Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 36.601 questões

Ano: 2016 Banca: FUMARC Órgão: Câmara de Conceição do Mato Dentro
Q1238385 Português
O fato que motivou a confusão na loja de eletrodomésticos foi 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUMARC Órgão: Câmara de Conceição do Mato Dentro
Q1238269 Português
Na delegacia, Aurélio alegou querer receber o que estava escrito no cartaz, que era levar
Alternativas
Ano: 2016 Banca: AOCP Órgão: Prefeitura de Juazeiro - BA
Q1237606 Português

Até onde vai nossa capacidade de memória?


    Ao contrário de smartphones, tablets e pen drives, o cérebro humano parece ter uma capacidade infinita. Ainda assim, muitos de nós temos dificuldade de decorarmos um simples nome, aniversário ou número de telefone.

    Neurocientistas há tempos vêm tentando medir o quanto cabe na memória humana, mas a tarefa se torna quase impossível quando sabemos de casos de pessoas extremamente dedicadas que realizam feitos incríveis com seus cérebros.

    Um deles é o chinês Chao Lu, que, em 2005, quando era um estudante universitário de 24 anos, recitou corretamente os 67.980 dígitos do número Pi (π), durante um período de 24 horas, sem intervalos.

    Outros gênios realizaram façanhas até mais incríveis, lembrando-se até dos complexos detalhes de uma imagem, por exemplo.

    Em casos raríssimos, uma lesão pode também ocasionar a chamada síndrome da sabedoria adquirida. Foi o que aconteceu com o americano Orlando Serrel, que, aos 10 anos, foi atingido por uma bola de beisebol no lado esquerdo da cabeça. De uma hora para outra, ele começou a mostrar ser capaz de se lembrar de inúmeras placas de registro de veículos ou ainda fazer cálculos sobre datas de décadas anteriores.

    E será que as pessoas dotadas de uma supermemória têm, portanto, cérebros excepcionais?

    Não necessariamente. Nelson Dellis, atual campeão do Torneio de Memória dos Estados Unidos, conta que o feito foi resultado de muita prática. “Eu era bem esquecido, mas depois de algumas semanas treinando, me vi fazendo algo que parecia quase impossível. Todos nós temos essa capacidade”, afirma Dellis.

   Assim como outros campeões, ele utiliza estratégias já testadas e aprovadas para memorizar itens rapidamente. Um dos truques mais usados é a construção de um “palácio da memória”. A técnica consiste em visualizar um lugar que ele conhece bem, como, por exemplo, a casa onde morou na infância.

   Dellis então “traduz” os itens que precisa memorizar em imagens que são colocadas nos móveis e cantos da casa. “Você navega mentalmente por aquele espaço e seleciona aquelas imagens que você deixou ali, ‘traduzindoas’ novamente para aquilo que você memorizou”, explica.

   Pessoas como o chinês Chao, que recitam algarismos em sequência, recorrem a outra tática comum: converter pequenas séries de números em palavras que são unidas por uma história.

   O sucesso dessas estratégias indica que praticamente qualquer pessoa pode se tornar um ás da memória, bastando apenas muita dedicação. [...]

(Adam Hadhazy, 8 de abril de 2015. Texto retirado de BBC Future. Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/04/150408_vert_fut_capacidade_cerebro_ml - adaptado)


Em “Assim como outros campeões, ele utiliza estratégias já testadas”, o pronome “ele”, em destaque, refere-se

Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Ribeirão do Pinhal - PR
Q1236900 Português
Leia a estrofe abaixo, extraída do poema Senhora Dona Bahia, de Gregório de Matos, para responder às questões 4 a 6.
“Esta mãe universal, esta célebre Bahia, que a seus peitos toma, e cria, os que enjeita Portugal”.
Em relação à interpretação desse trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAFIPA Órgão: Prefeitura de Andirá - PR
Q1235235 Português
Texto 3 Canção do exílio    Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista, os sargentos do exército são monistas, cubistas, os filósofos são polacos vendendo a prestações. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade!
MENDES, Murilo. Poemas. In: -. Poesias (1925 – 1955). Rio de Janeiro, J. Olympio, 1959. p. 5.
Pode-se depreender do texto as seguintes proposições, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAFIPA Órgão: Prefeitura de Ibaiti - PR
Q1234262 Português
"Os Dez Mandamentos" estreia com lugares vagos em sessões esgotadas
"Os Dez Mandamentos – O Filme" chegou nesta quinta-feira (28 de janeiro) aos cinemas com mais de 3 milhões de ingressos vendidos com antecedência em todo o país. Em São Paulo, porém, algumas salas que já estavam com as entradas esgotadas não lotaram.
O Cinemark do shopping Boulevard Tatuapé, na zona leste de São Paulo, computava quatro sessões esgotadas: 12h45, 15h30, 17h15 e 18h15. O local é um dos preferidos pelo público que mora na região e também um dos mais próximos ao Templo de Salomão, que pertence à Igreja Universal do Reino de Deus.
O movimento por ali, no entanto, passou longe da lotação. A cinco minutos da primeira sessão, às11h45, a reportagem do UOL contou apenas 75 pessoas ocupando a sala 2, com capacidade para receber um público de 230. Mesmo depois de iniciado o filme, não entrou público suficiente para encher asala. Na bilheteria, no entanto, restava apenas um ingresso para compra.
O mesmo fenômeno aconteceu 1h depois, nasessão das 12h45, cujos ingressos estavam esgotados desde o início da pré-venda. Na sala 3, a maior disponível no local, com 353 lugares, um público de cerca de 130 pessoas preenchia as poltronas.
Já no Espaço Itaú, no shopping Frei Caneca, também em São Paulo, o movimento foi abaixo do esperado. No início da pré-venda, há quatro semanas, todos os horários do cinema estavam esgotados no site Ingresso.com. Nesta quinta-feira, as sessões voltaram à venda tanto no site e na bilheteria do cinema. Até as 14h10, de quatro sessões do filme, nenhuma delas estava lotada: na primeira havia 74 pessoas e nas seguintes, 137, 158 e 156 ingressos vendidos.
Em comunicado ao UOL, a Paris Filmes, responsável pela distribuição nacional do longa, informou que as sessões com ingressos esgotados, mas sem a capacidade total do público preenchida "é fruto das ações de filantropia que foram promovidas por parceiros do filme". No informativo, a empresa diz ainda que a reportagem do UOL "leva em consideração uma visão limitada do cenário da estreia", e enviou imagens de sessões supostamente cheias em outros horários e locais.
Disponível em: http://cinema.uol.com.br/noticias
A reportagem "Os Dez Mandamentos" estreia com lugares vagos em sessões esgotadas foi realizada por qual canal de comunicação?
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IFB Órgão: IFB
Q1234253 Português
FIM DE PAPO
Na milésima segunda noite,
Sherazade degolou o sultão.
(SECCHIN, Antônio Carlos. Fim de papo. In: FREIRE, Marcelino (Org.). Os cem menores contos brasileiros do século. São Paulo: Ateliê Editorial, 2004.) 
Considerando os sentidos evocados no texto, pode-se afirmar que na expressão “Fim de papo” a palavra “papo”: 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Sabará - MG
Q1232832 Português
Estradas para a perdição?
Numa época em que quase todo mundo carrega um GPS facílimo de operar no bolso ou na bolsa, imagens de satélite nunca foram tão banais. Dois toques na tela do celular são suficientes para que o sujeito consiga examinar uma representação mais ou menos realista e atualizada da Terra vista do espaço.
Mesmo assim, uma forma inovadora de enxergar o nosso planeta, bolada por uma equipe internacional de cientistas, é capaz de deixar surpreso – e cabreiro – quem ainda tem um pouco de imaginação. O trabalho revela um globo retalhado por estradas, um “bolo planetário” cortado em 600 mil pedacinhos.
Note, aliás, que essa estimativa do número de fatias separadas pela ação humana provavelmente é conservadora – ainda faltam dados a respeito de certas áreas, o que significa que o impacto global das estradas deve ser ainda maior. De qualquer jeito, se você achava que a Terra ainda está repleta de vastas áreas intocadas pela nossa espécie, pense de novo.
A pesquisa, que acaba de sair na revista “Science”, indica que mais da metade dos pedaços de chão não atravessados por estradas têm área de menos de 1 km², e 80% desses trechos medem menos de 5 km² de área. Grandes áreas contínuas (com mais de 100 km²), sem brechas abertas especificamente para o tráfego humano, são apenas 7% do total.
E daí? Decerto uma estradinha passando nas vizinhas não faz tão mal assim, faz? Muito pelo contrário, indica a literatura científica avaliada pela equipe do estudo, que inclui a brasileira Mariana Vale, do Departamento de Ecologia da UFRJ. Para calcular as fatias em que o planeta foi picado, Mariana e seus colegas utilizaram como critério uma distância de pelo menos 1 km da estrada mais próxima – isso porque distâncias iguais ou inferiores a 1 km estão ligadas a uma série de efeitos negativos das estradas sobre os ambientes naturais que cortam.
Estradas são, é claro, vias de acesso para caçadores e gente munida de motosserras; trazem poluentes dos carros e caminhões para as matas e os rios; além de trazer gente, trazem espécies invasoras (não nativas da região) que muitas vezes deixam as criaturas nativas em maus lençóis. Considere ainda que estradas, em certo sentido, dão cria: a abertura de uma rodovia em regiões como a Amazônia quase inevitavelmente estimula a abertura de ramais secundários, dos quais nascem outras picadas, num processo que vai capilarizando a devastação. [...]
(Reinaldo José Lopes. Folha de S. Paulo. 18 de dezembro de 2016.)           O título do texto apresenta-se em forma de um questionamento. Em relação a tal pergunta é correto afirmar que 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAUEL Órgão: CISMEPAR - PR
Q1232593 Português
Leia o texto e responda a questão abaixo:
“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas e satisfatórias de trabalho e à proteção contra o desemprego”.
A respeito da interpretação do sentido do texto, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IBGP Órgão: CISSUL - MG
Q1231927 Português
SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL: DIAS ATUAIS Superlotação, ausência de médicos e enfermeiros, falta de estrutura física, pacientes dispersos por corredores de hospitais e pronto socorro, demora no atendimento, falta de medicamentos e outros problemas mais, essa é a triste realidade da saúde pública do Brasil nos dias atuais. O descontentamento de quem utiliza as redes de saúde pública no Brasil tem se tornado cada vez mais nítido no rosto de cada brasileiro. Basta irmos a qualquer unidade básica de saúde, que logo perceberemos as dificuldades que as pessoas enfrentam durante uma consulta: são horas na fila de espera, algumas não resistem e acabam passando mal, outras de tanto esperar, preferem ir embora para suas casas sem receber o devido atendimento. Nos dias atuais, o Brasil é considerado, pelo ranking mundial, como a sexta maior economia do mundo. Mas como pode uma das maiores economias ter seu sistema de saúde pública defasado? Além das dificuldades e da falta de estrutura, a saúde do nosso país também tem enfrentado um problema gravíssimo, que envolve o dinheiro dos cofres públicos: os desvios de verbas destinadas à saúde. Infelizmente tanto a imprensa quanto os Ministérios Públicos Federal e Estadual têm divulgado diversos casos de irregularidades e corrupção que envolvem parlamentares em esquemas milionários de investimentos que deveriam servir para salvar vidas, mas, infelizmente, acabam indo ralo abaixo ou até mesmo para enriquecer políticos “canalhas” que não estão nem um pouco preocupados com a saúde do povo. Na tentativa de amenizar os problemas de saúde pública no Brasil, a presidenta Dilma Roussef, lançou no dia 8 de julho deste ano, o programa “Mais Médicos”, que tem como objetivo “importar” cerca de 15 mil médicos estrangeiros para reforçar e melhorar o atendimento nas regiões mais carentes de profissionais de saúde. Mas vale ressaltar que essa decisão não é fruto apenas do Governo Federal e sim do povo que, nas últimas manifestações, foi às ruas com suas faixas e cartazes reivindicar seus diretos à saúde, a um atendimento de qualidade e a melhorias nas redes públicas de saúde do país. Nos dias atuais, a saúde pública no Brasil está em coma profundo, respirando por aparelhos, entre a vida e a morte, será que as novas medidas poderão salvá-la? Será que esse caso é reversível? Fonte: http://www.portaleducacao.com.br/medicina/artigos/52515/saude-publica-no-brasil-dias-atuais Acesso em: 18/09/2016 - Texto Adaptado.
De acordo com o autor do texto I, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: AOCP Órgão: UFBA
Q1229175 Português
A insana mania de economizar em coisas erradas
Existe uma grande diferença entre oportunidade e oportunismo. Uma é aquela em que as pessoas querem levar vantagem em tudo, serem espertas, ganhar a qualquer custo, sendo que a outra vai na contramão deste movimento cada vez mais presente e enraizado na cultura brasileira. [...] A cultura do Brasil é riquíssima, linda e super diversificada. Porém, esse vício maldito acaba com a beleza. A necessidade de levar vantagem deixa as pessoas cegas e a feira de Acari, no Rio de Janeiro, é um belo exemplo deste contraste. O mercadão de produtos roubados é promovido às custas de inúmeras mortes e assaltos por conta de um comércio que não tem fim. [...] Não há pagamento de impostos referente à mercadoria e recolhimento de tributos. Só por isso esse produto chegou até o seu consumidor final. Vidas acabam porque alguém tem a necessidade porca de comprar algo “baratinho”. E não é exagero. Tenho um amigo que hoje reside nos Estados Unidos. A família dele, quando morava no Brasil, possuía uma transportadora com cinco caminhões. Sempre que se tratava de uma carga valiosa, quem fazia o transporte era o pai, o dono da empresa. Ele tinha esse cuidado para zelar pelo material do cliente e garantir que o produto caro chegaria ao seu destino conforme o esperado, sem danos. Até que um dia ele foi roubado e sequestrado. A quadrilha pediu R$50 mil reais, e a carga era de televisões. Ele ficou quatro dias em cativeiro e não havia possibilidade de pagar pelo valor exigido. Não avisaram a polícia e as negociações chegaram a R$10 mil. A quantia foi paga, mas o pai foi encontrado morto, sendo que ele havia falecido muito antes da entrega do dinheiro. Ainda me questiono como que as pessoas têm coragem de comprar esses produtos. O detergente mais barato, o salame, sabão em pó que são vendidos na feira de Acari custaram a vida de alguém. Além disso, deixou o seguro para todo mundo mais caro, impactando na economia como um todo. Quantas vezes subiu o seguro do seu carro? Mas na hora de comprar uma peça, muitos não abrem a mão de ir até um desmanche. É essa consciência que precisa mudar. Quando isso acontecer, o país muda de patamar. [...] 
Em relação ao Texto 1, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o itema seguir. 
O autor utiliza um relato de experiência para ratificar seu posicionamento a respeito do tema. 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Jacarezinho - PR
Q1229061 Português
Por que, quando temos uma obturação no dente, sentimos um choque ao morder um papel-alumínio?
Porque você está transformando sua boca em uma pilha. Uma bateria é feita de dois metais diferentes mergulhados em um líquido ácido. O líquido tem cargas que roubam os elétrons de um metal e os jogam no outro. “Pois é exatamente isso que acontece quando você encosta a liga metálica da obturação, geralmente feita de prata, cobre e estanho, no alumínio, ambos molhados de saliva, que é ácida”, explica o químico Tibor Raboczkay, da Universidade de São Paulo. O alumínio se transforma no polo negativo da pilha. Seus elétrons passam para a saliva e de lá para a obturação. Ou seja, surge uma corrente elétrica que chega até o dente. Uuui! (Superinteressante, ano 14, nº 7)
A partir da leitura da frase: “O líquido tem cargas que roubam os elétrons de um metal e os jogam no outro”, pode-se afirmar que:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: CONPASS Órgão: Prefeitura de Brejinho - RN
Q1228837 Português
CONSUMISMO JOVEM
Fazer as contas e não assumir compromissos superiores à renda não é caretice, é uma necessidade
Os jovens estão se endividando. Segundo pesquisa da Associação Comercial de São Paulo, 67% dos inadimplentes têm menos de 35 anos e 24% têm entre 26 e 30 anos.
Mais do que um levantamento estatístico ou curiosidade, tais números expressam uma realidade preocupante: a falta de educação para o consumo. Sem isso, o jovem compra acima de suas possibilidades e talvez prossiga nesse desequilíbrio quando for mais velho.
Além disso, essas pessoas não estão se endividando para comprar bens tecnológicos como computadores ou aparelhos que aumentem o conforto e a segurança no lar. Nada disso. Torraram dinheiro com roupas e calçados. O terceiro item da lista também é uma advertência, por si só: empréstimo pessoal.
A agiotagem é um dos negócios que mais se desenvolvem nos municípios brasileiros, com a oferta de dinheiro fácil, a juros extorsivos, para ávidos consumidores, principalmente das classes C e D.
Dever desde os primeiros anos com carteira de trabalho assinada é uma péssima tendência para o futuro. Hábitos de poupança não são estimulados nem valorizados aqui.
É evidente que todos querem consumir. Não há crime algum nisso, até porque, sem compras, não há produção nem empregos.A economia fica estagnada e o país caminha para trás. Certamente não defendo tal comportamento.
Mas o consumismo desenfreado é péssimo para as pessoas e para o ambiente e indica um descontrole que pode, sem trocadilho, custar muito caro.
Há situações que precipitam a inclusão do consumidor em listas de devedores. Desemprego e despesas inesperadas, provocadas por doenças, são totalmente compreensíveis. Planejar as compras, contudo, poderia evitar a maioria dos casos de inadimplência.
Prestações que “caibam no bolso”, sem verificação do quanto se paga a mais por essa aparente facilidade; crédito rotativo dos cartões; e empréstimos em geral, inclusive os consignados, são alguns dos caminhos mais rápidos para estourar os orçamentos pessoais e familiares.
Falta, também, uma lei que proíba a concessão de crédito sem exigência de garantias. Porque não há milagre em finanças. Se uma empresa não exige comprovação de renda e bens que garantam o empréstimo, só há uma explicação plausível: ela compensa o risco de calote cobrando juros de agiota.
Agiotagem é crime e não deveria ser permitida.
Antes de chegar à faixa etária que tem mais devedores na pesquisa da ACSp, jovens frequentam escolas e universidades. São orientados sobre os riscos do consumo de drogas, do tabagismo e do alcoolismo e para a importância de preservar o ambiente. Muitas vezes, têm aulas sobre cidadania, política e grandes desafios mundiais, como a escassez de água e as guerras religiosas. Por que não recebem mais subsídios sobre consumo consciente, não somente com foco ambiental, mas também em relação à proteção de seus bolsos e à aplicação do Código de Defesa do Consumidor?
Também nessa área é tolice imaginar que as autoridades resolvam tudo. Não solucionam nem problemas gravíssimos como filas nos corredores dos hospitais públicos e transporte coletivo superlotado... 
Os pais deveriam ajudar nesse processo educativo, mas, convenhamos, nem os adultos escapam do excesso de compras. Então, não é uma surpresa saber que os mais novos não conseguem pagar suas contas em dia. 
Perder o crédito é um desastre para qualquer pessoa. Fecha as portas para a aquisição até de produtos fundamentais, totalmente necessários, como alimentos e medicamentos. Carimba os consumidores como devedores e isso tem repercussões em todos os segmentos da vida, inclusive o profissional. 
Isso não pode, então, ser visto como mais uma tendência ou consequência da inclusão social. O papel aceita tudo. Fazer as contas e não assumir compromissos superiores à renda não é caretice. É uma das condições para um futuro melhor, sem sobressaltos, sem cobradores e sem insônia. Não desejamos novas gerações repletas de devedores.
Maria Inês Dolci. Folha de S.Paulo. São Paulo, 17 out. 2011. Folhainvest. © Folhapress.
Das afirmações seguintes: 
I. No sétimo parágrafo, a autora introduz uma ideia oposta ao que ela disse sobre o consumo no parágrafo anterior. 
II. De acordo com o texto, o consumo em excesso pode prejudicar as pessoas, mas eventualmente auxiliam o ambiente.
III. Os elementos coesivos “MAIS DO QUE” (2º parágrafo) e “ALÉM DISSO” (3º parágrafo) expressam uma mesma ideia, ou seja, de inclusão.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Jacarezinho - PR
Q1228727 Português
Por que, quando temos uma obturação no dente, sentimos um choque ao morder um papel-alumínio?
Porque você está transformando sua boca em uma pilha. Uma bateria é feita de dois metais diferentes mergulhados em um líquido ácido. O líquido tem cargas que roubam os elétrons de um metal e os jogam no outro. “Pois é exatamente isso que acontece quando você encosta a liga metálica da obturação, geralmente feita de prata, cobre e estanho, no alumínio, ambos molhados de saliva, que é ácida”, explica o químico Tibor Raboczkay, da Universidade de São Paulo. O alumínio se transforma no polo negativo da pilha. Seus elétrons passam para a saliva e de lá para a obturação. Ou seja, surge uma corrente elétrica que chega até o dente. Uuui! (Superinteressante, ano 14, nº 7)
A respeito do texto em questão, retirado de uma coluna da revista Superinteressante, pode-se afirmar que sua principal intenção é:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAFIPA Órgão: Prefeitura de Ibaiti - PR
Q1228487 Português
POÉTICA
Estou farto do lirismo comedido Do lirismo bem comportado Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor. Estou farto do lirismo que para e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo. Abaixo os puristas Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis Estou farto do lirismo namorador Político Raquítico Sifilítico De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo De resto não é lirismo Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc Quero antes o lirismo dos loucos O lirismo dos bêbedos O lirismo difícil e pungente dos bêbedos O lirismo dos clowns de Shakespeare — Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Disponível em: http://www.revistabula.com
O eu lírico busca :

Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1228387 Português
Desigualdade social e gravidez na adolescência O número de meninas adolescentes com filhos diminuiu na última década. Mesmo assim, continua alto. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais 2015, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último dia 4/12. Em 2004, de cada mil mulheres de 15 a 19 anos, 78,8 tinham ao menos um filho, o que significava 18,4% da taxa de fecundidade total. Em 2014, esse número caiu para 60,5, representando 17,4% da taxa de fecundidade total. Portanto, de cada cinco partos, quase um é realizado em uma mãe adolescente. Apesar da queda, o número de adolescentes com filhos no Brasil ainda é bem maior do que na Europa (16,2 por mil meninas) e nos EUA (28,3 por mil), mas próximo do nível observado na América Latina e Caribe (66,5 por mil) e mais baixo que o da África (98,5 por mil). Entre as jovens dessa faixa etária que não tinham filhos em 2014, 40,4% residiam na região Sudeste e 56,3% se declaravam pretas ou pardas. A média de anos de estudo era de 8,9 anos; 73,7% ainda estudavam; e 14,7% não estudavam nem trabalhavam. Das meninas que tinham ao menos um filho, 35,8% moravam no Nordeste e 69% se declaravam pretas ou pardas. A média de escolaridade era de 7,7 anos (85% não completaram o ensino médio); somente 20,1 ainda estudavam; 59,7% não estudavam nem trabalhavam; e 92,5% cuidavam dos afazeres domésticos por uma média de 27,1 horas semanais. A taxa de adolescentes com filhos mostra uma faceta conhecida dos brasileiros: a desigualdade social. Os dados revelam que a maioria das mães adolescentes tem poucos anos de escolaridade, é negra e vive nas regiões menos economicamente desenvolvidas do país. São vários os fatores que levam as meninas a engravidar em uma fase da vida em que deveriam se preocupar com os estudos e em aproveitar a juventude. Muitas têm conhecimento acerca dos métodos contraceptivos, mas ignoram como utilizá-los corretamente. Assim, acabam usando o anticoncepcional de forma errada, o que torna sua eficácia reduzida. Há regiões em que o acesso a esses métodos é precário. Nem todo posto de saúde oferece contraceptivos, entre eles a pílula do dia seguinte. Com acesso limitado, menos informações e a dificuldade comum às meninas muito novas em aderir a métodos que exigem regularidade de uso, a contracepção, muitas vezes, falha. Essas adolescentes também têm baixa perspectiva em relação à escolaridade e à futura inserção no mercado de trabalho. Com isso, o papel social que lhes sobra é o de mãe. Como fazer para essas adolescentes não terem filhos tão cedo e, com isso, traçarem um caminho que as afaste completamente da escola e de uma vida profissional com expectativas melhores? Nossa sociedade conhece a resposta, embora não nos empenhemos em aplicá-la da mesma forma que fazemos com as meninas das classes mais favorecidas. Em primeiro lugar, oferecemos às meninas mais ricas uma educação de melhor qualidade, que lhes permite criar expectativas em relação ao futuro. Assim, sonhos e planos como viajar, entrar em uma faculdade, conhecer outras culturas e pessoas, aprender novas habilidades e montar a própria casa antecedem o desejo da maternidade. Quando essas meninas entram em idade fértil, conversamos com elas sobre sexo e as levamos ao ginecologista, que passa a acompanhá-las e orientá-las na escolha do melhor método anticoncepcional, a que certamente terão acesso. Se os métodos por acaso falharem, pagamos-lhes o aborto em clínicas onde elas podem contar com médicos que lhes garantam segurança. Para as mulheres de classe social mais alta, a criminalização do aborto pode ser resolvida com dinheiro. Elas não se sentem socialmente pressionadas a engravidar; suas amigas não têm filhos e a elas estão destinados vários papéis sociais que não os de mãe. Com um ou mais filhos nos braços, as meninas de classes sociais mais baixas que mal saíram da infância não conseguem dar seguimento aos estudos, tampouco melhorar as condições de vida da família. Acabam destinadas ao serviço doméstico, sem que essa tenha sido necessariamente sua escolha. Para as mulheres mais ricas, a maternidade é, na maioria das vezes, uma escolha e não um destino do qual não se pode fugir. Por que aceitamos condenar as mais pobres a uma realidade que evitamos para nossas filhas? Todos deveriam ter direito de exercer sua sexualidade e decidir quando e quantos filhos desejam ter, e contar com o acesso a métodos que lhe assegurassem esse direito. Uma sociedade que nega a garantia dos direitos reprodutivos a todas as mulheres em idade fértil, sem exceção, deveria no mínimo envergonhar-se. VARELLA, Mariana Fusco. Desigualdade social e gravidez na adolescência. Drauzio Varella. 22 dez. 2015. Disponível em: <http://zip.net/bqtcgw>. Acesso em: 22 abr. 2016 (Adaptação).
Assinale a alternativa cuja ideia entre colchetes não esteja presente no respectivo trecho.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Ribeirão Preto - SP
Q1227878 Português
Segundo o parecer do premiê Shinzo Abe, os asilos-cassino trazem duas vantagens ao país; possibilitam uma ocupação, para alguns japoneses com mais de 80 anos atualmente 10 milhões no país e liberam aproximadamente, 100 mil profissionais para o mercado de trabalho.
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUMARC Órgão: Câmara de Dores do Rio Preto - ES
Q1226104 Português
Todas as palavras abaixo estão corretamente interpretadas entre parênteses, EXCETO em: 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: AOCP Órgão: Prefeitura de Juazeiro - BA
Q1225616 Português
Estudos comprovam: sentimos dez vezes mais medo do que nossos pais. O mundo está mergulhado nele. Saiba como chegamos a esse ponto.
Você acorda, escova os dentes, se veste, sai para a rua. Pode ser atropelado, assaltado, empurrado no metrô. Se estiver de carro, pode sofrer um acidente de trânsito - ou ficar preso no meio de uma enchente. Ao chegar ao escritório, seu chefe olha estranho... Pode estar pensando em demiti-lo. Pode pegar gripe suína e morrer em dias. Os agrotóxicos da comida podem estar envenenando você. O seu avião pode cair. Você pode ser rejeitado. Nunca houve tantos motivos para sentir medo. E isso está nos afetando. Segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, 20,8% das pessoas têm transtorno de ansiedade, ou seja, passam o tempo inteiro com medo de alguma coisa (pois a ansiedade nada mais é do que medo antecipado, de algo que pode ou não ocorrer). É dez vezes mais do que na década de 1980. Mesmo que você não seja uma delas, certamente já se sentiu incomodado por algum tipo de medo. Ele se tornou o maior problema psicológico do nosso tempo - e virou parte do dia a dia de todo mundo. Ter medo não é ruim. Nós só estamos aqui, afinal, porque nossos antepassados eram medrosos e viviam fugindo do perigo. O cérebro humano evoluiu para ser extremamente sensível a ele. Mas isso aconteceu há milhares de anos, quando a vida era muito diferente. Hoje, a quantidade de situações e estímulos que podem nos causar receio é incalculavelmente maior. Daí a explosão de medo na cabeça das pessoas. Quando você anda pela rua pensando nas férias, o seu cérebro avançado está decidindo para onde quer viajar. Mas o cérebro instintivo, sem que você perceba, também está a todo o vapor, de olho nas ameaças imediatas (um buraco no chão, por exemplo). Os dois são interligados, se comunicam, influenciam um ao outro. Por isso, os psicólogos preferem dividir a mente em dois sistemas: o Sistema 1 e o Sistema 2. Cada um é um conjunto de processos mentais envolvendo várias regiões do cérebro. O Sistema 1 é essencial para a sobrevivência. É o instinto que nos permite reagir rapidamente a ameaças - seja uma cobra ou um ônibus que avança sobre a faixa de pedestres bem na hora que você está atravessando. Já o Sistema 2 é o contrário: ele é o pensamento lento, consciente, racional. A sua consciência mora dentro dele. O problema é que o Sistema 1 usa regras rudimentares, muitas vezes erradas, para dosar o medo que vamos sentir das coisas. Por exemplo: quanto mais você se lembra (ou é lembrado) de uma ameaça, mais medo o Sistema 1 produzirá, independente do real perigo envolvido. E ele também é fortemente influenciado pelo medo que outras pessoas sentem (medo é contagioso). Tudo isso nos leva a receios exagerados e errados. Há inúmeros exemplos assim, de medo irracional. Como a mãe que tem medo que seu filho fume maconha, mas não vê problema se ele “encher a cara”, sendo que o álcool é comprovadamente mais prejudicial à saúde. A pessoa que tem medo de usina nuclear, mas adora ir à praia se expor à radiação solar, algo muito mais arriscado (só o Brasil registra 120 mil casos de câncer de pele por ano). É por isso que existem tantos programas policiais e notícias sobre violência. “Vivemos num mundo onde somos convocados a sentir medo. Na mídia, é como se estivéssemos em perigo constante, podendo ser assaltados em cada esquina”, diz Luís Fernando Saraiva, do Conselho Regional de Psicologia (CRP) de São Paulo. Todo mundo propaga o medo. Mas não faz isso só por maldade ou interesse próprio. “Se eu disser que há uma doença mortal se espalhando na sala onde você está, você sairá dela mesmo sem saber se é verdade. E vai avisar as outras pessoas”, diz o publicitário dinamarquês Martin Lindstrom, autor de cinco livros sobre as táticas de manipulação usadas pelas empresas. “Milhares de anos atrás, também espalhávamos a notícia de uma planta venenosa, porque isso aumentava a chance de sobrevivência do grupo.” Ou seja: conforme cada pessoa absorve mais medo, ela também se torna propagadora, espalha esse medo para os outros. É uma reação instintiva. [...]
Assinale a alternativa correta em relação à interpretação do texto. 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Palhoça - SC
Q1223691 Português
Leia o texto.
Não trate alunos de EJA como crianças Pessoas com mais de 15 anos - mesmo na condição de alunos - não são crianças crescidas. Da mesma forma que, no trabalho, um senhor de 50 anos não ouve do chefe “Vamos fazer um relatório bem bonitinho”, ele não deve vivenciar situações como essa na escola.   O trato infantilizado é um dos motivos da evasão nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e nasce com a ideia equivocada de que se deve dar ao estudante, jovem ou adulto, o que ele não teve quando criança. Por causa disso, é preciso também mudar a abordagem e, muitas vezes, o conteúdo. Trabalhar com material didático infantil sem levar em conta as expectativas de aprendizagem e os conhecimentos prévios é um equívoco com a mesma raiz.   A EJA tem de ser encarada como um atendimento específico, que pede um currículo próprio. Só assim o grupo vai aprender e tomar consciência do que está fazendo. Se o educador quiser abordar a origem do ser humano, deve tratar o tema de forma adulta, com respeito à diversidade religiosa - sem se desviar das propostas curriculares - e aprofundar a discussão científica, mais do que faria numa turma de crianças.
E, embora a necessidade de respeito à vivência prévia valha para todos os alunos, seja lá qual for a idade deles, no caso de jovens e adultos, essa é mais uma premissa  fundamental. Cantigas e parlendas - usadas na alfabetização dos pequenos - podem ser substituídas por poesias, mais apropriadas para os leitores mais velhos.
http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/modalidades/ infantilizar-estudantes-eja-432129.shtml
Avalie o acerto das afirmativas feitas sobre o texto.
1. O trato infantilizado na EJA tem origem na ideia enganada de que o professor precisa suprir, em classes de jovem ou adulto, as carências de infância desses alunos.   2. O aprendizado de uma turma de EJA acontece a partir do momento em que recebe atendimento específico com um currículo próprio.
3. Determinados gêneros textuais são mais ou são menos adequados para o ensino na EJA.
4. Na expressão: “com respeito à diversidade religiosa”, a crase foi usada para marcar a contração de preposição e pronome.
5. A expressão sublinhada no texto é um aposto e, por isso, está isolada por vírgulas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Respostas
28821: B
28822: B
28823: A
28824: B
28825: C
28826: B
28827: C
28828: C
28829: D
28830: B
28831: C
28832: B
28833: B
28834: D
28835: D
28836: A
28837: B
28838: A
28839: A
28840: A