Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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"De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um o de água que se dirige para o norte, e engrossado com os mananciais que recebe no seu curso de dez léguas, torna-se rio caudal. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata, enroscando-se como uma serpente, vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba, que rola majestosamente em vasto leito. Dir-seia que vassalo e tributário desse rei das águas, o pequeno rio, altivo e sobranceiro contra os rochedos, curva-se humildemente aos pés do suserano. Perde, então, a beleza selvática; suas ondas resvalam sobre elas: escravo submisso, sofre o látego do senhor."
Acerca das descrições do rio Paquequer:
I - A linguagem utilizada é predominantemente conotativa; II- A linguagem utilizada é predominantemente denotativa; III - A figura de linguagem predominante é a personificação; IV - O narrador mostra a relação entre os rios Paraíba (como rei) e o Paquequer (como escravo).
Considerando as afirmações:
A mata, desmatada. Nosso povo humilhado, Nossa terra roubada, Nosso povo escravizado. Plantas medicinais, Em mãos de multinacionais, Que roubadas, de forma cínica, São exportadas e retornam A preço de ouro, cheias de química.
Somos uma sociedade milenar, Temos muito a ensinar. Para que moto-serra? Se é tão fácil cuidar da terra, Preservando a natureza. Porque assim, com certeza, Teremos ar melhor para respirar.
O homem-branco, Fez o seu próprio barranco, Que está prestes a desmoronar. O rio está secando, A temperatura do ar aumentando. Pejorativamente, dizem que somos ¨índios¨. Mas não somos nós Que, com a natureza, estamos acabando.
Somos ÍNDIOS, sim!! Um povo CIVILIZADO, Que trata a natureza, a terra, com cuidado, Para não morrermos de maneira vulgar, Como vai morrer esse homem branco marginalizado!!! Somos ÍNDIOS, simplesmente, ÍNDIOS somos!!!
Paulo Odair Silva. [email protected]
A partir da leitura do poema, depreende-se que:
amassar o barro
dar tempo ao tempo
curar1 a panela
beber do pote
a água da chuva
e repartir
o que vem da fonte
o que vem da terra
e as oferendas do mar
amassar o barro
dar tempo ao tempo
curar1 a panela
beber do pote
a água da chuva
e repartir
o que vem da fonte
o que vem da terra
e as oferendas do mar
Considere o cartaz.

O objetivo principal do cartaz é
Declarações de Daniel Munduruku
Frequentei a escola durante a ditadura militar, na década
de 1970. Naquela época, as informações que eu tinha em
sala de aula sugeriam que índio era atrasado, que índio era
selvagem. Isso chegava até mim com um impacto muito violento. Passei a ter vergonha da minha cara, do meu cabelo,
da minha origem. Eu não queria mais ser índio.
Quem mudou a visão negativa que eu fazia de mim mesmo foi meu avô Apolinário. É claro que não foi da noite para o
dia, mas o avô foi mostrando, às vezes com sábias palavras,
às vezes apenas com o silêncio, que aquela era a minha
família e que longe dela eu seria infeliz. Com meu avô aprendi
o valor da ancestralidade.
(Bruno Ribeiro. Daniel Munduruku: entrevista.
http://consciencia.net. Adaptado)
Declarações de Daniel Munduruku
Frequentei a escola durante a ditadura militar, na década
de 1970. Naquela época, as informações que eu tinha em
sala de aula sugeriam que índio era atrasado, que índio era
selvagem. Isso chegava até mim com um impacto muito violento. Passei a ter vergonha da minha cara, do meu cabelo,
da minha origem. Eu não queria mais ser índio.
Quem mudou a visão negativa que eu fazia de mim mesmo foi meu avô Apolinário. É claro que não foi da noite para o
dia, mas o avô foi mostrando, às vezes com sábias palavras,
às vezes apenas com o silêncio, que aquela era a minha
família e que longe dela eu seria infeliz. Com meu avô aprendi
o valor da ancestralidade.
(Bruno Ribeiro. Daniel Munduruku: entrevista.
http://consciencia.net. Adaptado)
Considere a imagem a seguir.

Assinale a alternativa que apresenta uma descrição adequada
para os objetos da imagem.
Observe a tirinha a seguir.

QUINO. Mafalda. Disponível em:<http://outraspalavras.net/posts/mafalda-e-a-poderosa-critica-de-valores/> . Acesso em: 23 ago. 2016.