Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q974808 Português

                                     Nero e a lira


      O Brasil ficou chocado com o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro. Só diante das chamas terríveis e do patrimônio desaparecido para sempre que alguns perceberam que nunca tinham ido ao espaço museológico agora perdido. Eu já tinha escrito o mesmo sobre os riscos da nossa Biblioteca Nacional e do seu acervo inestimável em condições de risco similar. Aqui em São Paulo, é o caso do Museu do Ipiranga, fechado há tanto tempo. Perde o público, perde a cultura e empobrecemos em um campo já abalado da memória. Até quando? O que mais precisaria queimar no Brasil, para que a gente percebesse que patrimônio é algo que se vai para sempre?

      O descaso tem precedentes terríveis. Em 1978, um conjunto inestimável de quadros virou cinzas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Patrimônio científico foi carbonizado várias vezes: a coleção do Instituto Butantã em São Paulo e do Museu de Ciências Naturais da PUC de Minas Gerais. Coleções insubstituíveis torraram por completo. O Museu da Língua Portuguesa ardeu em chamas, como também a tapeçaria de Tomie Ohtake no Memorial da América Latina: somos o país que usa cultura como material de combustão. Nenhum Nero foi indiciado, ninguém responde, nada se faz com tantos e repetidos avisos trágicos. É uma política de terra arrasada, de resultados eficazes e criminosos.

      Mesmo aquilo que funciona e bem corre o risco do desamparo. A Sala São Paulo enche de orgulho os paulistas e brasileiros. A Osesp é uma joia esculpida com trabalho, talento e muito sacrifício. Manter algo do padrão da Osesp e da Sala São Paulo em um país como o Brasil é quase um milagre. A qualidade material da sala, o esforço de todos e a educação de um público fiel. Por ela passa a fina flor da música brasileira e internacional.

      A cultura brasileira é assim. Muita coisa queimou, projetos sobreviveram em estado precário, e todos aguardam poderes sensíveis ao papel insubstituível da cultura na definição da cidadania. Quando eu vejo o montante do fundo partidário em comparação ao estado precário de orquestras e museus, sou percorrido por uma dor muito forte.

      O que mais terá de silenciar, queimar, desaparecer ou ficar no passado até que acordemos? Quantos artistas deixarão de comunicar seu talento com uma sociedade que necessita desesperadamente de criação e sensibilidade para pensar mais alto e melhor? Alguém aqui acha coincidência que a economia mais forte da Europa, a Alemanha, também seja uma terra de forte investimento privado e público na música e nas artes? O que mais precisa desaparecer para sempre, para que governos e eleitores descubram o valor do nosso patrimônio material e imaterial?

      Para nós, pessoas sem poder, resta prestigiar o que ainda existe, visitar mais nossos museus, cobrar dos políticos que elegemos há pouco e valorizar com alunos e filhos os muitos heróis de uma resistência cultural.

               (Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 18.11.2018. Adaptado)

O trecho em destaque no quarto parágrafo indica
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Q974807 Português

                                     Nero e a lira


      O Brasil ficou chocado com o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro. Só diante das chamas terríveis e do patrimônio desaparecido para sempre que alguns perceberam que nunca tinham ido ao espaço museológico agora perdido. Eu já tinha escrito o mesmo sobre os riscos da nossa Biblioteca Nacional e do seu acervo inestimável em condições de risco similar. Aqui em São Paulo, é o caso do Museu do Ipiranga, fechado há tanto tempo. Perde o público, perde a cultura e empobrecemos em um campo já abalado da memória. Até quando? O que mais precisaria queimar no Brasil, para que a gente percebesse que patrimônio é algo que se vai para sempre?

      O descaso tem precedentes terríveis. Em 1978, um conjunto inestimável de quadros virou cinzas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Patrimônio científico foi carbonizado várias vezes: a coleção do Instituto Butantã em São Paulo e do Museu de Ciências Naturais da PUC de Minas Gerais. Coleções insubstituíveis torraram por completo. O Museu da Língua Portuguesa ardeu em chamas, como também a tapeçaria de Tomie Ohtake no Memorial da América Latina: somos o país que usa cultura como material de combustão. Nenhum Nero foi indiciado, ninguém responde, nada se faz com tantos e repetidos avisos trágicos. É uma política de terra arrasada, de resultados eficazes e criminosos.

      Mesmo aquilo que funciona e bem corre o risco do desamparo. A Sala São Paulo enche de orgulho os paulistas e brasileiros. A Osesp é uma joia esculpida com trabalho, talento e muito sacrifício. Manter algo do padrão da Osesp e da Sala São Paulo em um país como o Brasil é quase um milagre. A qualidade material da sala, o esforço de todos e a educação de um público fiel. Por ela passa a fina flor da música brasileira e internacional.

      A cultura brasileira é assim. Muita coisa queimou, projetos sobreviveram em estado precário, e todos aguardam poderes sensíveis ao papel insubstituível da cultura na definição da cidadania. Quando eu vejo o montante do fundo partidário em comparação ao estado precário de orquestras e museus, sou percorrido por uma dor muito forte.

      O que mais terá de silenciar, queimar, desaparecer ou ficar no passado até que acordemos? Quantos artistas deixarão de comunicar seu talento com uma sociedade que necessita desesperadamente de criação e sensibilidade para pensar mais alto e melhor? Alguém aqui acha coincidência que a economia mais forte da Europa, a Alemanha, também seja uma terra de forte investimento privado e público na música e nas artes? O que mais precisa desaparecer para sempre, para que governos e eleitores descubram o valor do nosso patrimônio material e imaterial?

      Para nós, pessoas sem poder, resta prestigiar o que ainda existe, visitar mais nossos museus, cobrar dos políticos que elegemos há pouco e valorizar com alunos e filhos os muitos heróis de uma resistência cultural.

               (Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 18.11.2018. Adaptado)

Com o segmento “...papel insubstituível da cultura na definição da cidadania.” [4° parágrafo] o autor
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Q974806 Português

                                     Nero e a lira


      O Brasil ficou chocado com o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro. Só diante das chamas terríveis e do patrimônio desaparecido para sempre que alguns perceberam que nunca tinham ido ao espaço museológico agora perdido. Eu já tinha escrito o mesmo sobre os riscos da nossa Biblioteca Nacional e do seu acervo inestimável em condições de risco similar. Aqui em São Paulo, é o caso do Museu do Ipiranga, fechado há tanto tempo. Perde o público, perde a cultura e empobrecemos em um campo já abalado da memória. Até quando? O que mais precisaria queimar no Brasil, para que a gente percebesse que patrimônio é algo que se vai para sempre?

      O descaso tem precedentes terríveis. Em 1978, um conjunto inestimável de quadros virou cinzas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Patrimônio científico foi carbonizado várias vezes: a coleção do Instituto Butantã em São Paulo e do Museu de Ciências Naturais da PUC de Minas Gerais. Coleções insubstituíveis torraram por completo. O Museu da Língua Portuguesa ardeu em chamas, como também a tapeçaria de Tomie Ohtake no Memorial da América Latina: somos o país que usa cultura como material de combustão. Nenhum Nero foi indiciado, ninguém responde, nada se faz com tantos e repetidos avisos trágicos. É uma política de terra arrasada, de resultados eficazes e criminosos.

      Mesmo aquilo que funciona e bem corre o risco do desamparo. A Sala São Paulo enche de orgulho os paulistas e brasileiros. A Osesp é uma joia esculpida com trabalho, talento e muito sacrifício. Manter algo do padrão da Osesp e da Sala São Paulo em um país como o Brasil é quase um milagre. A qualidade material da sala, o esforço de todos e a educação de um público fiel. Por ela passa a fina flor da música brasileira e internacional.

      A cultura brasileira é assim. Muita coisa queimou, projetos sobreviveram em estado precário, e todos aguardam poderes sensíveis ao papel insubstituível da cultura na definição da cidadania. Quando eu vejo o montante do fundo partidário em comparação ao estado precário de orquestras e museus, sou percorrido por uma dor muito forte.

      O que mais terá de silenciar, queimar, desaparecer ou ficar no passado até que acordemos? Quantos artistas deixarão de comunicar seu talento com uma sociedade que necessita desesperadamente de criação e sensibilidade para pensar mais alto e melhor? Alguém aqui acha coincidência que a economia mais forte da Europa, a Alemanha, também seja uma terra de forte investimento privado e público na música e nas artes? O que mais precisa desaparecer para sempre, para que governos e eleitores descubram o valor do nosso patrimônio material e imaterial?

      Para nós, pessoas sem poder, resta prestigiar o que ainda existe, visitar mais nossos museus, cobrar dos políticos que elegemos há pouco e valorizar com alunos e filhos os muitos heróis de uma resistência cultural.

               (Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 18.11.2018. Adaptado)

Ao afirmar que nenhum Nero foi indiciado, o autor ressalta a ideia de que
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Q974805 Português

                                     Nero e a lira


      O Brasil ficou chocado com o incêndio do Museu Nacional no Rio de Janeiro. Só diante das chamas terríveis e do patrimônio desaparecido para sempre que alguns perceberam que nunca tinham ido ao espaço museológico agora perdido. Eu já tinha escrito o mesmo sobre os riscos da nossa Biblioteca Nacional e do seu acervo inestimável em condições de risco similar. Aqui em São Paulo, é o caso do Museu do Ipiranga, fechado há tanto tempo. Perde o público, perde a cultura e empobrecemos em um campo já abalado da memória. Até quando? O que mais precisaria queimar no Brasil, para que a gente percebesse que patrimônio é algo que se vai para sempre?

      O descaso tem precedentes terríveis. Em 1978, um conjunto inestimável de quadros virou cinzas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Patrimônio científico foi carbonizado várias vezes: a coleção do Instituto Butantã em São Paulo e do Museu de Ciências Naturais da PUC de Minas Gerais. Coleções insubstituíveis torraram por completo. O Museu da Língua Portuguesa ardeu em chamas, como também a tapeçaria de Tomie Ohtake no Memorial da América Latina: somos o país que usa cultura como material de combustão. Nenhum Nero foi indiciado, ninguém responde, nada se faz com tantos e repetidos avisos trágicos. É uma política de terra arrasada, de resultados eficazes e criminosos.

      Mesmo aquilo que funciona e bem corre o risco do desamparo. A Sala São Paulo enche de orgulho os paulistas e brasileiros. A Osesp é uma joia esculpida com trabalho, talento e muito sacrifício. Manter algo do padrão da Osesp e da Sala São Paulo em um país como o Brasil é quase um milagre. A qualidade material da sala, o esforço de todos e a educação de um público fiel. Por ela passa a fina flor da música brasileira e internacional.

      A cultura brasileira é assim. Muita coisa queimou, projetos sobreviveram em estado precário, e todos aguardam poderes sensíveis ao papel insubstituível da cultura na definição da cidadania. Quando eu vejo o montante do fundo partidário em comparação ao estado precário de orquestras e museus, sou percorrido por uma dor muito forte.

      O que mais terá de silenciar, queimar, desaparecer ou ficar no passado até que acordemos? Quantos artistas deixarão de comunicar seu talento com uma sociedade que necessita desesperadamente de criação e sensibilidade para pensar mais alto e melhor? Alguém aqui acha coincidência que a economia mais forte da Europa, a Alemanha, também seja uma terra de forte investimento privado e público na música e nas artes? O que mais precisa desaparecer para sempre, para que governos e eleitores descubram o valor do nosso patrimônio material e imaterial?

      Para nós, pessoas sem poder, resta prestigiar o que ainda existe, visitar mais nossos museus, cobrar dos políticos que elegemos há pouco e valorizar com alunos e filhos os muitos heróis de uma resistência cultural.

               (Leandro Karnal. O Estado de S.Paulo. 18.11.2018. Adaptado)

O título do texto refere-se ao imperador romano Nero, que ordenou atear fogo em Roma, e à lira, instrumento musical que simboliza as artes. Assinale a alternativa que, de acordo com o texto, explica o sentido expresso no título.
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Q974474 Português
O anúncio, em alusão ao dia da educação, tem por objetivo principal
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Q974473 Português

Considere o seguinte texto do anúncio.


No Brasil, existem aproximadamente 16 milhões de pessoas incapazes de ler e de escrever ao menos um simples bilhete. Considerando-se o conceito de “analfabeto funcional” que inclui as pessoas com menos de quatro séries de estudo concluídas, o número salta para 33 milhões.


Com base no texto do anúncio destacado acima, é correto afirmar que cerca de 16 milhões de brasileiros não vão ler o anúncio porque

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Q974472 Português

A fome é um crime


Não há outra maneira de dizer. Não há atenuante. Em um mundo que produz alimentos suficientes para dar de comer a todos os seus habitantes, a fome nada mais é do que um crime. Todos os dias, assistimos, do conforto de nossas poltronas e a uma distância segura proporcionada pelas telas da televisão, ao desespero de pessoas pobres e vulneráveis que são forçadas a migrar nas condições mais humilhantes. A maioria delas são provenientes de áreas rurais.

Temos que fazer mais por essas pessoas. Não podemos permitir que elas fiquem para trás. Fazer vista grossa e não debater as causas mais profundas de como erradicar a fome e a pobreza é algo criminoso. Sabemos como fazê-lo. Sabemos o que funciona. Mas não teremos sucesso se a violência continuar, se os conflitos não terminarem.

Os dados mais recentes da FAO indicam que, após quase uma década de declínio, o número de pessoas afetadas pela fome no mundo aumentou novamente, com 815 milhões de habitantes sofrendo de desnutrição crônica em 2016. Em 2017, 124 milhões necessitaram de assistência alimentar de emergência, em comparação com os 108 milhões de 2016. Não é coincidência. Esses números refletem uma década de redução gradual da paz mundial, principalmente devido aos crescentes conflitos no Oriente Médio e na África, e seus efeitos indiretos em outras áreas, segundo dados do 2018 Global Peace Index publicado no início deste mês.

Assim, não nos faltam novas evidências: a fome tem aumentado em cenários mais violentos. A relação é direta. É em países como a Síria, Iêmen, Afeganistão, Sudão do Sul, Iraque e Somália que encontramos algumas das maiores taxas de insegurança alimentar. A América Latina também testemunha retrocesso de desenvolvimento – e, em alguns casos, testemunha também o retorno da fome e da exclusão social devido a conflitos internos e à instabilidade social.

Por isso, é um paradoxo notar que os gastos militares globais continuem aumentando, enquanto países destinam cada vez menos recursos para combater a fome no mundo. [...]

Esta relação é muitas vezes ignorada, mas todos os países devem ter em conta que a paz e o fim dos conflitos são essenciais para reduzir novamente o número de pessoas famintas. E todos devemos lembrar que a paz não é apenas a ausência de conflito. A paz é uma dinâmica muito mais complexa e permanente das relações entre pessoas e entre povos, em que os alimentos ocupam lugar fundamental.

Os direitos humanos e os povos são valores indivisíveis na construção democrática, sendo fundamentais para alcançar a plena igualdade. Por isso, é urgente que fortaleçamos as condições de vida e que trabalhemos pelo desenvolvimento dos povos. Apenas assim eles poderão firmar seus valores e desfrutar de uma vida digna.

Nesta dinâmica, há algo inquestionável: os mais pobres são aqueles que mais precisam do apoio e da solidariedade do resto do mundo. Somente a partir dessa concepção é que poderemos erradicar a fome e construir uma sociedade mais justa e mais humana para todos.

SILVA, José Graziano da e ESQUIVEL, Adolfo Pérez. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/06/26/opinion/1530022522_378648.html. Acesso em 09.jan.2019. (Adaptado)


No texto, os autores se valeram de dados da FAO e do 2018 Global Peace Index para sustentar a tese que

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Q974471 Português

Contratam-se mulheres

Em períodos de crise, os empregadores preferem contratar ou manter mulheres em suas empresas, dizem professores entrevistados pela BBC News Brasil. Apesar de a taxa de desemprego ser tradicionalmente maior entre elas, durante recessões os empresários são guiados pela necessidade: mulheres têm salários menores do que homens e, em geral, aceitam condições de trabalho menos garantidas.

Em 2017, de acordo com a Pnad, os homens ganhavam, em média, 29,7% a mais do que as mulheres. "Elas têm uma formação melhor, mais escolaridade, mas salários menores. Ganhar menos ou aceitar emprego em condições piores, sem carteira, é uma característica do emprego feminino que atrai as empresas. As empresas querem reduzir custos, se livrar das leis trabalhistas. “É uma questão de sobrevivência", diz a professora do Departamento de Economia da PUC, Anita Kon.

As mudanças estruturais no mercado brasileiro foram fundamentais para permitir que mulheres se tornassem provedoras durante a crise, acrescenta a professora Angela Araújo. Uma dessas transformações foi o crescimento, na última década, do setor de serviços de educação e de saúde, onde elas são maioria. Desde o começo dos anos 2010, esse tipo de ocupação ultrapassou os serviços domésticos como a função que mais emprega brasileiras.

Por trás da expansão dos serviços, explicam os entrevistados, está a multiplicação de sistemas privados de educação e de saúde – faculdades e clínicas particulares –, muitos deles contratantes de empresas terceirizadas. Por causa disso, os professores alertam que boa parte dessas vagas oferece condições precárias de trabalho.

Para a economista e professora da UFRJ Lena Lavinas, a flexibilização, impulsionada pela reforma trabalhista, também pode ter ajudado a entrada ou a permanência das mulheres em seus cargos. Com a possibilidade de negociação direta entre patrão e funcionário e de contratos de trabalho intermitente com salários mais baixos, por exemplo, a resistência à contratação de mulheres – por receio de que engravidem ou faltem para se dedicar aos filhos – é menor. […]

As trajetórias profissionais das mulheres costumam ter um movimento de entrada e de saída do mercado para se adaptar ao itinerário da família, explica a professora do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Juiz de Fora, Ana Claudia Moreira Cardoso. E seria por isso que muitas não conseguem subir na hierarquia profissional e permanecem auxiliares no sustento da casa.

Além dela, outros professores entrevistados pela BBC Brasil defendem que, apesar de consistente e representativa de uma luta por autonomia, a entrada das mulheres na força de trabalho aconteceu pela porta lateral.

FAGUNDEZ, Ingrid. Disponível em: https://noticias.r7.com/economia/mulheres-sobrecarregadas-e-homens-desempregados-familias-brasileiras-chegam-a-2019-ainda-em-crise-08012019. Acesso em 13.jan. 2019. (Adaptado)


Considere o seguinte enunciado.


“... a entrada das mulheres na força de trabalho aconteceu pela porta lateral.”

A partir da leitura do texto, é correto inferir que isso se deu porque as mulheres

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Q974469 Português

                                 Indevida culpa materna 


      Se eu pudesse aliviar o mundo de um sofrimento, seria o de remover as culpas indevidas que a maioria das mulheres carrega dentro de si, na função de mãe. 

      Para qualquer problema comportamental apresentado por uma criança ou por um adolescente, ou até mesmo por alguns adultos, há uma mãe se responsabilizando por ele. Há, sem dúvida, responsabilidades de que as mães não podem se furtar na educação dos filhos, mas uma boa parte da culpa é devida à cultura da época e do local, e pode ser evitada.

      Hoje a grande culpa indevida é a que a maioria das mães pensa/sente que está “em falta” com os filhos quando trabalha fora. Essa culpa, que sabota a felicidade familiar, deve-se ao pensamento de que ela deveria se dedicar mais aos filhos.

      Algumas mães podem ter a opção de não trabalhar (fora) e permanecer mais tempo com os filhos. Mas estes não precisam delas o tempo todo e, se precisarem, é porque já existe uma dinâmica de comportamentos problemáticos: o sufocado produz e sustenta um folgado. Ou seja: embaixo de um sufocado (mãe) tem sempre um ou vários folgados (filhos e, às vezes, também outros adultos).

      Enquanto a mãe não resolver essa equação, ficará cada vez mais sufocada, e os filhos, cada vez mais folgados, malcriados e tiranos. Essa sufocada mãe vai achar que 24 horas por dia são insuficientes para atender a tantos folgados e… lá vem a culpa indevida!

      A sufocada vai se sufocando porque quer deixar todos os filhos satisfeitos somente quando aprenderem a cuidar de si e dos seus pertences e ajudar os conviventes necessitados. Essa prática entra em conflito com outro pensamento: é obrigação da mãe fazer sempre tudo e mais alguma coisa para os filhos.

      Quem foi que estabeleceu essa lei? Quem ensinou a mãe a ser sufocada? Vem da época do machismo, quando surgiu a figura da “boa mãe”, que todas as mulheres buscavam e buscam ser, cujo resultado final é perpetuar os filhos no folgado e inadequado machismo.

      A boa mãe ensina o filho a fazer o que é capaz e cobra. Cobrança, estabelecimento de limites, responsabilidade que gera liberdade, ética para ser bem tratada, mesmo estando ausente, perde quem não cuida do que tem, prazos existem para serem cumpridos, necessidades têm que ser satisfeitas e vontades, quando puder, são costumes que devem ser adotados em casa para que a mãe tenha prazer e paz ao voltar para o “lar, doce lar”.
 
TIBA, Içami. Disponível em:https://editoraintegrare.com.br/blogs/educacao/indevida-culpa-materna-por-icami-tiba. Acesso em 30.jan.2019.

Com base na leitura do texto, é correto afirmar que seu objetivo central é defender a ideia de que
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Q974467 Português

      Se, na primeira vez, o filme “Café com canela” me avassalou, agora então, sem qualquer cerimônia, atravessou meu coração! Estou, desde menina, chafurdada na magia dessa sétima arte que tanto admiro e na qual também trabalho. Portanto, acostumada às salas de cinema e a sua película tão parecida com sonho. Lo que passa és que o filme de Glenda Nicácio e Ary Rosa me é inaugural e o é para o cinema brasileiro, que é também o do mundo.  

      Ao falar a partir da própria aldeia com extrema maestria, Cachoeira, cidade do Recôncavo onde se passa a premiada obra, consegue abrigar nos seus 122 minutos todas as Áfricas e as não Áfricas também. É de e sobre o afeto. A afetividade é sua liga, argamassa, presença invisível e aderente em todos os “frames”. É o pontilhado discretíssimo que forma a imagem. O filme foi identificado já em seu lançamento em Brasília como uma obra de afeto. E aí traz o mundo inteiro no bolso.  

      Não só pelo afeto ser uma forma de conhecimento, como afirma Espinosa, mas porque, em seu bojo, a humanidade se esculpe. Tudo passa por essa via: os primeiros cuidados, a autoconfiança, o autoconhecimento, a relação com o outro, com o trabalho, com a natureza, com a política... tudo passa pela estrada do afeto. Tramas urdidas com esta linha decidem o jogo da vida. Por causa do afeto ou de sua falta, muitas tramas se banham em dramas.  

      Mas então é inaugural por que, se muitos filmes falam de afeto, sua doença, seu avesso, que é a guerra? É que o filme me atravessou por identificação! Vi os aniversários lá de casa. Vi minha madrinha, tios, primos, minha gente alegre na tela do cinema. Normal. Bebendo cerveja de bar, contando piada, sem chororô estereotipado, e tirando sempre onda do sofrimento. Sem negá-lo. Tirando de letra a pesada lida da vida de uma etnia que experimenta há séculos uma realidade estruturalmente racista. E tem que sobreviver. E arrumar saúde. E durar pra virar o jogo sem ser abatido em “pleno voo”, como diz Martha Medeiros. Mas o filme não fala disso. Não precisa. Sua prova factual é irrefutável. O filme é trágico sem ser triste. Está ali a dona morte visitando a realidade exposta, mas tudo é costurado na linha da oferenda, no caminho da generosidade, fundamento matriz da filosofia africana, sem a qual não teríamos sobrevivido até aqui. [...]
 
LUCINDA, Elisa. Disponível em: https://www.jb.com.br/colunistas/cercadinho_de_palavras/2018/08/1774-me-vi-no-cinema.html . Acesso em 08.jan2019.(Adaptado)

Para a autora, o diferencial do filme comentado consiste no fato de
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Ano: 2019 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2019 - UFU-MG - Administrador |
Q974434 Português
    Mais um dia cansativo. São seis horas da tarde e, após um dia estressante no trabalho, a única coisa que você quer é chegar em casa e descansar. Mas, conforme o ônibus avança, aparecem no caminho os bares da vida. O ônibus para no sinal e, ao olhar para o lado, você vê todas aquelas pessoas com seus copos nas mãos, sentadas, rindo. Mas eu já bebi ontem, você pensa. E hoje ainda é terça-feira.
   É difícil resistir. Desce tão gelada, refrescante. Só um copinho, você diz. Ainda mais depois de um longo dia de trabalho, eu mereço. Toca a sineta e você desce do ônibus pensando: um diazinho a mais que mal tem?
   Essa é uma cena comum que repercute entre as milhares de pessoas que utilizam o álcool como uma forma de desestressar. O problema está quando isso se torna frequente, dia após dia. O consumo excessivo e inadequado pode acarretar dependência química, conhecida como alcoolismo.
  De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de álcool per capita no Brasil aumentou 43,5% em dez anos. Ainda de acordo com a OMS, um total de 3,3 milhões de pessoas morrem todos os anos pelas consequências do álcool, representando 5,9% de todas as mortes no mundo. Em pessoas de 20 a 39 anos, 25% das mortes têm uma relação direta com o álcool. 
   Para a OMS, os governos têm a responsabilidade de formular, implementar, monitorar e avaliar políticas públicas para reduzir o uso excessivo do álcool.

FERNANDES, Octávio Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/blogs/opinião1363900/Alcool-o-prazer que-destroi-aos-poucos-1.686439. Acesso em 16.jan.2019. (Adaptado)
Com base na leitura do texto, é correto afirmar que
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Ano: 2019 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2019 - UFU-MG - Administrador |
Q974433 Português
    Mais um dia cansativo. São seis horas da tarde e, após um dia estressante no trabalho, a única coisa que você quer é chegar em casa e descansar. Mas, conforme o ônibus avança, aparecem no caminho os bares da vida. O ônibus para no sinal e, ao olhar para o lado, você vê todas aquelas pessoas com seus copos nas mãos, sentadas, rindo. Mas eu já bebi ontem, você pensa. E hoje ainda é terça-feira.
   É difícil resistir. Desce tão gelada, refrescante. Só um copinho, você diz. Ainda mais depois de um longo dia de trabalho, eu mereço. Toca a sineta e você desce do ônibus pensando: um diazinho a mais que mal tem?
   Essa é uma cena comum que repercute entre as milhares de pessoas que utilizam o álcool como uma forma de desestressar. O problema está quando isso se torna frequente, dia após dia. O consumo excessivo e inadequado pode acarretar dependência química, conhecida como alcoolismo.
  De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de álcool per capita no Brasil aumentou 43,5% em dez anos. Ainda de acordo com a OMS, um total de 3,3 milhões de pessoas morrem todos os anos pelas consequências do álcool, representando 5,9% de todas as mortes no mundo. Em pessoas de 20 a 39 anos, 25% das mortes têm uma relação direta com o álcool. 
   Para a OMS, os governos têm a responsabilidade de formular, implementar, monitorar e avaliar políticas públicas para reduzir o uso excessivo do álcool.

FERNANDES, Octávio Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/blogs/opinião1363900/Alcool-o-prazer que-destroi-aos-poucos-1.686439. Acesso em 16.jan.2019. (Adaptado)
Para garantir a adesão à ideia de que o governo é responsável pelo estabelecimento de políticas públicas que reduzam o consumo de álcool, o autor apresenta
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Ano: 2019 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2019 - UFU-MG - Administrador |
Q974432 Português
    Quando o YouTube foi lançado, em fevereiro de 2005, não havia quem não achasse a ideia genial. Mas também não faltava quem dissesse que jamais daria lucro. Quem, afinal, anunciaria em um site de vídeos pessoais, com gracinhas de crianças e de cachorrinhos que só a família e os amigos vão ver? O Google, que sabe das coisas, não pensou assim. Em outubro do ano seguinte, arrematou o YouTube por nada menos que US$ 1,65 bilhão em ações. O resto da história você já sabe. Dez anos depois, o site é repleto de anúncios de empresas ávidas pela atenção de mais de 4 bilhões de visualizações diárias. Para isso, investem US$ 4,28 bilhões por ano.
    O bom é que uma parte dessa bolada pode até ser sua. Em outra inovação no Google na publicidade, quem posta um vídeo de sucesso pode ficar com uma porcentagem. E há quem já esteja ganhando muito, muito, mas muito dinheiro mesmo. São os chamados youtubers – gente comum, que, do quarto ou do quintal, não importa, é capaz de fazer um vídeo se tornar viral na internet e ser visto por milhões e milhões de pessoas. De humor a histórias do cotidiano, como escola e relacionamentos, de paródias musicais a críticas sociais, qualquer tema pode ser sucesso. E dar dinheiro. [...] Com tanto dinheiro em jogo, você já deve a esta altura ter imaginado que o que era diversão já deve ser profissão. E acertou. De olho não só no lucro, mas também na satisfação com audiências que superam a de vários canais de televisão, os youtubers mais bem-sucedidos já trocaram faz tempo as webcams por estúdios com estrutura profissional, tal qual um canal de televisão. E no fundo não deixam de ser.
    O Google fornece a quem firma parceria com a empresa a ferramenta YouTube Analytics, que troca a intuição pela ciência. Com ela, é possível analisar a audiência em tempo real – melhores horários, origem, dispositivo usado, sistema operacional, tempo no canal, compartilhamentos. E existem cursos para aprender a usar bem o recurso. Sabendo interpretar essa montanha de informações, o youtuber sabe o que está dando certo e o que está dando errado. Mas, como em qualquer área da vida, não é fácil fazer sucesso – e ganhar dinheiro. Os ganhos podem ser na casa dos milhões, mas a concorrência se mede com o mesmo número de casas. Inspiração certamente ajuda, mas é preciso muita transpiração.

Disponível em https://dialogando.com.br/profissao-youtuber/. Acesso em 05.fev.2019. 
Assinale a alternativa que apresenta o trecho em que o autor relativiza a alta lucratividade com a postagem de vídeos no YouTube.
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Ano: 2019 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2019 - UFU-MG - Administrador |
Q974430 Português
     O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou nesta sexta-feira (8) que instaurou procedimento para investigar a estabilidade e a segurança do maior complexo de barragens de rejeitos do país, localizado em Paracatu, no Noroeste de Minas. Segundo os promotores, moradores da cidade e da região questionam a segurança dessas barragens e estão preocupados com os riscos, tanto para os distritos rurais das imediações quanto para a bacia hidrográfica do São Francisco, que seriam afetados diretamente, assim como na tragédia de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, ocorrida em 25 de janeiro, e que até o momento já deixou 157 mortos. Com licenças de instalação e de funcionamento aprovadas pelo estado, o sistema integra as operações de mineração de ouro sob a responsabilidade da Kinross Brasil Mineração.
    A Justiça pretende verificar também as melhores tecnologias disponíveis no mercado para a segurança hidráulica dessas barragens, uma vez que no complexo é usado o modelo de alteamento a jusante, método onde a fundação é no terreno natural, firme. Os promotores informaram que, mesmo com a apresentação de laudos que atestem a estabilidade e a segurança do complexo minerário, é preciso esclarecer a situação do empreendimento “inclusive em relação à tecnologia de disposição de rejeitos, uma vez que a tragédia de Brumadinho tem intrigado tanto a população quanto as autoridades brasileiras”. [...]

Disponível em https://www.hojeemdia.com.br/horizontes/ministério-público-vai-investigar-segurança-de-barragens-em-paracatu-1.692729. Acesso em 08.fev.2019.
De acordo com as informações veiculadas no texto, seu objetivo principal é
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Ano: 2019 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2019 - UFU-MG - Administrador |
Q974429 Português
         Popeye, o marinheiro de animação mais famoso dos sete mares e que completa 90 anos de existência, acaba de sair de um estúdio em Lagoa Santa para ganhar o mundo mais uma vez, protagonizando novas histórias ao lado da namorada Olívia Palito, do arqui-inimigo Brutus e do amigo Dudu.
       No próximo mês, chegará às livrarias francesas “Popeye: Un Homme à la Mer” (“Popeye: Um Homem ao Mar”, em tradução livre), história em quadrinhos publicada pela editora Michel Lafon com desenhos assinados pelo ilustrador mineiro Marcelo Lelis e com roteiro do francês Antoine Ozanan. Com bastante liberdade para redefinir os traços do famoso personagem criado por Elzie Crisler Segar, o artista buscou dar um caráter mais adulto às histórias de Popeye, distante do estilo caricatural e infantil impresso principalmente nas animações realizadas pela Fleischer Studios, nos anos de 1930.
    “Quando me chamaram para o projeto, já conheciam o meu traço e sabiam que podiam esperar uma coisa diferente. O personagem tem uma vida mais adulta, mais dura, numa cidade portuária americana da década de 70, onde passa poucas e boas para sobreviver”, antecipa Lelis ao Hoje em Dia. […] Como a ação se passa na década de 70, Lelis fez antes um trabalho de pesquisa relacionado a objetos e a formas de comportamento. “Tive que construir a identidade visual, como aqueles carrões que os americanos adoram e que a gente via nas séries, e as roupas completamente bregas, como paletó xadrez e calça boca de sino”. Apesar das efemérides, o livro não tem previsão de lançamento no Brasil.

Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/almanaque/aos-90-anos-popeye-ganha-traços-mineiros-em-hq-francesa-1.686629. Acesso em 01.fev. 2019.
Com base na leitura do texto, é correto afirmar que
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Ano: 2019 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2019 - UFU-MG - Administrador |
Q974428 Português
     O Brasil é o quarto consumidor de jogos digitais do mundo, sendo um importante empregador de mão de obra especializada e se fixando como um mercado bilionário, com expectativa de crescimento de 13,5% ao ano, segundo pesquisa encomendada pelo BNDES. Com mais de 60 milhões de usuários, esse mercado vem ampliando o perfil de consumo, que até então era em sua grande maioria de público jovem masculino, e hoje já conquista mulheres, crianças e idosos. Muito disso se explica pela facilidade de acesso aos smartphones e às redes sociais, além é claro da utilização de games em muitas outras áreas como na educação, nos negócios e na medicina, não sendo mais uma exclusividade voltada apenas ao entretenimento.
    Outro mercado em ascensão é do audiovisual. Em 2011, foi regulamentada pelo Congresso Nacional a lei 12.485, que determina a veiculação de conteúdos nacionais e inéditos na programação das televisões por assinatura. Com isso, além de valorizar a cultura local na produção audiovisual no Brasil, o segmento ganhou ainda mais espaço e já se posiciona em nível global como a 12ª maior economia nesse mercado que corresponde por 0,57% do PIB brasileiro. [...]
     E liderando o ranking de crescimento no Brasil, temos a indústria da moda. Nos últimos 10 anos, o varejo de moda fez com que o país saltasse da sétima posição para a quinta no ranking dos maiores consumidores mundiais de roupas. […]
    O mercado dos jogos digitais, do audiovisual e da moda são apenas três exemplos dos 13 segmentos que englobam o que chamamos de economia criativa. Um setor da economia que vem ganhando destaque e driblando o cenário atual de crise pelo qual o Brasil vem passando. São empresas que se destacam pelo talento e pela capacidade intelectual de seus empreendedores e funcionários, e que não dependem do tamanho da sua estrutura ou de quanto tem de capital. […] 
    A economia criativa, que hoje já apresenta uma média de remuneração superior a outros setores, será um dos grandes empregadores em um futuro breve. E as cidades, que enxergarem essa oportunidade, sairão na frente. O olhar sobre a formação de seus jovens, que é a geração que mais impulsiona esse mercado, é um fator decisivo para o melhor aproveitamento de uma fatia do mercado na qual o maior recurso é o potencial criativo.

CAVALHERI, Ronaldo Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao.net/blogs/opiniao/economia-criativa-e-oportunidades-de-mercado-1.691846. Acesso em 04.fev.2019.

Sobre a organização das informações no texto, é correto afirmar que
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Ano: 2019 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2019 - UFU-MG - Administrador |
Q974427 Português
     O Brasil é o quarto consumidor de jogos digitais do mundo, sendo um importante empregador de mão de obra especializada e se fixando como um mercado bilionário, com expectativa de crescimento de 13,5% ao ano, segundo pesquisa encomendada pelo BNDES. Com mais de 60 milhões de usuários, esse mercado vem ampliando o perfil de consumo, que até então era em sua grande maioria de público jovem masculino, e hoje já conquista mulheres, crianças e idosos. Muito disso se explica pela facilidade de acesso aos smartphones e às redes sociais, além é claro da utilização de games em muitas outras áreas como na educação, nos negócios e na medicina, não sendo mais uma exclusividade voltada apenas ao entretenimento.
    Outro mercado em ascensão é do audiovisual. Em 2011, foi regulamentada pelo Congresso Nacional a lei 12.485, que determina a veiculação de conteúdos nacionais e inéditos na programação das televisões por assinatura. Com isso, além de valorizar a cultura local na produção audiovisual no Brasil, o segmento ganhou ainda mais espaço e já se posiciona em nível global como a 12ª maior economia nesse mercado que corresponde por 0,57% do PIB brasileiro. [...]
     E liderando o ranking de crescimento no Brasil, temos a indústria da moda. Nos últimos 10 anos, o varejo de moda fez com que o país saltasse da sétima posição para a quinta no ranking dos maiores consumidores mundiais de roupas. […]
    O mercado dos jogos digitais, do audiovisual e da moda são apenas três exemplos dos 13 segmentos que englobam o que chamamos de economia criativa. Um setor da economia que vem ganhando destaque e driblando o cenário atual de crise pelo qual o Brasil vem passando. São empresas que se destacam pelo talento e pela capacidade intelectual de seus empreendedores e funcionários, e que não dependem do tamanho da sua estrutura ou de quanto tem de capital. […] 
    A economia criativa, que hoje já apresenta uma média de remuneração superior a outros setores, será um dos grandes empregadores em um futuro breve. E as cidades, que enxergarem essa oportunidade, sairão na frente. O olhar sobre a formação de seus jovens, que é a geração que mais impulsiona esse mercado, é um fator decisivo para o melhor aproveitamento de uma fatia do mercado na qual o maior recurso é o potencial criativo.

CAVALHERI, Ronaldo Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao.net/blogs/opiniao/economia-criativa-e-oportunidades-de-mercado-1.691846. Acesso em 04.fev.2019.

Com base no texto, o mercado dos jogos digitais NÃO
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Q974425 Português

Gordofobia

   “O homem que casar com uma mulher gorda vai preferir trabalhar dobrado, ficar na rua, qualquer coisa, menos voltar para casa e encontrar uma mulher gorda”, disse o líder de uma instituição religiosa em um encontro de jovens entre 17 e 25 anos de idade. Na plateia, Evelyn Daisy pareceu ser a única a se importar. “Todos no salão aceitaram. Eu me senti mal, mas abri meus olhos e entendi que era preconceito”, conta ela, que se define como “preta, gorda, evangélica e feminista” e criou uma marca de roupas justamente com o objetivo de empoderar mulheres gordas e negras que, como ela, usam manequim além do número 52.

   Estudos indicam que, apesar dos esforços de conscientização, atitudes preconceituosas explícitas contra gordos aumentaram consideravelmente entre 2001 e 2010. Ainda é mais comum, no entanto, que o preconceito apareça travestido de elogio ou preocupação. Frases como “você tem o rosto tão bonito, por que não emagrece?”, “nossa, eu que sou mais magra que você não tenho coragem de usar biquíni” ou “seu marido é tão magro e você é tão gorda, dá certo?” são ouvidas por mulheres como Evelyn dia sim, outro também. Elas são reflexo da chamada gordofobia, o preconceito ou a intolerância contra pessoas gordas. 

Disponível em:https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2017/05/gordofobia-por-que-esse-preconceito-e-mais-grave-do-que-voce-pensa.html. Acesso em 15. jan. 2019.

Considerando-se o texto e os trechos “nossa, eu que sou mais magra que você não tenho coragem de usar biquíni”; e “seu marido é tão magro e você é tão gorda, dá certo?”, é correto afirmar que esses enunciados apresentam
Alternativas
Q972573 Português

As empresas do futuro estão nascendo com o objetivo de solucionar problemas que o poder público não consegue resolver. Será mais comum a ideia de que um negócio venha a partir dos anseios da população, do que a ideia de que ele surge pela criação de desejo no consumidor, como fazia o antigo marketing, que trabalhava no sentido de despertar desejos.

Elon Musk é um dos grandes expoentes desse movimento, ao buscar soluções que podem mudar nossa forma de enxergar o mundo. A Tesla Motors, que desenvolve carros elétricos, se tornou a montadora mais valiosa do mundo em 2017 e alimenta o sonho de que podemos diminuir o uso de combustíveis fósseis que trazem danos ao meio ambiente e aumentam o aquecimento global. Já sua nova iniciativa, o Hyperloop, pode revolucionar nossos conceitos de transporte de alta velocidade para distâncias de até 1.500km, com risco de acidentes e impacto ambiental muito menor do que os trens atuais ou aviões. Ao viajar em um tubo de ar pressurizado, o Hyperloop poderia alcançar velocidades de 1.200km/h. A ideia é ligar Los Angeles a San Francisco, cidades cuja distância é similar entre São Paulo e Belo Horizonte, em apenas 30 minutos, com custo de 20 dólares.

Se esse sonho der certo – e há grandes chances de que dará –, teremos uma integração forte entre cidades que hoje parecem distantes e um crescimento exponencial do fluxo de turistas, gerando negócios e empregos.


PASCOAL, Candice. Cinco revoluções nos negócios tradicionais que você precisa conhecer. Revista Cláudia. Disponível em: https://claudia.abril.com.br/blog/candice-pascoal/cinco-revolucoesnos-negocios-tradicionais-que-voce-precisa-conhecer/ Acesso em 06 jan. 2019. (Adaptado)


Com base no texto, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Q972572 Português

Cheia de gordura. É assim que a carne de porco é encarada por boa parcela da população. Mas, segundo o nutricionista João Motarelli, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), há muitos mitos em relação ao alimento – e a história de que é gorduroso demais está entre eles.

Na verdade, a carne suína reúne, sim, gorduras saturadas. “Ocorre que a versão mais presente no alimento tem menor impacto na saúde cardiovascular do que aquela encontrada na carne bovina”, relata o especialista. “Por isso, a carne do porco poderia tranquilamente aparecer mais na rotina do brasileiro”, completa. Motarelli só faz questão de lembrar que a escolha do corte faz toda a diferença. Na opinião dele, o lombo é o grande destaque. “Ele tem menos gordura saturada do que uma sobrecoxa de frango, por exemplo”, compara.

Outras boas opções são pernil e bisteca – mas na versão grelhada e sem capa de gordura. Aliás, por falar em modo de preparo, esse é um ponto que merece atenção. Afinal, não adianta escolher um corte magrinho e preparar no óleo em imersão, certo? “O ideal é apostar na carne grelhada, assada ou cozida”, enumera Motarelli. Já os embutidos e o toucinho devem ser evitados. O motivo: ambos têm excesso de gordura e, no caso de salsichas e linguiças, há substâncias capazes de aumentar o risco de câncer.

Em termos de proteínas, pode ficar tranquilo: esse nutriente está garantido na carne suína, e é de ótima qualidade. Além disso, o alimento concentra vitaminas e minerais. Não tem desculpa mesmo para lombo e companhia não aparecerem à mesa com certa regularidade.


MANARINI, Thaís. Carne de porco: pode consumir numa boa?18 out. 2018. Disponível em: https://saude.abril.com.br/blog/boa-pergunta/carne-de-porco-pode-consumir-numa-boa/Acesso em07jan.2019.


Em “Outras boas opções são pernil e bisteca – mas na versão grelhada e sem capa de gordura. Aliás, por falar em modo de preparo, esse é um ponto que merece atenção”, o termo em destaque tem a função de

Alternativas
Respostas
23821: E
23822: C
23823: B
23824: C
23825: D
23826: B
23827: A
23828: A
23829: A
23830: D
23831: C
23832: A
23833: C
23834: B
23835: D
23836: A
23837: D
23838: B
23839: C
23840: C