Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1348991 Português
Em “[...] Você sabe como funciona a escola: tire notas boas e todos os professores vão gostar de você, te elogiar e exclamar o tempo todo que você tem um futuro brilhante. Agora, tire notas ruins ou ande um pouco fora da linha. [...]”, a expressão em destaque estabelece relação semântica de 
Alternativas
Q1348897 Português
Apagão Mental

   Subestimada por décadas, a ansiedade pode inviabilizar a vida social e a profissional, mas poucas pessoas buscam tratamento para aliviar os sintomas antes que cheguem ao limite. Segundo a Previdência Social, os transtornos mentais já são a terceira razão de afastamentos do trabalho no Brasil, sendo que os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) giram em torno de R$ 200 milhões em pagamentos de benefícios anuais, dado que reforça a importância de se criar medidas de prevenção. Nesse contexto, a ansiedade, assim como a depressão, são os males que mais afetam as pessoas.
     Os gatilhos que desencadeiam a ansiedade são muitos. Os tipos dela, também. Desde que foi categorizada como uma patologia e inserida na terceira edição do DSM (sigla em inglês para Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a ansiedade desdobrou-se em muitos males, como fobias e alguns tipos de transtorno - do pânico, obsessivo-compulsivo, de estresse póstraumáticos, de ansiedade social ou de ansiedade generalizada, por exemplo. [...]
   Em suma, a ansiedade é entendida como um sintoma disfuncional da personalidade que acarreta em um conjunto de sensações físicas e psicológicas, um sentimento vago e desagradável de medo e tensão que surge com a antecipação de perigo ou uma apreensão em relação ao sofrimento futuro. “A pessoa que está lidando no automático com a vida ou alguma situação específica não consegue compreender o que está fazendo. Geralmente quem vive dessa maneira tem grandes chances de sofrer um episódio de pânico, desenvolver o transtorno de ansiedade generalizada ou uma fobia social. Fazer mais e mais atividades é uma tentativa de não deixar o aparelho psíquico negociar diferentes instâncias”, diz o psicanalista Claudio César Montoto. Nesse sentido, a ansiedade é uma espécie de “acúmulo de várias negligências internas com as próprias necessidades”, completa o psicólogo clínico Frederico Mattos. [...]
   Há dois tipos de crise mais comuns. O primeiro é o transtorno do pânico, caracterizado por um ataque em que, de repente, a pessoa passa a sentir falta de ar, taquicardia e chega até a sentir que vai morrer. O segundo é a ansiedade generalizada, que pode trazer tontura, tensão muscular e um medo persistente.
      Mas há uma parcela considerável de pessoas que se queixa desse problema num nível, digamos, não patológico. Por isso, entender esse sintoma passa por entender sua ambiguidade: se hoje esse distúrbio parece ser, junto com a depressão, um grande vilão do mundo moderno, ele nem sempre foi visto assim. A psicanálise e até mesmo a medicina, por exemplo, consideraram em outros tempos que esse mal era simplesmente uma condição típica do ser humano, por meio da qual ele se relaciona com o mundo. Nesse cenário, lidar com a ansiedade possibilitou ao homem aprender, por exemplo, a antecipar o risco, o que teria ajudado na sobrevivência da espécie. [...]

(Maria Beatriz Gonçalves, Adaptado de http://tab.uol.com.br/ansiedade/ -
acesso em 04 de abril de 2016)
De acordo com o texto,
Alternativas
Q1348896 Português
Apagão Mental

   Subestimada por décadas, a ansiedade pode inviabilizar a vida social e a profissional, mas poucas pessoas buscam tratamento para aliviar os sintomas antes que cheguem ao limite. Segundo a Previdência Social, os transtornos mentais já são a terceira razão de afastamentos do trabalho no Brasil, sendo que os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) giram em torno de R$ 200 milhões em pagamentos de benefícios anuais, dado que reforça a importância de se criar medidas de prevenção. Nesse contexto, a ansiedade, assim como a depressão, são os males que mais afetam as pessoas.
     Os gatilhos que desencadeiam a ansiedade são muitos. Os tipos dela, também. Desde que foi categorizada como uma patologia e inserida na terceira edição do DSM (sigla em inglês para Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a ansiedade desdobrou-se em muitos males, como fobias e alguns tipos de transtorno - do pânico, obsessivo-compulsivo, de estresse póstraumáticos, de ansiedade social ou de ansiedade generalizada, por exemplo. [...]
   Em suma, a ansiedade é entendida como um sintoma disfuncional da personalidade que acarreta em um conjunto de sensações físicas e psicológicas, um sentimento vago e desagradável de medo e tensão que surge com a antecipação de perigo ou uma apreensão em relação ao sofrimento futuro. “A pessoa que está lidando no automático com a vida ou alguma situação específica não consegue compreender o que está fazendo. Geralmente quem vive dessa maneira tem grandes chances de sofrer um episódio de pânico, desenvolver o transtorno de ansiedade generalizada ou uma fobia social. Fazer mais e mais atividades é uma tentativa de não deixar o aparelho psíquico negociar diferentes instâncias”, diz o psicanalista Claudio César Montoto. Nesse sentido, a ansiedade é uma espécie de “acúmulo de várias negligências internas com as próprias necessidades”, completa o psicólogo clínico Frederico Mattos. [...]
   Há dois tipos de crise mais comuns. O primeiro é o transtorno do pânico, caracterizado por um ataque em que, de repente, a pessoa passa a sentir falta de ar, taquicardia e chega até a sentir que vai morrer. O segundo é a ansiedade generalizada, que pode trazer tontura, tensão muscular e um medo persistente.
      Mas há uma parcela considerável de pessoas que se queixa desse problema num nível, digamos, não patológico. Por isso, entender esse sintoma passa por entender sua ambiguidade: se hoje esse distúrbio parece ser, junto com a depressão, um grande vilão do mundo moderno, ele nem sempre foi visto assim. A psicanálise e até mesmo a medicina, por exemplo, consideraram em outros tempos que esse mal era simplesmente uma condição típica do ser humano, por meio da qual ele se relaciona com o mundo. Nesse cenário, lidar com a ansiedade possibilitou ao homem aprender, por exemplo, a antecipar o risco, o que teria ajudado na sobrevivência da espécie. [...]

(Maria Beatriz Gonçalves, Adaptado de http://tab.uol.com.br/ansiedade/ -
acesso em 04 de abril de 2016)
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1348262 Português
Leia o texto “Mania de comer bem” e responda à questão.

     Após perder 27 kg e finalmente conquistar uma barriga “tanquinho”, Thaís, 32, passou a controlar rigidamente a alimentação. O desejo de comer de forma saudável era tanto que passou a prejudicar sua vida pessoal. 
     “Uma refeição fora de casa, mesmo na casa da minha avó, gerava um estresse enorme. Sentia culpa e ansiedade. Não conseguia fazer concessões”, explica.
     Julia, 25, excluiu tantos grupos alimentares que, após dois anos de dieta, viu seu cardápio reduzido praticamente só a proteínas e hortaliças. Desenvolveu pânico de comer na frente de conhecidos e chegou a levar marmita para a festa de casamento da irmã.
   Ambas sofreram com a chamada ortorexia: um comportamento obsessivo em relação à comida.
    Além de pôr em risco a saúde, com a falta de nutrientes essenciais, a ortorexia ainda atrapalha significativamente as relações sociais e afetivas.
    “A preocupação excessiva com a alimentação passa a dominar a vida da pessoa. Torna-se uma obsessão”, explica a médica Sandra Carvalhais, do Instituto de Pesquisa e Ensino Médico, em São Paulo.
   Para os especialistas, a onda de blogs e redes sociais que disseminam informações sobre nutrição e dietas, muitas vezes equivocadas, acaba criando o ambiente ideal para paranoias alimentares.
   Ainda que muitas vezes também cause emagrecimento excessivo, a ortorexia é diferente da anorexia. Para a médica nutróloga Maria del Rosario, diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), que tem longa experiência em transtornos alimentares, a principal questão é a autoimagem corporal.
    “Quem tem anorexia se olha no espelho e se enxerga gordo, mesmo estando muito magro. O ortoréxico não costuma ter esse problema. Ele se vê magro, mas muda a alimentação por uma questão de saúde.” A ortorexia pode, inclusive, estar associada a outros distúrbios, sobretudo a transtornos compulsivos.
   Além disso, a pessoa ortoréxica se impõe tantas restrições que acaba sem conseguir comer com a família e os amigos. Esse isolamento pode levar à ansiedade e à depressão, segundo del Rosario.
     Recém-formada em administração, Julia diz que teve dificuldade em participar dos eventos da universidade. “Eu passava horas buscando na internet a maneira mais pura de me alimentar. Depois de um tempo, perdi a capacidade de comer algo que tivesse sido preparado por outra pessoa”, diz ela, que está em tratamento para a ortorexia há quatro meses.
   Os especialistas indicam tratamento multidisciplinar, com psicólogo, psiquiatra e acompanhamento nutricional.
    Hoje recuperada, Thaís diz que o apoio do marido e da família foram fundamentais. “Tem sido uma batalha em busca do equilíbrio, mas já consigo ir a uma festa e comer normalmente”, conta.

(Giuliana Miranda. Folha de S.Paulo, 08.12.2015. Adaptado)
De acordo com o texto, diferentemente da pessoa com ortorexia, a pessoa com anorexia
Alternativas
Q1348261 Português
Leia o texto “Mania de comer bem” e responda à questão.

     Após perder 27 kg e finalmente conquistar uma barriga “tanquinho”, Thaís, 32, passou a controlar rigidamente a alimentação. O desejo de comer de forma saudável era tanto que passou a prejudicar sua vida pessoal. 
     “Uma refeição fora de casa, mesmo na casa da minha avó, gerava um estresse enorme. Sentia culpa e ansiedade. Não conseguia fazer concessões”, explica.
     Julia, 25, excluiu tantos grupos alimentares que, após dois anos de dieta, viu seu cardápio reduzido praticamente só a proteínas e hortaliças. Desenvolveu pânico de comer na frente de conhecidos e chegou a levar marmita para a festa de casamento da irmã.
   Ambas sofreram com a chamada ortorexia: um comportamento obsessivo em relação à comida.
    Além de pôr em risco a saúde, com a falta de nutrientes essenciais, a ortorexia ainda atrapalha significativamente as relações sociais e afetivas.
    “A preocupação excessiva com a alimentação passa a dominar a vida da pessoa. Torna-se uma obsessão”, explica a médica Sandra Carvalhais, do Instituto de Pesquisa e Ensino Médico, em São Paulo.
   Para os especialistas, a onda de blogs e redes sociais que disseminam informações sobre nutrição e dietas, muitas vezes equivocadas, acaba criando o ambiente ideal para paranoias alimentares.
   Ainda que muitas vezes também cause emagrecimento excessivo, a ortorexia é diferente da anorexia. Para a médica nutróloga Maria del Rosario, diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), que tem longa experiência em transtornos alimentares, a principal questão é a autoimagem corporal.
    “Quem tem anorexia se olha no espelho e se enxerga gordo, mesmo estando muito magro. O ortoréxico não costuma ter esse problema. Ele se vê magro, mas muda a alimentação por uma questão de saúde.” A ortorexia pode, inclusive, estar associada a outros distúrbios, sobretudo a transtornos compulsivos.
   Além disso, a pessoa ortoréxica se impõe tantas restrições que acaba sem conseguir comer com a família e os amigos. Esse isolamento pode levar à ansiedade e à depressão, segundo del Rosario.
     Recém-formada em administração, Julia diz que teve dificuldade em participar dos eventos da universidade. “Eu passava horas buscando na internet a maneira mais pura de me alimentar. Depois de um tempo, perdi a capacidade de comer algo que tivesse sido preparado por outra pessoa”, diz ela, que está em tratamento para a ortorexia há quatro meses.
   Os especialistas indicam tratamento multidisciplinar, com psicólogo, psiquiatra e acompanhamento nutricional.
    Hoje recuperada, Thaís diz que o apoio do marido e da família foram fundamentais. “Tem sido uma batalha em busca do equilíbrio, mas já consigo ir a uma festa e comer normalmente”, conta.

(Giuliana Miranda. Folha de S.Paulo, 08.12.2015. Adaptado)
Analisando o comportamento de Thaís e de Júlia, é correto afirmar, segundo o texto, que ambas
Alternativas
Q1348167 Português
Leia o fragmento da obra O Guarani, de José de Alencar, para responder ao que será proposto.
"De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um o de água que se dirige para o norte, e engrossado com os mananciais que recebe no seu curso de dez léguas, torna-se rio caudal. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata, enroscando-se como uma serpente, vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba, que rola majestosamente em vasto leito. Dir-seia que vassalo e tributário desse rei das águas, o pequeno rio, altivo e sobranceiro contra os rochedos, curva-se humildemente aos pés do suserano. Perde, então, a beleza selvática; suas ondas resvalam sobre elas: escravo submisso, sofre o látego do senhor."
Acerca das descrições do rio Paquequer:
I - A linguagem utilizada é predominantemente conotativa; II- A linguagem utilizada é predominantemente denotativa; III - A figura de linguagem predominante é a personificação; IV - O narrador mostra a relação entre os rios Paraíba (como rei) e o Paquequer (como escravo).
Considerando as afirmações:
Alternativas
Q1348166 Português
Índio, simplesmente índio
A mata, desmatada. Nosso povo humilhado, Nossa terra roubada, Nosso povo escravizado. Plantas medicinais, Em mãos de multinacionais, Que roubadas, de forma cínica, São exportadas e retornam A preço de ouro, cheias de química.
Somos uma sociedade milenar, Temos muito a ensinar. Para que moto-serra? Se é tão fácil cuidar da terra, Preservando a natureza. Porque assim, com certeza, Teremos ar melhor para respirar.
O homem-branco, Fez o seu próprio barranco, Que está prestes a desmoronar. O rio está secando, A temperatura do ar aumentando. Pejorativamente, dizem que somos ¨índios¨. Mas não somos nós Que, com a natureza, estamos acabando.
Somos ÍNDIOS, sim!! Um povo CIVILIZADO, Que trata a natureza, a terra, com cuidado, Para não morrermos de maneira vulgar, Como vai morrer esse homem branco marginalizado!!! Somos ÍNDIOS, simplesmente, ÍNDIOS somos!!!
Paulo Odair Silva. [email protected]
A partir da leitura do poema, depreende-se que:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UFSCAR Órgão: UFSCAR Prova: UFSCAR - 2016 - UFSCAR - Vestibular |
Q1348127 Português
Leia o poema para responder à questão.

Um e muitos juntos

I
Na travessia:
amassar o barro
dar tempo ao tempo
curar1 a panela
beber do pote
a água da chuva
e repartir
o que vem da fonte
o que vem da terra
e as oferendas do mar

II
No caminho de volta
no pé da Serra do Mar
vislumbro2 uma árvore curvada pelo tempo
suas raízes abraçam a terra
e seguem o curso natural das águas
onde mil pássaros alimentam
seu eterno canto

III
Na travessia,só escuto
e vou tecendo o colar
em meio à saudade
da minha aldeia

                                                    (Graça Graúna. In: Yaguarê Yamã et al.
                                                    Escritos indígenas: uma antologia, 2013)

1 Curar: secar ao calor do fogo ou do sol; preparar para o uso.
2 Vislumbrar: avistar de modo parcial ou com dificuldade.
Na primeira estrofe, a expressão “oferendas do mar” pode se referir a
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Ano: 2016 Banca: UFSCAR Órgão: UFSCAR Prova: UFSCAR - 2016 - UFSCAR - Vestibular |
Q1348126 Português
Leia o poema para responder à questão.

Um e muitos juntos

I
Na travessia:
amassar o barro
dar tempo ao tempo
curar1 a panela
beber do pote
a água da chuva
e repartir
o que vem da fonte
o que vem da terra
e as oferendas do mar

II
No caminho de volta
no pé da Serra do Mar
vislumbro2 uma árvore curvada pelo tempo
suas raízes abraçam a terra
e seguem o curso natural das águas
onde mil pássaros alimentam
seu eterno canto

III
Na travessia,só escuto
e vou tecendo o colar
em meio à saudade
da minha aldeia

                                                    (Graça Graúna. In: Yaguarê Yamã et al.
                                                    Escritos indígenas: uma antologia, 2013)

1 Curar: secar ao calor do fogo ou do sol; preparar para o uso.
2 Vislumbrar: avistar de modo parcial ou com dificuldade.
Da leitura do texto, pode-se concluir que o eu lírico
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UFSCAR Órgão: UFSCAR Prova: UFSCAR - 2016 - UFSCAR - Vestibular |
Q1348125 Português
Assinale a alternativa que apresenta um ensinamento sobre as consequências da exploração gananciosa dos recursos naturais.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UFSCAR Órgão: UFSCAR Prova: UFSCAR - 2016 - UFSCAR - Vestibular |
Q1348124 Português

Considere o cartaz.

Imagem associada para resolução da questão

O objetivo principal do cartaz é

Alternativas
Ano: 2016 Banca: UFSCAR Órgão: UFSCAR Prova: UFSCAR - 2016 - UFSCAR - Vestibular |
Q1348121 Português

Declarações de Daniel Munduruku


  Frequentei a escola durante a ditadura militar, na década de 1970. Naquela época, as informações que eu tinha em sala de aula sugeriam que índio era atrasado, que índio era selvagem. Isso chegava até mim com um impacto muito violento. Passei a ter vergonha da minha cara, do meu cabelo, da minha origem. Eu não queria mais ser índio.     
  Quem mudou a visão negativa que eu fazia de mim mesmo foi meu avô Apolinário. É claro que não foi da noite para o dia, mas o avô foi mostrando, às vezes com sábias palavras, às vezes apenas com o silêncio, que aquela era a minha família e que longe dela eu seria infeliz. Com meu avô aprendi o valor da ancestralidade.


(Bruno Ribeiro. Daniel Munduruku: entrevista.

http://consciencia.net. Adaptado)

Daniel Munduruku conta que seu avô o ensinou a
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Ano: 2016 Banca: UFSCAR Órgão: UFSCAR Prova: UFSCAR - 2016 - UFSCAR - Vestibular |
Q1348120 Português

Declarações de Daniel Munduruku


  Frequentei a escola durante a ditadura militar, na década de 1970. Naquela época, as informações que eu tinha em sala de aula sugeriam que índio era atrasado, que índio era selvagem. Isso chegava até mim com um impacto muito violento. Passei a ter vergonha da minha cara, do meu cabelo, da minha origem. Eu não queria mais ser índio.     
  Quem mudou a visão negativa que eu fazia de mim mesmo foi meu avô Apolinário. É claro que não foi da noite para o dia, mas o avô foi mostrando, às vezes com sábias palavras, às vezes apenas com o silêncio, que aquela era a minha família e que longe dela eu seria infeliz. Com meu avô aprendi o valor da ancestralidade.


(Bruno Ribeiro. Daniel Munduruku: entrevista.

http://consciencia.net. Adaptado)

A partir da leitura do texto, é possível entender que Daniel Munduruku passou a ter uma visão negativa de si mesmo após
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Ano: 2016 Banca: UFSCAR Órgão: UFSCAR Prova: UFSCAR - 2016 - UFSCAR - Vestibular |
Q1348118 Português
    Segundo consta nas diretrizes da Funai, são considerados “isolados” os grupos indígenas que não estabeleceram contato permanente com a população nacional, diferenciando-se dos povos indígenas que mantêm contato antigo e intenso com os não-índios.
    A decisão de isolamento desses povos pode ser o resultado de encontros com efeitos negativos para suas sociedades, como doenças, atos de violência física ou exploração de seus recursos naturais.
    Esse ato de vontade de isolamento também se explica por experiências de períodos de autossuficiência social e econômica.
    Compete à Funai garantir aos povos isolados o pleno exercício de sua liberdade e das suas atividades tradicionais sem a necessária obrigatoriedade de contatá-los.

(Povos indígenas isolados e de recente contato. www.funai.gov.br. Adaptado)
O termo “autossuficiência”, destacado em – Esse ato de vontade de isolamento também se explica por experiências de períodos de autossuficiência social e econômica. (3° parágrafo) –, indica uma condição de quem
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Ano: 2016 Banca: UFSCAR Órgão: UFSCAR Prova: UFSCAR - 2016 - UFSCAR - Vestibular |
Q1348115 Português
    Segundo consta nas diretrizes da Funai, são considerados “isolados” os grupos indígenas que não estabeleceram contato permanente com a população nacional, diferenciando-se dos povos indígenas que mantêm contato antigo e intenso com os não-índios.
    A decisão de isolamento desses povos pode ser o resultado de encontros com efeitos negativos para suas sociedades, como doenças, atos de violência física ou exploração de seus recursos naturais.
    Esse ato de vontade de isolamento também se explica por experiências de períodos de autossuficiência social e econômica.
    Compete à Funai garantir aos povos isolados o pleno exercício de sua liberdade e das suas atividades tradicionais sem a necessária obrigatoriedade de contatá-los.

(Povos indígenas isolados e de recente contato. www.funai.gov.br. Adaptado)
Da leitura do texto, entende-se que, no Brasil, os povos indígenas isolados
Alternativas
Ano: 2016 Banca: UFSCAR Órgão: UFSCAR Prova: UFSCAR - 2016 - UFSCAR - Vestibular |
Q1348114 Português

Considere a imagem a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

Assinale a alternativa que apresenta uma descrição adequada para os objetos da imagem.

Alternativas
Q1345251 Português

Observe a tirinha a seguir.


Imagem associada para resolução da questão

QUINO. Mafalda. Disponível em:<http://outraspalavras.net/posts/mafalda-e-a-poderosa-critica-de-valores/> . Acesso em: 23 ago. 2016.


O conteúdo humorístico e crítico presente na tirinha questiona o fato de o público consumidor
Alternativas
Q1345242 Português
O duplo*

Sentado num dos primeiros bancos do ônibus número 15, Praça São Salvador - Rio Comprido, vejo surpreso, e logo com crescente espanto, minha imagem refletida no retrovisor, com traje e movimentos que não são meus. Para afastar a possibilidade de uma alucinação, faço, como prova, exaustivos gestos propositadamente exagerados, que a imagem refletida não repete.

- Um sósia? Mas esse é semelhante, jamais idêntico.

Meu desassossego, meu espanto crescem.

O outro, com roupa e movimentos diferentes, permanece tranquilo, impassível, alheio à minha presença e parece nem se importar em ser réplica.

- Ele não me terá visto? Impossível, estamos próximos. Ele talvez ocupe um assento à minha frente. Não sei.

A ideia do indivíduo de ser dois apavora.

Já agora preso de um terror incontrolável, soo a campainha do coletivo e desço precipitado, sem olhar para trás, sem sequer ousar localizá-lo: falta-me coragem para ver o outro que vive fora de mim.

Porto Alegre, 4 de março de 1994

* Embora de 1994, o texto narra episódio vivido no Rio de Janeiro nos anos 40.

CAMARGO, Iberê. Gaveta dos guardados: Iberê Camargo. Organização e apresentação Augusto Massi. São Paulo: Cosac Naify, 2009. p. 33.

O enunciado “Falta-me coragem para ver o outro que vive fora de mim”, com o qual Iberê Camargo faz o fechamento de sua pequena crônica,
Alternativas
Q1345068 Português
Texto para a questão.

Médico debocha de paciente na internet: 'Não existe peleumonia'

    Um médico plantonista no Hospital Santa Rosa de Lima, em Serra Negra (SP), foi afastado do trabalho após ter uma foto sua publicada numa rede social com o título “Uma imagem fala mais que mil palavras”. Na foto, Guilherme Capel Pasqua mostra o receituário médico com o seguinte dizer: “Não existe peleumonia e nem raôxis”.
    Vinte minutos antes da postagem, na quartafeira (27), o médico havia atendido o mecânico José Mauro de Oliveira Lima, 42 anos, que estudou até o segundo ano do ensino fundamental e não sabe como falar corretamente algumas palavras.
   Seu enteado, o eletricista Claudemir Thomaz Maciel da Silva, de 25 anos, o acompanhava na consulta e revela que, assim que souberam o diagnóstico, o mecânico perguntou sobre o tratamento para a "peleumonia". A reação do médico não foi muito profissional, afirma Claudemir.
    "Quando meu padrasto falou pneumonia e raios X de forma errada, ele deu risada. Na hora, não desconfiamos que ele iria debochar depois na internet. O que ele fez foi absurdo. O procurei e escrevi para ele na rede social que, independente dele ser doutor, não existe faculdade para formar caráter. Assim que ele viu minha postagem, apagou a foto. Ele não quis conversar com a gente", diz Claudemir.
    O eletricista conta que o padrasto ainda não sabe que virou assunto na internet e teme pela reação dele. Claudemir diz que o mecânico não pôde estudar por falta de dinheiro.

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/07/medico-debocha-depaciente-na-internet-nao-existe-peleumonia.html Acesso 29-07-16
Os aspectos interpretativos do texto trasmitem uma mnsagem que está melhor representada na alternativa:
Alternativas
Q1345063 Português
Sem dinheiro, tribunais do trabalho adotam medidas para não fechar

    Um corte no orçamento deste ano de 90% no investimento e de 30% no custeio, segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), obrigou tribunais regionais e varas da Justiça Trabalhista em todo o país a adotarem medidas emergenciais de contenção de gastos para evitar o fechamento. Mesmo assim, essas medidas afetaram o funcionamento desses órgãos e fizeram aumentar o número de processos à espera de julgamento.
    Entre essas medidas, estão dispensa de estagiários; alteração do horário de abertura e fechamento dos prédios; desligamento forçado de equipamentos de informática e telefonia a partir de determinado horário; supressão de contratos de serviços terceirizados; revisão de contratos de segurança; e redução de despesas com serviços postais, consumo de energia e material de uso administrativo.
    No caso da Justiça Trabalhista de Mato Grosso, por exemplo, uma das atingidas pelo corte orçamentário da União, todas as varas itinerantes do estado foram suspensas e também as viagens de juízes para substituir os que estão de folga ou férias. Em São Paulo e Goiás, os TRTs afirmam que o desafio é conseguir funcionar até o fim do ano.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/07/sem-dinheiro-tribunais-do-trabalhoadotam-medidas-para-nao-fechar.html Acesso em 25-07-16
Sobre os aspectos gramaticais é correto afirmar que:
Alternativas
Respostas
31221: B
31222: E
31223: D
31224: B
31225: D
31226: B
31227: E
31228: E
31229: B
31230: C
31231: B
31232: D
31233: A
31234: B
31235: A
31236: C
31237: A
31238: A
31239: B
31240: E