Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 38.937 questões

Q1737016 Português
O QUE FALTA AO BRASIL?
Se no Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM fosse pedido aos examinandos uma redação sobre ‘O que falta no Brasil?’, os textos resultantes possivelmente constituiriam uma gigantesca coleção de listas em que estariam explicitados processos/produtos que vergonhosamente encontram-se ausentes entre nós. Essa mega-listagem poderia ser subdividida em listas diversas: o que falta na educação, saúde pública, segurança, economia, política, agricultura, indústria, mídia, tecnologia, nas artes, ciências e relações inter-poderes.
Poderíamos reunir, em uma lista, o que falta para a superação da fome, da pobreza, da miséria, da falta de habitações populares. Quanto à formação individual, compilaríamos uma lista de valores de que somos carentes: respeito, honestidade, integridade, espiritualidade. No universo de redações analisadas, encontraríamos exemplos de Cidadania Imaginativa: partidos políticos que priorizassem as necessidades de saúde (Partido pela Saúde do Povo?), de corresponsabilidade ambiental (Partido pela Dignidade Ambiental?). Assim, o oceano de ideias apresentadas nessas redações contribuiria para desenvolver nosso senso crítico com a devida humildade: adultos acolheriam sugestões de jovens, engajados em melhorar as condições de vida de nosso povo, em contribuir para uma verdadeira BRASILidade.
O que falta ao Brasil? Reflita e dê uma resposta formativa, caro(a) leitor(a). Além de criar sua lista, formule e implemente soluções que ajudem a TRANSformar nosso país. O que falta ao Brasil para ir além da Ordem e Progresso? PLURI-DIGNIDADE. Uma DIGNIsaúde, uma DIGNeducação, uma DIGNIpolítica, uma DIGNIvida comunitária. Continue, leitor, explorando a pluridimensionalidade da dignidade no contexto brasileiro atual.

(Francisco Gomes de Matos. Disponível em: http://www.diariodepernambuco.com.br/).
Com base no texto 'O QUE FALTA AO BRASIL?', leia as afirmativas a seguir: I. O termo “vergonhosamente” revela certa polaridade de julgamento em relação a processos/produtos.
II. No fragmento “Continue, leitor, explorando...”, a palavra entre vírgulas tem função sintática de objeto direto.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1737014 Português
O QUE FALTA AO BRASIL?
Se no Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM fosse pedido aos examinandos uma redação sobre ‘O que falta no Brasil?’, os textos resultantes possivelmente constituiriam uma gigantesca coleção de listas em que estariam explicitados processos/produtos que vergonhosamente encontram-se ausentes entre nós. Essa mega-listagem poderia ser subdividida em listas diversas: o que falta na educação, saúde pública, segurança, economia, política, agricultura, indústria, mídia, tecnologia, nas artes, ciências e relações inter-poderes.
Poderíamos reunir, em uma lista, o que falta para a superação da fome, da pobreza, da miséria, da falta de habitações populares. Quanto à formação individual, compilaríamos uma lista de valores de que somos carentes: respeito, honestidade, integridade, espiritualidade. No universo de redações analisadas, encontraríamos exemplos de Cidadania Imaginativa: partidos políticos que priorizassem as necessidades de saúde (Partido pela Saúde do Povo?), de corresponsabilidade ambiental (Partido pela Dignidade Ambiental?). Assim, o oceano de ideias apresentadas nessas redações contribuiria para desenvolver nosso senso crítico com a devida humildade: adultos acolheriam sugestões de jovens, engajados em melhorar as condições de vida de nosso povo, em contribuir para uma verdadeira BRASILidade.
O que falta ao Brasil? Reflita e dê uma resposta formativa, caro(a) leitor(a). Além de criar sua lista, formule e implemente soluções que ajudem a TRANSformar nosso país. O que falta ao Brasil para ir além da Ordem e Progresso? PLURI-DIGNIDADE. Uma DIGNIsaúde, uma DIGNeducação, uma DIGNIpolítica, uma DIGNIvida comunitária. Continue, leitor, explorando a pluridimensionalidade da dignidade no contexto brasileiro atual.

(Francisco Gomes de Matos. Disponível em: http://www.diariodepernambuco.com.br/).
Com base no texto 'O QUE FALTA AO BRASIL?', leia as afirmativas a seguir: I. Em “O que falta ao Brasil para ir além da Ordem e Progresso?”, há referência a uma frase externa ao texto que compromete o sentido pragmático da pergunta, caso o leitor não recupere a informação em sua memória.
II. As letras maiúsculas em “TRANSformar” foram usadas para dar realce ao prefixo que significa, no contexto, negação.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1736866 Português
O QUE FALTA AO BRASIL?
Se no Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM fosse pedido aos examinandos uma redação sobre ‘O que falta no Brasil?’, os textos resultantes possivelmente constituiriam uma gigantesca coleção de listas em que estariam explicitados processos/produtos que vergonhosamente encontram-se ausentes entre nós. Essa mega-listagem poderia ser subdividida em listas diversas: o que falta na educação, saúde pública, segurança, economia, política, agricultura, indústria, mídia, tecnologia, nas artes, ciências e relações inter-poderes.
Poderíamos reunir, em uma lista, o que falta para a superação da fome, da pobreza, da miséria, da falta de habitações populares. Quanto à formação individual, compilaríamos uma lista de valores de que somos carentes: respeito, honestidade, integridade, espiritualidade. No universo de redações analisadas, encontraríamos exemplos de Cidadania Imaginativa: partidos políticos que priorizassem as necessidades de saúde (Partido pela Saúde do Povo?), de corresponsabilidade ambiental (Partido pela Dignidade Ambiental?). Assim, o oceano de ideias apresentadas nessas redações contribuiria para desenvolver nosso senso crítico com a devida humildade: adultos acolheriam sugestões de jovens, engajados em melhorar as condições de vida de nosso povo, em contribuir para uma verdadeira BRASILidade.
O que falta ao Brasil? Reflita e dê uma resposta formativa, caro(a) leitor(a). Além de criar sua lista, formule e implemente soluções que ajudem a TRANSformar nosso país. O que falta ao Brasil para ir além da Ordem e Progresso? PLURI-DIGNIDADE. Uma DIGNIsaúde, uma DIGNeducação, uma DIGNIpolítica, uma DIGNIvida comunitária. Continue, leitor, explorando a pluridimensionalidade da dignidade no contexto brasileiro atual.

(Francisco Gomes de Matos. Disponível em: http://www.diariodepernambuco.com.br/).
Com base no texto 'O QUE FALTA AO BRASIL?', leia as afirmativas a seguir: I. Em “Reflita e dê”, as formas verbais se encontram no modo indicativo.
II. Em “Reflita e dê”, há marcas linguísticas instrucionais que sugerem tempo decorrido.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1736731 Português

Leia atentamente o poema Canção de Cecília Meireles, escritora brasileira, para responder a questão 


Canção


Pus o meu sonho num navio e o

navio em cima do mar; - depois,

abri o mar com as mãos,

para o meu sonho naufragar


Minhas mãos ainda estão

molhadas do azul das ondas

entreabertas, e a cor que escorre

de meus dedos colore as areias

desertas.


O vento vem vindo de longe, a

noite se curva de frio; debaixo

da água vai morrendo meu

sonho, dentro de um navio...


Chorarei quanto for preciso,

para fazer com que o mar

cresça, e o meu navio chegue

ao fundo e o meu sonho

desapareça.


Depois, tudo estará perfeito; praia

lisa, águas ordenadas, meus olhos

secos como pedras e as minhas

duas mãos quebradas. 

Nos versos “Chorarei quanto for preciso, / para fazer com que o mar cresça, / e o meu navio chegue ao fundo / e o meu sonho desapareça.”, pode-se identificar um sentimento predominante, que seria:
Alternativas
Q1736729 Português

Leia atentamente o poema Canção de Cecília Meireles, escritora brasileira, para responder a questão 


Canção


Pus o meu sonho num navio e o

navio em cima do mar; - depois,

abri o mar com as mãos,

para o meu sonho naufragar


Minhas mãos ainda estão

molhadas do azul das ondas

entreabertas, e a cor que escorre

de meus dedos colore as areias

desertas.


O vento vem vindo de longe, a

noite se curva de frio; debaixo

da água vai morrendo meu

sonho, dentro de um navio...


Chorarei quanto for preciso,

para fazer com que o mar

cresça, e o meu navio chegue

ao fundo e o meu sonho

desapareça.


Depois, tudo estará perfeito; praia

lisa, águas ordenadas, meus olhos

secos como pedras e as minhas

duas mãos quebradas. 

A temática principal do texto é:
Alternativas
Q1736611 Português
Leia atentamente o poema Poemas aos homens do nosso tempo - XVI, de Hilda Hilst, escritora brasileira, para responder a questão.

Poemas aos homens de nosso tempo - XVI

Enquanto faço o verso, tu decerto vives.
Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o
sangue.
Dirás que sangue é o não teres teu ouro
E o poeta te diz: compra o teu tempo

Contempla o teu viver que corre, escuta
O teu ouro de dentro. É outro o amarelo
que te falo.
Enquanto faço o verso, tu que não me lês
Sorris, se do meu verso ardente alguém
te fala.
O ser poeta te sabe a ornamento,
desconversas:
“Meu precioso tempo não pode ser
perdido com os poetas”. Irmão do
meu momento: quando eu morrer
Uma coisa infinita também morre. É difícil
dizê-lo:
MORRE O AMOR DE UM POETA.
E isso é tanto, que o teu ouro não
compra,
E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão
vasto

Não cabe no meu canto. 
O poema inteiro trata do eu lírico em primeira pessoa, exceto no verso: “E o poeta te diz: compra o teu tempo”. A autora utilizou-se desse artifício para:
Alternativas
Q1736609 Português
Leia atentamente o poema Poemas aos homens do nosso tempo - XVI, de Hilda Hilst, escritora brasileira, para responder a questão.

Poemas aos homens de nosso tempo - XVI

Enquanto faço o verso, tu decerto vives.
Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o
sangue.
Dirás que sangue é o não teres teu ouro
E o poeta te diz: compra o teu tempo

Contempla o teu viver que corre, escuta
O teu ouro de dentro. É outro o amarelo
que te falo.
Enquanto faço o verso, tu que não me lês
Sorris, se do meu verso ardente alguém
te fala.
O ser poeta te sabe a ornamento,
desconversas:
“Meu precioso tempo não pode ser
perdido com os poetas”. Irmão do
meu momento: quando eu morrer
Uma coisa infinita também morre. É difícil
dizê-lo:
MORRE O AMOR DE UM POETA.
E isso é tanto, que o teu ouro não
compra,
E tão raro, que o mínimo pedaço, de tão
vasto

Não cabe no meu canto. 
Este excerto tem como tema central:
Alternativas
Q1735769 Português
Ainda segundo Tania Pellegrini, sobre a obra do escritor Milton Hatoum: “[Hatoum), lançando mão das contribuições das matrizes literárias urbanas clássicas, modernas e contemporâneas, já incorporadas, e à sua luz revendo os conteúdos [...], compõe um tecido rico no seu hibridismo, que conserva vivas todas as suas fontes e é capaz de continuar transmitindo a herança delas recebida. É uma herança renovada que, todavia, ainda se identifica completamente com o passado, resgatando-lhe a identidade e impedindo sua transformação em “texto multicultural.” Nesse sentido, ele consegue não esquecer, mas lembrar; não superar, mas resgatar em termos artísticos de inegável valor o impasse criado pelas desigualdades de fundo da vida social e da multifacetada cultura brasileira, num movimento de incorporação simultânea de termos heterogêneos e numa síntese de profundo significado humano e político.” (https://muse.jhu.edu/article/173647.pdf) De acordo com esta leitura crítica acima, podemos dizer que o autor de Dois Irmãos:
Alternativas
Q1735222 Português
Zana teve de deixar tudo: o bairro portuário de Manaus, a rua em declive sombreada por mangueiras centenárias, o lugar que para ela era quase tão vital quanto a Biblos de sua infância: a pequena cidade no Líbano que ela recordava em voz alta, vagando pelos aposentos empoeirados até se perder no quintal, onde a copa da velha seringueira sombreava as palmeiras e o pomar cultivados por mais de meio século. Perto do alpendre, o cheiro das açucenas-brancas se misturava com o do filho caçula. Então ela sentava no chão, rezava sozinha e chorava, desejando a volta de Omar. Antes de abandonar a casa, Zana via o vulto do pai e do esposo nos pesadelos das últimas noites, depois sentia a presença de ambos no quarto em que haviam dormido [...] Ela imaginava o sofá cinzento na sala onde Halim largava o narguilé para abraçá-la, lembrava a voz do pai conversando com barqueiros e pescadores no Manaus Harbour, e ali no alpendre lembrava a rede vermelha do Caçula [...] "Sei que um dia ele vai voltar", Zana me dizia sem olhar para mim, talvez sem sentir a minha presença, o rosto que fora tão belo agora sombrio, abatido. A mesma frase eu ouvi, como uma oração murmurada, no dia em que ela desapareceu na casa deserta.
(Hatoum, M. Dois irmãos.http://dynamicon.com.br/wpcontent/uploads/2017/02/Dois-irm%C3%A3os-de-MiltonHatoum.pdf)
No trecho acima, há um narrador que está contando a história em primeira pessoa, ou seja, uma narrativa onde o narrador também se torna personagem. No entanto, há momentos de onisciência do narrador, o que seria paradoxal nesta definição. Neste caso, podemos afirmar que o foco narrativo do trecho acima é de natureza:
Alternativas
Q1733231 Português
Ainda segundo Tania Pellegrini, sobre a obra do escritor Milton Hatoum: “[Hatoum), lançando mão das contribuições das matrizes literárias urbanas clássicas, modernas e contemporâneas, já incorporadas, e à sua luz revendo os conteúdos [...], compõe um tecido rico no seu hibridismo, que conserva vivas todas as suas fontes e é capaz de continuar transmitindo a herança delas recebida. É uma herança renovada que, todavia, ainda se identifica completamente com o passado, resgatando-lhe a identidade e impedindo sua transformação em “texto multicultural.” Nesse sentido, ele consegue não esquecer, mas lembrar; não superar, mas resgatar em termos artísticos de inegável valor o impasse criado pelas desigualdades de fundo da vida social e da multifacetada cultura brasileira, num movimento de incorporação simultânea de termos heterogêneos e numa síntese de profundo significado humano e político.”
(https://muse.jhu.edu/article/173647.pdf) 
De acordo com esta leitura crítica acima, podemos dizer que o autor de Dois Irmãos:
Alternativas
Q1733068 Português
Em um trabalho de crítica literária, Tania Pellegrini afirma: “[...] Hatoum e [...] tantos outros antes dele e como ele, [que] utilizaram o gênero com evidente qualidade estética, fazendo-o funcionar como um “instrumento de descoberta do país” (que tanto ainda tem a descobrir!), sem descurar do aspecto humano e sem exaltar o pitoresco da fala e do gesto, sem tratar o homem como apenas mais um elemento da paisagem exótica, que se dá a conhecer aos leitores das cidades do país e do mundo”. (https://muse.jhu.edu/article/173647/pdf)
A que gênero a pesquisadora se refere?
Alternativas
Q1733034 Português
Leia o texto a seguir:
“A realidade de saúde do Brasil é marcada pela coexistência de modelos assistenciais antagônicos: de um lado, o modelo de atenção voltado para queixa/demanda, com foco no tratamento e na cura e em intervenções pontuais em uma perspectiva individual. De outro lado, um modelo pautado em práticas de promoção da saúde que abarca a necessidade do usuário, de modo a intervir na realidade de forma antecipada para evitar o adoecimento e potencializar a saúde, baseado em práticas coletivas e com foco nos determinantes de saúde, pautadas na perspectiva do cuidado longitudinal e na integralidade.  
A respeito da diferença entre demanda e necessidade de saúde, destaca-se que a primeira corresponde à necessidade traduzida na oferta disponibilizada pelos serviços de saúde. Ou seja, no âmbito das atividades disponibilizadas no centro de saúde, a linguagem da doença parece possuir prioridade. Assim, a necessidade de saúde é modelada e se traduz como demanda para que o acesso seja concedido ao sujeito. Já a necessidade de saúde diz respeito à real demanda do sujeito que ultrapassa questões biológicas, estando, inclusive, relacionada ao seu projeto singular de felicidade, abarcando várias dimensões da sua vida.
Para que a necessidade de saúde seja apreendida e captada pelo profissional de saúde, imperativo se faz a priorização de escuta qualificada que pretende compreender o significado da fala do sujeito, considerando seu contexto de vida, seus valores e crenças.”  
(Caçador, Beatriz Santana et al. Ser enfermeiro na estratégia de saúde da família: desafios e possibilidades. REME, Belo Horizonte, vol. 19, n. 3, 2015. DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/1415- 2762.20150047)
Leia as assertivas:  
I. Existem dois tipos de modelos de atenção à saúde no Brasil, um curativo e um preventivo. II. No modelo preventivo, o profissional de enfermagem se dedica a ouvir o paciente e oferecer a medicação adequada a sua condição. III. No modelo curativo, o profissional de enfermagem se dedica a entender o paciente como um todo, para poder oferecer, através de uma compreensão holística, formas de sanar ou evitar que a condição se agrave.
Alternativas
Q1733033 Português
Leia o texto a seguir com atenção.
“O cotidiano do enfermeiro é marcado pelo conflito de ter que se responsabilizar pelo conjunto de atividades que compõe a dinâmica de funcionamento do centro de saúde e o trabalho específico da ESF. A cobrança que se impõe aos enfermeiros não é proporcional às condições que lhes são dadas para responder com qualidade às prerrogativas da saúde da família e ao atendimento da demanda espontânea. Sendo assim, observa-se a vivência de situações conflituosas nas tomadas de decisões, reconhecendo que alguma atividade será negligenciada para que outra seja realizada [...]  
Em estudo acerca do processo de trabalho da enfermeira da saúde da família em relação à realização da puericultura, foi evidenciado que a consulta de enfermagem deixa de ser realizada em algumas situações em decorrência da alta demanda do serviço de saúde. Quando é realizada, encontra-se pautada nas queixas clínicas das mães, não abarcando aspectos de integralidade possíveis com a consulta de enfermagem, bem como mantém o caráter curativista das práticas de saúde.
Aspecto que merece destaque a respeito do impacto da gestão da ESF nas práticas cotidianas dos enfermeiros é a infraestrutura inadequada para o trabalho. A maioria dos enfermeiros cita como grande dificuldade no desempenho de suas funções a ausência de sala para atendimento. Não existem espaços adequados e específicos para que os enfermeiros desenvolvam suas atividades.”  
(Caçador, Beatriz Santana et al. Ser enfermeiro na estratégia de saúde da família: desafios e possibilidades. REME, Belo Horizonte, vol. 19, n. 3, 2015. DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/1415- 2762.20150047)
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q1733010 Português
Leia o texto a seguir com atenção.
“[...]Convidei-o a desmontar, a entrar. Disse de não, conquanto os costumes. Conservava-se de chapéu. Via-se que passara a descansar na sela — decerto relaxava o corpo para dar-se mais à ingente tarefa de pensar. Perguntei: respondeu-me que não estava doente, nem vindo à receita ou consulta. Sua voz se espaçava, querendo-se calma; a fala de gente de mais longe, talvez são-franciscano. Sei desse tipo de valentão que nada alardeia, sem farroma. Mas avessado, estranhão, perverso brusco, podendo desfechar com algo, de repente, por um és-não-és. Muito de macio, mentalmente, comecei a me organizar. Ele falou:  
—"Eu vim preguntar a vosmecê uma opinião sua explicada...
[...]Saiba vosmecê que, na Serra, por o ultimamente, se compareceu um moço do Governo, rapaz meio estrondoso... Saiba que estou com ele à revelia... Cá eu não quero questão com o Governo, não estou em saúde nem idade... O rapaz, muitos acham que ele é de seu tanto esmiolado...
[...] Vosmecê agora me faça a boa obra de querer me ensinar o que é mesmo que é: fasmisgerado... fazmegerado... falmisgeraldo... familhas-gerado...?”
— Famigerado?
— “Sim senhor…” — e, alto, repetiu, vezes, o termo, enfim nos vermelhões da raiva, sua voz fora de foco. E já me olhava, interpelador, intimativo — apertava-me. Tinha eu que descobrir a cara. — Famigerado? Habitei preâmbulos. Bem que eu me carecia noutro ínterim, em indúcias. Como por socorro, espiei os três outros, em seus cavalos, intugidos até então, mumumudos. Mas, Damázio: 
— “Vosmecê declare. Estes aí são de nada não. São da Serra. Só vieram comigo, pra testemunho…” Só tinha de desentalar-me. O homem queria estrito o caroço: o verivérbio.
— Famigerado é inóxio, é “célebre”, “notório”, “notável”… 
— “Vosmecê mal não veja em minha grossaria no não entender. Mais me diga: é desaforado? É caçoável? É de arrenegar? Farsância? Nome de ofensa?”
— Vilta nenhuma, nenhum doesto. São expressões neutras, de outros usos…
— “Pois… e o que é que é, em fala de pobre, linguagem de em dia-de-semana?”
— Famigerado? Bem. É: “importante”, que merece louvor, respeito… 
— “Vosmecê agarante, pra a paz das mães, mão na Escritura?”
Se certo! Era para se empenhar a barba. Do que o diabo, então eu sincero disse:
— Olhe: eu, como o sr. me vê, com vantagens, hum, o que eu queria uma hora destas era ser famigerado — bem famigerado, o mais que pudesse!…
— “Ah, bem!…” — soltou, exultante.  
Saltando na sela, ele se levantou de molas. Subiu em si, desagravava-se, num desafogaréu. Sorriu-se, outro. Satisfez aqueles três: — “Vocês podem ir, compadres. Vocês escutaram bem a boa descrição…” — e eles prestes se partiram. Só aí se chegou, beirando-me a janela, aceitava um copo d’água. Disse: — “Não há como que as grandezas machas duma pessoa instruída!” Seja que de novo, por um mero, se torvava? Disse: — “Sei lá, às vezes o melhor mesmo, pra esse moço do Governo, era ir-se embora, sei não…” Mas mais sorriu, apagarase-lhe a inquietação. Disse: — “A gente tem cada cisma de dúvida boba, dessas desconfianças… Só pra azedar a mandioca…” Agradeceu, quis me apertar a mão. Outra vez, aceitaria de entrar em minha casa. Oh, pois. Esporou, foi-se, o alazão, não pensava no que o trouxera, tese para alto rir, e mais, o famoso assunto.”  
(Rosa, Guimarães. O Famigerado. Em: Primeiras Histórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988, p.13. http://contobrasileiro.com.br/famigerado-conto-de-guimaraes-rosa/)

A partir da leitura acima, podemos afirmar que:  
I. O narrador da história é da área da saúde, possivelmente um médico, e o homem que vem a sua casa vem a cavalo e acompanhado de três cavaleiros. Ele quer saber o significado de uma palavra, dita por um oficial do governo, pelo que podemos entender. Nesta situação, o médico é interpelado pelo homem, que busca saber se essa palavra é uma ofensa ou não. O médico dá uma porção de significados ao homem, mas nenhuma delas dá o significado real com que a palavra deveria ser entendida. II. O narrador da história hesita, não quer dar o significado da palavra que o cavaleiro pede. No final, o cavaleiro fica satisfeito com a explicação do narrador, que deduzimos ser médico, confiando na sabedoria de seu interlocutor. III. O cavaleiro busca saber o significado da palavra famigerado pois não teve oportunidade de estudar, por viver em um lugar ermo e de difícil acesso. De forma que, buscando uma pessoa de confiança, procura o narrador, que deduzimos ser médico, pois confiar que ele saberia explicar essa palavra. IV. O narrador hesita ao dar o significado para o cavaleiro, pois pensa que o homem e seus acompanhantes podem querer fazer mal a ele, caso conheça a real acepção de famigerado. O narrador, nesse caso, dá outras palavras, com conotações positivas, mas mesmo assim os outros cavaleiros ficam desconfiados.   Assinale a alternativa correta, em relação às assertivas acima:
Alternativas
Q1733003 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:
“A instalação do modelo penitenciário em Florianópolis vem atender a demandas regionais, como a necessidade de um local para se colocar detentos de outras cidades de Santa Catarina, como Blumenau, com um parque industrial em expansão e, consequentemente, percebendo a formação de uma classe de operários que precisava ser controlada; mas aparece em conjunto com um ideal de "progresso" nacional, baseado num pensamento médico-higienista.  
A cidade também estava em busca da "ordem e progresso", princípios do pensamento positivista que tomaram conta do país. As necessidades de higiene exigiam uma intervenção médica, muitas vezes autoritária, sobre o que aparecia como foco privilegiado de doenças, como, por exemplo: hospitais, prisões, portos, cortiços. A partir deste saber médico-administrativo, ou seja, a partir da aplicação prática da medicina social, na forma de pensamento higienista e eugenista, forma-se o núcleo que dá origem à "economia social e à sociologia do século XIX" (Foucault, 1993, p.103). A distribuição e vigilância dos indivíduos e a reorganização das cidades seria feita e ditada por normas médico-higienistas, numa época em que aglomeração de pessoas e desordem eram sinônimos de doenças, epidemias, atraso, caos.
Pretende-se fazer, aqui, uma análise do processo de criação e reorganização do modelo penitenciário na cidade de Florianópolis, ocorrido nos anos 30 do século passado, como uma situação particular dentro desse processo de reestruturação das cidades, que não pode ser pensada fora do espaço da medicalização dos corpos.
Com vistas à utilização racional da vida e das instituições, o hospital, assim como a prisão, transforma-se em máquina de curar. A observação, as anotações e os registros, com a ajuda da estatística, permitem a fixação do conhecimento dos indivíduos, dos diferentes casos clínicos, seguindo a evolução particular das doenças até atingir registros populacionais, o que Foucault (1988) chamou de biopolítica das populações.
Quando se analisa a instalação do modelo penitenciário na cidade de Florianópolis por intermédio do viés do pensamento médico-jurídico e suas possíveis interfaces, percebe-se, mediante os discursos presentes nas fontes primárias estudadas, uma preocupação muito forte com o crime associado à hereditariedade, degeneração e higiene, além da utilização de um marcante vocabulário médico. 
A grande questão em relação às aglomerações urbanas e à falta de infraestrutura das cidades do século XIX consistia no perigo do contágio de doenças, o que acontecia, segundo as autoridades da Saúde Pública, por intermédio das habitações dos pobres, como as casas de estalagem e os cortiços. Era necessário, então, conhecer a origem das epidemias e, para isso, criou-se um gênero, a topografia médica, o conjunto de dados ou estudos que englobavam a força dos ventos e das marés, as chuvas, o estado das ruas, as habitações e quartos dos trabalhadores. Seria o ponto de partida de diversas intervenções urbanas sanitárias. A Higiene se cria entre miasmas e números.”
(Rebelo, Fernanda; Caponi, Sandra. A medicalização do crime: a
Penitenciária de Florianópolis como espaço de saber e poder (1933-
1945). Revista Interface – Comunicação, Saúde, Educação,
Botucatu, vol. 2, n. 22, mai/ago 2007.
http://dx.doi.org/10.1590/S1414-32832007000200002)
De acordo com o texto, se pode afirmar que:
Alternativas
Q1731401 Português
Leia as afirmativas a seguir: I. A primeira geração do Romantismo no Brasil é conhecida também como fase indianista/nacionalista. Suas características incluem a exaltação à pátria, à natureza exuberante, a exaltação do ideal nacional e do amor idealizado. II. Com relação à escrita dos numerais, usa-se a conjunção “e” entre as centenas e dezenas, exceto as unidades. Por exemplo: Trezentos e vinte e três. Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1731400 Português
Leia as afirmativas a seguir: I. O numeral ordinal nem sempre se flexiona em relação ao substantivo. Por exemplo: O erro está no capítulo segundo. II. A avaliação deve ser compreendida como conjunto de ações organizadas com a finalidade de obter informações sobre o que o aluno aprendeu, de que forma e em quais condições. Para tanto, é preciso elaborar um conjunto de procedimentos investigativos que possibilitem o ajuste e a orientação da intervenção pedagógica para tornar possível o ensino e a aprendizagem de melhor qualidade. Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1731399 Português
Leia as afirmativas a seguir: I. Usam-se os pronomes esse, esses, essa, essas e isso para indicar um momento presente mencionado anteriormente, não muito longínquo. Por exemplo: Nesse ano, conheci meu atual namorado. II. A avaliação precisa acontecer num contexto em que seja possibilitada ao aluno a reflexão tanto sobre os conhecimentos construídos, o que sabe, quanto sobre os processos pelos quais isso ocorreu, como conseguiu aprender. Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1731397 Português
Leia as afirmativas a seguir: I. A produção literária de José de Alencar exclui romances urbanos, indianistas, históricos e regionalistas. II. Do ponto de vista semântico, o numeral indica quantidade exata, ordem numérica, múltiplo ou fração de pessoas ou coisas. São classificados em cardinais, ordinais, multiplicativos ou fracionários. Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1731384 Português
Texto : Ele entrou, trazendo ainda nos olhos a fadiga da noite ruim, quase passada em claro, no vaivém da rede, que participava de sua inquietação e de seu nervoso, agitando-se num balanço seco e rangedor, ram, rem, ram, rem!...como se estivesse também neurastênica e exausta. Durante a vigília triste mais do que nunca o atormentara a angústia de seu isolamento, a medonha desolação em que andava a sua vida. A seca, com aquele sol eterno, Conceição com sua indiferença tão fria e longínqua, e o gado moribundo, os roçados calcinados, tudo crescia a seus olhos, na sombra espessa do quarto, em desmedidas proporções de pesadelo. Afinal sua energia e sua paciência se revoltavam; naquela hora de opressão, o que queria era uma solução cortante, rápida, que acabasse de vez com a espera sem fim dum ano tão comprido e tão mau.  
(Queiroz, R. O quinze. https://vivelatinoamerica.files.wordpress.com/2016/03/o_quinze _obra_-_rachel_de_queiroz.pdf)


O narrador do texto é:
Alternativas
Respostas
26981: B
26982: B
26983: D
26984: C
26985: B
26986: B
26987: A
26988: A
26989: A
26990: B
26991: D
26992: B
26993: D
26994: C
26995: B
26996: B
26997: C
26998: C
26999: C
27000: D