Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q961430 Português

                              Um motivo para chorar

                                                                                             (Olden Hugo.)


      Era um café da manhã, por volta das sete, a mim fato corriqueiro, na padaria da rua Maricá. Um homem estava já à mesa menor, só, com pães intactos e apenas o café sendo bebericado, sem aparentar gosto nesse ato. Permaneceu assim por grupos de minutos. Seus olhos focavam, através do vidro, o nada da movimentação expedita de automóveis, bicicletas, cães e pessoas. Houve uma lágrima.

      Engoli com esforço quando notei o choro emudecido daquele homem. Sua expressão se inalterou no rosto. Era fato bastante enigmático. Não tive reação precisa. Mais lágrimas vieram. Meu café demorou mais que o costumeiro. Pensei em oferecer-lhe um lenço, em perguntar se precisava de algo. Nada disso fiz.

      Vieram a meu coração tantas razões quantas possíveis capazes de levá-lo a emoção extrema.

      Era sem dúvida a perda de alguém para a morte inexorável, irreversível. É o motivo mais justo para chorar, o mais comum. Certamente ele amava essa pessoa com um amor que vem naturalmente, com os sentimentos que são latentes nos genes e que se despertam na convivência familiar. Era um amor de grilhões sanguíneos: seu pai, sua mãe, um irmão ou irmã. As lágrimas resultavam, por conseguinte, de lembranças inumeráveis de momentos em presença a qual jamais voltará a se efetivar. Jamais.

      Mas me houve dúvida. Julgando melhor, vi que o choro era solitário mesmo por solidão. Sua mulher não o acompanhava, não mais. E seria assim adiante. Era um choro de fim, definitivo. Era o fim do amor, que nunca acaba. Ele devia amá-la por motivos inquebráveis, não por sangue, mas por vida compartilhada, o que pode ser mais rijo. Lembrava-se, é pouco improvável, de trocas de solicitudes ao longo da vivência de um mundo restrito a ambos. Recordava-se, e isso provocava o choro, do amor que cresceu por serem uma vida em dois corpos que venceram guerras e festejaram glórias, solitários em sua união.

      Não era, entretanto, ainda acertado isso. Um amigo apartado, a perda de um emprego de relações vetustas são igualmente legítimas causas de pranto. E por alegria também se chora.

      Outras lágrimas ganharam a superfície da mesa, passando antes por sua mão que tapava a boca, talvez contendo palavras que viviam por si. Ele suspirava fundo.

      Havia mais possibilidades. Era então a distância do filho cuja voz diariamente lhe soprava suave os ouvidos, numa ficção tão verossímil que lhe arrancava de dentro o choro evitável por ser doloroso. A lembrança era da personalidade tão autônoma do menino, que mal sabia falar, mas que agia intrépido e seguro sempre. A lembrança era do cheiro, da textura da pele, dos abraços e beijos de amor real. Lembrava-se dos olhos nos seus olhos, como se nada mais houvesse a ver no universo. E não havia de melhor. Nisso vinha o choro.

      Uma lágrima me desceu junto. Não consegui terminar o café. Ele se levantou e se encaminhou ao caixa. Eu o segui com os olhos, bem úmidos. Quis dar nele um abraço demorado e dizer-lhe que tudo ficaria bem. Quis dizer a ele, com doçura, que era passageiro. Era minha vontade oferecer-lhe um conforto. Ia chamá-lo, mas minha garganta se embargou e chorei mais. Ele saiu pela porta sem que eu sequer pudesse apertar a sua mão.

(Disponível em: https://www.facebook.com/oldenhugo.silvafarias/posts/1583838504972154.)

Analise as afirmativas sobre o texto a seguir.


I. O narrador da história é do tipo onisciente.

II. São aventadas cinco hipóteses acerca da causa do choro do homem.

III. O narrador indica a possibilidade de intervir na ação da outra personagem em dois momentos.


Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

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Ano: 2018 Banca: UNIFESP Órgão: UNIFESP Prova: UNIFESP - 2018 - UNIFESP - Enfermagem Geral |
Q961290 Português

A aliança

Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu.

Fictício, claro.

Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu. Com dificuldade ele encostou o carro no meiofio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências... Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão. Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas sem querer a chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa. Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.

— Você não sabe o que me aconteceu!

— O quê?

— Uma coisa incrível.

— O quê?

— Contando ninguém acredita.

— Conta!

— Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?

— Não.

— Olhe.

E ele mostraria o dedo da aliança, sem a aliança.

— O que aconteceu?

E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.

— Que coisa - diria a mulher, calmamente.

— Não é difícil de acreditar?

— Não. E perfeitamente possível.

— Pois é. Eu...

— SEU CRETINO!

— Meu bem...

— Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. E ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria.

— Mas, meu bem... 

— Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!

E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações. Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito trânsito. Por que essa cara? Nada, nada. E, finalmente:

— Que fim levou a sua aliança? E ele disse:

— Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.

Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom-senso, a venceríam.

— O mais importante é que você não mentiu pra mim. E foi tratar do jantar.

FONTE: http://www.releituras.com/lfverissiino_alianca.asp. Acesso 20 mar 2018.


Na crônica de Luís Fernando Veríssimo, a estratégia que gera o humor é o resultado 

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Ano: 2018 Banca: UNIFESP Órgão: UNIFESP Prova: UNIFESP - 2018 - UNIFESP - Enfermagem Geral |
Q961289 Português

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A tirinha acima apresenta uma crítica ao (à):

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Ano: 2018 Banca: UNIFESP Órgão: UNIFESP Prova: UNIFESP - 2018 - UNIFESP - Enfermagem Geral |
Q961288 Português

Leia as frases abaixo:


Frase I: Se eu fosse doutor, a recepcionista escutaria as minhas reclamações.


Frase II: Se eu fosse, doutor, a recepcionista escutaria as minhas reclamações.


Considerando que a posição das vírgulas determina o sentido de cada um dos dois enunciados, qual das afirmações abaixo não é verdadeira?

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Q961242 Português

Leia o soneto abaixo para responder a questão:


SONETO 793 - DA ESQUINA INESQUECÍVEL


Um centro de convívio nos convoca em todo itinerário, noite e dia.

Alguns o denominam "padaria".

Aos íntimos, atende por “padoca”.


Café com leite e pão, sanduba e coca, sorvetes, bolos, frios por fatia:

o bar ao mercadinho ali se alia e quando a nota é grande, ali se troca.


O frango abre apetite e forma fila.

Os queijos na vitrine a boca molham.

Quem olha a torta exposta não vacila.


Esnobes que um local mais chique escolham: de mim ela está

próxima, e curti-la relembra o que meus olhos já não olham.

(MATTOSO, Glauco. Poesia digesta, 1974-2004. São Paulo: Landy Editora, 2004, p. 63.)


Indique a alternativa correta sobre a utilização das palavras “padaria” e “padoca”:

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Q961240 Português

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê a não geração de resíduos sólidos e, quando gerados, a disposição final ambientalmente adequada. Para isso, a PNRS estabelece que a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos deve ser compartilhada, ou seja, todos - fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares de serviços públicos de limpeza urbana - têm responsabilidade pela disposição final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos. A mesma lei estabelece que haja integração e emancipação econômica dos catadores de materiais reutilizáveis no ciclo de vida dos produtos. Sendo assim, a importância da coleta seletiva também se dá no nível econômico-social.

FONTE: https://www.ecycle.com.br/6268-coleta-seletiva. Acesso 1 abr2018. (adaptado)


O texto acima apresenta qual finalidade?

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Q961237 Português

Linha de passe


Toca de tatu, linguiça e paio e boi zebu

Rabada com angu, rabo-de-saia

Naco de peru, lombo de porco com tutu

E bolo de fubá, barriga d'água

Há um diz que tem e no balaio tem também

Um som bordão bordando o som, dedão, violação


Diz um diz que viu e no balaio viu também

Um pega lá no toma-lá-dá-cá, do samba

Um caldo de feijão, um vatapá, e coração

Boca de siri, um namorado e um mexilhão

Agua de benze, linha de passe e chimarrão


Babaluaê, rabo de arraia e confusão...

...


Eh, yeah, yeah . . .

(Valeu, valeu, Dirceu do seu gado deu...)

Cana e cafuné, fandango e cassulê


Sereno e pé no chão, bala, candomblé


E o meu café, cadê? Não tem, vai pão com pão


Já era Tirolesa, o Garrincha, a Galeria

A Mayrink Veiga, o Vai-da-Valsa, e hoje em dia

Rola a bola, é sola, esfola, cola, é pau a pau

E lá vem Portela que nem Marquês de Pombal

Mal, isso assim vai mal, mas viva o carnaval

Lights e sarongs, bondes, louras, King-Kongs

Meu pirão primeiro é muita marmelada


Puxa saco, cata-resto, pato, jogo-de-cabresto

E a pedalada


Quebra outro nariz, na cara do juiz

Aí, e há quem faça uma cachorrada

E fique na banheira, ou jogue pra torcida

Feliz da vida

Toca de tatu, linguiça e paio e boi zebu

Rabada com angu, rabo-de-saia

Naco de peru, lombo de porco com tutu


E bolo de fubá, barriga d'água

Há um diz que tem e no balaio tem também

Um som bordão bordando o som, dedão, violação

Diz um diz que viu e no balaio viu também

Um pega lá no toma-lá-dá-cá do samba

FONTE: https://www.letras.mus.br/joao-bosco/46524/. Acesso 1 abr2018.


O texto “Linha de passe” de João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio, registra, dentre outras referências culturais, a mistura entre futebol e culinária brasileira, algo também presente em várias canções que fazem parte do acervo da MPB. Observa-se, como característica do uso da variedade coloquial da linguagem (ou seja, aquela usada em situações cotidianas de comunicação verbal), a utilização nesse texto de

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Q961236 Português

Leia a máxima abaixo:


Mais vale um filé em casa do que um boi no açougue.

(Porto, Sergio [Stanislaw Ponte Preta], Máximas inéditas de Tia Zulmira. Rio de Janeiro: Editora Codecri, 1976, p. 67.)


Qual dos bordões abaixo carrega o mesmo sentido?

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Ano: 2018 Banca: FCM Órgão: IFN-MG Prova: FCM - 2018 - IFN-MG - Língua Portuguesa |
Q961075 Português

                                       Serena Sintética


                                                        Lua

                                                        morta.

                                                                       Rua

                                                                        torta

                                                        Tua

                                                        porta.

RICARDO, Cassiano. Poesias completas. Pref. Tristão de Athayde. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1957, p. 27.

Para muitos estudiosos e teóricos, a coerência e a coesão, que formam parte dos critérios tidos como constitutivos da textualidade, são os mais importantes. A partir da leitura de "Serenata Sintética", informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma acerca do poema.


( ) É destituído de elementos coesivos, o que o torna incoerente e o impede de funcionar e de ser chamado de texto.

( ) Apresenta-se segmentado, mas isso não obsta, obviamente, que funcione como um texto perfeitamente inteligível.

( ) Impossibilita o leitor de conseguir interpretá-lo, ainda que este assuma uma atitude colaborativa na produção de sentidos.

( ) Reúne fatos isolados a partir de palavras soltas distribuídas no espaço branco do papel, não forma uma sequência contínua nem exibe textura.

( ) Proporciona o entendimento de que a coesão superficial não é necessária para a textualidade, pois esta é inferida a partir da coerência identificada.


De acordo com as afirmações, a sequência correta é

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Ano: 2018 Banca: FCM Órgão: IFN-MG Prova: FCM - 2018 - IFN-MG - Língua Portuguesa |
Q961073 Português

Grande acervo de obras constitui a ficção brasileira da atualidade e merece destaque pelas opções estilísticas e formais que se apresentam nas escritas dos autores contemporâneos. Os textos seguintes encerram reflexões a esse respeito.

Texto I

O contemporâneo é aquele que, graças a uma diferença, uma defasagem ou um anacronismo, é capaz de captar seu tempo e enxergá-lo. Por não se identificar, por sentir-se em desconexão com o presente, cria um ângulo do qual é possível expressá-lo. Assim a literatura contemporânea não será necessariamente aquela que representa a atualidade, a não ser por uma inadequação, uma estranheza histórica que a faz perceber as zonas marginais e obscuras do presente, que se afastam de sua lógica. Ser contemporâneo, segundo esse raciocínio, é ser capaz de se orientar no escuro e, a partir daí, ter coragem de reconhecer e de se comprometer com um presente com o qual não é possível coincidir. Na perspectiva dessa compreensão da história atual como descontinuidade e do papel do escritor contemporâneo na contramão das tendências afirmativas, talvez seja possível entender alguns dos critérios implícitos que determinam quem faz sucesso, quem ganha maior visibilidade na mídia, na academia, entre os críticos ou entre os leitores.

SCHOLLHAMMER, Karl Erik. Ficção brasileira contemporânea. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 10.


Texto II

O medo que mora em nós

No conto de terror "O Próximo da Fila" (1955), de Ray Bradbury, uma mulher visita as catacumbas de Guanajuato, México. Corpos mumificados forram as paredes. Acordada em sua cama, na noite seguinte, assombrada pelo passeio macabro, ela percebe que seu coração "era um fole eternamente soprando sobre um pequeno tição de medo... Uma luz entranhada para a qual seus olhos internos se voltavam fixamente, com fascínio indesejado".

Em nosso tempo atual, o coração da cultura assopra com força sobre um tição de medo, e o fascínio está em toda parte. Filmes de terror quebram recordes, e as vendas de literatura desse gênero sobem a cada ano.

E o sucesso não é apenas comercial. Tradicionalmente um tanto malfalado, hoje o horror desfruta uma aura de respeitabilidade crítica.

OWEN, M. M. O medo que mora em nós. Folha de São Paulo. Ilustríssima, 28 out. 2018, p. 4.


De acordo com o que aponta o autor do Texto I acerca da produção ficcional contemporânea e sobre os "critérios implícitos que determinam quem faz sucesso" na atualidade, é correto afirmar que, por meio de interpretações feitas com a contribuição do Texto II, o gênero conto de terror tem guarida entre os leitores, na contemporaneidade, EXCETO porque

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Ano: 2018 Banca: FCM Órgão: IFN-MG Prova: FCM - 2018 - IFN-MG - Língua Portuguesa |
Q961069 Português

A essência de um bom texto reside na sustentação da argumentação, que se dará a partir das informações apresentadas que a acompanham. No momento da construção textual, os argumentos são essenciais. Além disso, a clareza das ideias é fundamental ao entendimento do leitor.


A esse respeito, leia o texto seguinte.


Fake news do bem


Não tenho nenhum compromisso com a verdade.

Aqui na ISTOÉ me deixam escrever crônica, ficção ou não; posso inventar personagens e situações; posso eleger presidentes ou mudar o sistema político do País.

Por isso, considerando que nas últimas semanas tivemos uma infinidade de lamentáveis True News, decidi que a coluna dessa semana vai ser só de Fake News.

Mentiras que todo mundo vai gostar de ouvir e espalhar.

Não me deixe na mão. Escolha alguma e espalhe por aí, sem dó.

Reproduza no whatsapp, fotografe no Insta, compartilhe no Facebook.

Como diria Groucho Marx: vai criar a maior confusão, mas vai ser divertido.

NETO, Mentor. Fake news do bem. IstoÉ n. 2543, 14 set. 2018, p. 66.


NÃO faz parte da argumentação do autor

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Ano: 2018 Banca: FCM Órgão: IFN-MG Prova: FCM - 2018 - IFN-MG - Língua Portuguesa |
Q961068 Português

Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.


I. O escritor realista busca desnudar as mazelas da vida pública e os contrastes da vida íntima, ambas consequências de causas naturais (raça, clima, temperamento) ou culturais (meio, educação),


PORQUE


II. necessita tomar a sério as personagens e se sente no dever de descobrir-lhes a verdade, no sentido egotista de dissecar o que move seus comportamentos, levando-o ao caso e, daí, ao patológico.


A respeito das asserções, é correto afirmar que

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Ano: 2018 Banca: FCM Órgão: IFN-MG Prova: FCM - 2018 - IFN-MG - Língua Portuguesa |
Q961066 Português

Leia, atenciosamente, uma passagem do texto "Cacarecos da língua", de Gregório Duvivier.


Todo dia uma palavra morre e a gente não se dá conta. [...] Algumas, para não morrer, reinventaram-se. Trocaram de sexo, de nome e de profissão. A palavra "zoeira" já significou barulho: hoje significa troça. [...]

Pense quando foi a última vez que ouviu que a situação está um despautério, que fulano tá borocoxô, que tal roupa é uma coqueluche, que fulana é uma songamonga.

Disponível em: < https://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/ 2016/07/1790346-cacarecos-da-lingua.shtml>. Acesso em: 20 out. 2018.


No texto, há reflexões sobre o uso ou emprego de algumas palavras da língua portuguesa. Nele infere-se que a construção dos significados da palavra "zoeira" resulta de um/uma

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Ano: 2018 Banca: FCM Órgão: IFN-MG Prova: FCM - 2018 - IFN-MG - Língua Portuguesa |
Q961058 Português

A intertextualidade encontra-se na base de constituição de todo e qualquer dizer e José Paulo Paes, estrategicamente, utiliza-se dela para construir o seu texto.


Canção do exílio facilitada

lá?

ah!


sabiá...

papá...

maná...

sofá...

sinhá...

cá?

bah!

Disponível em: https://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&as_sdt= 0%2C5&q=- can%C3%A7%C3%A3o+do+ex%C3%ADlio+ facilitada&oq= can%C3%A7%C3%A3o Acesso em: 17 out. 2018.


O recurso intertextual utilizado por José Paulo Paes, ao retomar a Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, é a/o

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Q959974 Português

Considere a seguinte tira de Armandinho:


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Com base na tira, considere as seguintes afirmativas:


1. A pergunta da avó no primeiro quadrinho poderia ter sido “Você está torcendo pelo Brasil?”.

2. Armandinho pensou que a avó estava se referindo ao futebol.

3. A vó de Armandinho se referia à situação econômica do país.


Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q959971 Português

A revista Época publicou entrevista com Richard Davidson, professor da Universidade de Wisconsin-Madison, autor de pesquisa sobre meditação com monges (disponível em <http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,EDR73080-6014,00.htm>. A seguir é apresentado um trecho dessa entrevista. Numere a coluna da direita, relacionando as respostas com as respectivas perguntas.


1. Qual é a principal conclusão de sua pesquisa?

2. Todos os tipos de meditação surtem o mesmo efeito no cérebro?

3. A longo prazo, a meditação pode melhorar o funcionamento das sinapses nervosas? Como isso interfere na saúde?

4. Psicoterapeutas usam há anos a meditação como relaxamento. Qual a novidade?


( ) Não há nada de misterioso a respeito da meditação. O que muda é que a maioria das pessoas não pratica o exercício cerebral tão regularmente quanto pratica os exercícios físicos. As pessoas abandonam qualquer exercício mental depois que se consideram curadas. É importante persistir na prática.

( ) Por meio da meditação, podemos intensificar os circuitos cerebrais responsáveis por regular as emoções e a atenção. O mais importante é que o tempo de treinamento, o número de horas praticadas ao longo da vida, influencia a magnitude da reação.

( ) Praticar meditação por longos períodos parece interferir tanto na conectividade e na funcionalidade do cérebro como em sua estrutura. Os circuitos alterados, ao que tudo indica, têm um impacto geral no funcionamento cerebral que beneficia a saúde.

( ) As diferentes técnicas provavelmente produzem diferentes alterações, isso precisa ser estudado.


Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.

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Q959356 Português

                            Felizes para sempre? Quem dera...

                                          (Gláucia Leal)


      Em tempos de tão pouca tolerância consigo mesmo e com os outros, manter relacionamentos amorosos duradouros e felizes parece um dos objetivos mais almejados entre pessoas de variadas classes sociais e faixas etárias. Fazer boas escolhas, entretanto não é fácil - haja vista o grande número de relações que termina, não raro, de maneira dolorosa - pelo menos para um dos envolvidos. Para nossos avós, o casamento e sua manutenção, quaisquer que fossem as penas e os sacrifícios atrelados a eles, era um destino quase certo e com pouca possibilidade de manobra. Hoje, entretanto, convivemos com a dádiva (que por vezes se torna ônus) e escolher se queremos ou não estar com alguém.

      Um dos pesos que nos impõe a vida líquida (repleta de relações igualmente líquidas, efêmeras), como escreve o sociólogo Zygmunt Bauman, é a possibilidade de tomarmos decisões (e arcar com elas). Filhos ou dependência econômica já não prendem homens e mulheres uns aos outros, e cada vez mais nos resta descobrir onde moram, de fato, nossos desejos. E não falo aqui do desejo sexual, embora este seja um aspecto a ser considerado, mas do que realmente ansiamos, aspiramos para nossa vida. Mas para isso é preciso, primeiro, localizar quais são as nossas faltas. E nos relacionamentos a dois elas parecem ecoar por todos os cantos.

      Dividir corpos, planos, sonhos, experiências, espaços físicos e talvez o mais precioso, o próprio tempo, acorda nos seres humanos sentimentos complexos e contraditórios. Passados os primeiros 18 ou 24 meses da paixão intensa (um período de maciças projeções), nos quais a criatura amada parece funcionar como bálsamo às nossas dores mais inusitadas, passamos a ver o parceiro como ele realmente é: um outro. E essa alteridade às vezes agride, como se ele (ela) fosse diferente de nós apenas para nos irritar. Surge então a dúvida, nem sempre formulada: Continuar ou desistir? (...)

Disponível em: http://conexoesentreoscasais.blogspot.com.br/2011/04/felizes-para-sempre-quem-dera.html. Acesso em 15/04/2018.

Depreende-se da leitura do texto que o autor:
Alternativas
Q959278 Português

                                   O segredo da vida

                                       (Marcelo Tas)


      Desde jovem, ganho a vida fazendo perguntas. Primeiro como repórter, depois entrevistador e cutucador de dúvidas em várias mídias. Acredito piamente que o ponto mais importante na vida do ser humano é o ponto de interrogação.

      Entre as dúvidas da vida, a maior de todas é, sem dúvida, a razão da nossa própria existência. Qual o segredo da vida? Ao longo do curto espaço de tempo que passamos no mundo, perseguimos essa questão e ela implacavelmente nos persegue de volta. A chegada dos filhos coloca uma lente de aumento no assunto.

      Recentemente, em um evento empresarial, tive o privilégio de entrevistar o filósofo Mário Sergio Cortella e não perdi a oportunidade de passar a batata quente para ele.

      – Filósofo, qual o segredo da vida?

      Sem pestanejar, com a generosidade e a barba característica dos filósofos, Cortella respondeu com uma pausa dramática e seu vozerão grave em dolby stereo.

      – O segredo da vida é que... vaca não dá leite!

      As palavras do filósofo iluminaram a minha infância. Quando criança, fui ajudante mirim do meu avô João na fazenda, onde se tirava leite das vacas. Que trabalheira louca é tirar leite de uma vaca, lembrei. Acorda-se de madrugada, entra-se num curral forrado de puro excremento de vaca, confere-se as vacas, chama-se o bezerro correspondente a cada vaca pelo nome, o bicho vem doido para mamar, impede-se que ele mame tudo de uma vez, amarra-se o bezerro com uma cordinha nas pernas traseiras da mãe, amarra-se o rabo da vaca também na cordinha (senão ele vira um espanador de bosta fresca na cara da gente...). Até que, finalmente, agachado, numa posição desajeitada, o cidadão encarregado do trabalho inicia a tarefa de apertar com destreza uma a uma as quatro tetas da vaca, para que o jato de leite seja direcionado para dentro de um balde equilibrado entre suas pernas. Segue-se a repetição exaustiva do gesto até que o balde encha, para depois ser derramado dentro de um grande latão metálico de 50 litros. O final do processo é colocar os latões – uns três ou quatro, no caso da fazenda do meu avô – na caminhonete para ser entregue no laticínio da cidade. Um trabalhão.

      Graças a esse ritual que acompanhei tantas vezes, adquiri ainda criança a clara noção do esforço gasto por tanta gente para que eu possa despejar o precioso líquido branco na xícara do café da manhã.

      A plateia do evento corporativo, cerca de 2 mil gerentes de um grande banco, estava tão surpresa quanto eu com a resposta do filósofo. Cortella explicou que aquela foi a forma que encontrou de alertar os filhos dele para as virtudes do esforço para conquistar as coisas na vida. Prometeu aos filhos que, quando cada um completasse 13 anos de idade, o papai filósofo iria revelar o segredo da vida. Dito e feito.

      No dia de completar 13 anos, o filho mais velho acordou Cortella bem cedo.

      – Papai, hoje é o dia do meu aniversário.

      – Parabéns, filho!

      – Hoje faço 13 anos. É dia de você me revelar o segredo da vida.

      – O filósofo encarou carinhosamente o menino e concluiu o ensinamento.

      – O segredo da vida é que... vaca não dá leite, você tem que tirar.

Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Marcelo-Tas/noticia/2015/08/o-segredo-da-vida.html. Acesso em: 15/04/2018.

Alguns elementos não explícitos participam do sentido textual em seu processo de produção. Dessa forma, Marcelo Tas, ao iniciar seu texto, conta que ganha a vida fazendo perguntas. Que informação ele quer repassar ao leitor?
Alternativas
Q959066 Português

Imagem associada para resolução da questão



Para a compreensão do texto 3, de que a abolição da escravatura aconteceu apenas no discurso, é necessário que o(a) leitor(a):

I. dispense o texto não verbal, pois a imagem funciona como reforço à ideia do texto verbal.

II. dispense o texto verbal, pois o texto não verbal é suficiente para acionar o efeito de sentido desejado.

III. retome conhecimentos de História do Brasil, pois o texto refere-se a um acontecimento situado no contexto cultural nacional.

IV. faça a associação entre o texto verbal e o não verbal.  

Alternativas
Q959065 Português

Negros ainda lutam por direitos básicos, 30 anos após Constituição

Constituição de 1988 foi primeira a incluir racismo como crime 

Débora Brito – 13/05/2018 

            Este ano, __________ memória da abolição da escravatura é lembrada pelo movimento negro no contexto dos 30 anos da Constituição Federal que, assim como __________ lei abolicionista, representou um momento de reorganização da sociedade brasileira. Para os negros, __________ volta da democracia foi __________ oportunidade de legislar pelos direitos negados desde __________ abolição, __________ 130 anos.

            O texto constitucional vigente respondeu à demanda histórica de ativistas negros que, dentro e fora do Congresso, aproveitaram o momento de abertura democrática para desmistificar o 13 de maio. Esse foi o lema, deste ano, da grande marcha da "falsa abolição" ocorrida em 1888, no Rio de Janeiro, onde mais de milhares de pessoas, entre elas Benedita da Silva* , protestaram contra a falsa ideia de liberdade. 

            “A libertação dos escravos foi tímida, porque os escravos foram libertos entre aspas. Não tinha lugar para colocar as crianças, mulheres e idosos. Que mercado de trabalho estava reservado pra eles? Que tipo de habitação? Qual era a relação de salário? Qual era também a questão da escolaridade? Havia liberdade nas manifestações culturais? Livres pra quê? Pra passar fome e uma série de situações. Então, na Constituinte foi o grande momento desse debate”, comenta a deputada. Uma das maiores dificuldades enfrentadas na Constituinte, relata Benedita, foi desmitificar a ideia de que no Brasil não existe discriminação racial.

            “Não foi fácil compreender essa questão. Com o mito da democracia racial era difícil aceitar que existia racismo. Falamos de racismo na relação de trabalho, na escolaridade, fomos fazendo todos os recortes necessários que víamos desde o processo da escravatura no Brasil. A gente também destacou o papel da mulher negra nesse contexto da escravidão e pós abolição”, ressalta. 

* Primeira mulher negra a atingir os mais altos cargos da história do Brasil, eleita vereadora, deputada federal, senadora e vice-governadora do Rio de Janeiro.


Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2018-05/ negros-ainda-lutam-por-direitos-basicos-30-anos-apos-constituicao> . Acesso em: 19 mai. 2018. [Adaptado]

É CORRETO afirmar, de acordo com o texto 2, que: 
Alternativas
Respostas
28461: D
28462: B
28463: A
28464: E
28465: C
28466: E
28467: A
28468: A
28469: E
28470: C
28471: B
28472: C
28473: D
28474: B
28475: A
28476: D
28477: B
28478: B
28479: A
28480: A