Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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O cartão de crédito venceu, o banco mandou o novo etc. Com o cartão, uma cartinha: "Confirmo que o cartão xxx está em meu poder, cuja emissão foi por mim autorizada". O caro leitor notou o que foi feito com o pobre pronome "cujo"? Repito o trechinho: "...o cartão xxx está em meu poder, cuja emissão foi por mim autorizada...". O foi que autorizei? A emissão, é claro. Do quê? Do cartão, certamente, mas... Mas o pronome "cujo" vem depois de "poder", e não de "cartão"... A mensagem não seria mais clara se tivéssemos outra ordem e/ou outros termos? Vejamos esta possibilidade: "Confirmo que o cartão xxx está em meu poder e que sua emissão foi por mim autorizada". Como se vê, foi perfeitamente possível redigir a mensagem sem o pronome "cujo", que, quando usado adequadamente, relaciona dois substantivos, entre os quais se estabelece uma relação de posse.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2015/09/1685774-o-dito-cujo.shtml>Acesso em: 12 jan. 2016. . Nesse fragmento de texto, o autor
Silviano Santiago. Intensidades discursivas. In: O cosmopolitismo do pobre. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2004, p. 125-7 (com adaptações).
Com relação às ideias desenvolvidas no texto anterior, julgue (C ou E) os item subsequente.
Com relação aos sentidos e ao emprego de palavras e expressões no texto de Silviano Santiago, julgue (C ou E) o item seguinte.
A expressão “concepção triádica” (linhas 18 e 19), extratextualmente, poderia também ser utilizada para representar a Santíssima Trindade, doutrina acolhida pela maioria das igrejas cristãs.
Em algum momento deste ano, uma criança em algum lugar do mundo em desenvolvimento tornou-se a beneficiária 'número 10 milhões' do Room to Read ('Quarto para Ler', em tradução livre), uma organização sem fins lucrativos fundada há 15 anos por um alto executivo da Microsoft que abandonou seu emprego para se dedicar a erradicar o analfabetismo infantil.
A entidade, que também visa reduzir a desigualdade de gênero na educação de meninos e meninas, constrói bibliotecas em localidades pobres.
Não causa surpresa, portanto, a comparação entre seu fundador, John Wood, e Andrew Carnegie, magnata americano que se propôs a fazer o mesmo no século 19.
De certa forma, porém, o Room to Read já superou seu mentor espiritual, construindo 17,5 mil bibliotecas contra as 2,5 mil de Carnegie.
Wood alcançou o feito ao combinar a determinação de Carnegie com o que aprendeu nas empresas onde trabalhou, como a Microsoft, do bilionário e também filantropo Bill Gates.
A inspiração para criar o Room to Read nasceu em 1998, quando o ex-executivo estava de férias no Nepal, escalando a Cordilheira do Himalaia. "A ideia surgiu do nada", diz Wood. "Gostaria de poder dizer que sempre desenvolvi trabalhos filantrópicos, mas a realidade era que eu me focava em mim mesmo, em minha carreira, em quanto dinheiro eu tinha na minha conta bancária".
Wood estava visitando uma escola na cidade montanhosa de Bahundanda. Havia ali uma biblioteca, mas apenas poucos livros deixados por antigos visitantes. Um deles era Finnegan's Wake, de James Joyce, e um guia Lonely Planet sobre a Mongólia.
Além disso, os livros eram considerados tão preciosos que permaneciam guardados em um armário trancado e nunca emprestados às crianças.
Quando Wood deixou o local, o diretor da escola lhe disse que, se alguma vez ele voltasse, poderia trazer mais alguns livros. De imediato, ele sabia o que tinha de fazer. A biblioteca vazia lhe fez lembrar de sua infância. "Cresci em uma família que amava ler e sempre deu valor a palavra escrita", diz ele. "Eu tropecei na causa certa no lugar certo e no tempo certo".
Um ano mais tarde, ele voltou à mesma escola com 3 mil livros. A reação das crianças confirmou que ele estava indo no caminho certo. Wood decidiu abandonar o emprego na Microsoft para se dedicar em tempo integral à alfabetização de crianças no Nepal.
Dinesh Shrestha, que até então trabalhava na erradicação da pólio para uma ONG local, se juntou a ele. O trabalho de construir bibliotecas no Nepal começava naquele momento.
Meses depois, outra executiva americana e amiga de longa data de Wood, Erin Ganju, que trabalhava no Vietnã, voltou a entrar em contato com ele. Em seguida, ela também abandonou seu trabalho, e os três ─ John, Dinesh e Erin ─ tornaram-se cofundadores da Room to Read, uma organização sem fins lucrativos que atua em 10 países.
[...]
A Room to Read também adere aos princípios básicos sobre a forma como as crianças são educadas. A ONG trabalha no idioma da comunidade local - apesar de que isso significa publicar seus próprios livros e materiais didáticos.
Desde então, foram publicados quase 1 mil títulos de livros para crianças em dezenas de idiomas, de chinayanja na Zâmbia ao khmer no Camboja, do telugu na Índia ao xitsonga na África do Sul. Sempre que possível, Wood chama autores, ilustradores e editoras locais para colaborar com o projeto. Por causa disso, o Room to Read se tornou "a maior editora de livros infantis que você já ouviu falar".
Apesar de seu passado como executivo da Microsoft, Wood ainda não está convencido do potencial da tecnologia digital em seu trabalho. Em vez disso, a ONG se concentra em recursos físicos e algumas vezes literalmente concretos. A Room to Read construiu 17,5 mil bibliotecas infantis e cerca de 1 mil escolas.
De novo, as mesmas regras se aplicam. As bibliotecas têm de seguir alguns padrões. Elas são frequentemente grandes o suficiente para acomodar até 40 crianças de uma só vez. "Os livros nas estantes têm de estar no nível do olho da criança, não podem estar atrás de vidros, não há armários trancados. Todo o mobiliário é adaptado ao tamanho das crianças, o chão também, há pôsteres na parede e mapas do mundo. Incentivamos as crianças a levar os livros para casa e acompanhamos semanalmente quantas fazem isso". (Adaptado de http://noticias.terra.com.br/educacao/executivo- abandona-microsoft-para-construir-bibliotecas-infantis-em-paises- pobres,1e55289b2ecb4f6a6e24e86bb295b717ivnp05ty.html)
Com relação ao texto, é CORRETO afirmar:
Os resultados apresentados no artigo mencionado evidenciam que no momento de encaminhar os bebês ao banho, a professora pesquisada age da seguinte maneira:
(Para Gostar de Ler, v.8 - contos. São Paulo, Editora Ática, 1988, p.7. Adaptado)
As ideias veiculadas no texto só vão de encontro da seguinte releitura:
I. De acordo com o texto, podemos afirmar que a Chapada Diamantina é rica em biodiversidade.
II. O desaparecimento de animais em função da caça predatória é um dos fatores que motivaram a criação de um Parque Nacional na Chapada Diamantina.
III. Embora as empresas ecoturísticas contribuam com o Projeto Nacional Chapada Diamantina, não é possível afirmar que o parque é turisticamente atrativo e portanto, a sua preservação não traz retornos para as empresas de turismo ecológico do local.
Mesmo estando localizada a apenas 70 quilômetros de Florianópolis e vizinha do badalado Balneário de Garopaba, a Praia do Rosa preserva, de forma ainda bruta, suas belezas naturais. É claro que houve mudanças desde sua descoberta pelos forasteiros. Mas, ao contrário de muitos lugarejos de nossa costa que tiveram a natureza devastada pela especulação imobiliária, esta região resiste intacta graças a um pacto entre moradores e donos de pousadas. Uma das medidas adotadas por eles, por exemplo, é que ninguém ocupe mais de 20% de seu terreno com construção. Assim, o verde predomina sobre os morros de frente para o mar azul repleto de baleias. Baleias? Sim, baleias francas, a mais robusta entre as espécies desses mamíferos marinhos, que chegam a impressionantes 18 metros e até 60 toneladas.
(Sérgio T. Caldas, na Os caminhos da Terra, dez./00)
Das afirmações seguintes:
I. Com relação à Praia do Rosa, é possível afirmar que no início dos anos 70, surfistas e exploradores se encantaram com suas belezas naturais.
II. Podemos declarar que a presença de baleias impressionou o autor do texto.
III. Quanto à Praia da Rosa, o autor se contradiz ao falar da “mudança”.
Eu mal o conheci quando era vivo. Mas o que sabe um homem de outro homem?
Houve sempre entre nós certa distância, um pouco maior que a desta mesa onde escrevo até esse retrato na parede de onde ele me olha o tempo todo. Para quê?
Não são muitas as lembranças que dele guardo: a aspereza da barba no seu rosto quando eu o beijava ao chegar para as férias; o cheiro de tabaco em suas roupas; o perfil mais duro do queixo quando estava preocupado; o riso reprimido até soltar-se (alívio!) na risada.
Falava pouco comigo. Estava sempre noutra parte: ou trabalhando ou lendo ou conversando com alguém ou então saindo (tantas vezes!) de viagem.
Só quando adoeceu e o fui buscar em casa alheia e o trouxe para a minha casa (que infinitos os cuidados de Dora com ele!) estivemos juntos por mais tempo. Mesmo então dele eu só conheci a luta pertinaz contra a dor, o desconforto, a inutilidade forçada, os negaceios da morte já bem próxima.
Até o dia em que tive de ajudar a descer-lhe o caixão à sepultura. Aí então eu o soube mais que ausência. Senti com minhas próprias mãos o peso do seu corpo, que era o peso imenso do mundo. Então o conheci. E conheci-me.
Ergo os olhos para ele na parede. Sei agora, pai, o que é estar vivo.
PAES, José Paulo. Prosas seguidas de odes mínimas. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 21-22.
Das afirmações seguintes:
I. O emprego da primeira pessoa o poema torna o eu lírico mais próximo do leitor e parece partilhar com ele suas lembranças e frustrações.
II. Na primeira e na última estrofes, o eu lírico se mostra mais breve e contido.
III. A conjunção QUANDO (1ª estrofe) situa o lugar em que os fatos referidos ocorreram na vida da eu lírico.
No ensino, como em outras coisas, a liberdade deve ser uma questão de grau. Há liberdades que não podem ser toleradas. Uma vez conheci uma senhora que afirmava que não se deve proibir alguma coisa a uma criança, pois deve desenvolver sua natureza de dentro para fora. “E se a sua natureza a levar a engolir alfinetes?” indaguei, lamento dizer que a resposta foi puro vitupério. No entanto, toda criança abandonada a si mesma, mais cedo ou mais tarde engolirá alfinetes, tomará veneno, cairá de uma janela alta ou doutra forma chegará a mau fim. Um pouquinho mais velhos, os meninos, podendo, não se lavam, comem demais, fumam até enjoar, apanham resfriados por molhar os pés, e assim por diante – além do fato de se divertirem importunando anciãos, que nem sempre possuem a capacidade de resposta de Eliseu. Quem advoga a liberdade da educação não quer dizer que as crianças devam fazer, o dia todo, o que lhes der na veneta. Deve existir um elemento de disciplina e autoridade; a questão é até que ponto, e como deve ser exercido.
Russel, Bertrand. Ensaios céticos in: Platão e Fiorin: Para entender o texto. Vocabulário: Vitupério: insulto, ofensa. Eliseu: profeta bíblico Analise as afirmativas abaixo e verifique sua veracidade de acordo com o texto. 1. O autor do texto é contrário à liberdade. 2. O autor argumenta sobre a liberdade somente nas escolas. 3. O autor defende, por meio de exemplos, dois limites para a liberdade: (1) a integridade física da pessoa e (2) o que se refere às coerções sociais: o direito dos outros limita o direito de fazer o que se quer. 4. Disciplina e autoridade são elementos que devem unir-se a certo grau de liberdade. 5. O tema geral do texto é: a liberdade é um valor que admite gradações. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Acerca das relações entre as ideias que constituem o 1º parágrafo e do emprego das expressões coesivas destacadas no período “Alguns deles chegaram a participar, de um lado ou do outro, da luta dos colonos portugueses ali estabelecidos contra as tentativas de invasão francesa.”, é possível concluir que
Das afirmações seguintes:
I. Considerando o texto, podemos afirmar que a superação das dificuldades da vida leva ao crescimento.
II. O autor compara a vida a um jogo em que a pessoa precisa de sorte.
III. O amor, a tolerância e a alegria são os sentimentos que levam à superação das dificuldades.
(Dr. Luiz Alberto Py, in O Dia, 30/4/00)
Das afirmações seguintes:
I. De acordo com o texto, evitamos a autopiedade quando passamos a ignorar o sofrimento. II. Para o autor, o mais importante para a pessoa é estar ciente de que, quando menos se espera, surge a dificuldade. III. A autopiedade, na opinião do autor, não conduz a nada.
Considerando a opinião do autor é possível afirmar que:
Das afirmações seguintes:
I. Os gaúchos preferem chamar o interlocutor pelo pronome de tratamento VOCÊ.
II. Segundo Rodrigo, o uso do pronome de tratamento VOCÊ revela mais formalidade que o uso do pronome pessoal TU.
III. As relações entre Rodrigo e Flora não estavam boas.
BULLYING É ARMA PARA GANHAR
POPULARIDADE
Jairo Bouer
Você já parou para pensar que jovens que praticam “bullying”, causando violência física ou psicológica em seus colegas, podem estar, no fundo, tentando se tornar mais populares ou ganhar um “status” especial na escola? Pois é!
Uma pesquisa da Universidade da Califórnia entrevistou mais de 3.000 alunos do ensino médio americano e concluiu que os jovens que querem chegar ao topo da liderança de suas turmas recorrem, muitas vezes, a brigas, ofensas e boatos maldosos para chegar lá. É como se a humilhação fosse uma estratégia de poder.
O interessante da pesquisa é que ela mostra um lado diferente do “bullying”. Ele não surge apenas como resultado de questões pessoais dos agressores (problemas em casa, transtornos de personalidade etc.), mas como consequência de uma complexa rede de interações sociais do grupo.
E o que você tem a ver com isso? Por questões pessoais ou por processos sociais, o “bullying” pode provocar muitas cicatrizes em quem sofre esse tipo de experiência. Fenômeno muito comum no Brasil, ele faz com que jovens sofram em silêncio e não queiram nem passar perto da escola.
Quem pratica, muitas vezes, não consegue perceber o impacto que essas agressões e violências podem ter na vida dos seus colegas. E é fundamental que o grupo mostre para esse agressor que não é nada legal humilhar colegas. Na verdade, isso é covardia das feias!
Que tal trocar valores como poder, competição e mando (que poderiam incitar práticas violentas) por outros que tornem as pessoas e os grupos mais unidos? Quer palpites? Companheirismo, amizade, solidariedade, cooperação e ajuda, entre outros tantos! Achou careta? Então, espere alguns anos para que “caia a sua ficha” e você possa entender do que estava tentando fugir quando era agressivo ou intolerante com os outros.
Jairo Bouer. Bullying é arma para ganhar
popularidade. Folha de São Paulo, 28 fev. 2011.
BULLYING É ARMA PARA GANHAR
POPULARIDADE
Jairo Bouer
Você já parou para pensar que jovens que praticam “bullying”, causando violência física ou psicológica em seus colegas, podem estar, no fundo, tentando se tornar mais populares ou ganhar um “status” especial na escola? Pois é!
Uma pesquisa da Universidade da Califórnia entrevistou mais de 3.000 alunos do ensino médio americano e concluiu que os jovens que querem chegar ao topo da liderança de suas turmas recorrem, muitas vezes, a brigas, ofensas e boatos maldosos para chegar lá. É como se a humilhação fosse uma estratégia de poder.
O interessante da pesquisa é que ela mostra um lado diferente do “bullying”. Ele não surge apenas como resultado de questões pessoais dos agressores (problemas em casa, transtornos de personalidade etc.), mas como consequência de uma complexa rede de interações sociais do grupo.
E o que você tem a ver com isso? Por questões pessoais ou por processos sociais, o “bullying” pode provocar muitas cicatrizes em quem sofre esse tipo de experiência. Fenômeno muito comum no Brasil, ele faz com que jovens sofram em silêncio e não queiram nem passar perto da escola.
Quem pratica, muitas vezes, não consegue perceber o impacto que essas agressões e violências podem ter na vida dos seus colegas. E é fundamental que o grupo mostre para esse agressor que não é nada legal humilhar colegas. Na verdade, isso é covardia das feias!
Que tal trocar valores como poder, competição e mando (que poderiam incitar práticas violentas) por outros que tornem as pessoas e os grupos mais unidos? Quer palpites? Companheirismo, amizade, solidariedade, cooperação e ajuda, entre outros tantos! Achou careta? Então, espere alguns anos para que “caia a sua ficha” e você possa entender do que estava tentando fugir quando era agressivo ou intolerante com os outros.
Jairo Bouer. Bullying é arma para ganhar
popularidade. Folha de São Paulo, 28 fev. 2011.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
História da Bicicleta
Você já andou de bicicleta? Certamente sim. Quase todo mundo já deu, pelo menos, uma “voltinha” num desses veículos. As estatísticas dizem que eles somam 100 milhões no mundo, nos dias de hoje. Há muitas razões para essa popularidade da bicicleta.
É de preço relativamente baixo, não consome combustível, ocupa espaço reduzido e quase não pede manutenção. Numa rua congestionada pode seguir seu caminho através do tráfego, margeando a longa fila de carros; fora da cidade, pode passar por sendas estreitas e, quando o caminho está intransitável, o condutor pode carregá-la sem maior sacrifício - pois é muito leve: pesa cerca de 10 quilos. No entanto, pode suportar cargas até de 100 quilos.
Uma pessoa, de bicicleta, pode locomover-se normalmente à velocidade de 16 a 20 quilômetros por hora, o que nunca conseguiria andando a pé. É veículo que serve para prática esportiva, para divertimento e para transporte rural e urbano. Neste último caso, no entanto, depende, em grande medida, da topografia das cidades. Além disso, o ciclismo exige grande disciplina de tráfego: quando este é desorganizado, o perigo de acidentes é muito grande.
A mais antiga notícia que se tem de um veículo semelhante à bicicleta data de 1580. Na janela de uma igreja de Buckinghamshire, Inglaterra, construída naquele ano; há o desenho de uma pessoa sentada num instrumento de rodas e que usava os pés para impulsioná-lo. Não se sabe, porém, se trata de mera imaginação do artista ou da reprodução de um veículo de fato existente na época.
No fim do século XVII, um certo Stephan Farfler imaginou um sistema de engrenagens movido por uma manivela que, segundo ele, poderia andar um triciclo. Pelo projeto, o condutor acionaria a engrenagem com as mãos e o veículo se movimentaria. Mas a ideia não chegou ser posta em prática; ficou no papel, como aquela outra de um monociclo, de autor desconhecido, projeto complicado do qual restam apenas desenhos.
As primeiras experiências vieram em 1770 e são devidas a Magurier e Blanchard, com uma velocípede. O fato é descrito num jornal parisiense da época.
(História da bicicleta. Adaptado. Extraído do site:< http://www.educacaotransito.pr.gov.br/modules/ conteudo/conteudo.php?>. Acesso em 17 set. 2015.
I. É o meio de transporte mais seguro, eficiente e econômico em qualquer circunstância, além de acessível a praticamente todas as pessoas. II. Uma pessoa, usando uma bicicleta, com muito esforço pode locomover-se a uma velocidade de 20 quilômetros por hora. III. A bicicleta pode suportar cerca de 10 vezes o seu próprio peso. IV. Há diversos pontos positivos em utilizar uma bicicleta como meio de transporte, devendo seu uso estar restringido a áreas rurais.
Julgando as assertivas, se falsas ou verdadeiras, pode-se classificá-las, respectivamente, como:
Leia o texto a seguir para responder a questão.
História da Bicicleta
Você já andou de bicicleta? Certamente sim. Quase todo mundo já deu, pelo menos, uma “voltinha” num desses veículos. As estatísticas dizem que eles somam 100 milhões no mundo, nos dias de hoje. Há muitas razões para essa popularidade da bicicleta.
É de preço relativamente baixo, não consome combustível, ocupa espaço reduzido e quase não pede manutenção. Numa rua congestionada pode seguir seu caminho através do tráfego, margeando a longa fila de carros; fora da cidade, pode passar por sendas estreitas e, quando o caminho está intransitável, o condutor pode carregá-la sem maior sacrifício - pois é muito leve: pesa cerca de 10 quilos. No entanto, pode suportar cargas até de 100 quilos.
Uma pessoa, de bicicleta, pode locomover-se normalmente à velocidade de 16 a 20 quilômetros por hora, o que nunca conseguiria andando a pé. É veículo que serve para prática esportiva, para divertimento e para transporte rural e urbano. Neste último caso, no entanto, depende, em grande medida, da topografia das cidades. Além disso, o ciclismo exige grande disciplina de tráfego: quando este é desorganizado, o perigo de acidentes é muito grande.
A mais antiga notícia que se tem de um veículo semelhante à bicicleta data de 1580. Na janela de uma igreja de Buckinghamshire, Inglaterra, construída naquele ano; há o desenho de uma pessoa sentada num instrumento de rodas e que usava os pés para impulsioná-lo. Não se sabe, porém, se trata de mera imaginação do artista ou da reprodução de um veículo de fato existente na época.
No fim do século XVII, um certo Stephan Farfler imaginou um sistema de engrenagens movido por uma manivela que, segundo ele, poderia andar um triciclo. Pelo projeto, o condutor acionaria a engrenagem com as mãos e o veículo se movimentaria. Mas a ideia não chegou ser posta em prática; ficou no papel, como aquela outra de um monociclo, de autor desconhecido, projeto complicado do qual restam apenas desenhos.
As primeiras experiências vieram em 1770 e são devidas a Magurier e Blanchard, com uma velocípede. O fato é descrito num jornal parisiense da época.
(História da bicicleta. Adaptado. Extraído do site:< http://www.educacaotransito.pr.gov.br/modules/ conteudo/conteudo.php?>. Acesso em 17 set. 2015.
Comer pão torrado é perigoso
Quando alimentos ricos em amido, como pão e batata, são expostos a temperaturas altas, acima de 120 graus, produzem acrilamida: um composto que está relacionado à incidência de câncer. Os estudos com a substância foram realizados em ratos, e não há provas conclusivas de que ela provoque tumores em humanos. Mas a acrilamida é considerada uma questão séria pela OMS e pelas autoridades de saúde da Europa e dos EUA, onde até já surgiu uma solução tecnológica para o problema: uma enzima artificial, desenvolvida pela empresa de biotecnologia Novozyme, que poderá ser adicionada às batatas durante a fritura e reduz em 50% a formação de acrilamida. Enquanto ela não chega ao mercado, a recomendação é evitar que a comida seja exposta a altas temperaturas. Regule a torradeira para a potência mínima, e não deixe a batata fritar até ficar amarronzada. “Os alimentos que adquirem um tom escuro ou que queimam durante o preparo têm mais chance de conter acrilamida”, diz o médico nutrólogo Maximo Asinelli.
(Superinteressante, Editora Abril, set. 2012. Disponível em:<http://super.abril.com.br/
comportamento/25-coisas-que-estao-escondendode-voce> . Acesso em: 16 set. 2015).
De acordo com o texto, é possível afirmar:
I. Acrilamida é um composto químico extremamente perigoso encontrado nos pães e na batata.
II. A empresa de biotecnologia Novozyme inventou um composto químico, já testado em ratos, que combate o câncer.
III. A acrilamida é um composto que se forma em alimentos ricos em amido, quando expostos a altas temperaturas. Essa substância pode ser responsável pela incidência de câncer, no entanto, isso ainda não está cientificamente comprovado.
IV. A OMS e as autoridades de saúde da Europa e dos EUA têm se preocupado com a provável relação que a acrilamida tem com a incidência de câncer, por isso mesmo tem sido proibida a venda de alguns produtos, como, por exemplo, a torrada, em alguns desses países.
Estão corretas, respectivamente, as assertivas:
Tinha sido assim a vida inteira: o marido sentia vergonha de ter gerado apenas um descendente. Ainda por cima uma filha. A menina se tornara incumbência de sua mãe.
Noite e dia, ela sozinha se ocupava. Ganido de cachorro, gemido de filha? Tudo sendo igual, sem motivo para perturbação do pai. Só ela se levantava, atravessando a noite com cadência de estrela. Pelos escuros corredores, seus passos se cuidavam para não despertar nem marido nem a filha já readormecida. Agora, regressando da escola, a mãe parecia ainda noturna. [...]
Chegada à casa, segredou ao pai. Os dois ruminaram o pânico: anteviam Alminha metida em namoriscos. Mas que namoro, se nem rapaz se lhe via? Ou seria motivo pior?
Nem ousaram mencionar a palavra. Mas droga era o receio mais escondido. Decidiram nada dizer, adiar conversa. Urgia apanhar Alminha em flagrante. O pai logo invocou parecenças hereditárias com a mãe. Aquilo era doença de mulherido. Antes tivessem tido rapazes. [...] – Essa miúda não sabe a quantas desanda. E ordenou que fossem vasculhados a pasta e os manuais escolares. [...]
A mãe abriu, espreitou as linhas e leu,em voz de se ouvir: – “Hoje lhe vi. Gosto de espreitar seu corpo, assim branco, no meio de tanto sujo deste mundo.” Um branco? A miúda andava metida com um branco.O pai, então, se disparatou. Como é? Não lhe chega a raça? Quer andar por aí, usufrutífera, em trânsitos de pele? – Não quero cá dissos, rematou. E pegou ele no caderno com fúria de tudo rasgar. Mas logo devolveu o objeto do crime.– Leia você que meus olhos já estão todos a tremer, meu coração está num feixe nervoso. Antes de ler, a mãe olhou demoradamente o caderno. Havia uma disfarçada ternura em seus olhos? Passou a mão como se afagasse o papel.
Aquilo não era um diário, que ela não tinha fôlego para tanta rotina.[...]
Eram magras palavras, só engordando nas entrelinhas. Na página, já roída pelos dedos, a senhora leu, a lágrima resvalando na voz: – “Hoje vi-o a nadar e me apeteceu atirar-me para a água,me banhar nua com ele”. Nua? Viu, mulher, como isso vem da sua parte? Porque você a mim nunca me viu nu, nem muito menos a banhar-me em companhias. Isso é mania de mulherido. –Adiante, mais adiante! – ordenou. Queria que ela continuasse lendo, mas não queria ouvir mais. Abanava a cabeça, pesaroso.
Nua? Na água? A moça andava por aí, rapazeandose com este e aquele? – Nunca pensei ser tristemunha de tanta vergonha. Antes de lhe descer mais pensamento, o pai já tomara decisão: expulsá-la de casa. E que nem conversa. Não valeu o pranto, não valeu nada nem ninguém. – E sai já hoje, que amanhã pode nem haver dia. A moça se foi, quase se extinguindo da história. Não fosse a mãe, inconsolada, se ter votado a seguir o encalço de Alminha.
Mas nem rasto nem cheiro. Onde refazia seu existir? Ter-se-ia internada na casa do tal amante, o segredado branco? Até que, certa vez, a mãe descobre a moça, tênue, na bruma do jardim público. Se cortinando entre os arbustos, a senhora a seguiu. [...]
(COUTO, Mia.Lisboa: Caminho, 2001. p. 133-136. Na berma de nenhuma estrada e outros contos.)
No trecho “Tinha sido assim a vida inteira: o marido sentia vergonha de ter gerado apenas um descendente. Ainda por cima uma filha.”, o elemento que antecipa algo que será enunciado, assumindo, no contexto, valor catafórico é: