Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q3983282 Português
Comunicação clara e objetiva: o alicerce das relações profissionais

A história mostra que civilizações se fortaleceram quando encontraram formas eficazes de se comunicar. Do código de Hamurábi às redes digitais, a clareza da mensagem sempre determinou a força das instituições e a estabilidade das relações. No ambiente corporativo, não é diferente. Comunicação clara e objetiva não é detalhe, é a engrenagem que sustenta a confiança, reduz conflitos e acelera resultados.

Ruídos de comunicação custam caro. Um estudo da Holmes Report estimou que empresas perdem, em média, 37 bilhões de dólares por ano devido a falhas na comunicação entre gestores e equipes. Esse número evidencia o óbvio: quando mensagens não são transmitidas de forma precisa, projetos atrasam, relações se desgastam e a produtividade se dissolve.

Para reduzir ruídos, o primeiro passo é a simplicidade. Palavras complicadas ou frases longas confundem. A linguagem objetiva facilita a compreensão e evita interpretações equivocadas. Falar o necessário, sem excesso, transmite profissionalismo. Aqui, aplica-se a máxima de Antoine de Saint-Exupéry: “A perfeição é alcançada não quando não há mais nada a acrescentar, mas quando não há mais nada a retirar”.

Outro aspecto fundamental é a escuta ativa. Comunicação não é apenas transmitir, mas também compreender. Escutar com atenção, sem interromper, garante que a mensagem seja assimilada corretamente e cria um ambiente de respeito. Um líder que escuta transmite segurança e reduz a necessidade de repetição.

Além disso, saber pedir é tão importante quanto saber responder. Solicitações vagas geram respostas vagas. Um pedido claro contém três elementos: o que deve ser feito, em qual prazo e com quais recursos. Responder com clareza exige confirmar o entendimento, apontar limites e, se necessário, negociar prazos. Essa troca transparente cria previsibilidade e confiança.

Ferramentas digitais também são aliadas nesse processo. Plataformas como Slack, Microsoft Teams ou Trello permitem registrar decisões e reduzir ambiguidades. E-mails bem estruturados, com tópicos e objetivos claros, evitam a dispersão de informações. Documentos compartilhados no Google Docs ou Notion centralizam dados e impedem que versões conflitantes circulem. A tecnologia, usada com disciplina, transforma-se em antídoto contra ruídos.

Outro ponto prático é o uso de feedback imediato. Quando uma mensagem não foi clara, a correção deve ser feita na hora, antes que a confusão se torne problema maior. Isso exige coragem para questionar e humildade para ajustar. Feedback não é confronto, é mecanismo de alinhamento.

Treinamentos também são estratégicos. Investir em workshops de comunicação não é custo, mas investimento em produtividade. Ao desenvolver habilidades de oratória, redação profissional e comunicação digital, empresas capacitam seus colaboradores para reduzir mal-entendidos e aumentar a eficiência.

Além disso, reuniões devem ser objetivas. Muitas empresas desperdiçam horas em encontros sem pauta clara. A prática correta envolve definir previamente os objetivos, registrar os principais pontos e distribuir responsabilidades ao final. Reuniões curtas e bem direcionadas são exemplos de comunicação eficiente.

Em conclusão, a comunicação clara e objetiva é alicerce de toda organização que busca eficiência. Reduz ruídos, acelera processos e fortalece a confiança. É prática que exige disciplina, ferramentas adequadas e disposição para ouvir e ajustar.

(Por: Gabriela Moraes Oliveira. Disponível em: https://www.folhavitoria.com.br/mundo-business/. Acesso em: janeiro de 2026)
Analise o emprego das classes de palavras dos termos destacados no seguinte fragmento: “Um estudo da Holmes Report estimou que empresas perdem, em média, 37 bilhões de dólares por ano devido a falhas na comunicação entre gestores e equipes. Esse número evidencia o óbvio: [...]” (2º§). Diante do exposto, assinale a alternativa que descreve corretamente a morfologia e o papel gramatical dos termos destacados. 
Alternativas
Q3983277 Português
Comunicação clara e objetiva: o alicerce das relações profissionais

A história mostra que civilizações se fortaleceram quando encontraram formas eficazes de se comunicar. Do código de Hamurábi às redes digitais, a clareza da mensagem sempre determinou a força das instituições e a estabilidade das relações. No ambiente corporativo, não é diferente. Comunicação clara e objetiva não é detalhe, é a engrenagem que sustenta a confiança, reduz conflitos e acelera resultados.

Ruídos de comunicação custam caro. Um estudo da Holmes Report estimou que empresas perdem, em média, 37 bilhões de dólares por ano devido a falhas na comunicação entre gestores e equipes. Esse número evidencia o óbvio: quando mensagens não são transmitidas de forma precisa, projetos atrasam, relações se desgastam e a produtividade se dissolve.

Para reduzir ruídos, o primeiro passo é a simplicidade. Palavras complicadas ou frases longas confundem. A linguagem objetiva facilita a compreensão e evita interpretações equivocadas. Falar o necessário, sem excesso, transmite profissionalismo. Aqui, aplica-se a máxima de Antoine de Saint-Exupéry: “A perfeição é alcançada não quando não há mais nada a acrescentar, mas quando não há mais nada a retirar”.

Outro aspecto fundamental é a escuta ativa. Comunicação não é apenas transmitir, mas também compreender. Escutar com atenção, sem interromper, garante que a mensagem seja assimilada corretamente e cria um ambiente de respeito. Um líder que escuta transmite segurança e reduz a necessidade de repetição.

Além disso, saber pedir é tão importante quanto saber responder. Solicitações vagas geram respostas vagas. Um pedido claro contém três elementos: o que deve ser feito, em qual prazo e com quais recursos. Responder com clareza exige confirmar o entendimento, apontar limites e, se necessário, negociar prazos. Essa troca transparente cria previsibilidade e confiança.

Ferramentas digitais também são aliadas nesse processo. Plataformas como Slack, Microsoft Teams ou Trello permitem registrar decisões e reduzir ambiguidades. E-mails bem estruturados, com tópicos e objetivos claros, evitam a dispersão de informações. Documentos compartilhados no Google Docs ou Notion centralizam dados e impedem que versões conflitantes circulem. A tecnologia, usada com disciplina, transforma-se em antídoto contra ruídos.

Outro ponto prático é o uso de feedback imediato. Quando uma mensagem não foi clara, a correção deve ser feita na hora, antes que a confusão se torne problema maior. Isso exige coragem para questionar e humildade para ajustar. Feedback não é confronto, é mecanismo de alinhamento.

Treinamentos também são estratégicos. Investir em workshops de comunicação não é custo, mas investimento em produtividade. Ao desenvolver habilidades de oratória, redação profissional e comunicação digital, empresas capacitam seus colaboradores para reduzir mal-entendidos e aumentar a eficiência.

Além disso, reuniões devem ser objetivas. Muitas empresas desperdiçam horas em encontros sem pauta clara. A prática correta envolve definir previamente os objetivos, registrar os principais pontos e distribuir responsabilidades ao final. Reuniões curtas e bem direcionadas são exemplos de comunicação eficiente.

Em conclusão, a comunicação clara e objetiva é alicerce de toda organização que busca eficiência. Reduz ruídos, acelera processos e fortalece a confiança. É prática que exige disciplina, ferramentas adequadas e disposição para ouvir e ajustar.

(Por: Gabriela Moraes Oliveira. Disponível em: https://www.folhavitoria.com.br/mundo-business/. Acesso em: janeiro de 2026)
Quanto à concordância, considerando os fragmentos retirados do texto e suas respectivas afirmações, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3981848 Português

O que as palavras águas, corredores, chinelos, sonhos, músicas, crianças, têm em comum? Assinale a alternativa correta. 


Alternativas
Q3981633 Português
O Dia Internacional do Trabalhador, festejado no dia 1º de maio, mobiliza trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo para uma reflexão sobre a importância do esforço humano para a economia.

“No mundo atual, o trabalho é a garantia de esperança para milhões de pessoas e deve ser comemorado todos os dias”, destacou o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), desembargador Eduardo Rocha.

https://www.trt21.jus.br/noticias/noticia/todo-dia-e-dia-do-trabalho-dos trabalhadores-e-da-justica-do-trabalho (adaptado) 

De acordo com a frase do texto “...mobiliza trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo...”, as palavras grifadas podem ser acompanhadas por determinados artigos definidos que as correspondam quanto ao gênero e ao número. Assinale a alternativa que apresenta os artigos corretamente. 

Alternativas
Q3978763 Português
O grau diminutivo das palavras é usado, na maioria das vezes, para indicar o tamanho pequeno ou diminuído de algo ou alguém. Em qual das frases NÃO aparece uma palavra no diminutivo? Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3978718 Português
Texto para a questão.

O Dia Internacional do Trabalhador, festejado no dia 1º de maio, mobiliza trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo para uma reflexão sobre a importância do esforço humano para a economia.

“No mundo atual, o trabalho é a garantia de esperança para milhões de pessoas e deve ser comemorado todos os dias”, destacou o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), desembargador Eduardo Rocha.

https://www.trt21.jus.br/noticias/noticia/todo-dia-e-dia-do-trabalho-dostrabalhadores-e-da-justica-do-trabalho (adaptado)
Segundo a frase do texto “...destacou o presidente do Tribunal Regional do Trabalho...”, o verbo grifado está em um determinado tempo verbal. O tempo verbal indica o momento em que uma ação foi realizada no tempo.
Assinale a alternativa que apresente corretamente os tempos verbais.
Alternativas
Q3978717 Português
Texto para a questão.

O Dia Internacional do Trabalhador, festejado no dia 1º de maio, mobiliza trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo para uma reflexão sobre a importância do esforço humano para a economia.

“No mundo atual, o trabalho é a garantia de esperança para milhões de pessoas e deve ser comemorado todos os dias”, destacou o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), desembargador Eduardo Rocha.

https://www.trt21.jus.br/noticias/noticia/todo-dia-e-dia-do-trabalho-dostrabalhadores-e-da-justica-do-trabalho (adaptado)
Numeral é uma classe de palavra que indica um número, indica quantidade ou a ordem de algo em uma sequência. Conforme o texto, qual das frases apresenta um numeral? Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3978632 Português

A correção faz parte da boa escrita.


Assinale a frase que exemplifica o correto emprego gramatical da língua. 


Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-RS Prova: FGV - 2026 - TJ-RS - Juiz Leigo |
Q3978605 Português
As frases a seguir mostram um substantivo sublinhado e, na continuidade, um termo erudito correspondente a esse substantivo.

Assinale a opção em que essa correspondência foi feita de forma correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-RS Prova: FGV - 2026 - TJ-RS - Juiz Leigo |
Q3978603 Português
Nas frases a seguir, há o emprego de numerais cardinais.

Assinale a frase em que o número empregado não indica objetivamente a quantidade que ele representa. 
Alternativas
Q3978406 Português

Assinale a alternativa em que a palavra destacada está no grau diminutivo:

 

Alternativas
Q3978402 Português

Nas alternativas abaixo, temos um substantivo e um adjetivo, EXCETO em:

 

Alternativas
Q3975782 Português

Assinale a afirmativa em que todos os substantivos estão no grau aumentativo:

 

Alternativas
Q3975778 Português
Assinale a alternativa em que há substantivos que se referem , respectivamente, a "ação" e “sentimento”. 
Alternativas
Q3975409 Português

Texto 12A4-I


    Alguém me falou de um anúncio institucional que a UNESCO publicou há tempos para uma campanha pela alfabetização. Consistia em uma frase escrita de trás para a frente — ideia talvez tirada de Alice através do espelho (1871), o livro de Lewis Carroll em que, por estar “do lado de lá” do espelho, Alice vê tudo ao contrário, inclusive um poema num livro sobre a mesa. É como um analfabeto vê um texto — uma sequência de símbolos cuja ordem não lhe quer dizer nada. Alice resolve o problema botando o poema diante de um espelho. O mundo, no entanto, exige mais: a alfabetização em massa.


    No Brasil, 5,2% da população ainda continua analfabeta. Parece pouco, mas são mais de 10 milhões de pessoas, o equivalente à população de São Paulo. Some a isso os 29%, entre 15 e 64 anos, que são analfabetos funcionais (leem, mas não entendem uma notícia de jornal ou uma bula de remédio), e veja como o Brasil continua longe do século 21. Por sorte, alguns desses analfabetos sabem de sua condição e não querem que se estenda a seus filhos.


    Três pessoas que prestam serviços ao meu redor, incapazes de ler ou escrever, são inspiradores exemplos. Uma manicure fez de seus três filhos um advogado, uma psicóloga e uma assistente social. Um porteiro, homem humilde e boníssimo, fez da filha engenheira, e chorou de comoção na cerimônia de formatura dela. E um encanador, que não sabe dizer a chave do seu PIX (mostra um papelzinho com o número), também formou a filha em direito. Dois desses jovens se beneficiaram de bolsas integrais da PUC.


    Como pessoas que não sabem ler conseguem viver numa grande cidade, com sua desordem de cartazes, placas, luminosos, indicações, itinerários e manchetes? É um mundo de signos ocos, para elas sem significado. Que códigos não terão de criar para saber qual ônibus tomar? Como lidar com dinheiro ou cartão? Como receber uma mensagem por celular?


    Sempre achei que o momento em que se aprende a ler representa mais que um segundo parto. Talvez seja o verdadeiro ingresso no mundo. 


Ruy Castro. Signos sem significado. Internet: <www1.folha.uol.com.br>(com adaptações).

Assinale a opção em que o trecho destacado do texto 12A4-I é introduzido por elemento de coesão sequencial com o mesmo valor semântico da conjunção “e” em “e veja como o Brasil continua longe do século 21” (terceiro período do segundo parágrafo).
Alternativas
Q3975406 Português

Texto 12A3-II


    Escrevendo no dia 19 último sobre a morte de Mario Vargas Llosa, meu amigo Álvaro Costa e Silva observa que o escritor peruano nunca tuitou na vida. “Não precisava”, disse. “Qualquer declaração sua, artigo de opinião e entrevista logo estavam nas redes, provocando admiração ou rechaço.” Como todos que vivem de escrever, Vargas Llosa produziu verdades e sandices. O espantoso é que suas palavras tenham tido tanto alcance sem essa “ferramenta”, hoje essencial para milhões.

    Modestamente, também nunca escrevi um tuíte na vida. Assim, deixo de atingir as multidões que se comunicam pelo Twitter, mas, como isso não lhes altera a cotação do dólar, deduzo que ninguém tem saído perdendo.

    Assim como nunca tuitei, também nunca orkutei, bloguei, fotologuei, flickerei ou messengerei. E, assim como eu, muita gente deixou de fazer isso quando essas tecnologias ficaram fora de moda — você conhece alguém que ainda orkuta? Portanto, apenas me antecipei. Da mesma forma, nunca instagramei, facebookei, telegramei, tik-tokei, skypei, linkedinei ou snapchatei. O máximo que faço é whatsappar e, mesmo assim, pelo computador. Algumas pessoas se preocupam por terem um excesso de vida digital. Eu tenho de menos. Mas, como sou um homem de necessidades simples, vou me virando sem essas maravilhas.

    Sei que parece esdrúxulo viver no século 21 e ainda usar a tecnologia do século 20. Mas alguns dos maiores escritores do século 20 criaram obras-primas usando a tecnologia do século 19. Marcel Proust, James Joyce e F. Scott Fitzgerald não escreveram, respectivamente, Em Busca do Tempo Perdido, Ulisses e O Grande Gatsby à máquina. Usaram a velha pena embebida no tinteiro. E também nunca tuitaram.


Rui Castro. Também nunca tuitei. Internet: <folha.uol.com.br>(com adaptações).

Assinale a opção correta a respeito de aspectos linguísticos do terceiro parágrafo do texto 12A3-II. 
Alternativas
Q3975402 Português

Texto 12A3-I 


A Lei n.º 15.263/2025 instituiu a Política Nacional de Linguagem Simples e proibiu o uso da linguagem neutra na administração pública, conforme o disposto no art. 5.º: “não usar novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa em contrariedade às regras gramaticais consolidadas, ao Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) e ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”.


O uso da linguagem neutra é mais comum nas redes sociais e entre membros da comunidade LGBTQIA+. O objetivo é adaptar o português para o uso de expressões em que as pessoas não binárias — que não se identificam com os gêneros masculino e feminino — se sintam representadas.


Artigos feminino e masculino, na linguagem neutra, são substituídos por “x”, “e” ou “@” em alguns casos. Amigo ou amiga viram “amigue” ou “amigx”, enquanto as palavras “todos” e “todas” são trocadas por “todes”, “todxs” ou “tod@s”, e “ume” é usado para substituir um/uma. O pronome neutro “elu” é usado para se referir a qualquer pessoa, independentemente do gênero.


Pela lei, o governo considera linguagem simples o conjunto de técnicas destinadas à transmissão clara e objetiva de informações, “de modo que as palavras, a estrutura e o leiaute da mensagem permitam ao cidadão facilmente encontrar a informação, compreendê-la e usá-la”.


A lei também apresenta técnicas para que a linguagem simples seja adotada na administração pública, como, por exemplo, priorizar frases curtas, em ordem direta e com voz ativa; desenvolver uma ideia por parágrafo; usar palavras comuns, evitando jargões e explicando termos técnicos quando necessário; não utilizar formas de flexão de gênero ou número que estejam fora das regras da língua portuguesa; evitar estrangeirismos que não sejam de uso corrente; colocar as informações mais importantes no início do período; usar listas, tabelas e outros recursos gráficos sempre que ajudarem a compreensão das informações; garantir linguagem acessível às pessoas com deficiência; e redigir o nome completo antes das siglas.


A medida também determina que, quando a comunicação for destinada a comunidades indígenas, deverá ser disponibilizada, sempre que possível, uma versão na língua da comunidade.


Segundo o governo, o objetivo da lei é garantir que qualquer pessoa consiga encontrar a informação de que precisa, entender o que está sendo comunicado e usar essa informação para resolver sua demanda. 


Internet: <www.estadao.com.br> (com adaptações)

As alterações propostas pela chamada linguagem neutra, apresentadas no texto 12A3-I — “Amigo ou amiga viram “amigue” ou “amigx”, enquanto as palavras “todos” e “todas” são trocadas por “todes”, “todxs” ou “tod@s”, e “ume” é usado para substituir um/uma” —, envolvem questões relacionadas
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Q3975387 Português

Texto 12A1-I


Ao lado estava a caixinha de costura, o novelo de linha, o papel com agulhas — a tesoura enferrujada da avó mal cortava os trapos. Mordia a língua, caprichando, entortava a cabeça, mas acabava rasgando os pedaços de pano. Precisava mandar amolar a tesoura, precisava mandar amolar a tesoura, “está cheia de dente, um serrote”. Há muito tempo pensava em amolar aquele traste.


A boneca Ceci esperava de olhos duros o vestido novo — porque em nova forma — se ajeitando nos retalhos furta-cores roubados da avó, da mãe, e até mesmo de Mundoca, que não queria saber de brincadeira.


— O tempo todo com essa boneca, está doida? “Se ela soubesse como Ceci consola a gente.”


As tardes sempre paradas quando o rio baixava, sentava-se na beira do cais, a água no tornozelo, fria e suave, mais tarde a tocar a ponta dos dedos, até ficar a um palmo ou dois de distância, espumando, correndo.


O rio enchia e secava, e ela nas pedras mornas — o barulho de tudo sem uma identificação precisa. Quantos vestidinhos ganhou Ceci naquelas tardes sem conta? Quando não tinha mais retalhos, virava o último vestido pelo avesso, o sujo sumia, Ceci não tinha mais queixas, “agora você está nova em folha”.


Francisco de Assis Almeida Brasil. Beira rio, beira vida. 15.ª edição, Teresina: Edições do Autor, 2013, p. 19

Em relação a aspectos linguísticos do penúltimo parágrafo do texto 12A1-I, julgue os itens a seguir.


I Na expressão “na beira do cais”, pode-se substituir “na” por à, sem prejuízo da correção gramatical.

II A oração “quando o rio baixava” expressa circunstância de tempo.

III A expressão “a ponta dos dedos” funciona sintaticamente como adjunto adverbial e expressa circunstância de lugar.

IV Os verbos espumar e correr, em “espumando, correndo”, classificam-se como intransitivos.


Assinale a opção correta. 

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Q3975354 Português
Leitura tem queda dramática – e preocupante – pelo mundo

Ler livros tem sido algo cada vez menos comum – seja no Brasil, na Europa ou nos EUA. O que isso significa para nossa saúde?

Uma queda vertiginosa no número de leitores está atingindo diversas partes do planeta – e a tendência é preocupante. De acordo com um estudo da Universidade da Flórida e do University College London, da Inglaterra, a quantidade de pessoas nos Estados Unidos que mantêm o hábito da leitura por prazer caiu mais de 40% nos últimos 20 anos. A cada ano, essa parcela recua cerca de 3%, algo "significativo e muito preocupante", afirma Jill Sonke, diretora do Centro de Artes em Medicina da Universidade da Flórida.

O levantamento também mostra a desigualdade no acesso à leitura dos americanos: a retração no hábito é maior para afro-americanos, pessoas com menor renda ou escolaridade e moradores de áreas rurais.

"Mas, embora as pessoas com maior nível de escolaridade e as mulheres continuem lendo com mais frequência, observamos mudanças mesmo dentro desses grupos", alertou Jessica Bone, pesquisadora sênior de estatística e epidemiologia da University College London.

No Brasil, a situação também é drástica. Pela primeira vez, a parcela dos que não leem livros é maior que a daqueles que recorrem à literatura nos momentos de lazer. A conclusão é da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", do Instituto Pró-Livro.

A mais recente edição do levantamento mostrou que, em 2024, 53% dos entrevistados se consideraram "nãoleitores", contra 47% dos leitores. Em 2019, eram 52% leitores e 48% não-leitores.

Na comparação entre os sexos, mulheres leem mais: estima-se que elas sejam 50 milhões, contra 43 milhões de leitores homens no Brasil. O único segmento da população brasileira que não teve queda no número de leitores foi nas faixas etárias de 11 a 13 anos e de mais de 70 anos.

(https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/02/06/leituratemqueda-dramatica-e-preocupante-pelomundo.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-barmobile&utm_campaign=materias)
Na citação “No Brasil, a situação também é drástica.”, a palavra destacada pode ser classificada como:
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Q3974846 Português

Texto CG1A1


    Na esteira da pandemia de covid-19, as lições extraídas das primeiras necropsias desempenharam um papel crucial na redução das incertezas sobre como esse novo vírus estava infligindo tanto sofrimento e morte. Inicialmente, o que parecia ser apenas mais uma endemia desencadeada por um vírus respiratório, com origem na Ásia, revelou-se, em poucos meses, uma enfermidade nova e distinta, com poucas semelhanças com outras causadas pelos membros conhecidos da família dos coronavírus.


    A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfrentou críticas por sua demora e hesitação em reconhecer a pandemia. Muitos "especialistas" fizeram previsões e ofereceram orientações categóricas, que acabaram sendo desmentidas pela rápida disseminação da doença.


    Cientistas e jornalistas especializados em saúde, que inicialmente advertiram sobre a complexidade e o prolongamento do caminho a ser percorrido, foram inicialmente recebidos com ceticismo. A valorização global do esforço dos profissionais de saúde foi generalizada, porém, entre tantas categorias homenageadas, é crucial destacar o papel dos médicos patologistas, que deram os primeiros passos decisivos e que tiveram sua importância reavaliada nesse contexto.


    Graças às informações comparativas das autópsias, foi possível identificar a doença e entender que ela não tinha tantas semelhanças com as que já haviam acometido a sociedade humana. Porém, mais do que isso, foram reforçadas a necessidade de um maior controle sanitário e a importância de uma análise patológica minuciosa para enfrentar desafios de mesma natureza no futuro.



Internet: <https://cursos.escolaeducacao.com.br>  (com adaptações). 

No trecho “Graças às informações comparativas das autópsias, foi possível identificar a doença” (último parágrafo do texto CG1A1), a expressão “Graças às” poderia ser substituída, sem prejuízo da correção gramatical e da coerência das ideias do texto, por
Alternativas
Respostas
1761: A
1762: D
1763: B
1764: B
1765: D
1766: A
1767: A
1768: A
1769: B
1770: E
1771: D
1772: A
1773: D
1774: B
1775: B
1776: A
1777: B
1778: B
1779: C
1780: A