Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
Foram encontradas 27.805 questões
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
A sabedoria dos patos
- Certa vez estava ouvindo um programa de rádio em que achei muito interessante a
- abordagem motivacional e metafísica que o professor e terapeuta Marcello Cotrim levantou para
- elucidar que os patos têm uma sabedoria maravilhosa a nos transmitir. Ele fez um comparativo
- entre os arquétipos da águia e do pato. A águia é um animal lindíssimo, tem força, tem
- resistência, tem longevidade, tem uma visão de longo alcance, voa acima das nuvens. Além
- disso, existe uma famosíssima lenda da renovação da águia, segundo a qual, quando chega à
- metade do seu tempo de vida, ela passa por um processo doloroso de renovação das penas, das
- unhas e do bico. Ela vai para as mais altas montanhas e fica lá, solitária, batendo o bico nas
- pedras até ele cair, depois espera pacientemente que nasça um novo. Em seguida, ela arranca as
- penas e unhas e se prepara para um novo ciclo de vida.
- Essa lenda da renovação da águia é vista por nós como o processo de sofrer para crescer,
- sofrer para se renovar, viver a solidão para conseguir se superar, etc. Se observarmos bem, o
- arquétipo da águia é como o de um mártir, alguém que sofre, mas que se torna maior do que as
- outras pessoas, se torna indelével. No mundo em que vivemos, quase todos querem se tornar
- inesquescíveis, porque isso soa bonito, dá uma sensação imensa de ser importante, de ser
- insubstituível. Porém, o risco está em querer ser águia o tempo inteiro. Isso é muito
- desgastante, é você se esforçar para ser sempre o melhor em tudo e alcançar patamares
- incomparáveis. A grande verdade é que ninguém consegue ser o melhor em tudo, e o barato da
- vida é exatamente esse, porque dessa forma podemos nos unir com outras pessoas, podemos
- pedir ajuda e fazer parcerias interessantes.
- Essa ideia coletiva que se tem das águias reforça um perfil mais egoísta e autossuficiente,
- como se não precisássemos uns dos outros. É nessa hora que entra a figura do pato. Ele é meio
- desengonçado na forma de andar, sabe nadar, mas não é exímio nadador, também consegue
- voar, mas não alcança grandes alturas, não sabe fazer voos rasantes, etc. Perceba! Ele consegue
- transitar pela terra, pela água e pelo ar. Que animal além dele consegue fazer isso? Em outras
- palavras, o pato é multitarefas. Tem talentos diversos, mas está longe de ser um especialista em
- suas capacidades. Olhar para esse animal e pegar esse modelo para a nossa vida é incrível,
- porque a vida não nos exige que sejamos os melhores em tudo e o tempo todo. Somos nós que
- nos autoimpomos esse padrão que, por vezes, chega até a nos adoecer.
- No mundo hipermoderno que vivemos hoje, o ideal é que desenvolvamos nossos potenciais
- diversos, sem querermos ser os melhores em tudo. Vale ressaltar que existem águias em todas
- as áreas da vida e em todas as profissões, mas não adianta ficar se comparando, porque na
- comparação nos menosprezamos e deixamos de fazer algo bom, que poderia ajudar a nós
- mesmos e aos outros. Por exemplo, eu escrevo bem, mas sei que não sou o melhor na arte da
- escrita. Não sou um Machado de Assis, porém, se eu não escrevesse, seria menos feliz e
- realizado do que sou e deixaria de levar conhecimentos e consciência para centenas de pessoas.
- Gosto de jogar basquete, mas estou longe, absolutamente longe de ser um Michael Jordan ou
- Lebron James. Se me comparasse com esses gladiadores do basquete nem pisaria numa quadra,
- deixaria de me exercitar e de me divertir com esse lindo esporte.
- Poderia citar mais exemplos, mas com esses acho que já deu para você entender! O resumo
- de tudo é isso. Faça! Não queira se comparar com as águias. Sempre existirão águias em todas
- as áreas, mas entre ser uma águia, perita em apenas uma coisa, e ser um pato, que se esforça
- para desenvolver diversos talentos, sem autoexigência, é preferível ser como um pato! Sem
- contar que os patos vivem em bandos, eles muito facilmente se organizam em equipe e não tem
- o pato-alfa, que lidera a todos, não! Imitando o arquétipo do pato podemos até ser amigos
- melhores, sem querermos ser o chefe, o comandante.
Texto adaptado especialmente para esta prova.
Disponível em: https://www.contioutra.com/a-sabedoria-dos-patos/.
Da mesma forma que o superlativo absoluto do adjetivo “lindo” é “lindíssimo” (l. 04), o superlativo absoluto do adjetivo “geral”, de acordo com a Norma Culta da Língua Portuguesa, é:
A Copa do despertar feminista de Marta: “O futebol feminino depende de vocês para sobreviver”
BREILLER PIRES -
São Paulo 24 JUN 2019 - 00:56 BRT
1 Quando marcou o gol de pênalti contra
2 a Austrália, no segundo jogo da seleção pela
3 Copa feminina, Marta chamou a atenção do
4 mundo para uma causa que abraçou como
5 sua. Na comemoração, apontou para as
6 chuteiras personalizadas com um símbolo pela
7 igualdade de gênero no esporte. Aos 33 anos,
8 seis vezes eleita como a melhor jogadora do
9 planeta, a craque brasileira se engaja como
10 nunca para deixar um legado para as
11 mulheres no futebol que extrapole seus
12 recordes e conquistas individuais. “Não gosto
13 de falar, gosto de mostrar”, disse a camisa 10
14 do Brasil após o gesto diante das australianas.
15 Já o desabafo logo em seguida à eliminação
16 para a França, nas oitavas de final, soou como
17 uma convocação inspiradora para que as
18 jovens atletas se dediquem a cuidar da
19 semente que ela ajudou a plantar: “Não vai
20 ter uma Marta para sempre, uma Cristiane,
21 uma Formiga. E o futebol feminino depende
22 de vocês para sobreviver”. “Chore no começo
23 para sorrir no fim”, concluiu.
24 Marta jamais havia se apresentado
25 como feminista nem aderido de forma tão
26 contundente a pautas do movimento. Mas não
27 era difícil ecoá-lo sendo dona de uma
28 trajetória que espelha as desigualdades
29 enfrentadas pela mulher, inclusive no esporte.
30 Foi criada apenas pela mãe, depois que o pai
31 abandonou a casa da família quando ela tinha
32 um ano, e impedida de jogar futebol em sua
33 cidade, no sertão de Alagoas. Seu primeiro
34 salário na Europa era equivalente a 3.000
35 reais e até hoje, mesmo consagrada, ainda
36 está muito distante de receber as milionárias
37 cifras embolsadas pelos grandes craques do
38 masculino. Chegou ao Mundial da França, o
39 mais visto da história, sem nenhum contrato
40 fixo de patrocínio, depois de recusar propostas
41 que lhe ofereciam menos da metade do que já
42 chegou a ganhar em outras temporadas.
43 A mudança de postura, que antes se
44 concentrava mais no desempenho esportivo
45 em detrimento dos discursos, coincide com a
46 nomeação da atacante como embaixadora da
47 ONU Mulheres, no ano passado. “Marta é um
48 modelo excepcional para mulheres e meninas
49 em todo o mundo. Sua própria experiência de
50 vida conta uma história poderosa do que pode
51 ser alcançado com determinação, talento e
52 coragem”, afirmou Phumzile Mlambo-Ngcuka,
53 diretora-executiva da organização das Nações
54 Unidas, que tem utilizado a imagem da atleta
55 para promover campanhas contra o sexismo e
56 a discriminação de gênero.
57 Em março, ao participar de um evento
58 na sede da ONU, em Nova York, Marta
59 emocionou a plateia ao contar sobre os
60 desafios que precisou superar para se tornar
61 uma jogadora profissional. “O preconceito e a
62 falta de oportunidades já me doeram ao longo
63 do meu caminho. Doeu quando meninos não
64 me deixaram jogar. Doeu quando treinadores
65 me tiravam dos campeonatos porque eu era
66 apenas uma menina. Mas minha certeza de
67 onde eu iria chegar nunca me deixou desistir”,
68 discursou antes de ser aplaudida de pé. A
69 ONU Mulheres trabalha com a meta de
70 alcançar a igualdade de gênero em escala
71 global até 2030 e bate na tecla da equidade
72 salarial reivindicada pelas mulheres no
73 futebol.
74 Uma das inspirações de Marta, que
75 atua no Orlando Pride dos Estados Unidos,
76 onde está desde 2017, é o movimento
77 de jogadoras da seleção norte-americana, que
78 entrou com ação coletiva contra a federação
79 local por discriminação de gênero
80 institucionalizada. Apesar de gerarem maior
81 receita de bilheteria que a seleção masculina,
82 elas alegam disparidade de remuneração e
83 premiações em relação aos homens, que
84 recebem cerca de cinco vezes mais para
85 defender o país. Mesmo sabendo da realidade
86 diferente amargada pelo futebol feminino no
87 Brasil, em que a maioria das jogadoras nem
88 sequer tem carteira assinada, Marta aproveita
89 a onda de protestos para cobrar
90 patrocinadores por equiparação.
91 Neste campo dos patrocínios, ela
92 começa a se movimentar e querer desfrutar,
93 inclusive financeiramente, do status de
94 influenciadora. No último jogo do Brasil na
95 fase de grupos, ela entrou em campo com um
96 indefectível batom de cor “sangria”, uma
97 ação, ela disse quando perguntada, para a
98 marca Avon — neste domingo, escolheu um
99 vermelho fechado. A repercussão em várias
100 páginas e publicações reforça o apelo
101 midiático da craque como uma personalidade
102 capaz de estender sua bandeira em outros
103 campos. Já foi destaque no jornal The New
104 York Times e na revista de moda Vogue Brasil,
105 que estampa a jogadora na capa de sua
106 edição de julho com a chamada “A vez de
107 Marta”. A publicação ressalta que
108 a importância da jogadora não está
109 condicionada ao resultado no Mundial, como
110 explica a editora-chefe Paula Merlo. “A taça é
111 um mero detalhe para o quão longe ela
112 chegou e para tudo o que representa para
113 esta e para as próximas gerações”.
114 Desde que se tornou a grande
115 referência da modalidade, Marta vem sendo
116 cobrada por assumir posicionamentos mais
117 incisivos pela valorização das mulheres no
118 futebol.
119 Embaixadora da causa pelo
120 empoderamento das mulheres e também do
121 futebol feminino no Brasil, Marta mostrou,
122 pelo menos em seus pronunciamentos e
123 atitudes nesta Copa do Mundo, que se
124 convenceu da importância de marcar posição
125 além do gramado. Depois de bater o recorde
126 no Mundial, contra a Itália, se convertendo na
127 maior artilheira de todos os tempos do
128 torneio, com 17 gols, ela dedicou o feito a
129 todas as atletas. “Hoje temos uma mulher
130 como a maior goleadora das Copas. Esse
131 recorde não representa só a jogadora Marta,
132 mas todas as mulheres num esporte
133 ainda visto por muitos como masculino”,
134 disse, olhando para várias câmeras,
135 reafirmando ainda o compromisso de defender
136 os direitos das que se inspiram em seu
137 exemplo fora do esporte. “Eu divido com
138 vocês que lutam e batalham em todos os
139 setores e ainda têm de provar que são
140 capazes de desempenhar qualquer tipo de
141 atividade. É nosso!”
Assinale a opção que apresenta a correta associação entre a palavra e a classificação quanto ao processo de derivação.
A Copa do despertar feminista de Marta: “O futebol feminino depende de vocês para sobreviver”
BREILLER PIRES -
São Paulo 24 JUN 2019 - 00:56 BRT
1 Quando marcou o gol de pênalti contra
2 a Austrália, no segundo jogo da seleção pela
3 Copa feminina, Marta chamou a atenção do
4 mundo para uma causa que abraçou como
5 sua. Na comemoração, apontou para as
6 chuteiras personalizadas com um símbolo pela
7 igualdade de gênero no esporte. Aos 33 anos,
8 seis vezes eleita como a melhor jogadora do
9 planeta, a craque brasileira se engaja como
10 nunca para deixar um legado para as
11 mulheres no futebol que extrapole seus
12 recordes e conquistas individuais. “Não gosto
13 de falar, gosto de mostrar”, disse a camisa 10
14 do Brasil após o gesto diante das australianas.
15 Já o desabafo logo em seguida à eliminação
16 para a França, nas oitavas de final, soou como
17 uma convocação inspiradora para que as
18 jovens atletas se dediquem a cuidar da
19 semente que ela ajudou a plantar: “Não vai
20 ter uma Marta para sempre, uma Cristiane,
21 uma Formiga. E o futebol feminino depende
22 de vocês para sobreviver”. “Chore no começo
23 para sorrir no fim”, concluiu.
24 Marta jamais havia se apresentado
25 como feminista nem aderido de forma tão
26 contundente a pautas do movimento. Mas não
27 era difícil ecoá-lo sendo dona de uma
28 trajetória que espelha as desigualdades
29 enfrentadas pela mulher, inclusive no esporte.
30 Foi criada apenas pela mãe, depois que o pai
31 abandonou a casa da família quando ela tinha
32 um ano, e impedida de jogar futebol em sua
33 cidade, no sertão de Alagoas. Seu primeiro
34 salário na Europa era equivalente a 3.000
35 reais e até hoje, mesmo consagrada, ainda
36 está muito distante de receber as milionárias
37 cifras embolsadas pelos grandes craques do
38 masculino. Chegou ao Mundial da França, o
39 mais visto da história, sem nenhum contrato
40 fixo de patrocínio, depois de recusar propostas
41 que lhe ofereciam menos da metade do que já
42 chegou a ganhar em outras temporadas.
43 A mudança de postura, que antes se
44 concentrava mais no desempenho esportivo
45 em detrimento dos discursos, coincide com a
46 nomeação da atacante como embaixadora da
47 ONU Mulheres, no ano passado. “Marta é um
48 modelo excepcional para mulheres e meninas
49 em todo o mundo. Sua própria experiência de
50 vida conta uma história poderosa do que pode
51 ser alcançado com determinação, talento e
52 coragem”, afirmou Phumzile Mlambo-Ngcuka,
53 diretora-executiva da organização das Nações
54 Unidas, que tem utilizado a imagem da atleta
55 para promover campanhas contra o sexismo e
56 a discriminação de gênero.
57 Em março, ao participar de um evento
58 na sede da ONU, em Nova York, Marta
59 emocionou a plateia ao contar sobre os
60 desafios que precisou superar para se tornar
61 uma jogadora profissional. “O preconceito e a
62 falta de oportunidades já me doeram ao longo
63 do meu caminho. Doeu quando meninos não
64 me deixaram jogar. Doeu quando treinadores
65 me tiravam dos campeonatos porque eu era
66 apenas uma menina. Mas minha certeza de
67 onde eu iria chegar nunca me deixou desistir”,
68 discursou antes de ser aplaudida de pé. A
69 ONU Mulheres trabalha com a meta de
70 alcançar a igualdade de gênero em escala
71 global até 2030 e bate na tecla da equidade
72 salarial reivindicada pelas mulheres no
73 futebol.
74 Uma das inspirações de Marta, que
75 atua no Orlando Pride dos Estados Unidos,
76 onde está desde 2017, é o movimento
77 de jogadoras da seleção norte-americana, que
78 entrou com ação coletiva contra a federação
79 local por discriminação de gênero
80 institucionalizada. Apesar de gerarem maior
81 receita de bilheteria que a seleção masculina,
82 elas alegam disparidade de remuneração e
83 premiações em relação aos homens, que
84 recebem cerca de cinco vezes mais para
85 defender o país. Mesmo sabendo da realidade
86 diferente amargada pelo futebol feminino no
87 Brasil, em que a maioria das jogadoras nem
88 sequer tem carteira assinada, Marta aproveita
89 a onda de protestos para cobrar
90 patrocinadores por equiparação.
91 Neste campo dos patrocínios, ela
92 começa a se movimentar e querer desfrutar,
93 inclusive financeiramente, do status de
94 influenciadora. No último jogo do Brasil na
95 fase de grupos, ela entrou em campo com um
96 indefectível batom de cor “sangria”, uma
97 ação, ela disse quando perguntada, para a
98 marca Avon — neste domingo, escolheu um
99 vermelho fechado. A repercussão em várias
100 páginas e publicações reforça o apelo
101 midiático da craque como uma personalidade
102 capaz de estender sua bandeira em outros
103 campos. Já foi destaque no jornal The New
104 York Times e na revista de moda Vogue Brasil,
105 que estampa a jogadora na capa de sua
106 edição de julho com a chamada “A vez de
107 Marta”. A publicação ressalta que
108 a importância da jogadora não está
109 condicionada ao resultado no Mundial, como
110 explica a editora-chefe Paula Merlo. “A taça é
111 um mero detalhe para o quão longe ela
112 chegou e para tudo o que representa para
113 esta e para as próximas gerações”.
114 Desde que se tornou a grande
115 referência da modalidade, Marta vem sendo
116 cobrada por assumir posicionamentos mais
117 incisivos pela valorização das mulheres no
118 futebol.
119 Embaixadora da causa pelo
120 empoderamento das mulheres e também do
121 futebol feminino no Brasil, Marta mostrou,
122 pelo menos em seus pronunciamentos e
123 atitudes nesta Copa do Mundo, que se
124 convenceu da importância de marcar posição
125 além do gramado. Depois de bater o recorde
126 no Mundial, contra a Itália, se convertendo na
127 maior artilheira de todos os tempos do
128 torneio, com 17 gols, ela dedicou o feito a
129 todas as atletas. “Hoje temos uma mulher
130 como a maior goleadora das Copas. Esse
131 recorde não representa só a jogadora Marta,
132 mas todas as mulheres num esporte
133 ainda visto por muitos como masculino”,
134 disse, olhando para várias câmeras,
135 reafirmando ainda o compromisso de defender
136 os direitos das que se inspiram em seu
137 exemplo fora do esporte. “Eu divido com
138 vocês que lutam e batalham em todos os
139 setores e ainda têm de provar que são
140 capazes de desempenhar qualquer tipo de
141 atividade. É nosso!”
De acordo com o texto, assinale a opção que indica a associação correta entre o substantivo destacado e o seu referente.
Leia o texto abaixo de modo a responder às questões de 11 a 13:
NÃO COMERÁS COMO ANTES
1 __ Uma nova revolução está em curso e promete transformar a indústria de alimentos e a
2 agropecuária, talvez em menos de duas décadas. Sabemos que as transformações digitais em série tiraram
3 os discos e CDs da estante e obrigaram a indústria fonográfica a reinventar-se. A indústria automotiva
4 debruça-se sobre os efeitos da sociedade uberizada e redesenha seus próximos passos com carros
5 elétricos, autônomos e drones automotivos pelo ar. A febre de aplicativos de bikes e patinetes aponta
6 para a chegada de uma nova geração decidida a desembarcar do sonho de ter um carro e do desejo de
7 dirigir. Os smart-phones não só transformaram o telefone fixo quase em enfeite, mas já obrigam até
8 potentes emissoras de televisão a repensar suas telinhas e modelos de negócio, isso para citar apenas um
9 aspecto. Testemunhamos uma série de mudanças de crenças, valores e certezas. Qual será a próxima
10 onda disruptiva? Possivelmente ela acontecerá pela boca. Ou em torno de todo o modelo que existe hoje
11 para alimentar as pessoas. Não comerás como antes. E não produzirás alimentos da mesma forma que se
12 faz hoje. Em questão de décadas, o que soa agora como um mandamento bíblico poderá fazer todo o
13 sentido.
14 __ É possível que a produção de tudo o que se come atualmente seja muito diferente em um futuro
15 não muito distante. O setor econômico que gira ao redor da circunferência de um prato de arroz, feijão,
16 alface, batata, tomate e carne, entre uma garfada geracional e outra, sofrerá impactos estruturais. Chegou
17 a hora de discutir o que a comida disruptiva – e toda a sua fascinante tecnologia – fará com o modus
18 operandi da indústria e da agropecuária e com a próxima etapa do agronegócio, quando a produção de
19 bifes de laboratório ganhar escala e se tornar acessível, por exemplo. Será que, nas próximas décadas, a
20 carne suculenta saboreada no almoço ainda vai depender da criação de gado para o abate, como sempre
21 funcionou no modelo tradicional da pecuária?
[...] (Veja, 12/06/19)
Observe a construção dos períodos abaixo transcritos:
I- “(...) as transformações digitais em série tiraram os discos e CDs da estante e obrigaram a indústria fonográfica a reinventar-se”.
II- “A indústria automotiva debruça-se sobre os efeitos da sociedade uberizada e redesenha seus próximos passos com carros elétricos, autônomos e drones automotivos pelo ar”.
III- “Os smart-phones não só transformaram o telefone fixo quase em enfeite, mas já obrigam até potentes emissoras de televisão a repensar suas telinhas e modelos de negócio”.
Em todos os períodos citados, há duas afirmações sobre o tópico inicial, mas, em III, são empregados dois conectores para enfatizar a segunda informação. O mecanismo de construção do período empregado em III se classifica como:
Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder às questões de 1 a 6:
Que tempos são esses?
1 __ Os dias estão sombrios. Em todo o planeta, o ódio tem mostrado sua face mais intransigente. E ela parece
2 com a nossa! Isso é o que, de fato, assusta. O poder da morte e da destruição ao alcance da nossa mão. A um
3 click, a uma nota assinada por algum poderoso mandatário...
4 __ No centro de tudo, a Palavra.
5 __ Tenho visto brigas completamente desnecessárias no trânsito, homens e mulheres que dão espaço a uma
6 verdadeira entidade guerreira graças a uma ultrapassagem indevida ou a uma simples buzinada. Jovens e
7 adolescentes que se agridem pelas redes sociais. Políticos que usam o verbo para separar nações, apontar o
8 dedo para cidadãos, enaltecer guerras.
9 __ No centro de tudo, a Palavra.
10 __ Diante dos temores e terrores da nossa época – e de todas as épocas – é a palavra que define o que somos.
11 Na era da disseminação fácil, rápida e aleatória, notícias falsas podem produzir o andamento da história. Ou o
12 contrário dela. Defender uma ideia, mesmo que levemente, pode determinar sua exclusão de um grupo social
13 ou da própria família.
14 __ No centro de tudo, a Palavra.
15 __ A vida está sombria. E aquele que acha graça em uma brincadeira de criança, ou se delicia com um
16 inocente sorvete, é visto com reservas, taxado de desvairado ou desvairada, com certeza falta-lhe um parafuso.
17 __ No centro de tudo, a Palavra.
18 __ Dos livros sagrados, da interpretação do que está escrito nessas obras, sempre em nome de Deus se
19 formam milícias, exércitos, alguém em uma mesquita e atira em uma centena de pessoas. Não sem antes deixar
20 claro em vídeo o que vai em sua mente. Ao vivo. Ou um jovem escreve uma mensagem enigmática e assassina
21 seus antes colegas da sua antiga escola. Pela dor que as palavras produzem em sua alma.
22 __ No centro de tudo, a Palavra.
23 __ Os corações estão sombrios. E é preciso urgentemente que se dê uma nova ordem à ordem social. Que se
24 escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos,
25 bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.
26 __ No centro de tudo, a Palavra.
27 __ Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras
28 sua bandeira:
29 __ “Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?”
(Jussara Saraíba, jornalista e contadora de histórias - Rev. Língua Portuguesa, Ed. 76)
Considerando o trecho, a seguir, que finaliza o texto acima, avalie como verdadeiras(V) ou falsas(F) as proposições:
“[...] Que se escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos, bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.
Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras sua bandeira:
‘Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?’”
( ) O emprego do conector mas serve para introduzir uma ressalva, em tom irônico, dado que a autora, pressupondo o estranhamento quanto ao conteúdo das informações precedentes, já se adianta admitindo a dificuldade de mudança em tempos de tantos desencantos.
( ) Todas as frases introduzidas pelo item que expressam o desejo da autora de uma mudança no comportamento da sociedade; trata-se de frases exclamativas, ou desiderativas, constituindo-se, pois, como marcas de subjetividade na construção do texto.
( ) Ao encerrar o texto com a indagação feita pelo dramaturgo Bertold Brecht, a autora demonstra conformação com a realidade descrita e, assim, nega a possibilidade de mudança.
A sequência que responde CORRETAMENTE à questão é:
Leia atentamente a reflexão a seguir para responder às próximas questões.
“Há palavras que são pronunciadas com a simples intenção de agir sobre os outros homens e de produzir algum efeito: o que sucede também quando se escreve. Elas não têm valor: as únicas palavras que contam são as pronunciadas tendo em vista a verdade e não o resultado”.
(Louis Lavelle)
Marque a alternativa que indica uma palavra, empregada no texto, que se classifica como do gênero masculino.
Leia a seguinte reflexão, escrita por Nelson Rodrigues, para responder às questões a seguir.
“Na mulher interessante, a beleza é secundária, irrelevante e, mesmo, indesejável. A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual. Era preciso que alguém fosse, de mulher em mulher, anunciando: - Ser bonita não interessa. Seja interessante!”
Considere as alternativas a seguir e assinale a que contém uma palavra utilizada no texto que esteja no plural.
Leia o texto a seguir para responder às próximas questões.
“Novas tecnologias impressionam exatamente por serem inéditas. Sua primeira versão costuma ser um trambolho que mal funciona. Seu aperfeiçoamento é lento e irregular. Quando finalmente amadurecem, se tornam invisíveis. É exatamente nesse ponto que transformam a vida de quem tem contato com elas”.
(Trecho escrito por Luli Radfahrer, com adaptações).
No texto, há palavras que pertencem aos gêneros masculino e feminino. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um termo do gênero feminino.
Leia atentamente o breve poema a seguir, escrito por Millôr Fernandes, para responder às próximas questões.
“Tudo que eu digo, acreditem,
Teria mais solidez
Se, em vez de carioquinha,
Eu fosse um velho chinês”
Embora o termo “chinês” termine com a letra “s”, trata-se de um substantivo no singular. Assinale a alternativa que indica a forma CORRETA de se escrever esse mesmo substantivo no plural.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Recuse o canudo
Andressa Missio
- Apesar de ser tão pequeno e aparentemente inofensivo
o pedacinho de plástico que
- usamos para tomar um refrigerante ou uma água de coco tem levantado uma grande discussão
- nas redes sociais. Ambientalistas e empresas ecologicamente responsáveis defendem que o uso
- de canudos é desastroso para o meio ambiente. O descarte irregular polui rios e oceanos e
- contribui para a triste previsão que o Fórum Econômico Mundial faz: se seguirmos nesse ritmo,
- em pouco mais de 30 anos o mar terá mais plástico do que peixes.
- Entre as campanhas nas redes sociais, está a que diz “Recuse o canudo: 1 minuto para
- produzir, 30 minutos de uso, 20 anos para decompor.” Os posts têm sido cada vez mais curtidos,
- compartilhados e o grito pelo fim do canudo nas redes sociais é grande e já chegou aos
- governos.
- No exterior, alguns estados americanos, União Europeia e Reino Unido estudam leis para
- impedir o uso. Já no Brasil, cidades como Rio de Janeiro e Porto Alegre já proibiram, por lei, o
- consumo e também aprovaram multa aos comerciantes que forem flagrados com canudos nos
- estabelecimentos.
- Enquanto a alternativa para outros produtos de plástico é a reciclagem, o canudo é
- muito pequeno e acaba dispensado por catadores e usinas. Por isso, além de incentivar o uso do
- copo sem canudo, restaurantes e lojas também apelam para canudos biodegradáveis,
- comestíveis ou não descartáveis, como os de bambu, vidro ou aço inox.
Fonte: http://www.folhavitoria.com.br/geral/blogs/premio-ecologia/2018/06/recuse-o-canudo-campanhapara- abolir-uso-ganha-as-redes-e-alcanca-governos-e-empresas/ – adaptado
Assinale a alternativa que apresenta um adjetivo, um substantivo e um artigo, nesta ordem.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Os principais tipos de relacionamentos ioiô
- Um tema de imensa importância e que se costuma não dar a devida atenção são os
- chamados relacionamentos ioiô. O que são esses relacionamentos? São aqueles em que o casal
- vive se separando e voltando poucos dias ou semanas depois. Esse tipo de relacionamento é
- dominado pela insegurança, medos, carências e, principalmente, pela imaturidade. Os casais
- que costumam fazer isso podem estar passando por diversos problemas ou dificuldades. Os
- maiores motivos para se embarcar nesses relacionamentos são a falta de sinceridade
- e transparência.
- Um caso clássico são aquelas pessoas que ___ uma autoestima infinitesimal ou tendendo a
- zero. Muitas dessas pessoas namoram alguém só para não ficarem sozinhas. Já ouviu aquela
- frase? “Ruim contigo, pior semtigo”? Pois é! É dessas pessoas que estou falando! Os
- relacionamentos ioiô nesses casos acontecem assim, um dos dois termina e tenta “encontrar
- alguém melhor”. Como encontrar alguém melhor se você mesmo não consegue ser melhor?
- Não se esforça para ser melhor? Não dá, meu amigo! Aí a pessoa fica carente e depois de
- tentativas em vão volta para a pessoa que não ama de verdade, volta só para não ficar sozinha
- e vive assim um pseudorrelacionamento. Para esses casos, a melhor saída é a busca de uma
- ajuda psicológica, para melhorar a autoestima, juntamente com a busca incessante pelo
- autoconhecimento.
- Um dos casos mais comuns são os namorados pilantras. Isso mesmo! Pilantras! Quem são
- os namorados pilantras? São aqueles que terminam dois ou três dias antes do carnaval e
- querem voltar dois ou três dias depois do carnaval. Por que será que eles fazem isso, hein?
- Acho que nem preciso responder, não é mesmo? Pois é! Esses são os namorados pilantras. Mas
- sabe de uma coisa! Muitos casais aceitam isso. Eu digo ___ você que o mais importante é se
- amar primeiro. Se você se ama e consegue ser feliz e equilibrado sozinho, pode ter certeza que
- isso que acabei de citar jamais acontecerá, porque você jamais permitirá que aconteça,
- entende?
- Outra possibilidade é a das pessoas com problemas mal resolvidos do passado. Esse pode
- ser um grande “abacaxi”, porque muitas delas sofrem de algo que denomino “medo de revelar
- os medos”. São pessoas que sentem que quando alguém está prestes a adentrar em seus
- territórios feridos das emoções, ou se fecha no seu mundo de sombras, ou muda totalmente o
- assunto. Vários relacionamentos ioiô passam por essas situações. O indivíduo que sofre desse
- medo se sente sufocado pelo outro, como se ele ou ela quisesse fazer um interrogatório sobre o
- seu passado. Para esse tipo de casal e situação, o meu conselho é simples e precioso. Evite
- conversar sobre o passado da outra pessoa! Lembre-se sempre da frase do grande Roberto
- Carlos: “o que passou não quero mais lembrar, só quero ter você aqui…”. Dessa forma, a
- pessoa se sentirá muito mais confortável e segura.
- Outro caso um pouco mais sutil e complexo acontece com as pessoas nostálgicas. Esse tipo
- de relacionamento ioiô mexe com o inconsciente do indivíduo, por isso ele é mais complexo.
- Como acontecem esses casos? Um dos dois termina e aquele mais nostálgico fica sofrendo em
- demazia ao lembrar os melhores momentos que o casal passou junto, e como a nostalgia
- sempre é a lembrança de algo bom e carregado de emoções positivas, a pessoa desvia seus
- pensamentos daquilo que foi conflituoso e levou ao rompimento amoroso e volta a pensar no
- relacionamento em suas fases mais iniciais, que certamente estavam carregadas de emoções
- positivas e, acima de tudo, de paixão. Dessa forma, a pessoa também fica carente
- e “louca” para voltar o relacionamento, o que acaba acontecendo. Porém, a realidade mostra
- que já não existe mais paixão e dentro de pouco tempo um dos dois decide terminar mais uma
- vez, e fica um ciclo quase interminável de terminar-voltar-terminar-voltar! Você se identificou
- com essa possibilidade? Ela é mais comum do que se imagina…
- Existem outras possibilidades, mas acho que falei as principais. Evite os relacionamentos
- ioiô, pois eles só revelam medos, inseguranças, carências e, principalmente, infantilidades.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/os-principais-tipos-derelacionamentos-ioio/. Acesso em 26 mar. 2019.
A palavra “depois”, encontrada no texto, é classificada como um advérbio de:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Os principais tipos de relacionamentos ioiô
- Um tema de imensa importância e que se costuma não dar a devida atenção são os
- chamados relacionamentos ioiô. O que são esses relacionamentos? São aqueles em que o casal
- vive se separando e voltando poucos dias ou semanas depois. Esse tipo de relacionamento é
- dominado pela insegurança, medos, carências e, principalmente, pela imaturidade. Os casais
- que costumam fazer isso podem estar passando por diversos problemas ou dificuldades. Os
- maiores motivos para se embarcar nesses relacionamentos são a falta de sinceridade
- e transparência.
- Um caso clássico são aquelas pessoas que ___ uma autoestima infinitesimal ou tendendo a
- zero. Muitas dessas pessoas namoram alguém só para não ficarem sozinhas. Já ouviu aquela
- frase? “Ruim contigo, pior semtigo”? Pois é! É dessas pessoas que estou falando! Os
- relacionamentos ioiô nesses casos acontecem assim, um dos dois termina e tenta “encontrar
- alguém melhor”. Como encontrar alguém melhor se você mesmo não consegue ser melhor?
- Não se esforça para ser melhor? Não dá, meu amigo! Aí a pessoa fica carente e depois de
- tentativas em vão volta para a pessoa que não ama de verdade, volta só para não ficar sozinha
- e vive assim um pseudorrelacionamento. Para esses casos, a melhor saída é a busca de uma
- ajuda psicológica, para melhorar a autoestima, juntamente com a busca incessante pelo
- autoconhecimento.
- Um dos casos mais comuns são os namorados pilantras. Isso mesmo! Pilantras! Quem são
- os namorados pilantras? São aqueles que terminam dois ou três dias antes do carnaval e
- querem voltar dois ou três dias depois do carnaval. Por que será que eles fazem isso, hein?
- Acho que nem preciso responder, não é mesmo? Pois é! Esses são os namorados pilantras. Mas
- sabe de uma coisa! Muitos casais aceitam isso. Eu digo ___ você que o mais importante é se
- amar primeiro. Se você se ama e consegue ser feliz e equilibrado sozinho, pode ter certeza que
- isso que acabei de citar jamais acontecerá, porque você jamais permitirá que aconteça,
- entende?
- Outra possibilidade é a das pessoas com problemas mal resolvidos do passado. Esse pode
- ser um grande “abacaxi”, porque muitas delas sofrem de algo que denomino “medo de revelar
- os medos”. São pessoas que sentem que quando alguém está prestes a adentrar em seus
- territórios feridos das emoções, ou se fecha no seu mundo de sombras, ou muda totalmente o
- assunto. Vários relacionamentos ioiô passam por essas situações. O indivíduo que sofre desse
- medo se sente sufocado pelo outro, como se ele ou ela quisesse fazer um interrogatório sobre o
- seu passado. Para esse tipo de casal e situação, o meu conselho é simples e precioso. Evite
- conversar sobre o passado da outra pessoa! Lembre-se sempre da frase do grande Roberto
- Carlos: “o que passou não quero mais lembrar, só quero ter você aqui…”. Dessa forma, a
- pessoa se sentirá muito mais confortável e segura.
- Outro caso um pouco mais sutil e complexo acontece com as pessoas nostálgicas. Esse tipo
- de relacionamento ioiô mexe com o inconsciente do indivíduo, por isso ele é mais complexo.
- Como acontecem esses casos? Um dos dois termina e aquele mais nostálgico fica sofrendo em
- demazia ao lembrar os melhores momentos que o casal passou junto, e como a nostalgia
- sempre é a lembrança de algo bom e carregado de emoções positivas, a pessoa desvia seus
- pensamentos daquilo que foi conflituoso e levou ao rompimento amoroso e volta a pensar no
- relacionamento em suas fases mais iniciais, que certamente estavam carregadas de emoções
- positivas e, acima de tudo, de paixão. Dessa forma, a pessoa também fica carente
- e “louca” para voltar o relacionamento, o que acaba acontecendo. Porém, a realidade mostra
- que já não existe mais paixão e dentro de pouco tempo um dos dois decide terminar mais uma
- vez, e fica um ciclo quase interminável de terminar-voltar-terminar-voltar! Você se identificou
- com essa possibilidade? Ela é mais comum do que se imagina…
- Existem outras possibilidades, mas acho que falei as principais. Evite os relacionamentos
- ioiô, pois eles só revelam medos, inseguranças, carências e, principalmente, infantilidades.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/os-principais-tipos-derelacionamentos-ioio/. Acesso em 26 mar. 2019.
Por qual das seguintes opções a locução conjuntiva “por isso” (l. 37) pode ser substituída, sem haver distorções ao sentido original da mensagem?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Os principais tipos de relacionamentos ioiô
- Um tema de imensa importância e que se costuma não dar a devida atenção são os
- chamados relacionamentos ioiô. O que são esses relacionamentos? São aqueles em que o casal
- vive se separando e voltando poucos dias ou semanas depois. Esse tipo de relacionamento é
- dominado pela insegurança, medos, carências e, principalmente, pela imaturidade. Os casais
- que costumam fazer isso podem estar passando por diversos problemas ou dificuldades. Os
- maiores motivos para se embarcar nesses relacionamentos são a falta de sinceridade
- e transparência.
- Um caso clássico são aquelas pessoas que ___ uma autoestima infinitesimal ou tendendo a
- zero. Muitas dessas pessoas namoram alguém só para não ficarem sozinhas. Já ouviu aquela
- frase? “Ruim contigo, pior semtigo”? Pois é! É dessas pessoas que estou falando! Os
- relacionamentos ioiô nesses casos acontecem assim, um dos dois termina e tenta “encontrar
- alguém melhor”. Como encontrar alguém melhor se você mesmo não consegue ser melhor?
- Não se esforça para ser melhor? Não dá, meu amigo! Aí a pessoa fica carente e depois de
- tentativas em vão volta para a pessoa que não ama de verdade, volta só para não ficar sozinha
- e vive assim um pseudorrelacionamento. Para esses casos, a melhor saída é a busca de uma
- ajuda psicológica, para melhorar a autoestima, juntamente com a busca incessante pelo
- autoconhecimento.
- Um dos casos mais comuns são os namorados pilantras. Isso mesmo! Pilantras! Quem são
- os namorados pilantras? São aqueles que terminam dois ou três dias antes do carnaval e
- querem voltar dois ou três dias depois do carnaval. Por que será que eles fazem isso, hein?
- Acho que nem preciso responder, não é mesmo? Pois é! Esses são os namorados pilantras. Mas
- sabe de uma coisa! Muitos casais aceitam isso. Eu digo ___ você que o mais importante é se
- amar primeiro. Se você se ama e consegue ser feliz e equilibrado sozinho, pode ter certeza que
- isso que acabei de citar jamais acontecerá, porque você jamais permitirá que aconteça,
- entende?
- Outra possibilidade é a das pessoas com problemas mal resolvidos do passado. Esse pode
- ser um grande “abacaxi”, porque muitas delas sofrem de algo que denomino “medo de revelar
- os medos”. São pessoas que sentem que quando alguém está prestes a adentrar em seus
- territórios feridos das emoções, ou se fecha no seu mundo de sombras, ou muda totalmente o
- assunto. Vários relacionamentos ioiô passam por essas situações. O indivíduo que sofre desse
- medo se sente sufocado pelo outro, como se ele ou ela quisesse fazer um interrogatório sobre o
- seu passado. Para esse tipo de casal e situação, o meu conselho é simples e precioso. Evite
- conversar sobre o passado da outra pessoa! Lembre-se sempre da frase do grande Roberto
- Carlos: “o que passou não quero mais lembrar, só quero ter você aqui…”. Dessa forma, a
- pessoa se sentirá muito mais confortável e segura.
- Outro caso um pouco mais sutil e complexo acontece com as pessoas nostálgicas. Esse tipo
- de relacionamento ioiô mexe com o inconsciente do indivíduo, por isso ele é mais complexo.
- Como acontecem esses casos? Um dos dois termina e aquele mais nostálgico fica sofrendo em
- demazia ao lembrar os melhores momentos que o casal passou junto, e como a nostalgia
- sempre é a lembrança de algo bom e carregado de emoções positivas, a pessoa desvia seus
- pensamentos daquilo que foi conflituoso e levou ao rompimento amoroso e volta a pensar no
- relacionamento em suas fases mais iniciais, que certamente estavam carregadas de emoções
- positivas e, acima de tudo, de paixão. Dessa forma, a pessoa também fica carente
- e “louca” para voltar o relacionamento, o que acaba acontecendo. Porém, a realidade mostra
- que já não existe mais paixão e dentro de pouco tempo um dos dois decide terminar mais uma
- vez, e fica um ciclo quase interminável de terminar-voltar-terminar-voltar! Você se identificou
- com essa possibilidade? Ela é mais comum do que se imagina…
- Existem outras possibilidades, mas acho que falei as principais. Evite os relacionamentos
- ioiô, pois eles só revelam medos, inseguranças, carências e, principalmente, infantilidades.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/os-principais-tipos-derelacionamentos-ioio/. Acesso em 26 mar. 2019.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 08 e 22.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
A era da indiferença
- Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
- que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
- pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
- ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
- A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
- não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
- conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
- me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
- possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
- tornamos mercadorias.
- Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
- que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
- com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
- __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
- Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
- nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
- crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
- vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
- daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
- Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
- sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
- palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
- parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
- inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
- esperança.
- Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
- nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
- da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
- construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
- esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
- valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
- que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
- Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
- dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
- forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
- abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
- sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
- pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
- pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
- que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.
Assinale a alternativa que contém a preposição que preenche corretamente a lacuna tracejada do texto (l. 14).
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
A era da indiferença
- Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
- que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
- pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
- ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
- A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
- não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
- conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
- me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
- possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
- tornamos mercadorias.
- Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
- que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
- com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
- __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
- Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
- nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
- crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
- vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
- daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
- Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
- sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
- palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
- parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
- inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
- esperança.
- Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
- nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
- da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
- construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
- esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
- valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
- que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
- Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
- dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
- forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
- abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
- sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
- pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
- pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
- que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.
A palavra “tampouco”, localizada na linha 15 do texto, é classificada como advérbio de:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Desumanizado mundo novo
- Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
- confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
- tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
- sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
- desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
- está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
- para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
- transformar-se no que não é.
- Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
- benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
- um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
- instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
- percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
- necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
- Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
- perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
- com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
- os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
- com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
- analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
- gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
- estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
- de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
- Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
- os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
- os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
- sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
- tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
- Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
- “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
- mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
- sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
- mesmo.
- Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
- renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
- saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
- sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
- pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
- consequentemente, o seu poder.
- É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
- fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
- criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
- egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
- invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
- quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
- cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
- sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
- caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.
Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.
Qual das seguintes alternativas apresenta as preposições que preenchem, correta e respectivamente, as linhas tracejadas do texto (l. 32)?
Assinale a alternativa em que aumentativo está correto.
Assinale a alternativa que contém somente palavras femininas.
Assinale a alternativa que apresenta um substantivo coletivo.
Assinale a alternativa cuja frase apresenta dois substantivos próprios.