Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Ano: 2015 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Campo Mourão - PR
Q1200349 Português
Pequenos inventores Raul Montenegro ([email protected]) Pedro Henrique Zodi Vitor, 10 anos, está na frente da corrida pelo alfabetismo digital que dominará o século 21. Mais do que apenas aprender a utilizar dispositivos tecnológicos, a onda agora é saber criá-los usando linguagens de programação – o código através do qual são feitos todos os programas de computador. Ele está dando os primeiros passos nessa direção cursando aulas de desenvolvimento de games e aplicativos de celular. “Ainda estou no começo, mas a gente já fez uns apps”, diz o menino, que mora em São Paulo. Pelo exemplo de garotos como Pedro, os educadores começam a entender que as redes fazem parte da vida dos mais novos e que, em vez de lutar contra a realidade, é preciso estimulá-los a usar o tempo em frente à telinha de forma produtiva. “O boom de hoje é o que o inglês viveu há 30 anos”, afirma Jayme Nigri, sócio da Futura Code School. As escolas brasileiras já enxergaram a tendência e estão colocando aulas de desenvolvimento de aplicativo em sua grade curricular, ainda como disciplina optativa. Em São Paulo, uma instituição implementou este ano aulas extracurriculares de códigos de computador a estudantes entre 11 e 13 anos. “Para que consigam construir e publicar apps na Google Play ou na Apple Store eles precisam de dois anos”, diz Gustavo Pohl, um dos coordenadores de tecnologia educacional do Colégio Pentágono. A escola lotou as primeiras classes da disciplina enquanto cursos que as oferecem viram a demanda dobrar nos últimos meses. Saber programar desenvolve criatividade e raciocínio lógico, afirmam os especialistas. “É uma espécie de musculação mental”, diz Daniel Cleffi, fundador da escola MadCode.
Assinale a alternativa, cujos argumentos estão de acordo com o texto: 
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Ano: 2015 Banca: IBAM Órgão: Câmara de Santo André - SP
Q1198768 Português
‘Há resistência de admitir a violência específica contra a mulher’, diz pesquisadora
As redes sociais fervilharam assim que o tema da redação do Enem foi revelado na tarde de domingo, 25. Os estudantes tiveram que escrever um texto sobre “a persistência da violência contra a mulher no Brasil”, o que causou uma enxurrada de elogios à pertinência do texto, mas também inspirou críticas ao que seria uma “doutrinação”.
Para a antropóloga Michele Escoura, assessora da área de Educação para Jovens e Adultos (EJA) da Ação Educativa, a escolha do tema não deixa de ser um ato de militância. “Boa parte das reações contrárias, inclusive dos  adolescentes, é de desmerecimento da questão”, diz ela “Ainda existe muita resistência de admitir uma violência específica contra a mulher, uma violência específica de gênero”.
Pesquisadora das questões de gênero na USP e Unicamp, Michele pontua que essa não é uma pauta “de esquerda ou de direita”. “A reivindicação dos direitos das mulheres ultrapassa qualquer posicionamento político e econômico.”
(Paulo Saldana, trecho do Texto retirado no site: http://educacao.estadao.com.br/blogs/paulo-saldana/ ha-resistencia-de-admitir-a-violencia-especifica-contra-a-mulher-diz-pesquisdora/ 26 outubro de 2015)
Podemos inferir que o texto é:
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Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TRT - 9ª REGIÃO (PR)
Q1198196 Português
Uma espécie de angústia se espalha como praga nas relações pessoais e no uso dos espaços público e privado. Todos os torpedos, e-mails e chamadas no celular viraram prioridade, casos de vida ou morte. Interrompem-se conversas para olhar telinhas e telonas, desrespeitando interlocutores. Como este tipo de patologia tende a se diversificar, já há gente que conversa e olha o computador ao mesmo tempo. Especialistas em informática previram que, num futuro não muito distante, chips serão implantados no corpo. Estão atrasados. Corpos já pertencem a máquinas. A vida é controlada a distância e por outros. Enxurradas de fotos invadem o espaço virtual, a maioria delas sem o menor significado. Fico pensando no sorriso irônico ou, quem sabe, no horror, que o fotógrafo Cartier-Bresson esboçaria se esbarrasse nisso. Ele, que procurava a poesia nos pequenos gestos, no cotidiano que se desdobrava em surpresas, jamais empilharia a coleção de sorrisos forçados que caracteriza a obsessão pelos “cliques”. Vivemos a era das aparências. Com a multiplicação das imagens, vem a obrigação de “estar bem”. Afinal, quem vai querer se exibir nas redes sociais com uma ponta de melancolia? O mundo virtual exige estado de êxtase permanente. Uma persona que não passa de ilusão. Criatividade não quer dizer tristeza, claro, mas certamente precisa incorporá-la como tijolo construtor da nossa personalidade.
Considerado o contexto, é correto afirmar:
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Q1197989 Português
VIDAS AMEAÇADAS    "A possível relação dos casos de microcefalia no Nordeste com o vírus zika assusta os brasileiros - e com razão”       "Um surto de microcefalia notificado nos últimos dias em sete estados do Nordeste chocou os brasileiros. Caracterizada pela redução no tamanho do crânio dos bebês, a doença, que leva à deficiência motora, mental e, em alguns casos, à morte prematura, acometeu 399 crianças apenas neste ano. O número é 170% maior do que a média anual da afecção no país ou em qualquer lugar do planeta. A maioria dos diagnósticos ocorreu em Pernambuco, com 268 registros. O salto na incidência já seria espantoso por si só. Na semana passada, porém, o cenário ganhou contornos ainda mais alarmantes diante da possibilidade de o fenômeno estar associado ao zika, vírus transmitido pela picada do Aedes aegypti, o mesmo mosquito da dengue. Na última terça-feira, o Ministério da Saúde admitiu que o zika é 'a principal hipótese' para explicar o aumento da ocorrência de microcefalia e divulgou comunicado em que pede às mulheres que planejam engravidar que conversem com médicos de sua confiança 'até que se esclareçam as causas do crescimento da incidência dos casos na Região Nordeste'. O pedido da cautela não é exagerado. Diz o infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo: 'Sobram perguntas e faltam respostas para explicar essa situação”.       Sabe-se pouco sobre o zika. Identificado pela primeira vez em 1947 na Floresta de Zika, na África, esse agente viral nunca chegou a despertar muita atenção das autoridades sanitárias. À pouca preocupação sempre teve como justificativa as características do vírus. Os pacientes infectados costumam apresentar sintomas leves: febre baixa, dor de cabeça, manchas vermelhas pelo corpo e coceira. Calcula-se que 80% dos doentes são assintomáticos. Nunca antes o zika havia sido associado a casos de malformação cerebral. As fortes suspeitas de que ele possa ter sido o deflagrador da doença tiveram início a partir de exames que detectaram seu genoma no líquido amniótico, o fluído que envolve o feto durante a gestação, de duas mulheres da Paraíba, grávidas de fetos microcéfalos. Os mecanismos da possível relação entre o zika e a malformação cerebral ainda não foram decifrados. A principal hipótese é que, ao picara gestante, o mosquito transmita para o feto o vírus, que, em contato com o cérebro em formação, pode ser capaz de destruir as células neurais.       O zika é novíssimo no Brasil - foi rastreado no fim de abril. Por enquanto, está presente, sobretudo, no Nordeste. Os casos de contaminação deflagrados pelo Aedes aegypti costumam ter início nessa região porque o clima quente e úmido, aliado a condições precárias de saneamento básico, forma o habitat perfeito para o mosquito. Há registros de infecções leves pelo zika no Sudeste e no Sul, mas são raros os casos autóctones - aqueles que não vieram de fora, mas tiveram origem na própria cidade. No entanto, se ele seguir o mesmo caminho do vírus da dengue, agente que entrou no país também pelo Nordeste há pelo menos trinta anos, o risco de disseminação de infecções será brutal.”    (Fonte: Natalia Cuminale. Revista Veja. ed. 2453) 
Assinale a alternativa que apresenta informação ausente no texto:
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Ano: 2015 Banca: FCC Órgão: TRT - 9ª REGIÃO (PR)
Q1197982 Português
Questão de ênfase   A ênfase é um modo suspeito de expressão. Se há casos em que ela se torna indispensável, como nas tragédias ou na comicidade extrema, na maioria das vezes é um artifício do superficial que se deseja profundo, do lateral que aspira ao centro, do insignificante que se pretende substancial.  É a fala em voz gritada, o gargalhar sistemático, a cadeia de interjeições, a  produção de caretas, o insistente franzir do cenho, o repetitivo arquear de sobrancelhas, a pronúncia caprichosa de palavras e frases que se querem sentenciosas e inesquecíveis.  Na escrita, a ênfase acusa-se na profusão de exclamações, na sistemática caixa alta, nos grafismos espaçosos. Na expressão oral, a ênfase compromete a verdade de um sentimento já de si enfático: despeja risadas antecipando o final da própria piada, força o tom compungido antes de dar a má notícia e se marca no uso indiscriminado de termos como “com certeza” e “literalmente”, por exemplo: “Esse aluno está literalmente dando o sangue na prova de Física.” Com a ênfase, todos os gestos compõem uma dramaturgia descontrolada. A ênfase também parece desconfiar do alcance de nossa percepção usual, e nos acusa, se reclamamos do enfático. Este sempre acha que ficaremos encantados com a medida do seu exagero, e nos atribui insensibilidade se não o admiramos. Em suma: o enfático é um chato que se vê a si mesmo como um superlativo. Machado de Assis, por exemplo, não suportava gente que dissesse “Morro por doce de abóbora!”.  Por sua vez, o poeta Manuel Bandeira enaltecia a “paixão dos suicidas que se matam sem explicação”. Já o enfático vive exclamando o quão decisivo é ele ser muito mais vital do que todos os outros seres humanos.
No contexto, a frase a ênfase compromete a verdade de um sentimento já de si enfático deixa ver que
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Ano: 2015 Banca: Itame Órgão: Prefeitura de Padre Bernardo - GO
Q1197828 Português
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER A PRÓXIMA QUESTÃO      Papa pop: Francisco leva temas tabus para dentro da Igreja Católica e reforça sua atuação internacional    Desde que assumiu o posto de chefe daIgreja Católica, no início de 2013, o Papa Francisco chamou a atenção. Uma vez eleito, não quis usar a cruz de ouro nem o papamóvel e quebrou o protocolo diversas vezes. Para os que o admiram, ele trouxe uma liderança mais humana, humilde e próxima da população.    O que mais chama a atenção no Papa é que ele parece não ter medo de tocar em assuntos tradicionalmente polêmicos para a instituição. Seus comentáriosnesses quase dois anos de papado mostram um pontífice tolerante com os gays, casais divorciados e com a teoria do Big Bang, que não coloca em lados totalmente opostos ciência e religião e ainda insere na agenda declarações que buscam a humanização das relações entre os países que vivem em situação de conflito ou oposição, como é o caso de Israel e Palestina e EUA e Cuba.    Direto ao ponto: Ficha-resumo    Com esse perfil, Francisco tornou-se um Papa Pop -e polêmico. Estaria ele buscando um caminho para uma Igreja Católica mais acolhedora?Há quem concordecom esse ponto de vista. Uns acreditam que, embora as palavras doPapa Francisco valorizem o perdão ao próximo, na prática, não provocarão mudanças dogmáticas na religião.    A aceitação dos gays, a entrega da comunhão a pessoas divorciadas que se casaram de novo, aborto, o uso de preservativos, a ordenação de mulheres e o fim do celibato clerical, temas que já foram alvo dos comentários de Francisco, são marcos morais do Catolicismo e dificilmente sofrerão mudanças em breve.    Para outros, a preocupação nestes primeiros anos do pontificado deve ser com uma reforma estrutural e ética do Vaticano. Em 2012, a Cúria Romana, órgão administrativo da Santa Sé, foi alvo de denúncias de corrupção, nepotismo e abusos de poder, no escândalo conhecido como Vatileaks.    Fonte: http://vestibular.uol.com.br/    As opiniões do Papa Francisco sobre o divórcio têm gerado atritos na Cúria Romana. Identifique abaixo o posicionamento do Pontífice sobre casais que se separam:
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Ano: 2015 Banca: IBEG Órgão: Prefeitura de Teixeira de Freitas - BA
Q1197816 Português
Texto 2- Teixeira de Freitas: governo municipal garante dignidade e qualidade de vida com as creches do Proinfância
As creches que estão sendo construídas pelo governo municipal são esperadas há muito tempo pelas mães teixeirenses, que agora terão como trabalhar e desenvolver suas atividades, sem prejudicar o crescimento e desenvolvimento dos filhos. Para elas, o significado destas construções vai além: são sinônimo de segurança, comodidade e cuidado. Para o município, é uma prova da crescente representatividade local junto às  políticas estaduais e federais, fruto de diálogo firmado pela atual gestão municipal. As unidades de Teixeira de Freitas serão as primeiras, neste modelo, a serem entregues na Bahia.
“É um local onde eu vou deixar meus filhos e eles serão bem cuidados”, comentou a mãe Creuza Santos, 29 anos. Ela possui três filhos, com idades de 7,4 e 2 anos. Atualmente Creuza não trabalha. Ela afirmou que, quando ouviu falar que a creche seria construída, ficou feliz, não apenas por saber que teria um local equipado e preparado para receber as crianças, mas porque “vai ter quem cuide deles, acompanhe, porque hoje em dia é muito complicado encontrar alguém em quem você confie” explicou. Quando a unidade entrar em funcionamento, ela pretende voltar a trabalhar para melhorar sua qualidade de vida e da sua família.
Disponível em:<http://upb.org.br/noticias/teixeira-de-freitas-governo- municipal-garante dignidade-e-qualidade-de-vida-com-as-creches-do-proinfancia/>. Acesso em: 28 out. 2015, fragmento
De acordo com as informações do texto, pode-se dizer que
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Ano: 2015 Banca: IESES Órgão: CRM-SC
Q1196947 Português
TECNOLOGIA PARECE ALTERAR CARÁTER DE AMIZADES JUVENIS HILARY STOUT – THE NEW YORK TIMES 
Antigamente, as crianças conversavam fisicamente com seus amigos. Aquelas horas passadas no telefone da família ou na companhia de amigos do bairro desapareceram muito tempo atrás. Hoje, porém, até mesmo trocar _______ por celular ou e-mail está __________ . Para os adolescentes e pré-adolescentes atuais, a amizade parece se desenrolar cada vez mais por meio de minitextos, SMSs ou nos fóruns muito públicos de Facebook ou MySpace. 
Boa parte das preocupações com esse uso da tecnologia tem sido voltada, até agora, a suas implicações no desenvolvimento intelectual das crianças. Mas especialistas começam a estudar um fenômeno profundo: a possibilidade de a tecnologia estar mudando a própria natureza das amizades das crianças. 
“De modo geral, os temores suscitados pelo ciberbullying e o sexting (troca de mensagens com textos e imagens de teor sexual) têm ocupado o primeiro plano, deixando em segundo plano um olhar sobre coisas realmente nuançadas, como a maneira como a tecnologia está afetando o caráter de proximidade de amizade”, disse Jeffrey G. Parker, professor-associado de psicologia na Universidade do Alabama, que estuda as amizades infantis desde a década de 1980. “Estamos apenas começando a analisar essas modificações sutis.”
A dúvida é se todo esse envio de mensagens e a participação em redes sociais on line permite aos adolescentes e crianças ficar mais em contato com seus amigos e lhes dar mais apoio – ou se a qualidade de suas interações está sendo prejudicada pela ausência de intimidade e da troca emocional dadas pelo tempo passado fisicamente juntos. 
Ainda é muito cedo para saber a resposta. Escrevendo no periódico “The Future of Children”, Kaveri Subrahmanyam e Patricia M. Greenfield, psicólogos, [...] observaram: “Evidências qualitativas iniciais indicam que a facilidade das comunicações eletrônicas pode estar fazendo os ‘teens’ terem menos interesse em comunicação cara a cara com seus amigos. São necessárias mais pesquisas para avaliar até que ponto esse fenômeno está presente e quais seus efeitos sobre a qualidade emocional de um relacionamento”. 
Mas a questão é importante, acreditam estudiosos, porque as amizades infantis estreitas ajudam as crianças a ganhar confiança em pessoas de fora de seu círculo familiar e a deitar as bases para relacionamentos adultos saudáveis. “Não podemos deixar que os relacionamentos bons e estreitos desapareçam. Eles são essenciais para permitir que as crianças brinquem com suas emoções, expressem suas emoções – todas as funções de apoio que acompanham os relacionamentos adultos”, disse Parker. 
O que veem muitos profissionais que trabalham com crianças são intercâmbios mais superficiais e mais públicos que no passado. Um dos receios é que a criança e os adolescentes de hoje possam estar deixando de viver experiências que os ajudam a desenvolver empatia, compreender nuances emocionais e interpretar indicações como as expressões faciais e a linguagem corporal. Com as obsessões tecnológicas das crianças começando em idade cada vez mais precoce, é possível que seus cérebros acabem sofrendo modificações e que essas habilidades se enfraqueçam mais, pensam alguns pesquisadores. Mas outros estudiosos da amizade argumentam que a tecnologia está aproximando as crianças mais do que nunca. Elizabeth Hartley-Brewer, autora do livro “Making Friends: A Guide to Undestanding and Nurturing Your Child’s Friendships”, […] acredita que a tecnologia permite a adolescents e crianças ficar conectados com seus amigos 24 horas por dia [...]
[...] 
Para algumas crianças ou adolescentes, a tecnologia é um instrumento que facilita a vida social ativa. Hannah Kliot, 15 [...] diz que usa o SMS para fazer planos e para transmitir coisas que acha engraçadas ou interessantes. Mas também o usa para saber como estão suas amigas que podem estar chateadas com alguma coisa – e, nesses casos, procura conversar realmente com elas. 
“Mas acho que a nova forma de conversar com uma pessoa é o bate-papo por vídeo, no qual você realmente vê a outra pessoa”, disse. “Já dei telefonemas, mas telefonar é considerado antiquado."
(Folha de São Paulo, 10/5/2010.) 
As palavras que completam correta e respectivamente as lacunas do primeiro parágrafo do texto encontram-se na alternativa: 
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Ano: 2015 Banca: FUNEC Órgão: Prefeitura de Caeté - MG
Q1196547 Português
TEXTO III     Combate à Dengue     O Combate à Dengue é uma responsabilidade dos órgãos públicos e de toda população. O mosquito da dengue (aedes aegypti) se reproduz em qualquer lugar que houver condições propícias (água parada limpa ou pouco poluída). A conscientização da população e a tomada de medidas são de fundamental importância para a redução e, quem sabe, a erradicação desta doença do Brasil.     É possível evitar uma epidemia de dengue, mas todos devem colaborar.     Medidas de Combate à dengue, que podem eliminar os criadouros e evitar a reprodução e proliferação do aedes aegypti:       - Não deixar água parada em pneus fora de uso. O ideal é fazer furos nestes pneus para evitar o acúmulo de água;     - Não deixar água acumulada sobre a laje de sua residência;   - A vasilha que fica abaixo dos vasos de plantas não pode ter água parada. Deixar estas vasilhas sempre secas ou cobri-las com areia;   - Caixas de água devem ser limpas constantemente e mantidas sempre fechadas e bem vedadas. O mesmo vale para poços artesianos ou qualquer outro tipo de reservatório de água;   - Vasilhas que servem para animais (gatos, cachorros) beber água não devem ficar mais do que um dia com a água sem trocar;  - Não descartar lixo em terrenos baldios e manter a lata de lixo sempre bem fechada.   (Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/combate_dengue.htm >. Acesso em: 20 nov. 2015).    Segundo o TEXTO III, não se deve descartar lixo em terrenos baldios. Um terreno baldio é aquele:
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Ano: 2015 Banca: VUNESP Órgão: Câmara Municipal de Poá - SP
Q1196318 Português
Leia o texto para responder à questão
O vício da internet
Somos pessoas de hábitos e podemos nos viciar em muitas coisas. Assim como alguns são viciados em drogas, em jogos e no cigarro, outros são viciados em passar horas na internet.
As pessoas usam qualquer coisa em excesso para suprirem uma carência que têm na vida real. Assim nasce o vício, qualquer vício. E a internet não ficaria de fora.
Quem está viciado levanta-se várias vezes, à noite, para ver seus e-mails e mensagens de texto. O vício em tecnologia pode levar a problemas de relacionamento, principalmente quando o viciado se afasta da família. As pessoas ficam muito ansiosas longe de seu celular e de outros aparelhos e, quando percebem, já é tarde.
O mais assustador nesse vício é que há quem morra por permanecer longo tempo na frente do computador. Isso se deve ao fato de haver certas doenças que se desenvolvem pela permanência numa determinada posição; uma dessas doenças é a trombose venal profunda.
Outros problemas, de ordem psicológica, também são resultado desse vício. Há relacionamentos familiares prejudicados, pais e filhos que quase não dialogam, casais que se separam.
O difícil nisso tudo é ter o comando de nossa vontade. O que não é dosado vira vício. E aí começa a luta: largar um pouco para não largar tudo. Não podemos deixar de viver para estar em função do que é virtual.
A máquina mais perfeita, a que tem características próprias, que é única, é a “máquina humana”. Somos o computador mais completo e merecemos cuidados. Nosso tempo é contado. Portanto, a grande luta é buscar o equilíbrio.
(http://taisluso.blogspot.com.br. Acesso em 16.11.2015. Adaptado)

Conforme o texto, um fator determinante para as pessoas se viciarem é
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Ano: 2015 Banca: FUNEC Órgão: Prefeitura de Caeté - MG
Q1196170 Português
TEXTO III 
Combate à Dengue 
O Combate à Dengue é uma responsabilidade dos órgãos públicos e de toda população. O mosquito da dengue (aedes aegypti) se reproduz em qualquer lugar que houver condições propícias (água parada limpa ou pouco poluída). A conscientização da população e a tomada de medidas são de fundamental importância para a redução e, quem sabe, a erradicação desta doença do Brasil. 
É possível evitar uma epidemia de dengue, mas todos devem colaborar. 
Medidas de Combate à dengue, que podem eliminar os criadouros e evitar a reprodução e proliferação do aedes aegypti: 

- Não deixar água parada em pneus fora de uso. O ideal é fazer furos nestes pneus para evitar o acúmulo de água; 
- Não deixar água acumulada sobre a laje de sua residência;  - A vasilha que fica abaixo dos vasos de plantas não pode ter água parada. Deixar estas vasilhas sempre secas ou cobri-las com areia;  - Caixas de água devem ser limpas constantemente e mantidas sempre fechadas e bem vedadas. O mesmo vale para poços artesianos ou qualquer outro tipo de reservatório de água;  - Vasilhas que servem para animais (gatos, cachorros) beber água não devem ficar mais do que um dia com a água sem trocar; - Não descartar lixo em terrenos baldios e manter a lata de lixo sempre bem fechada.  (Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/combate_dengue.htm >. Acesso em: 20 nov. 2015).
É objetivo principal do TEXTO III:
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Ano: 2015 Banca: CETAP Órgão: Prefeitura de Itaituba - PA
Q1195397 Português
O beijo da polêmica
As consagradas atrizes Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, ambas com 85 anos, protagonizaram, em março de 2015, uma das mais polêmicas cenas da teledramaturgia brasileira dos últimos tempos. Já no primeiro capítulo de Babilônia, novela das nove da rede Globo, as personagens interpretadas por elas trocaram um longo e afetuoso beijo. As duas mulheres formam um casal homossexual na trama.
O beijo gay foi aplaudido por boa parte da população, que vê na cena uma oportunidade de discutir o assunto e tentar diminuir o preconceito, mas causou furor entre a camada mais conservadora da sociedade. Um dos ataques mais fortes partiu do pastor evangélico Silas Malafaia, conhecido por suas ácidas críticas aos homossexuais.
Em manifesto contra a Rede Globo, o religioso declarou que a emissora "é a maior patrocinadora da imoralidade e do homossexualismo no Brasil" e que tem "contribuído para a destruição de valores morais fundamentais" A raivosa manifestação de Malafaia foi acompanhada também por uma nota de repúdio da Frente Parlamentar Evangélica, formada por 88 parlamentares e senadores.
A polêmica sobre o beijo gay no folhetim global veio na esteira de uma iniciativa conservadora conduzida pelo presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha (PMDBRJ). Em fevereiro de 2015, ele autorizou a criação de uma evangélica que pode representar um duro golpe contra os direitos de casais homoafetivos. Denominado Estatuto da Família, o projeto define como familia a união de homem e mulher- o que, na prática, pode inviabilizar a adoção de crianças por casais formados por pessoas do mesmo Sexo. Ao mesmo tempo, dificulta uma das promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff - a criminalização da homofobia - torne-se realidade.  (GE Português 2016, pg.14) ·
O termo "ambas", no primeiro parágrafo, não faz referência.
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Ano: 2015 Banca: CEPUERJ Órgão: Prefeitura de Queimados - RJ
Q1195041 Português
Metamorfose
 Luis Fernando Veríssimo
Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e descobriu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Acionou suas antenas e não tinha mais antenas. Quis emitir um pequeno som de surpresa e, sem querer, deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu primeiro pensamento humano foi: que vergonha, estou nua! O seu segundo pensamento humano foi: que horror! Preciso me livrar dessas baratas.
Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente, ela seguia o seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto da cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa, caminhando junto à parede, porque os hábitos morrem devagar. Encontrou um quarto, um armário, roupas de baixo, um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquilou-se. Todas as baratas são iguais, mas uma mulher precisa realçar a sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia? Tinha educação? Referências? Conseguiu, a muito custo, um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas; era uma boa faxineira.
Difícil era ser gente. As baratas comem o que encontram pela frente. Vandirene precisava comprar sua comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Se conhecem, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. 
(...)
Vandirene teve filhos. Lutou muito. Filas do INPS¹. Creches. Pouco leite. O marido desempregado. Finalmente, acertou na esportiva. Quase quatro milhões. Entre as baratas, ter ou não ter quatro milhões não faria diferença. A barata continuaria a ter o mesmo aspecto e a andar com o mesmo grupo. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Trocou de bairro. Comprou casa. Passou a se vestir bem, a comer e dar de comer de tudo, a cuidar onde colocava o pronome. Subiu de classe. (Entre as baratas, não existe o conceito de classe.) Contratou babás e entrou na PUC. Começou a ler tudo o que podia. Sua maior preocupação era a morte. Ela ia morrer. Os filhos iam morrer. O marido ia morrer – não que ele fizesse falta. O mundo inteiro, um dia, ia desaparecer. O sol. O universo. Tudo. Se espaço é o que existe entre a matéria, o que é que fica quando não há mais matéria? Como se chama a ausência do vazio? E o que será de mim quando não houver mais nem o nada? A angústia é desconhecida entre as baratas.
Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado de novo numa barata. Seu penúltimo pensamento humano foi: meu Deus, a casa foi dedetizada há dois dias! Seu último pensamento humano foi para o seu dinheiro rendendo na financeira e que safado do marido, seu herdeiro legal, ficaria com tudo. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu em cinco minutos, mas foram os cinco minutos mais felizes da sua vida. Kafka não significa nada para as baratas. Hoje conhecido pela sigla INSS¹.
A estrutura de um texto pode variar de diferentes formas. Sobre o texto em questão, é correto dizer que:
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Ano: 2015 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: Prefeitura de Natal - RN
Q1194519 Português
Língua Portuguesa: alteridade e Ética      
Por Rodrigo Franklin Sousa     A leitura, do ponto de vista do professor, deve ser concebida como espaço de formação e constituição da identidade do sujeito. Isso quer dizer que trabalhar com o texto de língua portuguesa, e trabalhar com o reconhecimento de gêneros discursivos, é trabalhar com a linguagem em seu sentido mais amplo e pleno. Primordial é a noção de que a linguagem em uso não pode nem deve ser considerada como simples “acidente” ou apreensão localizada de um sistema abstrato, mas como lugar de interação social e construção de relações, de valores e de significados. Enfim, como lugar de construção de identidade e crescimento humanos.      Uma das formas pela qual o texto promove essa construção e esse crescimento é por meio das interações que fomenta. Engajar-se com um texto, qualquer que seja ele, é interagir de uma forma ou de outra com outros sujeitos, em contextos sociais e históricos reais. Essas interações podem ser abordadas e visualizadas por múltiplos ângulos. Um deles é o da interlocução entre um sujeito e um outro.     Trata-se de visualizar mais do que simplesmente a “intenção do autor” como um elemento passivo a ser “encontrado” pelas marcas deixadas no texto; trata-se de ficar face a face com um outro, com um ente que o leitor imagina, com o qual tenta engajar-se e ao qual tenta responder.      A relação de alteridade é o eixo fundamental da linguagem. O diálogo com o texto é um diálogo com o outro. Ainda que, no caso do texto escrito, esse outro seja uma reconstrução do leitor, essa própria reconstrução já é um exercício. Um exercício, aliás, que desenvolverá habilidades indispensáveis, já que buscar entender o outro é não apenas uma forma de forjarmos nossa própria identidade como também algo que traz consequências concretas e reais para nossas vidas.       No formidável livro A Conquista da América, Tzvetan Todorov explora o que ele chama de o discurso da diferença. Em seu estudo, Todorov demonstra como muito das tragédias que marcaram os anos iniciais do descobrimento, e cujas marcas se fazem sentir até hoje, foi fruto de leituras erradas que tanto espanhóis quanto os ameríndios fizeram uns dos outros. Assim, consideramos que desenvolver habilidades de entendimento do outro é fundamental para a formação de atores sociais responsáveis. Em alguns casos, como no estudado por Todorov, pode ser o caminho para que se evitem tragédias de proporções inimagináveis.      Entendida como um exercício de contato com o outro, a leitura pode ser vista como uma atividade que afeta nossos relacionamentos imediatos, o nosso país, ou o planeta. A leitura de mensagens pessoais ou de um memorando no trabalho requer a detecção de subtextos, ironias, sinalizações de conflitos. A boa leitura de matérias jornalísticas ou de programas e propostas de governo requer que detectemos tendências ideológicas, parcialidade nas informações e boa ou má vontade na apresentação dos fatos.      Habilidades de leitura também podem ser aplicadas aos mais diversos tipos de texto. Mesmo com suas especificidades, todos envolvem tipos semelhantes de questionamentos, de pressuposições de sentimentos e de raciocínios. Desenvolver boas habilidades de leitura é algo que impacta nossa vida em todas as suas dimensões.       Aprender a ler bem (e, consequentemente, ensinar a ler bem) vai muito além de cumprir um currículo acadêmico, ou de reproduzir um discurso vazio que não terá qualquer impacto real. Aprender e ensinar a ler são atividades éticas no sentido mais profundo do termo.      Ao trazer o termo “ética” para a reflexão sobre o ensino de língua portuguesa e para o trabalho com textos e gêneros discursivos, não quero de maneira nenhuma remeter a um discurso vazio, ou a uma série de regras que dizem respeito a como ser “bonzinhos”. Pensar sobre ética é refletir sobre como viver melhor. A reflexão ética busca soluções sobre como podemos ter uma vida com mais qualidade, uma vida mais plena e com realização humana real.      Não podemos esquecer que todas as questões éticas, embora digam respeito a nossa responsabilidade pessoal como indivíduos, afetam nós mesmos e os nossos relacionamentos. As questões éticas sempre são interpessoais. Sempre envolvem um indivíduo e um outro. Sempre envolvem um indivíduo e a sociedade que o cerca. Sendo assim, por definição, elas também sempre envolvem a interação desses indivíduos entre si e com a sociedade que os cerca. O que eu penso, falo e escrevo afeta a vida dos outros. O que os outros pensam, falam e escrevem necessariamente afeta também a minha vida.       Trabalhar a leitura é capacitar para a interação com o outro, para a vivência na sociedade.      É ensinar a viver.      SOUSA, Rodrigo Franklin. Língua Portuguesa: alteridade e Ética. Revista Conhecimento Prático Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Escala, Ed. 52, mar./abr./2015, p. 33-35. [Excerto adaptado]     No excerto: “[...] a leitura pode ser vista como uma atividade que afeta nossos relacionamentos imediatos, o nosso país, ou o planeta”, o uso da locução verbal expressa
Alternativas
Ano: 2015 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Ibiraçu - ES
Q1194398 Português
Exigências da vida moderna
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve‐se tomar ao menos dois litros de água. E uriná‐los, o que consome o dobro do tempo. Todos os dias deve‐se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão). Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem. O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve‐se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia...
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax. Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito. As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve‐se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo! Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo – e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo! Por exemplo, tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos junto com os seus pais. Beba o vinho, coma a maçã e a banana junto com a sua mulher... na sua cama.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal... Tchau!
Viva a vida com bom humor!!!
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. Exigências da vida moderna. Disponível em http://pensador.uol.com.br/frase/MzI3NDUz/ Acesso em: 01/11/2015. Adaptado.)
No texto, o cronista ironiza o fato de nos tornarmos “reféns” do relógio, do tempo e também por nos deixarmos influenciar por modismos e regras que não contribuem para a melhoria da nossa qualidade de vida. A fim de atribuir humor ao tema abordado no texto, o autor lança mão de ideias hiperbólicas. Das alternativas a seguir, assinale a que NÃO apresenta ideia(s) hiperbólica(s).
Alternativas
Ano: 2015 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Cantagalo - RJ
Q1188295 Português
Como é difícil ser honesto1
Ludmila Amaral ([email protected])
No Brasil, tudo é complicado e burocrático até para quem quer fazer as coisas com retidão e de maneira correta. Um caso emblemático foi a criação, pelo governo, do sistema Simples Doméstico ou e Social, regime unificado de recolhimento de encargos trabalhistas e tributos, que de simples não tem nada. O prazo para o preenchimento do cadastro de empregados domésticos era até a última sextafeira 6, mas foi prorrogado devido à enorme quantidade de problemas gerados aos empregadores, interessados em regularizar a situação de seus funcionários. 
O sistema encrencou desde o primeiro dia. O sujeito poderia fazer tudo direito: vencer as 15 etapas estabelecidas pelo governo, preencher as lacunas que pediam que fossem atribuídos números a siglas como CPF, CEP, NIT, GRF, DIRF, DAE, PIS, e FGTS, mas, quando recebia uma senha, na maioria das vezes, ela não funcionava. Por mais inacreditável que pudesse parecer, o sistema não estava reconhecendo o número que ele próprio havia criado. Com isso, uma mensagem desanimadora saltava à tela: “Não foi possível efetuar a operação. Por favor, tente de novo mais tarde. Anote o número do ticket, ele será solicitado pela Central de Atendimento.” 
Os defeitos aumentaram com a liberação do Documento de Arrecadação eSocial no domingo 1º. Ao longo da semana, o cadastro chegou a ficar fora do ar por inúmeras vezes. O desespero de quem tentava agir em conformidade com a lei foi crescendo à medida que o prazo ia chegando ao fim. As redes sociais viraram palco de uma série de reclamações sobre a instabilidade do sistema. Na quarta-feira 4, apenas 22% dos empregadores haviam conseguido concluir o procedimento. 
Os sucessivos erros envolvendo o eSocial levou assessores presidenciais a reconhecerem que o governo, mais uma vez, criou uma agenda negativa para si. A Presidente Dilma Rousseff reclamou com sua equipe que a Fazenda demorou a admitir que as falhas estavam prejudicando os contribuintes. Em meio à confusão generalizada, não restou outra alternativa ao governo senão estender o prazo. Agora, os empregadores têm até o dia 30 de novembro para pagar as guias do Simples Doméstico. 
Adaptado de: http://www.relacoesdotrabalho.com.br/profiles/blogs/n a-isto-e-como-e-dificil-ser-honesto, acesso em 04 de dezembro de 2015.
A mensagem que fica a partir do texto acima é que:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: CONPASS Órgão: Prefeitura de Floresta - PE
Q1187830 Português
A humanidade desce à terra
Antigamente, todos os homens viviam no céu. Alguns ainda estão lá, são as estrelas.
No tempo da vida celeste, um velho, numa caçada, viu um tatu e o perseguiu. O tatu enfiou-se terra adentro e o homem cavava cada vez mais fundo para apanhá-lo.
Cavou o dia todo sem conseguir pegar o tatu.
Voltou para casa, mas no dia seguinte recomeçou a cavar.
Dizia à mulher:
- Quero pegar o tatu!
Cavou durante oito dias e estava quase apanhando o tatu quando o animal caiu num buraco.
O velho o viu descer como um avião, cair num campo e correr em direção à floresta. Ele alargou o buraco para poder olhar para baixo, mas o vento estava tão violento que o levou de volta à superfície.
O vento continuava a soprar pelo buraco, aumentando cada vez mais a abertura.
Quando o velho voltou à aldeia, os outros lhe perguntaram:
- Onde está o tatu?
- Caiu numa terra debaixo da nossa, uma terra com belos campos, que não é como a nossa, é coberta de florestas. Mas o vento soprou e me trouxe de volta para cá.
A história foi discutida no ngobe, a casa dos homens. Os homens mandaram um meokre, que é um menino de 13 a 14 anos, buscar o velho para que ele contasse o que lhe acontecera.
Toda a assembleia resolve ir ver o buraco. O vento o alargara e dava para ver os belos campos. Tomados pelo desejo de descer, os homens juntaram todas as cordas e fios de algodão que possuíam. Fizeram uma corda única que experimentaram no outro dia, mas ainda era muito curta, só chegava à metade do caminho.
Com outras pontas de fios, os homens encompridaram a corda até que ela alcançasse a terra. Um kuben-kra (que quer dizer, o filho de um homem) quis ser o primeiro a descer.
Amarraram-no bem e o fizeram escorregar. O vento o empurrava de um lado para o outro.
Enfim, ele chegou aos campos, achou-os belíssimos e subiu de volta. No céu, ele disse:
- Os campos lá embaixo são lindíssimos, vamos viver lá!
Fizeram-no descer mais uma vez e ele amarrou a extremidade inferior da corda numa árvore.
Então, homens, mulheres e crianças escorregaram ao longo da corda. Pareciam formigas descendo por um tronco.
Muitos não tiveram coragem de descer, preferindo ficar no céu. E cortaram a corda para impedir mais uma descida.
(MINDLIN, Betty. O Primeiro Homem e Outros Mitos dos Índios Brasileiros. São Paulo: Cosac & Naify, 2001)
Das afirmações seguintes:
I. Os fatos narrados no texto se passam num tempo muito antigo, quando os homens ainda não habitavam na terra.
II. É possível afirmar que no texto há mais de cinco personagens.
III. O sentimento predominante entre as pessoas da aldeia é o de medo perante o surgimento do buraco.
Alternativas
Ano: 2015 Banca: NC-UFPR Órgão: COPEL
Q1185576 Português

Caetano e o ‘mal’ uso da crase


    Na terça-feira, Caetano Veloso postou nas redes sociais um vídeo no qual corrige uma frase escrita pelo pessoal que trabalha com ele.

    O trecho era este: “Homenagem à Bituca”. Bituca é o apelido do grande Milton Nascimento. No vídeo, Caetano não se limita a dizer que o “a” não deve receber o acento grave (ou acento indicador de crase). O Mestre dá a explicação completa (e perfeita) da questão.

   Aproveito o “barulho” que o caso gerou para trocar duas palavras sobre o tema com o caro leitor. Comecemos pela palavra “crase”, que não vem ao mundo como o nome do acento. De origem grega, “crase” significa “fusão, mistura”. Ao pé da letra, pode-se dizer que Coca-Cola com rum ou leite com groselha são casos de crase, já que são fusões.

     Em gramática, crase vem a ser a fusão de duas vogais iguais, o que ocorre, por exemplo, na evolução de muitas palavras do latim para o português. Quer um exemplo? O verbo “ler”. Sim, o verbo “ler”. Na evolução do latim para o português, saímos de “legere” e chegamos a “ler”, mas antes passamos por “leer” (que, por sinal, foi a forma que se fixou no espanhol, outra língua neolatina). Na evolução de “leer” para “ler”, as duas vogais se fundiram numa só, o que caracteriza a crase.

   Como se vê, pode-se dizer que ocorreu crase na evolução de “legere” para “ler”. Esse caso de crase não é marcado com o acento grave.

   Hoje em dia, quando se fala de crase, pensa-se basicamente na fusão da preposição “a” com um segundo “a”, que quase sempre é artigo definido feminino (atenção: “quase sempre” não equivale a “sempre”). Quando se escreve algo como “Você já foi à Bahia?”, por exemplo, emprega-se o acento grave para indicar a crase que de fato ocorre: a preposição “a”, regida pelo verbo “ir” (ir A algum lugar), funde-se com o artigo feminino “a”, exigido por “Bahia” (“Gosto muito dA Bahia”; “Ele mora nA Bahia”).

    No caso da construção corrigida por Caetano (“Homenagem à Bituca”), é óbvio que o acento indicador de crase é mais do que inadequado, já que no trecho só existe um “a”, a preposição “a”, regida pelo substantivo “homenagem”; por ser substantivo masculino, “Bituca” obviamente rejeita o artigo feminino.

    Os erros no emprego do acento grave são muitos e frequentes. Quer uma bela lista? Lá vai: “traje à rigor”, “Viajou à convite de...”, “carro à álcool/gás”, “Vender à prazo”, “à 100 metros”, “Vem à público”, “ir à pé”, “sal à gosto”, “Vale à pena ir lá”, “Parabéns à você”, “Atendimento à clientes” etc., etc., etc.

    Alguns gênios sugerem pura e simplesmente a eliminação do acento grave. Lamento informar que a língua portuguesa escrita não sobrevive sem esse acento. [...]

    Em tempo: como nada é tão ruim que não possa piorar, alguém postou no YouTube o depoimento de Caetano com este título: “Caetano Veloso grava vídeo repreendendo sua própria equipe de internet por mal uso da crase”. “Mal uso”? Não seria “mau uso”? Elaiá! É isso. 

(Pasquale Cipro Neto, publicado em <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2015/06/1647510-caetano-e-o-mal-uso-da-crase.shtml>.


Com base no texto acima, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2015 Banca: FASTEF Órgão: Prefeitura de Monte Alegre - RN
Q1182416 Português
Histórias do Marajó       Todo mundo tem certa curiosidade de conhecer o Marajó ou, pelo menos, de saber mais sobre essa imensa ilha localizada na costa do Pará, famosa pela criação de búfalos e sua cultura ancestral. Os povos antigos que ali habitaram nos deixaram a cerâmica mais bela que se conhece no Brasil e muito admirada em todo o mundo. Mas hoje vou escrever sobre outro tesouro marajoara: o Museu do Marajó, já ouviu falar?       Foi um padre italiano, Giovanni Gallo, quem teve a iniciativa de montá-lo. Quando foi inaugurado, em 1987, na cidade de Cachoeira do Arari, o museu trouxe muita esperança de que se tornaria um polo de atração para os turistas. As palavras do padre Gallo já diziam: “A nossa preocupação não é recolher objetos, mas sim cultura”. É isso mesmo que pode ser visto nas centenas de peças interativas, que nos ajudam a pensar o modo de vida do caboclo marajoara e suas múltiplas adaptações a esse ambiente. [...] Disponível em: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/historias-do-marajo/. Acesso em: 04 set. 2015. O texto traz, sobretudo, informações a respeito do(a)
Alternativas
Ano: 2015 Banca: CONSULPLAN Órgão: Câmara de Olinda - PE
Q1182046 Português
Gente
De repente, escolhemos a vida de alguém. Era essa que a gente queria. Naquela casa grande e branca, na rua quieta, na cidade pequena. Sim, estamos trocando tudo. Era ela que a gente queria ser, aquela serenidade atrás dos olhos claros, aquela bondade que se estende aos bichos e às coisas, tão simplesmente. E aquela mansa alegria de viver, aquele risonho voto de confiança na vida, aquela promissória em branco contra o futuro, descontada cada dia, miudamente, a plantar flores, a brunir a casa a aconchegar os bichos.
Era naquele porto que a gente gostaria de colher as velas, trocar a ansiedade, a inquietação, a angústia latente e sem remédio, o medo múltiplo e cósmico, todas as interrogações, por aquela paz. Acordar de manhã, depois de dormir de noite, achando que vale a pena, que paga, que compensa botar dois pés entusiasmados no chão. Abrir as bandeiras das venezianas para que o sol entre, com gesto de quem abre o coração. Qual é o hormônio, e destilado por que glândula, que dá a uma mulher o gosto de engomar, tão alvamente, a sua toalha bordada para a bandeja do café? Há uma batalha bem ganha, cotidianamente renovada, contra o pó e a traça e a ferrugem, que tudo consomem. Dentro dos muros da sua cidadela, as flores viçam, a poeira foge, nada vence o alvo imaculado das cortinas, os cães vadios acham lar e dono. E é esse um modo singelo mais difícil de ter fé. Cada bibelô tem uma história, diante de cada retrato há um vaso de flor, para cada bicho há um gesto de carinho.
“Mulher virtuosa, quem a achará? Porque o seu valor excede ao de muitos rubis” – cansei eu de ouvir, na escola dominical e olho em torno a indagar quantos e que orientais rubis pagarão aquele miúdo, enternecido carinho, que pôs flores nos vasos e cera no chão e transparência nos vidros e ouro líquido no chá. Oh, a perdida paz fazendeira deste chá no meio da tarde, que as mulheres do meu tempo já não sabem o que seja, misturado a este morno cheiro de bolo e torradas que vem da cozinha! Somos uma geração que come de pé, que trocou os doces ritos que cercavam o nobre ato de alimentar‐se, por uma apressada ingestão de calorias. Já não comemos, abastecemo‐nos como um veículo, como um automóvel encostado à sua bomba. Trocamos as velhas salas de jantar por mesas de abas, que se improvisam, às pressas, de um consolo exíguo encostado a uma parede. E o que sabe de um lar uma criança que não foi chamada, na doçura da tarde, do fundo de um quintal, para interromper as correrias, lavar mal‐e‐mal as mãos e vir sentar‐se à mesa posta para o lanche, com mansas senhoras gordas que vieram visitar a mamãe? É a hora dos quitutes, das ingênuas vaidades doceiras, da exibição das velhas receitas, copiadas em letra bonita de um caderno ornado de cromos.
Somos uma geração que perdeu o privilégio de não fazer nada, aquele doce não‐fazer‐nada que é a mansa hora do repouso, o embalo da rede na frescura de uma varanda, a quietude ensolarada de um pomar em que o sono da tarde nos pegou de repente, a hora de armar brinquedos para as crianças, das visitas que chegam sem se fazer anunciar, pois na certa estaremos em casa para uma conversa despreocupada e sem objetivo. Somos uma geração de mulheres que saem demais de casa, para não se saber onde, fazendo fila para comprar, tomar condução ou assistir a um cinema. Perdemos o abençoado tempo de perder tempo, de não fazer nada, a única hora em que a gente se sente viver. O mais é canseira e aflição de espírito. 
E foi tudo isso que reencontrei, de repente, na casa grande e branca da rua quieta.
(LESSA, Elsie. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org). “As cem melhores crônicas brasileiras”. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 157‐158.)
Entende‐se, a partir do texto, que “mulheres virtuosas” são mulheres
Alternativas
Respostas
30921: E
30922: C
30923: A
30924: D
30925: B
30926: A
30927: A
30928: A
30929: C
30930: E
30931: C
30932: E
30933: C
30934: A
30935: C
30936: B
30937: D
30938: C
30939: B
30940: C