Questões de Concurso
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Ciência e tecnologia
A ciência almeja o conhecimento; a tecnologia visa o controle. Embora intimamente ligadas hoje em dia, ciência e tecnologia tiveram vidas paralelas durante a maior parte de sua história. Os gregos antigos jamais se empenharam em tirar proveito técnico ou econômico de sua sofisticadíssima ciência, ao passo que os romanos, célebres por suas realizações urbanas, estradas e aparato bélico, quase nada fizeram pela ciência.
As principais inovações técnicas da Idade Média e Renascimento – como os moinhos, a roda hidráulica, a impressora, o relógio e a bússola – foram frequentemente o resultado de encontros com outras civilizações durante as Cruzadas e ocorreram todas elas antes do início da Revolução Científica do século XVII.
Foi somente a partir do último quarto do século XIX, durante a Segunda Revolução Industrial, que a ciência passou efetivamente a produzir resultados passíveis de incorporação ao mundo do trabalho e a ditar os rumos da mudança tecnológica, primeiro no uso da eletricidade e na indústria química, e depois se espraiando por todo o tecido socioeconômico em setores como comunicação, transportes, remédios, eletrodomésticos e indústria bélica.
Se o casamento entre ciência e tecnologia é um tanto recente, o sonho dessa união remonta ao nascimento do mundo moderno: foi no Renascimento europeu, sob o impacto do renovado interesse pelo saber greco-romano e, sobretudo, da descoberta do Novo Mundo, que surgiu a concepção da ciência como poder.
(GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 61-62)
Deve-se concluir da leitura integral desse texto que
Ciência e tecnologia
A ciência almeja o conhecimento; a tecnologia visa o controle. Embora intimamente ligadas hoje em dia, ciência e tecnologia tiveram vidas paralelas durante a maior parte de sua história. Os gregos antigos jamais se empenharam em tirar proveito técnico ou econômico de sua sofisticadíssima ciência, ao passo que os romanos, célebres por suas realizações urbanas, estradas e aparato bélico, quase nada fizeram pela ciência.
As principais inovações técnicas da Idade Média e Renascimento – como os moinhos, a roda hidráulica, a impressora, o relógio e a bússola – foram frequentemente o resultado de encontros com outras civilizações durante as Cruzadas e ocorreram todas elas antes do início da Revolução Científica do século XVII.
Foi somente a partir do último quarto do século XIX, durante a Segunda Revolução Industrial, que a ciência passou efetivamente a produzir resultados passíveis de incorporação ao mundo do trabalho e a ditar os rumos da mudança tecnológica, primeiro no uso da eletricidade e na indústria química, e depois se espraiando por todo o tecido socioeconômico em setores como comunicação, transportes, remédios, eletrodomésticos e indústria bélica.
Se o casamento entre ciência e tecnologia é um tanto recente, o sonho dessa união remonta ao nascimento do mundo moderno: foi no Renascimento europeu, sob o impacto do renovado interesse pelo saber greco-romano e, sobretudo, da descoberta do Novo Mundo, que surgiu a concepção da ciência como poder.
(GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 61-62)
Ciência e tecnologia
A ciência almeja o conhecimento; a tecnologia visa o controle. Embora intimamente ligadas hoje em dia, ciência e tecnologia tiveram vidas paralelas durante a maior parte de sua história. Os gregos antigos jamais se empenharam em tirar proveito técnico ou econômico de sua sofisticadíssima ciência, ao passo que os romanos, célebres por suas realizações urbanas, estradas e aparato bélico, quase nada fizeram pela ciência.
As principais inovações técnicas da Idade Média e Renascimento – como os moinhos, a roda hidráulica, a impressora, o relógio e a bússola – foram frequentemente o resultado de encontros com outras civilizações durante as Cruzadas e ocorreram todas elas antes do início da Revolução Científica do século XVII.
Foi somente a partir do último quarto do século XIX, durante a Segunda Revolução Industrial, que a ciência passou efetivamente a produzir resultados passíveis de incorporação ao mundo do trabalho e a ditar os rumos da mudança tecnológica, primeiro no uso da eletricidade e na indústria química, e depois se espraiando por todo o tecido socioeconômico em setores como comunicação, transportes, remédios, eletrodomésticos e indústria bélica.
Se o casamento entre ciência e tecnologia é um tanto recente, o sonho dessa união remonta ao nascimento do mundo moderno: foi no Renascimento europeu, sob o impacto do renovado interesse pelo saber greco-romano e, sobretudo, da descoberta do Novo Mundo, que surgiu a concepção da ciência como poder.
(GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 61-62)
Ciência e tecnologia
A ciência almeja o conhecimento; a tecnologia visa o controle. Embora intimamente ligadas hoje em dia, ciência e tecnologia tiveram vidas paralelas durante a maior parte de sua história. Os gregos antigos jamais se empenharam em tirar proveito técnico ou econômico de sua sofisticadíssima ciência, ao passo que os romanos, célebres por suas realizações urbanas, estradas e aparato bélico, quase nada fizeram pela ciência.
As principais inovações técnicas da Idade Média e Renascimento – como os moinhos, a roda hidráulica, a impressora, o relógio e a bússola – foram frequentemente o resultado de encontros com outras civilizações durante as Cruzadas e ocorreram todas elas antes do início da Revolução Científica do século XVII.
Foi somente a partir do último quarto do século XIX, durante a Segunda Revolução Industrial, que a ciência passou efetivamente a produzir resultados passíveis de incorporação ao mundo do trabalho e a ditar os rumos da mudança tecnológica, primeiro no uso da eletricidade e na indústria química, e depois se espraiando por todo o tecido socioeconômico em setores como comunicação, transportes, remédios, eletrodomésticos e indústria bélica.
Se o casamento entre ciência e tecnologia é um tanto recente, o sonho dessa união remonta ao nascimento do mundo moderno: foi no Renascimento europeu, sob o impacto do renovado interesse pelo saber greco-romano e, sobretudo, da descoberta do Novo Mundo, que surgiu a concepção da ciência como poder.
(GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 61-62)
Ciência e tecnologia
A ciência almeja o conhecimento; a tecnologia visa o controle. Embora intimamente ligadas hoje em dia, ciência e tecnologia tiveram vidas paralelas durante a maior parte de sua história. Os gregos antigos jamais se empenharam em tirar proveito técnico ou econômico de sua sofisticadíssima ciência, ao passo que os romanos, célebres por suas realizações urbanas, estradas e aparato bélico, quase nada fizeram pela ciência.
As principais inovações técnicas da Idade Média e Renascimento – como os moinhos, a roda hidráulica, a impressora, o relógio e a bússola – foram frequentemente o resultado de encontros com outras civilizações durante as Cruzadas e ocorreram todas elas antes do início da Revolução Científica do século XVII.
Foi somente a partir do último quarto do século XIX, durante a Segunda Revolução Industrial, que a ciência passou efetivamente a produzir resultados passíveis de incorporação ao mundo do trabalho e a ditar os rumos da mudança tecnológica, primeiro no uso da eletricidade e na indústria química, e depois se espraiando por todo o tecido socioeconômico em setores como comunicação, transportes, remédios, eletrodomésticos e indústria bélica.
Se o casamento entre ciência e tecnologia é um tanto recente, o sonho dessa união remonta ao nascimento do mundo moderno: foi no Renascimento europeu, sob o impacto do renovado interesse pelo saber greco-romano e, sobretudo, da descoberta do Novo Mundo, que surgiu a concepção da ciência como poder.
(GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 61-62)
I. No texto, o autor afirma que o processo de ensino envolve uma relação social, pois professores e alunos pertencem a grupos sociais diferentes. Assim como a escola e a sala de aula são grupos sociais envolvendo uma dinâmica de relações internas. O autor afirma, ainda, que a relação entre o professor e o aluno é voltada basicamente à formação intelectual e implica aspectos psíquicos e socioculturais. II. De acordo com o autor, os conceitos de didática e docência estão relacionados, mas possuem particularidades. A didática, explica o autor, trata da investigação sobre os aspectos psíquicos e socioculturais que afetam a relação entre o professor e o conhecimento. A docência, por outro lado, refere-se à prática cotidiana de busca por motivação para os estudos, por parte do aluno, no ambiente escolar. III. De acordo com o texto, a teoria da organização escolar, a administração escolar, os meios de comunicação, a propaganda, as notícias, as mídias digitais, as novas tecnologias, a interculturalidade e o orçamento escolar são as principais estratégias utilizadas pelo professor para prover o conhecimento ao aluno. A esse conjunto bem definido de estratégias atribui-se a nomenclatura de didática escolar.
Marque a alternativa CORRETA:
HOMEM PLURAL
Trecho de entrevista com Bernard Lahire: Podemos considerar a educação, a cultura, e a literatura como observatórios empíricos da sua teoria da ação?
Esse foi, em todo o caso, o meu percurso. Comecei por trabalhar sobre questões escolares (insucesso escolar, casos de sucessos improváveis), antes de seguir em direção às questões culturais (práticas culturais dos franceses), e depois, literárias. O fio condutor de uma grande parte dos meus trabalhos é, no entanto, a escrita (produzida ou lida, comum ou literária): trabalhei sobre a cultura escrita escolar, os modos populares de apropriação dos textos, os usos domésticos e profissionais da escrita, as práticas de estudo (e nomeadamente de leitura) no ensino superior, o problema social designado “iletrismo”, o jogo literário e as condições materiais e temporais da criação literária, a obra de Franz Kafka. Mas alguns investigadores apreenderam as minhas investigações para trabalharem sobre questões tão variadas como os compromissos militares, as bifurcações profissionais, a formação dos desportistas, a socialização profissional dos cirurgiões ou a fabricação social das moças e dos rapazes. Toda a sociologia é, sobretudo, uma forma de olhar o mundo social. Penso que os meus futuros terrenos de investigação vão ainda surpreender aqueles que pensam que agora trabalho essencialmente as questões da criação literária.
(Adaptado. Adequação linguística. Disponível em:
http://bit.ly/2knv3u2)
I. Segundo o entrevistado, os estudos realizados a partir de suas investigações apresentam questões variadas em relação àquilo sobre o qual ele se debruçou enquanto fio condutor de uma grande parte de seus trabalhos. II. As bifurcações profissionais, a releitura de Franz Kafka, a formação dos desportistas, a socialização profissional dos cirurgiões ou a fabricação social das moças e dos rapazes são alguns redirecionamentos fundamentados na obra do entrevistado.
Marque a alternativa CORRETA:
HOMEM PLURAL
Trecho de entrevista com Bernard Lahire: Podemos considerar a educação, a cultura, e a literatura como observatórios empíricos da sua teoria da ação?
Esse foi, em todo o caso, o meu percurso. Comecei por trabalhar sobre questões escolares (insucesso escolar, casos de sucessos improváveis), antes de seguir em direção às questões culturais (práticas culturais dos franceses), e depois, literárias. O fio condutor de uma grande parte dos meus trabalhos é, no entanto, a escrita (produzida ou lida, comum ou literária): trabalhei sobre a cultura escrita escolar, os modos populares de apropriação dos textos, os usos domésticos e profissionais da escrita, as práticas de estudo (e nomeadamente de leitura) no ensino superior, o problema social designado “iletrismo”, o jogo literário e as condições materiais e temporais da criação literária, a obra de Franz Kafka. Mas alguns investigadores apreenderam as minhas investigações para trabalharem sobre questões tão variadas como os compromissos militares, as bifurcações profissionais, a formação dos desportistas, a socialização profissional dos cirurgiões ou a fabricação social das moças e dos rapazes. Toda a sociologia é, sobretudo, uma forma de olhar o mundo social. Penso que os meus futuros terrenos de investigação vão ainda surpreender aqueles que pensam que agora trabalho essencialmente as questões da criação literária.
(Adaptado. Adequação linguística. Disponível em:
http://bit.ly/2knv3u2)
I. Infere-se, a partir do texto, que o pesquisador tem uma predileção pelo estudo da escrita (produzida ou lida, comum ou literária), tanto em espaços de formação escolar (universidades, escolas), como em locais onde se desenvolvem relações sociais mais íntimas (usos domésticos). II. Embora haja uma preocupação com questões de estética literária e com o desenvolvimento da linguagem escrita e oral, estes campos de investigação parecem não se sobrepor a questões culturais nas investigações sociológicas realizadas pelo entrevistado, conforme o texto.
Marque a alternativa CORRETA:
HOMEM PLURAL
Trecho de entrevista com Bernard Lahire: Podemos considerar a educação, a cultura, e a literatura como observatórios empíricos da sua teoria da ação?
Esse foi, em todo o caso, o meu percurso. Comecei por trabalhar sobre questões escolares (insucesso escolar, casos de sucessos improváveis), antes de seguir em direção às questões culturais (práticas culturais dos franceses), e depois, literárias. O fio condutor de uma grande parte dos meus trabalhos é, no entanto, a escrita (produzida ou lida, comum ou literária): trabalhei sobre a cultura escrita escolar, os modos populares de apropriação dos textos, os usos domésticos e profissionais da escrita, as práticas de estudo (e nomeadamente de leitura) no ensino superior, o problema social designado “iletrismo”, o jogo literário e as condições materiais e temporais da criação literária, a obra de Franz Kafka. Mas alguns investigadores apreenderam as minhas investigações para trabalharem sobre questões tão variadas como os compromissos militares, as bifurcações profissionais, a formação dos desportistas, a socialização profissional dos cirurgiões ou a fabricação social das moças e dos rapazes. Toda a sociologia é, sobretudo, uma forma de olhar o mundo social. Penso que os meus futuros terrenos de investigação vão ainda surpreender aqueles que pensam que agora trabalho essencialmente as questões da criação literária.
(Adaptado. Adequação linguística. Disponível em:
http://bit.ly/2knv3u2)
I. Conforme pontua o pesquisador, a cultura escrita escolar, os modos populares de apropriação dos textos, os usos domésticos e profissionais da escrita, as práticas de estudo (e nomeadamente de leitura) no ensino superior, o problema social designado “iletrismo”, entre outros, constituem o leque de seus trabalhos. II. Questões escolares, culturais e literárias compõem, segundo o texto, uma visão inepta dos trabalhos do autor.
Marque a alternativa CORRETA:
I. No texto, o autor afirma que o processo de ensino envolve uma relação social, pois professores e alunos pertencem a grupos sociais diferentes. Assim como a escola e a sala de aula são grupos sociais envolvendo uma dinâmica de relações internas. O autor afirma, ainda, que a relação entre o professor e o aluno é voltada basicamente à formação intelectual e implica aspectos psíquicos e socioculturais. II. De acordo com o autor, os conceitos de didática e docência estão relacionados, mas possuem particularidades. A didática, explica o autor, trata da investigação sobre os aspectos psíquicos e socioculturais que afetam a relação entre o professor e o conhecimento. A docência, por outro lado, refere-se à prática cotidiana de busca por motivação para os estudos, por parte do aluno, no ambiente escolar. III. De acordo com o texto, a teoria da organização escolar, a administração escolar, os meios de comunicação, a propaganda, as notícias, as mídias digitais, as novas tecnologias, a interculturalidade e o orçamento escolar são as principais estratégias utilizadas pelo professor para prover o conhecimento ao aluno. A esse conjunto bem definido de estratégias atribui-se a nomenclatura de didática escolar.
Marque a alternativa CORRETA:
HOMEM PLURAL
Trecho de entrevista com Bernard Lahire: Podemos considerar a educação, a cultura, e a literatura como observatórios empíricos da sua teoria da ação?
Esse foi, em todo o caso, o meu percurso. Comecei por trabalhar sobre questões escolares (insucesso escolar, casos de sucessos improváveis), antes de seguir em direção às questões culturais (práticas culturais dos franceses), e depois, literárias. O fio condutor de uma grande parte dos meus trabalhos é, no entanto, a escrita (produzida ou lida, comum ou literária): trabalhei sobre a cultura escrita escolar, os modos populares de apropriação dos textos, os usos domésticos e profissionais da escrita, as práticas de estudo (e nomeadamente de leitura) no ensino superior, o problema social designado “iletrismo”, o jogo literário e as condições materiais e temporais da criação literária, a obra de Franz Kafka. Mas alguns investigadores apreenderam as minhas investigações para trabalharem sobre questões tão variadas como os compromissos militares, as bifurcações profissionais, a formação dos desportistas, a socialização profissional dos cirurgiões ou a fabricação social das moças e dos rapazes. Toda a sociologia é, sobretudo, uma forma de olhar o mundo social. Penso que os meus futuros terrenos de investigação vão ainda surpreender aqueles que pensam que agora trabalho essencialmente as questões da criação literária.
(Adaptado. Adequação linguística. Disponível em: http://bit.ly/2knv3u2)
I. A propensão do pesquisador aos trabalhos voltados para os usos domésticos e profissionais da escrita é justificada pelo prisma apresentado nos últimos períodos do texto, quando o entrevistado menciona o direcionamento da Sociologia aos estudos da escrita. II. No texto, a referência a Franz Kafka funciona como um heterônimo do entrevistado.
Marque a alternativa CORRETA:
I. No texto, o autor afirma que a didática traz grandes benefícios para a relação entre o professor e o aluno. Defende-se, ao longo do texto, que a didática, enquanto ciência, deve buscar a compreensão dos fatores sociais que permitem ao aluno aprender e, com isso, o professor deve evitar estar inserido em qualquer dinâmica social relacionada ao processo de ensino ou ao ambiente escolar. II. Na perspectiva do autor, a relação entre o professor e o aluno tem por objetivo, exclusivamente, a formação intelectual, não devendo haver qualquer dinâmica social entre esses dois grupos. Dessa forma, o autor explica que o objeto da didática pode ser entendido como a busca pelo conhecimento, apenas, sem criar qualquer vínculo entre os indivíduos envolvidos nessa busca. III. De acordo com o texto, a relação entre o professor, o aluno e o conteúdo é fundamental para compreender o conteúdo e os elementos constitutivos da didática. O texto afirma, ainda, que outras áreas de conhecimento, como a administração escolar, também contribuem para o processo de ensino.
Marque a alternativa CORRETA:
HOMEM PLURAL
Trecho de entrevista com Bernard Lahire: Podemos considerar a educação, a cultura, e a literatura como observatórios empíricos da sua teoria da ação?
Esse foi, em todo o caso, o meu percurso. Comecei por trabalhar sobre questões escolares (insucesso escolar, casos de sucessos improváveis), antes de seguir em direção às questões culturais (práticas culturais dos franceses), e depois, literárias. O fio condutor de uma grande parte dos meus trabalhos é, no entanto, a escrita (produzida ou lida, comum ou literária): trabalhei sobre a cultura escrita escolar, os modos populares de apropriação dos textos, os usos domésticos e profissionais da escrita, as práticas de estudo (e nomeadamente de leitura) no ensino superior, o problema social designado “iletrismo”, o jogo literário e as condições materiais e temporais da criação literária, a obra de Franz Kafka. Mas alguns investigadores apreenderam as minhas investigações para trabalharem sobre questões tão variadas como os compromissos militares, as bifurcações profissionais, a formação dos desportistas, a socialização profissional dos cirurgiões ou a fabricação social das moças e dos rapazes. Toda a sociologia é, sobretudo, uma forma de olhar o mundo social. Penso que os meus futuros terrenos de investigação vão ainda surpreender aqueles que pensam que agora trabalho essencialmente as questões da criação literária.
(Adaptado. Adequação linguística. Disponível em: http://bit.ly/2knv3u2)
Com base no texto 'HOMEM PLURAL', leia as afirmativas a seguir:
I. Pode-se deduzir, a partir do último período do texto, que o entrevistado critica o caráter letárgico dos trabalhos daqueles que acreditam que ele trabalha, agora, essencialmente as questões da criação literária.
II. Trabalhos direcionados para questões escolares (insucesso escolar, casos de sucessos improváveis), culturais (práticas culturais dos franceses) e literárias fazem parte do rol de investigações do entrevistado.
Marque a alternativa CORRETA:
RAÍZES DO BRASIL
Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, publicado em 1936, é uma interpretação original da decomposição da sociedade tradicional brasileira e da emergência de novas estruturas políticas e econômicas. Uma visão inovadora que introduziu os conceitos de patrimonialismo e burocracia, explicando os novos tempos.
Na obra, Sérgio Buarque buscou na história colonial as origens dos problemas nacionais. Ele descreveu o brasileiro como um “homem cordial”, isto é, que age pelo coração e pelo sentimento, preferindo as relações pessoais ao cumprimento de leis objetivas e imparciais. O Brasil Colônia é visto por Sérgio Buarque como tendo pouca organização social, daí o recurso frequente à violência e ao domínio personalista. A escravidão desvalorizou o trabalho e favoreceu aventureiros que desejavam “prosperidade sem custo” – traços que se refletiam até no cultivo da terra, por métodos predatórios semelhantes aos da mineração.
É um livro inovador no que diz respeito à busca da identidade nacional. Num momento em que a psicologia vinha se desenvolvendo muito e a sociologia começava a perder seu caráter altamente “científico”, Sérgio Buarque foi atrás do que poderíamos chamar de essência do homem brasileiro. Num jogo de idas e vindas pela nossa história, deixando claros os momentos que mais considerava, Sérgio Buarque foi construindo um panorama histórico no qual inseriu o “homem cordial”, que nada mais é do que fruto de nossa história, originada da colonização portuguesa, de uma estrutura política, econômica e social completamente instável de famílias patriarcais e escravagistas.
(Adaptado. Revisão linguística. Disponível em: http://bit.ly/2lXPCxl)
Com base no texto 'RAÍZES DO BRASIL', leia as afirmativas a seguir:
I. Segundo o texto, a ideia de “homem cordial” é resultado da história da nação brasileira, em cuja origem está a colonização portuguesa. Nesse contexto, insere-se uma visão patriarcal e escravagista que gerou uma estrutura política, econômica e social completamente desequilibrada.
II. De acordo com o texto, a predileção do brasileiro pelo que é íntimo, pessoal, em detrimento da observância das leis objetivas e parciais proporcionou a descrição do que o autor da obra chamou de “homem cordial”.
Marque a alternativa CORRETA:
RAÍZES DO BRASIL
Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, publicado em 1936, é uma interpretação original da decomposição da sociedade tradicional brasileira e da emergência de novas estruturas políticas e econômicas. Uma visão inovadora que introduziu os conceitos de patrimonialismo e burocracia, explicando os novos tempos.
Na obra, Sérgio Buarque buscou na história colonial as origens dos problemas nacionais. Ele descreveu o brasileiro como um “homem cordial”, isto é, que age pelo coração e pelo sentimento, preferindo as relações pessoais ao cumprimento de leis objetivas e imparciais. O Brasil Colônia é visto por Sérgio Buarque como tendo pouca organização social, daí o recurso frequente à violência e ao domínio personalista. A escravidão desvalorizou o trabalho e favoreceu aventureiros que desejavam “prosperidade sem custo” – traços que se refletiam até no cultivo da terra, por métodos predatórios semelhantes aos da mineração.
É um livro inovador no que diz respeito à busca da identidade nacional. Num momento em que a psicologia vinha se desenvolvendo muito e a sociologia começava a perder seu caráter altamente “científico”, Sérgio Buarque foi atrás do que poderíamos chamar de essência do homem brasileiro. Num jogo de idas e vindas pela nossa história, deixando claros os momentos que mais considerava, Sérgio Buarque foi construindo um panorama histórico no qual inseriu o “homem cordial”, que nada mais é do que fruto de nossa história, originada da colonização portuguesa, de uma estrutura política, econômica e social completamente instável de famílias patriarcais e escravagistas.
(Adaptado. Revisão linguística. Disponível em: http://bit.ly/2lXPCxl)
Com base no texto 'RAÍZES DO BRASIL', leia as afirmativas a seguir:
I. O autor do texto deixa claro que Sérgio Buarque criou a ideia de “homem cordial” inspirado na concepção de que o homem age pelo coração e pelo sentimento, prescindindo as relações pessoais ao cumprimento de leis objetivas e imparciais, independentemente de sua classe social, etnia, religião etc. Ou seja, o negro escravizado e o índio também compuseram essa estrutura.
II. O autor de Raízes do Brasil publicou a obra, conforme pontua o texto, num momento em que a Psicologia recuava e perdia validade científica, enquanto a Sociologia avançava nitidamente, contribuindo, assim, para o sucesso do livro.
III. Como aponta o texto, na visão de Sérgio Buarque, a desvalorização do trabalho está ligada à escravidão, que também favoreceu “aventureiros”, pessoas que desejavam ‘prosperidade sem custo’”.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A redução de preços das commodities, a crise na Argentina e a redução nas importações em mais de 3% são alguns números que mostram a fraqueza do comércio do Brasil neste ano, de acordo com o texto. II. De acordo com o texto, a corrente de comércio do Brasil já ultrapassa a marca de US$ 200 bilhões no ano corrente e esse resultado representa um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano de 2018. III. O texto apresenta informações que permitem ao leitor compreender um conceito econômico: a corrente de comércio. Esse conceito refere-se ao resultado da soma das exportações e importações, sendo utilizado pelo autor para discorrer sobre a economia do Brasil, inclusive traçando relações com a crise na Argentina.
Marque a alternativa CORRETA: