Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Leia com atenção o texto que segue, trecho de uma reportagem da Veja, de 01/06/16, para responder as questões 8, 9 e 10.
A HORA DO PÂNICO
Na segunda semana do governo Temer, cai o primeiro ministro flagrado em aberta conspiração para boicotar a Lava-jato. E, com isso, vem a público todo um universo que estava nas sombras: os políticos estão desesperados com o avanço das investigações DANIEL PEREIRA
EM 19 DE JUNHO DE 2015, a Polícia Federal prendeu os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, as duas maiores empreiteiras do Brasil. Batizada de Erga Omnes, expressão latina que significa que a lei vale para todos, a ação teve o efeito de um terremoto em Brasília. Ficava claro para os políticos que ninguém seria poupado pela Operação Lava-jato, nem mesmo as figuras mais proeminentes da República. Ali, disseminou-se a convicção de que os políticos precisavam reagir, sob pena de também expiarem seus pecados na cadeia.
Analise as proposições abaixo relacionadas, que focalizam a organização sintática dos períodos e ainda algumas escolhas linguísticas, e,em seguida, assinale a alternativa que apresenta uma proposição FALSA:
Leia com atenção o texto que segue, trecho de uma reportagem da Veja, de 01/06/16, para responder as questões 8, 9 e 10.
A HORA DO PÂNICO
Na segunda semana do governo Temer, cai o primeiro ministro flagrado em aberta conspiração para boicotar a Lava-jato. E, com isso, vem a público todo um universo que estava nas sombras: os políticos estão desesperados com o avanço das investigações DANIEL PEREIRA
EM 19 DE JUNHO DE 2015, a Polícia Federal prendeu os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, as duas maiores empreiteiras do Brasil. Batizada de Erga Omnes, expressão latina que significa que a lei vale para todos, a ação teve o efeito de um terremoto em Brasília. Ficava claro para os políticos que ninguém seria poupado pela Operação Lava-jato, nem mesmo as figuras mais proeminentes da República. Ali, disseminou-se a convicção de que os políticos precisavam reagir, sob pena de também expiarem seus pecados na cadeia.
Listamos abaixo novas versões para algumas estruturas presentes na reportagem. Assinale a única que NÃO corresponde semanticamente ao texto:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
“O ócio é necessário, pois o tédio é criativo.”
- O filósofo Mário Sérgio Cortella, professor da PUC-SP e ex-monge carmelita descalço, diz
- que estamos perdendo o GPS de nós mesmos ao nos preocuparmos mais com o objetivo do que
- com a jornada. Quando desprezamos a paisagem, deixamos de ampliar nosso repertório de
- imagens e a capacidade de criar – enfim, de viver.
- Em uma entrevista para o jornal Estadão, o professor, falando sobre a objetivação do
- tempo, disse que o mundo virtual faz com que as pessoas deixem de apreciar pequenas coisas,
- como a paisagem em uma viagem de carro, de ônibus ou de avião, para ficarem de cabeça baixa
- olhando seus smartphones. Um ponto muito interessante na fala do filósofo é a necessidade do
- ócio e do tédio na vida das pessoas, pois eles são propulsores da criatividade. “Não fossem eles,
- a roda, por exemplo, jamais teria sido inventada. Isso não quer dizer que não devemos trabalhar
- ou que devemos ficar estáticos esperando que uma possível ‘lâmpada’ de ideias apareça, e nossa
- vida, então, será plena em gozo”, diz. O que ele explana é que a praticidade da vida pós-moderna
- – ou seja, o fato de encontrarmos “tudo prontinho” – não nos permite criar, e que, ao ficarmos
- escravos, submissos às tecnologias, deixaremos de ser criativos.
- Diz Cortella: “existe uma instrumentalização do nosso tempo para impedir que sejamos
- capazes do ócio. O que é um passeio de fato? Aquilo que o francês chamava de ‘promedade’:
- ‘vou dar uma volta’. É você não ter rumo, não precisar saber __________ vai. Ócio não é
- vagabundagem; é diferente disso: é não ser obrigado a uma ocupação. Presidiário não tem ócio;
- desocupado não tem ócio. Ócio é quando você tem liberdade para fazer do seu tempo aquilo que
- deseja. Antigamente, a expressão de quem saía por aí de maneira livre era ‘vagamundo’ – em
- grego antigo – aliás, se diz ‘planetes’ e originou a palavra planeta, astro que fica dando voltas.
- Porém, depois a palavra virou vagabundo e ganhou conotação negativa.”
- Para o filósofo, “na sociedade capitalista, no mundo dos últimos 500 anos, dentro da ética
- protestante, a ideia de querer sair por aí, sem eira e nem beira, tornou-se absolutamente
- reprovável. Só o trabalho salva; só o trabalho dignifica. Aliás, como escreveram os nazistas nos
- campos de concentração, ‘só o trabalho liberta’. Certo? Há uma objetivação extremada do tempo
- livre hoje, a tal ponto que ficar desocupado é quase uma insuportabilidade.”
- O resultado, segundo Mario Sérgio, são crises de criatividade: “o tédio é absolutamente
- criativo. Você inventa coisas _________ não tem o que fazer. E a ausência hoje de tédio – pelo
- fato de ficarmos o tempo todo ocupados com algo – resulta numa vida que precisa ter meta e
- objetivo o tempo todo, como se fosse uma carreira. Despreza-se que a arte seria impossível com
- a ocupação contínua, mas só existe arte, filosofia, por conta da desocupação”, finaliza ele.
Fonte: http://www.portalraizes.com/cortellaociocriativo/ – Texto adaptado especialmente para esta prova.
Assinale V, se verdadeiras ou F, se falsas nas seguintes afirmativas sobre o texto.
( ) Na linha 05 e na linha 08, as palavras “professor” e “filósofo” referem-se, ambas, a Mário Sérgio Cortella (linha 01).
( ) Na linha 08, “seus” refere-se a “pessoas” (linha 06).
( ) Na linha 10, “Isso” refere-se ao fato de a roda ter sido inventada.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. A Polícia Federal descobriu a existência de um esquema criminoso de exploração de madeira envolvendo exclusivamente madeireiras e fiscais do Ibama. II. Fraudes no sistema de controle e transporte irregular de madeira figura entre as mais destacadas irregularidades. III. Um dos casos citados envolve veículo transportador que, pela fraude, faz transporte para dois locais diferentes ao mesmo tempo.
I. A região sudeste brasileira vive um gravíssimo quadro de escassez hídrica, que já é considerado o mais severo já registrado até hoje. II. Uma mensagem “A falta de água começa aqui”, que ocupa uma imensa área desmatada com fogo, alerta para a importância da preservação florestal e do acesso à água. III. A estabilidade climática e parte do ciclo da água têm nas florestas um elemento determinante para seu equilíbrio.
Pó de cobre é um antibacteriano (1ª parte). Segundo o bioquímico Reyes, o valor do repelente produzido não seria maior do que o preço de um detergente comum (2ª parte).
A sentença está:
I - A mistura resultante de grafeno, pó de cobre e lactona pode funcionar como repelente do mosquito Aedes aegypti, segundo a empresa chilena Grupo Avance.
II - Lactona é um inseticida natural não tóxico.
III - Grafeno impede a passagem do mosquito pela roupa lavada com o detergente, composto pelo bioaditivo que a empresa chilena descobriu.
Está(ão) CORRETO(S):
A imagem que a sociedade geralmente guarda sobre os índios que habitam o país é, como qualquer visão estereotipada, um grande conjunto de clichês. Índios andam nus, usam “mim” no lugar de “eu”, são ingênuos e não têm acesso à tecnologia. O problema é que essa visão, que carrega bem mais equívocos do que os listados aqui, tem servido como critério para leigos definirem o que deve ser um índio. Qualquer indivíduo indígena que fuja da imagem ___________ pela sociedade, é acusado de ter “perdido suas raízes” – como se fossemos, nós, homens brancos, que tivéssemos o poder e o direito de definir o que são as raízes de outro povo. __________ dos povos? Ninguém nunca ouviu falar.
Pouca gente ouviu falar deles, mas os indígenas contemporâneos estão em toda parte. Você sabia que há aldeias hoje em dia duramente cavadas e sufocadas dentro das cidades? Pois é, nem todo índio mora na Amazônia. Segundo o CENSO do IBGE de 2010, 324 mil indígenas (o que significa 36% do total) vivem em áreas urbanas. São Paulo, a grande metrópole, é a quarta cidade com maior população indígena do país em números absolutos. São 12.977 índios vivendo na selva de pedra. Está surpreso?
O espanto causado por esses dados dá a dimensão do quanto desconhecemos sobre os índios de hoje. Não, eles não são mais aqueles homens de tanga trocando hospitalidade por espelhinhos – se é que um dia foram somente isso. Nesse sentido, um projeto encabeçado por Artur Tixiliski, fotógrafo brasileiro radicado na Inglaterra, é uma das poucas necessárias iniciativas de levar a público a vida do índio moderno no Brasil.
O projeto se chama “Moderno e Indígena” e procura retratar por meio de fotos e documentários a vida do índio moderno que vive em áreas urbanas do país. Há dois principais motivos para que esses índios vivam em áreas urbanas. Um deles é a migração dos territórios tradicionais em busca de melhores condições de vida na cidade. Outra situação é quando os limites das cidades alcançam as fronteiras de seus territórios, que anteriormente ficavam afastados desses limites.
Se por um lado eles usam roupas, celulares e computador, por outro, ainda possuem elementos da sua cultura tradicional, como a língua, a religião e a exemplar organização interna da comunidade, algo que faz falta na cultura dos “não índios”.
http://causasperdidas.literatortura.com/... - adaptado.
Enquanto a internet brasileira está um verdadeiro campo de batalha, lá fora as preocupações são, digamos, mais afetuosas.
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