal, sem acesso a cuidados de saúde. "Como resultado, poderiam potencialmente carregar doenças sem estarem cientes disso ou serem capazes de fazer algo a respeito se estivessem. Eles correm alto risco, ao mesmo tempo em que são mais propensos a serem expostos a diferentes patógenos zoonóticos", resume Gummow.

Por outro lado, os lixões costumam oferecer durante todo o ano alimento aos animais que podem transmitir essas doenças. Por isso mesmo, há coexistência de múltiplas espécies, o que aumenta a taxa de contato entre elas e a transmissão de doenças.

A previsão dos cientistas é de que, até 2050, as cidades do mundo todo gerarão mais de seis milhões de toneladas de resíduos sólidos diariamente. "A porcentagem de matéria orgânica na composição dos resíduos é alta em países de baixa renda, com descarte descontrolado, como lixões com queima a céu aberto", considera Gummow.

Ou seja, é preciso pensar em formas mais sustentáveis de descartar esses resíduos, além de maneiras de produzi-los em menor quantidade. "Precisamos reduzir urgentemente a interação entre humanos, animais, vetores e patógenos em lixões se nosso objetivo é reduzir o surgimento de novas doenças que podem rapidamente se transformar em pandemias globais", conclui o cientista.

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lixoes-causarao-novas-pandemias-estudo-revela-condicoes-para-isso-acontecer/
Segundo o texto, o que se espera em relação à quantidade de resíduos sólidos nas cidades até 2050?
Alternativas
Q3115578 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Lixões causarão novas pandemias?

(Texto adaptado com fins didáticos)

Desde a covid-19, novas pandemias se tornaram uma preocupação para sanitaristas e cientistas de todo mundo. Uma nova revisão mostrou a relação dos lixões com esses novos riscos, ao analisar quase 345 estudos sobre os animais (como insetos) e pessoas que vivem nessas regiões.

De acordo com os cientistas da Universidade James Cook, na Austrália, e Universidade Mahidol, na Tailândia, a expansão de lixões em países de baixa renda concentra pessoas, resíduos e animais nas mesmas áreas, se tornando reservatórios perigosos para doenças e novas pandemias.

"A maioria dos surtos de doenças infecciosas emergentes se origina da vida selvagem, e frequentemente envolvem interação patógeno−hospedeiro−ambiente. Os lixões agem como uma interface entre humanos, animais e o ambiente, de onde essas doenças podem surgir", explicou o professor Bruce Gummow da Universidade James Cook, coautor da pesquisa e especialista em Medicina Veterinária Preventiva (Epidemiologia), em release divulgado pela instituição australiana.

De acordo com o estudo, os animais que visitam lixões apresentam alta prevalência de doenças infecciosas e muitas pessoas que trabalham como catadores estão em condições anti-higiênicas e insalubres, além de rotineiramente apresentarem problemas de saúde. Foram analisados estudos sobre as condições de vida desses trabalhadores em 69 países.

Isso acontece porque muitos deles trabalham de forma informal, sem acesso a cuidados de saúde. "Como resultado, poderiam potencialmente carregar doenças sem estarem cientes disso ou serem capazes de fazer algo a respeito se estivessem. Eles correm alto risco, ao mesmo tempo em que são mais propensos a serem expostos a diferentes patógenos zoonóticos", resume Gummow.

Por outro lado, os lixões costumam oferecer durante todo o ano alimento aos animais que podem transmitir essas doenças. Por isso mesmo, há coexistência de múltiplas espécies, o que aumenta a taxa de contato entre elas e a transmissão de doenças.

A previsão dos cientistas é de que, até 2050, as cidades do mundo todo gerarão mais de seis milhões de toneladas de resíduos sólidos diariamente. "A porcentagem de matéria orgânica na composição dos resíduos é alta em países de baixa renda, com descarte descontrolado, como lixões com queima a céu aberto", considera Gummow.

Ou seja, é preciso pensar em formas mais sustentáveis de descartar esses resíduos, além de maneiras de produzi-los em menor quantidade. "Precisamos reduzir urgentemente a interação entre humanos, animais, vetores e patógenos em lixões se nosso objetivo é reduzir o surgimento de novas doenças que podem rapidamente se transformar em pandemias globais", conclui o cientista.

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lixoes-causarao-novas-pandemias-estudo-revela-condicoes-para-isso-acontecer/
De acordo com o texto, qual é a relação apontada entre os lixões e os riscos de novas pandemias?
Alternativas
Q3115577 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Lixões causarão novas pandemias?

(Texto adaptado com fins didáticos)

Desde a covid-19, novas pandemias se tornaram uma preocupação para sanitaristas e cientistas de todo mundo. Uma nova revisão mostrou a relação dos lixões com esses novos riscos, ao analisar quase 345 estudos sobre os animais (como insetos) e pessoas que vivem nessas regiões.

De acordo com os cientistas da Universidade James Cook, na Austrália, e Universidade Mahidol, na Tailândia, a expansão de lixões em países de baixa renda concentra pessoas, resíduos e animais nas mesmas áreas, se tornando reservatórios perigosos para doenças e novas pandemias.

"A maioria dos surtos de doenças infecciosas emergentes se origina da vida selvagem, e frequentemente envolvem interação patógeno−hospedeiro−ambiente. Os lixões agem como uma interface entre humanos, animais e o ambiente, de onde essas doenças podem surgir", explicou o professor Bruce Gummow da Universidade James Cook, coautor da pesquisa e especialista em Medicina Veterinária Preventiva (Epidemiologia), em release divulgado pela instituição australiana.

De acordo com o estudo, os animais que visitam lixões apresentam alta prevalência de doenças infecciosas e muitas pessoas que trabalham como catadores estão em condições anti-higiênicas e insalubres, além de rotineiramente apresentarem problemas de saúde. Foram analisados estudos sobre as condições de vida desses trabalhadores em 69 países.

Isso acontece porque muitos deles trabalham de forma informal, sem acesso a cuidados de saúde. "Como resultado, poderiam potencialmente carregar doenças sem estarem cientes disso ou serem capazes de fazer algo a respeito se estivessem. Eles correm alto risco, ao mesmo tempo em que são mais propensos a serem expostos a diferentes patógenos zoonóticos", resume Gummow.

Por outro lado, os lixões costumam oferecer durante todo o ano alimento aos animais que podem transmitir essas doenças. Por isso mesmo, há coexistência de múltiplas espécies, o que aumenta a taxa de contato entre elas e a transmissão de doenças.

A previsão dos cientistas é de que, até 2050, as cidades do mundo todo gerarão mais de seis milhões de toneladas de resíduos sólidos diariamente. "A porcentagem de matéria orgânica na composição dos resíduos é alta em países de baixa renda, com descarte descontrolado, como lixões com queima a céu aberto", considera Gummow.

Ou seja, é preciso pensar em formas mais sustentáveis de descartar esses resíduos, além de maneiras de produzi-los em menor quantidade. "Precisamos reduzir urgentemente a interação entre humanos, animais, vetores e patógenos em lixões se nosso objetivo é reduzir o surgimento de novas doenças que podem rapidamente se transformar em pandemias globais", conclui o cientista.

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lixoes-causarao-novas-pandemias-estudo-revela-condicoes-para-isso-acontecer/
De acordo com o texto, por que os catadores de lixões têm alto risco de carregar doenças sem saber?
Alternativas
Q3115576 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Lixões causarão novas pandemias?

(Texto adaptado com fins didáticos)

Desde a covid-19, novas pandemias se tornaram uma preocupação para sanitaristas e cientistas de todo mundo. Uma nova revisão mostrou a relação dos lixões com esses novos riscos, ao analisar quase 345 estudos sobre os animais (como insetos) e pessoas que vivem nessas regiões.

De acordo com os cientistas da Universidade James Cook, na Austrália, e Universidade Mahidol, na Tailândia, a expansão de lixões em países de baixa renda concentra pessoas, resíduos e animais nas mesmas áreas, se tornando reservatórios perigosos para doenças e novas pandemias.

"A maioria dos surtos de doenças infecciosas emergentes se origina da vida selvagem, e frequentemente envolvem interação patógeno−hospedeiro−ambiente. Os lixões agem como uma interface entre humanos, animais e o ambiente, de onde essas doenças podem surgir", explicou o professor Bruce Gummow da Universidade James Cook, coautor da pesquisa e especialista em Medicina Veterinária Preventiva (Epidemiologia), em release divulgado pela instituição australiana.

De acordo com o estudo, os animais que visitam lixões apresentam alta prevalência de doenças infecciosas e muitas pessoas que trabalham como catadores estão em condições anti-higiênicas e insalubres, além de rotineiramente apresentarem problemas de saúde. Foram analisados estudos sobre as condições de vida desses trabalhadores em 69 países.

Isso acontece porque muitos deles trabalham de forma informal, sem acesso a cuidados de saúde. "Como resultado, poderiam potencialmente carregar doenças sem estarem cientes disso ou serem capazes de fazer algo a respeito se estivessem. Eles correm alto risco, ao mesmo tempo em que são mais propensos a serem expostos a diferentes patógenos zoonóticos", resume Gummow.

Por outro lado, os lixões costumam oferecer durante todo o ano alimento aos animais que podem transmitir essas doenças. Por isso mesmo, há coexistência de múltiplas espécies, o que aumenta a taxa de contato entre elas e a transmissão de doenças.

A previsão dos cientistas é de que, até 2050, as cidades do mundo todo gerarão mais de seis milhões de toneladas de resíduos sólidos diariamente. "A porcentagem de matéria orgânica na composição dos resíduos é alta em países de baixa renda, com descarte descontrolado, como lixões com queima a céu aberto", considera Gummow.

Ou seja, é preciso pensar em formas mais sustentáveis de descartar esses resíduos, além de maneiras de produzi-los em menor quantidade. "Precisamos reduzir urgentemente a interação entre humanos, animais, vetores e patógenos em lixões se nosso objetivo é reduzir o surgimento de novas doenças que podem rapidamente se transformar em pandemias globais", conclui o cientista.

https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/lixoes-causarao-novas-pandemias-estudo-revela-condicoes-para-isso-acontecer/
Qual foi uma das constatações do estudo em relação aos catadores que trabalham em lixões?
Alternativas
Q3115509 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Alguns motivos para você ver os morcegos com outros olhos

Geralmente, morcegos não são animais que despertam simpatia nas pessoas. Provavelmente o primeiro motivo é o fato de sempre serem associados aos vampiros e, depois, a probabilidade em potencial de transmitirem a raiva. Além desses dois fatores, há também o fato de alguns se alimentarem de sangue de gado, e também a aparência.

Primeiramente, é importante dizer que espécies hematófagas, ou seja, as que se alimentam de sangue, são apenas três. Dessa forma, dentre as mais de 1000 espécies que temos, em todo o mundo, somente estas possuem tal hábito alimentar.

Outra questão é o fato de que nossa espécie não faz parte do cardápio de nenhum outro animal, exceto em casos extremos. Assim, entre uma galinha e você, por exemplo, com certeza um morcego hematófago optará pelo primeiro, e entre uma galinha e uma espécie nativa, provavelmente esta será a escolhida. Isso porque morcegos preferem espécies que se encontram em seu habitat. No entanto, quando seu ambiente está fragilizado, ou destruído, a alternativa é buscar outro local que possa oferecer a ele abrigo e alimento.

Quanto à raiva, realmente os morcegos são capazes de transmiti-la, assim como qualquer mamífero, inclusive aqueles que vivem conosco, tais como gatos e cachorros; revelando a importância da vacinação. Além disso, na maioria dos casos, os responsáveis são os hematófagos e, como você já sabe, são apenas três.

Assim como cachorros com raiva, morcegos acometidos pelo vírus responsável por esta doença apresentam sintomas característicos: são avistados durante o dia, e no chão. Diante disso, caso veja algum indivíduo assim, é necessário somente se afastar e contatar o Centro de Zoonoses. 

Quanto à aparência, não há muito a ser dito, embora seja necessário perceber que temos uma tendência a dar juízo de valor para as outras espécies, de acordo com a visão que temos sobre elas, o que é algo discutível.

Morcegos são capazes de realizar, com eficiência, o controle populacional de diversas espécies, inclusive daquelas capazes de nos transmitir doenças ou causar prejuízos econômicos, como ratos, mosquitos e pragas de plantação em geral. Além disso, graças a eles, há a polinização eficiente de diversas plantas e a dispersão de sementes, auxiliando também na recomposição de ambientes destruídos. Só para se ter uma ideia, aproximadamente dois terços das angiospermas tropicais são polinizadas por morcegos − algumas, somente por eles!

Assim, percebe-se que os morcegos são animais muito importantes para a manutenção da vida de diversos ambientes e espécies, inclusive a nossa. Praticamente inofensivos, muitos são mortos em decorrência de preconceito e falta de conhecimento sobre a sua importância. Quanto a isso, é sabido que, em alguns países, muitas famílias constroem abrigos e disponibilizam bebedouros para tais animais, como forma de protegê-los e gozar de seus benefícios.

(https://mundoeducacao.uol.com.br/curiosidades/algunsmotivos-para-voce-ver-os-morcegos-com-outros-.htm)

(https://mundoeducacao.uol.com.br/curiosidades/alguns-motivos-para-v oce-ver-os-morcegos-com-outros-.htm)
De acordo com o texto, são motivos para você passar a enxergar os morcegos de uma maneira diferente, os identificados nas alternativas a seguir, EXCETO:
Alternativas
Q3115507 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Alguns motivos para você ver os morcegos com outros olhos

Geralmente, morcegos não são animais que despertam simpatia nas pessoas. Provavelmente o primeiro motivo é o fato de sempre serem associados aos vampiros e, depois, a probabilidade em potencial de transmitirem a raiva. Além desses dois fatores, há também o fato de alguns se alimentarem de sangue de gado, e também a aparência.

Primeiramente, é importante dizer que espécies hematófagas, ou seja, as que se alimentam de sangue, são apenas três. Dessa forma, dentre as mais de 1000 espécies que temos, em todo o mundo, somente estas possuem tal hábito alimentar.

Outra questão é o fato de que nossa espécie não faz parte do cardápio de nenhum outro animal, exceto em casos extremos. Assim, entre uma galinha e você, por exemplo, com certeza um morcego hematófago optará pelo primeiro, e entre uma galinha e uma espécie nativa, provavelmente esta será a escolhida. Isso porque morcegos preferem espécies que se encontram em seu habitat. No entanto, quando seu ambiente está fragilizado, ou destruído, a alternativa é buscar outro local que possa oferecer a ele abrigo e alimento.

Quanto à raiva, realmente os morcegos são capazes de transmiti-la, assim como qualquer mamífero, inclusive aqueles que vivem conosco, tais como gatos e cachorros; revelando a importância da vacinação. Além disso, na maioria dos casos, os responsáveis são os hematófagos e, como você já sabe, são apenas três.

Assim como cachorros com raiva, morcegos acometidos pelo vírus responsável por esta doença apresentam sintomas característicos: são avistados durante o dia, e no chão. Diante disso, caso veja algum indivíduo assim, é necessário somente se afastar e contatar o Centro de Zoonoses. 

Quanto à aparência, não há muito a ser dito, embora seja necessário perceber que temos uma tendência a dar juízo de valor para as outras espécies, de acordo com a visão que temos sobre elas, o que é algo discutível.

Morcegos são capazes de realizar, com eficiência, o controle populacional de diversas espécies, inclusive daquelas capazes de nos transmitir doenças ou causar prejuízos econômicos, como ratos, mosquitos e pragas de plantação em geral. Além disso, graças a eles, há a polinização eficiente de diversas plantas e a dispersão de sementes, auxiliando também na recomposição de ambientes destruídos. Só para se ter uma ideia, aproximadamente dois terços das angiospermas tropicais são polinizadas por morcegos − algumas, somente por eles!

Assim, percebe-se que os morcegos são animais muito importantes para a manutenção da vida de diversos ambientes e espécies, inclusive a nossa. Praticamente inofensivos, muitos são mortos em decorrência de preconceito e falta de conhecimento sobre a sua importância. Quanto a isso, é sabido que, em alguns países, muitas famílias constroem abrigos e disponibilizam bebedouros para tais animais, como forma de protegê-los e gozar de seus benefícios.

(https://mundoeducacao.uol.com.br/curiosidades/algunsmotivos-para-voce-ver-os-morcegos-com-outros-.htm)

(https://mundoeducacao.uol.com.br/curiosidades/alguns-motivos-para-v oce-ver-os-morcegos-com-outros-.htm)
De acordo com o texto, identifique a alternativa que apresenta uma informação CORRETA: 
Alternativas
Q3115027 Português
Cidade Linear


Em 2022, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, deu início à construção de uma cidade planejada: The Line. “A Linha.” Caso saia totalmente do papel, essa obra faraônica consistirá em dois ........................ gêmeos de 500 m de altura – o que os tornará, juntos, a 12ª construção mais alta do mundo. Eles terão 200 m de largura cada um e se estenderão por 170 km; mais ou menos a distância entre São Paulo e Campos do Jordão. Entre os dois, haverá um vão colossal. Ali dentro, jardins suspensos, passarelas cortando o céu e a sensação de que não há ................................ – apenas andares e mais andares de concreto e aço. Por fora, mal se verá o prédio: uma fachada espelhada vai refletir com tal perfeição as dunas e o céu que um desavisado poderia trombar com a muralha pensando que o deserto continua. Não há ruas, e carros são proibidos: todos os deslocamentos de longa distância dependem de uma única linha de metrô ........................

O objetivo é que essa cidade distópica seja .............................. Em tese, será possível nascer e morrer lá dentro, usando energia de fontes renováveis gerada no próprio prédio e seus arredores. O plano atual é construir “só “ 2,4 km para abrigar 300 mil pessoas até 2030, o que dá 2% da meta final.

Na estimativa mais pessimista, a “cidade” sairá por US$ 1 trilhão e só a construção exigirá 460 mil operários. Quando estiver pronta – caso fique pronta –, The Line terá espaço para 9 milhões de pessoas, o equivalente a 25% da população saudita. Nas imagens de satélite mais recentes, que datam de 2024, vê-se apenas a silhueta na areia: a área da construção está demarcada e as escavações começaram, mas não há nada do prédio em si, apenas escritórios e estruturas de apoio no canteiro de obras. The Line é a parte mais ambiciosa de um plano maior chamado Neom. Trata- -se de um esforço da monarquia para urbanizar um grande pedaço do deserto para diversificar a economia da Arábia Saudita.

Além da The Line, o Neom inclui um distrito industrial flutuante em forma de octógono, uma pista de esqui em pleno deserto, um ................................... de 450 m enterrado no chão, um resort de luxo, grandes usinas de dessalinização de água e um aeroporto ligando tudo isso ao resto do mundo.

The Line até tenta incorporar alguns preceitos do urbanismo contemporâneo, como transporte público, energia renováveis e um complexo monitoramento anti-incêndio. Mas o projeto saudita ignora o que temos aprendido sobre o crescimento das metrópoles: cidades são vivas como seus habitantes, tentar espremê-las em uma linha reta é um ato totalitário. Enquanto o mundo tiver três dimensões, ninguém aceitará se relegar a duas.

SUPERInteressante, Editora Abril, São Paulo. Edição 465; Julho de 2024. Adaptado.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao texto.

( ) Neom é uma parcela da cidade planejada The Line.
( ) Todos os deslocamentos dentro da The Line serão efetuados através de uma única linha de metrô, já que carros serão proibidos por lá.
( ) Até 2030 a meta é ter 2% do total da The Line construído, o que seria suficiente para abrigar 300 mil pessoas.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo. 
Alternativas
Q3114572 Português
As frases abaixo mostram elementos sublinhados. Assinale a frase que mostra um elemento que indica a participação do autor do texto na mensagem veiculada. 
Alternativas
Q3114571 Português
Observe o seguinte texto:

Os tornados são de longe as tempestades mais violentas. São turbilhões de ar de uma tal força, que, em sua passagem, casas podem desmoronar como palitos de fósforo, e trens podem sair dos trilhos. Felizmente, os tornados (denominados ciclones por muitos) possuem um pequeno diâmetro.

Assinale a afirmação errada sobre esse fragmento textual.
Alternativas
Q3114569 Português

Observe o narrador do seguinte texto narrativo:


Eu saí bruscamente, sem avisar a ninguém. Eu não levava nada. Estava vestido com um terno escuro e um sobretudo azul. Eu andava pela rua: as árvores, a calçada, alguns transeuntes. Ao desembocar na praça, percebi o ônibus. Acelerei o passo, atravessei correndo a rua e subi após alguns outros passageiros. O ônibus partiu. Eu me sentei ao fundo. Os vidros estavam cobertos de chuva. Duas pessoas estavam diante de mim, uma senhora, um homem que lia o jornal.


Sobre o narrador desse segmento, é correto afirmar que

Alternativas
Q3114566 Português
Leia o seguinte fragmento textual:

Tomás chega de madrugada ao pé da rocha. Ele respira profundamente e prepara meticulosamente seu material. O alpinista inveterado não gosta de companhia, e seus parentes constantemente o reprovam por partir sozinho. Mas o jovem esportista ignora esses temores. Ele quer exercer a sua paixão o mais perto possível da natureza, sem testemunhas. Uma vez equipado e seguro, o alpinista começa a subida em paz. A rocha parece receber o corajoso intruso de bom grado. Não se escuta nenhum ruído exceto a respiração regular do jovem.

O nome sublinhado é retomado várias vezes no texto. Assinale a retomada que mostra um significado mais geral.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-MT Prova: FGV - 2024 - TJ-MT - Técnico Judiciário |
Q3114412 Português
Leia com atenção a seguinte frase:
Observo o universo e não posso imaginar que exista esse relógio e não haja um relojoeiro.
Essa frase defende a ideia de que
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-MT Prova: FGV - 2024 - TJ-MT - Técnico Judiciário |
Q3114410 Português
Observe a seguinte frase:

Saber que não se sabe constitui talvez o mais difícil e delicado saber.

A única modificação de termos nessa frase que altera o seu significado original é:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-MT Prova: FGV - 2024 - TJ-MT - Técnico Judiciário |
Q3114407 Português
Assinale a frase que se mostra incoerente em relação ao mundo real.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: TJ-MT Prova: FGV - 2024 - TJ-MT - Técnico Judiciário |
Q3114406 Português
Assinale a frase abaixo que mostra a sabedoria como algo socialmente útil.
Alternativas
Q3114217 Português
Música para todos

        Após tantos anos ouvindo, apreciando e lendo sobre música, cheguei à conclusão de que a música clássica é a suprema arte do gênero humano.
        Diferentemente das outras artes, como literatura, pintura, escultura, e independentemente de qualquer época, estilo ou escola, ela pode ser apreciada, admirada, curtida o tempo todo. Ao contrário de outros gêneros musicais, a suavidade dos clássicos, permite a leitura, o trabalho, o passeio. Na companhia de tão maravilhoso som, é possível arrumar a casa, cuidar dos filhos e, sobretudo, desenvolver as mais nobres das atividades: pensar, meditar e contemplar. É muito difícil, ou quase impossível, fazer tantas atividades sob os acordes de um samba, de um jazz ou de um rock. A música clássica é o caminho mais curto para o firmamento.
        O genial Mário Henrique Simonsen (1935-1997) disse que a tecnologia permite ao ouvinte, mesmo àquele não necessariamente versado em leitura musical da ópera ou apenas da música erudita, ter a perfeita compreensão da obra.
        “O perigo, aí, é se apaixonar e querer ouvi-la todo dia, ou quase. A paixão pela música, de fato, cria uma forma de dependência psicológica. Só que essa dependência leva à felicidade, e não à autodestruição.” Como de hábito, sábias palavras de Simonsen.
        Aprecio a generosidade da música. Ela se dá ao pobre, ao rico, ao culto ou ao iletrado. É universalmente acessível. Só é necessária alguma sensibilidade, e se abrirá um mundo maravilhoso que muitos jamais pensaram existir, dentro e fora de si mesmos.
        Como explicou Simonsen, não é necessário ser um conhecedor ou um especialista em iniciação à música. Bastam a delicadeza e a capacidade de se apreciar tons suaves e melódicos.
        As mais elementares músicas clássicas vão brincar com seu coração. Mozart dizia a respeito de Haydn: “Ele sozinho tem o segredo de me fazer sorrir e tocar no fundo a minha alma”.
        Os clássicos nos ensinam: é um lindo aprendizado, desde os instrumentos que compõem uma orquestra, os compositores, suas vidas, suas obras, as épocas, os locais e as circunstâncias que viveram. Sem falar dos maestros, dos músicos e dos cantores. Que homens! Que gênios!
        Após se acostumar com a sonoridade, com a melodia, com a harmonia dos instrumentos, surge algo de uma beleza extraordinária. A voz humana. Seja ela masculina, seja ela feminina, alta ou baixa, grave ou aguda, superará qualquer instrumento musical. É fato que existe uma presença masculina maior entre os compositores, músicos e maestros, embora na voz as mulheres sejam insuperáveis.
        Sabemos que a produção dos clássicos é finita, assim como o foi a escola holandesa de pintura clássica. Os tempos são outros, e há espaço para a convivência, não de dezenas, mas de centenas de gêneros musicais diferentes, alguns de gosto duvidoso. Por isso, afirmo que não se faz, nem se fará, mais música clássica; mas é compreensível diante dos novos tempos, da velocidade da vida e dos valores atuais. Ainda que não consigamos a produção de um século XVll ou XVlll ou XlX, resta-nos um consolo: os compositores do passado fizeram um imenso repertório. Temos um enorme acervo de clássicos para serem ouvidos por toda a vida. Vale a pena ficar dependente, como propôs Simonsen, de uma arte que leva à felicidade suprema.

(TANURE, Nelson. Vice-presidente da Fundação Orquestra Sinfônica do Brasil – OSB. Jornal do Brasil. Em: janeiro de 2015.)
Considerando o fragmento “Por isso, afirmo que não se faz, nem se fará, mais música clássica; mas é compreensível diante dos novos tempos, da velocidade da vida e dos valores atuais.” (10º§), depreende-se que: 
Alternativas
Q3114215 Português
Música para todos

        Após tantos anos ouvindo, apreciando e lendo sobre música, cheguei à conclusão de que a música clássica é a suprema arte do gênero humano.
        Diferentemente das outras artes, como literatura, pintura, escultura, e independentemente de qualquer época, estilo ou escola, ela pode ser apreciada, admirada, curtida o tempo todo. Ao contrário de outros gêneros musicais, a suavidade dos clássicos, permite a leitura, o trabalho, o passeio. Na companhia de tão maravilhoso som, é possível arrumar a casa, cuidar dos filhos e, sobretudo, desenvolver as mais nobres das atividades: pensar, meditar e contemplar. É muito difícil, ou quase impossível, fazer tantas atividades sob os acordes de um samba, de um jazz ou de um rock. A música clássica é o caminho mais curto para o firmamento.
        O genial Mário Henrique Simonsen (1935-1997) disse que a tecnologia permite ao ouvinte, mesmo àquele não necessariamente versado em leitura musical da ópera ou apenas da música erudita, ter a perfeita compreensão da obra.
        “O perigo, aí, é se apaixonar e querer ouvi-la todo dia, ou quase. A paixão pela música, de fato, cria uma forma de dependência psicológica. Só que essa dependência leva à felicidade, e não à autodestruição.” Como de hábito, sábias palavras de Simonsen.
        Aprecio a generosidade da música. Ela se dá ao pobre, ao rico, ao culto ou ao iletrado. É universalmente acessível. Só é necessária alguma sensibilidade, e se abrirá um mundo maravilhoso que muitos jamais pensaram existir, dentro e fora de si mesmos.
        Como explicou Simonsen, não é necessário ser um conhecedor ou um especialista em iniciação à música. Bastam a delicadeza e a capacidade de se apreciar tons suaves e melódicos.
        As mais elementares músicas clássicas vão brincar com seu coração. Mozart dizia a respeito de Haydn: “Ele sozinho tem o segredo de me fazer sorrir e tocar no fundo a minha alma”.
        Os clássicos nos ensinam: é um lindo aprendizado, desde os instrumentos que compõem uma orquestra, os compositores, suas vidas, suas obras, as épocas, os locais e as circunstâncias que viveram. Sem falar dos maestros, dos músicos e dos cantores. Que homens! Que gênios!
        Após se acostumar com a sonoridade, com a melodia, com a harmonia dos instrumentos, surge algo de uma beleza extraordinária. A voz humana. Seja ela masculina, seja ela feminina, alta ou baixa, grave ou aguda, superará qualquer instrumento musical. É fato que existe uma presença masculina maior entre os compositores, músicos e maestros, embora na voz as mulheres sejam insuperáveis.
        Sabemos que a produção dos clássicos é finita, assim como o foi a escola holandesa de pintura clássica. Os tempos são outros, e há espaço para a convivência, não de dezenas, mas de centenas de gêneros musicais diferentes, alguns de gosto duvidoso. Por isso, afirmo que não se faz, nem se fará, mais música clássica; mas é compreensível diante dos novos tempos, da velocidade da vida e dos valores atuais. Ainda que não consigamos a produção de um século XVll ou XVlll ou XlX, resta-nos um consolo: os compositores do passado fizeram um imenso repertório. Temos um enorme acervo de clássicos para serem ouvidos por toda a vida. Vale a pena ficar dependente, como propôs Simonsen, de uma arte que leva à felicidade suprema.

(TANURE, Nelson. Vice-presidente da Fundação Orquestra Sinfônica do Brasil – OSB. Jornal do Brasil. Em: janeiro de 2015.)
O articulista emprega recursos textuais para posicionar-se legitimando a tese evidenciada no texto. Sua concepção notável sobre o principal assunto abordado pode ser indicada em: 
Alternativas
Q3114211 Português
Música para todos

        Após tantos anos ouvindo, apreciando e lendo sobre música, cheguei à conclusão de que a música clássica é a suprema arte do gênero humano.
        Diferentemente das outras artes, como literatura, pintura, escultura, e independentemente de qualquer época, estilo ou escola, ela pode ser apreciada, admirada, curtida o tempo todo. Ao contrário de outros gêneros musicais, a suavidade dos clássicos, permite a leitura, o trabalho, o passeio. Na companhia de tão maravilhoso som, é possível arrumar a casa, cuidar dos filhos e, sobretudo, desenvolver as mais nobres das atividades: pensar, meditar e contemplar. É muito difícil, ou quase impossível, fazer tantas atividades sob os acordes de um samba, de um jazz ou de um rock. A música clássica é o caminho mais curto para o firmamento.
        O genial Mário Henrique Simonsen (1935-1997) disse que a tecnologia permite ao ouvinte, mesmo àquele não necessariamente versado em leitura musical da ópera ou apenas da música erudita, ter a perfeita compreensão da obra.
        “O perigo, aí, é se apaixonar e querer ouvi-la todo dia, ou quase. A paixão pela música, de fato, cria uma forma de dependência psicológica. Só que essa dependência leva à felicidade, e não à autodestruição.” Como de hábito, sábias palavras de Simonsen.
        Aprecio a generosidade da música. Ela se dá ao pobre, ao rico, ao culto ou ao iletrado. É universalmente acessível. Só é necessária alguma sensibilidade, e se abrirá um mundo maravilhoso que muitos jamais pensaram existir, dentro e fora de si mesmos.
        Como explicou Simonsen, não é necessário ser um conhecedor ou um especialista em iniciação à música. Bastam a delicadeza e a capacidade de se apreciar tons suaves e melódicos.
        As mais elementares músicas clássicas vão brincar com seu coração. Mozart dizia a respeito de Haydn: “Ele sozinho tem o segredo de me fazer sorrir e tocar no fundo a minha alma”.
        Os clássicos nos ensinam: é um lindo aprendizado, desde os instrumentos que compõem uma orquestra, os compositores, suas vidas, suas obras, as épocas, os locais e as circunstâncias que viveram. Sem falar dos maestros, dos músicos e dos cantores. Que homens! Que gênios!
        Após se acostumar com a sonoridade, com a melodia, com a harmonia dos instrumentos, surge algo de uma beleza extraordinária. A voz humana. Seja ela masculina, seja ela feminina, alta ou baixa, grave ou aguda, superará qualquer instrumento musical. É fato que existe uma presença masculina maior entre os compositores, músicos e maestros, embora na voz as mulheres sejam insuperáveis.
        Sabemos que a produção dos clássicos é finita, assim como o foi a escola holandesa de pintura clássica. Os tempos são outros, e há espaço para a convivência, não de dezenas, mas de centenas de gêneros musicais diferentes, alguns de gosto duvidoso. Por isso, afirmo que não se faz, nem se fará, mais música clássica; mas é compreensível diante dos novos tempos, da velocidade da vida e dos valores atuais. Ainda que não consigamos a produção de um século XVll ou XVlll ou XlX, resta-nos um consolo: os compositores do passado fizeram um imenso repertório. Temos um enorme acervo de clássicos para serem ouvidos por toda a vida. Vale a pena ficar dependente, como propôs Simonsen, de uma arte que leva à felicidade suprema.

(TANURE, Nelson. Vice-presidente da Fundação Orquestra Sinfônica do Brasil – OSB. Jornal do Brasil. Em: janeiro de 2015.)
Dentre os fragmentos textuais destacados, há uma relação de ideias que se contrapõe; assinale-a. 
Alternativas
Respostas
3401: A
3402: A
3403: A
3404: D
3405: B
3406: C
3407: D
3408: D
3409: D
3410: E
3411: D
3412: B
3413: D
3414: B
3415: A
3416: D
3417: B
3418: D
3419: D
3420: D